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Direito à Educação e Acesso Universal

O documento aborda o direito à educação e a responsabilidade do Estado em garantir acesso e qualidade na educação pública, incluindo a educação básica obrigatória e gratuita para crianças de 4 a 17 anos. Destaca a importância do Projeto Político Pedagógico (PPP) como um guia para a gestão educacional, enfatizando a participação da comunidade escolar na sua elaboração e atualização. Além disso, discute a Educação Integral como um princípio que busca o desenvolvimento multidimensional do ser humano, superando a fragmentação do conhecimento e promovendo uma educação que abrange todas as dimensões do desenvolvimento.

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Direito à Educação e Acesso Universal

O documento aborda o direito à educação e a responsabilidade do Estado em garantir acesso e qualidade na educação pública, incluindo a educação básica obrigatória e gratuita para crianças de 4 a 17 anos. Destaca a importância do Projeto Político Pedagógico (PPP) como um guia para a gestão educacional, enfatizando a participação da comunidade escolar na sua elaboração e atualização. Além disso, discute a Educação Integral como um princípio que busca o desenvolvimento multidimensional do ser humano, superando a fragmentação do conhecimento e promovendo uma educação que abrange todas as dimensões do desenvolvimento.

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FUNEC

DIREITO A EDUCAÇÃO, ACESSO E QUALIDADE:

Do Direito à Educação e do Dever de Educar


Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado
mediante a garantia de:
● I – educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos
17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma:
● a) pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
● b) ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
● c) ensino médio; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
● II – educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco)
anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
● III – atendimento educacional especializado gratuito aos
educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e
altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis,
etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino;
● IV – acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e
médio para todos os que não os concluíram na idade própria;
● V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e
da criação artística, segundo a capacidade de cada um;
● VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições
do educando;
● VII – oferta de educação escolar regular para jovens e
adultos, com características e modalidades adequadas às suas
necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem
trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola;
● VIII – atendimento ao educando, em todas as etapas da
educação básica, por meio de programas suplementares de material
didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde;
● IX – padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos
como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos
indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-
aprendizagem.
● X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino
fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir do
dia em que completar 4 (quatro) anos de idade. (Incluído pela Lei nº
11.700, de 2008).
Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo,
podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária,
organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e,
ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo.
● §1º O poder público, na esfera de sua competência

federativa, deverá:
◆ I – recensear anualmente as crianças e adolescentes
em idade escolar, bem como os jovens e adultos que não
concluíram a educação básica;
◆ II – fazer-lhes a chamada pública;
○ III – zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência
à escola.
● §2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público
assegurará em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório, nos
termos deste artigo, contemplando em seguida os demais níveis e
modalidades de ensino, conforme as prioridades constitucionais e
legais.
● §3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo
tem legitimidade para peticionar no Poder Judiciário, na hipótese do §
2º do art. 208 da Constituição Federal, sendo gratuita e de rito
sumário a ação judicial correspondente.
● §4º Comprovada a negligência da autoridade competente
para garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela ser
imputada por crime de responsabilidade.
● §5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de
ensino, o Poder Público criará formas alternativas de acesso aos
diferentes níveis de ensino, independentemente da escolarização
anterior.
Art. 6º É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na
educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade.
Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:
● I – cumprimento das normas gerais da educação nacional e
do respectivo sistema de ensino;
● II – autorização de funcionamento e avaliação de qualidade
pelo Poder Público;
● III – capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto
no art. 213 da Constituição Federal.

ART 205

A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será


promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao
pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 140 - A educação, direito de todos, dever do Poder Público e da Família,


será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao
pleno desenvolvimento do cidadão, tornando-o capaz de refletir criticamente
sobre a realidade e qualificando-o para o trabalho.
Art. 141 - O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e
o saber;
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV - gratuidade da educação básica em estabelecimentos da rede municipal e
das fundações públicas municipais;
V - valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos
de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso
exclusivamente por concurso público de provas e títulos.
VI - gestão democrática do ensino, garantida a participação de representantes
da comunidade;
VII - garantia de padrão de qualidade, com provimento das escolas de material
didático-pedagógico necessário.
Art. 142 - O dever do Município para com a educação será concretizado
mediante a garantia de:
I - atendimento pedagógico gratuito em creche e pré-escola às crianças de 0
(zero) até 6 (seis) anos de idade, em horário integral a ser implantado
progressivamente, com a garantia ao ensino fundamental;
II - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, sem limite de idade, em período
de oito horas para o curso diurno;
III - ensino médio, após atendido plenamente e estabelecido pelos incisos I e II
deste artigo, com progressiva extensão e gratuidade:
IV - atendimento educacional especializado ao portador de deficiência, sem
limite de idade, na rede regular de ensino, com garantia de recursos humanos
capacitados, material e equipamentos públicos adequados e de vaga em escola
próxima à sua residência;
V - atendimento à criança nas creches e pré-escola e no ensino fundamental,
por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte,
alimentação e assistência à saúde;
VI - preservação dos aspectos humanísticos e profissionalizantes do ensino
médio;
VII - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando,
sem prejuízo da qualidade;
VIII - propiciamento de acesso aos níveis mais elevados de ensino, da pesquisa
e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;
IX - expansão e manutenção da rede municipal de ensino com a adoção de
infra-estrutura física e equipamentos adequados;
X - programas específicos de atendimento à criança e adolescentes
superdotados;
XI - amparo e formação do menor carente ou infrator mediante projetos
específicos na área de educação;
XII - supervisão e orientação educacional em todos os níveis e modalidades de
ensino nas escolas municipais, exercidas por profissionais habilitados;
XIII - passe escolar gratuito a aluno do sistema público municipal que não
conseguir matrícula em escola próxima à sua residência;
XIV - criação de escolas técnico-profissionalizantes levando-se em conta a
realidade da educação e o mercado de trabalho;
XV - cessão de serviços especializados para atendimento às fundações
públicas e entidades filantrópicas e comunitárias sem fins lucrativos, de
assistência ao menor e aos excepcionais, como dispuser a lei;
XVI - garantia de padrão de qualidade, mediante:
a) avaliação cooperativa periódica por órgãos próprios do sistema educacional,
pelo corpo docente e pelos responsáveis pelos alunos;
b) condições para reciclagem periódica pelos profissionais de ensino.
XVII - criação de sistema integrado de biblioteca para difusão de informações
científicas e culturais.
§1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito, bem como o atendimento em
creches e pré-escola, é direito público subjetivo.
§2º O não oferecimento de ensino obrigatório, creche e pré-escola pelo Poder
Público, ou sua oferta irregular, ou o não atendimento ao portador de
deficiência, importa responsabilidade de autoridade competente.
§3º Comprovada a falta de vaga, o aluno por si ou acompanhado de seus pais
ou responsáveis, ou por estes representado, notificará administrativamente o
Executivo Municipal para suprir a falta.
§4º Para todos os efeitos a notificação deverá ser apresentada à autoridade até
o vigésimo dia posterior ao do encerramento das matrículas.
§5º Para atender a falta de vagas o Executivo Municipal poderá,
excepcionalmente, adquiri-las, junto à iniciativa privada, até a satisfação da
obrigação, observadas as exigências do Art. 213 da Constituição Federal.
§6º Compete ao Município recensear os educandos do ensino da rede
municipal, mediante instrumentos de controle, junto aos pais ou responsáveis e
pela frequência à escola.
§7º Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde,
estabelecidos no inciso V, não são tarefas específicas da escola e seus
recursos deverão vir da área social do governo.
§8º O Município destinará um percentual mínimo de 5% (cinco por cento) da
receita resultante de impostos, compreendidas as transferências
constitucionais nas ações descritas nos incisos III, VI, VIII e XIV.
Art. 143 - Respeitado o conteúdo curricular do ensino, estabelecido pela União,
o Município fixar-lhe-á conteúdos complementares, com objetivo de assegurar
a formação política, cultural e regional.
§1º O ensino religioso sem caráter confessional e de matrícula facultativa,
constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensinos
fundamental e médio.
§2º As escolas da rede pública municipal desenvolverão programas especiais
de educação ambiental, para o trânsito, e de atividades cívicas.
§3º No ensino médio deverão constar, obrigatoriamente, as disciplinas
Sociologia e Filosofia.
Art. 144 - Deverão ser garantidas as relações adequadas entre o número de
alunos em sala de aula, o número de professores disponíveis e sua carga
horária, de modo a atender às necessidades do processo educativo, levando-
se em conta que o número de alunos permitidos por sala de aula, com
implantação progressiva, é:
I-pré-escolar-----20alunos;
II1ªa4ªséries-----25alunos;
III - demais - 35 alunos.

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA:

O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um


sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo
projeto pedagógico da escola é, também, um projeto * Pesquisadora associada
sênior da Faculdade de Educação da UnB. 2 político por estar intimamente
articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da
população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação
do cidadão para um tipo de sociedade. "A dimensão política se cumpre na
medida em que ela se realiza enquanto prática especificamente pedagógica"
(Saviani 1983, p. 93). Na dimensão pedagógica reside a possibilidade da
efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão
participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no
sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às
escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidad

Desse modo, o projeto político-pedagógico tem a ver com a organização do


trabalho pedagógico em dois níveis: como organização da escola como um
todo e como organização da sala de aula, incluindo sua relação com o contexto
social imediato, procurando preservar a visão de totalidade. Nesta caminhada
será importante ressaltar que o projeto político-pedagógico busca a
organização do trabalho pedagógico da escola na sua globalidade.

O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um documento essencial para a


gestão educacional de uma escola, servindo como guia para as ações que
visam aprimorar o processo de aprendizagem dos alunos.27 Ele reúne os
objetivos, metas e diretrizes da escola, considerando o contexto em que está
inserida e as especificidades da comunidade escolar.78
O PPP é um instrumento de planejamento que deve ser elaborado
coletivamente pela comunidade escolar, envolvendo não apenas os professores
e a equipe pedagógica, mas também os alunos, famílias e comunidade em
geral.79 Ele deve ser atualizado no início de cada ano letivo e consultado
periodicamente para garantir que as ações estão sendo colocadas em prática.7
O documento deve ser construído de acordo com a realidade social, cultural e
econômica da escola, definindo as competências que a instituição pretende
desenvolver em seus alunos e as metodologias de ensino que serão
aplicadas.9 Além disso, o PPP deve ser flexível para se adaptar às
necessidades dos alunos e auxiliar a instituição a tomar decisões estratégicas
para aprimorar seu trabalho.7
A responsabilidade sobre a elaboração do PPP costuma ser do diretor ou líder
escolar, que deve coordenar o processo e redigir o documento final.9 No
entanto, a preparação do PPP não é um dever exclusivo desse profissional,
devendo ser feita em conjunto com a comunidade escolar.

Princípios norteadores do projeto político pedagógico


A abordagem do projeto político-pedagógico, como organização do trabalho da
escola como um todo, está fundada nos princípios que deverão nortear a
escola democrática, pública e gratuita:
a) Igualdade de condições para acesso e permanência na escola. Saviani
alerta-nos para o fato de que há uma desigualdade no ponto de partida, mas a
igualdade no ponto de chegada deve ser garantida pela mediação da escola.
b) Qualidade que não pode ser privilégio de minorias econômicas e sociais. O
desafio que se coloca ao projeto político-pedagógico da escola é o de propiciar
uma qualidade para todos
c) Gestão democrática é um princípio consagrado pela Constituição vigente e
abrange as dimensões pedagógica, administrativa e financeira. Ela exige uma
ruptura histórica na prática administrativa da escola, com o enfrentamento das
questões de exclusão e reprovação e da não-permanência do aluno na sala de
aula, o que vem provocando a marginalização das classes populares. Esse
compromisso implica a construção coletiva de um projeto político-pedagógico
ligado à educação das classes populares
d) Liberdade é outro princípio constitucional. O princípio da liberdade está
sempre associado à idéia de autonomia. O que é necessário, portanto, como
ponto de partida, é o resgate do sentido dos conceitos de autonomia e
liberdade. A autonomia e a liberdade fazem parte da própria natureza do ato
pedagógico. O significado de autonomia remete-nos para regras e orientações
criadas pelos próprios sujeitos da ação educativa, sem imposições externas.
e) Valorização do magistério é um princípio central na discussão do projeto
político-pedagógico. A formação continuada é um direito de todos os
profissionais que trabalham na escola, uma vez que não só ela possibilita a
progressão funcional baseada na titulação, na qualificação e na competência
dos profissionais, mas também propicia, fundamentalmente, o desenvolvimento
profissional dos professores articulado com as escolas e seus projetos.

ESCOLA INTEGRAL: CONCEPÇÕES, CONCEITOS E FUNDAMENTOS:

O desenvolvimento integral é um processo contínuo, ao longo da vida, e


expressa a multidimensionalidade humana, ou seja, a existência e
interdependência das dimensões física, intelectual, emocional, social e cultural
na constituição da pessoa.

A Educação Integral é um princípio integrador e articulador das concepções de


ser humano, escola, currículo, de ensino e aprendizagem, sociedade e das
diferentes etapas da Educação Básica. Possibilita a superação da fragmentação
dos conhecimentos e vincula-os às práticas sociais e à vida cotidiana. Nesta
concepção de educação busca-se avançar das práticas que reduzem o papel
da escola a uma mera transmissão de conteúdos ou de priorização de uma só
dimensão do desenvolvimento, geralmente a dimensão intelectual sobre as
demais. A Educação Integral é uma concepção que compreende que a
educação deve garantir o desenvolvimento dos sujeitos em todas as suas
dimensões – intelectual, física, emocional, social e cultural e se constituir como
projeto coletivo, compartilhado por crianças, jovens, famílias, educadores,
gestores e comunidades locais.

A Educação Integral pressupõe igualmente o direito à escuta e à participação


de bebês, crianças e adolescentes, ao seu modo e conforme suas condições,
integrando ao currículo necessidades, interesses e as culturas infantis e juvenis
nas experiências educativas.
Nesta perspectiva, não apenas os territórios e equipamentos de diferentes
setores (como esportes, cultura, cidadania, parques e praças, saúde e
assistência) são coparticipes do processo de ensino e aprendizagem, como
seus agentes.

A Educação Integral é também o fundamento integrador das dimensões do


cuidar e educar e da relação entre a educação escolar e as práticas sociais em
toda a Educação Básica.
Faz-se necessário distinguir o conceito de Educação Integral e de Tempo
Integral. O tempo é uma das estratégias que possibilita a materialização da
proposta de um currículo de Educação Integral, mas não a única. É essencial
que a ampliação e organização do tempo integral seja consequência do Projeto
Político-Pedagógico e do Currículo escolar, associado aos espaços dentro e
fora da escola, considerando a diversidade de materiais que são ofertados nas
experiências educativas, atento às interações e organizações de agrupamentos
entre os estudantes, promotora de saberes de diferentes matrizes étnico-
raciais no currículo escolar, assim como asseguradora da escuta e participação
dos estudantes e comunidades escolares nos processos educativos e na
gestão escolar.

Em uma proposta de Educação Integral, é fundamental que os educadores


constituam autonomia para reconhecer as demandas dos alunos, as
oportunidades que se colocam no processo de ensino-aprendizagem e para
construir estratégias personalizadas.
sso significa que todas as dimensões do projeto pedagógico (currículo,
práticas educativas, recursos, agentes educativos, espaços e tempos) são
construídas, permanentemente avaliadas e reorientadas a partir do contexto,
interesses, necessidades de aprendizagem e desenvolvimento e perspectivas
de futuro dos estudantes.

No contexto da Educação Integral, a gestão democrática é imprescindível para


garantir que o processo educativo esteja de fato orientado pelo contexto,
interesses e necessidades de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos.
Nas escolas, a gestão democrática está garantida por lei e prevê que o Projeto
Político Pedagógico de cada unidade de ensino seja construído e acompanhado
com a participação ativa comunidade (alunos, educadores, famílias e
comunidade).

para a Educação Integral é fundamental a ampliação da jornada para um


período entre sete e nove horas diárias. Esta jornada deve ser definida de
acordo com os contextos locais e as necessidades dos alunos em cada etapa,
sem perder de vista a importância de que os alunos tenham acesso a diferentes
interações mediadas pela escola.

Em Política de Educação Integral que garanta qualidade com equidade, alguns


dispositivos são fundamentais:

● Planejamento da Gestão Educacional – definição clara de desafios,


metas e
estratégias
● Alinhamento entre todos os atores envolvidos no sistema:
convergência de
esforços em todos os níveis
● Modelo de gestão estruturado e sustentável que articule, de maneira
dialógica, a secretaria e as escolas
● Marcos legais que garantam sustentação a política
● Articulação intersetorial que garanta complementaridade as
estratégias
escolares

Além disso, são condições estruturantes de uma Política de Educação Integral:

● Mínimo de 7 horas e máximo de 9 horas diárias de jornada;


● Definição das aprendizagens esperadas para cada etapa;
Programa de formação de professores com pelo menos 50% de
professores de cada escola envolvidos.
Flexibilidade para a construção de formas e organização escolar diferenciada;
● Processo estruturado de avaliação da política;
● Processo estruturado de acompanhamento e tutoria dos professores;
● Garantia de tempo de planejamento e trabalho colaborativo em cada
escola;
● Recursos didáticos de qualidade e disponíveis que apoiem as práticas
de referência dos professores;
● Infraestrutura escolar adequada: mobiliário flexível, internet,
acessibilidade, espaços diferenciados e adequados às faixas etárias
(ateliê, biblioteca, espaços de convivência e descanso, quadra e
espaços verdes, alimentação e higiene pessoal), recursos digitais
disponíveis aos estudantes (especialmente a partir do Fundamental II);
● Interação permanente com outros agentes e espaços não escolares
como parte da política de educação integral;
● Articulação de rede de proteção social aos estudantes com integração

mínima das politicas de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social.

DIREITOS ÉTNICOS-RACIAIS NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional


decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o O art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a
vigorar com a seguinte redação:
“Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio,
públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-
brasileira e indígena.
§ 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos
aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população
brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história
da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a
cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da
sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social,
econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos
indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar,
em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história
brasileiras.” (NR)
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 10 de março de 2008; 187o da Independência e 120o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 11.3.2008.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS E OS DIREITOS


HUMANOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

"Artigo 26

1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo
menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será
obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como
a instrução superior, esta baseada no mérito.

2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da


personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do ser
humano e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a
compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais
ou religiosos e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da
manutenção da paz.

3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será


ministrada a seus filhos."

Veja mais sobre "Declaração Universal dos Direitos Humanos" em: https://
[Link]/geografia/declaracao-universal-dos-direitos-
[Link]

ART 5

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,


garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:

ART 37

A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União,


dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá
aos princípios (Art. 37):
● Legalidade: para o cidadão corresponde fazer tudo que a lei não
proíba; para o agente público, fazer aquilo que a lei autorize.
● Impessoalidade: os atos devem ser praticados buscando o interesse
público e não os interesses pessoais.
● Moralidade: busca-se práticas éticas por parte dos agentes públicos.
● Publicidade: trata-se da transparência dos atos da administração,
exceto aqueles essenciais à segurança nacional.
● Eficiência: deve-se buscar a maior produtividade e redução de custos
nos atos da administração.

CONCURSO PUBLICO:

Validade (Art. 37, III): até 2 anos, prorrogável uma vez. -> (2 + 2)
Prazo para convocação (Art. 37, IV): Durante o prazo improrrogável previsto
no edital de convocação (2 + 2), o aprovado será convocado com prioridade
sobre novos concursados. Em outras palavras, a Constituição não impede que
a Administração realize novo concurso dentro do prazo de validade, mas há
prioridade de convocação
A não observância do concurso e sua validade implicará a nulidade do ato e a
punição da autoridade responsável (Art. 37, §2º)
Ainda, a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para
as pessoas portadoras de deficiência (Art. 37, VIII).
Vejamos a Lei 8.112/90:
Art. 5, § 2o – Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de
se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições
sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais
pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas
no concurso.

Contratação por tempo determinado


Trata-se de uma exceção à regra de realização de concurso público, pois é
possível que a lei estabeleça casos de contratação por tempo
determinado para atender a necessidade temporária de excepcional
interesse público (Art. 37, IX).
Requisitos:
● Excepcional interesse público;
● Temporariedade da contratação;
● Hipóteses expressamente previstas em lei.

Acumulação remunerada
Para finalizar o Resumo sobre a administração pública na Constituição Federal,
vejamos sobre acumulação remunerada, tema muito cobrado em prova!
A regra é a vedação a acumulação remunerada de cargos públicos.
Entretanto, quando houver compatibilidade de horários é possível nos
seguintes casos (Art. 37, XVI)
● 2 cargos de professor;
● 1 cargo de professor + 1 cargo técnico ou científico;
● 2 cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde
Obs. A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista,
suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo
poder público (Art. 37, XVII);

ART 38,

Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no


exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes
disposições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado
de seu cargo, emprego ou função;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou
função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários,
perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da
remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a
norma do inciso anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato
eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto
para promoção por merecimento;
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social,
permanecerá filiado a esse regime, no ente federativo de origem

ART 39,

A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema


remuneratório observará: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
19, de 1998)
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos
componentes de cada carreira; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19,
de 1998)
II - os requisitos para a investidura; (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)
III - as peculiaridades dos cargos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
19, de 1998)

A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a


formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a
participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira,
facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes
federados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º,
IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei
estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo
o exigir. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de
Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados
exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de
qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou
outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art.
37, X e XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá
estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores
públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, XI. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os
valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos
públicos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará
a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com
despesas correntes em cada órgão, autarquia e fundação, para aplicação no
desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade, treinamento e
desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço
público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de
produtividade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá
ser fixada nos termos do § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19,
de 1998)
§ 9º É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário ou
vinculadas ao exercício de função de confiança ou de cargo em comissão à
remuneração do cargo efetivo

ART 40,

regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos


efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do
respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de
pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e
atuarial.

ART 205

A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será


promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao
pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho.

ART 206

O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e


o saber;

III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de


instituições públicas e privadas de ensino;

IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da


lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de
provas e títulos, aos das redes públicas;

VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;

VII - garantia de padrão de qualidade.

VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação


escolar pública, nos termos de lei federal.

IX - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.

Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores


considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para
a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

ART 207

As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e


de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

§ 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas


estrangeiros, na forma da lei.

§ 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e


tecnológica.

ART 208

O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:

I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete)


anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela
não tiveram acesso na idade própria;

II - progressiva universalização do ensino médio gratuito;

III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,


preferencialmente na rede regular de ensino;

IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos


de idade;

V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação


artística, segundo a capacidade de cada um;

VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;

VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por


meio de programas suplementares de material didáticoescolar, transporte,
alimentação e assistência à saúde.

§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.

§ 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua


oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente.

§ 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino


fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela
freqüência à escola.

ART 209

O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:

I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;

II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público.

ART 214

A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com


o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de
colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de
implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do
ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações
integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que
conduzam a:

I - erradicação do analfabetismo;
II - universalização do atendimento escolar;

III - melhoria da qualidade do ensino;

IV - formação para o trabalho;

V - promoção humanística, científica e tecnológica do País.

VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação


como proporção do produto interno bruto.

ART 227

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao


adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde,
à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária,
além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.

§ 1º O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança,


do adolescente e do jovem, admitida a participação de entidades não
governamentais, mediante políticas específicas e obedecendo aos seguintes
preceitos:

I - aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na


assistência materno-infantil;

II - criação de programas de prevenção e atendimento especializado para as


pessoas portadoras de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de
integração social do adolescente e do jovem portador de deficiência, mediante
o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos
bens e serviços coletivos, com a eliminação de obstáculos arquitetônicos e de
todas as formas de discriminação.

§ 2º A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios


de uso público e de fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de
garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência.

§ 3º O direito a proteção especial abrangerá os seguintes aspectos:

I - idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho, observado o


disposto no art. 7º, XXXIII;
II - garantia de direitos previdenciários e trabalhistas;

III - garantia de acesso do trabalhador adolescente e jovem à escola;

IV - garantia de pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional,


igualdade na relação processual e defesa técnica por profissional habilitado,
segundo dispuser a legislação tutelar específica;

V - obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à


condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de
qualquer medida privativa da liberdade;

VI - estímulo do Poder Público, através de assistência jurídica, incentivos


fiscais e subsídios, nos termos da lei, ao acolhimento, sob a forma de guarda,
de criança ou adolescente órfão ou abandonado;

VII - programas de prevenção e atendimento especializado à criança, ao


adolescente e ao jovem dependente de entorpecentes e drogas afins.

§ 4º A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da


criança e do adolescente.

§ 5º A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei, que


estabelecerá casos e condições de sua efetivação por parte de estrangeiros.

§ 6º Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão


os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações
discriminatórias relativas à filiação.

§ 7º No atendimento dos direitos da criança e do adolescente levar-se- á em


consideração o disposto no art. 204.

§ 8º A lei estabelecerá:

I - o estatuto da juventude, destinado a regular os direitos dos jovens;

II - o plano nacional de juventude, de duração decenal, visando à articulação


das várias esferas do poder público para a execução de políticas públicas.

ESTATUTO DA CRIANÇA- ECA:

ECA (Estatuto Da Criança E Do Adolescente)


Dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente. Criança até 12
anos, adolescente 12 a 18 anos. ECA, em seu Art. 25, define como família
natural “a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus
descendentes”.
Capítulo IV
Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno
desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e
qualificação para o trabalho, assegurando-se lhes:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - direito de ser respeitado por seus educadores;
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias
escolares superiores;
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis;
V - acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-
se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa
ou ciclo de ensino da educação básica.
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo
pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais.
Art. 53-A. É dever da instituição de ensino, clubes e agremiações recreativas
e de estabelecimentos congêneres assegurar medidas de conscientização,
prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas.
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não
tiveram acesso na idade própria;
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino;
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de
idade;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação
artística, segundo a capacidade de cada um;
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente
trabalhador;
VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares
de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta
irregular importa responsabilidade da autoridade competente.
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino
fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela
frequência à escola.
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou
pupilos na rede regular de ensino.
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental
comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de:
I - maus-tratos envolvendo seus alunos;
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os
recursos escolares;
III - elevados níveis de repetência.
Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas
relativas a calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação,
com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do ensino
fundamental obrigatório.
Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais,
artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente,
garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura.
Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e
facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais,
esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.
[Link]

POLÍTICAS PARA A DIVERSIDADES E INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA


(FUNDAMENTOS LEGAIS E ESTRATĖGIAS DO TRABALHO COLETIVO PARA
A INCLUSÃO)

OBJETIVO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA


PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA A Política Nacional de Educação
Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo assegurar a
inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, orientando os sistemas de
ensino para garantir: acesso ao ensino regular, com participação,
aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados do ensino;
transversalidade da modalidade de educação especial desde a educação
infantil até a educação superior; oferta do atendimento educacional
especializado; formação de professores para o atendimento educacional
especializado e demais profissionais da educação para a inclusão; participação
da família e da comunidade; acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos
mobiliários, nas comunicações e informação; e articulação intersetorial na
implementação das políticas públicas.

O Plano Nacional de Educação - PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o


grande avanço que a década da educação deveria produzir seria a construção
de uma escola inclusiva que garanta o atendimento à diversidade humana”. Ao
estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de ensino favoreçam o
atendimento às necessidades 9 educacionais especiais dos alunos, aponta um
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes
comuns do ensino regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao
atendimento educacional especializado.
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei nº 9.394/96, no
artigo 59, preconiza que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos
currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às suas
necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não atingiram o
nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas
deficiências e; a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do
programa escolar. Também define, dentre as normas para a organização da
educação básica, a “possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante
verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus
interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art.
37). Em 1999, o Decreto nº 3.298 que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor
sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência,
define a educação especial como uma modalidade transversal a todos os níveis
e modalidades de ensino, enfatizando a atuação complementar da educação
especial ao ensino regular.
Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº1/2002, que
estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de
Professores da Educação Básica, define que as instituições de ensino superior
devem prever em sua organização curricular formação docente voltada para a
atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as
especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais. A Lei nº
10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas
institucionalizadas de apoiar seu uso e difusão, bem como a inclusão da
disciplina de Libras como parte integrante do currículo nos cursos de formação
de professores e de fonoaudiologia.

Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04


regulamentou as leis nº 10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e
critérios para a promoção da acessibilidade às pessoas com deficiência ou com
mobilidade reduzida. Nesse contexto, o Programa Brasil Acessível é
implementado com o objetivo de promover e apoiar o desenvolvimento de
ações que garantam a acessibilidade.

Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividade das Altas Habilidades/


Superdotação – NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são
formados centros de referência para o atendimento educacional especializado
aos alunos com altas habilidades/superdotação, a orientação às famílias e a
formação continuada aos professores. Nacionalmente, são disseminados
referenciais e orientações para organização da política de educação inclusiva
nesta área, de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de
ensino. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada
pela ONU em 2006, da qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados
Parte devem assegurar um sistema de educação inclusiva em todos os níveis
de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e
social compatível com a meta de inclusão plena, adotando medidas para
garantir que:

a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional


geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam
excluídas do ensino fundamental gratuito e compulsório, sob alegação de
deficiência; b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino
fundamental inclusivo, de qualidade e gratuito, em igualdade de condições com
as demais pessoas na comunidade em que vivem (Art.24).

Em 2007, no contexto com o Plano de Aceleração do Crescimento - PAC, é


lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela
Agenda Social de Inclusão das Pessoas com Deficiência, tendo como eixos a
acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, a implantação de salas de
recursos e a formação docente para o atendimento educacional especializado.

Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados


sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de
toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus
talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas
características, interesses e necessidades de aprendizagem.
Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da
sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência,
colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.
Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar,
incentivar, acompanhar e avaliar:
I - sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como
o aprendizado ao longo de toda a vida;
II - aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir condições de
acesso, permanência, participação e aprendizagem, por meio da oferta de
serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam
a inclusão plena;
III - projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional
especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis, para
atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu
pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista
e o exercício de sua autonomia;
IV - oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na
modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e
classes bilíngues e em escolas inclusivas;
V - adoção de medidas individualizadas e coletivas em ambientes que
maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes com
deficiência, favorecendo o acesso, a permanência, a participação e a
aprendizagem em instituições de ensino;
VI - pesquisas voltadas para o desenvolvimento de novos métodos e técnicas
pedagógicas, de materiais didáticos, de equipamentos e de recursos de
tecnologia assistiva;
VII - planejamento de estudo de caso, de elaboração de plano de atendimento
educacional especializado, de organização de recursos e serviços de
acessibilidade e de disponibilização e usabilidade pedagógica de recursos de
tecnologia assistiva;
VIII - participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas
diversas instâncias de atuação da comunidade escolar;
IX - adoção de medidas de apoio que favoreçam o desenvolvimento dos
aspectos linguísticos, culturais, vocacionais e profissionais, levando-se em
conta o talento, a criatividade, as habilidades e os interesses do estudante com
deficiência;
X - adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de formação
inicial e continuada de professores e oferta de formação continuada para o
atendimento educacional especializado;
XI - formação e disponibilização de professores para o atendimento
educacional especializado, de tradutores e intérpretes da Libras, de guias
intérpretes e de profissionais de apoio;
XII - oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de recursos de
tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes,
promovendo sua autonomia e participação;
XIII - acesso à educação superior e à educação profissional e tecnológica em
igualdade de oportunidades e condições com as demais pessoas;
XIV - inclusão em conteúdos curriculares, em cursos de nível superior e de
educação profissional técnica e tecnológica, de temas relacionados à pessoa
com deficiência nos respectivos campos de conhecimento;
XV - acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a jogos e
a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema escolar;
XVI - acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da educação e
demais integrantes da comunidade escolar às edificações, aos ambientes e às
atividades concernentes a todas as modalidades, etapas e níveis de ensino;
XVII - oferta de profissionais de apoio escolar;
XVIII - articulação intersetorial na implementação de políticas públicas.
§ 1º Às instituições privadas, de qualquer nível e modalidade de ensino, aplica-
se obrigatoriamente o disposto nos incisos I, II, III, V, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII,
XIV, XV, XVI, XVII e XVIII do caput deste artigo, sendo vedada a cobrança de
valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e
matrículas no cumprimento dessas determinações.
§ 2º Na disponibilização de tradutores e intérpretes da Libras a que se refere o
inciso XI do caput deste artigo, deve-se observar o seguinte:
I - os tradutores e intérpretes da Libras atuantes na educação básica devem,
no mínimo, possuir ensino médio completo e certificado de proficiência na
Libras; (Vigência)
II - os tradutores e intérpretes da Libras, quando direcionados à tarefa de
interpretar nas salas de aula dos cursos de graduação e pós-graduação, devem
possuir nível superior, com habilitação, prioritariamente, em Tradução e
Interpretação em Libras. (Vigência)
Art. 29. (VETADO).
Art. 30. Nos processos seletivos para ingresso e permanência nos cursos
oferecidos pelas instituições de ensino superior e de educação profissional e
tecnológica, públicas e privadas, devem ser adotadas as seguintes medidas:
I - atendimento preferencial à pessoa com deficiência nas dependências das
Instituições de Ensino Superior (IES) e nos serviços;
II - disponibilização de formulário de inscrição de exames com campos
específicos para que o candidato com deficiência informe os recursos de
acessibilidade e de tecnologia assistiva necessários para sua participação;
III - disponibilização de provas em formatos acessíveis para atendimento às
necessidades específicas do candidato com deficiência;
IV - disponibilização de recursos de acessibilidade e de tecnologia assistiva
adequados, previamente solicitados e escolhidos pelo candidato com
deficiência;
V - dilação de tempo, conforme demanda apresentada pelo candidato com
deficiência, tanto na realização de exame para seleção quanto nas atividades
acadêmicas, mediante prévia solicitação e comprovação da necessidade;
VI - adoção de critérios de avaliação das provas escritas, discursivas ou de
redação que considerem a singularidade linguística da pessoa com deficiência,
no domínio da modalidade escrita da língua portuguesa;
VII - tradução completa do edital e de suas retificações em Libras.

LEGISLAÇÕES DA EDUCAÇÃO BÁSICA;


LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB)

Reafirma o direito à educação, garantido pela Constituição Federal. Estabelece


os princípios da educação e os deveres do Estado em relação à educação
escolar pública, definindo as responsabilidades, em regime de colaboração,
entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
Alterações
Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as formas de
violência contra a criança, ao adolescente e a mulher, que deve ser trabalhado
na escola.
Inclusão da educação bilíngue de surdos. O novo texto definiu a educação
bilíngue de surdos como uma modalidade de ensino. Libras primário, português
secundário.
Ler capítulo II, da Educação Básica

Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando,


assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e
fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
Parágrafo único. São objetivos precípuos da educação básica a alfabetização
plena e a formação de leitores, como requisitos essenciais para o cumprimento
das finalidades constantes do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.407,
de 2022)
Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos
semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-
seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por
forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de
aprendizagem assim o recomendar.
§ 1º A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de
transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo
como base as normas curriculares gerais.
§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive
climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com
isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei.
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada
de acordo com as seguintes regras comuns:
I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídas por um
mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo
reservado aos exames finais, quando houver;
I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino
fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos
dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais,
quando houver; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
I – a carga horária mínima anual será de 800 (oitocentas) horas para o ensino
fundamental e de 1.000 (mil) horas para o ensino médio, distribuídas por, no
mínimo, 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo
reservado aos exames finais, quando houver; (Redação dada pela Lei nº
14.945, de 2024)
II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino
fundamental, pode ser feita:
a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou
fase anterior, na própria escola;
b) por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas;
c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela
escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e
permita sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação
do respectivo sistema de ensino;
III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, o
regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial, desde que
preservada a seqüência do currículo, observadas as normas do respectivo
sistema de ensino;
IV - poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de séries distintas,
com níveis equivalentes de adiantamento na matéria, para o ensino de línguas
estrangeiras, artes, ou outros componentes curriculares;
V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência
dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do
período sobre os de eventuais provas finais;
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do
aprendizado;
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao
período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem
disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos;
VI - o controle de freqüência fica a cargo da escola, conforme o disposto no
seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a
freqüência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para
aprovação;
VII - cabe a cada instituição de ensino expedir históricos escolares,
declarações de conclusão de série e diplomas ou certificados de conclusão de
cursos, com as especificações cabíveis.

§ 1º A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do caput deste artigo
será ampliada de forma progressiva para 1.400 (mil e quatrocentas) horas,
considerados os prazos e as metas estabelecidos no Plano Nacional de
Educação. (Redação dada pela Lei nº 14.945, de 2024)
o
§ 2 Os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de educação de jovens e
adultos e de ensino noturno regular, adequado às condições do educando,
conforme o inciso VI do art. 4o. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
Art. 25. Será objetivo permanente das autoridades responsáveis alcançar
relação adequada entre o número de alunos e o professor, a carga horária e as
condições materiais do estabelecimento.
Parágrafo único. Cabe ao respectivo sistema de ensino, à vista das condições
disponíveis e das características regionais e locais, estabelecer parâmetro para
atendimento do disposto neste artigo.

Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino


médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada
sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte
diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da
cultura, da economia e dos educandos. (Redação dada pela Lei nº 12.796,
de 2013)

§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente, o


estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico
e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil.

§ 2o O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais,


constituirá componente curricular obrigatório da educação
básica. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)

§ 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é


componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática
facultativa ao aluno: (Redação dada pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis
horas; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
II – maior de trinta anos de idade; (Incluído pela Lei nº 10.793, de
1º.12.2003)
III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar,
estiver obrigado à prática da educação física; (Incluído pela Lei nº 10.793,
de 1º.12.2003)
IV – amparado pelo Decreto-Lei n o 1.044, de 21 de outubro de
1969; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
V – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
VI – que tenha prole. (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
§ 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das
diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente
das matrizes indígena, africana e européia.

§ 5º No currículo do ensino fundamental, a partir do sexto ano, será ofertada a


língua inglesa. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)

§ 6º As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as linguagens que


o
constituirão o componente curricular de que trata o § 2 deste artigo.
(Redação dada pela Lei nº 13.278, de 2016)

§ 7º A integralização curricular poderá incluir, a critério dos sistemas de ensino,


projetos e pesquisas envolvendo temas transversais que componham os
currículos de que trata o caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº
14.945, de 2024)
§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente
curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a
sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais. (Incluído
pela Lei nº 13.006, de 2014)
serão incluídos, como temas transversais, nos currículos escolares de que trata
o
o caput deste artigo, tendo como diretriz a Lei n 8.069, de 13 de julho de
1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), observada a produção e
distribuição de material didático adequado. (Incluído pela Lei nº 13.010, de
2014)
§ 9º Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as
formas de violência contra a criança, o adolescente e a mulher serão incluídos,
como temas transversais, nos currículos de que trata o caput deste artigo,
observadas as diretrizes da legislação correspondente e a produção e
distribuição de material didático adequado a cada nível de
ensino. (Redação dada pela Lei nº 14.164, de 2021)
§ 9º-A. A educação alimentar e nutricional será incluída entre os temas
transversais de que trata o caput. (Incluído pela Lei nº 13.666, de
2018)
§ 10. A inclusão de novos componentes curriculares de caráter obrigatório na
Base Nacional Comum Curricular dependerá de aprovação do Conselho
Nacional de Educação e de homologação pelo Ministro de Estado da
Educação. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 11. A educação digital, com foco no letramento digital e no ensino de
computação, programação, robótica e outras competências digitais, será
componente curricular do ensino fundamental e do ensino médio. (Incluído
pela Lei nº 14.533, de 2023)

Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio,


públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-
brasileira e indígena. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008).
§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos
aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população
brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história
da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a
cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da
sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social,
econômica e política, pertinentes à história do Brasil. (Redação dada
pela Lei nº 11.645, de 2008).
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos
indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar,
em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história
brasileiras. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008).
Art. 26-B. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e
privados, é obrigatória a inclusão de abordagens fundamentadas nas
experiências e nas perspectivas femininas nos conteúdos
curriculares. (Incluído pela Lei nº 14.986, de 2024) Vigência
Parágrafo único. As abordagens a que se refere este artigo devem incluir
diversos aspectos da história, da ciência, das artes e da cultura do Brasil e do
mundo, a partir das experiências e das perspectivas femininas, de forma a
resgatar as contribuições, as vivências e as conquistas femininas nas áreas
científica, social, artística, cultural, econômica e política. (Incluído pela Lei
nº 14.986, de 2024) Vigência
Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão, ainda, as
seguintes diretrizes:
I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres
dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática;
II - consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada
estabelecimento;
III - orientação para o trabalho;
IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-
formais.
Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de
ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às
peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente:
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e
interesses dos alunos das escolas do campo, com possibilidade de uso, dentre
outras, da pedagogia da alternância; (Redação dada pela Lei nº 14.767, de
2023)
II - organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às
fases do ciclo agrícola e às condições climáticas;
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural.
Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas
será precedido de manifestação do órgão normativo do respectivo sistema de
ensino, que considerará a justificativa apresentada pela Secretaria de
Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação e a manifestação da
comunidade escolar. (Incluído pela Lei nº 12.960, de 2014)

PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO: PNE

Determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional no


período de 2014 a 2024. 20 metas no resumo.

1. Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de


4 a 5 anos e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a
atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos até o final da vigência
deste PNE.
2. Universalizar o ensino fundamental de 9 anos para toda a população de 6 a
14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na
idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE.
3. Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a
17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de
matrículas no ensino médio para 85%.
4. Universalizar, para a população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou super-dotação, o acesso à
educação básica e ao atendimento educacional especializado,
preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema
educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou
serviços especializados, públicos ou conveniados.
5. Alfabetizar todas as crianças no máximo até o 3ºano do ensino fundamental.
6. Oferecer ensino em tempo integral em no mínimo 50% das escolas públicas,
de forma a atender no mínimo 25% dos alunos da educação básica.
7. Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e
modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem.
8. Elevar a escolaridade média da população de 18 a 29 anos, de modo a
alcançar, no mínimo, 12 anos de estudo no último ano de vigência deste Plano,
para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos
25% mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros
declarados à IBGE.
9. Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para
93,5% até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo
absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
10. Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos,
nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional.
11. Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio,
assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no
segmento público.
12. Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa
líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurada a qualidade da
oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento
público.
13. Elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres
e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de
educação superior para 75%, sendo, do total, no mínimo, 35% doutores.
14. Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação de modo a
atingir a titulação anual de 60.000 mestres e 25.000 doutores.
15. Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, no prazo de 1 ano de vigência deste PNE, política
nacional de formação dos profissionais da educação assegurado que todos os
professores da educação básica possuam formação específica de nível
superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que
atuam.
16. Formar, em nível de pós-graduação, 50% dos professores da educação
básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos os
profissionais da educação básica formação continuada em sua área de
atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos
sistemas de ensino.
17. Valorizar os profissionais do magistério das redes públicas de educação
básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos demais profissionais
com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PNE.
18. Assegurar, no prazo de 2 anos, a existência de planos de Carreira para os
profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas de
ensino e, para o plano de Carreira dos profissionais da educação básica
pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em
lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal.
19. Assegurar condições, no prazo de 2 anos, para a efetivação da gestão
democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e
desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas
públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto.
20. Ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, no
mínimo, o patamar de 7% do PIB do País no 5o ano de vigência desta Lei e, no
mínimo, o equivalente a 10% do PIB ao final do decênio.
DIRETRIZES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA:

. Etapas da Educação Básica Quanto às etapas correspondentes aos diferentes


momentos constitutivos do desenvolvimento educacional, a Educação Básica
compreende: I – a Educação Infantil, que compreende: a Creche, englobando
as diferentes etapas do desenvolvimento da criança até 3 (três) anos e 11
(onze) meses; e a Pré-Escola, com duração de 2 (dois) anos. II – o Ensino
Fundamental, obrigatório e gratuito, com duração de 9 (nove) anos, é
organizado e tratado em duas fases: a dos 5 (cinco) anos iniciais e a dos 4
(quatro) anos finais; III – o Ensino Médio, com duração mínima de 3 (três) anos.
19 Estas etapas e fases têm previsão de idades próprias, as quais, no entanto,
são diversas quando se atenta para alguns pontos como atraso na matrícula e/
ou no percurso escolar, repetência, retenção, retorno de quem havia
abandonado os estudos, estudantes com deficiência, jovens e adultos sem
escolarização ou com esta incompleta, habitantes de zonas rurais, indígenas e
quilombolas, adolescentes em regime de acolhimento ou internação, jovens e
adultos em situação de privação de liberdade nos estabelecimentos penais.
[Link]. Educação Infantil A Educação Infantil tem por objetivo o
desenvolvimento integral da criança até 5 (cinco) anos de idade, em seus
aspectos físico, afetivo, psicológico, intelectual e social, complementando a
ação da família e da comunidade.
[Link] Ensino Fundamental Na etapa da vida que corresponde ao Ensino
Fundamental21, o estatuto de cidadão vai se definindo gradativamente
conforme o educando vai se assumindo a condição de um sujeito de direitos.
As crianças, quase sempre, percebem o sentido das transformações corporais
e culturais, afetivo-emocionais, sociais, pelas quais passam. Tais
transformações requerem-lhes reformulação da autoimagem, a que se associa
o desenvolvimento cognitivo. Junto a isso, buscam referências para a formação
de valores próprios, novas estratégias para lidar com as diferentes exigências
que lhes são impostas. De acordo com a Resolução CNE/CEB nº 3/2005, o
Ensino Fundamental de 9 (nove) anos tem duas fases com características
próprias, chamadas de: anos iniciais, com 5 (cinco) anos de duração, em regra
para estudantes de 6 (seis) a 10 (dez) anos de idade; e anos finais, com 4
(quatro) anos de duração, para os de 11 (onze) a 14 (quatorze) anos. O Parecer
CNE/CEB nº 7/2007 admitiu coexistência do Ensino Fundamental de 8 (oito)
anos, em extinção gradual, com o de 9 (nove), que se encontra em processo de
implantação e implementação. Há, nesse caso, que se respeitar o disposto nos
Pareceres CNE/CEB nº 6/2005 e nº 18/2005, bem como na Resolução CNE/CEB
nº 3/2005, que formula uma tabela de equivalência da organização e dos
planos curriculares do Ensino Fundamental de 8 (oito) e de 9 (nove) anos, a
qual deve ser adotada por todas as escolas. O Ensino Fundamental é de
matrícula obrigatória para as crianças a partir dos 6 (seis) anos completos até
o dia 31 de março do ano em que ocorrer matrícula, conforme estabelecido
pelo CNE no Parecer CNE/CEB nº 22/2009 e Resolução CNE/CEB nº 1/2010

[Link]. Ensino Médio Os princípios e as finalidades que orientam o Ensino


Médio23, para adolescentes em idade de 15 (quinze) a 17 (dezessete),
preveem, como preparação para a conclusão do processo formativo da
Educação Básica (artigo 35 da LDB): I – a consolidação e o aprofundamento
dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o
prosseguimento de estudos; II – a preparação básica para o trabalho, tomado
este como princípio educativo, e para a cidadania do educando, para continuar
aprendendo, de modo a ser capaz de enfrentar novas condições de ocupação
ou aperfeiçoamento posteriores; III – o aprimoramento do estudante como um
ser de direitos, pessoa humana, incluindo a formação ética e o
desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; IV – a
compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos presentes na
sociedade contemporânea, relacionando a teoria com a prática.

2.5.2. Modalidades da Educação Básica Como já referido, na oferta de cada


etapa pode corresponder uma ou mais modalidades de ensino: Educação de
Jovens e Adultos, Educação Especial, Educação Profissional e Tecnológica,
Educação Básica do Campo, Educação Escolar Indígena, Educação Escolar
Quilombola e Educação a Distância.

Elementos constitutivos para a organização das Diretrizes Curriculares


Nacionais Gerais para a Educação Básica Estas Diretrizes inspiram-se nos
princípios constitucionais e na LDB e se operacionalizam – sobretudo por meio
do projeto político-pedagógico e do regimento escolar, do sistema de
avaliação, da gestão democrática e da organização da escola – na formação
inicial e continuada do professor, tendo como base os princípios afirmados nos
itens anteriores, entre os quais o cuidado e o compromisso com a educação
integral de todos, atendendo-se às dimensões orgânica, sequencial e
articulada da Educação Básica. A LDB estabelece condições para que a
unidade escolar responda à obrigatoriedade de garantir acesso à escola e
permanência com sucesso. Ela aponta ainda alternativas para flexibilizar as
condições para que a passagem dos estudantes pela escola seja concebida
como momento de crescimento, mesmo frente a percursos de aprendizagem
não lineares. A isso se associa o entendimento de que a instituição escolar,
hoje, dispõe de instrumentos legais e normativos que lhe permitam exercitar
sua autonomia, instituindo as suas próprias regras para mudar, reinventar, no
seu projeto político-pedagógico e no seu regimento, o currículo, a avaliação da
aprendizagem, seus procedimentos, para que o grande objetivo seja alcançado:
educação para todos em todas as etapas e modalidades da Educação Básica,
com qualidade social.

Art. 5º DCN: A educação básica é direito universal e alicerce indispensável para


o exercício da cidadania em plenitude, da qual depende a possibilidade de
conquistar todos os demais direitos, definidos na Constituição Federal, no
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na legislação ordinária e nas
demais disposições que consagram as prerrogativas do cidadão. DCN: São um
conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e
procedimentos. Serve para orientar as escolas na organização, articulação,
desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas. Financiamento
da Educação. Os recursos públicos destinados à educação têm origem em:
Receita de impostos próprios da União (18%), dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios (25%). Receita de transferências constitucionais e outras
transferências. Receita de contribuição social do salário-educação e de
outras contribuições sociais. FUNDEB – principal: (Fundo de manutenção e
desenvolvimento da educação básica e de valorização dos profissionais da
educação): transporte escolar e material didático. A Gestão Escolar e o Projeto
Didático-Pedagógico. A gestão tem função de organizar todos os elementos
que influenciam no trabalho pedagógico. A constituição federal determina a
participação da comunidade escolar nos processos de gestão. A gestão escolar
cabe à direção, direção auxiliar e equipe pedagógica. O projeto didático
pedagógico é um tipo de organização que envolve uma situação problema com
o objetivo de articular propósitos didáticos e propósitos sociais (o trabalho tem
um produto final que deve ser apreciado por alguém). A organização do
currículo por áreas de conhecimento e o Currículo orientado para a construção
de competências. BNCC. Tendências e Pensamento pedagógico brasileiro.
Tendências liberais: sustenta a ideia de que o aluno deve ser preparado para
papéis sociais de acordo com suas aptidões. Pode ser: Tradicional. Renovadora
progressista. Renovadora não diretiva (escola nova). Tecnicista. Tendências
progressistas: parte da análise crítica das realidades sociais. Pode ser:
Libertadora. Libertária. Crítico-social dos conteúdos ou histórico-crítica

Teorias educacionais na relação professor-aluno, escola-comunidade. A


importância do relacionamento afetivo dos professores com seus alunos
durante o processo de ensinoapredizagem e também na formação do indivíduo,
também é importante a aproximação da comunidade com as atividades da
escola. Didática, organização curricular e a prática pedagógica do professor.
Deve servir como um guia para orientar a prática, e os professores devem
adaptar às necessidades de sua turma. Saberes pedagógicos e atividades
docentes no coletivo escolar. Planejamento educacional, metodologias para a
sala de aula e avaliação do processo ensinoapredizagem. Aborda a importância
do planejamento de aulas para que não seja, aulas monótonas e
desorganizadas. É essencial para o professor elaborar sua metodologia
conforme o objetivo a ser alcançado. Concepções teóricas de ensino e
aprendizagem e a gestão da sala de aula. A qualidade social da educação
escolar e a educação para a diversidade numa perspectiva multicultural. Tratar
a educação multicultural é uma forma de promover a equidade social,
valorizando as culturas e colaborando para a superação das diferenças.
Educação Inclusiva: diversidade étnico-racial, sexual e de gênero e a promoção
da Igualdade. Trabalhar a igualdade e o respeito às diferenças na escola, que é
um ambiente para os alunos se sentirem confortáveis, e nunca menosprezados.
O uso de tecnologias da informação e comunicação em sala de aula. Favorece a
aprendizagem do aluno e aproximação de professores e alunos. O professor
deve colocar as tecnologias como aliadas para facilitar o seu trabalho, deve
usá-las no sentido cultural, científico e tecnológico de modo que os alunos
adquiram condições para enfrentar os problemas e buscar soluções para viver
no mundo contemporâneo. Sistemas de Avaliação em larga escala e a Avaliação
da Aprendizagem. Educação infantil: SAEB (Sistema de avaliação da educação
básica) Ensino fundamental aos iniciais: ANA (avaliação nacional da
alfabetização) Ensino fundamental anos finais: PROVA BRASIL. Ensino médio:
ENEM Tipos de avaliação de aprendizagem: Avaliação diagnóstica: verificar
conteúdos e conhecimento do aluno. Avaliação formativa: verificar se os
planejamentos em relação aos conteúdos estão sendo atingidos “se está
cumprindo o plano de aulas”. Avaliação somativa: atribuir notas e conceitos
para o aluno ser promovido ou não.

COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA


● Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente
construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para
entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar
para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
● Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem
própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise
crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar
e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções
(inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes
áreas.
● Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e
culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas
diversificadas da produção artístico-cultural.
● Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora,
como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como
conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para
se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e
sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao
entendimento mútuo.
● Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de
informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e
ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se
comunicar, acessar e disseminar informações, produzir
conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria
na vida pessoal e coletiva.
● Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem
entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas
alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com
liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
● Argumentar com base em fatos, dados e informações
confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e
decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a

consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local,


regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de
si mesmo, dos outros e do planeta.
● Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e
capacidade para lidar com elas.
● Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e
aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade
de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas
e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
● Agir pessoal e coletivamente com autonomia,
responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando
decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
sustentáveis e solidários.

A Educação Básica é direito universal e alicerce indispensável para a


capacidade de exercer em plenitude o direto à cidadania. É o tempo, o espaço
e o contexto em que o sujeito aprende a constituir e reconstituir a sua
identidade, em meio a transformações corporais, afetivoemocionais,
socioemocionais, cognitivas e socioculturais, respeitando e valorizando as
diferenças. Liberdade e pluralidade tornam-se, portanto, exigências do projeto
educacional.

BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM- BNCC

de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e


desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de
Educação (PNE). Este documento normativo aplica-se exclusivamente à
educação escolar, tal como a define o § 1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e
1
Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996) , e está orientado pelos
princípios éticos, políticos e estéticos que visam à formação humana integral e
à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, como
fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica
(DCN)2.
Referência nacional para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes
escolares dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das propostas
pedagógicas das instituições escolares, a BNCC integra a política nacional da
Educação Básica e vai contribuir para o alinhamento de outras políticas e
ações, em âmbito federal, estadual e municipal, referentes à formação de
professores, à avaliação, à elaboração de conteúdos educacionais e aos
critérios para a oferta de infraestrutura adequada para o pleno
desenvolvimento da educação.
Nesse sentido, espera-se que a BNCC ajude a superar a fragmentação das
políticas educacionais, enseje o fortalecimento do regime de colaboração entre
as três esferas de governo e seja balizadora da qualidade da educação. Assim,
para além da garantia de acesso e permanência na escola, é necessário que
sistemas, redes e escolas garantam um patamar comum de aprendizagens a
todos os estudantes, tarefa para a qual a BNCC é instrumento fundamental.
Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC
devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de
dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os
direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos
(conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e
socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da
vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.
Ao definir essas competências, a BNCC reconhece que a “educação deve
afirmar valores e estimular ações que contribuam para a transformação da
sociedade, tornando-a mais humana, socialmente justa e, também, voltada
3
para a preservação da natureza” (BRASIL, 2013) , mostrando-se também
alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU)4.
É imprescindível destacar que as competências gerais da Educação Básica,
apresentadas a seguir, inter-relacionam-se e desdobram-se no tratamento
didático proposto para as três etapas da Educação Básica (Educação Infantil,
Ensino Fundamental e Ensino Médio), articulando-se na construção de
conhecimentos, no desenvolvimento de habilidades e na formação de atitudes
e valores, nos termos da LDB.

Nesse sentido, consoante aos marcos legais anteriores, o PNE afirma a


importância de uma base nacional comum curricular para o Brasil, com o foco
na aprendizagem como estratégia para fomentar a qualidade da Educação
Básica em todas as etapas e modalidades (meta 7), referindo-se a direitos e
objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.
Em 2017, com a alteração da LDB por força da Lei nº 13.415/2017, a legislação
brasileira passa a utilizar, concomitantemente, duas nomenclaturas para se
referir às finalidades da educação:
Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de
aprendizagem do ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de
Educação, nas seguintes áreas do conhecimento [...]
Art. 36. § 1º A organização das áreas de que trata o caput e das
respectivas competências e habilidades será feita de acordo com critérios
estabelecidos em cada sistema de ensino (BRASIL, 20178; ênfases
adicionadas).
Trata-se, portanto, de maneiras diferentes e intercambiáveis para designar algo
comum, ou seja, aquilo que os estudantes devem aprender na Educação
Básica, o que inclui tanto os saberes quanto a capacidade de mobilizá-los e
aplicá-los.

Nesse contexto, a BNCC afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com


13
a educação integral . Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à
formação e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a
complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com
visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a
dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma visão plural, singular e integral
da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – considerando-os como
sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao seu
acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas
singularidades e diversidades. Além disso, a escola, como espaço de
aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática
coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e
diversidades.
Independentemente da duração da jornada escolar, o conceito de educação
integral com o qual a BNCC está comprometida se refere à construção
intencional de processos educativos que promovam aprendizagens
sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos
estudantes e, também, com os desafios da sociedade contemporânea. Isso
supõe considerar as diferentes infâncias e juventudes, as diversas culturas
juvenis e seu potencial de criar novas formas de existir.
Assim, a BNCC propõe a superação da fragmentação radicalmente disciplinar
do conhecimento, o estímulo à sua aplicação na vida real, a importância do
contexto para dar sentido ao que se aprende e o protagonismo do estudante
em sua aprendizagem e na construção de seu projeto de vida.

Nesse processo, a BNCC desempenha papel fundamental, pois explicita as


aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver e
expressa, portanto, a igualdade educacional sobre a qual as singularidades
devem ser consideradas e atendidas. Essa igualdade deve valer também para
as oportunidades de ingresso e permanência em uma escola de Educação
Básica, sem o que o direito de aprender não se concretiza.
O Brasil, ao longo de sua história, naturalizou desigualdades educacionais em
relação ao acesso à escola, à permanência dos estudantes e ao seu
aprendizado. São amplamente conhecidas as enormes desigualdades entre os
grupos de estudantes definidos por raça, sexo e condição socioeconômica de
suas famílias.
Diante desse quadro, as decisões curriculares e didático-pedagógicas das
Secretarias de Educação, o planejamento do trabalho anual das instituições
escolares e as rotinas e os eventos do cotidiano escolar devem levar em
consideração a necessidade de superação dessas desigualdades. Para isso, os
sistemas e redes de ensino e as instituições escolares devem se planejar com
um claro foco na equidade, que pressupõe reconhecer que as necessidades
dos estudantes são diferentes.
De forma particular, um planejamento com foco na equidade também exige um
claro compromisso de reverter a situação de exclusão histórica que marginaliza
grupos – como os povos indígenas originários e as populações das
comunidades remanescentes de quilombos e demais afrodescendentes – e as
pessoas que não puderam estudar ou completar sua escolaridade na idade
própria. Igualmente, requer o compromisso com os alunos com deficiência,
reconhecendo a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas e de
diferenciação curricular, conforme estabelecido na Lei Brasileira de Inclusão da
1
Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)

Com a homologação da BNCC, as redes de ensino e escolas particulares terão


diante de si a tarefa de construir currículos, com base nas aprendizagens
essenciais estabelecidas na BNCC, passando, assim, do plano normativo
propositivo para o plano da ação e da gestão curricular que envolve todo o
conjunto de decisões e ações definidoras do currículo e de sua dinâmica.
Embora a implementação seja prerrogativa dos sistemas e das redes de ensino,
a dimensão e a complexidade da tarefa vão exigir que União, Estados, Distrito
Federal e Municípios somem esforços. Nesse regime de colaboração, as
responsabilidades dos entes federados serão diferentes e complementares, e a
União continuará a exercer seu papel de coordenação do processo e de
correção das desigualdades.
A primeira tarefa de responsabilidade direta da União será a revisão da
formação inicial e continuada dos professores para alinhá-las à BNCC. A ação
nacional será crucial nessa iniciativa, já que se trata da esfera que responde
pela regulação do ensino superior, nível no qual se prepara grande parte
desses profissionais. Diante das evidências sobre a relevância dos professores
e demais membros da equipe escolar para o sucesso dos alunos, essa é uma
ação fundamental para a implementação eficaz da BNCC.
Compete ainda à União, como anteriormente anunciado, promover e coordenar
ações e políticas em âmbito federal, estadual e municipal, referentes à
avaliação, à elaboração de materiais pedagógicos e aos critérios para a oferta
de infraestrutura adequada para o pleno desenvolvimento da educação.

ESTRUTUTRA DA BNCC PARA O ENSINO MÉDIO

A Base Nacional Comum Curricular do ensino médio estabelecerá direitos e


objetivos de aprendizagem, conforme diretrizes do Conselho Nacional de
Educação, nas seguintes áreas do conhecimento: (Incluído pela Lei nº 14.945,
de 2024)
I - linguagens e suas tecnologias, integrada pela língua portuguesa e suas
literaturas, língua inglesa, artes e educação física; (Incluído pela Lei nº 14.945,
de 2024)
II – matemática e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
III – ciências da natureza e suas tecnologias, integrada por biologia, física e
química; (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
IV – ciências humanas e sociais aplicadas, integrada por filosofia, geografia,
história e sociologia. (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
§ 1º A Base Nacional Comum Curricular a que se refere o caput deste artigo
deverá ser cumprida integralmente ao longo da formação geral
básica. (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
§ 2º O ensino médio será ministrado em língua portuguesa, assegurada às
comunidades indígenas a utilização das línguas maternas. (Incluído pela Lei nº
14.945, de 2024)
§ 3º Os currículos do ensino médio poderão ofertar outras línguas estrangeiras,
preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta,
locais e horários definidos pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº
14.945, de 2024)

O ENSINO MÉDIO NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima
de três anos, terá como finalidades:
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no
ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para
continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a
novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação
ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;
IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos
produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

Art. 35-B. O currículo do ensino médio será composto de formação geral


básica e de itinerários formativos. (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
§ 1º Os estabelecimentos que ofertem ensino médio estruturarão suas
propostas pedagógicas considerando os seguintes elementos: (Incluído pela
Lei nº 14.945, de 2024)
I – promoção de metodologias investigativas no processo de ensino e
aprendizagem; (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
II – conexão dos processos de ensino e aprendizagem com a vida comunitária e
social em cada território; (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
III – reconhecimento do trabalho e de seu caráter formativo; e (Incluído pela
Lei nº 14.945, de 2024)
IV – articulação entre os diferentes saberes com base nas áreas do
conhecimento e, quando for o caso, no currículo da formação técnica e
profissional. (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
§ 2º Serão asseguradas aos estudantes oportunidades de construção de
projetos de vida, em perspectiva orientada pelo desenvolvimento integral, nas
dimensões física, cognitiva e socioemocional, pela integração comunitária no
território, pela participação cidadã e pela preparação para o mundo do
trabalho, de forma ambiental e socialmente responsável. (Incluído pela Lei nº
14.945, de 2024)
§ 3º O ensino médio será ofertado de forma presencial, admitido,
excepcionalmente, ensino mediado por tecnologia, na forma de regulamento
elaborado com a participação dos sistemas estaduais e distrital de
ensino. (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
§ 4º Para fins de cumprimento das exigências curriculares do ensino médio em
regime de tempo integral, excepcionalmente, os sistemas de ensino poderão
reconhecer aprendizagens, competências e habilidades desenvolvidas pelos
estudantes em experiências extraescolares, mediante formas de comprovação
definidas pelos sistemas de ensino e que considerem: (Incluído pela Lei nº
14.945, de 2024)
I - a experiência de estágio, programas de aprendizagem profissional, trabalho
remunerado ou trabalho voluntário supervisionado, desde que explicitada a
relação com o currículo do ensino médio; (Incluído pela Lei nº 14.945, de
2024)
II - a conclusão de cursos de qualificação profissional, desde que comprovada
por certificação emitida de acordo com a legislação; e (Incluído pela Lei nº
14.945, de 2024)
III - a participação comprovada em projetos de extensão universitária ou de
iniciação científica ou em atividades de direção em grêmios
estudantis. (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
Art. 35-C. A formação geral básica, com carga horária mínima total de 2.400
(duas mil e quatrocentas) horas, ocorrerá mediante articulação da Base
Nacional Comum Curricular e da parte diversificada de que trata o caput do art.
26 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024)
Parágrafo único. No caso da formação técnica e profissional prevista no inciso
V do caput do art. 36 desta Lei, a carga horária mínima da formação geral
básica será de 2.100 (duas mil e cem) horas, admitindo-se que até 300
(trezentas) horas da carga horária da formação geral básica sejam destinadas
ao aprofundamento de estudos de conteúdos da Base Nacional Comum
Curricular diretamente relacionados à formação técnica profissional oferecida.

CURRÍCULOS:
BNCC E ITINERÁRIOS

rt. 36. Os itinerários formativos, articulados com a parte diversificada de que


trata o caput do art. 26 desta Lei, terão carga horária mínima de 600
(seiscentas) horas, ressalvadas as especificidades da formação técnica e
profissional, e serão compostos de aprofundamento das áreas do
conhecimento ou de formação técnica e profissional, conforme a relevância
para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino, consideradas as
seguintes ênfases: (Redação dada pela Lei nº 14.945, de 2024)

linguagens e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)


II - matemática e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de
2017)
III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº
13.415, de 2017)
IV - ciências humanas e sociais aplicadas; (Redação dada pela Lei nº 13.415,
de 2017)
V - formação técnica e profissional, organizada de acordo com os eixos
tecnológicos e as áreas tecnológicas definidos nos termos previstos nas
diretrizes curriculares nacionais de educação profissional e tecnológica,
observados o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) referido no § 3º
do art. 42-A e o disposto nos arts. 36-A, 36-B, 36-C e 36-D desta
Lei. (Redação dada pela Lei nº 14.945, de 2024)

Assim, na formação geral básica, os currículos e as propostas pedagógicas


devem garantir as aprendizagens essenciais definidas na BNCC. Conforme as
DCNEM/2018, devem contemplar, sem prejuízo da integração e articulação das
diferentes áreas do conhecimento, estudos e práticas de:
I - língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas, também, a
utilização das respectivas línguas maternas;
II - matemática;
III - conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política,
especialmente do Brasil;
IV - arte, especialmente em suas expressões regionais, desenvolvendo as
linguagens das artes visuais, da dança, da música e do teatro;
V - educação física, com prática facultativa ao estudante nos casos previstos
em Lei;
VI - história do Brasil e do mundo, levando em conta as contribuições das
diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente
das matrizes indígena, africana e europeia;
VII - história e cultura afro-brasileira e indígena, em especial nos estudos de
arte e de literatura e história brasileiras;
VIII - sociologia e filosofia;
IX - língua inglesa, podendo ser oferecidas outras línguas estrangeiras, em
caráter optativo, preferencialmente o espanhol, de acordo com a
disponibilidade da instituição ou rede de ensino (Resolução CNE/CEB nº
3/2018, Art. 11, § 4º).

§ 1º-A Cada itinerário formativo deverá contemplar integralmente o


aprofundamento de ao menos uma das áreas do conhecimento previstas nos
incisos I, II, III e IV do caput, ressalvada a formação técnica e profissional
prevista no inciso V do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.945, de
2024)

§ 2º-A Os sistemas de ensino deverão garantir que todas as escolas de ensino


médio ofertem o aprofundamento integral de todas as áreas do conhecimento
previstas nos incisos I, II, III e IV do caput deste artigo, organizadas em, no
mínimo, 2 (dois) itinerários formativos com ênfases distintas, excetuadas as
que oferecerem a formação técnica e profissional. (Incluído pela Lei nº 14.945,
de 2024)
§ 2º-B O Conselho Nacional de Educação, com participação dos sistemas
estaduais e distrital de ensino, elaborará diretrizes nacionais de
aprofundamento de cada uma das áreas do conhecimento previstas nos incisos
I, II, III e IV do caput deste artigo, com orientações sobre os direitos e os
objetivos de aprendizagem a serem considerados nos itinerários formativos,
reconhecidas as especificidades da educação indígena e quilombola. (Incluído
pela Lei nº 14.945, de 2024)
§ 2º-C A União desenvolverá indicadores e estabelecerá padrões de
desempenho esperados para o ensino médio, que serão referência nos
processos nacionais de avaliação, a partir da Base Nacional Comum Curricular
prevista no caput do art. 35-D desta Lei e das diretrizes nacionais de
aprofundamento previstas no § 2º-B deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.945,
de 2024)
§ 2º-D Os sistemas de ensino apoiarão as escolas para a realização de
programas e de projetos destinados à orientação dos estudantes no processo
de escolha dos itinerários formativos. (Incluído pela Lei nº 14.945, de 2024

ferta de diferentes itinerários formativos pelas escolas deve considerar a


realidade local, os anseios da comunidade escolar e os recursos físicos,
materiais e humanos das redes e instituições escolares de forma a propiciar
aos estudantes possibilidades efetivas para construir e desenvolver seus
projetos de vida e se integrar de forma consciente e autônoma na vida cidadã e
no mundo do trabalho. Para tanto, os itinerários devem garantir a apropriação
de procedimentos cognitivos e o uso de metodologias que favoreçam o
protagonismo juvenil, e organizar-se em torno de um ou mais dos seguintes
eixos estruturantes:
I – investigação científica: supõe o aprofundamento de conceitos fundantes
das ciências para a interpretação de ideias, fenômenos e processos para serem
utilizados em procedimentos de investigação voltados ao enfrentamento de
situações cotidianas e demandas locais e coletivas, e a proposição de
intervenções que considerem o desenvolvimento local e a melhoria da
qualidade de vida da comunidade;
II – processos criativos: supõem o uso e o aprofundamento do conhecimento
científico na construção e criação de experimentos, modelos, protótipos para a
criação de processos ou produtos que atendam a demandas para a resolução
de problemas identificados na sociedade;
III – mediação e intervenção sociocultural: supõem a mobilização de
conhecimentos de uma ou mais áreas para mediar conflitos, promover
entendimento e implementar soluções para questões e problemas identificados
na comunidade;
IV – empreendedorismo: supõe a mobilização de conhecimentos de diferentes
áreas para a formação de organizações com variadas missões voltadas ao
desenvolvimento de produtos ou prestação de serviços inovadores com o uso
das tecnologias (Resolução CNE/CEB nº 3/2018, Art. 12, § 2º).

FUNEC:
SEGMENTOS EDUCACIONAIS

SERVIÇOS

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

CURSOS

PROJETOS
CURSOS MÉDIO REGULAR E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL
MÉDIO NA FORMA INTEGRADA

ORGANIZAÇÃAO E FUNCIONAMENTO DO ENSINO MĖDIO NOS IEC'S FUNEC/


2025

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