Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Ensino à Distância
Trabalho de Campo 2
Tema: Ecossistemas
Discente: Álvaro Alves Martins
Código: 708205253
Curso: Licenciatura em Ensino de Biologia
Disciplina: Ecologia Geral.
Ano de frequência: 3º Ano
Docente: Afido Pirilau, MSc
Pemba, Julho de 2022
Índice
1. Introdução ........................................................................................................................... 3
1.1. Objectivos.................................................................................................................... 3
1.2. Metodologia ................................................................................................................ 3
2. Ecossistemas ....................................................................................................................... 4
2.1. Componentes básicos de um ecossistema ................................................................... 5
2.2. Tipos de ecossistemas ................................................................................................. 5
2.3. Composição química de um ecossistema .................................................................... 6
2.4. Factores bióticos e abióticos ....................................................................................... 7
2.4.1. Fatores abióticos .................................................................................................. 7
2.4.2. Fatores bióticos .................................................................................................... 8
2.4.3. Relação dos fatores bióticos e abióticos com o ecossistema ............................... 8
3. Conclusão........................................................................................................................... 9
4. Referências bibliográficas ................................................................................................ 10
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1. Introdução
O conceito de ecossistema é elemento chave para a estrutura do conhecimento da Ecologia e,
por tal motivo, deve ser profundamente compreendido em toda sua complexidade. Isso
significa que o contexto histórico-social de sua elaboração, as influências que sofreu ao longo
do tempo e sua importância para o conhecimento ecológico, para a própria Ciência e para a
sociedade, devem ser compreendidos. A área de Ecologia de ecossistemas é núcleo de todas as
diversas áreas da Ecologia. Ela inclui todas as interações entre os organismos de uma
comunidade, assim como as interações entre esses organismos e seu ambiente físico e químico.
No entanto importa-nos levantar a seguinte questão problemática: o que é ecossistema?
Respondendo à esta questão, o presente trabalho, vai-se abordar sobre ecossistemas, seus tipos,
composição e os factores que nele interferem.
[Link]
1.1.1. Objectivo geral
Compreender Ecossistemas;
1.1.2. Objectivos específicos
Conceituar a Ecossistemas;
Identificar os tipos de ecossistemas;
Descrever a composição dos ecossistemas;
Descrever factores bióticos e abióticos nos ecossistemas;
1.2. Metodologia
Para concretizar os objectivos optou-se como base revisões bibliográficas, em manuais
electrónicos e artigos científicos, que estiveram disponíveis, e recorreu-se a algumas
bibliografias relacionadas à disciplina. Portanto, estes recursos impulsionaram no
desenvolvimento do tema em estudo. Serviram também como recurso os manuais de
Metodologias de Investigação científica e Manual APA 6ª edição sobre tudo em observância
do módulo da disciplina que serviu como guia.
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2. Ecossistemas
O termo ecossistema foi cunhado por Sir Arthur George Tansley, um ecólogo vegetal inglês,
em 1935. De modo geral, um sistema pode ser caracterizado pela existência de componentes
que funcionam de modo interligado e que interagem entre si. Um ecossistema ou sistema
ecológico é constituído por um agrupamento de componentes abióticos e bióticos, presentes
em um determinado local, que estão em interação por meio do fluxo de energia e da ciclagem
de materiais. O conjunto de todos os ecossistemas existentes na Terra é denominado biosfera
(do grego bios = vida e sfaira = esfera) (Bengon, 2007).
O conceito de ecossistema é importantíssimo quando estudamos ecologia. A área de Ecologia
de ecossistemas é núcleo de todas as diversas áreas da Ecologia. Ela inclui todas as interações
entre os organismos de uma comunidade, assim como as interações entre esses organismos e
seu ambiente físico e químico (Cavalcanti, 2014, p.10).
Segundo Odum & Barret (2005), os ecossistemas são: ‘’(...) os organismos em uma dada área
interagindo com o ambiente físico, de modo que um fluxo de energia leve a estruturas bióticas
claramente definidas e a ciclagem de material entre os componentes vivos e não vivos do
sistema” (p.114).
Dentro da definição proposta, podemos identificar quatro elementos principais que compõem
os ecossistemas (Odum & Barret, 2005):
Os organismos, que representam o meio biótico;
O ambiente físico, tais como os tipos de solo, rocha, releva, clima, dentre outros;
A rede trófica, caracterizada pela transmissão de energia, ou seja, e a cadeia alimentar;
A ciclagem de nutrientes.
O ecossistema é a unidade fundamental da organização ecológica, onde ocorre a reciclagem de
matéria e o fluxo de energia. As definições mais modernas de ecossistema consideram esse
termo como sinônimo de comunidade. Inicialmente, considerava-se que o ecossistema seria
constituído pelo clima, pelo solo, pelas bactérias, pelos fungos, pelas plantas e pelos animais
de qualquer lugar definido, ou seja, um ecossistema teria componentes bióticos e abióticos. Por
sua vez, os componentes bióticos de um ecossistema, ou todos os organismos vivos que nele
habitam, em conjunto, constituíam uma comunidade ecológica (Hanazaki et al, 2013, p.27).
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2.1. Componentes básicos de um ecossistema
Segundo Cavalcanti (2014, p.8), os organismos vivos e o seu ambiente inerte (abiótico) estão
inseparavelmente ligados e interagem entre si. Qualquer unidade que inclua a totalidade dos
organismos (isto é, a "comunidade") de uma área determinada interagindo com o ambiente
físico por forma a que uma corrente de energia conduza a uma estrutura trófica, a uma
diversidade biótica e a ciclos de materiais (isto é, troca de materiais entre as partes vivas e não
vivas) claramente definidos dentro do sistema é um sistema ecológico ou ecossistema. Do
ponto de vista trófico (de trophe = alimento), um ecossistema tem dois componentes (que como
regra costumam estar separados no espaço e no tempo), um componente autotrófico
(autotrófico = que se alimenta a si mesmo), no qual predomina a fixação da energia da luz, a
utilização de substâncias inorgânicas simples e a elaboração de substâncias complexas, e um
componente heterotrófico (heterotrófico = que é alimentado por outro), no qual predominam o
uso, a nova preparação e a decomposição de materiais complexos.
2.2. Tipos de ecossistemas
De acordo com Cavalcanti (2014, p.9), há grande diversidade de ecossistemas, podem ser
ecossistemas naturais ou artificiais (antrópicos). Os ecossistemas naturais são aqueles
ecossistemas formados pelo processo de sucessão ecológica, sendo capazes de se auto-
sustentarem, ou seja, em que predomina a ação dos processos de manutenção ecológica em
relação aos processos de controle antrópicos (Odum, 1988). Como exemplos de ecossistemas
naturais podem ser citados os lagos, os rios, as florestas, os campos, dentre outros.
Odum e Barret (2005) descrevem que, os ecossistemas antrópicos são construídos pelo ser
humano, por meio de modificações nos Ecossistemas naturais existentes numa paisagem, ou
sua total substituição. Os ecossistemas antrópicos incluem os ecossistemas agrários e os
ecossistemas urbano-industriais.
Segundo Cavalcanti, 2014), atendendo ao meio físico, há a considerar:
Ecossistemas terrestres; e
Ecossistemas aquáticos
Dentre os ecossistemas terrestres, podemos citar as florestas, desertos, campos, savanas, entre
outros. Como exemplos de ecossistemas aquáticos, podemos citar rios, mares, oceanos e lagos.
Quando, de qualquer ponto, observamos uma paisagem, apercebemo-nos da existência de
descontinuidades - margens do rio, limites do bosque, bordos dos campos, etc. que utilizamos
frequentemente para delimitar vários ecossistemas mais ou menos definidos pelos aspectos
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particulares da flora que aí se desenvolve. No entanto, na passagem, por exemplo, de uma
floresta para uma pradaria, as árvores não desaparecem bruscamente; há quase sempre uma
zona de transição, onde as árvores vão sendo cada vez menos abundantes. Sendo assim, é
possível, por falta de limites bem definidos e fronteiras intransponíveis, considerar todos os
ecossistemas do nosso planeta fazendo parte de um enorme ecossistema chamado ecosfera.
Deste gigantesco ecossistema fazem parte todos os seres vivos que, no seu conjunto, constituem
a biosfera e a zona superficial da Terra que eles habitam e que representa o seu biótopo. Ou
seja:
Mas assim como é possível associar todos os ecossistemas num só de enormes dimensões - a
ecosfera - também é possível delimitar, nas várias zonas climáticas, ecossistemas
característicos conhecidos por biomas, caracterizados por meio do fator Latitude. Por sua vez,
em cada bioma, é possível delimitar outros ecossistemas menores (Cavalcanti, 2014).
2.3. Composição química de um ecossistema
Segundo Ferreira (2016), os elementos químicos essenciais para o desenvolvimento normal
dos organismos nos ecossistemas são divididos em macronutrientes e micronutrientes, de
acordo com a quantidade necessária para o desempenho de suas funções biológicas, contudo,
grande parte dos elementos químicos não possuem funções biológicas claramente conhecidas.
Na natureza, são conhecidos cerca de cem elementos químicos, em que dezasseis são essenciais
para o desenvolvimento das plantas. Fränzle e Markert (2000) construíram o Sistema Biológico
dos Elementos - SBE a partir da correlação de dados das funções fisiológicas dos elementos
químicos individuais em organismos vivos, do desenvolvimento evolutivo do ambiente
inorgânico e de informações sobre a absorção dos elementos químicos pelos organismos.
Os macronutrientes essenciais aos seres vivos são o cálcio, enxofre, fósforo, magnésio e
nitrogênio, enquanto os micronutrientes são o boro, cloro, cobalto, cobre, ferro, zinco,
manganês e molibdênio. Alguns elementos químicos, quando acima das respectivas
concentrações limiares, tornam-se tóxicos. As toxicidades podem ocorrer para alguns
elementos químicos como cobalto, cobre, ferro, manganês, níquel, selênio e zinco. Alguns
elementos químicos mesmo em concentrações-traço (menores que 100 mg kg-1) são
considerados tóxicos como é o caso do alumínio, antimônio, arsênio, bário, berílio, chumbo e
mercúrio, por exemplo, que também podem inibir diversas reações em plantas e animais
(Larcher, 2000).
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A qualidade do ecossistema pode ser afetada significativamente a partir da alteração da
disponibilidade de substâncias químicas para o ambiente. Como a acumulação dessas
substâncias na teia alimentar é indiscutível, torna-se essencial o conhecimento das
concentrações naturais de elementos químicos, seus possíveis efeitos na biota e incorporação
por processos ecológicos (Fonseca, 2010).
Nos ecossistemas, a ciclagem de elementos químicos é definida como a absorção de elementos
químicos do solo e da atmosfera por organismos vivos, envolvendo biossíntese para a formação
de novos compostos e o retorno de elementos para o solo e para a atmosfera, com a queda da
serapilheira ou com a morte de organismos. A ciclagem engloba as trocas de elementos
químicos entre os seres vivos e o ambiente que os envolve. São reconhecidos três ciclos de
nutrientes nos ecossistemas florestais (Ferreira, 2016):
-Ciclo biogeoquímico - refere-se às trocas químicas entre o solo e a planta, envolvendo a
absorção dos nutrientes pela planta, distribuição dos elementos químicos dentro da planta,
lixiviação pela água da chuva, desfolhação por herbívoros e decomposição da serapilheira.
- Ciclo geoquímico - caracteriza-se por trocas de elementos minerais entre diferentes
ecossistemas, sendo as principais fontes de entradas de nutrientes: a poeira, as precipitações, o
intemperismo das rochas, a fixação do nitrogênio e o emprego de fertilizantes químicos.
- Ciclo bioquímico - engloba a redistribuição interna de nutrientes, sendo especialmente
importante para os elementos químicos de maior mobilidade dentro da planta como o
nitrogênio e o potássio. Alguns elementos traços também podem ser reciclados por meio de
ciclagem bioquímica como Rb e Cs (Fonseca, 2010).
A taxa de ciclagem de nutrientes depende de vários fatores como a origem do elemento químico
(solo ou atmosfera), da eficiência do processo biológico e do meio com relação à
disponibilidade de água, a velocidade da atividade biológica e a estrutura da população das
comunidades dos diversos organismos (Ferreira, 2016).
2.4. Factores bióticos e abióticos
2.4.1. Fatores abióticos
Fatores abióticos - o conjunto de todos os fatores físicos que podem incidir sobre as
comunidades de uma certa região. Os fatores abióticos são os compostos físicos e químicos
de um ambiente, sendo capazes de influenciar os seres vivos presentes no ecossistema de modo
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que as plantas e os animais tenham que se adaptar para sobreviver e se desenvolver (Silva,
2014).
Segundo Silva (2014), os fatores físicos constituem o clima, determinado principalmente pela
radiação solar que chega à terra, e a temperatura — que influencia outros aspectos climáticos,
como a umidade relativa do ar e a pluviosidade. Os fatores químicos, como os nutrientes
minerais e os ciclos biogeoquímicos (do nitrogênio, do oxigênio, do carbono), são importantes
para garantir a sobrevivência dos organismos e manter o equilíbrio dos ecossistemas.
2.4.2. Fatores bióticos
Fatores bióticos - conjunto de todos seres vivos e que interagem uma certa região e que
poderão ser chamados de biocenose, comunidade ou de biota, Exemplo: chamava-se de micro
flora, flora autóctone ou ainda fora normal todo o conjunto de bactérias e seres, os corpos que
viviam no interior do corpo humano ou sobre a pele (Silva, 2014).
Segundo Silva (2014), essas relações constituem uma comunidade biológica, influenciando as
populações por meio das interações ecológicas — como a predação, o parasitismo ou a
competição. O principal efeito dos fatores bióticos pode ser visto nas cadeias alimentares,
formadas pelos vínculos entre os organismos autótrofos, que produzem o próprio alimento, e
os heterótrofos — que não conseguem produzir seus alimentos e precisam ingerir outros
organismos.
2.4.3. Relação dos fatores bióticos e abióticos com o ecossistema
De acordo com Silva (2014), os fatores bióticos e abióticos estão em permanente ligação
sistêmica. Por isso, tanto os elementos físicos quanto os químicos determinam a estrutura e o
funcionamento das comunidades vivas, afetando as relações ecológicas de um ambiente.
Essas relações podem ser intraespecíficas (quando ocorre entre organismos da mesma espécie)
ou interespecíficas, quando estabelecida entre espécies diferentes. Além disso, existem as
relações harmônicas e desarmônicas: o primeiro tipo é caracterizado pelo benefício para uma
ou ambas as espécies envolvidas, como acontece nas colônias e sociedades. Nas relações
desarmônicas ocorre o contrário, e um ou ambos os organismos são prejudicados. É o caso do
parasitismo, por exemplo (Silva, 2014).
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3. Conclusão
De um modo geral, Um ecossistema ou sistema ecológico é constituído por um agrupamento
de componentes abióticos e bióticos, presentes em um determinado local, que estão em
interação por meio do fluxo de energia e da ciclagem de materiais. O conjunto de todos os
ecossistemas existentes na Terra é denominado biosfera.
Os ecossistemas podem ser terrestres ou aquáticos, dentre os ecossistemas terrestres, podemos
citar as florestas, desertos, campos, savanas, entre outros. Como exemplos de ecossistemas
aquáticos, podemos citar rios, mares, oceanos e lagos. Quando, de qualquer ponto, observamos
uma paisagem, apercebemo-nos da existência de descontinuidades - margens do rio, limites do
bosque, bordos dos campos, etc. que utilizamos frequentemente para delimitar vários
ecossistemas mais ou menos definidos pelos aspectos particulares da flora que aí se desenvolve.
Pode-se dividir o ecossistema em dois componentes básicos: os bióticos e os abióticos. Os
componentes bióticos de um ecossistema são os seres vivos, como as plantas, animais e micro-
organismos. Podemos dividir esses componentes em dois grupos principais: os organismos
autotróficos e os heterotróficos. Os primeiros produzem seu próprio alimento através de
processos de fotossíntese e quimiossíntese, já os heterotróficos são os consumidores e os
decompositores. Os componentes abióticos, por sua vez, são aqueles fatores não vivos, como
a luz, a temperatura, os nutrientes, o solo e a água. Apesar de não darmos muita importância
aos fatores abióticos quando pensamos em um ecossistema, eles são fundamentais para a
sobrevivência dos organismos. Dentre esses componentes, podemos destacar a radiação solar,
que permite o processo de fotossíntese pelos seres fotossintetizantes. Além disso, a água e a
temperatura também exercem um importante papel na sobrevivência de organismos.
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4. Referências bibliográficas
-Begon, M. (2007). Ecologia: de indivíduos a ecossistemas. Porto Alegre: Artmed. 740p.
-Cavalcanti. F. A. G. S. (2014). Ecologia de Ecossistemas. NT Editora. -- Brasília. 88p. il. ;
21,0 X 29,7 cm.
-Ferreira, F. S. (2016). Elementos químicos em ecossistemas: caracterização ambiental para
restauração de áreas impactadas. - Recife: O Autor-98 f. : il., tabs.
-Fonseca F. Y. (2010). Aplicabilidade do compartimento ecológico fauna em estudos de
avaliação da qualidade ambiental. Dissertação (Mestrado). Piracicaba, Centro de Energia
Nuclear na Agricultura, Universidade de São Paulo. 107p.
-Hanazaki, N. et al (2013). Introdução à Ecologia (2ª ed.) e 1. reimp. – Florianópolis :
Biologia/ead/UFSC, 86pp.
-Larcher, W. (2000). Ecofisiologia vegetal. Ed. Rima, São Carlos. 531 p.
-Odum, E.P.; e BARRET, G.W. (2005). Fundamentos de Ecologia. Sao Paulo: Cengage
Learning.
-Odum, E. (1988). Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara.
-Silva, A. (2014). Factores bióticos e abióticos na distribuição e reprodução de espécies íctias
costeiras residentes: Estudo de caso no Ilhéu dos Fradinhos, Ilhéu das Cabras e Serretinha. Ilha
Terceira, Açores, PT.
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