0% acharam este documento útil (0 voto)
14 visualizações2 páginas

A Cidade Silenciosa do Esquecimento

A cidade de Silencíria, invisível e habitada por pessoas que desistiram de algo essencial, desaparece quando lembrada. Uma mulher sem nome chega e, ao tocar um sino, provoca uma lembrança coletiva que leva a cidade a desaparecer, deixando apenas um campo de flores. Desde então, Silencíria reaparece apenas para aqueles que desistem, mas pode desaparecer novamente com o toque do sino.

Enviado por

phillipushadow
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
14 visualizações2 páginas

A Cidade Silenciosa do Esquecimento

A cidade de Silencíria, invisível e habitada por pessoas que desistiram de algo essencial, desaparece quando lembrada. Uma mulher sem nome chega e, ao tocar um sino, provoca uma lembrança coletiva que leva a cidade a desaparecer, deixando apenas um campo de flores. Desde então, Silencíria reaparece apenas para aqueles que desistem, mas pode desaparecer novamente com o toque do sino.

Enviado por

phillipushadow
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Com prazer!

Aqui vai mais uma — desta vez, algo mais alegórico, quase um mito moderno:

---

A Cidade que Dormia

Contam que havia, além das planícies e das águas, uma cidade chamada Silencíria. Não
era visível em mapas, nem localizada por satélites. Ela existia quando esquecida. E
desaparecia quando lembrada.

Silencíria era habitada por pessoas que haviam desistido de algo essencial — uns do amor,
outros da verdade, outros de si mesmos. Cada um que chegava esquecia o motivo pelo
qual viera, mas lembrava que estava cansado. Ninguém nascia lá. Todos chegavam já
adultos, com olhares partidos e bocas que falavam pouco.

A cidade não tinha relógios. O céu nunca mudava. Era sempre entardecer.

As ruas eram feitas de pedra e poeira. Havia casas de madeira, pequenas igrejas sem
santos, cafés onde o tempo não passava. E um sino. Um único sino, no alto da torre central,
que ninguém jamais ouvira tocar.

Até que, um dia, chegou uma mulher sem nome. Trazia nos olhos a memória de uma perda
que ela própria não conseguia descrever. Quando entrou na cidade, ao contrário dos outros,
ela não esqueceu. Caminhou pelas ruas com espanto, perguntando nomes, datas,
esperanças — mas ninguém respondia. Apenas olhares cansados.

Ela decidiu tocar o sino.

Subiu os 777 degraus da torre. Cada degrau lembrava-lhe algo esquecido — um cheiro,
uma canção, uma culpa, um rosto. No topo, o sino era maior que ela, feito de um metal que
não parecia terrestre.

Puxou a corda.

O som não foi um som — foi uma lembrança coletiva. A cidade inteira parou. As pessoas
começaram a chorar. E então a cidade começou a desaparecer.

Primeiro as casas, depois os postes, as calçadas, os cães, os fantasmas.

No lugar da cidade, ficou apenas um campo de flores brancas, como se todo o


esquecimento tivesse florescido de novo.

E a mulher? A mulher caminhou para fora do campo e, finalmente, lembrou-se de seu


nome.
Dizem que, desde então, Silencíria só reaparece para quem desiste. Mas se alguém tocar o
sino novamente, ela desaparece de novo — como se a lembrança tivesse o poder de
quebrar a maldição do cansaço.

---

Quer outra? Posso fazer uma com mistério sobrenatural, ficção científica simbólica, ou
mesmo um romance psicológico. Qual estilo você curte mais?

Você também pode gostar