CUIDADOS INTEGRAIS DO ENFERMEIRO AO NEONATO EM SEPSE
Andressa Dayane Massucatto Campeão ¹
Guilherme Rangel Nunes de Souza ²
Hellen Fátima de Oliveira Manzano ³
Juliana Clemente 4
Thainá Alves Lacerda 5
Allison Scholler de Castro Villas Boas 6
RESUMO: Introdução: A sepse neonatal é uma das principais causas de mortalidade
neonatal em todo o mundo. A enfermagem desempenha um papel crucial no cuidado
do recém-nascido com sepse neonatal, incluindo a detecção de sinais e sintomas, o
diagnóstico e a intervenção precoce. A existência de protocolos atualizados pode
melhorar as práticas de enfermagem e a compreensão da doença. Objetivo:
Identificar o papel, manejo e cuidado realizado pelo enfermeiro frente ao neonato em
sepse. Material e métodos: Revisão integrativa da literatura, com busca de artigos
na PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Os critérios de inclusão foram artigos
publicados na íntegra, entre 2018 e 2023, em inglês, espanhol e português. Foram
excluídos os artigos fora desse período, não relacionados com o tema e com
duplicidade. Resultado e discussão: Foram selecionados 11 artigos para a revisão,
sendo 9 da base de dados PubMed e 2 da BVS. Os métodos utilizados incluem revisão
bibliográfica e pesquisa de campo quantitativa-descritiva. A sepse neonatal é uma
condição grave que pode levar à morbidade e mortalidade em recém-nascidos.
Diversos estudos têm identificado determinantes relacionados a essa condição, como
idade gestacional menor que 37 semanas, ruptura prematura da membrana, falta de
choro imediato ao nascer, necessidade de reanimação, ventilação artificial, escore de
APGAR abaixo de 7 no quinto minuto, presença de febre no intraparto, histórico de
infecções, falta de acesso a profissionais de saúde capacitados e demora na
identificação e cuidado. Além disso, fatores socioeconômicos e demográficos também
desempenham um papel importante. Neonatos prematuros e de baixo peso ao nascer
são particularmente suscetíveis à sepse devido à imaturidade do sistema imunológico
e à fragilidade das barreiras de proteção. Para o manejo da sepse neonatal, estudos
recomendam a implementação de protocolos de tratamento, obtenção de
hemoculturas antes do início da antibioticoterapia, uso de antibioticoterapia empírica
de amplo espectro e acompanhamento clínico e laboratorial para ajuste do tratamento.
O uso consciente de antibióticos e a prevenção de infecções hospitalares são
aspectos importantes a serem considerados para evitar o surgimento de bactérias
multirresistentes. Além disso, estudos destacam a importância da equipe de
enfermagem na prevenção e tratamento da sepse neonatal. A sobrecarga de trabalho
e a falta de higienização adequada das mãos são fatores que podem contribuir para
a disseminação de infecções. Portanto, é essencial que a equipe de enfermagem
assuma um papel de liderança no cuidado aos recém-nascidos, garantindo práticas
corretas e evitando procedimentos desnecessários. Considerações finais: A
sobrecarga de trabalho da equipe de enfermagem nas unidades de terapia intensiva
neonatal e a falta de higienização das mãos estão associadas a um aumento nas
infecções relacionadas à corrente sanguínea. O uso consciente de antibióticos e a
1, 2, 3, 4, 5
- Acadêmicos do curso de Enfermagem da Universidade Anhembi Morumbi. São Paulo –
Brasil.
6
– Docente do curso de Enfermagem da Universidade Anhembi Morumbi. São Paulo – Brasil.
2
liderança da equipe de enfermagem são essenciais para evitar procedimentos
desnecessários. Medidas como identificação de determinantes, atenção à saúde
materna e acesso a profissionais capacitados podem contribuir para a redução da
morbidade e mortalidade neonatais pela sepse.
Descritores: Sepse neonatal; Enfermagem neonatal; Unidade de terapia
intensiva neonatal.
1. INTRODUÇÃO
Desde o surgimento da civilização, doenças por causas infecciosas vêm sendo
um grande obstáculo na prevenção à saúde. Ao longo do tempo, com o objetivo de
classificar o paciente de maneira eficiente e melhorar o tratamento da infecção,
nomenclaturas foram associadas à infecção grave, sendo classificadas por Síndrome
da Resposta Inflamatória Sistêmica (SRIS), Sepse, Sepse grave e Choque Séptico
(COREN, 2020). Destas é a sepse a mais preponderante na causa de mortalidade,
seja ela neonatal, infantil ou adulta (GARCIA; TONIAL; PIVA, 2020).
A sepse é uma condição grave e potencialmente fatal, que pode ocorrer em
resposta a uma infecção, que resulta de uma complexa interação entre o micro-
organismo infectante e a resposta imune do hospedeiro (UCHÔA, 2021). Também
definida por uma alteração orgânica, capaz de desencadear uma série de
anormalidades no sistema como um todo, gerando um agravo generalizado,
colocando em risco a vida, tudo causado por uma resposta desregulada do hospedeiro
à infecção (SINGER, et al., 2016).
Em casos graves, a sepse pode levar à falência múltipla de órgãos e sistemas.
O tratamento da sepse evoluiu significativamente na última década, principalmente
com o protocolo de Surviving Sepsis Campaign, que padronizou a abordagem
diagnóstica e terapêutica da doença (UCHÔA, 2021).
A ressuscitação inicial é uma medida importante para restaurar a perfusão
tecidual e reduzir a morbidade e mortalidade, junto com a identificação do agente
infeccioso, para que haja o planejamento adequado do tratamento com
antibioticoterapia, uma vez que não se pode dispensar o controle do foco de infecção,
pois, também é crucial para o sucesso do tratamento (EVANS, et al., 2021).
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No entanto, o tratamento da sepse é complexo e deve ser individualizado de
acordo com as características do paciente e do agente infeccioso. É importante que a
abordagem diagnóstica e terapêutica seja realizada por uma equipe multidisciplinar
em um ambiente de cuidados intensivos (UCHÔA, 2021).
A Sepse neonatal é definida como uma infecção bacteriana sistêmica ou
também, uma disfunção orgânica em um recém-nascido (ANVISA, 2020). Segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS), a sepse neonatal por se tratar de uma
disfunção orgânica, pode levar a morte do RN no primeiro mês de vida. Se não for
reconhecida precocemente e tratada efetivamente, pode levar ao choque séptico,
falência múltipla dos órgãos e morte, um processo em cadeia. Pode se dar dentro de
dois cenários abrangentes, dentro de 72 horas após o nascimento, ou, também
manifestando-se após esse período dentro dos 28 primeiros dias de nascido
(GLASER, et al., 2021).
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da sepse neonatal são cruciais
para a sobrevivência do recém-nascido (ANVISA, 2020). A cada 100.000 recém-
nascidos vivos, segundo Fleischmann-struzek, et al. (2018) em média 2.202
apresentam ou desenvolvem sepse neonatal, com mortalidade entre 11% e 19%
sendo a sexta maior causa de mortes neonatais no mundo. A OMS estima 178.000
mortes por ano, sendo mais comum em países de baixa e média renda (WHO, 2019).
Além disso, a infecção neonatal também pode levar a complicações graves, como
danos neurológicos e retardo no desenvolvimento (SEWELL; ROBERTS;
MUKHOPADHYAY, 2021).
O enfermeiro é o profissional encarregado do cuidado do recém-nascido com
sepse neonatal e, é o primeiro a detectar os sinais e sintomas da infecção,
desempenhando um papel crucial no diagnóstico e na intervenção precoce. Souza et
al. (2015) ressalta a importância de fornecer protocolos atualizados para a sepse
neonatal, com diretrizes claras que possam aprimorar o trabalho dos profissionais e
orientar o cuidado ao paciente. A existência de protocolos pode melhorar as
intervenções terapêuticas, constatar a ocorrência de sepse neonatal e auxiliar na
compreensão da manipulação da doença durante a investigação clínica (SOUZA, et
al., 2015).
Mediante a isso surgiu o questionamento: qual o papel e cuidado da
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enfermagem no neonato em sepse? É de extrema importância uma revisão
bibliográfica sobre o tema, a fim de identificar quais são as melhores práticas de
enfermagem no diagnóstico, prevenção e tratamento da sepse neonatal, bem como
possíveis lacunas na literatura e áreas que precisam ser mais exploradas. Essa
revisão pode fornecer informações valiosas para os profissionais de saúde e gestores
que buscam melhorar a qualidade dos cuidados neonatais, bem como para cientistas
e pesquisadores que desejam avançar no conhecimento sobre a sepse neonatal.
2. OBJETIVO
Identificar o papel, manejo e cuidado realizado pelo enfermeiro frente ao
neonato em sepse.
3. MATERIAL E MÉTODOS
Este estudo é uma revisão integrativa da literatura e para a sua elaboração,
seguiu-se as seis etapas, descritas por Dorsa (2020), sendo elas: I. busca de um tema
de pesquisa, II. definição de descritores e fontes de consulta, III. estabelecimento de
uma linha de raciocínio e pesquisa, IV. busca em bases de dados científicas, V.
identificação do papel e dos cuidados do enfermeiro frente ao neonato em sepse, VI.
seleção e inclusão dos artigos relevantes para a revisão bibliográfica. Foram utilizadas
as bases de dados: PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os
questionamentos que direcionaram essa revisão foram: Quais os manejos e cuidados
realizados pelo enfermeiro ao neonato em sepse?
Então no dia 17 de abril de 2023, já com os descritores estabelecidos, os
autores foram divididos em dois grupos para garantir uma coleta de dados imparcial e
uniforme, que trouxesse informações limpas e coesas. Os descritores em ciência da
saúde (DECS) utilizados foram: “sepse neonatal”, “enfermagem neonatal” e “unidade
de terapia intensiva neonatal” no primeiro buscador e “neonatal sepsis”, “neonatal
nursing” e “intensive care unit neonatal” no segundo.
Para a triagem dos artigos foram utilizados o uso do booleano “AND’’ para
interligar os descritores e considerados artigos publicados nos últimos 5 anos, sendo
de 2018 a 2023, no idioma português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e de
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forma gratuita e/ou paga. Foram selecionados 86 artigos, elegidos para leitura prévia
do título e resumo, onde foram excluídos desta pesquisa todos aqueles publicados
fora do prazo, que fugiam do campo de pesquisa ou que possuíam duplicidade,
resultando em 77 artigos para leitura íntegra. Destes artigos, 11 foram incluídos nesta
revisão bibliográfica.
4. RESULTADOS
Após análise dos 77 artigos selecionados após os filtros, 66 artigos foram
excluídos, pois não abrangiam o tema de pesquisa, resultando em 11 artigos para
leitura na íntegra. Dos 11 artigos selecionados, 9 são da base de dados PubMed e 2
da BVS. Os métodos utilizados foram: revisão bibliográfica e pesquisa de campo
quantitativa-descritiva. O ano de publicação dos artigos varia entre 2018 e 2023, com
prevalência de quatro estudos de 2020.
Figura 1. Fluxograma de análise de dados.
O perfil dos artigos selecionados encontra-se a seguir, onde são descritos a
base de dados, título, objetivo e tipo de estudo, resultado e discussões e
considerações/ conclusões, respectivamente.
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Quadro 1. Dados de identificação, publicação dos artigos, dados de pesquisa quanto ao objetivo, método, resultados e conclusão, 2023.
Base de Título Autores e Objetivo e tipo de Resultado e Discussões Considerações/ Conclusões
dados periódicos estudo
PUBMED Preditores de BEKELE, T. et al. Determinar os fatores de No total, foram incluídos neste A prematuridade, má
mortalidade entre previsão da mortalidade estudo 55 casos e 164 alimentação e dificuldade
recém-nascidos BMC Pediatrics entre os recém-nascidos controles. Mais de três quartos respiratória são fatores
hospitalizados com (2022) admitidos com sepse no dos casos tiveram sepses de importantes, para ocasionar a
sepse neonatal: um hospital geral de Durame, início precoce. A análise de morte neonatal em decorrência
estudo de controle sul da Etiópia, 2020. regressão logística de sepse. Ressalta-se a extrema
de casos do sul da multivariada mostrou que os importância de os pais ficarem
Etiópia Pesquisa de campo fatores preditores de atentos aos fatores de risco, para
quantitativa-descritiva mortalidade foram: má não ocasionar a septicemia, e
alimentação, dificuldade com isso reduzir a mortalidade
respiratória, idade gestacional neonatal.
estimada inferior a 37
semanas, e convulsão.
PUBMED Uso de antibióticos BERARDI, A. et al. Avaliar as mudanças no Estratégias seguras permitiram Verificou-se que a redução de
em recém-nascidos uso de antibióticos em uma redução significativa do terapias antimicrobianas não
de muito baixo Antibiotics uma corte de neonatos uso desnecessário de está associada a segurança para
peso após um (2021) admitidos em um centro antibióticos em recém- neonatos. Os Antibióticos são de
programa de italiano de nível três antes nascidos a termo por meio de extrema importância no
manejo e depois da introdução de estimativas quantitativas de tratamento, sendo eles os mais
antimicrobiano um programa de EA. risco e exames físicos usados em unidades de terapia
seriados. RNMBP é uma intensiva neonatal.
Pesquisa de campo população pequena, mas de
quantitativa-descritiva alto risco infeccioso, na qual o
uso de antibióticos é comum.
PUBMED O que impulsiona a CUTTINI, M. et al. Explorar os fatores que Seis categorias de mudanças Os estudos realizados ajudam
mudança nas desencadeiam a mudança foram identificadas: novos não só os países da Europa,
unidades de Pediatric Research nas unidades de cuidados conhecimentos/tecnologias, como podem contribuir para
cuidados intensivos (2020) intensivos neonatais. regulamentos externos, planejamentos e estratégias para
neonatais? Um Aplicando sempre novos normalização de práticas, o melhor cuidado dos pacientes
estudo qualitativo conhecimentos práticos e participação em pesquisa, em unidades de terapia intensiva
com médicos e científicos, pesquisas, eventos adversos e desejo de em todo o mundo.
enfermeiros em investimento de novas melhorar cuidados. Inovações
seis países tecnologias. Observar internas com novas
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europeus. como tais mudanças tecnologias, consideradas
podem interferir durante o benéficas para os pacientes,
decorrer do tratamento, tinham mais chances de terem
como a mudança é capaz consenso e serem
de interferir e acarretar na implementadas rapidamente.
transformação do Contudo, nos remete que, com
ambiente. as implementações na UTIN,
foi possível observar
Pesquisa de campo mudanças significativas no
qualitativa decorrer do tratamento e
evolução de melhora dos
pacientes neonatais. Um setor
organizado, com baseamento
teórico e uma prática cientifica,
foi capaz de observar melhora
no quadro clínico, como por
exemplo, a Sepse.
PUBMED Translação do HARLEY, A. et al. Determinar o O estudo evidenciou que Os órgãos australianos
conhecimento após conhecimento de mesmo com a sobrecarga no responderam desenvolvendo um
a implementação BMC Health Serv enfermagem sobre o âmbito de trabalho, o Plano de Ação Nacional de
de um Caminho de Res. (2021) reconhecimento, enfermeiro é o primeiro contato Sepse para aumentar o
Sepse Pediátrica escalonamento e manejo com o paciente no gerenciamento da doença
em todo o estado da sepse pediátrica. Departamento de Emergência,
no departamento são os responsáveis pela
de emergência: um Pesquisa de campo avaliação inicial e contínua. Os
estudo de pesquisa quantitativa-descritiva enfermeiros estão
multicêntrico posicionados de forma correta
para reconhecer e encaminhar
a sepse.
PUBMED Determinantes da ALEMU, M. et al. Identificar os Foram incluídos neste estudo Ruptura prematura de
sepse neonatal determinantes da sepse 82 neonatos com sepse membranas foi considerado
entre neonatos na Ital J Pediatr. 2019 neonatal na parte (casos) e 164 neonatos sem determinante obstétrico
parte noroeste da Nov 28;45(1):150. noroeste da Etiópia. sepse (controles). Parto relacionado à sepse neonatal,
Etiópia: estudo de prematuro, neonatos que não idade gestacional < 37 semanas,
caso-controle Pesquisa de campo choraram imediatamente ao não chorar imediatamente ao
quantitativa-descritiva nascer e receberam nascimento e ter recebido
reanimação ao nascer foram reanimação ao nascimento foram
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preditores significativos de fatores de risco neonatais
sepse neonatal. O parto relacionados à sepse neonatal.
prematuro foi 6,9 vezes mais As estratégias de prevenção de
provável de resultar em sepse infecções precisam ser
neonatal do que o parto a fortalecidas e/ou implementadas,
termo. dando atenção especial aos
determinantes especificados.
PUBMED Diretrizes WEISS, S. L. et al. Determinar as melhores Foram selecionadas 77 ações Entre todas as recomendações,
internacionais da recomendações para para o manejo da sepse. poucas realmente demonstraram
campanha Intensive Care Med. profissionais de saúde Destas, apenas 6 foram uma base solida de fundamentos
Surviving sepsis (2020) lidarem com sepse altamente recomendadas com e resultou em um consenso entre
para o manejo do pediátrica. base em evidências científicas os especialistas, demonstrando a
choque séptico e e consenso de especialistas, necessidade de melhorar as
disfunção orgânica Revisão bibliográfica. enquanto outras precisam de pesquisas sobre o assunto.
associada à sepse mais pesquisas. As ações
em crianças foram divididas em categorias,
como triagem, diagnóstico e
tratamento sistemático da
sepse, terapia antimicrobiana,
controle hemodinâmico,
nutrição e profilaxia.
PUBMED O aumento da KUNG, E., et al. Estudar a relação da O estudo mostrou que altas Destaca-se a importância do
carga de trabalho sobrecarga da equipe de cargas de trabalho de equilíbrio entre a proporção da
da enfermagem Sci Rep. (2019) enfermagem com o enfermagem estão equipe de enfermagem e o
está associado a aumento de infecções significativamente associadas número de pacientes na UTIN
infecções da sanguíneas em pacientes a mais infecções sanguíneas para a entrega de melhores
corrente sanguínea em UTIN de muito baixo em pacientes de muito baixo cuidados e prevenção de
em recém-nascidos peso. peso. Uma carga de trabalho doenças serias que estão
de muito baixo acima de 120% resultou em presentes entre as maiores
peso. Pesquisa de campo mais que o dobro de ocorrência causas de mortalidade em
quantitativa-descritiva. de infecções nessa população neonatos.
vulnerável.
PUBMED Enfermeiras SHUKLA, S., et al. Reduzir a taxa de uso Antes do ASP na UTIN, nossa Nossos esforços sequenciais de
responsáveis mensal de antibióticos na AUR média era de 330 DOT melhoria da qualidade (QI)
assumindo o Am J Perinatol. UTIN de uma linha de por 1.000 pacientes-dia. Houve levaram a uma redução no AUR.
comando, 2022 base de 330 para 200 até uma diminuição para uma Implementamos processos para
desafiando a Jun;39(8):861-868 dezembro de 2018. média de 297 em 2016, mas estabelecer um programa
cultura da sepse Desenho do estudo com grandes flutuações. robusto de administração de
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com cultura identificou três Focamos na redução das antibióticos que incluía intervalos
negativa e motivadores principais ICSACs em conjunto com o de antibióticos liderados por
prevenindo como segue envolver controle de infecções, então os enfermeiras responsáveis pela
Infecções de linha enfermeiras responsáveis AUR mensais de março a UTIN e um foco na prevenção de
para reduzir o uso pela UTIN, desafiar a dezembro de 2018 ficaram infecção sanguínea associada a
de antibióticos na cultura de sepse com abaixo da linha central (296 na cateter central que eram
UTIN cultura negativa e reduzir era ASP pré infecção mantidas além do período de QI.
infecções da corrente sanguínea associada a cateter
sanguínea associadas à central), criando uma linha
linha central (CLABSI). central AUR de 217 na era ASP
pós-CLABSI, indicando uma
Pesquisa de campo mudança significativa e
quantitativa-descritiva. estatisticamente relevante no
processo.
PUBMED Fatores de risco FU, M. et al. Identificar os fatores de Foram incluídos 23 estudos, Foram identificados muitos
para a duração do risco que influenciam a dos quais 5 eram de alta fatores de riscos, como o peso do
internamento dos Front Pediatr (2023) sepse tardia em recém- qualidade e 18 de qualidade recém-nascido, a idade
recém-nascidos na nascidos, fornecendo moderada, não havendo gestacional, sepse, displasia
UTIN: uma revisão base para intervenções e literatura de baixa qualidade. bronco pulmonar, retinopatia da
sistemática redução do quadro Os estudos relataram 58 prematuridade, são necessários
prolongado. possíveis fatores de risco em estudos de melhor qualidade,
seis grandes categorias para que seja descoberto outros
Revisão bibliográfica. (fatores inerentes; tratamento fatores, e para ter outros estudos
pré-natal e fatores maternos; relacionados.
doenças e condições adversas
do recém-nascido; tratamento
do recém-nascido; escores
clínicos e indicadores
laboratoriais; fatores
organizacionais).
BVS Condições clínicas BORGES, A. I. G. et Identificar a relação entre Evidenciou-se que a glicemia Comorbidades como Enterocolite
e perfil metabólico al. a condição clínica dos se manteve estável desde a necrosante e sepse tardia
de prematuros do recém-nascidos admissão na unidade de apresentaram diferença
nascimento aos Revista Eletrônica prematuros com os seus terapia intensiva neonatal até estatística significativa nos níveis
seis meses de de Enfermagem perfis metabólicos aos seis meses de idade corrigida, de insulina. Isso sugere que a
idade corrigida. (2018) seis meses de idade sem diferença estatisticamente elevação da insulina pode ser um
corrigidos. significativa. No entanto, os indicador precoce de sepse. Os
níveis de colesterol total, RNPT são propensos a ter
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Pesquisa de campo triglicerídeos e insulina complicações metabólicas e
quantitativa-descritiva. apresentaram mudanças doenças cardíacas no futuro
significativas ao longo do devido a alterações nos níveis de
tempo, com aumento lipídios e insulina encontrados. A
significativo dos níveis de equipe de saúde deve monitorar
colesterol total e diminuição o nível de açúcar no sangue,
significativa dos triglicerídeos e perfil lipídico e insulínico e
dos níveis de insulina desde a administrar aminoácidos em alta
admissão aos seis meses de concentração para cuidar dos
idade corrigida. Foi possível RNPT durante a hospitalização e
notar uma maior concentração depois da alta. É importante
de insulina em pacientes com realizar mais pesquisas para
sepse tardia ou Enterocolite obter valores de referência para
necrosante esse grupo.
BVS Determinantes do LIMA, R. G. et al. Avaliar e determinar as Dos 181 prematuros A taxa de óbitos foi superior ao
óbito em maiores causas de óbitos analisados, 18,8% evoluíram verificado em pesquisas
prematuros de Rev. Bras. Saúde em bebês de unidades de para óbito. 72,4% semelhantes em outros países
Unidades de Mater. Infant. terapia intensiva apresentaram sepse precoce e como Suécia, Canada e China e
Terapia Intensiva (2020) neonatais no brasil. 35,4% sepse tardia, onde os o números de septicemias foi
Neonatais no maiores riscos foram os alto, sendo assim é importante
interior do Nordeste Pesquisa de campo prematuros que necessitaram ressaltar as desigualdades
quantitativa-descritiva. de reanimação, utilizaram sociais e regionais e a
surfactante na sala de parto necessidade de melhores ações
e/ou UTI neonatal, com uso de preventivas de infecções
7 ou mais dias de acesso relacionadas a assistência à
venoso central e maior número saúde (IRAS).
de dias de ventilação mecânica
invasiva.
11
5. DISCUSSÃO
Com o objetivo de dinamizar as informações desta revisão, optou-se pela
criação de três tópicos fundamentados nos artigos selecionados para este estudo.
5.1 Fatores determinantes da sepse
De acordo com Alemu, et al. (2019) e Fu, et al. (2023), apesar da
implementação de diversas intervenções preventivas, a identificação dos fatores
determinantes relacionados à sepse são cruciais e de suma importância, destacando-
se: idade gestacional menor que 37 semanas, ruptura prematura da membrana
(PROM), não chorar imediatamente ao nascer, receber reanimação após o
nascimento, necessidade de ventilação artificial, escore de APGAR menor que 7 no
quinto minuto, presença de febre no intraparto, histórico de infecção urinária ou
infecção sexualmente transmissível, falta de acesso a profissionais de saúde bem
treinados e demora na identificação e cuidado.
Conforme estudos realizados por Bekele, et al. (2022), a sepse neonatal é uma
doença que se agrava rapidamente, devido a imaturidade do sistema imunológico, em
particular nos neonatos prematuros, assim como evidenciou Alemu, et al. (2019) e Fu,
et al. (2023). A grande suscetibilidade do prematuro, também ocorre devido as
barreiras cutâneas, o mecanismo de defesa das mucosas e barreiras hemato
encefálicas estarem pouco desenvolvidas.
Fu, et al. (2023), ao analisar 23 estudos identificou 58 fatores de risco
relacionado ao tempo de internação de recém-nascidos em UTIN, sendo agrupados
em 6 categorias, que são: fatores inerentes; tratamento pré-natal e fatores maternos,
doenças e condições adversas do recém-nascido; tratamento do recém-nascido;
escores clínicos e indicadores laboratoriais; fatores organizacionais. Entretanto
ressalta os escores desenvolvidos especificamente para a medicina neonatal, como o
escore de APGAR, o escore para fisiologia aguda neonatal (SNAPPE), o índice de
avaliação de morbidade para recém-nascidos (MAIN), o índice de risco crítico para
bebês (CRIB), o índice de risco de transporte de estabilidade fisiológica (TRIPS) e
escala de Hassan. Portanto, de acordo com Alemu, et al. (2019) e Fu, et al. (2023), os
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fatores de risco mais críticos para recém-nascidos que possam apresentar sepse é o
baixo peso ao nascer, a idade gestacional menor que 37 semanas, (PROM), além dos
fatores sociodemográficos.
As características sociodemográficas também são fatores determinantes,
conforme aponta o estudo de Lima, et al. (2020) que conclui que a sepse neonatal é
uma das principais causas de morbidade e mortalidade neonatal em países em
desenvolvimento. O mesmo autor reforça a necessidade de uma maior atenção em
relação a saúde e nutrição materna, haja vista a necessidade de melhorar a
imunização da gestante e a melhoria no serviço de assistência perinatal com
profissionais capacitados e qualificados para identificar e prestar a devida assistência,
de maneira rápida e eficiente.
Segundo Alemu, et al. (2019) a sepse neonatal é, portanto, uma das principais
causas mundiais de morte neonatal, estimando que ocorram 1,4 milhões de mortes
neonatais em decorrência de infecções invasivas. Ressalta este mesmo autor que o
número de mortes varia conforme o tipo de população de cada país ou região e o tipo
de assistência que é oferecido e em países em desenvolvimento como a Etiópia a
idade gestacional e o peso corporal contribuem para cerca de 30 a 50% das mortes
neonatais, sendo a região sul deste país, o local com maior número de óbitos
neonatais, ou seja, a cada 1000 nascidos vivos, 35 entram em óbito.
Fazendo um comparativo com o Brasil em estudo realizado por Lima, et al.
(2020), no interior do nordeste, verificou-se que a maior parte dos neonatos
prematuros que apresentam APGAR menor que 7 no quinto minuto após o
nascimento, necessitaram de ventilação mecânica invasiva, sendo que 18.8% vieram
a óbito, devido a sepse. Os fatores determinantes segundo Lima et al (2020) foram:
falta de atendimento eficiente e especificado, falta de UTIN e até mesmo
acompanhamento pré-natal, fatores também encontrados em outros países como a
Etiópia, como descrito por Alemu et al. (2019).
Porém vale frisar que a taxa de mortalidade neonatal no Brasil ainda é menor,
pois as gestantes em determinados estados e regiões tem acesso ao pré-natal
adequado pelo Sistema Único de Saúde, o qual preconiza seguir as normas da OMS.
Mesmo com a realização do pré-natal adequado, de acordo com o estudo realizado
por, Borges, et al. (2018), verifica-se que o Brasil, ocupa o décimo lugar, com a
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estatística de 279.000 mil partos prematuros realizados anualmente. Defende este
mesmo autor que neonatos prematuros tendem a ter problemas metabólicos,
apresentar níveis de insulina elevados podendo ser um marcador precoce de sepse,
o que justifica a necessidade e importância do controle glicêmico em neonatos com
idade gestacional menor que 37 semanas (BORGES, et al., 2018).
5.2 O manejo de neonatos em sepse
Estudo realizado por Weiss, et al. (2020) fornece 77 declarações sobre o
manejo e ressuscitação de crianças com choque séptico e outras disfunções de
órgãos associadas à sepse, que foram discutidas entre especialistas no assunto e
consideradas como as melhores práticas e as recomendações fortes. As seis
principais recomendações são: contra o uso de óxido nítrico; contra o uso de
hidroxietilamido para ressuscitação volêmica; contra a reposição volêmica em bolus
em caso de hipotensão não presente; a favor da remoção de dispositivos de acesso
intravascular que sejam confirmados como a fonte de sepse ou choque séptico após
o estabelecimento de outro acesso vascular; contra o uso de insulina para manter a
glicose abaixo de 140 mg/dL, devido à falta de evidências de benefícios clínicos; e,
por último, iniciar a terapia antimicrobiana o mais rápido possível, dentro de 1 hora
após o reconhecimento, em crianças em choque séptico.
Ainda de acordo com Weiss, et al. (2020) foram consideradas como melhores
práticas: implementação de um protocolo para o manejo de crianças em sepse;
obtenção de hemoculturas antes do início da antibioticoterapia, terapia empírica de
antibióticos de amplo espectro, sendo restringida quando o patógeno for identificado
ou interromper em caso de não identificado, a ser definido pela equipe de
microbiologia; uso de dosagem de antibioticoterapia individualizada para tratamento
eficaz; e, por fim, o acompanhamento e monitoramento diário clínico e laboratorial
para evitar a administração desnecessariamente prolongada da terapia
antimicrobiana.
Colaborando com os dados sobre antibioticoterapia de Weiss, et al. (2020), o
estudo de Berardi, et al. (2021) utilizando o protocolo ‘’ Antimicrobial stewardship’’,
que visa minimizar as consequências do uso de antibióticos sem diminuir a segurança
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do paciente em recém nascidos de muito baixo peso, afirma que o uso do protocolo
não diminui a chance dessa população receber antibiótico, devido ao alto risco dessa
amostra, mas auxilia na diminuição da duração do tratamento, possibilitando a
prevenção de bactérias multirresistentes.
5.3 O enfermeiro e o neonato em sepse
Estudo realizado por Kung, et al. (2019), ressalta que as infecções relacionadas
a corrente sanguínea (ICS), são as causas mais comuns de infecção em neonatos,
principalmente de baixo peso e, resultam de inúmeros fatores, como por exemplo,
antibióticos frequentemente utilizados combinados com intervenções invasivas.
Enfatiza este mesmo autor que além da transmissibilidade dos patogênicos estarem
relacionadas a falta da higienização das mãos dos profissionais presentes da UTIN,
os altos níveis de infecções também estão relacionados a alta carga de trabalho por
parte da equipe de enfermagem, que, conforme Kung, et al. (2019) tem ocorrido pelo
crescente aumento do número de pacientes internados na unidade de terapia
intensiva neonatal.
Mesmo com a sobrecarga no âmbito de trabalho, Harley, et al. (2021)
evidenciou que, o enfermeiro é o primeiro contato com o paciente no Departamento
de Emergência, sendo eles responsáveis pela avaliação inicial, contínua e de
autoavaliação para determinar se as perguntas iniciais foram respondidas. Os
enfermeiros é quem estão posicionados de forma correta para reconhecer e
encaminhar a sepse, demanda de responsabilidade do enfermeiro, ocasionando na
elevação da taxa de internados na UTIN, decorrendo mais casos, conforme aborda
KUNG, et al. (2019).
Devido as taxas de trabalho exacerbadas o estudo indica uma associação
significativa entre altas cargas de trabalho da equipe de enfermagem, elevando então
os casos de ICS (KUNG, et al., 2019). Consequentemente, quanto maior a quantidade
de paciente com infecções, maior será a quantidade de medicamentos administrados
para combater tais infecções, acarretando o uso elevado dentro das UTIN. (SHUKLA,
et al., 2020)
Para Shukla, et al. (2020), escolher o uso de antibiótico de forma consciente
15
durante o tratamento, reduz procedimentos desnecessários, com o objetivo de
melhorar os resultados alcançados pela equipe de enfermagem. A maior duração do
antibiótico, resulta em hospitalização mais longa, aumentando as chances de uma
infecção neonatal, um ponto considerado relevante pela Rede Neonatal Canadense
(Shukla, et al. 2020, p. 861-868, apud TING, 2019, p.143). Não somente possuir um
raciocínio clínico e crítico nas decisões dos manejos, conforme citado, mas também
possuir um ambiente estruturado e devidamente organizado, conforme aborda Cuttini,
et al. (2020).
Colaborando com os dados sobre o enfermeiro assumindo o comando na
tomada de decisões de Shukla, et al. (2020), o estudo de Cuttini, et al. (2020) descreve
que padronizar as práticas exercidas dentro das UTINs, disponibilizar novos
conhecimentos, participar de pesquisas, entre outros pontos, acarreta a mudança
significativa da unidade de terapia intensiva consequentemente acarretando melhoria
em quadros de sepse. Conforme Cuttini, et al. (2020) aborda, dentro de UTINs, foram
feitos estudos quantitativos, com médicos e enfermeiros, onde observou-se que com
planejamentos adequado a melhoria no funcionamento de unidades de terapia
intensiva neonatal é evidente.
A equipe de profissionais da saúde abordadas no estudo de Cuttini, et al. (2020)
ressalta que após a implementação do National Institute for Health and Care
Excellence (NICE) houve melhora em quadros de sepse, por exemplo. Contudo,
implementar novas nomas e diretrizes poder ocasionar uma mudança bem-sucedida
no ambiente e na equipe como um todo, ajudando então no tratamento do neonato.
Além do ambiente estruturado após a mudança impulsionada nas UTIN
mencionado por Cuttini, et al. (2020), Shukla, et al. (2020) também defende que, o uso
excessivo de antibióticos na UTIN pode ocorrer como resultado do início do tratamento
para indicações inadequadas ou devido a duração de tratamento desnecessariamente
prolongadas. Uma alta taxa de uso de antibióticos contribuiu para o aumento
acentuado na prevalência de microrganismos resistentes a antibióticos.
O estudo realizado por Shukla et al. (2020) demonstra que envolver a equipe
de enfermagem e permitir que os enfermeiros responsáveis assumam o comando teve
um impacto positivo. O estudo também destaca que a responsabilidade pela
interrupção dos antibióticos foi atribuída às enfermeiras, visando promover o
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conhecimento e garantir que a equipe esteja atualizada sobre a adequação da
medicação. Ao observar a descontinuação dos antibióticos, a equipe de enfermagem
assumiu o controle e passou a liderar a discussão sobre a indicação e a duração
desses medicamentos, com autonomia.
Tanto para Kung, et al. (2019) quanto para Shukla, et al. (2020), a enfermagem
deve sim assumir o seu papel de liderança durante o processo de tratamento,
justamente para não sobrecarregar os setores e para oferecer uma terapia correta
para os pacientes presentes na UTIN ofertadas em um ambiente organizado,
estruturado, que evidencia a prática baseada em evidência cientifica, como aborda
Cuttini, et al. (2020) em seu estudo, não submetendo os neonatos e não neonatos a
práticas desnecessárias.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A sepse neonatal é uma doença grave que afeta principalmente recém-
nascidos prematuros devido à imaturidade do sistema imunológico. É uma das
principais causas de mortalidade neonatal em todo o mundo, com variações entre
países e regiões. O acesso a cuidados pré-natais adequados, como os oferecidos
pelo Sistema Único de Saúde no Brasil, tem um impacto positivo na redução da taxa
de mortalidade neonatal. No entanto, ainda há desafios, como o alto número de partos
prematuros e a falta de acesso a maternidades de referência e unidades de terapia
intensiva neonatal.
Embora haja poucos trabalhos publicados referente a esse tema, é de extrema
importância salientar e frisar que a sobrecarga de trabalho da equipe de enfermagem
nas unidades de terapia intensiva neonatal é um fator relevante na ocorrência de
infecções relacionadas à corrente sanguínea. Pode-se associá-las as altas cargas de
trabalho, falta de higienização das mãos e o aumento de infecções. O uso consciente
de antibióticos e a liderança da equipe de enfermagem são essenciais para evitar
procedimentos desnecessários e melhorar os resultados para os pacientes.
Em resumo, a prevenção e o cuidado da sepse neonatal requerem a
identificação dos determinantes, atenção à saúde materna, acesso a profissionais
capacitados, uso racional de antibióticos e uma abordagem abrangente que envolva
a liderança da equipe de enfermagem. Essas medidas podem contribuir para a
17
redução da morbidade e mortalidade neonatais associadas à sepse.
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