ISSN 1517-7076 editorial e-13123, 2021
Desafio da Construção Civil: crescimento
com sustentabilidade ambiental
Angela Borges Masuero1
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Editora Assistente
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Núcleo Orientado para Inovação da Edificação -
NORIE, Av. Osvaldo Aranha, 99, 90035-190, Porto Alegre, RS, Brasil.
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A indústria da construção civil sempre teve um papel de grande importância social e econômica,
em especial em períodos de crise como o da pandemia Covid-2019. Ela movimenta uma grande cadeia
produtiva, alavanca o crescimento econômico e a geração de empregos de uma forma rápida, e é
responsável por uma parcela significativa do PIB, por um grande número de postos de trabalho e uma
parcela considerável da geração de renda para a população. Por outro lado, a indústria da construção civil
tem um impacto ambiental negativo, com um alto consumo de insumos naturais esgotáveis, alta demanda
energética, alta geração de resíduos e de emissão de CO2. Segundo a ONU [1], a estimativa é que até
2050, a população mundial que vive em áreas urbanas passe dos atuais 55% para aproximadamente 70%.
O grande desafio será atender a demanda de infraestrutura e moradia decorrente dessa maior concentração
urbana com o menor impacto ambiental possível. Até hoje, o crescimento do bem-estar humano e o
desenvolvimento econômico têm sido associados ao rápido aumento do uso de recursos naturais, como
energia, materiais e água [2]. Contudo, frente ao esgotamento dos recursos naturais e à cada vez maior
concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, é fundamental desacoplar o desenvolvimento do uso
de novos recursos naturais e simultaneamente gerar menos emissões de CO2.
Dentro deste contexto, é de fundamental importância o desenvolvimento de tecnologias e soluções
inovadoras que permitam obter ganhos do ponto de vista de sustentabilidade, seja pelo aproveitamento de
resíduos para uma construção mais eficiente, segura, de qualidade e com redução do impacto ambiental,
seja pelo desenvolvimento de novos materiais e processos. A pesquisa científica, com a posterior
transferência para o mercado é um caminho sem volta.
Esta edição, v26, n.4, traz 51 artigos com forte cunho de inovação e sustentabilidade, abordando
temas como o desenvolvimento de novos materiais inovadores ou da utilização de resíduos; ou ainda a
busca de maior qualidade, segurança, durabilidade e menor custo, através de materiais mais adequados ao
uso, o emprego de materiais alternativos a outros de grande impacto ambiental, do desenvolvimento de
novos processos, do domínio do comportamento dos materiais, de equipamentos ou métodos de
avaliação; ou ainda através de proposta de captura de CO2.
BIBLIOGRAFIA
[1] UN HABITAT. UN-Habitat Global Country Activities Report: 2015. Kenya: United Nations, 2015.
Disponível em: <[Link]
synergy-for-greater-national-ownership/>. Acesso em: 01 out. 2021.
[2] UN Enviromental. Decoupling natural resource use and enviromental impacts from economics
growth, 2011. Disponível em: < [Link] em: 01 out.
2021.
ORCID
Angela Borges Masuero | [Link]
10.1590/S1517-707620210004.13123