Instituições financeiras
Antes do sistema financeiro ter a forma que hoje se conhece, os
indivíduos faziam a troca direta de bens. No entanto, este método
apresentava demasiados
inconvenientes, relacionados com a dificuldade de acordo entre os indivíduos
quanto
aos bens a transacionar e com o facto dos bens transacionados serem perecíveis.
Assim, à medida que as economias se foram desenvolvendo, a troca de bens foi
substituída pelo dinheiro, primeiro na forma de prata e ouro e depois como papel-
moeda e moeda.
Com a evolução do conceito de dinheiro, surge o sistema financeiro,
inicialmente caracterizado por financiamento direto e mais tarde por
financiamento indireto.
Através do sistema de financiamento direto os agentes económicos trocavam
diretamente os seus recursos, ou seja, os agentes económicos que mais
tinham emprestavam as suas poupanças aos agentes económicos com menos
capacidade financeira. Este processo podia, no entanto, envolver uma difícil
negociação entre os envolvidos, que nem sempre tinham toda a informação e
que muito dificilmente conseguiam compatibilizar o montante e a maturidade
da transação. (Belbute, 2003; Acha, 2011).
instituições financeiras- atuam como intermediários entre os diversos agentes
económicos, facilitando a troca de recursos financeiros e permitindo que cada
parte da transação obtenha as melhores condições para aplicar as poupanças
ou para obter financiamento.
Objectivos de de instituições financeiras
Intermediação Financeira*: Facilitar a transferência de recursos entre poupadores e
tomadores de empréstimos. Isso ajuda a canalizar o capital disponível para
investimentos produtivos.
Gestão de Risco*: Oferecer produtos que ajudam indivíduos e empresas a gerenciar
riscos financeiros, como seguros e derivativos. Isso é essencial para proteger contra
incertezas econômicas.
Promoção da Estabilidade Financeira*: Contribuir para a estabilidade do sistema
financeiro, garantindo que as operações sejam realizadas de forma segura e
eficiente. Isso inclui a conformidade com regulamentações e a manutenção de
reservas adequadas.
Acesso ao Crédito*: Proporcionar acesso ao crédito para indivíduos e empresas,
permitindo que realizem investimentos e despesas que, de outra forma, não
poderiam financiar.
De acordo com Levine (2005), Khan e Senhadji (2003) e Merton e
Bodie (1995) o sistema financeiro (constituído pelas instituições
financeiras e pelos mercados
financeiros) caracteriza-se por seis funções, que vão influenciar para além da
poupança:
•Produção antecipada de informação sobre possíveis
investimentos, de forma a reduzir a informação assimétrica e a
permitir que os agentes económicos tomem decisões de
investimento de forma mais consciente;
•Transferir recursos económicos no tempo e no espaço, de
forma a obter uma maior taxa de rendibilidade;
•Supervisionar investimentos e gestores e exercer corporate
governance1 depois de fornecer financiamento;
•Fazer a gestão de risco, através da transferência e
diversificação de recursos;
•Mobilizar e assegurar as poupanças da forma mais eficiente
possível, para que através de uma melhor transferência de
recursos e de uma maior inovação tecnológica, possa haver
crescimento económico;
•Facilitar a troca de bens e serviços através de um meio de pagamento.
Importância de instituições financeiras
Estímulo ao crescimento econômico – O crédito e os investimentos impulsionam o
desenvolvimento das empresas e do
mercado.
Sectores institucional e sua definição
Sociedades financeira consiste em fornecer serviços de Intermediação financeira ou
exercer atividades financeiras auxiliares.
Sociedade não financeira é a produção de bens e serviços não financeiro.
Administração pública são unidades institucionais cuja produção se destina ao
consumo individual ou coletivo.
Resto do mundo são unidades não residências que efetuem uma operação unidades
nacionais residentes ou possuam outros laços econômicos com unidades
resistentes.
Autoridades monetária
Considera-se que a política monetária tem um papel importante para a estabilidade
macroeconómica, para impulsionar o crescimento económico com transformação
estrutural e mais equidade social, contribuir para aumentar a competitividade da
economia, assegurar uma distribuição intersectorial e territorial de recursos para
um desenvolvimento equilibrado1.
Porém, os objectivos acima somente poderão ser alcançados com políticas
económicas e publicas
(orçamento, sobretudo os gastos em investimento público, subsídios, gastos com
serviços e gestão da dívida pública) que convirjam ou compensem a componente
monetária e num contexto
de estabilidade política e social, pressupondo ainda relações externas
complementares favoráveis.
Os bancos centrais têm ainda como funções, e por definição, regular e inspeccionar
o sector financeiro e responsabilizar-se por determinadas operações com o exterior.
Autoridades monetárias são instituições responsáveis pela implementação da
política monetária de um país ou região. Elas desempenham um papel crucial na
regulação da oferta de moeda e na manutenção da estabilidade econômica.
Objectivos
Estabilidade de Preços: Um dos objetivos primordiais é manter a inflação sob
controle. A estabilidade de preços é crucial para garantir que a moeda mantenha
seu valor ao longo do tempo, o que, por sua vez, promove a confiança dos
consumidores e investidores na economia.
*Características da Autoridade Monetária*
A *autoridade monetária* é a entidade responsável pela emissão de dinheiro e
pela regulação da política monetária em um país. A seguir, estão algumas de suas
características mais relevantes:
1. *Independência*: A autoridade monetária geralmente opera de maneira
independente do governo para evitar influências políticas na tomada de
decisões econômicas. Essa independência é crucial para manter a credibilidade
e a estabilidade da moeda.
2. *Objetivos de Política Monetária*: Normalmente, a autoridade monetária tem
objetivos claros, como o controle da inflação, a estabilidade da taxa de câmbio e o
fomento do crescimento econômico. Esses objetivos orientam suas decisões e
ações.
3. *Instrumentos de Política Monetária*: Utiliza diversos instrumentos para
implementar sua política, como as taxas de juros, as operações de mercado
aberto e os requisitos de reservas bancárias. Esses instrumentos permitem
influenciar a quantidade de dinheiro em circulação e as condições de crédito.
4. Supervisão do Sistema Financeiro*: A autoridade monetária também
supervisiona e regula o sistema financeiro para garantir sua estabilidade e
funcionamento adequado. Isso inclui a supervisão de bancos e outras instituições
financeiras.
5. Comunicação Transparente*: A comunicação clara e transparente com o
público e os mercados é fundamental. Isso ajuda a gerenciar as expectativas e
a manter a confiança na política monetária.
6. Responsabilidade e Prestação de Contas: Embora seja independente, a
autoridade monetária deve prestar contas à sociedade e ao governo sobre suas
decisões e resultados. Isso inclui a publicação de relatórios e a explicação de
suas políticas.
Essas características são essenciais para que a autoridade monetária cumpra sua
função de manter a estabilidade econômica e financeira em um país.
.Crescimento Econômico Sustentável*: As autoridades monetárias buscam criar um
ambiente que favoreça o crescimento econômico. Isso envolve a promoção de
condições que incentivem o investimento e o consumo, ajudando a economia a
crescer de forma saudável.
. ImPleno Emprego: Outro objetivo importante é promover o pleno emprego,
onde todos que desejam trabalhar podem encontrar emprego. A política
monetária pode influenciar a taxa de desemprego através da manipulação das
taxas de juros e da oferta de moeda.
4. Estabilidade Financeira: As autoridades também têm a responsabilidade de
garantir a estabilidade do sistema financeiro. Isso inclui a supervisão de
instituições financeiras e a prevenção de crises que possam ameaçar a
economia.
Apresentam-se os conceitos monetários utilizados neste texto e como se
estabelecem ou se calculam (apresentados em sequência alfabética):
•Base monetária: é constituída pelo volume de dinheiro criado pelo Banco
Central sob a forma de moeda (em papel ou metal) em poder do público,
moeda em circulação + depósitos à ordem) e pelas reservas em poder das
entidades financeiras ou depositadas no Banco Central (compulsórias e
voluntárias) . A partir dessa base monetária, o sistema bancário, através dos
créditos concedidos, cria moeda escritural e, portanto, aumenta a oferta de
moeda, que constituem meios de pagamento ao dispor.
•Reservas bancárias: o Banco Central determina que os bancos comerciais e
outras instituições financeiras depositem, junto ao Banco Central, uma
percentagem do total dos depósitos angariados. No presente momento, as
taxas determinadas pelo BM são de 11,5% para depósitos em moeda nacional
e 34,5% para depósitos em moeda estrangeira
•Reservas Internacionais Líquidas (RIL): os montantes das RIL, correspondem,
segundo o Banco de Moçambique, ao valor para a cobertura das importações
de bens e serviços não factoriais, quando excluídos os grandes projectos.
Mede-se em dólares e é geralmente apresentado como o período de tempo
que as reservas são suficientes para a cobertura das importações.
Geralmente correspondem a entre 3 e 4 meses de importações.
•Taxa de abertura da economia: ou simplesmente taxa de abertura,
mede o peso do sector externo na formação do PIB. É calculado pela
expressão (exportações + importações) / PIB.
•Taxa de câmbio: a taxa de câmbio de referência do mercado cambial é obtida
através da média simples das taxas de câmbio cotadas pelos bancos, e
apuradas nos seguintes períodos: às 09h30, com base na informação
reportada no intervalo das 09h00 às 09h15; às 12h30, com base na
informação reportada no intervalo das 12h00 às 12h15; e, às 15h30, com base
na informação reportada no intervalo das 15h30 às 15h15.
•Taxa de cobertura: mede em que medida as receitas das exportações são
suficientes
para pagar as importações. É calculada pela divisão dos valores entre exportações
e indicador expressmo em percentagem! equência de factores internos (dívidas
ocultas e conflitos).
4. POLÍTICA MONETÁRIA EM TEMPO DE PANDEMIA
A pandemia aprofundou a crise da economia devido às dívidas ocultas que, por sua
vez, foi um agravamento da tradicional crise do país, podendo ter períodos de
expansão de alguns indicadores económicos.
Durante a pandemia, o Banco de Moçambique tomou opções controversas(como no
contexto geral, em períodos mais longos estudado 2001-2020). Resumem-se as
seguintes
principais medidas do Banco de Moçambique:
•Aumentou as reservas obrigatórias e as reservas internacionais;
•Aumentou periodicamente a taxa de juro de referência;
•Do que se sabe, não emitiu moeda (meticais) para fins creditícios nem
injectou divisas no mercado cambial para suster em tempo oportuno, a
depreciação do metical.
;
•Disponibilizou 500 milhões de dólares aos bancos comerciais para
pagamentos externos (para créditos aos agentes económicos em meticais)
exigindo reembolsos em dólares o que foi recusado pelas instituições
financeiras7.
O volume s crédito disponibilizado com a etiqueta de Covid.19 foram,
essencialmente, por via de
um banco estatal (Banco Único) com recursos muito limitados para as necessidades
mais prementes.
ipais consequências foram as seguintes:
•Depreciação acelerada da taxa de câmbio (gráficos 3 e 4);
•Aumento de preços, sobretudo de bens essenciais (ver Boletins Mensais de preço
•Aumento da dívida pública por efeito da desvalorização da moeda
nacional (veja no gráfico 9).
•Perdas de rendimento das economias informais (estudo realizado para a
cidade de Maputo)8
.
•Aumento previsível da pobreza e das desigualdades9
.
•Encerramento ou subactividade de muitas centenas de empresas e
despedimento ou semi-despedimento de trabalhadores sem apoio social10.
Produto financeiro
O setor financeiro tem vindo, nos últimos anos, a disponibilizar aos
seus clientes produtos de investimento cada vez mais sofisticados e
são raros os investidores que os conseguem compreender e avaliar
corretamente.
O setor financeiro tem vindo, nos últimos anos, a disponibilizar aos
seus clientes produtos de investimento cada vez mais sofisticados e
são raros os investidores que os conseguem compreender e avaliar
corretamente.
A elevada complexidade técnica da grande maioria destas aplicações –
que diferem dos depósitos tradicionais, fundos de investimento ou de
instrumentos financeiros como as ações ou obrigações – levaram a que
fossem classificados pelos reguladores como “produtos financeiros
complexos” e que fossem alvo de uma vigilância mais apertada e de
regulamentação específica.
Uma das características mais usuais deste tipo de produtos é o facto de
oferecerem uma rendibilidade incerta, geralmente dependente da
evolução do preço de outros ativos (ações, cabazes de ações, índices,
taxas de juro, matérias-
-primas, entre outros), podendo esse retorno vir a assumir valores
negativos. Também são considerados produtos financeiros complexos
alguns instrumentos financeiros como os produtos derivados ou CFD,
uma vez que os investidores podem incorrer em perdas superiores ao
capital aplicado.
Produto financeiro é um estrumento que permite a um indivíduos ou empresas
gerenciar suas finanças, investir, poupar ou obter crédito.
*Objetivos do Produto Financeiro*
Os *objetivos dos produtos financeiros* são variados e podem incluir:
- Captação de Recursos: Permitir que indivíduos e empresas levantem capital
para financiar projetos ou operações.
- Gestão de Risco: Proteger investidores contra flutuações de mercado e
incertezas econômicas.
- Rentabilidade: Oferecer retornos sobre investimentos, seja por meio de juros,
dividendos ou valorização de ativos.
- *Liquidez*: Proporcionar a capacidade de converter ativos em dinheiro
rapidamente, sem perda significativa de valor.
- *Diversificação*: Permitir que investidores espalhem seus investimentos em
diferentes ativos para reduzir riscos.
Esses objetivos ajudam tanto investidores quanto instituições financeiras a
alcançarem suas metas financeiras e a gerenciarem seus portfólios de maneira
eficaz.
*Importância do Mercado Financeiro*
O *mercado financeiro* desempenha um papel crucial na economia global. Sua
importância inclui:
- *Facilitação de Transações*: O mercado financeiro permite a compra e
venda de ativos, facilitando transações entre compradores e vendedores.
: Ajuda a direcionar recursos financeiros para onde são mais necessários,
promovendo o crescimento econômico.
- Estabilidade Econômica: Contribui para a estabilidade econômica ao
permitir que as empresas e governos financiem suas operações e projetos.
- *Transparência e Informação*: Proporciona um ambiente onde informações
sobre preços e condições de mercado são acessíveis, ajudando investidores a
tomar decisões informadas.
Tipos de Mercado Financeiro
Os tipos de mercado financeiro* podem ser classificados em várias categorias:
- Mercado de Ações: Onde as ações de empresas são compradas e vendidas. É um
indicador importante da saúde econômica.
- Mercado de Renda Fixa*: Inclui títulos e obrigações, onde os investidores
recebem pagamentos de juros fixos ao longo do tempo.
- Mercado de Derivativos*: Envolve contratos financeiros cujo valor
deriva de ativos subjacentes, como opções e futuros.
- Mercado de Câmbio: Onde as moedas são trocadas, influenciando o comércio
internacional e investimentos.
Uma das características mais usuais deste tipo de produtos é o facto de
oferecerem uma rendibilidade incerta, geralmente dependente da
evolução do preço de outros ativos (ações, cabazes de ações, índices,
taxas de juro, matérias-
-primas, entre outros), podendo esse retorno vir a assumir valores negativos.
Também são considerados produtos financeiros complexos alguns instrumentos
financeiros como os produtos derivados ou CFD, uma vez que os investidores
podem incorrer em perdas superiores ao capital aplicado.
Também são considerados produtos financeiros alguns instrumentos
financeiros como os produtos derivados ou CFD, uma vez que os
investidores podem incorrer em perdas superiores ao capital
aplicado.
O leque de produtos financeiros complexos é vasto e
mutável ao longo do tempo, acompanhando a
inovação da
indústria financeira na criação de novos produtos. Alguns
exemplos de produtos financeiros complexos são:
•Obrigações estruturadas;
•Valores mobiliários representativos de
dívida com possibilidade de perda de capital
(Notes);
•Certificados;
•Warrants autónomos;
Oo• CFD (Contracts for
difference); [Remeter para
produtos híbridos]
•Comercialização combinada de contratos de depósito
e outros instrumentos financeiros autónomos
(depósitos duais);
•Soluções de proteção de taxas de juro (caps);
•Contratos de derivados sobre divisas (Forex Forward);
•Contratos de seguro ligados a outros instrumentos financeiros;
•Contratos de seguro ligados a fundos de
investimento (Unit Linked);
•Exchange Traded Funds (ETF), embora nem todos
sejam classificados como complexos
•Operações de capitalização ligadas a fundos de investimento.
Estão estabelecidas, através de decreto lei, três tipos de obrigações
a observar na comercialização dos produtos que sejam qualificados
como Produtos Financeiros Complexos (PFC):
•Disponibilização ao investidor de documento informativo;
•Identificação do produto como produto financeiro complexo nos
documentos informativos e em eventuais mensagens publicitárias;
•Aprovação prévia pela autoridade competente da respetiva publicidade.
OBRIGAÇÕES ESTRUTURADAS
Uma obrigação estruturada é um instrumento financeiro que
combina uma obrigação com um instrumento derivado
(denominado ativo subjacente ou indexante) embutido naquela
obriga.
O rendimento atribuído pela obrigação fica, assim, dependente do
desempenho do outro ativo, instrumento ou contrato financeiro e que
pode potenciar ou alavancar esse rendimento. O rendimento da
obrigação dependerá, proporcionalmente ou não, da variação do valor
do indexante.
PRINCIPAIS RISCOS
Os riscos em que incorrem as obrigações
estruturadas podem ser tanto financeiros como não
financeiros.
Riscos Financeiros:
•Risco de perda total ou parcial do capital investido em caso de
reembolso antecipado ou de insolvência do emitente, ou de perda
do ativo em que se dá a conversão no caso dos reverse convertible;
•Remuneração não garantida;
•Risco de reembolso antecipado pelo emitente;
•Risco de liquidez, se não houver admissão à negociação em
mercado (regulamentado ou não regulamentado), se existir uma
reduzida liquidez do mercado, designadamente quando não exista
criador de mercado (market maker) ou se não houver
possibilidade de solicitação de reembolso.
Riscos Não Financeiros:
•Risco de conflitos de interesses, designadamente por força de
coincidência ou ligações entre o emitente, o comercializador e o
agente de cálculo;
•Riscos jurídicos, como por exemplo, as alterações no regime legal de
tributação ou de transmissão ou no exercício de direitos.
NOTES
As Notes ou Valores Mobiliários Representativos de Dívida com
Possibilidade de Perda de Capital são valores mobiliários em tudo
idênticas às obrigações
estruturadas, mas com possibilidade de perda de capital na maturidade do produto.
ALGUMAS VARIANTES DE NOTES
Riscos Financeiros:
•Risco de perda parcial ou total do capital
investido, por força da evolução da cotação do
ativo subjacente;
•Risco de perda total ou parcial do capital investido
em caso de reembolso antecipado ou de insolvência
do emitente;
•Remuneração não garantida;
•Risco de reembolso antecipado pelo emitente;
•Com ou sem possibilidade de reembolso antecipado, pelo
investidor e/ou pelo emitente;
•Com ou sem reembolso automático despoletado pelo atingir de
determinados níveis de variação do ativo subjacente pré-
estabelecidos (preço de exercício –
strike price – ou barreiras knock-out);
•Com ou sem rendimento mínimo garantido;
•Com ou sem limiares máximos de rendibilidade;
•Com ou sem rendibilidade dependente da variação do ativo
subjacente, acima ou abaixo de uma determinada barreira (strike
price ou barreiras knock-out);
•Com liquidação física através da entrega de unidades do ativo
subjacente, com liquidação financeira, ou ambas;
Mercado de título
A evolução recente do mercado
britânico de títulos
O Reino Unido sedia um dos principais mercados de valores em todo o mundo. A
City teve um papel histórico na formação do sistema financeiro global e, a
despeito da perda de centralidade da libra esterlina para o dólar americano
depois da 2ª Grande Guerra, Londres conseguiu se reerguer como um dos mais
importantes centros financeiros internacionais.
O mercado global de títulos atingiu cerca de US$ 100 trilhões em março de 2012.
Trata-se de um montante duas vezes maior que o valor de mercado de todas as
ações em bolsa, que alcançava na mesma data US$ 53 trilhões. O estoque de
títulos de dívida correspondia então a 140% do Produto Interno Bruto (PIB) global.
Esse percentual representa um crescimento substancial frente aos 80%
registrados há uma década. Os EUA são o maior mercado (34%), junto com o
Japão (14%). O Reino Unido ocupava a terceira posição (6%), seguido de perto
pela França e pela Alemanha.
Breve comparação entre os
mercados de títulos corporativos
do Brasil e do Reino Unido
Os mercados financeiros nacionais, apesar da grande onda de globalização
verificada nas últimas décadas, ainda se caracterizam por grande heterogeneidade.
Isso porque suas estru-
turas são muito dependentes de fatores locais, como: a escala e a trajetória de
crescimento da economia, em particular sua instabilidade; o grau de integração
do mercado financeiro local ao internacional; as bases em que se dá sua
regulação; e a história de suas instituições. Essas diferenças são muito marcantes
entre países em desenvolvimento e os ricos, mas também se fazem presentes no
interior de cada um desses dois grupos de nações.
Desse ponto de vista, o mercado de títulos corporativos do Brasil e do Reino
Unido guarda inúmeras diferenças. Para fins desse estudo, buscamos agrupá-
las em cinco temas: porte, internacionalização, regulação, eficiência e liquidez.
Como foi mostrado anteriormente, o mercado de títulos britânico tem um porte
muito superior ao brasileiro. De acordo com dados do Bank of International
Settlements – BIS (2013), em 2012, era o terceiro maior do mundo com US$ 5,7
trilhões. Essa publicação não apresenta dados para o Brasil. Entretanto, usando-se
os valores disponibilizados pela ANBIMA, tem-se que o estoque de títulos no
mercado brasileiro montaria a US$ 1,8 trilhão na mesma data, ouMercado de
Títulos
O mercado de títulos, também conhecido como mercado de renda fixo, é um
segmento do mercado financeiro onde são negociados títulos de dívida emitidos por
governos, empresas e outras entidades. Esses títulos representam um compromisso
de pagamento de juros e devolução do valor principal em uma data futura.
Características do Mercado de Títulos
- Renda Fixa: Os títulos geralmente oferecem pagamentos de juros fixos ou
variáveis, proporcionando uma fonte estável de renda para os investidores.
- Diversidade de Emissores*: Os títulos podem ser emitidos por diferentes
entidades, incluindo governos (títulos públicos), empresas (debêntures) e
instituições financeiras.
- Prazo de Vencimento: Os títulos têm diferentes prazos de vencimento, que
podem variar de curto (menos de um ano) a longo prazo (mais de dez anos).
- Classificação de Risco*: Os títulos são avaliados por agências de classificação de
risco, que atribuem notas com base na capacidade do emissor de honrar suas
obrigações financeiras.
*Importância do Mercado de Títulos*
O mercado de títulos é fundamental para a economia por várias razões:
- Financiamento; Permite que governos e empresas captem recursos para
financiar projetos e operações.
- Estabilidade: Os títulos são considerados investimentos mais seguros em
comparação com ações, oferecendo uma opção de menor risco para
investidores.
- Gestão de Risco: Os investidores podem usar títulos para diversificar seus
portfólios e gerenciar riscos associados a flutuações de mercado.
Tipos de Títulos
Os principais tipos de títulos no mercado incluem:
-Títulos Públicos: Emitidos por governos para financiar suas atividades. Exemplos
incluem os títulos do Tesouro
.
- Debêntures: Emitidas por empresas para captar recursos, geralmente
oferecendo taxas de juros mais altas em comparação com títulos públicos.
Títulos de Crédito: Como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que são
emitidos por bancos e oferecem rendimentos aos investidores.
Breve comparação entre os
mercados de títulos corporativos
do Brasil e do Reino Unido
Os mercados financeiros nacionais, apesar da grande onda de globalização
verificada nas últimas décadas, ainda se caracterizam por grande
heterogeneidade. Isso porque suas estru- turas são muito dependentes de fatores
locais, como: a escala e a trajetória de crescimento da economia, em particular
sua instabilidade; o grau de integração do mercado financeiro local ao
internacional; as bases em que se dá sua regulação; e a história de suas
instituições. Essas diferenças são muito marcantes entre países em
desenvolvimento e os ricos, mas também se fazem presentes no interior de cada
um desses dois grupos de nações.
Desse ponto de vista, o mercado de títulos corporativos do Brasil e do Reino
Unido guarda inúmeras diferenças. Para fins desse estudo, buscamos agrupá-
las em cinco temas: porte, internacionalização, regulação, eficiência e liquidez.
Como foi mostrado anteriormente, o mercado de títulos britânico tem um porte
muito superior ao brasileiro. De acordo com dados do Bank of International
Settlements – BIS (2013), em 2012, era o terceiro maior do mundo com US$ 5,7
trilhões. Essa publicação não apresenta dados para o Brasil. Entretanto, usando-se
os valores disponibilizados pela ANBIMA, tem-se que o estoque de títulos no
mercado brasileiro montaria a US$ 1,8 trilhão na mesma data, ou seja, menos de
um terço do britânico.