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Avaliação Trimestral 6º Ano Língua Portuguesa

O documento apresenta uma avaliação trimestral da EEEFM 'Professor Santos Pinto', detalhando as notas e habilidades dos alunos em Língua Portuguesa. Inclui dois textos literários, 'O Milagre' e 'O Torcedor', com questões para análise e interpretação. O documento também contém atividades relacionadas a um poema e um texto sobre canibalismo entre insetos, com perguntas sobre linguagem e sentidos.
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Avaliação Trimestral 6º Ano Língua Portuguesa

O documento apresenta uma avaliação trimestral da EEEFM 'Professor Santos Pinto', detalhando as notas e habilidades dos alunos em Língua Portuguesa. Inclui dois textos literários, 'O Milagre' e 'O Torcedor', com questões para análise e interpretação. O documento também contém atividades relacionadas a um poema e um texto sobre canibalismo entre insetos, com perguntas sobre linguagem e sentidos.
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GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE COLATINA
EEEFM “PROFESSOR SANTOS PINTO”
Rua João Dalfior, 226, Centro, Gov. Lindenberg/ES
Telefone: (27) 3744 5379 / e-mail: escolasantospinto@[Link]
Avaliação Trimestral - 1ºTrimestre
PORTARIA Nº 168-R, de 23 de dezembro de 2020, alterada pela Portaria nº 021-R/2023:
Professor (a): Iana Maria Nicoli Galter Valor: 12 Média: 7,2 acertos: 75

Aluno (a): Valor Por Acerto: 0,16

Série: 6º ano M Data: / / 24 Nota alcançada:

Componente Curricular: Língua Portuguesa 3 aulas para realização da atividade


Descritores/Habilidades.
D1 – Localizar informações explícitas em um texto. (1/4/7/8/17/18/19)
D10 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
(6/7/8/9/12/13/14)
D14 –Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. (10)
D19 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou
morfossintáticos.(3/5/16/20/21/22/23/24/25/26/27/28)
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões,
inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.(2/7/8/11/15/19)
(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde,
de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de
assombração etc.) e crônicas.(6/7/8)

TEXTO I - O MILAGRE
Naquela pequena cidade as romarias começaram quando correu o boato do milagre. É sempre assim. Começa
com um simples boato, mas logo o povo – sofredor, coitadinho e pronto a acreditar em algo capaz de minorar
sua
perene chateação – passa a torcer para que o boato se transforme numa realidade, para poder fazer do milagre a
sua esperança.
Dizia-se que ali vivera um vigário muito piedoso, homem bom, tranquilo, amigo da gente simples, que fora em
vida um misto de sacerdote, conselheiro, médico, financiador dos necessitados e até advogado dos pobres, nas
suas eternas questões com os poderosos. Fora, enfim, um sacerdote na expressão do termo: fizera de sua vida
um
apostolado.
Um dia o vigário morreu. Ficou a saudade morando com a gente do lugar. E era em sinal de reconhecimento
que conservavam o quarto onde ele vivera, tal e qual o deixara. Era um quartinho modesto, atrás da venda. Um
catre (porque em histórias assim, a cama do personagem chama-se catre), uma cadeira, um armário tosco,
alguns livros. O quarto do vigário ficou sendo uma espécie de monumento à sua memória, já que a Prefeitura
local não tinha verba para erguer sua estátua.
E foi quando um dia… ou melhor, uma noite, deu-se o milagre. No quarto dos fundos da venda, no quarto que
fora do padre, na mesma hora em que o padre costumava acender uma vela para ler seu breviário, apareceu uma
vela acesa.
– Milagre!!! – quiseram todos.
E milagre ficou sendo, porque uma senhora que tinha o filho doente, logo se ajoelhou do lado de fora do quarto,
junto à janela, e pediu pela criança. Ao chegar em casa, depois do pedido – conta-se – a senhora encontrou o
filho brincando, fagueiro. – Milagre!!! – repetiram todos. E o grito de “Milagre!!!” reboou por sobre montes e
rios, vales e florestas, indo soar no ouvido de outras gentes, de outros povoados. E logo começaram as
romarias.
Vinha gente de longe pedir! Chegava povo de tudo quanto é canto e ficava ali plantado, junto à janela,
aguardando a luz da vela. Outros padres, coronéis, até deputados, para oficializar o milagre. E quando eram
mais ou menos seis da tarde, hora em que o bondoso sacerdote costumava acender sua vela… a vela se acendia
e começavam as orações. Ricos e pobres, doentes e saudáveis, homens e mulheres caíam de joelhos, pedindo.
Com o passar do tempo a coisa arrefeceu. Muitos foram os casos de doenças curadas, de heranças conseguidas,
de triunfos os mais diversos. Mas, como tudo passa, depois de alguns anos passaram também as romarias. Foi
diminuindo a fama do milagre e ficou, apenas, mais folclore na lembrança do povo.
O lugarejo não mudou nada. Continua igualzinho como era, e ainda existe, atrás da venda, o quarto que fora do
padre. Passamos outro dia por lá. Entramos e pedimos ao português, seu dono, que vive há muitos anos atrás do
balcão, a roubar no peso, que nos servisse uma cerveja. O português, então, berrou para um moleque, que
arrumava latas de goiabada numa prateleira:
– Ó Milagre, sirva uma cerveja ao freguês!
Achamos o nome engraçado. Qual o padrinho que pusera o nome de Milagre naquele afilhado? E o português
explicou que não, que o nome do moleque era Sebastião. Milagre era apelido.
– E por quê? – perguntamos.
– Porque era ele quem acendia a vela, no quarto do padre.
Stanislaw Ponte Preta
1. O que aconteceu para que o povo desta pequena cidade acreditasse que havia acontecido um milagre?

2. Houve realmente um milagre? EXPLIQUE.

3. Analise as palavras grifadas no trecho a seguir:“...mas logo o povo – sofredor, coitadinho e pronto a acreditar
em algo capaz de minorar sua perene chateação – passa a torcer para que o boato se transforme numa
realidade, para poder fazer do milagre a sua esperança...” Qual é o significado dessas palavras no contexto:

a. melhorar sua triste história. c. melhorar sua triste sina.


b. melhorar sua triste vida. d. melhorar sua permanente dificuldade e
sofrimento.

4. Escreva as características psicológicas do Vigário.

5. Explique a expressão “fizera de sua vida um apostolado”.

6. Explique o que ocorreu com a casa do Vigário, após sua morte?

7. Que fato aconteceu para que as pessoas acreditassem que havia ocorrido um milagre?

8. Explique o que ocorreu na cidade com o passar do tempo em relação a fama do milagre e as romarias.

[Link] o desfecho da história. Qual segredo é revelado ao leitor?

10. Justifique o uso dos parênteses no terceiro parágrafo.

11. Que fato provocou o desenrolar dos acontecimentos descritos no texto?


12. O texto fala de uma criança que estava doente e sarou em função do pedido que a mãe fez ao vigário. O
narrador tem certeza desse fato? Explique sua resposta com uma passagem do texto.

13.O narrador emite um juízo de valor a respeito do português. Qual é esse juízo de valor?

14. Se pudesse alterar alguma situação nessa história, qual seria?

TEXTO II - O TORCEDOR
No jogo de decisão do campeonato, Eváglio torceu pelo Atlético Mineiro, não porque fosse atleticano ou
mineiro, mas porque receava o carnaval nas ruas se o Flamengo vencesse. Visitava um amigo em bairro
distante, nenhum dos dois tem carro, e ele previa que a volta seria problema.
O Flamengo triunfou, e Eváglio deixou de ser atleticano para detestar todos os clubes de futebol, que perturbam
a vida urbana com suas vitórias. Saindo em busca de táxi inexistente, acabou se metendo num ônibus em que
não
cabia mais ninguém, e havia duas bandeiras rubro-negras para cada passageiro. E não eram bandeiras pequenas
nem torcedores exaustos: estes pareciam terem guardado a capacidade de grito para depois da vitória.
Eváglio sentiu-se dentro do Maracanã, até mesmo dentro da bola chutada por 44 pés. A bola era ele, embora
ninguém reparasse naquela esfera humana que ansiava por tornar a ser gente a caminho de casa.
Lembrando-se de que torcera pelo vencido, teve medo, para não dizer terror. Se lessem em seu íntimo o
segredo, estava perdido. Mas todos cantavam, sambavam com alegria tão pura que ele próprio começou a sentir
um pouco de Flamengo dentro de si. Era o canto? Eram braços e pernas falando além da boca? A emanação de
entusiasmo
o contagiava e transformava. Marcou com a cabeça o acompanhamento da música. Abriu os lábios, simulando
cantar.
Cantou. [...] Estava batizado, crismado e ungido: uma vez Flamengo, sempre Flamengo.
O pessoal desceu na Gávea, empurrando Eváglio para descer também e continuar a festa, mas Eváglio mora em
Ipanema, e já com o pé no estribo se lembrou. Loucura continuar Flamengo [...] Segurou firme na porta, gritou:
“Eu volto, gente! Vou só trocar de roupa” e, não se sabe como, chegou intacto ao lar, já sem compromisso
clubista.
(ANDRADE, Carlos Drummond. De conto em conto, v. 2. São Paulo: Ática, 2001.)

15. Explique o motivo que levou Eváglio a torcer pelo Atlético Mineiro.

16. O que o narrador quis dizer quando afirmou que Eváglio sentiu-se uma bola chutadapor44 pés?

Faça a leitura do poema de Heitor Ferraz e responda:


ASAS DE GUARDA–CHUVA
Quando começa a chover, Mas quando a chuva para
os morcegos se assanham. -zapt, zupt-, a asa se fecha,
Abrem as asas pretas, e eles dormem recolhidos
e na chuva se banham. atrás da porta, numa brecha.

Passam em voos rasantes Alguns pobres coitados


raspando por nossas cabeças. acabam esquecidos.
Alguns se agitam e dançam, Ficam tristes e pendurados
outros voam com pressa. entre achados e perdidos.
Bichos da cidade São Paulo
17. Quantos versos tem o poema “ “Asas de guarda-chuva”?
18. Quantas estrofes há no poema?

19. Subline no texto 4 pares de rima do poema.

Leia o texto: CANIBALISMO ENTRE INSETOS


Seres que nascem na cabeça de outros e que consomem progressivamente o corpo destes até aniquilá-los,
ao atingir o estágio adulto. …
Esse é um enredo que mais parece de ficção científica. No entanto, acontece desde a pré-história, tendo como
protagonistas as vespas de certas espécies, e é um exemplo da curiosa relação dos ‘inimigos naturais’,
aproveitada pelo homem no controle biológico de pragas, para substituir com muitas vantagens os inseticidas
químicos.
(Revista Ciência Hoje, nº 104, outubro de 1994, Rio, SBPC)

20. O texto apresenta linguagem denotativa ou conotativa? EXPLIQUE.

21. Coloque ( D ) para denotativo e ( C ) para conotativo:

Observe a imagem ao lado e responda:


A imagem mostra uma pessoa prestes a abocanhar a Terra que está espetada num
garfo. Analise essa imagem e a frase ESTAMOS DEVORANDO O PLANETA e
responda:
22. A imagem está em qual sentido: ( ) conotativo ( ) denotativo

Escreva os dois sentidos para a expressão ESTAMOS DEVORANDO O


PLANETA.
23. Conotativo –

24. Denotativo -

25. Grife na letra da música 4 antíteses (Antônimos) que encontrar. Lulu Santos: Certas Coisas
Não existiria som
Se não houvesse o silêncio Mais alto ao coração
Não haveria luz Silenciosamente eu te falo com paixão
Se não fosse a escuridão Eu te amo calado
A vida é mesmo assim Como quem ouve uma sinfonia
Dia e noite, não e sim De silêncios e de luz
Cada voz que canta o amor não diz Nós somos medo e desejo
Tudo o que quer dizer Somos feitos de silêncio e som
Tudo o que cala fala Tem certas coisas que eu não sei dizer…

Leia a história em quadrinhos e responda:

26. o que ela quis dizer com “TEM UM


PARAFUSO A MENOS NA CABEÇA?

27. Essa expressão está no sentido:


( ) conotativo ( ) denotativo

28. Escreva o sentido das expressões conotativas:

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