IRPC: Imposto sobre Rendimento Coletivo
IRPC: Imposto sobre Rendimento Coletivo
CONCEITO
2.1. INCIDÊNCIA
PRESSUPOSTOS DO IRPC
O artigo n.º 1 do CIRPC estabelece os seguintes pressupostos da respectiva
obrigação tributária:
o Os titulares de rendimentos sejam sujeitos passivos, nos termos do
CIRPC – pressuposto subjectivo;
o Obtenção de rendimentos – pressuposto objectivo;
o Período de tributação – pressuposto temporal.
Face a este cenário, não basta a verificação de um só destes pressupostos para que
nasça a obrigação de imposto, carecendo, antes, que se conjuguem em simultâneo.
Fiscalidade
INCIDÊNCIA SUBJECTIVA
Tal como resulta da sua denominação, o IRPC abrange, em primeira linha, o
universo das pessoas colectivas, sejam elas públicas ou privadas.
A determinação do pressuposto subjectivo do IRPC encontra-se no artigo 2º do
respectivo código, e nele podemos encontrar três diferentes categorias de sujeitos
passivos.
Em primeiro lugar, temos o universo das pessoas colectivas, sendo que além das
expressamente previstas, podem ter enquadramento no conceito de demais pessoas
colectivas de direito público ou privado com sede ou direcção efectiva em território
Moçambicano, as seguintes entidades:
a) Autarquias locais, institutos públicos, associações públicas e privadas e
fundações.
Alem destas pessoas colectivas com sede e direcção efectiva em território
Moçambicano, o âmbito da sujeição pessoal a este imposto é alargado de
modo a abranger:
b) Os entes de facto, ou seja, entidades que embora desprovidos de personalidade
jurídica, geram rendimentos não sujeitos directamente nas pessoas, singulares ou
colectivas, que compõem essa entidade.
Incluem-se neste conceito, pelo nº 2 do artigo 2º, e de forma não taxativa, as
heranças jacentes, as sociedades com processo de constituição irregular, as
associações e sociedade civis sem personalidade jurídica.
Por outro lado, dada a delimitação imposta neste artigo – não sujeição a imposto das
pessoas que formam o ente de facto -, não ficam abrangidos pelo âmbito deste
artigo e por isso não são sujeitos passivos de IRPC, por exemplo, as heranças
indivisas e o consórcio.
Por último, o âmbito da incidência subjectiva de IRPC, comporta as entidades com
ou sem personalidade jurídica, não residentes, que obtenham rendimentos em
território Moçambicano, não sujeitos a IRPS.
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2.1.1. RESIDENTES
Os residentes em território Moçambicano são tributados pela totalidade dos seus
rendimentos incluindo os obtidos fora desse território.
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2.2.1. RESIDENTES
Em função deste critério, os residentes:
a) Que exerçam a título principal uma actividade, de natureza industrial,
comercial ou agrícola, são tributados pelo lucro.
De referir que se considera que as sociedades comerciais ou civis sob a forma
comercial, as cooperativas e as empresas públicas, exercem sempre a título principal
qualquer daquelas actividades, dai, serem sempre tributadas pelo lucro.
b) Que não exerçam a título principal daquelas actividades são tributados pelo
rendimento global.
O rendimento aqui apurado corresponde a soma algébrica dos rendimentos das
diversas categorias consideradas para efeitos de IRPC. Não, são, assim tributadas
isoladamente os rendimentos obtidos e pressupõe-se a existência de rendimentos
positivos e negativos.
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Resumindo:
Conceitos:
Lucro: consiste na diferença entre os valores do património líquido no fim e no
inicio do período de tributação, com as correcções do código.
Estabelecimento estável:
- Qualquer instalação fixa ou representação permanente através da qual seja
exercida, total ou parcialmente, uma actividade de natureza comercial, industrial ou
agrícola, incluindo a prestação de serviços.
- Exercício de empregados por não residentes, em território Moçambicano, através
de empregados ou de outro pessoal contratado para esse efeito, período seguido ou
interpolado, inferior a 180 dias, compreendido num intervalo de doze meses.
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2.5. ISENÇÕES
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De acordo com o artigo 13º do CIRPC, não estão sujeitos a este imposto os
rendimentos directamente resultantes do exercício da actividade sujeita a imposto
especial sobre o jogo.
NO CIRPC
ISENÇÕES MISTAS
É a isenção concedida aos rendimentos de actividade culturais, recreativas e
desportivas, nos termos e condições previstos no artigo 11º do CIRPC.
REGRAS GERAIS
Uma vez determinados os pressupostos da incidência do IRPC, importará apurar as
regras que quantificam a matéria colectável sujeita a imposto. Para tal, é
conveniente ter presente a distinção a que se faz referência, entre por um lado
residentes e não residentes e por outro lado a efectuada dentro de cada uma destas
categorias.
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Fiscalidade
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CORRECÇÕES
Por outro lado, o apuramento do resultado liquido, tal como resulta da contabilidade
do sujeito passivo poderá igualmente ser objecto de correcções, tanto ao nível dos
proveitos como dos custos.
AOS PROVEITOS
Em primeiro lugar, e no que respeita aos proveitos, haverá que atender ao regime
especial das mais-valias, previsto no artigo 37º do CIRPC.
Assim, se por um lado se estabelece no artigo 20º, como regra que as mais-valias
realizadas se consideram proveitos ou ganhos, susceptíveis, portanto de influenciar
o lucro tributável, enquanto componente positiva, estipula-se, no artigo 39º que não
concorre para lucro tributável a diferença positiva entre as mais-valias e as menos-
valias realizadas mediante a transmissão onerosa de elementos do activo
imobilizado corpóreo ou em consequências de indemnizações por sinistros
ocorridos nesses elementos.
Para que tal ocorra, torna-se necessário que o valor de realização correspondente à
totalidade dos referidos elementos seja reinvestido na aquisição, fabricação ou
construção de elementos do activo imobilizado corpóreo até ao fim do terceiro
exercício seguinte ao da realização. Se o reinvestimento não se concretizar será
corrigido o IRPC relativo ao terceiro exercício posterior ao da realização, nos
termos do nº 5 do artigo 39º.
AOS CUSTOS
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b) Provisões
A constituição de provisões visa a consideração como custo de um exercício de
encargos de ocorrência incerta, não só no que respeita à data da sua concretização
como também quanto ao seu montante. No artigo 28º estabelecem-se as seguintes
provisões admitidas em IRPC:
o As que tiverem por fim a cobertura de créditos de cobrança duvidosa,
calculados em função da soma dos créditos resultantes da actividade normal da
empresa existentes no fim do exercício, pela aplicação da taxa de 1.5%, com um
limite acumulados de 6%;
o As que se destinarem a cobrir as perdas de valores que sofrem as existências,
dentro do limite das perdas efectivamente observadas;
o As que se destinarem a acorrer a obrigações e encargos derivados de processos
judiciais em curso por factos que determinariam a inclusão daqueles entre os
custos da empresa;
o As que de harmonia com a disciplina imposta pelo Banco de Moçambique,
tiverem sido constituídas pelas empresas sujeitas a sua supervisão, bem como as
que, de harmonia com a disciplina imposta pela Inspecção Geral de Seguros de
Moçambique, tiverem sido constituídas pelas empresas de seguro submetidas à
sua supervisão, incluindo as provisões técnicas legalmente estabelecidas;
c) Créditos incobráveis
Os créditos incobráveis só são aceites como custo do exercício na medida em que
tal resulte de processo de execução, falência ou insolvência.
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e) Mecenato:
O regime do mecenato até agora previsto no que respeita ao IRPC, nos artigos 34º.
Assim e desde logo, segundo este artigo que apenas tem relevância fiscal os
donativos em dinheiro ou em espécie concedidos pelo contribuinte.
Os donativos concedidos ao Estado e as autarquias locais, ou a qualquer, são
considerados custos ou perdas do exercício na sua totalidade.
No âmbito do mecenato prevê-se que sejam considerados custos ou perdas do
exercício, até ao limite de 5% da matéria colectável do exercício anterior se os
donativos forem concedidos a associações, entidades públicas ou privadas sem
objectivos de proselitismo confessional ou partidário, desenvolvem, sem fins
lucrativos, acções no âmbito da Lei nº4/94, de 13 de Setembro.
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Aqueles que são atribuídos a generalidade dos trabalhadores.
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AAju
juddas
as ddee cu
custo
sto ee ddee co
commppen
ensação
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ppela
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cação emem viatu
viatura
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legais
ais -- AArt.4,d
rt.4,d)) CCIR
IRPS
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4,d)) CCIR
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são aceites
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aceites co commoo cu
custo
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fiscal
fiscal
fiscal em
em 50%
50% nnaa to
totalid
talidade
ade
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l) Outras restrições:
o Benefícios Especiais:
Benefícios fiscais;
Crédito de imposto por dupla tributação internacional;
Crédito de imposto por dupla tributação económica.
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REGRA GERAL
A matéria colectável é determinada com base na declaração do contribuinte sem
prejuízo de posterior controlo pela administração fiscal. Assim, havendo declaração,
a actuação da administração fiscal será sempre a posterior, dado o sistema de
autoliquidação vigente em sede de IRPC.
NA AUSÊNCIA DE DECLARAÇÃO
Compete a Administração Tributária a determinação da matéria colectável.
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Fiscalidade
LIQUIDAÇÃO E PAGAMENTO
CÁLCULO DO IMPOSTO
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A Sociedade ABC em 2017 teve lucro fiscal de 1 000 000,00 Mts e tem exercício
económico igual ao ano civil.
a) Qual deve ser o pagamento por conta em 2018?
b) Quais são os meses do seu pagamento?
c) Suponha que tenha um exercício económico que inicie em 01 de Abril e termine no
dia 31 de Março do ano seguinte, quais são os meses do seu pagamento?
a) Fórmula
PPC = (Matériacolectável*80%*32%) /3
Resolução
PPC = (1 000 000,00 *0,8*0,32)/3
PPC = 85 333,33
b) Os pagamentos Por Conta (PPC) são sempre feitos no 5°, 7° e 9° mês, portanto
os meses de pagamento seriam: Maio, Julho e Setembro.
c) Conforme vimos a posição dos meses de pagamento, neste caso seriam Agosto,
Outubro e Dezembro.
Nota: O pagamento por conta é adiantamento do IRPC do ano corrente é por isso que a
pós declaração do imposto (M22) a empresa pode ter IRPC a recuperar se o adiantamento
for superior ao imposto apurado do ano em análise ou IRPC a pagar se o adiantamento for
inferior ao imposto apurado ou mesmo Zero se o adiantamento for igual ao imposto
apurado.
Ficam dispensados de proceder a pagamentos por conta, nos termos do artigo 73º,
os contribuintes cujo imposto do exercício de referência para o respectivo cálculo
for inferior a 100.00MT.
Os pagamentos por conta são calculados com base no imposto liquidado
relativamente ao exercício imediatamente anterior à aquele em se devem efectuar
esses pagamentos, líquido da dedução relativa a retenções na fonte. Os pagamentos
por conta dos contribuintes corresponderão a 80% do montante do imposto
liquidado no exercício anterior, repartido por três montantes iguais.
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a) Não há PEC pois sendo 1° ano não há base para o seu cálculo.
b) Cálculo 1
3 300 000,00 * 0,5% = 16 500,00 Mts
PEC = 30 000,00Mts
PEC = 30 000,00/3 = 10.000,00 Mts
Uma vez o valor calculado ser inferior ao limite inferior, então considera-se limite inferior
de 30 000,00 Mts, visto que nem se pode ter o valor do pagamento por conta com base na
informação do ano anterior uma vez o resultado ter sido zero.
Caso Prático 3
A Sociedade Beta Lda obteve em 2019
Volume de Negócio (valor das vendas e dos serviços prestados
geradores de rendimentos sujeitos e não isentos) : 22 000 000,00 Mts
Pagamentos por conta calculados efectuados 30 000,00 Mts
b) Calcular o Pagamento Especial por Conta (PEC) em 2020
Resolução
Cálculo 1
22 000 000,00 * 0,5% = 110 000,00
Cálculo 2
PEC = 100 000,00 – 30 000,00 = 70 000,00 Mts
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Fiscalidade
Como no cálculo 1 o valor é superior ao limite máximo, a base de cálculo usada no cálculo
de PEC é o limite máximo.
Sempre que sejam pagos rendimentos a entidades residentes em países com os quais
Moçambique tenha celebrado convenção destinada a eliminar a dupla tributação,
devem ser aplicadas as taxas ai previstas. Apenas assim será se a taxa prevista na lei
interna for mais baixa do que a prevista na convenção.
o Moçambique celebrou estes acordos com alguns países a saber: Maurícias,
Portugal, Itália, EAU e RSA)
o
País
Rendimento Itáli
Maurícias Portugal EUA RSA
a
Lucros 0% 0% 0% 0% 0%
Royalties 5% 10% 10% 5% 5%
Dividendos 8% 10% 15% 0% 15%
Juros 8% 10% 10% 0% 8%
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À mesma obrigação, de acordo com o nº4 do artigo 39º do CIRPC, ficam sujeitos os
não residentes que obtenham rendimentos não imputáveis a um estabelecimento
estável, não tribulados por retenção na fonte a título definitivo.
A respectiva declaração periódica de rendimentos deve ser apresentada, nos
seguintes prazos:
o Relativamente a rendimentos derivados de imóveis, em que a retenção na fonte
tem a natureza de pagamentos por conta, até ao último dia útil do mês de Maio
do ano seguinte aquele a que respeitam os rendimentos, ou até ao último dia útil
do prazo de 30 dias a contar da data em que tiver cessado a obtenção de
rendimentos.
o Relativamente a ganhos resultantes da transmissão onerosa de imóveis e ganhos
resultantes da transmissão onerosa de partes representativas do capital de
entidades com sede ou direcção efectiva em território Moçambicano, em que
não lugar a retenção na fonte, até ao último dia útil do prazo de trintas dias a
contar da data da transmissão.
Os sujeitos passivos que, optem por um período de tributação diferente do ano civil,
devem apresentar a respectiva declaração de rendimentos até ao ultimo dia útil do 5º
mês posterior a data do termo desse período.
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Fiscalidade
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Fiscalidade
OUTRAS OBRIGAÇÕES
OBRIGAÇÕES CONTABILÍSTICAS E DE ESCRITURAÇÃO
Nos termos do artigo 75º, os residentes que exerçam a título principal uma
actividade da natureza comercial, industrial ou agrícola, bem como os não
residentes que possuam estabelecimento estável, são obrigados a dispor de
contabilidade organizada nos termos da lei comercial e fiscal de modo a permitir o
controlo do lucro tributável.
Por outro lado, na execução da contabilidade todos os lançamentos devem estar
apoiados em documentos justificativos, datados e susceptíveis de serem
apresentados sempre que necessários e as operações devem ser registada
cronologicamente, sem emendas ou rasuras, devendo os erros ser objecto de
regularização contabilística, logo que descobertos.
Durante 10 anos subsiste a obrigação de conservar em boa ordem os livros de
contabilidade, registos auxiliares e os respectivos documentos de suporte.
Por fim, e na impossibilidade de obter a autenticação dos livros de Inventários e
Balanço e Diário, nos termos da lei comercial, devem os mesmos ser apresentados
na repartição de finanças da área do contribuinte, para que sejam assinados os seus
termos de abertura e encerramento e rubricadas as respectivas folhas.
A contabilidade e escrituração das entidades mencionadas, deverá ser centralizada
em estabelecimento ou instalação situada em território Moçambicano, que no caso
dos residentes abrange também as operações realizadas no estrangeiro e no caso de
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Fiscalidade
não residentes com estabelecimento estável, abrange apenas as operações que lhe
sejam imputáveis.
DOSSIER FISCAL
Os sujeitos passivos de IRPC, com excepção dos isentos nos termos do artigo 9º do
respectivo código, são obrigados manter em boa ordem, durante o prazo de 10 anos,
um processo de documentação fiscal relativo a cada exercício anual de informação
contabilística com os elementos contabilísticos e fiscais.
A empresa XYZ LDA. com sede em Maputo na Av. Josina Machel n° 508, Nuit 400300200 estando
no regime geral de IRPC apresentou em 31/12/2017 o seguinte balancete rectificado:
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Informação adicional
o As ajudas de custo contratualizadas pelo uso da viatura não foram tributadas em
sede de IRPS
o Nas despesas referentes aos outros serviços 10% apresentam comprovativos sem
NUIT do fornecedor
o A amortização dos activos intangíveis apurou-se com base no valor atribuído ao
terreno da empresa
o A matéria colectável de 2016 foi de 100.000,00 Mts e no ano corrente a empresa
efectuou o pagamento por conta.
Pedidos:
a) Apure o resultado contabilístico ou preencha o modelo 20A1
b) Preencha o modelo 22
Resolução
a
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Preenchimento do modelo 22
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REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
IRPC- DECLARAÇÃODERENDIMENTOS M/22
Ministério das Finanças
Autoridade Tributária de Moçambique
(CONTABILIDADE ORGANIZADA E REGIME SIMPLIFICADODE ESCRITURAÇÃO) IRPC
DIRECÇÃOGERAL DE IMPOSTOS
5 - REGIMEDEESCRITURAÇÃO
X ContabilidadeOrganizada Simplificado deEscrituração
6 - TIPODESUJEITOPASSIVO
ResidentequeNÃOexerce,atítulo
Residentequeexerce,atítulo principal, principal actividadecomercial,industrial ou Não ResidenteCOM Não ResidenteCOM
X
actividadecomercial,industrial ouagrícola agrícola estabelecimento estável estabelecimento estável
7 - REGIMEDETRIBUTAÇÃODERENDIMENTOS
X Geral Isenção definitiva Isenção temporária Redução deTaxa Transparênciafiscal
10 - CÁLCULODEIMPOSTO
12 - AUTENTICAÇÃODOSUJEITOPASSIVO Nº de Entrada
A presentedeclaração correspondeaverdadeenão omitequalquer
informação perdida Sector Cap. Art. Alínea Número
Data: 25 / 05 / 201
8 DATA DE PAGAMENTO/ ENTREGA DA
CÓDIGODAENIDADERECEBEDORA
Nome: Valter Machava DECLARAÇÃO
Ass :
Qualidade Socio-Gerente Dia Mês Ano
RepresentanteeNUIT 1E+08
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Fiscalidade
Nota Explicativa: Caro Estudante importa referir que no preenchimento deste modelo a
última página é a primeira no modelo físico e a primeira página é a do meio. No
preenchimento do modelo 22-existem elementos que é necessário analisar o balancete para
o preenchimento de modelo 22.
No campo 206 lançou o valor não aceite conforme alinea b do artigo 27° CIRPC
No campo 208 o valor de diferença de câmbio desfavoráveis não realizadas não são aceites
fiscalmente por isso que são acréscidas no apuramento do lucro tributável.
No campo 214 o valor da multas que se verifica no balancete não são aceites conforme
alinea c do n° 1 do artigo 36° CIRPC.
No campo 216 o valor de ajudas de custos que não forem tributadas em sede do IRPS não
são aceites em 50% do seu valor por 12.750,00*0,5 = 6.375,00 Mts
No campo 217 o valor da publicidade que exceeder 1% do volume de vendas não são
aceites conforme alinea n do n° 1 do artigo 36° do CIRPC. Cálculos 1.704.250, 00*0, 01-
50.000,00 = 32.957,50
No campo 219 considera-se despesas não documentadas porque sem Nuit não são válidos.
80.000,00*0,1 = 8.000,00
No campo 300 calcula-se 32% da matéria colectável que são 337.457,5*0,32 = 107.986,40
Pede-se:
a) O preenchimento do modelo 22
b) Qual é a data da entrega deste modelo nas finanças?
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Fiscalidade
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Fiscalidade
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
IRPC- DECLARAÇÃODERENDIMENTOS M/22
Ministério das Finanças
Autoridade Tributária de Moçambique
(CONTABILIDADE ORGANIZADA E REGIME SIMPLIFICADODE ESCRITURAÇÃO) IRPC
DIRECÇÃOGERAL DE IMPOSTOS
5 - REGIMEDEESCRITURAÇÃO
X ContabilidadeOrganizada Simplificado deEscrituração
6 - TIPODESUJEITOPASSIVO
ResidentequeNÃOexerce,atítulo
Residentequeexerce,atítulo principal, principal actividadecomercial,industrial ou Não ResidenteCOM Não ResidenteCOM
X
actividadecomercial,industrial ouagrícola agrícola estabelecimento estável estabelecimento estável
7 - REGIMEDETRIBUTAÇÃODERENDIMENTOS
X Geral Isenção definitiva Isenção temporária Redução deTaxa Transparênciafiscal
10 - CÁLCULODEIMPOSTO
12 - AUTENTICAÇÃODOSUJEITOPASSIVO Nº de Entrada
A presentedeclaração correspondeaverdadeenão omitequalquer
informação perdida Sector Cap. Art. Alínea Número
Data: 25 / 05 / 201
8 DATA DE PAGAMENTO/ ENTREGA DA
CÓDIGODAENIDADERECEBEDORA
Nome: Valter Machava DECLARAÇÃO
Ass :
Qualidade Socio-Gerente Dia Mês Ano
RepresentanteeNUIT 1E+08
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Fiscalidade
2b) Resposta: O modelo 22 deve ser submetido nas Finanças entre 1 de Janeiro a 31 de
Maio do ano seguinte se adoptar o ano cívil.
Diferenças de Cambio à Luz do IRPC
Nestes termos, entendem-se realizadas as diferenças cambiais apuradas:
a) Na data de pagamento efectivo;
b) Na data do recebimento efectivo; ou
c) Na data de compensação ou anulação de saldos.
e não na data de da simples actualização cambial dos mesmos.
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Fiscalidade
EXERCÍCIOS
2. A ABC S.A tem como resultado do exercício 100.000,00 Mts sendo que nas
despesas do período contabilizou-se a amortização da viatura ligeira em 200.000,00
Mts a razão da taxa de amortização de 20% e sabe-se que no ano anterior teve
prejuízo de 20.000,00 Mts.
a) Qual é o valor de aquisição da viatura?
b) Qual é o valor do lucro tributável e da matéria colectável?
c) Calcule o IRPC a pagar.
d) Se no lugar de prejuízo do ano anterior a matéria colectável fosse um valor
positivo de 50.000,00 Mts dando lugar ao pagamento por conta qual seria o
valor do IRPC do ano em curso.
A empresa XYZ LDA. com sede em Maputo na Av. Josina Machel n° 508, Nuit 400300200 estando
no regime geral de IRPC apresentou em 31/12/2017 o seguinte balancete rectificado:
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Fiscalidade
Informações Adicionais
Os ganhos com investimento de capital foram objecto de tributação em sede de
IRPS como rendimentos da terceira categoria
Os donativos patentes no balancete não foram canalizados ao Estado nem às suas
autarquias
Nas despesas referentes aos outros serviços 15% apresentam comprovativos sem
NUIT do fornecedor
As ajudas de custos foram objecto de tributação em sede de IRPS.
A empresa foi constituida em 2016 e teve prejuízo de 150.000,00 Mts
Pede-se:
a) O apuramento ou demonstração do resultado contabilístico
b) O preenchimento do modelo 22.
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