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História da Polícia Militar de Pernambuco

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Giulerme Silva
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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HISTÓRICO

Criada por meio de um Decreto Imperial em 11 de junho de 1825, a Polícia Militar de Pernambuco
(PMPE) cumpre o papel de polícia ostensiva, na garantia da segurança e preservação da ordem
pública, previsão do Art. 144 da Constituição Federal de 1988. Em quase dois séculos de
existência, a PMPE, foi se adaptando aos tempos e se consolidou como uma Instituição de
prestígio e respeito no para a sociedade pernambucana. Nesse contexto, vamos contar,
brevemente, sobre a história do Quartel do Comando Geral, do Batalhão de Rádio Patrulha e da
presença feminina nas fileiras da corporação.
Patrimônio Histórico Estadual desde 1994, o prédio imponente que abriga o Quartel do Comando
Geral da PMPE, QCG, já foi um centro comercial, o Mercado Coelho Cintra. Criado pelo industrial
Delmiro Golveia, o mercado sofreu um incêndio e ficou em ruínas, depois abrigou a escola de
Artífices até que, em 18 de outubro de 1924, foi ocupado pela, então, Força Pública do Estado,
hoje, Polícia Militar de Pernambuco. Passaram-se 100 anos e o prédio continua sendo, além de
uma referência arquitetônica, o local-sede da Corporação policial cuja própria história perpassa a
história do Estado de Pernambuco. “Sentido alerta Patrulheiros, pelo dever de bem servir!”. Esse
é o lema do Batalhão de Radiopatrulha da PMPE (BPRp). Em 1951 nascia a primeira unidade no
Brasil dotada de viaturas com radiotransmissores: a Companhia de Vigilância de Radiopatrulha.
Pioneira no país nessa modalidade de patrulhamento de comunicação simultânea de ocorrências,
em 1970 passou a ser Batalhão e, atualmente, é uma tropa especializada em policiamento urbano.
E já que estamos rememorando um pouco de nossa história, um dos marcos da corporação foi o
ano de 1983 quando as primeiras mulheres ingressaram na PMPE. Foram 21 novas sargentos
que se formaram e, desde então, todos os concursos para ingresso na instituição contam com a
participação fundamental da força das mulheres, somando, atualmente, um efetivo de mais de 2
mil policiais femininas.
São quase 200 anos de história institucional que se confunde com a história daqueles
que a compunham, que envergam sua farda, seus valores e cumprem sua missão de
servir "até com risco da própria vida”. Mas não existe corporação sem corpo, sem
pessoas, sem nomes. Nesse bicentenário da PMPE nossa homenagem é para todos
os que dedicaram seu tempo e suas vidas ao que fizeram razão de existência:
construir uma sociedade mais justa, segura e humana. São bravos homens e mulheres
que escreveram a história dessa instituição e que deixaram legados de honra para as
novas gerações.
Rosana Alexandre de Sousa -ST PMPE
C

CONTEUDISTA

O conteudista de Policiamento Ostensivo Preventivo, Filipe Ágabo Tenório Amorim Pereira, é Major
da Polícia Militar de Pernambuco. Ele é Bacharel em Segurança Pública, Bacharel em Administração
(UPE), Bacharel em Direito, Pós-graduado em Ciências Jurídicas e tem MBA em Gestão
Governamental (UNB). Tem como especialidade o curso de Instrutor do Método Giraldi, Operações
urbanas, Gerenciamento de crises, Uso Diferenciado da Força, Agente da autoridade de trânsito,
Curso de Promotor de Direitos Humanos, Curso de técnica de ensino (Marinha do Brasil), Instrutor
de Armamento, Munição e Tiro, Atendimento Pré-Hospitalar Tático e Metodologia e Técnicas de
Ensino.

A conteudista de Policiamento Ostensivo Preventivo, Larissa Mariane da Silva, é Cabo da Polícia


Militar de Pernambuco. Tem graduação em Direito pela Faculdade de Olinda. Pós-graduação Lato
sensu em Direito Público pela UNINASSAU e Direito Constitucional pela Faculdade Damásio
Educacional. Tem curso de Moto patrulhamento e Método Giraldi.
IMPORTANTE

O conteúdo desta apostila aborda ações técnicas e de segurança que devem


permanecer exclusivamente no âmbito da Polícia Militar de Pernambuco. Todos os Policiais
Militares e Alunos são responsáveis por manter o sigilo das informações aqui contidas, uma
vez que a divulgação de documentos oficiais relacionados a ações de segurança pública
pode acarretar sanções severas, tanto na esfera criminal quanto administrativa.
Diante disso, a manutenção do sigilo é essencial para preservar a integridade e a
eficácia das operações de segurança, além de garantir a proteção do Estado e de seus
cidadãos. A divulgação não autorizada dessa apostila pode comprometer a segurança
institucional, prejudicar a ordem pública e resultar em responsabilização legal.

Ademais, pode gerar responsabilização criminal, diante do que preconiza o artigo 166
do Código Penal Militar, o qual prevê reclusão de 2 a 4 anos para quem publicar, sem
permissão, atos ou documentos que afetem a segurança ou a disciplina militar e se a
divulgação envolver segredos de Estado ou de serviço, a pena de reclusão pode chegar a
6 anos, conforme o artigo 324 do Código Penal Militar.

Além das penalidades criminais, aquele que divulgar tais informações pode ser punido
administrativamente, de acordo com o Regulamento Disciplinar da PMPE.

Portanto, é imprescindível que cada membro da corporação adote uma postura


rigorosa quanto ao sigilo das informações.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988

É norma elementar do Direito Público que organiza a estrutura e o funcionamento da


República Federativa do Brasil, por meio da Separação dos Poderes, instituição e separação
das competências (privativa, comum e concorrentes) dos Entes Federados – União,
Estados, Municípios e Distrito Federal e, além disso, estabelecendo os direitos e deveres “...
dos brasileiros e estrangeiros residentes...” ou em trânsito no território nacional, prestigiando
a Dignidade da Pessoa Humana principalmente no que tange a atuação dos Órgãos de
Segurança Pública.

1.1 DIREITOS FUNDAMENTAIS


A finalidade precípua dos órgãos que compões as forças de segurança é a proteção
dos direitos fundamentais. Diante disso, é de suma importância promover o que prevê os
Incisos, exemplificativos, que compões o Artigo 5º da Constituição Federal de 1988, em
especial os abaixo relacionados:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos
e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de


censura ou licença;

X - São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a
indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador,
salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação
judicial;

CONCEITO DE CASA NO ART.150 DO CÓDIGO PENAL


§ 4º - A expressão "casa" compreende: § 5º - Não se compreendem na expressão
"casa":
I - qualquer compartimento habitado; I - hospedaria, estalagem ou qualquer outra
II - aposento ocupado de habitação coletiva, enquanto aberta, salvo a
habitação coletiva; restrição do n.º II do parágrafo anterior;
III - compartimento não aberto ao II - taverna, casa de jogo e outras do
público, onde alguém exerce mesmo gênero.
profissão ou atividade.
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;

XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da
lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente
de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo
apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;

XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos
termos da lei;

XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por
eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;

XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático;

XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;

LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade
judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos
em lei;

FASES DO FLAGRANTE
1ª PRISÃO CAPTURA 2ª CONDUÇÃO À 3ª LAVRATURA DO AUTO
AUTORIDADE POLICIAL DE PRISÃO EM
FLAGRANTE DELITO
(APFD)
interrupção da execução da condução do indivíduo o Delegado analisará as
conduta criminosa, apreendido até a Delegacia circunstâncias do caso
preservando o bem jurídico de Plantão para ser concreto e vislumbrando
tutelado e detenção do apresentado a Autoridade indícios mínimos de autoria e
possível autor. Policial (Delegado). materialidade mandará lavrar
o APFD.

“Permita-se que se faça cessar imediatamente a infração com a prisão do transgressor, em


razão de aparente convicção quanto à materialidade e a autoria permitida pelo domínio visual
dos fatos. É uma forma de autopreservação e defesa da sociedade, facultando-se a qualquer
do povo a sua realização.” (Távora,Nestor 2023, p, 446

ORDEM ESCRITA E FUNDAMENTADA DE AUTORIDADE JUDICIÁRIA COMPETENTE


MANDADO DE PRISÃO PREVENTIVA1

1Ordem Judicial que determina a prisão de uma pessoa antes do julgamento como medida cautelar para
garantir o andamento do processo ou a segurança pública.
MANDADO DE PRISÃO TEMPORÁRIA4 O policial militar, após a busca pessoal,
MANDADO PARA EXECUÇÃO DE PENA5 verificará nos sistemas (BNMP2 e Polícia
Ágil3) se há, em desfavor da pessoa
abordada, mandado de prisão.

1.3 SEGURANÇA PÚBLICA

É um Direito Social elencado no Caput. do Artigo 6º da Constituição Federal de 1988,


que força os Estados a implementarem políticas públicas a fim de prevenir e reprimir atos
atentatórios ordem pública. À vista disso, esse direito é materializado por meio dos Órgãos
de Segurança Pública:
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de
todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das
pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
VI - Polícias penais federal, estaduais e distrital.

JURISPRUDÊNCIA:
STF. Plenário. (RE 846.854/SP) - reconheceu que as Guardas Municipais executam
atividade de segurança pública (art. 144, § 8º, da CF), essencial ao atendimento de
necessidades inadiáveis da comunidade (art. 9º, § 1º, da CF).
1.3.1 CONSTITUIÇÃO DE PERNAMBUCO (CE/PE)
A Constituição do Estado de Pernambuco, de 5 de outubro de 1989, no uso do Poder
Derivado Decorrente estabeleceu como órgãos de segurança do Estado de Pernambuco:
Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar como é possível constatar:

Art. 101. A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é


exercida para preservação da ordem pública, da incolumidade das pessoas e do
patrimônio e asseguramento da liberdade e das garantias individuais através dos

4 Ordem Judicial que determina a prisão por prazo determinado; o prazo só é iniciado com o cumprimento do
mandado.
2 Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões: [Link]
3 [Link]
5 Ordem Judicial emitida pelo juiz responsável pela sentença, determinando o cumprimento da pena imposta

a uma pessoa condenada criminalmente.


seguintes órgãos permanentes: (Redação alterada pelo art. 1º da Emenda
Constitucional n˚ 4, de 22 de julho de 1994).
I - Polícia Civil;
II - Polícia Militar;
II - Corpo de Bombeiros Militar. (Acrescido pelo art. 1º da Emenda Constitucional n˚ 4,
de 22 de julho de 1994).

Destaca-se que Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu que os Estados


membros não podem criar outros órgãos de Segurança Pública além daqueles previstos na
Constituição Federal. Assim, a Constituição Pernambucana não poderia acrescentar no rol
do Artigo 101 órgãos distintos daqueles previstos na CF/88.
As espécies de polícias são classificadas: Polícia Administrativa e a Polícia Judiciária.

1.3.2 POLÍCIA ADMINISTRATIVA (Polícia Preventiva)


Executa, em regra, seu trabalho de maneira ostensiva e é destinada a inibir a prática
de infrações penais, bem como deve intervir imediatamente, quando flagra, uma conduta
criminosa. No âmbito estadual, tal incumbência é realizada pela Polícia Militar e o Corpo de
Bombeiros Militar, os quais atuam na preservação da ordem pública e incolumidade das
pessoas.

1.4 POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO

É força auxiliar e reserva do exército, subordinada ao Governo do Estado e tem como


pilares a hierarquia e a disciplina. Incumbida proteger o exercício dos direitos individuais e
coletivos de acordo as políticas públicas definidas pelo Poder Executivo Estadual e conforme
previsão:

Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições


organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito
Federal e dos Territórios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

Art. 144 § 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem


pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a
execução de atividades de defesa civil. (Constituição Federal de 1988)

Art. 105. A polícia Militar, força auxiliar e reserva do Exército, cabe com exclusividade a
polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; e ao Corpo de Bombeiros Militar,
também força auxiliar e reserva do Exército, cabe a execução das atividades da defesa civil,
além de outras atribuições definidas em Lei. (Redação alterada pelo art. 1º da Emenda
Constitucional n˚ 4, de 22 de julho de 1994)

PODER DE POLÍCIA

Entende-se como Poder de Polícia a prerrogativa que o Estado tem para garantir e
impor que o uso e o gozo dos direitos fundamentais estejam em consonância com o interesse
público. Vale ressaltar que ele não decorre da hierarquia, e sim, de uma supremacia, pois
entre o Estado e o particular não existe relação de hierarquia.
O diploma normativo que apresenta o conceito de Poder de Polícia é o Código
Tributário Nacional (CTN):
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que,
limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou
abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene,
à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de
atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público,
à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou
coletivos. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 31, de 1966

PODER DE POLÍCIA DISCRICIONÁRIO PODER DE POLÍCIA VINCULADO


A Lei prevê uma margem de liberdade para o O agente público deve agir com base na
agente público atuar. Devendo escolher previsão legal e não possui nenhuma
dentre as opções legais a que mais se liberdade na sua atuação.
adequar ao caso concreto.

ATRIBUTOS DO PODER DE POLÍCIA NA ATUAÇÃO DA POLÍCIA MILITAR


Discricionariedade:
O Policial Militar irá valorar, dentro da sua esfera de atribuição e respeitando os critérios de
conveniência e oportunidade, qual atitude que melhor se adequa ao caso concreto; devendo
respeitar os limites legais.
Autoexecutoriedade:
Após o Policial definir qual atitude deve ser tomada poderá executar sua decisão, sem
intervenção do Poder Judiciário.
Coercibilidade:
Diante da necessidade de todos que convivem em sociedade obedecer às regras, o Policial
não dependerá da vontade do administrado, ou seja, o ato independe da vontade do
infrator.
1.5.2 CICLOS OU FASES DO PODER DE POLÍCIA
1 Ordem de Polícia: é vislumbrada nos atos normativos que restrinjam direitos ou
condicionem obrigações.
2 Consentimento de Polícia: É a aquiescência prévia da administração para o particular
exercer determinadas atividades.
3 Fiscalização de Polícia: É a verificação se está sendo cumprido os limites estabelecidos
pela administração pública.

4 Sanção de Polícia: Deve ter previsão legal, respeitando, assim, o princípio da legalidade. A
Constituição Federal de 1988 é a norma elementar do Direito Público que organiza a estrutura e o
funcionamento da República Federativa do Brasil. Ela estabelece a separação dos poderes e as
competências dos entes federados (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), além de definir os
direitos e deveres dos brasileiros e estrangeiros residentes ou em trânsito no território nacional. A
Constituição também prestigia a dignidade da pessoa humana, especialmente na atuação dos órgãos de
segurança pública.
Direitos Fundamentais: A proteção dos direitos fundamentais é a finalidade principal dos órgãos de
segurança. O Artigo 5º da Constituição garante a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade,
à segurança e à propriedade. Alguns dos direitos destacados incluem:

 Igualdade de direitos e obrigações entre homens e mulheres.


 Proibição de tortura e tratamento desumano.
 Liberdade de consciência e de crença.
 Inviolabilidade da intimidade, vida privada, honra e imagem.
 Inviolabilidade do sigilo da correspondência e das comunicações.

Fases do Flagrante: O flagrante delito envolve três fases principais:

1. Prisão Captura: Interrupção da execução da conduta criminosa e detenção do possível autor.


2. Condução à Autoridade Policial: Apresentação do indivíduo apreendido à autoridade policial.
3. Lavratura do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD): Análise das circunstâncias e lavratura
do APFD pelo delegado.

Segurança Pública: A segurança pública é um direito social previsto no Artigo 6º da Constituição, que
obriga os Estados a implementarem políticas públicas para prevenir e reprimir atos atentatórios à ordem
pública. Os órgãos responsáveis pela segurança pública incluem a polícia federal, polícia rodoviária
federal, polícia ferroviária federal, polícias civis, polícias militares e corpos de bombeiros militares.
TABELA DE EXEMPLOS:

ORDEM CONSENTIMENTO FISCALIZAÇÃO SANÇÃO


Código de Trânsito Fiscalização para Multa
Autorização para em restaurantes,
Código Florestal Posse de Arma de lanchonetes, Apreensão de
Fogo casas de show. mercadorias
Resoluções do
CONTRAN Permissão para Fiscalização de Interdição de
condução de veículo cumprimento de atividades
normas
ambientais

TÁTICA E TÉCNICA POLICIAL MILITAR

REGIÃO, ÁREA, SUBÁREA, SETOR, SUBSETOR E POSTO


PATRULHAR E INTINERÁRIO DE PATRULHAMENTO

Patrulhar
É exercer atividade rotineira de observação, fiscalização, proteção, reconhecimento ou, se
necessário, emprego de força.
Exemplo: Durante o patrulhamento noturno, a equipe observa comportamentos suspeitos
em uma praça pública, garantindo a segurança da área e abordando indivíduos que
apresentar atitudes suspeitas.
Itinerário de Patrulhamento
É a sucessão de pontos de passagem obrigatória.
Exemplo: O itinerário da patrulha inclui a ronda de três escolas, dois pontos de ônibus
movimentados e uma praça, passando obrigatoriamente por cada local a cada hora.
Posto
É constituído por um ponto base (PB) ou por vários pontos ao longo de itinerários.
Havendo vários PB, a fração que atuar no posto obedecerá a um CARTÃO-PROGRAMA.
A numeração é feita com base nas plantas da cidade, de sul para norte e de oeste para leste.
Esse critério visa facilitar a rápida localização dos pontos nas cartas ou mapas pelos
operadores que se revezam sistematicamente.
Exemplo: A equipe se posiciona no PB-3, que cobre a entrada de um terminal de ônibus,
revezando-se a cada 4 horas conforme o cartão-programa.
Ponto de Estacionamento
É o local onde a patrulha deve permanecer estacionada quando não estiver atendendo a
uma ocorrência policial ou em patrulhamento.
São eles:
PEP: Ponto de Estacionamento Principal
PES: Ponto de Estacionamento Secundário
Exemplo: Após finalizar o patrulhamento, a viatura se posiciona no PEP próximo ao mercado
central, aguardando possíveis chamados do COPOM.
Ponto Base
É o espaço físico que, por ser local de risco, exige a presença contínua da patrulha (PBF —
Ponto Base Fixo) ou temporária (PBAC — Ponto Base Atendendo ao COPOM).
Deve ser um espaço físico delimitado, que exija presença real ou potencial da patrulha
devido ao risco.
É conveniente que possua iluminação e identificação.
Quando motorizado, deve permitir deslocamento em, no mínimo, duas direções.
Exemplo: A patrulha mantém presença fixa no PBF em frente a uma escola de alto risco,
com deslocamento rápido para duas vias principais em caso de necessidade.
ATENÇÃO: O cumprimento do horário estipulado no cartão-programa exige que o policial
militar permaneça por um tempo determinado nos locais designados, com a obrigação de
atender prontamente às ocorrências nas proximidades.
Apresentação gráfica dos pontos, indicando a localização dos Pontos Bases, os itinerários
a serem percorridos e os horários a serem observados:
Atenção: Sempre que o efetivo chegar a um ponto base, deverá desembarcar da viatura.
Exemplo de itinerário e horários:
o 12h00: Assumir o posto no PB1.
o 13h00: Deslocar-se em patrulhamento do PB1 ao PB2, seguindo o itinerário
estipulado, e ali fazer permanência.
o 14h20: Deslocar-se em patrulhamento do PB2 ao PB3, seguindo o itinerário
estipulado, e ali fazer permanência.

Locais de Risco: lugar onde as condições favorecem a ocorrência que colocam em risco
tanto a segurança das pessoas quanto a proteção do patrimônio. Por esse motivo, é
fundamental que essas áreas recebam atenção redobrada e patrulhamento constante por
parte das autoridades responsáveis pela segurança pública.
Diante disso, o policial deve manter-se sempre atento e em alerta, a fim de não ser
surpreendido por situações inesperadas.
CARACTERISTICAS DO POLICIAMENTO OSTENSIVO

Características do Policiamento Ostensivo


O policiamento ostensivo possui características gerais que definem sua atuação e
justificam sua execução dentro da atividade policial-militar. Ele estabelece o campo de ação
da polícia e os motivos que levam à sua aplicação.

Ação de Interesse Público


O policiamento ostensivo é realizado com o objetivo de garantir a segurança pública
e preservar o interesse coletivo dentro das comunidades, assegurando o bem comum de
forma abrangente. Diferencia-se de atividades como a vigilância privada de bens ou áreas e
da segurança pessoal de indivíduos sob ameaça. No entanto, em situações excepcionais, a
atuação policial pode se estender a esses contextos, sempre de forma pontual e não como
regra.
Exemplo:
Uma viatura da polícia militar patrulha um bairro residencial durante a noite para coibir
furtos e garantir a segurança da comunidade. Esse policiamento ostensivo tem como
objetivo proteger a população de forma geral, prevenindo crimes e garantindo a ordem
pública.
Por outro lado, um segurança particular contratado por um condomínio tem a função
específica de vigiar aquele local e proteger exclusivamente os moradores dali. Da mesma
forma, um guarda-costas contratado para proteger uma pessoa sob ameaça não realiza
policiamento ostensivo, pois seu foco é apenas a segurança individual de seu cliente.
No entanto, em uma situação excepcional, como um segurança privado acionando a
polícia ao flagrar uma invasão ao condomínio, a equipe policial pode intervir, pois o crime
afeta a ordem pública. Ainda assim, essa atuação ocorre de forma pontual, e não como um
serviço permanente de vigilância privada.

Totalidade
O Policiamento Ostensivo é uma atividade essencialmente dinâmica, originada da
necessidade coletiva de segurança da comunidade, garantindo a ordem e a tranquilidade
pública. Desenvolve-se sob os aspectos preventivo e repressivo, de acordo com os fatores
que possam ameaçar ou comprometer a Ordem Pública.
Sua execução se consolida por meio de um conjunto contínuo de ações planejadas e
operacionais, podendo ser desencadeada tanto por iniciativa própria quanto por solicitação
ou determinação superior.
Exemplo:
Se uma viatura da polícia identifica um indivíduo em atitude suspeita em uma praça
pública durante a madrugada, os agentes podem abordá-lo preventivamente, mesmo sem
um chamado específico. Por outro lado, se houver uma denúncia de um assalto em
andamento, a equipe deve agir repressivamente, intervindo para conter a ameaça.
Diante de ocorrências que envolvam pessoas ou objetos, quando necessário, os
envolvidos serão encaminhados aos órgãos competentes, ou estes serão informados para
adoção das providências cabíveis, desde que isso não comprometa o atendimento imediato
da situação.
Exemplo:
Se, durante uma abordagem, a polícia encontra um carro roubado, ele deve ser apreendido
e levado à Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos. Caso um cidadão encontre um
documento perdido e entregue à polícia, esta pode apenas comunicar o órgão responsável
para que o dono seja localizado.
Dinâmica
O desempenho do sistema de policiamento ostensivo deve priorizar o cumprimento e
o aperfeiçoamento contínuo dos planos de rotina, garantindo o envolvimento constante da
tropa com sua circunscrição. Esse engajamento possibilita um conhecimento detalhado do
território e dos hábitos da população, permitindo um serviço mais eficiente e direcionado às
necessidades da comunidade.
A manutenção dos efetivos e dos recursos operacionais é fundamental para a
execução desses planos, que estabelecem prioridades estratégicas. A presença policial
constante visa não apenas a prevenção de crimes, mas também a criação e manutenção da
sensação de segurança na população, fator essencial para a preservação da ordem e da
tranquilidade pública.
Quando o policiamento regular não é suficiente para atender às demandas
específicas de determinadas áreas, operações policiais-militares podem ser realizadas de
forma esporádica e suplementar. Essas ações ocorrem por meio da saturação, que consiste
na concentração intensiva de efetivo e recursos em locais estratégicos para conter situações
emergenciais, sem comprometer o policiamento de rotina.
Além disso, toda análise e planejamento administrativo ou operacional devem
considerar os objetivos globais da segurança pública, permitindo uma visão ampla e
integrada. Somente assim é possível alcançar máxima eficiência operacional e otimizar os
recursos disponíveis.
Por fim, o policiamento ostensivo não deve ser estruturado de forma rígida e inflexível.
Sua eficácia depende da capacidade de adaptação às diferentes situações e desafios,
garantindo respostas rápidas e eficazes para o restabelecimento da ordem pública sempre
que necessário.
Exemplo:
Um batalhão responsável por uma determinada região pode mapear pontos críticos
de criminalidade, ajustando as rotas das viaturas para intensificar a presença policial nesses
locais durante horários de maior incidência de crimes.
A estratégia operacional busca assegurar a presença constante dos efetivos e
recursos no cumprimento das diretrizes estabelecidas, garantindo a segurança por meio de
ações planejadas e da rápida resposta às demandas da sociedade.
Exemplo:
Se uma série de furtos a comércios ocorre em determinada área, a polícia pode
aumentar o patrulhamento a pé e com viaturas, estabelecer rondas nos horários de maior
movimento e orientar comerciantes sobre medidas preventivas.
Diante disso, torna-se evidente a importância de cumprir rigorosamente a Ordem de
Serviço e/ou o Cartão de Programa designado à equipe policial, uma vez que sua elaboração
é baseada em um estudo prévio voltado à prevenção de crimes, bem como a criação e
manutenção da sensação de segurança à população.
Legalidade
As atividades de policiamento ostensivo são desenvolvidas dentro dos limites
estabelecidos pela legislação. O exercício do poder de polícia é discricionário, mas nunca
arbitrário, sendo regido pelos princípios da legalidade e pelo respeito aos direitos e garantias
fundamentais previstos na Constituição Federal.
Em determinadas situações, o policial militar pode agir com discricionariedade na
defesa da moralidade pública e do bem comum. No entanto, mesmo nesses casos, sua
atuação deve sempre respeitar os limites impostos pelas garantias constitucionais,
assegurando que suas ações sejam legítimas e proporcionais.

Ação de Presença
A ação de presença tem como objetivo transmitir à comunidade uma sensação de
segurança, reforçando a certeza de que a cobertura policial-militar está ativa e eficaz.
 Ação de presença real: ocorre quando há a presença física do policial militar em
determinado local, exercendo um efeito dissuasório, especialmente em áreas com
alta probabilidade de ocorrências.
 Ação de presença potencial: refere-se à capacidade do policiamento ostensivo de
responder rapidamente a uma ocorrência iminente ou já em andamento, garantindo
uma intervenção ágil e eficaz.
Exemplos de ações de policiamento ostensivo:
1. Verificações localizadas de pessoas e/ou instalações;
2. Patrulhamento a pé e motorizado;
3. Investigações de campo;
4. Atendimento de emergências e prestação de primeiros socorros;
5. Fiscalização do cumprimento das normas de trânsito;
6. Colaboração no fluxo de trânsito local;
7. Atendimento a acidentes de trânsito.
8. Segurança escolar,
9. Prevenção de tumultos.

PRINCIPIOS DO POLICAMENTO OSTENSIVO

São os princípios fundamentais a serem considerados no planejamento e na


execução das atividades policiais-militares, com o objetivo de garantir a máxima eficácia
operacional.
Princípio da Universalidade
As atividades policiais-militares são desenvolvidas com o propósito de preservar a
ordem pública em seu sentido mais amplo. Embora exista uma tendência natural — e,
em alguns casos, imposta — à especialização, isso não impede a formação de um
policial-militar capacitado para lidar adequadamente com diversos tipos de
ocorrências.
Mesmo que um policial esteja especialmente treinado para determinado tipo de
policiamento, ele deve estar preparado para adotar medidas iniciais em qualquer
situação que exija intervenção policial. A atribuição de funções específicas não exime o
policial-militar do dever de atender outras ocorrências que presencie ou para as quais seja
acionado.
As ações de polícia ostensiva, que representam a exteriorização do poder de polícia,
ocorrem sempre de forma preventiva ou repressiva, seja no âmbito da polícia administrativa
ou da polícia judiciária, independentemente da legislação específica aplicável à situação.
Princípio da Responsabilidade Territorial
Os elementos em comando, com a tropa desdobrada no terreno, são
responsáveis, perante o escalão imediatamente superior, pela preservação da ordem
pública na área territorial a eles designada, com foco na execução do policiamento
ostensivo. Como parte de seu dever, cabe a eles a iniciativa de tomar todas as providências
legais e regulamentares necessárias para ajustar os recursos alocados pela Corporação ao
cumprimento da missão dentro daquele espaço territorial.
Princípio da Continuidade
O policiamento ostensivo é uma atividade essencial, de caráter eminentemente
operacional, sendo exercido de forma contínua, 24 horas por dia. A satisfação das
necessidades de segurança da comunidade impõe um nível elevado de exigências, o que
deve ser atendido pela estrutura organizacional, pelas rotinas de serviço e pela mentalidade
do policial militar.
Princípio da Efetividade
A utilização dos recursos destinados à PMPE deve ser realizada de maneira a
otimizar sua aplicação. A busca pela eficácia operacional será conduzida com foco na
eficiência e no constante aprimoramento da produtividade da Corporação.

PROCEDIMENTOS BÁSICOS DURANTE A EXECUÇÃO DO


POLICIAMENTO OSTENSIVO

São comportamentos padronizados que fornecem as condições essenciais para o


pleno exercício das funções policiais-militares. Por meio deles, evidencia-se o nível de
qualificação profissional tanto do indivíduo quanto da corporação. Esses comportamentos
englobam os requisitos básicos, as abordagens empregadas em ocorrências, os
fundamentos legais e as técnicas mais usuais.
Requisitos Básicos
Conhecimento da missão
O desempenho das funções de policiamento ostensivo exige um completo
entendimento da missão, condição indispensável para a eficiência operacional. Esse
conhecimento resulta do preparo técnico-profissional, da qualificação geral e específica, e
do comprometimento pessoal do policial militar.
Conhecimento do local de atuação
Implica a familiarização com todos os aspectos físicos do território de interesse
policial-militar. Esse domínio do ambiente operacional é fundamental para assegurar
respostas rápidas e eficazes às demandas da segurança.
Acessibilidade
Os serviços da Polícia Militar devem ser facilmente acessíveis à comunidade, seja por
meio de contato telefônico ou diretamente nos pontos de estacionamento das patrulhas.
Além disso, a divulgação ampla dos endereços das unidades policiais garante uma
comunicação ágil e eficaz com a população.
Relacionamento
Envolve o estabelecimento de vínculos com os integrantes da comunidade,
promovendo a compreensão de seus hábitos, costumes e rotinas. Esse relacionamento é
crucial para detectar e mitigar situações de risco que possam comprometer a tranquilidade
pública, contribuindo para um controle mais assertivo.
Postura e compostura
A atitude, a apresentação pessoal e a correção no comportamento durante a atuação
em ocorrências influenciam decisivamente na confiabilidade do público em relação à
corporação. Uma postura profissional e serena reforça a imagem do policial militar,
facilitando o desempenho operacional e fortalecendo a relação com a comunidade.
O Comportamento na Ocorrência
O caráter impessoal e imparcial da ação policial-militar evidencia a natureza
eminentemente profissional da atuação, independentemente da ocorrência. Essa postura
deve ser marcada pela urbanidade, por uma energia serena, por uma brevidade compatível
com a situação e, acima de tudo, pela isenção, garantindo a eficácia e a confiança da
população.

Formas de Empenho em Ocorrências


Averiguação
A averiguação consiste no empenho do policial militar em constatar o grau de
tranquilidade desejado e/ou coletar dados e examinar indícios que possam orientar
providências subsequentes. Esse procedimento visa esclarecer comportamentos
inadequados ou inusitados, bem como identificar alterações na disposição de objetos e
instalações. O policial-militar deve dar atenção especial a eventos como, entre outros:
 Pessoas encostadas em veículos durante altas horas da noite;
 Indivíduos que se retiram furtivamente por ruas mal iluminadas;
 Estabelecimentos comerciais que se encontram às escuras, quando normalmente
deveriam estar iluminados, ou vice-versa;
 Aglomerações em torno de pessoas que se encontram caídas na via pública.
 Veículos estacionados de forma irregular ou abandonados;
 Indivíduos presentes em terrenos baldios;
 Pessoas circulando nas proximidades de escolas, parques infantis, entre outros.
Advertência
A advertência consiste em interpelar o cidadão que adota uma conduta inconveniente,
objetivando promover a mudança de sua atitude e prevenir o cometimento de contravenções
penais ou crimes.
1. Considerando que a prevenção de infrações é a meta principal do policiamento
ostensivo, o policial-militar deve intervir, advertindo aqueles que apresentem atitudes
antissociais passíveis de correção. Ressalta-se que advertir não equivale a ameaçar ou
impor uma lição de moral, mas sim a:
 Informar que a conduta adotada pode configurar contravenção penal ou crime;
 Solicitar que o advertido adote uma postura mais adequada.
2. O policial-militar jamais deve afirmar de forma autoritária, por exemplo, “posso
prendê-lo por isso” ou “se eu quisesse, poderia prendê-lo”. Caso o indivíduo modifique
seu comportamento em resposta à advertência, a situação será considerada resolvida.
Persistindo a atitude inadequada, o policial deverá encaminhá-lo ao Distrito Policial
competente. As advertências devem ser emitidas com um tom de voz apropriado, mantendo
sempre atitudes profissionais e impessoais. É comum que o advertido apresente
argumentos, afirmando ter razão, e, portanto, uma abordagem inábil pode transformar uma
simples advertência em uma ocorrência mais grave. Por essa razão, a forma de
interpelação é de suma importância e deve ser realizada de maneira clara e
equilibrada:
 Aproximar-se do cidadão com naturalidade, evitando gestos ou atitudes que
demonstrem exaltação de ânimo;
 Manter a postura ereta e a cabeça erguida, transmitindo firmeza e segurança na
abordagem;
 É fundamental lembrar que a combinação de firmeza e serenidade desestimula
reações adversas. Nenhuma objeção poderá ser feita à conduta do policial se ele agir
com cortesia e determinação no cumprimento da lei.

Orientação:
A orientação consiste em prevenir a ocorrência de delitos por meio do esclarecimento
ao cidadão sobre as medidas de segurança que deve adotar.
1. Sendo o policial-militar o responsável pela segurança pública, cabe a ele assumir
o papel de principal orientador da comunidade nesse aspecto. Uma orientação clara e
precisa faz com que o cidadão se sinta protegido e reconheça que é alvo da atenção
do policial, o que contribui para o fortalecimento da confiança e do respeito pelo serviço
prestado. Esse vínculo de confiança, por sua vez, proporciona benefícios significativos ao
policial-militar, facilitando o acesso a informações relevantes sobre delitos e indivíduos
suspeitos, otimizando assim seu trabalho operacional.
2. Os estabelecimentos comerciais, independentemente de sua natureza, devem
receber atenção especial do policial-militar no que se refere à orientação sobre as medidas
de segurança a serem adotadas. Da mesma forma, é essencial que o cidadão comum seja
devidamente instruído, sempre com cortesia e correção de atitudes, sobre as melhores
práticas para prevenir ou dificultar crimes, como arrombamentos residenciais, furtos de
bolsas, assaltos e roubos de veículos.

MEIOS DE LOCOMOÇÃO PARA EMPREGO DO POLICIAMENTO


OSTENSIVO

A avaliação dos fatores determinantes, componentes e condicionantes permitirá a


seleção do meio de locomoção mais eficiente para o pronto emprego do policiamento.
7.1 A PÉ
Geralmente, o emprego se limita à permanência devido à restrição de mobilidade ou
à cobertura de eventos especiais. Em áreas de difícil acesso ou com trânsito intenso, como
em centros urbanos movimentados, a mobilidade das equipes pode ser comprometida,
exigindo que o policiamento se mantenha em pontos fixos, como semáforos ou cruzamentos,
para garantir a vigilância constante.
Em eventos especiais, como manifestações ou grandes eventos esportivos, a
presença física é fundamental para garantir a segurança e prevenir conflitos. O policiamento
deve manter máxima atenção para evitar ser surpreendido, monitorando constantemente os
arredores, observando comportamentos suspeitos e permanecendo atento às
movimentações do público, como em situações de tumulto ou possíveis confrontos.
7.2 MONTADO
O Regimento de Polícia Montada Dias Cardoso (RPMon) realiza o policiamento
montado em áreas de difícil acesso e atua no controle de distúrbios civis em cooperação
com a tropa de choque a pé. O Policial Militar designado para esse tipo de policiamento
precisa de especialização e capacitação contínua, com treinamentos e simulações, para
atuar de forma eficaz em ocorrências desse nível, conforme as diretrizes do POP 52.
A fração elementar é composta por três conjuntos: Comandante, Patrulheiro e
Guarda-cavalos. Sua presença, visível à distância e de forte impacto visual, possui alto valor
repressivo e exerce efeito dissuasório contra infrações. Além disso, destaca-se pela
capacidade de manobrar com facilidade em diversos tipos de terreno.
7.3 MOTORIZADO
Utilizado em áreas urbanas e rurais, o policiamento abrange a vigilância de zonas
comerciais, residenciais e logradouros públicos, cobrindo áreas de risco desprotegidas, bem
como, atuando em eventos, escoltas e diligências. O emprego pode ocorrer com viaturas de
quatro ou duas rodas, ambas com pelo menos dois integrantes.
Durante o deslocamento e estacionamento, as viaturas devem obedecer às normas
gerais de trânsito. Em casos de emergência, a sirene deve ser acionada para garantir
prioridade na circulação. Ao estacionar, é essencial escolher locais de fácil visualização e
com saída rápida para mais de uma direção. Nos Pontos-Base, definidos no cartão-
programa, os policiais militares devem desembarcar, pois a presença visível dos patrulheiros
reforça a ação de presença.
ATENÇÃO: As rondas devem ser realizadas em baixa velocidade, com máxima
atenção e vigilância.
7.4 BICICLETA

O uso de bicicletas segue as mesmas diretrizes do policiamento a pé, sendo


empregado em áreas de maior extensão, como parques, praias e bairros residenciais,
geralmente em terrenos pouco acidentados, como ruas asfaltadas ou calçadas largas. A
fração elementar é composta por, no mínimo, dois policiais militares. Seu uso é
desaconselhado em condições climáticas adversas, como chuva forte, que dificulta a
visibilidade e o controle da bicicleta, ou à noite, quando a iluminação insuficiente pode
comprometer a segurança.
Boletim de Ocorrência (BO)
O Boletim de Ocorrência (BO) é o instrumento utilizado para registrar todas as
ocorrências atendidas pelo policial militar durante o policiamento ostensivo. Esse documento
não só sistematiza e tabula os dados das incidências, mas também viabiliza a elaboração
de estatísticas essenciais para o planejamento operacional e para a avaliação da
produtividade da corporação.
Elementos:
 Registro das ocorrências;
 Planejamento operacional;
 Avaliação de desempenho.

Exemplo de BO:
NOÇÕES SOBRE O PREENCHIMENTO DO BOE:
Ordem de Serviço
Instrumento formal e estratégico que estabelece as diretrizes, os objetivos e as
responsabilidades para a execução de uma missão específica. Ela serve como um guia
detalhado que orienta desde o planejamento até a implementação da operação, garantindo
que todas as ações estejam em consonância com as normativas legais e os padrões éticos
da corporação.
Principais Elementos de uma Ordem de Serviço:
 Objetivo da Operação: Define claramente a finalidade da missão, seja ela voltada
para a prevenção, repressão ou investigação de atividades ilícitas, e os resultados
esperados.
 Estrutura e Comando: Identifica os comandos responsáveis, as unidades envolvidas
e a cadeia hierárquica, garantindo que cada integrante saiba a quem se reportar e
quais são suas funções específicas.
 Procedimentos Operacionais: Estabelece as táticas, os métodos de abordagem e
as técnicas a serem utilizadas, bem como os protocolos de comunicação e os
procedimentos de segurança que devem ser rigorosamente seguidos.
 Recursos e Logística: Detalha os equipamentos, armamentos, viaturas e outros
recursos disponíveis, além das rotas de deslocamento e pontos de apoio,
fundamentais para a execução eficaz da operação.
 Medidas de Contingência: Inclui planos de ação para situações imprevistas ou
emergenciais, assegurando uma resposta rápida e coordenada em caso de
desdobramentos inesperados.
Ao padronizar as ações e definir de forma clara as responsabilidades de cada elemento,
a Ordem de Serviço não só facilita a coordenação interna durante a operação, mas também
reforça o controle e a avaliação das atividades realizadas. Dessa forma, ela contribui
decisivamente para a eficiência do policiamento ostensivo e para a manutenção da ordem e
segurança da comunidade, promovendo uma atuação integrada e profissional por parte da
Polícia Militar.

Exemplo de Ordem de Serviço:

Ao clicar no link, o PM será


direcionado para o mapa da
área onde a ordem de serviço
será executada.
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA POLÍCIA MILITAR DE
PERNAMBUCO

A estrutura organizacional da PMPE reflete a busca incessante pela eficiência e pela


modernização, articulando estratégias que visam tanto a prevenção quanto o combate
efetivo à criminalidade. Este panorama organizacional foi concebido para integrar diversos
setores e unidades operacionais, promovendo uma atuação coordenada e ágil em todo o
estado. Dessa forma, cada elemento desempenha um papel fundamental no fortalecimento
do sistema de segurança pública.
DIRETORIA DE PLANEJAMENTO OPERACIONAL (DPO)

A Diretoria de Planejamento Operacional da Polícia Militar de Pernambuco (DPO) é


um órgão de extrema relevância estratégica, incumbido de planejar, coordenar e articular as
ações operacionais da corporação. Essa diretoria atua como um verdadeiro centro nervoso,
onde são analisados dados, identificadas áreas de risco e definidas estratégias que visam
aprimorar a eficácia das operações de segurança em todo o estado. Ao integrar
conhecimentos e recursos de diferentes setores, a DPO consegue antecipar desafios,
ajustar táticas conforme as necessidades e garantir que as ações preventivas e reativas
estejam sempre alinhadas com os objetivos maiores de proteção da sociedade.
Dentro dessa estrutura, encontram-se subordinadas unidades operacionais de
distintos níveis, que se desdobram em três frentes essenciais: a região metropolitana, o
interior Estado e as áreas especializadas. Cada uma dessas divisões possui área de atuação
específicas, mas todas compartilham o mesmo compromisso com a segurança pública. As
unidades da região metropolitana focam na proteção das grandes cidades e na gestão dos
desafios próprios dos centros urbanos; as do interior são responsáveis por adaptar as
estratégias às peculiaridades do terreno das comunidades menores e mais distantes da
Capital, onde as demandas podem ser diferentes; e as especializadas atuam em situações
que exigem conhecimentos técnicos avançados e respostas rápidas a ocorrências
complexas.
Essa configuração não apenas facilita a comunicação e o fluxo de informações entre
as diversas áreas, mas também permite uma resposta coordenada e eficaz diante de
emergências e ocorrências. Ao promover essa integração, a DPO assegura que cada ação
seja planejada com rigor técnico e implementada com agilidade, fortalecendo assim o
sistema de segurança pública de Pernambuco e contribuindo decisivamente para a
manutenção da ordem e da paz social.
3.1 DIRETORIA INTEGRADA METROPOLITANA

DIM
3.2 DIRETORIA INTEGRADA DO INTERIOR I

DINTER I

End.: Av. Tiradentes, s/n – Centro – Nazaré da


Mata
Responsabilidade Territorial: Aliança, Buenos
Aires, Camuntanga, Carpina, Ferreiros, Lagoa de
Itaenga, Lagoa do Carro, Macaparana, Nazaré da
Mata, Paudalho/Guadalajara, São Vicente Férrer,
Timbaúba, Tracunhaém e Vicência.

End.: BR104, Km 67 – Caruaru


Responsabilidade Territorial: Agrestina, Altinho,
Barra de Guabiraba, Bezerros, Bonito, Camucim de
São Félix, Caruaru, Cupira, Lagoa dos Gatos,
Panelas, Riacho das Almas. Sairé e São Joaquim do
Monte.

End.:[Link] Barbosa,1122/Heliópolis/Garanhuns
Responsabilidade Territorial: Água Belas,
Angelim, Bom Conselho, Brejão, Caetés, Capoeiras,
Correntes, Garanhuns, iati, Lagoa de Ouro,
Palmeirinha, Paranatama, Saloá, São João e
Terezinha.

End.: Av. José Américo de Miranda, s/n –


Palmares
Responsabilidade Territorial: Água Preta, Belém
de Maria, Catende, Cortês, Gameleira, Jaqueira,
Joaquim Nabuco, Maraial, Palmares, Quipapá,
Ribeirão, São Benedito do Sul e Xexéu.
End.: BR 232, Km 185 – Belo Jardim
Responsabilidade Territorial: Belo Jardim,
Cachoeirinha, São Bento do Una, São Caetano e
Tacaembó.

End.: Rod. PE 45, Km 02 – Lídia Queiroz – Vitória


de Santo Antão.
Responsabilidade Territorial: Amaragi, Chã de
Alegria, Escada, Glória de Goitá, Pombos, Primavera
e Vitória de Santo Antão.

End.: PE 90 – Trevo, Av. Pessoa Guerra, s/n –


Cabeceira – Surubim
Responsabilidade Territorial: Belo Jardim, Feira
Nova, Machados, Passira e Salgadinho.

End.: Rua Vereador José Moraes Irmão, 340 –


Malaquias Cardoso, Santa Cruz do Capibaribe
Responsabilidade Territorial: Brejo da Madre Deus,
jataúba, Santa Cruz do Capibaribe, Taquaritinga do
Norte, Toritama e Vertentes.

End.: Loteamento José Albino Pimentel, s/n, Bom


Jesus, Goiana-PE
Responsabilidade Territorial: Condado, Goiana,
Itambé e Itaquitinga.
End.: Rua Quatro de Outubro, 460 – Jucá –
Gravatá
Responsabilidade Territorial: Chã Grande e
Gravatá

End.: Av. Gerônimo Heráclio, 1947 – Centro –


Limoeiro
Responsabilidade Territorial: Cumaru, Feira Nova,
Limoeiro, Machados, Passira e Salgadinho.

End.: Rua Gumercindo Saraiva Duque, s/n – Prado


– Pesqueira
Responsabilidade Territorial: Alagoinha, Pesqueira,
Poção e Sanharó.

End.: Rua Almirante Tamandaré, s/n°, Tamandaré;


Responsabilidade Territorial: Sirinhaém, Rio
Formoso, Tamandaré, Barreiros e São José da Coroa
Grande.

End.: Rua Vereador Antônio Paulo Barbosa, nº 39,


Bairro Cohab, Lajedo.
Responsabilidade Territorial: Lajedo, Jupi, Jucati,
Jurema, Calçado, Ibirajuba e Canhotinho.
3.3 DIRETORIA INTEGRADA DO INTERIOR 2

DINTER 2

End.: BR 232 KM 257 – Arcoverde


Responsabilidade Territorial: Arcoverde, Sertânia,
Custódia, Ibimirim, Buíque, Tupanatinga, Itaiba,
Manari, Pedra, Venturosa.

End.: Av. Cardoso de Sá, s/n – Vila Eduardo –


Petrolina
Responsabilidade Territorial: Petrolina, Afrânio,
Rajada, Dormentes, Uruás, L. de Fora.

End.: Rua Almir de Souza Mascarenhas, s/n –


Centro – Ouricuri
Responsabilidade Territorial: Ouricuri, Exu,
Bodocó e Santa Cruz da Venerada.

End.: BR 232, KM 516 – Salgueiro


Responsabilidade Territorial: Salgueiro,
Parnamirim, Serrita, Mirandiba, Cedro, Terra Nova,
Verdejante.
End.: Rua Cabo Joaquim Pereira de Souza, nº
400 – Tancredo Neves, Serra Talhada-PE
Responsabilidade Territorial: Serra Talhada,
Triunfo, Flores, São José Belmonte, Betânia,
Calumbi e Santa Cruz da Baixa verde.

End.: Rua Padre Luiz Góes. s/n – Morada Nova –


Afogados da Ingazeira
Responsabilidade Territorial: Afogados da
Ingazeira, Carnaíba, Itapetim, Tabira, São José do
Egito, Ingazeira, Iguaracy, Tuparetama, Quixaba,
Solidão, Brejinho, Santa Terezinha.

End.: BR 316, KM 262 IPSEP – Belém de São


Francisco
Responsabilidade Territorial: Carnaubeira da
Penha, Belém de São Francisco, Floresta, Itacuruba.

End.: Av. João Pires, s/n – Centro – Cabrobó

Responsabilidade Territorial: Cabrobó, Orocó.

End.: Rua Djalma Wanderley, 1254 Qd. 09 –


Petrolândia
Responsabilidade Territorial: Petrolândia, Jatobá,
Inajá, Tacaratú, Carnaibeiras.
End.: Rua Dr. Oscar Sampaio, s/n – Centro –
Santa Maria da Boa Vista
Responsabilidade Territorial: Santa Maria da Boa
Vista, Lagoa Grande.

End.: Praça Maria da Silva Modesto, s/n,


Araripina.

Responsabilidade Territorial: Araripina, Trindade e


Ipubi.

3.4 DIRETORIA INTEGRADA ESPECIALIZADA

DIRESP

End.: R. Dom Bosco, 1002 – Boa Vista, Recife


Responsabilidade Territorial: todas as áreas da
região metropolitana em apoio às unidades de
responsabilidade territorial, com
concentração especial nas AIS´s 06, 08 e 10.

End.: Av. Gal. San Martin, Nº 1775 – San Martin,


Recife
Responsabilidades: locais de difícil acesso; atua
durante a noite, ações de controle de distúrbios civis
e Equoterapia.
End.: Rua Benfica, 198 – Madalena, Recife
Responsabilidades: atuar em eventos que
envolvam multidões (futebol, shows, presídios,
reintegrações de posse, operações especiais).

End.: Av. Recife, 7000 – Campo do Jiquiá –


Estância, Recife.
Responsabilidades: missões de resgate de reféns,
captura de marginais fortemente armados e
entrincheirados, escolta de autoridades e presos de alta
periculosidade, e outras missões de alta complexidade.

End.: Av. Hidelbrando Vasconcelos, s/n° – Dois


Unidos, Recife.
Responsabilidades: policiamento ostensivo em
ações de choque, no combate ao terrorismo e
narcotráfico.

End.: R. do Cajá, s/n° – Cruz de Rebouças,


Igarassu
Responsabilidades: preservar o meio ambiente;
recursos naturais; atuando em todo território do
Estado e no arquipélago de Fernando de Noronha.

End.:R. Arsênio Calaça, 600 – San Martin,


Recife.
Responsabilidades: executar o policiamento
ostensivo de trânsito nas vias urbanas dos
municípios.
End.: R. 15 de Março, s/n° – San Martin, Recife.

Responsabilidades: atuar na prevenção e


repressão de crimes e infrações de trânsito no
âmbito das Rodovias Estaduais.

End.: Praça da República, s/n° – Santo Antônio,


Recife.
Responsabilidades: segurança do Palácio do
Campo das Princesas e pela segurança externa
dos presídios da região Metropolitana do Recife.

End.: Travessa do Gaspar, nº 1600-B/ São


José, Recife
Responsabilidades: locais de difícil acesso; bem
como combatendo os delitos praticados por
aqueles que se utilizam de motocicleta e bicicleta
como meio auxiliar de suas investidas.

End.: Praça do Carmo, n° 85 – Carmo, Olinda


– PE
Responsabilidades: atua nos pontos turísticos
com policiais bilíngues, os quais são preparados
para atender os turistas de todos os lugares do
mundo.

End.: Rua José Thomais, 800 – Mandacaru,


Custódia.
Responsabilidades1: localizado em um ponto
estratégico entre o Sertão e o Agreste de PE, tem a
missão impedir a manutenção das organizações
criminosas no interior do estado.
End.: Rua Assunção, n˚ 38, Caiucá, Caruaru-PE
Responsabilidades: Rondas Ostensivas com
Apoio de Motocicletas (ROCAM),
Radiopatrulhamento, Policiamento de Choque,
Policiamento com cães e Policiamento de trânsito.

End.: Avenida Anízio Moura Leal, 27, Ceap, KM 2,


Petrolina.
Responsabilidades: Rondas Ostensivas com
Apoio de Motocicletas (ROCAM),
Radiopatrulhamento, Policiamento de Choque,
Policiamento com cães e Policiamento de trânsito.

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO – POP

A BUSCA PESSOAL, DOMICILIAR E A VEÍCULOS EM RAZÃO DA FUNDADA SUSPEITA


(POP 01)

4.1 BUSCA PESSOAL (00)

Atividade elementar na atuação da polícia preventiva e ostensiva. É de suma


importância compreender que a realização da busca pessoal independe de mandado nos
casos de prisão ou quando houver fundada suspeita6.

6Conceito vago. “uma cláusula genérica, de conteúdo vago, impreciso e indeterminado, que remete a ampla e
plena subjetividade do policial” (JÚNIOR, Aury Lopes. Direito Processual Penal e sua Conformidade
Constitucional. Rio de Janeiro: Lúmen Juris,2009.)
Temporariamente, os direitos do cidadão poderão ser mitigados em prol do interesse
público. Diante disso, o Policial Militar poderá impedir o direito de ir e vir do cidadão, a fim
de realizar a busca pessoal e constatar se há algum objeto ilícito.
CASO PRÁTICO: o COPOM informa, via rádio, que há um indivíduo em determinada
localidade - portando arma de fogo, de boné preto, blusa verde e calça comprida – o qual
acabou de realizar um assalto nas proximidades onde sua equipe está fazendo rondas. Ato
contínuo, a equipe se depara com um cidadão com as características repassadas. Como
proceder?
Resposta: Na verbalização inicial, o policiamento deverá manter o armamento na
posição 4; é importante que o policial seja firme, alto e claro nos comandos: Parado! Polícia!
Mãos na cabeça! De costas para mim! O policial que realizará a busca pessoal se
aproximará do indivíduo com a arma no coldre e os demais membros da equipe colocará o
armamento na posição 3 ou 4, a depender da situação de risco, mantendo o controle de
cano;
Atenção: A busca pessoal deve ser iniciada com a imobilização das mãos, evitando
que o suspeito tenha acesso a algum objeto que esteja em seu corpo ou ao seu alcance;
atentando para a premissa de que “todo perigo vem das mãos”;
Após imobilização será aplicada a técnica ensinada na disciplina de abordagem:
1. O policial deslizará as mãos por toda a extensão corporal do cidadão, priorizando
a linha de cintura, virilhas, tórax, perna, bolsos das vestimentas e nos pertences
que estejam em sua posse - em ambos os lados.
2. A busca pessoal deve ser realizada, preferencialmente, na posição em pé. No
entanto, havendo resistência do abordado, o policial poderá colocá-lo na posição
de joelhos, obtendo mais segurança para continuar o procedimento. Assim,
diminuirá o risco de ação e reação.

Desfecho 1: Encontrou objeto ilícito, o abordado poderá ser algemado (atendendo


o que preconiza a Súmula Vinculante 117) o que foi encontrado de posse do
cidadão deve ser repassado para outro policial dando continuidade a abordagem.
Ademais, deve-se registrar toda a ação no Boletim de Ocorrência, inclusive a
necessidade do uso das algemas, sendo indispensável a condução opara a
delegacia de polícia, a fim de se tomar as medidas cabíveis.

7 “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à
integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por
escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da
prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.” (grifo nosso)
Desfecho 2: Finalizada a busca pessoal e nada de ilícito encontrado; o policial
deverá solicitar a identificação 8 da pessoa submetida ao procedimento e
constatando nada contra ela, após consulta BNMP e Polícia Ágil. Será encerrada
a abordagem agradecendo a colaboração e justificando a realização do
procedimento em prol da segurança da coletividade.

O POLICIAL MILITAR DEVERÁ:


1. motivar as suas ações, demonstrando os elementos que consiga esclarecer o
que ensejou a suspeita do policiamento, deixando claro que aquela atitude policial
era em benefício do bem comum e não por mera desconfiança no abordado. Faça
um relato detalhado da ocorrência;
2. Utilize o máximo de elementos descritivos possíveis, informações de
inteligência, dados sobre a área, sobre o ambiente, movimentação criminosa na
região, denúncias recebidas e, inclusive, detalhamento das reações do abordado
(correu ao se deparar com a viatura, tentou se livrar de materiais etc.);
3. Evite solucionar as ocorrências no local, sempre que houver qualquer
desentendimento ou demonstrada insatisfação do abordado diante da busca
recebida;
4. Use técnicas corretas de abordagem, linguajar adequado, educação e
respeito, além de limitar o uso da força estritamente ao necessário. Não omita
informações de identificação ou de encaminhamento da ocorrência, quando
solicitado.

4.2 BUSCA DOMICILIAR (POP - 50)

Casa é qualquer compartimento habitado; aposento ocupado de habitação


coletiva; compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão (Art. 150,
§4º do Código de Processo Penal)
Vale ressaltar que é compreendido como casa o quintal, garagem, porão, quadra, ou seja,
toda a sua estrutura. Além disso, os quartos de hotel, motel, pensão, pousada, escritórios,
gabinetes e consultórios.
REGRA: A casa é inviolável.

8“Art. 68. Recusar à autoridade, quando por esta, justificadamente solicitados ou exigidos, dados ou indicações
concernentes à própria identidade, estado, profissão, domicílio e residência:
(DECRETO-LEI Nº 3.688, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 - Lei de Contravenções Penais)
Exceção: Flagrante delito; Desastre; Prestar Socorro e durante o dia, por determinação
judicial.
CASO PRÁTICO: Indivíduo empreende fuga e ingressou em um imóvel residencial. Como
o Policial Militar deve proceder?
Resposta: havendo as condições adequadas para isso, o policiamento poderá iniciar um
acompanhamento ou busca em seu encalço, e caso essa pessoa ingresse em um imóvel
residencial, adotar o seguinte procedimento:
1. Realizar o reconhecimento do local adquirindo o máximo de informações possíveis
(dimensões do imóvel, número de moradores, vizinhança, existência de escadas,
saídas pelos fundos etc.) antes de adentrar;
2. Buscar a autorização do morador ou proprietário para o ingresso no domicílio,
apresentando-lhe as razões que motivaram aquela ação. De modo a comprovar o
pedido e formalizar a autorização concedida, tal fato deverá ser registrado,
preferencialmente, fazendo uso das câmeras corporais policiais (bodycams);
3. Em não estando disponíveis as bodycams, é possível a gravação do registro através
de equipamentos similares e equivalentes, como as câmeras pessoais, e as câmeras
de aparelhos de telefonia móvel; em qualquer dos casos, deverão ficar claras a
identificação visual e a declaração verbal dos policiais envolvidos na ocorrência, do
morador ou proprietário, e das testemunhas; as filmagens devem se manter íntegras
e sem qualquer corte ou edição;
4. Deverão ser registradas no vídeo pergunta e resposta decorrente sobre eventual
coação, por parte dos agentes policiais, para garantir a autorização do proprietário ou
morador, bem como das testemunhas; Exemplos não taxativos: "O senhor/A
senhora sofreu alguma coação ou ameaça para autorizar a entrada dos policiais?" ou
"O senhor/A senhora sente algum receio em não autorizar a entrada da polícia em
sua residência?"
Observação: Caso não seja possível o registro em vídeo por indisponibilidade de
equipamento, deverá ser empregado o formulário de autorização para ingresso
em domicílio constante no Anexo I do POP nº 50;
ATENÇÃO: Inexistindo a comprovada autorização do morador ou proprietário, bem como na
ausência de ordem judicial (e do Oficial de Justiça encarregado para tal), o efetivo policial
não deverá adentrar o domicílio, a não ser em caso de flagrante delito (quando não
for, demonstradamente, cabível a figura do flagrante retardado ou diferido9), ou nos
casos de desastre, ou ainda para prestar socorro a alguém;

9Flagrante retardado ou diferido é aquele em que é possível adiar a ação policial com o objetivo de conseguir
maiores informações sobre uma organização criminosa, por exemplo, ou nos crimes de drogas.
Em caso de dúvidas sobre a legitimidade do ingresso em domicílio o efetivo deverá adotar
medidas para guarnecer o imóvel e evitar eventuais fugas, e entrar em contato com o
COPOM para solicitar apoio (em sendo o caso) e orientações de como proceder.
JURISPRUDÊNCIA:
1. A entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período
noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas “a posteriori”,
que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante delito, sob pena de
responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade, e de nulidade
dos atos praticados.
STF. Plenário. RE 603616/RO, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 4 e 5/11/2015
(repercussão geral) (Info 806).
2. O ingresso regular da polícia no domicílio, sem autorização judicial, em caso de flagrante
delito, para que seja válido, necessita que haja fundadas razões (justa causa) que sinalizem
a ocorrência de crime no interior da residência.
A mera intuição acerca de eventual traficância praticada pelo agente, embora pudesse
autorizar abordagem policial em via pública para averiguação, não configura, por si só,
justa causa a autorizar o ingresso em seu domicílio, sem o seu consentimento e sem
determinação judicial.
STJ. 6ª Turma. REsp 1.574.681-RS, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 20/4/2017
(Info 606).
4.3 BUSCA EM VEÍCULO

O veículo poderá ser examinado mesmo sem mandado judicial, salvo se é utilizado
para a habitação do indivíduo, como trailer e motorhome.

O POLICIAL MILITAR DEVERÁ:


1. Manter o cuidado com a segurança da equipe e de terceiros;
2. Controle sobre a sua arma e use a posição adequada ao momento, sempre que possível,
em “pronto emprego baixo” ou com a arma do coldre, quando não houver risco;
3. Falará com educação e respeito no trato e evitará elevar a voz, além do necessário.
Não usar palavras de baixo calão ou desrespeitosas, inclusive com os grupos específicos;
4. Produza relatório circunstanciando toda a ação, inclusive detalhando as circunstâncias –
fundada suspeita - que motivaram a busca.
O POLICIAL MILITAR NÃO DEVE FUNDAMENTAR SUAS AÇÕES COM JUSTIFICATIVAS
COMO:

1. abordagens de rotina, ou “de praxe”, ou padrão;


2. elemento suspeito;
3. elemento estava nervoso;
4. elemento estava em local ermo; esquisito; escuro e/ ou de risco;
5. denúncia anônima, ou denúncia de populares (apenas);
6. elemento usava roupas associadas a crimes (ou algo do tipo).
OBSERVAÇÃO: quaisquer dúvidas ou inseguranças quanto ao procedimento que deve ser
adotado, o militar deverá buscar orientação junto ao COPOM e/ou oficiais ou graduados de
serviço.

POLICIAMENTO EM MANIFESTAÇÕES PACÍFICAS, ORGANIZADAS E


DEMOCRÁTICAS (POP 02 e POP 49)

As manifestações públicas são atos coletivos em que um grupo de pessoas se


reúnem para expressar opiniões, realizar reivindicações ou protestos sobre fatos sociais,
políticos e econômicos. Podendo se dar por meio de passeatas, comícios ou atos simbólicos.
É um direito que reflete o estado democrático e está amparado em dois direitos
fundamentais: direito de reunião e à livre expressão10.
AÇÕES ADOTADAS PELO EFETIVO EMPREGADO EM UMA MANIFESTAÇÃO:

1. Identificar qual a intenção da reunião/protesto;


2. Avaliar o número de componentes da massa;
3. Identificar quem é a liderança do movimento e verificar suas intenções;
3.1 Qualificar o líder e estabelecer com ele um canal de comunicação;
3.2 obter informações sobre o horário de início, destino, itinerário e tempo previsto
para a manifestação;
3.3 negociar para que haja o mínimo possível de interferência no trânsito e,
preferencialmente, deixar faixa de circulação de veículos não envolvidos na
manifestação livre, com prioridade para veículos de emergência;

10 “...a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade, que é tonificada quando exercitada
gregariamente, conjuntamente, porque a dignidade da pessoa humana não se exaure no gozo de direitos
rigorosamente individuais, mas de direitos que são direitos coletivamente experimentados.” (Ayres Brito-
Ministro do Supremo Tribunal federal - ADPF 187)
4. Solicitar apoio dos órgãos municipais, trânsito (BPTran ou BPRV) e Corpo de
Bombeiros, se for o caso;
5. Verificar se há pontos sensíveis ou vulneráveis (Prédios Públicos, Centrais de Energia
e Hospitais);
6. Solicitar a desobstrução do trânsito com o apoio da Guarda Municipal de Trânsito e/ou
BPTran e BPRV;
6.1 bloquear as vias transversais, por onde a manifestação irá passar e buscar
minimizar os transtornos do trânsito no local.
7. Nos casos em que ocorrer deslocamento, deve solicitar o emprego de, ao menos,
01(uma) Viatura à frente da manifestação, com o intermitente ligado, 02(duas)
colunas de policiamento a pé (patrulhas com no mínimo 05 PM’S) e, pelo menos, 01
(uma) viatura na parte final do grupo de manifestantes, com o intermitente ligado;
8. Proceder a abordagem naqueles cidadãos que causar fundada suspeita, evitando,
assim, que pessoas se infiltrem no movimento para cometer ilícitos;
9. Verificar a documentação do veículo utilizado pelos manifestantes e do condutor –
atendendo as normas de trânsito.
10. Delimitar o local da manifestação.
11. Realizar o Boletim de Ocorrência esclarecendo os impactos da manifestação e
relatando se ocorreu alguma intercorrência.

OBSERVAÇÃO: O direito a manifestação poderá ser exercido sem autorização de qualquer


órgão público. No entanto, os manifestantes devem respeitar a liberdade dos demais
membros da sociedade. Diante disso, não poderá ocorrer violência, depredação de
patrimônio público ou privado e bloqueio total de vias.
FIGURA 1 – Estágios das ações policiais e emprego de recursos no controle de multidões.
Fonte: POP 49

CUIDADOS COM O USO DA FORÇA (POP 04)

O uso da força deve obedecer aos princípios da legalidade, precaução necessidade,


proporcionalidade, razoabilidade, responsabilização e a não discriminação11. Ademais, a
força só poderá ser empregada quando outros recursos de menor intensidade não forem
suficientes para dirimir a ameaça e, nesse caso, com máxima atenção e precaução para
mitigar a gravidade de qualquer dano direto ou indireto que possa ser causado a quaisquer
pessoas.
Diante disso, o policial militar deve atentar-se para:

11
Princípios previstos no Art. 2º, da Lei 13.060, de dezembro de 2014, a qual
Disciplina o uso dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública, em todo o
território nacional.
1. Não disparar arma de fogo contra pessoas, exceto em casos que configurem
legítima defesa própria ou de terceiros contra perigo iminente de morte ou lesão
grave;
2. Descartar o uso de armas de fogo contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou
que não represente risco imediato de morte ou de lesão aos Policiais Militares ou
terceiros;
3. Não realizar disparos de arma de fogo contra veículos que desrespeitem o bloqueio
policial em via pública, exceto quando o ato represente um risco de morte ou lesão
aos Policiais Militares ou terceiros.
4. Desconsiderar os chamados “disparos de advertência”12 como prática aceitável,
por não atenderem aos princípios elencados e em razão da imprevisibilidade de
seus efeitos.
5. Não apontar a arma de fogo contra pessoas de forma indiscriminada, buscando o
policial, sempre que possível, adotar a posição SUL ou posição 03;
6. Sempre que possível, ter na guarnição no mínimo 02 (dois) instrumentos de menor
potencial ofensivo.
ATENÇÃO: Quando o uso da força causar lesão ou morte de pessoas, o Policial Militar
deverá assegurar a imediata prestação de assistência e socorro médico aos feridos;
promover a correta preservação do local da ocorrência e comunicar, imediatamente, ao seu
superior imediato.

PROCEDIMENTOS ESSENCIAIS NO RECEBIMENTO, CONDUÇÃO E


ENTREGA DE PRESOS (POP18)

8.1 RECEBIMENTO
Para a execução dessa atividade, a guarnição deverá iniciar com a preparação e
inspeção de todo o armamento e equipamento necessários. Em seguida, será
responsável pela preparação e inspeção da viatura designada para o transporte. A
viatura deverá ser verificada para garantir que esteja devidamente abastecida, além de
serem conferidos os locais de abastecimento disponíveis, caso necessário.
A guarnição também realizará uma vistoria completa na viatura, com especial
atenção ao compartimento onde o escoltado será transportado, removendo quaisquer

12Pode caracterizar o crime de Disparo de arma de fogo: “Art. 15. Disparar arma de fogo ou acionar munição
em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não
tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.” (Lei
10.826 de 22 de dezembro de 2003 -Estatuto do Desarmamento)
objetos que possam ser usados para a prática de atos ilícitos ou que facilitem tentativas de
fuga. Após essa vistoria, a viatura deverá permanecer sob o controle da guarnição.
O escoltado será recebido individualmente, e os policiais militares realizarão a busca
e a imobilização, utilizando algemas quando necessário. Em seguida, procederão à
conferência da identidade do escoltado, comparando-a com o ofício de apresentação,
e verificarão seu estado de saúde por meio de inspeção visual e uma breve entrevista,
a fim de avaliar sua integridade física.
8.2 CONDUÇÃO
O embarque do preso na viatura só deve ser iniciado após a conclusão da ação
anterior e a confirmação das condições reais do preso. Uma vez que o preso tenha sido
embarcado, a sirene só deve ser acionada quando for efetivamente necessária, seja
para garantir a integridade física dos envolvidos ou para garantir maior agilidade e segurança
durante os deslocamentos da escolta.
O "giroflex" deverá ser utilizado em todos os deslocamentos da escolta, a fim de
facilitar a visibilidade, salvo em situações específicas onde não seja necessário. Sempre
que possível, a escolta deverá ser realizada com um número superior de policiais ao
número de presos, na proporção de dois policiais para cada escoltado.
Quando a viatura possuir compartimento de segurança (xadrez), o policial responsável
pela condução ou escolta só poderá soltar o antebraço do escoltado após ele ter sido
colocado dentro da viatura. No entanto, se não houver viatura com compartimento xadrez,
os seguintes procedimentos deverão ser adotados:
 No caso de escolta de uma pessoa presa em uma viatura composta por dois
policiais militares, o escoltado será conduzido no banco traseiro, algemado com as
mãos para trás e seguro pelo cinto de segurança. Ele deverá sentar-se no lado oposto
ao motorista, com as portas traseiras travadas e os vidros fechados.
 Quando a viatura for composta por três policiais militares, o escoltado será
conduzido no banco traseiro, algemado com as mãos para trás e posicionado do lado
oposto ao motorista. A porta traseira do lado da pessoa presa deverá estar travada, e
o vidro fechado, enquanto a porta do lado do policial ficará destravada.
 Se a viatura for composta por quatro policiais militares, o escoltado será colocado
no meio do banco traseiro, algemado com as mãos para trás e seguro pelo cinto de
segurança. As duas portas traseiras deverão ficar destravadas.
Por fim, a escolta de duas ou mais pessoas presas não deverá ser realizada em viaturas
que não possuam compartimento de segurança (xadrez).
8.3 ENTREGA
A equipe de escolta deve verificar, por meio da conferência da documentação
funcional, a competência da pessoa que assumirá a custódia do escoltado. É
fundamental ter atenção especial em locais com presos em regimes de liberdade, pois
eles podem ser confundidos com os funcionários, colocando em risco a segurança da
escolta.
Caso seja necessário utilizar elevadores, os policiais devem garantir que o espaço
esteja vazio, utilizando-o apenas para a equipe de escolta e o escoltado. Isso evita
exposição desnecessária a riscos e protege a imagem do preso.
Na entrega do escoltado à autoridade, será realizada uma nova busca pessoal e a
conferência dos dados de identificação. Após esse procedimento, as algemas serão
retiradas e o escoltado entregue ao responsável pela custódia.
Durante o período de espera para a audiência, o escoltado só poderá manter
contato com pessoas autorizadas pelo juiz, e isso ocorrerá sob a vigilância da escolta.
Se o contato for restrito por determinação judicial, a equipe realizará nova busca assim que
o escoltado retornar ao local.
A autoridade deve ser informada sobre o histórico do escoltado e orientada a não
retirar as algemas sem a devida justificativa. A equipe de escolta também deve ficar atenta
aos populares presentes durante a audiência, mantendo a segurança do ambiente.
Por fim, os policiais militares devem adotar uma postura firme e profissional, demonstrando
preparo e capacidade para realizar a escolta com segurança e eficiência.

OCORRÊNCIAS COM RESULTADO MORTE DE INTEGRANTES DA


POLÍCIA MILITAR (POP 51)

No caso de ocorrências graves, como a vitimação de policiais, é fundamental garantir


a organização, a legalidade e a segurança de todos os envolvidos. As ações de detenção de
suspeitos, quando realizadas por policiais militares fora de serviço, exigem rigoroso
cumprimento de protocolos, com a supervisão de seus comandantes de unidade e a
coordenação com oficiais responsáveis pelas operações no terreno.
Este conjunto de diretrizes visa assegurar que tais intervenções sejam feitas de
maneira eficiente e alinhada aos procedimentos estabelecidos, promovendo a integridade
da tropa e a eficácia nas diligências. Além disso, a ativação de um gabinete de crise se torna
essencial para coordenar as respostas e reforçar as ações, de modo a garantir uma resposta
rápida e estruturada, minimizando riscos e prevenindo ações ilegais. O planejamento
estratégico e a comunicação constante entre os envolvidos são a chave para o sucesso
dessas operações e a preservação da ordem pública.
AÇÕES ADOTADAS:
1. Os policiais militares de folga que forem voluntários para realizar a detenção dos
suspeitos deverão obrigatoriamente se apresentar ao seu respectivo Comandante de
Unidade, devidamente fardados, a fim de receberem a devida autorização e
orientação para tais ações, as quais somente ocorrerão mediante contato com o
comandante das ações no terreno, que informará a real necessidade para que seja
autorizada ou não a participação de policiais militares que não estejam de serviço em
tais diligências;
2. Todas as diligências realizadas visando deter os suspeitos devem ser sob o comando
do Oficial designado pelo Comandante do Batalhão da Área onde ocorreu o fato,
o qual decidirá quais ações, a partir de então, serão desencadeadas no terreno;
3. A tropa deve se atentar para as orientações repassadas repetidas e constantes, via
rádio, cujas mensagens ficarão gravadas.
4. Todas as mensagens trocadas através dos celulares funcionais - seja por ligação ou
por qualquer aplicativo de troca de mensagens - não deverão ser apagadas dos
respectivos celulares funcionais.
5. Deve-se observar as normas legais no tocante ao uso da arma de fogo, uso de
algemas, formalidades na prisão, condução de suspeito, abordagens a pessoas,
veículos e edificações.

ATENÇÃO: caso seja detectada a presença de policiais militares de folga que não foi
previamente autorizado, desuniformizados ou não, na área das buscas ao suspeito e que
seja voluntário, este DEVE se apresentar na sede da unidade de origem, para que seja
regularizada sua presença nas buscas.

CASO PRÁTICO:
Após uma ocorrência que resultou no falecimento de um policial militar, foi iniciada
uma operação para capturar o autor do homicídio. Durante a ação, realizada em uma área
de alta criminalidade, um policial de folga, agindo por iniciativa própria, resolveu participar
da detenção de um suspeito sem se apresentar previamente ao seu Comandante de
Unidade. Sem o uniforme adequado e sem a devida autorização, ele se juntou a outros
policiais que também não cumpriram o protocolo de comunicação com o comandante da
operação. Ao final, o suspeito foi encontrado morto no local.
Sequência dos Eventos Problemáticos:
1. Iniciativa Irregular:
o Um policial militar de folga, agindo por conta própria, decidiu participar da
detenção de um suspeito.
o Sem se apresentar previamente ao seu Comandante de Unidade, ele não
seguiu o protocolo exigido para atuar em operações oficiais.
2. Falta de Uniforme e Autorização:
o O policial compareceu sem o devido uniforme, comprometendo a identificação
e a autoridade da ação.
o A ausência de autorização formal impediu que ele tivesse o respaldo
necessário para participar da operação.
3. Coordenação Deficiente:
o O policial se juntou a outros colegas que, igualmente, não seguiram os
protocolos de comunicação com os respectivos comandantes.
o Essa falta de comunicação resultou em uma abordagem desorganizada e sem
comando centralizado.
Possíveis consequências para os policiais que atuaram de forma irregular podem ser
graves e abrangentes, incluindo:

1. Medidas Administrativas e Disciplinares:


o Processo Administrativo: Pode ser instaurado um processo interno para
apurar a conduta, o que pode resultar em advertência, detenção, prisão e
demissão, dependendo da gravidade e dos antecedentes dos envolvidos.
2. Responsabilização Criminal:
o Investigação por Possíveis Irregularidades: Caso a ação seja considerada
como abuso de autoridade, desobediência a ordens ou outra infração penal,
os policiais podem ser responsabilizados criminalmente, com abertura de
inquérito, ensejando prisão temporária ou preventiva, bem como resultar em
eventual denúncia.
3. Danos à Imagem da Instituição:
o Perda de Credibilidade e Confiança: A atuação fora dos protocolos pode
manchar a imagem da corporação, afetando a confiança da população e
comprometendo a eficácia das futuras operações.
OCORRÊNCIA ENVOLVENDO AUTORIDADES (POP20)

Em ocorrências envolvendo autoridades com prerrogativas especiais, é essencial que


os policiais militares adotem procedimentos rigorosos para equilibrar a segurança pública e
o respeito às imunidades legais dessas autoridades.
PONTOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS EM TODAS AS OCORRÊNCIAS
EVOLVENDO AUTORIDADES:

 Identificação dos envolvidos: É essencial anotar o nome completo, documentos de


identificação (como RG, CPF, passaporte ou documento expedido por órgãos oficiais)
e, se possível, a função e o nível hierárquico da autoridade, além dos dados das
vítimas e testemunhas (nome, endereço e telefone).
 Descrição detalhada dos fatos: O registro deve conter a narrativa completa da
ocorrência, informando o local, data, horário e a natureza do fato, bem como as
providências tomadas imediatamente (como a interrupção do crime e o acionamento
do SAMU ou bombeiros).
 Providências adotadas: Deve-se documentar as ações iniciais, como a tentativa de
impedir a continuidade do delito, a identificação dos envolvidos, a classificação da
autoridade (se diplomática, parlamentar ou outra) e as medidas específicas adotadas
de acordo com cada situação.
 Encaminhamentos e comunicações: É importante registrar o repasse das
informações ao COPOM ou a outras autoridades competentes, bem como a
elaboração de documentos como o BO e as orientações dadas aos profissionais de
mídia será para buscar informações na Assessoria de Comunicação da corporação
(5ªEMG).

10.1 Diplomatas13:
Ao identificar um diplomata por meio de passaporte ou documento expedido pelo
Itamaraty, os policiais devem:

13 Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas (1961) incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro
por meio do Decreto nº 56.435/1965, art. 29:O agente diplomático é inviolável. Não pode ser preso ou detido
de nenhuma forma. O Estado acreditado deve protegê-lo contra qualquer ataque à sua pessoa, liberdade ou
dignidade.
 Avaliar a Situação: Compreender a natureza do ocorrido e impedir a continuidade
de qualquer atividade criminosa.
 Assistência às Vítimas: Se houver vítimas, acionar imediatamente serviços de
emergência, como SAMU ou Corpo de Bombeiros.
 Respeito à Imunidade: Reconhecer a imunidade absoluta do diplomata, anotando
sua função e país representado. Objetos relacionados ao possível delito devem ser
apreendidos, mas a autoridade deve ser liberada sem detenção.
10.2. Parlamentares14 (Senadores e Deputados):
Para autoridades com imunidade relativa, os policiais devem:
 Identificação: Solicitar documentos oficiais (RG, CPF, CNH) para confirmar a
identidade e o cargo.
 Análise do Envolvimento:
o Como Vítima ou Testemunha: Registrar os dados e notificar COPOM e o
Oficial de Operações para orientações.
o Como Autor de Crime Afiançável: Liberar a autoridade após registro
detalhado da ocorrência, incluindo informações de vítimas e testemunhas.
o Como Autor de Crime Inafiançável: Conduzir a autoridade à delegacia
competente, respeitando suas prerrogativas legais e garantindo procedimentos
conforme a legislação vigente.
10.3. Outras Autoridades (Juízes, Advogados, Promotores etc.):
Para profissionais com prerrogativas específicas:
Juízes15:
o Após a identificação e confirmação da função, devido à imunidade funcional,
os policiais devem evitar a detenção do magistrado.
o Devem comunicar imediatamente o ocorrido COPOM e aguardar orientações,
sem conduzir o juiz à delegacia.

14Constituição Federal, art. 53, § 2º:Os parlamentares não podem ser presos, salvo em caso de flagrante
de crime inafiançável. Nesse caso, a prisão deve ser comunicada à Casa Legislativa (Câmara ou Senado),
que decide sobre a manutenção da prisão.
15Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LC nº 35/1979) Art. 33, inciso II: Os juízes só podem ser presos
por crime inafiançável ou após sentença judicial condenatória transitada em julgado, salvo em flagrante
de crime inafiançável, devendo a prisão ser comunicada ao tribunal competente.
Procuradores, Promotores de Justiça do Ministério Público e Magistrados (Juízes,
Desembargadores e Ministros de Tribunais Superiores):
o Solicitar a presença do Oficial de serviço, informando-o a respeito da situação
da autoridade.
o Nesse caso a imunidade é absoluta, e só podem ser presos em flagrante por
crime inafiançável. Diante disso, deve-se confirmar o enquadramento do crime
junto ao Oficial de serviço, ou na impossibilidade deste, contactar o
CIODS/COPOM.
10. 4 Advogados,16 Procuradores e Defensores Públicos17:
Verificar se o crime decorreu de ato ligado ao exercício da profissão, e em caso
afirmativo, aguardar as instruções que serão colhidas pelo CIODS/COPOM, por meio do
plantão da Seccional da OAB.
Na Capital ou interior do Estado, o responsável pela condução à Delegacia de Polícia,
deverá:
o Comunicar previamente a OAB os fatos, registrando o nome, a matrícula, o posto e
função de quem recebeu tal informação, para que, àquela Ordem, querendo,
acompanhe a apresentação na Delegacia através de um representante da Seccional
da OAB.

o Em todos os casos que envolvam Advogados, Procuradores (Municipais, Estaduais


ou Federais) ou Defensores Públicos como infratores de crimes, deverá o Oficial de
Operações da respectiva área da ocorrência, ser solicitado ao local e acompanhar a
condução da autoridade infratora.

Condução na Viatura:
o A condução deve ser efetuada sempre na cabine da viatura, respeitando a
dignidade da autoridade.
o Em casos de flagrante de resistência ou risco à integridade da equipe, é
permitido o uso da força necessária e proporcional.

16Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994) Art. 7º, § 3º: O advogado só pode ser preso em flagrante por
crime inafiançável, devendo a OAB ser imediatamente comunicada para acompanhar o caso.
17Lei Complementar nº 80/1994 (Lei Orgânica da Defensoria Pública) Art. 44, II: Os defensores públicos
têm prerrogativa de serem presos somente em flagrante por crime inafiançável, com comunicação
imediata ao defensor público-geral.
o Todas as ações devem ser detalhadamente registradas no Boletim de
Ocorrência (BO), incluindo, sempre que possível, a identificação de
testemunhas.
10.5 Militares Estaduais, das FFAA e Policiais Civis

Os militares das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) possuem


prerrogativas estabelecidas em estatuto próprio. Caso um de seus integrantes seja preso
em flagrante delito, quem efetuou a prisão deve comunicar o fato ao Coordenador do
CIODS/COPOM ou ao responsável correspondente.
A condução do militar preso deve seguir a hierarquia da força, sendo que, se por
algum motivo não for possível cumprir essa ordem devido às circunstâncias do momento, o
responsável pela infração será conduzido na viatura disponível para a ocorrência.
Por meio de acordo entre as polícias Militar e Civil, as mesmas prerrogativas
aplicáveis aos militares presos são estendidas aos policiais civis. Nesses casos, o
policial militar responsável pela operação decidirá, conforme a situação, se a condução será
feita no compartimento de segurança ou no banco traseiro da viatura, sempre respeitando
os procedimentos estabelecidos para o transporte de presos.
A condução de presos militares no compartimento de segurança das viaturas deve
ocorrer apenas quando estritamente necessário. As circunstâncias que justificarem essa
decisão devem ser formalizadas no registro da ocorrência.

A. Procedimentos Iniciais
1. Verificação da Ocorrência
o Conhecer a natureza do fato, identificando o tipo, as circunstâncias e se há
vítimas.
o Providenciar o socorro imediato às vítimas.
2. Identificação da Autoridade
o Solicitar que a autoridade se identifique, preferencialmente por meio de
documento de conhecimento público (ex.: passaporte, RG (funcional ou civil),
CNH etc.).
o Avaliar se a autoridade está na condição de vítima, testemunha ou autora do
delito.
3. Comunicação com o COPOM
o Informar ao COPOM sobre o ocorrido, repassando o máximo de informações
disponíveis e solicitando orientação sobre os procedimentos a serem
adotados.
B. Procedimentos para Autoridades que configuram como Autoras do Delito
Condução à Delegacia
o Independentemente de o crime ser afiançável ou não, todos os envolvidos
deverão ser conduzidos à delegacia de Polícia Civil.
o A autoridade deve ser formalmente apresentada ao titular da repartição, que
se manifestará sobre o tema e determinará a liberação, se for o caso.
2. Acompanhamento do Oficial de Operações
o Em todos os casos que envolvam autoridades (Oficiais das FFAA, da PM, do
CBM ou Delegados), o Oficial de Operações da respectiva área deve ser
acionado para acompanhar a condução da autoridade infratora.
3. Comunicação Imediata em Casos Específicos
o Se o infrator for Oficial das FFAA ou Delegado, a respectiva Força ou
Repartição deverá ser notificada com urgência para adotar as providências
cabíveis e conduzir o infrator à delegacia.
o Se não for possível a condução pela própria Força/Repartição, deverá ser
informado à PMPE os motivos da impossibilidade, registrando o nome,
matrícula, posto e função do responsável pela decisão (para registro no BO).
4. Uso da Viatura da PMPE
o O Oficial das FFAA ou Delegado não deverá ser conduzido na viatura da PMPE
sem que sua respectiva Força declare formalmente a impossibilidade de
condução.
5. Procedimento de Condução em Função da Hierarquia
o Para infratores da PM, do CBM ou de Oficiais das FFAA:
 A condução deverá ser realizada por um militar estadual de mesma
patente ou superior, obedecendo à hierarquia e disciplina.
o Para infratores Delegados:
 Se a repartição não dispuser de condições para o deslocamento, a
condução deverá ser efetuada pelo Oficial de Operações ou por outro
Oficial designado pelo COPOM.
6. Condução de Praças e Demais Agentes
o No caso de Praças das FFAA, PM ou CBM, bem como Comissários, Agentes
e Escrivães das Polícias (Federal ou Civil) infratores, a condução obedecerá
aos mesmos critérios, com a diferença de que a presença do Oficial de
Operações será dispensada, salvo determinação expressa.

CASO PRÁTICO: Durante o patrulhamento, a equipe policial recebeu uma denúncia via
rádio indicando que um homem em um veículo vermelho, placa XXXX, havia adquirido 100
porções de cocaína de um traficante local. Ao localizar o veículo correspondente à descrição,
os policiais realizaram a abordagem e o condutor se identificou como deputado federal.
Durante a revista, encontraram uma maleta sob o banco do carona contendo substância
semelhante à cocaína. Diante dessa situação, como os policiais devem proceder?

Procedimentos a serem adotados:


1. Qualificar a autoridade:
o Identificar o deputado federal, anotando nome completo, função e mandato que
exerce.
2. Análise da prisão em flagrante:
o A posse de 100 porções de cocaína pode configurar tráfico de drogas (art. 33
da Lei nº 11.343/2006), que é considerado crime inafiançável e de grave
potencial ofensivo.
3. Confirmação do enquadramento do crime:
o Os policiais devem confirmar o enquadramento do crime como inafiançável
junto ao Oficial de serviço ou, na impossibilidade, acionar ao COPOM/CIODS
para orientação imediata.
4. Condução à Delegacia:
o Como se trata de crime inafiançável, a autoridade parlamentar deve ser
conduzida à Delegacia de Polícia Civil ou Federal — a depender da
jurisdição e da natureza do crime.
5. Apreensão do objeto relacionado ao delito:
o A maleta contendo a substância semelhante à cocaína deve ser apreendida,
devidamente lacrada e encaminhada para perícia.
6. Qualificação de testemunhas:
o Os policiais que participaram da abordagem e quaisquer testemunhas
presentes devem ser qualificados.
7. Condução à delegacia para registro dos fatos:
o As testemunhas, os objetos apreendidos (a maleta e a substância) e a própria
autoridade devem ser levadas à delegacia para lavratura do Auto de Prisão
em Flagrante (APF), com todas as circunstâncias do caso registradas.
8. Respeito às garantias constitucionais:
o Garantir que os direitos constitucionais do deputado sejam respeitados, como
o direito ao silêncio e à comunicação com advogado, informando a Casa
Legislativa sobre a prisão em flagrante, conforme prevê o art. 53 da
Constituição Federal.

EXEMPLOS DE CRIMES INAFIANÇAVEIS

 RACISMO
 TORTURA
 TRÁFICO DE DROGAS
 TERRORISMO
 CRIMES HEDIONDOS
 AÇÃO DE GRUPOS ARMADOS CONTRA O ESTADO DEMOCRÁTICO
DE DIREITO

PROCEDIMENTO APLICADO AO MILITAR ESTADUAL PRESO EM FLAGRANTE


DELITO: (PORTARIA NORMATIVA DO COMANDO GERAL Nº 453, de 17 MAI 2021)

A Polícia Militar do Estado de Pernambuco estabeleceu diretrizes claras para a


custódia e apresentação de policiais militares flagranteados, com o objetivo de assegurar
um processo organizado e respeitoso às prerrogativas legais. Nesse contexto, foram
implementadas as Salas de Espera de Audiência de Custódia (SEAC), que oferecem
um ambiente adequado para os policiais militares enquanto aguardam a audiência de
custódia, seja presencial ou por videoconferência. A SEAC da Região Metropolitana do
Recife (RMR) está localizada no Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco
(CREED), em uma sala com condições apropriadas de alojamento. No Interior, as SEAC
serão localizadas na Organização Militar Estadual (OME) responsável pelo Auto de Prisão
em Flagrante Delito (APFD) ou em outros locais designados pela Diretoria da OME onde o
APFD foi processado.
A responsabilidade pela condução e apresentação do policial militar flagranteado à
SEAC cabe ao Presidente do APFD, que deve encaminhar os documentos necessários ao
juízo competente e providenciar a apresentação do flagranteado na SEAC. Caso a audiência
seja presencial, a equipe responsável deve adotar todas as providências para garantir que
o policial militar seja levado ao local adequado. Nos casos de audiência por
videoconferência, é necessário garantir que a conexão seja realizada adequadamente. Após
a audiência, o Presidente do APFD deve informar o resultado ao flagranteado e, se
necessário, providenciar a conversão da prisão em preventiva, apresentando o preso ao
Diretor do CREED, com toda a documentação correspondente.
A condução e a escolta do policial militar flagranteado são responsabilidades da OME
onde o policial está lotado, ou, no caso de militares inativos, da OME da área de residência.
Em situações excepcionais, o COPOM pode designar outra OME para realizar a custódia e
escolta.
Nos casos de audiência de custódia por videoconferência, o Presidente do APFD deve
adotar as providências necessárias para recebimento do link e viabilizar a audiência na
SEAC. Quando a audiência for presencial, o flagranteado será entregue à equipe de escolta
conforme a ordem do plantão da DPJM. Caso necessário, o CREED fornecerá alimentação
e suporte para o militar e a equipe de custódia.
As responsabilidades da equipe de custódia na SEAC RMR incluem:
1. Garantir um tratamento digno ao policial militar flagranteado.
2. Permitir o contato do flagranteado com seu advogado ou defensor público.
3. Manter comunicação constante com o plantão da Delegacia de Polícia Judiciária
Militar (DPJM).
4. Tomar as ações necessárias para cumprir mandados de prisão, quando requerido.
5. Garantir que o flagranteado não seja transferido para outros locais, salvo por
determinação legal após a audiência de custódia
REFERÊNCIAS

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[Link] Acesso em: 2 mar. 2025.
BRASIL. Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003. Estatuto do Desarmamento. Disponível
em: [Link] Acesso em: 1 mar. 2025.
BRASIL. Lei Complementar nº 35, de 14 de março de 1979. Lei Orgânica da Magistratura
Nacional. Disponível em: [Link] Acesso
em: 2 mar. 2025.
BRASIL. Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994. Estatuto da Advocacia e a Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB). Disponível em:
[Link] Acesso em: 2 mar. 2025.
BRASIL. Lei Complementar nº 80, de 12 de janeiro de 1994. Lei Orgânica da Defensoria
Pública. Disponível em: [Link] Acesso
em: 2 mar. 2025.
BRASIL. Decreto nº 56.435, de 8 de junho de 1965. Promulga a Convenção de Viena sobre
Relações Diplomáticas (1961). Disponível em:
[Link] Acesso em: 2 mar.
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BRASIL. Lei nº 13.060, de 22 de dezembro de 2014. Dispõe sobre o uso de instrumentos de
menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública. Disponível em:
[Link] Acesso em: 27 fev.
2025.
BRASIL. Decreto nº 12.341, de 2024. Disponível em:
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SCIENCE ELECTRONIC LIBRARY ONLINE (SciELO). Protestos: questão de políticas, não
de polícia. Disponível em: [Link]
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SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). Ementa ADPF 187 - Marcha da Maconha.
Disponível em: [Link]
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POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO. Procedimentos Operacionais Padrão. Disponível
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BRASIL. Código Tributário Nacional: Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Diário Oficial
da União, Brasília, DF, 26 out. 1966. Acesso em: 15 fev. 2025.
TÁVORA, Nestor; ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de Processo Penal e Execução
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Vasconcelos Neto, L. R. de. Policiamento Ostensivo e Preventivo PMPE.

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