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Modelo Entidade-Relacionamento (MER) Explicado

O documento aborda o Modelo Entidade Relacionamento (MER), explicando conceitos como entidades, atributos, relacionamentos e suas representações gráficas. Ele detalha tipos de atributos, restrições de chaves, cardinalidade e participação, além de discutir entidades fracas e a agregação. Por fim, apresenta passos para a elaboração do projeto lógico, incluindo identificação de entidades, atributos e relacionamentos.

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Modelo Entidade-Relacionamento (MER) Explicado

O documento aborda o Modelo Entidade Relacionamento (MER), explicando conceitos como entidades, atributos, relacionamentos e suas representações gráficas. Ele detalha tipos de atributos, restrições de chaves, cardinalidade e participação, além de discutir entidades fracas e a agregação. Por fim, apresenta passos para a elaboração do projeto lógico, incluindo identificação de entidades, atributos e relacionamentos.

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Modelo Entidade Relacionamento (MER):

1. Entidades:

- Coisa ou objeto do mundo real.


- Identificado de forma unívoca em relação a todos os outros objetos.

- Pode existir fisicamente (Pessoa, casa, carro, funcionário)


- Pode ser um objeto de existência conceitual (Empresa, trabalho, curso,
empréstimo)

- Possuem atributos, que são propriedades que a descrevem.


EX: A entidade "Funcionário" pode ser descrita pelos atributos: Nome, Data de
Nasc, Endereço, Salário e Função.

== // ==

Conjunto de entidades (CE):

- Conjunto que abrange entidades do mesmo tipo que compartilham os mesmos


atributos:
EX: Conjunto de entidades Funcionário:
- E1: Carlos, Rua A, ajudante.
- E2: Carol, Rua B, supervisor.

... (Todos os outros funcionários)

- Entidades são representadas através de um retângulo no diagrama ER.

== // ==

No diagrama E.R:

- O "conjunto de entidades" que é considerado pelo modelo ER, e não as entidades


individualmente.
- Os atributos são representados por elipses ligadas as entidades.
- Entidades sem atributos não tem sentido em uma modelagem.

Restrições de chaves:

- As entidades são identificadas univocamente (não ambíguo) por meio de um ou mais


atributos (chave).
- Chaves são representadas sublinhando o atributo.

- Mais de um atributo pode compor uma chave se necessário.

== // ==

2. Atributos:

Propriedades dos atributos:

- Diversos tipos de atributos ocorrem no MER:


- Simples VS. Compostos.
- Monovalorados VS. Multivalorados.
- Armazenados VS. Derivados.

- Valores Nulos.
Tipos:

Simples VS. Compostos:

1) Atributo simples ou atômico:


- Não podem ser divididos em partes menores (CPF, Sexo {M,F})

2) Atributos Compostos:
- Podem ser divididos em partes menores.
- Atributos com significados diferentes.

- Seu valor é a concatenação de seus atributos constituintes.

EX: Nome e Endereço de uma pessoa podem ser atributos compostos, uma vez que
podem ser divididos em outros atributos (partes menores com significados
independentes).
- Nome pode ser dividido em: Primeiro Nome, Nome do meio e Sobrenome, por
exemplo.
- Isso não significa que "Nome" não pode ser tratado como um atributo
simples.

- Atributos compostos são úteis em situações na qual o usuário se refere ao


atributo ORA por completo, ORA por suas unidades (subdivisões).
- Se o atributo é sempre referenciado como um todo, não é necessário dividi-
lo no BD.

- Podem formar uma hierarquia.


EX: Endereço é formado por: Rua, Cidade, Estado e CEP
- Rua é formado por: Nome da Rua, Número da casa e complemento.

Monovalorados VS. Multivalorados:

1) Atributo Monovalorado:
- Possui um único valor para entidade em particular (Idade, CPF).

2) Atributo Multivalorado:
- Possui um conjunto de valores para cada entidade.

EX:
Graduação (entidade Pessoa): Uma pessoa pode ser formada em mais de um curso
de graduação.
Telefone (entidade Empresa): A empresa pode ter mais de um telefone fixo.

- O atributo é representado através de uma "elipse dupla" no modelo ER.

Armazenados VS. Derivados:

1) Atributo Armazenado:
- Atributo da entidade realmente armazenado no BD.

2) Atributo Derivado:
- Refere-se ao atributo cujo valor pode ser obtido a partir dos valores de
outros atributos.
EX: A idade atual de uma pessoa pode ser obtida através de sua Data de
Nascimento.
- Um atributo também pode ser derivado de uma entidade relacionada.
EX: Determinar o número de empregados de um departamento.
- Obtido através da contagem do número de funcionários que trabalham no
departamento.
- Relação entre as entidades "Funcionário" e "Departamento".

- Pode ou não ser armazenado no BD.

- Atributo representado através de uma "elipse pontilhada".

Valores Nulos:

- Uma entidade em particular pode não ter um valor aplicável para um atributo.
- O complemento de um endereço (EX: Apartamento, Loja) não é um atributo que
se aplica para todas as entidades.
- Uma pessoa pode não ter feito graduação e nas entidades existe o atributo
"Graduação".

- Para esses casos é criado um valor chamado NULL(nulo).

== // ==

Relacionamentos:

- Um relacionamento é uma associação entre uma ou várias entidades.


- Um conjunto de relacionamentos (CR) é um conjunto de relacionamentos do mesmo
tipo.

- Um relacionamento é representado por um losango no modelo ER.


EX: Um aluno se MATRICULA em uma disciplina.

- Um conjunto de entidades pode participar de mais de um conjunto de


relacionamentos.

- Podemos ter mais de uma relação envolvendo os mesmos conjuntos de entidades.

Atributos de Relacionamentos:

- Atributos descritivos que armazenam informações sobre o relacionamento.


- Esse mesmo atributo não faz sentido se estivesse no conjunto de entidades.
- Claramente, um relacionamento não necessariamente terá atributos envolvidos.

Papel no Relacionamento:

- Cada Conjunto de Entidades que participa de um Conjunto de Relacionamentos tem um


papel nesse relacionamento.
- A indicação dos papéis no diagrama é opcional, embora eles sempre existam.

EX: [Aluno] Matricula em <MATRÍCULA> Recebe matricula [Disciplina]

Como ler?

Aluno se matricula em disciplina.


A disciplina recebe matriculas de alunos.

- A indicação de papéis deve ser feita sempre que houver ambiguidade na


interpretação do Conjunto de Relacionamentos.
EX: [Empresa] <CONTRATA> [Curso].
- A Empresa contrata o Curso.
- O curso é contratado pela empresa.

ou

- A Empresa é contratada pelo Curso.


- O Curso contrata a Empresa.

- Deve se evidenciar os papéis para evitar tal ambiguidade nesse caso.

Auto-relacionamento:

- Um mesmo conjunto de entidades desempenha mais de um papel em um mesmo conjunto


de relacionamentos.

EX:

Um funcionário é supervisor de outros funcionários.


Um funcionário é supervisionado por outros funcionários.

Restrições nos tipos de relacionamento:

- As relações normalmente possuem algumas restrições que limitam a possibilidade de


combinação de entidades que podem participar do respectivo conjunto de
relacionamento.

- Essas restrições têm origem na análise de requisitos do BD.

EX:
Cada funcionário deve trabalhar exatamente em um departamento.
Um empregado não precisa ser, necessariamente, um gerente.

- Restrições Estruturais:
- Cardinalidade.
- Participação.

1) Cardinalidade:

Indica o número máximo de instâncias de relação que uma entidade pode participar.

EX: Funcionário (N) Trabalha (1) Departamento

Se lê:

Cardinalidade N:1(N para 1): Um departamento emprega qualquer número de


funcionários e um funcionário só pode trabalhar em um departamento.

EX:
Funcionário trabalha para '1' departamento.
Em um Departamento trabalham 'N' funcionários.

Ainda temos outras cardinalidades possíveis em um relacionamento binário:


1:1, 1:N, N:1 e M:N.

Um para um (1:1):
- '1' Empregado gerencia no máximo '1' departamento.
- '1' Departamento é gerenciado por no máximo '1' empregado.
Um para muitos (1:N ou N:1):
- '1' Departamento emprega 'N' funcionários.
- '1' Funcionário trabalha para '1' departamento.

Muitos pra muitos (M:N):


- '1' Projeto é desenvolvido por 'M' funcionários.
- '1' Funcionário desenvolve 'N' projetos.

'M' e 'N' podem ser {0, 1, 2...}

OBS: Podemos usar Cardinalidade em Auto-relacionamentos.

EX:
Um funcionário é supervisor de 'N' Funcionários.
Um funcionário é supervisionado por '1' Funcionário (supervisor).

Grau do Conjunto de Relacionamento:


- Um Conjunto de Relacionamentos (CR) pode envolver dois ou mais Conjuntos de
Entidades (CE).

- Grau do CR é o número de CE envolvidos:


- Dois conjuntos de Entidades -> Conjunto Relacionamento Binário.
- Três conjuntos de Entidades -> Conjunto Relacionamento Ternário.

- Basicamente, o grau de um relacionamento se refere ao número de entidades que


uma relação conecta.

2) Restrição de participação:

- Especifica se a existência de uma entidade depende ou não do fato dela estar


relacionada com outra entidade.
- Essa restrição indica o número mínimo de instâncias de relacionamentos que cada
entidade pode participar.

Dois tipos:
- Total.
- Parcial.

1. Total:
- Todo empregado deve trabalhar em um departamento, então uma entidade "empregado"
deve participar do relacionamento "trabalha para".
- Representado por uma "linha dupla". -> Conecta a Entidade que precisa da
participação total com o relacionamento (que faz a ligação com a entidade).

== // ==

Entidade Fraca:

- São conjunto de entidades que não possuem atributos chaves.


- Não podem ser distinguíveis pois a combinação dos valores de seus atributos
pode ser idêntica.

- São representadas como entidades (Retângulos) porém com linhas duplas ao seu
redor.

- Uma entidade Fraca possui uma "chave parcial" que permite identificar as
identidades fracas que estão relacionadas com a mesma entidade forte.
- A representação dessa chave parcial é semelhante a de uma chave comum,
porém, o sublinhado é pontilhado.

- As entidades Fracas são identificadas através da relação que possuem com a


entidade forte.
- Essa relação é chamada de relação identificadora, representada como um
losango com dupla linha.

- As entidades Fracas SEMPRE possuem participação total em relação a seu


relacionamento identificador.

- A chave primária de uma entidade fraca será: Chave Primária da ent. Forte + Chave
Parcial da ent. Fraca

- Entidade Fraca também pode ser chamada de Subordinada.


- Entidade Forte também pode ser chamada de Dominante.

- Entidades Fracas também podem ter relacionamentos com outras entidades que não
são identificadoras.

Nem toda participação total envolve uma entidade Fraca, mas toda entidade Fraca
possui participação total com seu relacionamento identificador.

EX: A entidade “carteira de motorista” não pode existir se não existir a entidade
“Pessoa” com quem ela está relacionada, mas ela não é entidade fraca pois tem chave
(número da carteira).

- Entidades Fracas podem ser atributos complexos (Compostos, multivalorados, etc).


- Isso não pode ocorrer caso a entidade fraca participe de mais de um
relacionamento.

== // ==

Agregação:

- Um C.E/C.R agregados são representados como C.E/C.R comuns.


- Pode englobar:
- 2 tipos-entidades e 1 tipo-relacionamento.
- 2 tipos-relacionamentos e 1 tipo-entidade.

- Situações que indicam a necessidade de agregação:

1. Quando é necessário identificar cada relacionamento (O relacionamento tem


chave).

2. Quando é necessário mais de um relacionamento envolvendo as mesmas


entidades.

3. Quando existe a necessidade de associar 2 relacionamentos.

OBS:
1º Caso:
- O tipo relacionamento tem um identificador próprio:
- Nesse caso, embora seja possível identificar a entidade agregação por um
identificador próprio, ela também pode ser identificada pelo relacionamento entre
as entidades que participam do relacionamento.

OBS: Um Relacionamento não pode ter um atributo identificador (chave).


== // ==

Passos para elaboração do Projeto Lógico:

1. Identificar as Entidades e os Atributos.


- As entidades possuem informações descritivas.
- Atributos são associados as entidades que eles descrevem.

2. Identificar chaves primárias.

3. Identificar os relacionamentos e seus atributos.


- Determinar o grau dos relacionamentos (Binário, Ternário).
- Identificar as restrições que se aplicam a cada relacionamento:
- Cardinalidade.
- Participação.

4. Identificar as entidades fortes e fracas.

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