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Instruções para o Inventário NPI

O Inventário Neuropsiquiátrico (NPI) é uma ferramenta para avaliar a psicopatologia em pacientes com doenças cerebrais, especialmente Alzheimer e demências, abrangendo doze domínios comportamentais. A administração do NPI deve ser feita por meio de entrevistas com acompanhantes informados, focando em mudanças de comportamento recentes e utilizando perguntas específicas para determinar frequência, gravidade e desgaste emocional. O documento fornece instruções detalhadas sobre como aplicar e pontuar o NPI, além de exemplos de perguntas para cada domínio sintomático.
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Instruções para o Inventário NPI

O Inventário Neuropsiquiátrico (NPI) é uma ferramenta para avaliar a psicopatologia em pacientes com doenças cerebrais, especialmente Alzheimer e demências, abrangendo doze domínios comportamentais. A administração do NPI deve ser feita por meio de entrevistas com acompanhantes informados, focando em mudanças de comportamento recentes e utilizando perguntas específicas para determinar frequência, gravidade e desgaste emocional. O documento fornece instruções detalhadas sobre como aplicar e pontuar o NPI, além de exemplos de perguntas para cada domínio sintomático.
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INVENTÁRIO NEUROPSIQUIÁTRICO

GRUPO DE NEUROLOGIA COGNITIVA E DO ENVELHECIMENTO

SERVIÇO DE NEUROLOGIA

HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – HCPA

2008
INSTRUÇÕES PARA ADMINISTRAÇÃO E PONTUAÇÃO DO NPI

O inventário Neuropsiquiátrico (NPI) tem por objetivo obter informação quanto à presença de
psicopatologia em pacientes com doenças cerebrais. O NPI foi desenvolvido para aplicação em
pacientes com doença de Alzheimer e outras demências, mas pode ser útil na avaliação de
alterações de comportamento em outras condições. O NPI abrange doze (12) domínios
comportamentais:

• Delírios • Apatia

• Alucinações • Desinibição

• Agitação • Irritação

• Depressão • Comportamento motor aberrante

• Ansiedade • Comportamentos noturnos

• Euforia • Apetite e alterações alimentares

O NPI se baseia nas respostas de um acompanhante informado, de preferência que more com
o paciente. Na ausência de um observador informado, o instrumento não poderá ser utilizado ou
deverá ser modificado. A entrevista é mais bem conduzida na ausência do paciente, para facilitar a
discussão livre de comportamentos às vezes constrangedores. Alguns pontos devem ser
esclarecidos ao se administrar o NPI.

 O propósito da entrevista;
 A natureza das contagens;
 As respostas se aplicam a comportamentos subseqüentes ao início da doença e que
estiveram presentes nas últimas quatro semanas ou por outro período definido de tempo;
 As respostas deve ser breves, uma vez que a maioria das perguntas pode ser respondida
com um simples “sim” ou “não”.

Ao iniciar o inventário, diga ao acompanhante: “Estas perguntas foram feitas para avaliar as
mudanças atuais que tu tens notado no comportamento de seu [marido/esposa/etc.] e, na
maioria das vezes, podem ser respondidas com um simples ‘sim’ ou ‘não’. Portanto, tente ser
breve nas respostas”. Se o acompanhante enveredar por respostas elaboradas, com pouca
informação relevante, relembre-o da necessidade de ser breve.

As perguntas devem ser formuladas exatamente como escritas e esclarecidas em caso


de dúvida do acompanhante. Esclarecimentos aceitáveis consistem na repetição das
perguntas com termos alternativos.

As perguntas referem-se a mudanças no comportamento que surgiram depois da instalação da


doença. Comportamentos que acompanharam o paciente ao longo da vida e não mudaram no curso
da doença não são levados em conta, mesmo se anormais (ex: ansiedade, depressão).
Comportamentos que estiveram presentes por toda a vida, mas que modificaram desde o início da
doença são considerados (ex.: o paciente sempre foi apático, mas a apatia aumentou
consideravelmente durante o período de investigação). Relembre periodicamente ao entrevistado
que as respostas se referem a mudanças no comportamento que surgiram a partir do início da
doença.
O NPI é tipicamente utilizado para avaliar as alterações de comportamento que surgiram em
um período definido (ex.: nas últimas quatro semanas). Em alguns estudos, o NPI pode ser
endereçado a mudanças que ocorreram em resposta ao tratamento ou que apareceram depois da
última consulta. O espaço de tempo das perguntas será então revisto para refletir o interesse nas
variações mais recentes.
Enfatize para o acompanhante que as perguntas se referem a comportamentos que surgiram
ou se modificaram desde a instalação da doença. Por exemplo, as perguntas podem ser fraseadas:
“Desde que começou a nova medicação...”, ou “Desde que aumentamos a dose do _____...”.

A pergunta de rastreamento é feita para determinar se existe mudança de comportamento. Se


a resposta for negativa, marque “não” e passe ao rastreamento seguinte sem entrar nas
subquestões. Se a resposta for positiva ou haver alguma dúvida na resposta por parte do
acompanhante ou alguma inconsistência entre a resposta e outras informações conhecidas pelo
clínico (ex.: o acompanhante responde “não” ao rastreamento de “euforia”, mas o paciente mostra-se
eufórico aos olhos do clínico), a categoria é marcada “sim” e explorada em maior profundidade nas
subquestões. Se as subquestões confirmarem a pergunta de rastreamento, a gravidade e a
freqüência do comportamento são determinadas de acordo com os critérios para cada
comportamento. Ao determinar a freqüência e gravidade, use os comportamentos mais aberrantes
identificados pelas subquestões. Por exemplo, se o acompanhante indicar que o comportamento de
resistência é particularmente problemático nas subquestões de seção Agitação, use o
comportamento de resistência para incitar julgamentos relacionados à freqüência e a gravidade da
Agitação. Se os dois comportamentos mostrarem-se muito problemáticos, use a freqüência e a
gravidade dos dois para pontuar o item. Por exemplo, se o paciente apresentar dois ou mais tipos de
delírio, use a gravidade e a freqüência de todos os comportamentos delirantes (todos os tipos) para
formular as perguntas relacionadas à gravidade a freqüência.
Em alguns casos, o acompanhante responderá afirmativamente à pergunta de rastreamento e
negativamente às subquestões. Se isto acontecer, pergunte-lhe por que respondeu afirmativamente
ao rastreamento. Se fornecer informação relevante àquele domínio de comportamento, mas com
outras palavras, o comportamento deve ser pontuado para gravidade e freqüência como de hábito.
Se a resposta afirmativa original estiver errada, impedindo o endosso das demais subquestões,
então o comportamento é mudado para “NÃO” no rastreamento.
Algumas seções, como a das perguntas relativas ao apetite, foram criadas para detectar se
ocorreu aumento ou diminuição do comportamento (apetite ou peso aumentado ou diminuído). Se o
acompanhante responder “sim” ao primeiro membro das questões pareadas (o paciente perdeu
peso?), não passe para o segundo (o paciente ganhou peso?) desde que a resposta seja
contabilizada na resposta do primeiro, desde que a resposta seja contabilizada na resposta do
primeiro. Se o acompanhante responder “não” ao primeiro membro das questões pareadas, a
segunda pergunta é efetuada.
Na determinação da freqüência diga ao entrevistado: “Agora quero saber com que
freqüência essas coisas [defina usando a descrição dos comportamentos que notou como
mais problemáticos nas subquestões] ocorrem. Tu dirias que ocorrem menos de uma vez por
semana, em torno de uma vez por semana, várias vezes por semana, mas não todos os dias,
ou todos os dias”. Alguns comportamentos, como Apatia, eventualmente se tornam contínuos e,
então, “todos os dias” pode ser substituído por “constantemente presente”.
Na determinação da gravidade, diga ao entrevistado: “Agora gostaria de saber da gravidade
desses comportamentos. Por gravidade, quero saber o grau de perturbação ou prejuízo
gerados para o paciente. Tu dirias que [os comportamentos] são leves, moderados ou
graves?” Descrições adicionais para cada item auxiliam o entrevistador a discernir entre os
diferentes graus de gravidade. Em cada caso, certifique-se que o acompanhante fornece uma
resposta definitiva quanto à freqüência e à gravidade dos comportamentos. Não tente adivinhar o
que o acompanhante teria dito com base na conversa da entrevista. Em nossa experiência, tem sido
útil fornecer um cartão ao acompanhante com as descrições de freqüência e gravidade (menos de
uma vez por semana, cerca de uma vez por semana, diversas vezes por semana e diariamente ou
continuamente para freqüência, e leve, moderado e acentuado para gravidade) para que possa
visualizar as alternativas de resposta. Este procedimento, além disso, libera o examinador de reiterar
as alternativas a cada questão.
Em pacientes muito doentes ou com situações médicas especiais, um determinado conjunto de
questões pode não ser aplicável. Por exemplo, pacientes presos ao leito, agitados e com
alucinações, poderiam não apresentar comportamento motor aberrante. Se o clínico ou o
acompanhante acreditar que as perguntas são inapropriadas, a seção deve ser marcada com NA
(canto superior direito de cada questão) e nenhum outro dado é registrado naquela seção. Se o
clínico achar que as respostas são inválidas (ex.: o acompanhante não pareceu compreender algum
conjunto específico de perguntas), também deve marcar NA.
Depois que cada domínio foi concluído e o acompanhante finalizou as marcações de freqüência
e gravidade, pode-se desejar passar ao problema de desgaste do acompanhante, caso o protocolo
inclua esta avaliação. Para isto, peça ao acompanhante que estime o grau de desgaste “emocional
ou psicológico” que o comportamento que acabaram de discutir provoca nele. O acompanhante deve
avaliar seu próprio desgaste em uma escala de 5 pontos, da seguinte maneira: 0-nenhum desgaste,
2- leve, 3-moderado, 4-moderadamente intenso, 5-muito acentuado ou extremo.
A escala de desgaste foi criada por Daniel Kaufer, MD.
Contagem do NPI

Se a pergunta de rastreamento for confirmada, determine a freqüência e a gravidade das


alterações dos sintomas referidos.

Freqüência

“Agora quero saber com que freqüência essas coisas [defina usando a descrição dos
comportamentos que notou como mais problemático nas subquestões ocorrem]. Você diria que
ocorrem menos do que uma vez por semana, em torno de uma vez por semana, várias vezes por
semana, mas não todos os dias, ou todos os dias? Obs: Alguns comportamentos, como a Apatia,
eventualmente se tornam contínuos e, então todos os dias pode ser substituído por “constantemente
presente”.

(1) Ocasional - Menos de uma vez por semana


(2) Comum - Cerca de uma vez por semana
(3) Freqüente - Várias vezes por semana, mas menos que todos os dias
(4) Muito freqüente - Uma vez por dia ou mais

Gravidade

“Agora gostaria de saber da gravidade desses comportamentos. Por gravidade, refiro-me ao grau de
perturbação ou incapacitação gerados para o paciente. Você diria que [descreva os comportamentos
que foram identificados nas subquestões] são leves, moderados ou acentuados?”

(1) Leve - Comportamento está presente causa pouco desgaste ao paciente


(2) Moderada - Causa mais incômodo ao paciente, mas pode ser contornado pelo cuidador
(3) Acentuada - O comportamento é bastante desgastante para o paciente, e não pode ser
contornado pelo cuidador.

Desgaste

“O quanto te cansa este comportamento [descreva os comportamentos que foram identificados nas
subquestões]?”

(0) Nada (3) Médio


(1) Quase nada (4) Muito
(2) Pouco (5) Quase insuportável
PERGUNTAS DO NPI PARA CADA DOMÍNIO SINTOMÁTICO

Agora serão feitas várias perguntas para ver se o [Sr/Srª ______] tem alterações em alguns
tipos de comportamento. A avaliação funciona da seguinte maneira:
Primeiro eu leio umas duas ou três perguntas que descrevem a presença de um tipo de
comportamento. Por exemplo, se eu estiver avaliando a presença de “ansiedade”, farei perguntas
gerais que descrevem manifestações de ansiedade, como: “O paciente está nervoso, preocupado ou
assustado?” e “O paciente fica tenso e inquieto sem motivo?”.
Se em alguma das perguntas você responder SIM, eu começarei a ler perguntas que
descrevem a ansiedade de uma forma mais específica e detalhada. Por exemplo: “O paciente tem
falta de ar?”, “O paciente fica nervoso quando deixado sozinho?”, “O paciente fica com o coração
acelerado?”. Para cada pergunta você deve responder SIM ou NÃO.
Por fim, após detalhar o comportamento, vou pedir ainda 3 coisas sobre ele: a freqüência com
que ocorre, a gravidade e o desgaste que ele te provoca. Para isso, você deve escolher uma das
respostas nesta folhinha que estou lhe dando. Para que entendas, vamos pegar novamente como
exemplo a ansiedade. Digamos que você tenha respondido que o paciente fica com o coração
acelerado e fica nervoso quando deixado sozinho. Quero que penses, em geral, quantas vezes por
dia ou semana o paciente fica com o coração acelerado ou nervoso, e então escolha a resposta para
a freqüência. Depois, pense no prejuízo que, em geral, o nervosismo e o coração acelerado causam
para o paciente, e escolha a resposta para a gravidade. Por fim, penses no quanto o paciente ficar
nervoso sozinho e ter o coração acelerado te incomoda e te cansa, e então responda o item
desgaste.
Serão um total de 12 itens. Todos deverão ser respondidos dessa maneira. Se, em algum item
você não responder SIM nas primeiras perguntas gerais, a gente passa para o próximo.

A – Delírios – O paciente acredita em coisas que você sabe não serem reais? Por exemplo, insiste
que alguém está tentando fazer-lhe mal ou roubá-lo? Afirma que seus parentes não são quem dizem
ser ou que a casa onde mora não é a sua? Não estou me referindo apenas à desconfiança; estou
interessado em verificar se o paciente está convencido que estas coisas estão acontecendo em ele.
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente acredita estar em perigo- que outros estão planejando machucá-lo?


( ) O paciente acredita que está sendo roubado?
( ) O paciente acredita que está sendo traído pelo esposo(a)?
( ) O paciente acredita que pessoas desconhecidas (estranhos, fantasmas) estão morando em sua
casa?
( ) O paciente acredita que seu esposo(a) ou outras pessoas não são quem são?
( ) O paciente acredita que sua casa não é a sua casa?
( ) O paciente acredita que seus parentes querem largá-lo?
( ) O paciente acredita que artistas de televisão ou revistas estão presentes em sua casa? [tenta
conversar ou se relacionar com eles?]
( ) O paciente acredita em outras coisas estranhas sobre as quais não conversamos?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___


B – Alucinações – O paciente vê ou ouve coisas? Parece ver, ouvir ou sentir coisas que não estão
ali? Por esta pergunta não estamos nos referindo apenas a coisas erradas em que o paciente
acredita, como afirmar que alguém que morreu ainda está vivo. Ao contrário, queremos saber se ele
realmente ouve sons ou vê coisas que não estão ali.
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente diz que ouve vozes ou age como se estivesse ouvindo vozes?
( ) O paciente conversa com pessoas que não estão ali presentes?
( ) O paciente diz que vê coisas que não são vistas pelos outros ou se comporta como se visse
coisas que os outros não vêem?
( ) O paciente diz que sente cheiros que os outros não sentem?
( ) O paciente diz que coisas tocam ou se arrastam em sua pele?
( ) O paciente diz que sente gostos mesmo sem ter nada na boca?
( ) O paciente descreve qualquer outra sensação diferente sobre a qual não conversamos?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___

C – Agitação/Agressividade – O paciente não obedece ou não deixa que os outros o ajudem a


fazer as coisas? O paciente fica contrariado quando tu tentas cuidar dele ou ajudá-lo?
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente fica brabo com quem tenta cuidar dele ou é difícil para ele tomar banho ou trocar de
roupa?
( ) O paciente é teimoso, só faz o que quer?
( ) O paciente não obedece, não quer que os outros o ajudem?
( ) O paciente apresenta algum outro comportamento que faz com que ele não seja dado?
( ) O paciente grita ou fala alto, de tanta raiva?
( ) O paciente bate as portas, chuta os móveis da casa, atira as coisas longe?
( ) O paciente ameaça machucar ou bater nos outros?
( ) O paciente apresenta algum outro comportamento agressivo ou agitado?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___

D – Disforia/Depressão – O paciente parece triste ou deprimido? Diz sentir-se triste ou deprimido?


( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente passa por período em que chora ou se lamenta?


( ) O paciente diz ou age como se estivesse triste ou para baixo?
( ) O paciente se acha menos que os outros ou diz que se sente um fracassado?
( ) O paciente considera-se má pessoa e que merece um castigo?
( ) O paciente parece desanimado ou não acredita mais no futuro?
( ) O paciente considera-se um peso para a família, achando que viveriam melhor sem ele?
( ) O paciente manifesta vontade de morrer ou de se matar?
( ) O paciente apresenta algum outro sinal de depressão ou tristeza?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___


E – Ansiedade – O paciente fica nervoso, preocupado, ou assustado sem motivo? Parece muito
tenso e inquieto? Tem medo de ficar longe de ti?
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente diz que está preocupado com coisas que ele ficou por fazer?
( ) O paciente tem períodos em que se sente tremendo, não consegue relaxar ou se sente muito
estressado?
( ) O paciente, algumas vezes, tem [ou queixa-se de] falta de ar, engasgos, ou soluços sem
motivo?
( ) O paciente se queixa de “frio na barriga” ou aceleração do coração por causa do nervosismo?
[Não devido a outras doenças do paciente]
( ) O paciente evita certos lugares ou situações que o deixam mais nervoso, como andar de carro,
encontrar amigos ou andar em multidões?
( ) O paciente fica nervoso e brabo quando você [ou seu acompanhante] larga ele? [Pode se
agarrar a você para não ser separado]
( ) O paciente exibe algum outro sinal de ansiedade?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___

F – Euforia/Elação – O paciente fica muito animado ou feliz mesmo sem motivo? Não quero dizer
que ele não fica alegre quando vê amigos, ganha presentes ou está com sua família. Quero saber se
o paciente apresenta um bom-humor exagerado ou acha graça de coisas não engraçadas.
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente se sente bem demais ou muito mais feliz do que o normal?


( ) O paciente acha graça e ri de coisas que os outros não acham engraçado?
( ) O paciente parece uma criança, tirando com a cara dos outros ou rindo sem motivo [como
quando alguma coisa triste ou desagradável acontece com alguém]?
( ) O paciente conta piadas ou diz coisas pouco engraçadas para os outros, e que são engraçadas
para ele?
( ) O paciente faz artes, como beliscar os outros e brincar de se esconder só para se divertir?
( ) O paciente se acha ou diz ter mais poderes ou coisas do que realmente tem?
( ) O paciente tem algum outro sinal de se sentir muito bem ou feliz?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___

G – Apatia/Indiferença – O paciente perdeu o interesse pelo mundo ao seu redor? Não quer mais
fazer as coisas ou lhe falta ânimo para começar outras atividades? É difícil fazer com que ele
converse ou ajude nos trabalhos da casa? Anda meio parado ou parece não estar nem aí para as
coisas?
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente parece menos natural e mais quieto que o normal?


( ) O paciente tem puxado menos conversa com os outros que antes?
( ) O paciente está menos carinhoso ou emotivo que o normal?
( ) O paciente tem ajudado menos nas tarefas de casa?
( ) O paciente está menos interessado na vida e nas coisas dos outros?
( ) O paciente perdeu o interesse pelos amigos e parentes?
( ) O paciente está menos interessado com aquilo que antes lhe dava prazer?
( ) O paciente tem algum outro sinal de que não está a fim de fazer coisas novas?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___


H – Desinibição – O paciente faz as coisas sem pensar no que está fazendo? Faz ou diz coisas que
não deveriam ser feitas ou ditas em público? Faz coisas que deixam você ou os outros com
vergonha dele?
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente faz as coisas sem pensar, não estando nem aí para o que vai acontecer?
( ) O paciente conversa com pessoas estranhas como se fossem amigos?
( ) O paciente diz coisas que machucam os outros ou que podem deixar os outros tristes com ele?
( ) O paciente parece grosso ou fala de sexo quando normalmente não falaria?
( ) O paciente fala coisas muito pessoais ou particulares e que normalmente não falaria para
ninguém [não traria a público]?
( ) O paciente tem tocado ou abraçado os outros como não fazia antes?
( ) O paciente exibe algum outro sinal que mostre que está fazendo as coisas sem antes pensar?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___

I – Irritabilidade – O paciente fica irritado e se incomoda com facilidade? O paciente parece que é
de lua? Está de saco cheio? Não nos referimos à tristeza por não conseguir se lembrar das coisas ou
por não conseguir fazer o que sempre fez; queremos saber se o paciente tem andado mais de mau-
humor ou irritado, não tem mais paciência, ou tem tido chiliques freqüentes.
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente anda de mau humor, se irritando por pouca coisa?


( ) O paciente muda de humor de repente, estando calmo em um momento e brabo em outro?
( ) O paciente fica atacado do nada?
( ) O paciente anda sem paciência, reclamando de atrasos ou demora nas atividades?
( ) O paciente anda mau-humorado ou irritado?
( ) O paciente reclama à toa, sendo mais difícil se dar com ele?
( ) O paciente tem outros sinais de irritação?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___

J – Comportamento motor aberrante – O paciente fica andando de um lado para o outro, faz
coisas repetidas como abrir e fechar gavetas ou armários, futrica nas coisas ao seu redor várias
vezes ou fica dando nós em fios e cordões?
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente anda de um lado para o outro na casa, sem motivo?


( ) O paciente futrica em gavetas ou armários?
( ) O paciente se veste e tira a roupa várias vezes?
( ) O paciente tem ações repetidas ou manias?
( ) O paciente faz coisas várias vezes, como abrir e fechar os botões das roupas, futricar nas
coisas, dar nó em barbantes, etc.?
( ) O paciente se mexe muito, não consegue ficar sentado, bate com os pés ou os dedos o tempo
todo?
( ) O paciente faz alguma outra coisa várias vezes, sobre a qual não conversamos?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___


K – Comportamento noturno – Tem sido difícil para o paciente pegar no sono (não considere se
apenas levanta uma ou duas vezes à noite para ir ao banheiro e logo volta para dormir)? Fica de pé
à noite? Anda de um lado para o outro, à noite? Se veste ou não te deixa dormir à noite?
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente tem dificuldades em pegar no sono?


( ) O paciente levanta à noite (não considere se apenas levanta uma ou duas vezes à noite para ir
ao banheiro e logo volta a dormir)?
( ) O paciente perambula, anda de um lado para o outro ou faz coisas que não deveriam ser feitas
de noite?
( ) O paciente te acorda à noite?
( ) O paciente acorda, se veste e quer sair de casa, pensando que já amanheceu e que o dia já
começou?
( ) O paciente acorda cedo demais pela manhã?
( ) O paciente dorme demais de dia?
( ) O paciente apresenta algum outro comportamento à noite que lhe incomode e sobre o qual não
falamos?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___

L – Apetite/Alterações alimentares – O paciente apresentou alguma mudança no apetite, no peso


ou manias na alimentação (considere NA se estiver incapacitado e precisar ser alimentado)? Ele
mudou seus gostos quanto à comida?
( ) Sim ( ) Não ( ) N/A

( ) O paciente tem tido menos apetite?


( ) O paciente tem tido mais apetite?
( ) O paciente perdeu peso?
( ) O paciente ganhou peso?
( ) O paciente apresentou alguma mudança na maneira como se alimenta, como colocar muita
comida na boca de uma só vez?
( ) O paciente apresentou alguma mudança no tipo de comida que gosta, como exagerar nos
doces ou em outros tipos de comida?
( ) O paciente começou a ter manias quando come, como comer os mesmos tipos de coisas todos
os dias ou comer os alimentos sempre na mesma ordem?
( ) O paciente apresentou alguma outra alteração na fome ou no jeito de comer sobre a qual não
conversamos?

Freqüência ___ Gravidade ___ Desgaste ___

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