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Lei sobre Cardápios Físicos em Restaurantes

O Projeto de Lei nº , de 2023, obriga restaurantes, lanchonetes e bares a disponibilizar cardápios impressos em formato físico durante atendimentos presenciais, proibindo o condicionamento do acesso a esses cardápios à formação de cadastro do consumidor. A proposta visa proteger os consumidores de práticas que limitam o acesso às informações sobre os produtos e proíbe o uso de dados pessoais para fins publicitários sem consentimento. A lei entrará em vigor na data de sua publicação oficial.
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Lei sobre Cardápios Físicos em Restaurantes

O Projeto de Lei nº , de 2023, obriga restaurantes, lanchonetes e bares a disponibilizar cardápios impressos em formato físico durante atendimentos presenciais, proibindo o condicionamento do acesso a esses cardápios à formação de cadastro do consumidor. A proposta visa proteger os consumidores de práticas que limitam o acesso às informações sobre os produtos e proíbe o uso de dados pessoais para fins publicitários sem consentimento. A lei entrará em vigor na data de sua publicação oficial.
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PROJETO DE LEI Nº , DE 2023

Obriga os restaurantes, lanchonetes,


bares e estabelecimentos congêneres a
disponibilizar para os consumidores, nos
atendimentos presenciais, cardápios
impressos em formato físico e dá outras
providências.

A Camara Municipal de Goiânia decreta:

Art. 1º Esta lei obriga os restaurantes, lanchonetes, bares e


estabelecimentos congêneres a disponibilizar cardápios impressos em
formato físico e veda o condicionamento do acesso aos cardápios físicos ou
digitais à formação de cadastro ou de banco de dados do consumidor.

Art. 2º Os restaurantes, lanchonetes, bares e demais


estabelecimentos que comercializem alimentos preparados para consumo
imediato devem disponibilizar para os consumidores, nos atendimentos
presenciais, cardápios impressos em formato físico, redigidos de forma clara
e legível e mantidos em quantidade suficiente para atender à capacidade de
público do local.

Parágrafo único. É admitida a utilização de cardápios digitais,


desde que haja a disponibilização simultânea de cardápios impressos, na
forma estabelecida no caput deste artigo.

Art. 3º É vedado condicionar o acesso aos cardápios físicos


ou digitais à formação de cadastro ou de banco de dados do consumidor,
bem como utilizar qualquer informação obtida durante o atendimento para
envio de mensagens publicitárias, salvo com expressa autorização do
consumidor.

Art. 4º O descumprimento das disposições constantes desta


lei sujeita os infratores às sanções previstas na Lei nº 8.078, de 11 de
setembro de 1990 (Código de Proteção e Defesa do Consumidor).

Art. 5º Esta lei entra em vigor na data da sua publicação


oficial.

JUSTIFICAÇÃO

Tem se tornado uma prática bastante comum, especialmente


após a retomada dos atendimentos presenciais (período pós-pandemia), a
disponibilização de cardápios no formato exclusivamente digital nos
restaurantes, lanchonetes, bares e congêneres.
De fato, a apresentação do menu virtual traz suas vantagens
para esses estabelecimentos, como o dinamismo na inserção e exclusão de
itens, a rapidez na atualização de preços e a facilidade na descrição das
informações nutricionais dos alimentos ofertados.

No entanto, essa comodidade – que pode estar aliada,


eventualmente, a uma redução de custos na apresentação do menu – tem
estimulado cada vez mais estabelecimentos a abolirem os cardápios
tradicionais (físicos) e, como consequência, gerado vários transtornos para
os consumidores.

É que a disponibilização do menu virtual, muitas vezes,


ocorre por meio da utilização de links e QR-codes, o que obriga o cliente a
utilizar os seus próprios dispositivos eletrônicos (celulares, tablets, etc) para
acessá-lo.

Com isso, ficam impedidos de visualizar as opções de


refeições e bebidas servidas no local (e os respectivos preços cobrados) os
clientes que tenham um celular com menor capacidade de processamento ou
com uma tela de menor dimensão, assim como aqueles que não são
familiarizados com tecnologias digitais e os que, por qualquer razão, não
possuam dispositivo eletrônico que permita o acesso ao cardápio ofertado
virtualmente.

Além disso, alguns estabelecimentos têm se aproveitado do


acesso digital do cliente ao menu para captarem suas informações e
preferências e utilizá-las para fins publicitários, mesmo sem a sua anuência.

São cada vez mais frequentes os relatos de consumidores


que, após acessarem cardápios virtuais de restaurantes, passaram a
receber, insistentemente, incômodas mensagens com ofertas e
propagandas, sem que tenham autorizado.

No intuito de coibir essa prática, a presente proposição


pretende obrigar os restaurantes, lanchonetes, bares (e demais
estabelecimentos que comercializem alimentos preparados para consumo
imediato) a disponibilizar cardápios físicos aos consumidores nos
atendimentos presenciais.

Proponho, ademais, que seja proibido condicionar o acesso


aos cardápios, sejam físicos ou digitais, à formação de cadastro ou de banco
de dados do cliente, assim como o envio de mensagens publicitárias sem
sua expressa autorização.

Convicto de que a iniciativa contribuirá positivamente para a


proteção dos consumidores, conto com o apoio dos nobres Pares para a sua
célere aprovação.

Goiânia, 2023.

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