REDAÇÃO ENEM PROFESSOR JOELSON
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REVISÃO DE REPERTÓRIO
Esta semana que antecede o recesso é muito propícia para organização. Decerto, ao longo do semstre,
uma quantidade muito grande de informações foram mobilizadas, em prol da construção de repertórios
que deem conta das diversas possibilidades temáticas. Este material auxilia nisso, propondo uma
sumarização das citações que estudamos, sempre linkadas com as abordagens nas quais elas podem ser
produtivas. Boa revisão!
1. 4 REFERÊNCIAS MUITO ÚTEIS
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Pierre Bourdieu
Como referenciar: sociólogo francês
Abordagens oportunas: violência simbólica, capital cultural, habitus
Temas: qualquer modo de vida, imposições sociais, preconceitos, grupos
dominados, culpabilização, conhecimentos distintos devido às discrepâncias
sociais
[Tópico frasal + explicação]. Nesse contexto, ganha relevância o conceito de “habitus”, do soc iólogo francês Pierre Bourdieu.,
segundo o qual, no processo de socialização, a subjetividade é determinada por agentes externos, a exemplo de [mídia,
publicidade, Estado, escola, Igreja]. Assim, [encaixe a manipulação / influência]
1
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2
Edgar Morin
Como referenciar: sociólogo francês contemporâneo
Abordagens oportunas: pensamento sistêmico
Temas: educação (sob a perspectiva do currículo), conhecimento na
contemporaneidade e ambientais.
SUSTENTABILIDADE: [Tópico frasal + explicação]. Nesse contexto, ganham relevância os estudos do sociólogo francês contemporâneo Edgar
Morin, que desenvolvem o conceito de “pensamento sistêmico”, segundo o qual, é preciso ir além de um pensamento linear, que s implifica a
realidade, sendo necessário considerar as mais diversas redes de relações de causa e efeito. Sob essa lógica, em vez de ser pri orizado apenas
o interesse econômico, deve-se observar, por meio de um olhar transdisciplinar, o impacto social, ambiental, geológi co, populacional, entre
outros. Ações sustentáveis requerem, pois, uma mudança de olhar, que deve ser construído socialmente.
CURRÍCULO: [Tópico frasal + explicação]. Nesse contexto, ganham relevância os estudos do sociólogo francês contemporâneo Edgar Mo rin,
que desenvolvem o conceito de “pensamento sistêmico”, segundo o qual, em vez da especialização das disciplinas, é necessário um
movimento transdisciplinar, que possibilite uma interpretação mais integral do mundo, ao considerar a vida social do estuda nte. Sob essa
lógica, ...
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Zygmunt Bauman
Como referenciar: sociólogo polonês
Abordagens oportunas: modernidade líquida (referencie, dizendo se tratar de uma
metáfora), individualidade e consumo
Temas: consumo, felicidade, relações afetivas
LIQUIDEZ: [Tópico frasal + explicação]. Nesse contexto, ganha relevância o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, segundo o
qual, a crescente individualidade, alimentada pela oferta de produtos à escolha do consumidor, provocou instabilidades nas instituições e
valores fundantes da sociedade. Nesse panorama analisado, a metáfora da liquidez caracteriza uma sociedade marcada por consta ntes
mutações e efemeridades. Tal análise pode também ser aplicada à/ao [ao corpo, às relações, aos modelos familiares...], uma vez que...
INDIVIDUALIDADE E RELAÇÕES REVOGÁVEIS: [Tópico frasal + explicação]. Nesse contexto, ganha relevância o pensamento do sociólogo
polonês Zygmunt Bauman, segundo o qual, há uma crescente individualidade, alimentada pela oferta de produtos à escolha do consumidor,
legando ao sujeito um paradoxo: a liberdade de escolha e a superficial integração aos grupos sociais.
CONSUMO: [Tópico frasal + explicação]. Nesse contexto, ganha relevância o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, segundo
o qual, há uma crescente individualidade, alimentada pela oferta de produtos à escolha do consumidor. Diante disso, o indivíduo se vê imerso
em uma agenda individual de consumo, marcando o sentido da vida: adquirir produtos. Tal análise pessimista do autor contribui para explicar
o esvaziamento do sentido da vida social e oferece aporte que elucida o/a [tentativa de suicídio, fuga da ordem vigente...], uma vez que...
Byung-chul Han
4 Como referenciar: filósofo sul-coreano, crítico do hiperconsumo.
Abordagens oportunas: sociedade do cansaço, autocobrança, discursos de
autoajuda.
Temas: ansiedade, depressão, suicídio
AUTOCOBRANÇA: [Tópico frasal + explicação]. Nesse contexto, ganha relevância o conceito de “violência neuronal”, do filósofo sul-coreano
Byung-chul Han, segundo o qual a sociedade disciplinar e repressora do século XX, descrita por Michel Foucault, perde espaço para uma nova
forma de organização: autocobrança por apresentação de resultados produtivos.
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2. OUTRAS REFERÊNCIAS
Para abordar como os Charles Doença como Toda doença é um fenômeno biocultural: manifesta-se no organismo,
modos de vida afetam Rosenberg, fenômeno porém reflete modos de vida de uma dada sociedade.
a saúde historiador da biocultural
medicina
Para abordar como as Amitai Etzioni, Organizações Em seu livro “Organizações complexas”, o sociólogo alemão do século
organizações, incluindo sociólogo como fruto de XX, Amitai Etzioni, defende as organizações, incluindo o Estado, como
o Estado, influenciam- alemão, de contexto fruto de suas relações com outros aspectos da coletividade. Sob suas
se por contextos abordagem reflexões, discutir qualquer política pública requer considerar seus
estruturalista. contextos socioculturais, sendo válida para a discussão sobre
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Para explicar Émile “Fato social” Sob projeto de institucionalizar a recém-criada Sociologia como
comportamento Durkheim . disciplina científica, Durkheim defende o "fato social" como sendo o
coletivo por questões objeto de estudo sociológico, investigando regularidades
sociais ou culturais comportamentais de grupos, que poderiam ser explicadas por forças
coercitivas sociais. Essa definição se mostra relevante....
Para abordar as Michel “Biopoder” Nesse contexto, ganha relevância o conceito de “biopoder”, do filósofo
imposições sociais do Foucault, francês Michel Foucault, segundo o qual, o Estado moderno se
trabalho e do poder filósofo francês caracteriza pela prática de subjugação dos corpos, por meio de técnicas
Público de controle e disciplina da população, como as hierarquias e sanções.
Para abordar as novas Gilles Deleuze, “Capitalismo Essa reflexão se coaduna com o pensamento do filósofo francês do
formas de trabalho filósofo francês cognitivo” e século XX Gilles Deleuze, ao defender que, no atual estágio de produção
tecnológico do século XX “servidão capitalista, são exigidas constantemente competências cognitivas, para
maquínica” gerir e processar informações computadorizadas, o que chama de
“servidão maquínica”.
Para apresentar as Pierre Lévy “Inteligência Nesse contexto, ganha relevância o conceito da Inteligência Coletiva de
potencialidades do artificial” Pierre Lévy, autor de Cibercultura, quando ele afirma que a
mundo interconectado aprendizagem será em cadeia e universal, modificando por completo a
pelas novas tecnologias detenção do saber.
Para tratar dos Darcy Ribeiro Livro: O povo Povos que não compunham a classe dominante foram subjugados e
processos desiguais brasileiro tiveram suas características identitárias reprimidas, a exemplo dos
históricos escravizados africanos, dos indígenas e das comunidades miscigenadas
diversas. Tal sujeição foi analisada pelo antropólogo brasileiro Darcy
Ribeiro, em sua obra “O povo brasileiro”, segundo o qual, no decurso
histórico brasileiro, houve supressão de toda manifestação cultural
discrepante das da classe dominante.
Para defender que a Paulo Freire, Educação “Educação bancária”: caracterizada pela relação de verticalidade entre
educação apresenta filósofo bancária docente, que “deposita” conteúdos e discente, que pode se tornar um
metodologias brasileiro ser acrítico e sem criatividade.
ineficazes
Para explicar Sigmund Mal-estar na Essa reflexão se coaduna com o pensamento do fundador da
sofrimentos individuais Freud, criador civilização psicanálise, Sigmund Freud, ao defender que na civilização há um mal-
diante das estruturas da psicanálise estar gerado pela cultura, pois existe uma dicotomia entre os impulsos
sociais pulsionais e a civilização, ou seja, entre indivíduo e sociedade.
Para abordar o dinheiro Benjamin Expressão: Essa forma de agir tem marcado a história do capitalismo e pode ser
acima de tudo Franklin (1706- “Tempo é constatada na histórica fase do físico Benjamin Franklin, que no século
1790) dinheiro” XVII, após ler obras do filósofo Teofrasto, elaborou: “Tempo é
dinheiro”.