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Análise de Mercado do Alho no Brasil

O documento apresenta um trabalho de economia rural focado na produção e comercialização de alho no Brasil, destacando a importância do alho como hortaliça e seu mercado. A análise SWOT revela oportunidades e ameaças, além de definir objetivos e estratégias para aumentar a produtividade e expandir o mercado. O texto também aborda práticas agrícolas, controle de qualidade e a necessidade de inovação na produção para atender à demanda crescente.
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Análise de Mercado do Alho no Brasil

O documento apresenta um trabalho de economia rural focado na produção e comercialização de alho no Brasil, destacando a importância do alho como hortaliça e seu mercado. A análise SWOT revela oportunidades e ameaças, além de definir objetivos e estratégias para aumentar a produtividade e expandir o mercado. O texto também aborda práticas agrícolas, controle de qualidade e a necessidade de inovação na produção para atender à demanda crescente.
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UNINASSAU - UNIFACIMED - CURSO DE GRADUAÇÃO

DEPARTAMENTO DE AGRONOMIA

DISCIPLINA ECONOMIA RURAL

CACOAL
2024
Economia Rural
Desenvolvimento de Empresas
Rondon Alhos

Trabalho de economia rural apresentado no


curso de graduação em agronomia pela
universidade Uninassau com o intuído de
obtenção de nota semestral.

Docente: Profº:

CACOAL
2024
1. Definir Negócio da Empresa

 Alho – Rondon Alhos


O alho é uma hortaliça produzida em todos os continentes, sendo utilizada
como condimento na alimentação humana e também para fins medicinais. O
continente asiático (especialmente China e Índia) dominam a produção,
equivalente a 85% da quantidade global (30.708.243 toneladas). Já nas
exportações, a China e a Espanha são os principais destaques, tendo vendido
77% e 8% da totalidade exportada, respectivamente. O Brasil apesar de ser
responsável por apenas 0,4% da produção mundial é o segundo maior
importador e o sétimo maior consumidor global da hortaliça, à frente da Rússia
e de outros países asiáticos. Em 2019 o país consumiu 296.912 toneladas (1%
total mundial), desse valor aproximadamente 165.000 toneladas são produzidas
nacionalmente e o restante adquirido principalmente de China, Argentina,
Espanha e Egito (recentemente o país adquiriu pequenas quantidades do Peru
e do Chile).

2. Qual é o mercado a ser atingido

 Mercados regionais, vendas e mercearias


 Varejistas
 Restaurantes
 Feiras livres
 Vendedores Ambulantes

O alho produzido no Brasil representa 40% do consumido no país, o


equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão por ano.

3. Qual é o cliente publico alvo

As pessoas que normalmente fazem suas compras nos mercados ou em


feiras podem ter acesso a este condimento que é utilizado pela grande maioria
dos brasileiros o tornando assim muito rentável para comercialização. Findamos
ainda que nos dias atuais temos vendedores ambulantes (mascates) que fazem
a comercialização de produtos embalados de casa em casa assim possibilitando
o aumento da comercialização e disseminação do produto em vários locais.

4. O que o cliente compra

O comerciante adquire caixas fechadas com quantidades que variam


entre 15KG em embalagens plásticas e também caixas de 30KG que são a
granel. O cliente final pode adquirir pacotes do produto, a granel e também o
produto triturado pratico e sem perca de tempo, todo o produto sempre passado
por uma rigorosa inspeção tanto agronômica quanto inspeção nutricional para
sempre levar qualidade e higiene ao cliente. Todas as embalagens devidamente
lacradas.

5. Pontos fortes e pontos frascos da empresa

Pontos Fortes

1. Agricultura ecológica: Usando técnicas agrícolas sustentáveis e


incorporando composto de cobertura morta, a fazenda de alho pode
produzir colheitas ambientalmente amigáveis e saudáveis.
2. Distribuição direta: A venda diretamente para varejistas e restaurantes
locais garante que o algo seja fresco e possa ser distribuído rapidamente.
3. Equipamento de qualidade: Investir em ferramentas e equipamentos de
qualidade pode aumentar a eficiência e melhorar a qualidade das culturas
do alho.
4. Capacitação: Uma equipe experiente pode ajudar a produzir culturas
consistentes e de alta qualidade ao longo do ano garantindo um
suprimento estável de alho.
5. Soluções de armazenamento e embalagens funcionais: A fazenda de
algo pode desenvolver soluções de armazenamento e embalagem para
preservar o alho e facilitar a distribuição, mantendo a qualidade do
produto.
Pontos Fracos

1. Padrões climáticos inconsistentes: A agricultura de alho pode ser


suscetível a padrões climáticos imprevisíveis, como seca prolongada, o
que pode afetar o rendimento da colheita.
2. Alto investimento inicial: Iniciar uma fazenda de alho exige muito
investimento de capital, incluindo a aquisição de terras, compra de
equipamentos e contratação de mão-de-obra especializada.
3. Mercado limitado: A venda de alho para varejistas e restaurantes locais
pode limitar o alcance do produto e reduzir o potencial fluxo da receita.
4. Requisitos de trabalho intensivos: A agricultura de alho requer intensa
mão-de-obra manual, que pode aumentar os custos operacionais e limitar
a escalabilidade.
5. Sazonalidade: O algo tem uma estação de crescimento limitada e pode
não estar disponível, todo o ano, o que pode tornar a previsão da oferta e
demanda desafiadora.

6. As oportunidade e ameaças de mercado

OPORTUNIDADES

1. Aumento da demanda: O aumento da conscientização dos benefícios a


saúde do alho criou uma alta demanda pelo produto orgânico cultivado
localmente.
2. Diversificação: A agricultura do algo pode ser combinada com outras
culturas como cebola, batata e ervas, para diversificar os fluxos de
produção e receita.
3. Colaboração: A colaboração com varejistas e restaurantes locais pode
criar um mercado sustentável para a fazenda de alho gerando lucro e
reconhecimento da marca.
4. Turismo: Festivais do algo e passeis pela fazenda de alho podem atrais
turistas, além de gerar receita adicional.
5. Educação: A agricultura de alho pode ser usada como uma ferramenta
educacional para ensinar crianças e adultos sobre práticas agrícolas
sustentáveis e a importância de produtos cultivados localmente.

AMEAÇAS

1. Mudanças climáticas: Condições climáticas extremas imprevistas, como


secas ou inundações, podem afetar adversamente o crescimento e
rendimento das culturas.
2. Infestações de pragas: Insetos e doenças de culturas podem danificar
as culturas de alho, resultando em rendimentos diminuídos e custos mais
altos do gerenciamento de pragas.
3. Concorrência: Outros agricultores ou fornecedores de alho podem entrar
no mercado e oferecer produtos a preços mais baixos, levando a
diminuição da lucratividade e participação de mercado.
4. Alterações regulatórias: Leis e regulamentos relacionados a agricultura
e segurança alimentar podem mudar e impedir as operações e as vendas
da fazenda.
5. Saturação de mercado: Um aumento na produção e competição de algo
no mercado local pode levar a saturação e reduzir a demanda pela oferta
de algo na fazenda.

A realização de uma analise SWOT, incluindo essas ameaças, juntamente com


pontos fortes e fracos e oportunidades pode ajudar a administração da fazenda
a preparar um plano estratégico para enfrentar desafios e capitalizar
oportunidades de crescimento e sucesso.

7. Definir Objetivos
Apesar de ser algo essencial na mesa da maioria dos Brasileiros ainda se
tem um déficit em algumas regiões do país. Devido ao alto grau de tecnificação
da cultura em fazendas de maior escala, a produção, por outro lado, é mais
concentrada nas propriedades não familiares (80% da produção). Mesmo que as
fazendas familiares representem uma participação menor da produção, o alto
valor agregado por hectare confere um diferencial de renda a esses agricultores.

Visamos a maior disseminação de produção, assim espalhando mais


fazendas de produção pelo brasil e obtendo maior receita além de poder levar
produtos de maior qualidade a mesa do consumidor final.

8. Estabelecer Metas

1. Aumento da produtividade por hectare: O tamanho do mercado de alho


é estimado em US$ 539,35 milhões em 2024, e deverá atingir US$ 616,20
milhões até 2029, crescendo a um CAGR de 2,70% durante o período de
previsão (2024-2029).
2. Expansão de variedades: A crescente demanda do consumidor por
alimentos de conveniência saudáveis, sem comprometer seu sabor,
juntamente com a capacidade do alho de permanecer estável na prateleira
sem alterar seu sabor, impulsiona o crescimento do seu mercado.
3. Expansão de novos clientes e áreas: A demanda por alho está
aumentando em vários setores, como as indústrias de processamento,
onde as vendas de picles e produtos de curry são altas. O alho também é
amplamente utilizado em produtos fitoterápicos, incluindo pastas e
medicamentos, a indústria alimentícia e de saúde está impulsionando o
mercado vegetal também é famoso por ser utilizado como aromatizante
em diversas cozinhas. A enorme demanda por alho em pó devido às suas
diversas aplicações, também é usado em várias preparações alimentícias,
como Chutneys, Picles, Curry em pó, Vegetais ao Curry, Alho em pó,
preparações de carne e produtos à base de carne, ketchup de tomate, etc.

9. Traçar as estratégias

1. Fortalecer o mercado de importações e exportações: Desde de 2020,


observa-se uma queda drástica das importações do alho da China devido
a vários fatores, como a pandemia, falta de navios e containers, frete
caro, cassação de liminares, dólar acima dos R$ 5,20 e, principalmente,
pela maior oferta do alho brasileiro tanto em volume, como qualidade
padrão e preços competitivos. Apesar da perda de espaço no Brasil, o
país asiático segue com prática predatória de mercado. O custo médio
para internalizar o alho chinês, em dezembro de 2022, com base no preço
FOB de US$ 9,00/caixa, frete de US$ 2,50/caixa e dólar de R$ 5,20, foi
de R$ 130 a caixa de dez quilos, pagando a taxa de antidumping. Alhos
com liminares chegaram aos importadores a R$ 90,00. A expectativa da
safra 2023/2024 e de colher 402 mil toneladas.
2. Buscar melhores cultivares de qualidade genética superior:
Buscando cultivares com melhor condição genética podemos nos
assegurar de que a cultura que estaremos desenvolvendo se torne
melhor aproveitada tanto para plantio quanto para o consumo, através de
uma nova técnica que consiste em eliminar os vírus nos bulbilhos do alho
por meio de técnicas de micropropagação em laboratório, em seguida, as
plantas são multiplicadas in vitro e submetidas a testes para assegurar a
eliminação dos vírus. As plantas multiplicadas a partir desse processo
são cultivadas em telados especiais à prova de insetos, como ácaros e
pulgões, que transmitem viroses e outras doenças. O procedimento
assegura que as plantas do alho estarão sadias, assim como os bulbilhos
utilizados como sementes. Além da produtividade, outro do impacto
relacionado à adoção do ALV diz respeito ao aumento do valor comercial
da hortaliça, em razão da qualidade e do maior tamanho dos bulbos, o
que resulta numa maior aceitação e, consequentemente, melhor
remuneração.
3. Logística e Transporte: Motoristas experientes e altamente qualificados
para operar uma frota, equipados proporcionando melhor aproveitamento
e redução de custos na operação de carga e descarga, além de uma
gestão de frota que visa à redução de custos com combustível e
atendimento fiel a rota planejada que é evidenciada através de
equipamentos que possibilitam o monitoramento das paradas, da
velocidade e quilometragem percorrida, com o objetivo de implantar
ações preventivas e de melhorias para que o transporte seja feito de
maneira rápida e eficiente, investir em empresas de transporte
especializadas ou em uma frota própria podem ser alternativas a serem
estudadas, usufruindo da logística e dos próprios centros de
distribuições.

10. Definir os Controles

1. Preparo de área: Não há exigências quanto ao solo. O alho pode ser


plantado em solos menos férteis, com menor disponibilidade de
nitrogênio. Mas o ideal é um solo leve, bem drenado e rico em matéria
orgânica. O pH do solo pode ser de 5,5 a 8,3 (pH ideal de 6,2 a 7). Um
eficiente preparo de solo é fundamental para o cultivo do alho,
proporcionando um bom desenvolvimento de raízes e formação de
bulbos. É aconselhável fazer uma aração com profundidade mínima de
20 cm e uma ou duas gradagens, procurando deixar o solo bem
destorroado. A aração deve ser feita 45 a 60 dias antes do plantio,
seguida da primeira gradagem para melhor incorporação do corretivo ao
solo. A segunda gradagem deve ser feita bem próximo ao plantio, para
que o terreno fique bem destorroado. O encanteiramento pode ser feito
manualmente ou de forma mecanizada com enxada rotativa ou auxílio
de um rotoencanteirador. A largura dos canteiros varia de acordo com o
tamanho do encanteirador, esquemas de plantio em linhas duplas ou
simples e espaçamentos. Os canteiros devem ser construídos com 1,20
a 2,10 m de largura com carreadores de 20 a 40 cm. Deve-se evitar a
utilização de canteiros muito largos que obrigam os trabalhadores a
caminharem entre as linhas de plantio, causando compactação e
prejudicando o desenvolvimento e qualidade dos bulbos. O comprimento
dos canteiros varia de acordo com o terreno, sempre respeitando as
curvas de nível, para protegê-los da erosão.
2. Adubação: O alho apresenta boa resposta à adubação orgânica que
pode ser feita tanto na forma de composto, de esterco de gado ou de aves
completamente curtido. Para o esterco de gado ou composto, a
quantidade recomendada é de 30 t ha-1. Quando o esterco for de galinha,
recomendam-se 10 t ha-¹. A distribuição do adubo orgânico é feita a lanço
sobre o terreno, antes da última gradagem para uma boa incorporação. A
adubação química deve aplicada diretamente nos canteiros e
incorporada. Em caso de aplicação localizada, adubo químico dever ser
colocado cerca de 5 cm abaixo e ao lado dos nos sulcos de plantio,
evitando contato direto com os bulbilhos. A adubação foliar pode ser
usada com êxito na cultura para correção de deficiências de
micronutriente como boro (B) e zinco (Zn) e também para adubação com
uréia e sulfato de Magnésio. Devido à intensa cerosidade das folhas, o
uso de espalhante adesivo é fundamental para se ter sucesso com esta
prática.
3. Sistema de plantio: Durante muitos anos o plantio do alho foi realizado
em fileiras simples espaçadas 20 a 25 cm entre as linhas por 8 a 10 cm
entre as plantas, gerando um estande de 400 a 600 mil plantas por
hectare. Atualmente recomenda-se que os espaçamentos sejam definidos
em função do tamanho/peso dos bulbilhos (Tabela 5) e, o uso do esquema
de plantio em fileiras duplas tornou-se corriqueiro, principalmente em
sistemas mais tecnificados. O plantio em canteiros largos com 4 linhas
duplas tem sido preferido por alguns produtores, permitindo
simultaneamente uma melhor aeração e um maior adensamento da
cultura. Nesse caso utilizam-se espaçamentos de 30 a 40 cm entre fileiras
duplas, 10 a 12 cm entre fileiras simples e 8 a 10 cm entre plantas.
Normalmente os bulbilhos são plantados a uma profundidade de 2 a 3 cm
e os estandes, neste sistema de cultivo, variam de 350 a 450 mil plantas
por hectare, dependendo do espaçamento utilizado.

3.1. Tabela. Recomendações de densidade de plantio para cultura do


alho em função do peso dos bulbilhos.

O plantio pode ser feito em sulcos ou pequenas covas no sentido


longitudinal ou transversal do canteiro (Figura 9). No caso de plantios sem
canteiros, as linhas de plantio devem respeitar as curvas de nível. O plantio tem
sido feito de forma manual tanto por grandes quanto por pequenos produtores.
Entretanto, muitos produtores já estão avaliando o uso plantio mecanizado,
buscando redução de custos devido à escassez de mão-de-obra que precisa ser
especializada para o plantio do alho.
Não é necessário que os bulbilhos sejam plantados com o ápice para
cima, embora a maioria dos produtores prefira esse método para facilitar e
abreviar a emergência da cultura.

3.2. Figura. Plantio do alho em sulcos (a esquerda) e em covas (direita)


Fotos: Francisco Vilela Resende
3.3. Figura. Etapas do plantio, emergência e desenvolvimento da
cultura do alho. Fotos: Marco Antônio Lucini

3.4. Figura. Cultivo do alho em canteiros com quatro fileiras simples e


com quatro linhas duplas. Fotos: Francisco Vilela Resende

4. Controle Cultural: O uso de fungicidas é a principal medida de controle


da doença, principalmente na região Sul do país, onde as temperaturas
são mais amenas. No entanto a rotação de culturas, a manutenção de
uma adubação equilibrada e a eliminação de plantas e bulbilhos
remanescentes são medidas que também devem ser adotadas. As
doenças que atacam a cultura do alho podem ser separadas em dois
grupos, as que ocorrem no solo atacando os bulbos e as raízes e as
foliares.
DOENÇAS DO SOLO DOENÇAS FOLIARES
Podridão-branca Mancha púrpura
Fusariose (podridão-seca) Ferrugem
Raiz rosada Queima bacteriana ou bacteriose do alho
Mofo Azul

5. Colheita e Armazenagem: O alho deve ser colhido quando


aproximadamente 2/3 das folhas estiverem amarelas ou secas. Nesta
fase, os bulbos encontram-se fisiologicamente maduros e não haverá
prejuízos à conservação dos mesmos após a colheita. A colheita pode ser
feita manualmente com auxílio de ferramentas, mecanizada com
máquinas desenvolvidas especificamente para este fim ou através de
uma lâmina tracionada por trator que desprende os bulbos e facilita a
colheita manual

A colheita deve ser feita em dias de sol e quando possível, pela manhã. A fase
inicial da cura ao sol pode ser feita no próprio local da colheita ou em terreiros.
Nesta fase, os bulbos são distribuídos um ao lado do outro em fileiras, de tal
modo que os bulbos de cada fileira sejam recobertos pelas ramas da fileira
subsequente. A continuação da cura é feita em galpões, à sombra. Recomenda-
se curar por três a cinco dias ao sol, e posteriormente por 20 a 50 dias à sombra.
É importante que durante a cura e o armazenamento por longos períodos os
bulbos sejam mantidos com folhas e raízes. Durante o período de cura ainda
ocorre remobilização de nutrientes para o bulbo a partir da parte aérea e raízes.
No caso de armazenamento de alho semente, o toalete de folhas e raízes deve
ser feito o mais próximo possível da época de plantio. A duração da cura à
sombra varia de acordo com a modalidade da comercialização. Em geral, o alho
é trançado em réstias ou amarrado em molhos e pendurado com rama para cima
em galpões, onde fica aguardando o beneficiamento, para ser embalado e
comercializado. O armazenamento deve ser feito em local bem seco, bem
ventilado e de pouca luz.

5.1. Figura. Cura e armazenamento em galpão na forma de réstias (A)


ou molhos (B). Fotos: José Luis Pereira; Francisco Vilela Resende.

A cura está completa quando as ramas estiverem com aparência bem


seca, cor amarelo palha, diâmetro do colo reduzido e a película externa do bulbo
desprendendo-se com facilidade. Para o alho nobre roxo, a cura em galpões
acentua a coloração arroxeada da película de proteção dos bulbilhos,
valorizando e aumentando a aceitação deste tipo de alho pelo mercado.
Para classificação devem ser seguidas normas da portaria nº 242, de
17/09/1992, do MAPA, que prevê a classificação em grupos (alho nobre e alho
comum), subgrupos (bulbos brancos e bulbos roxos) e classes de tamanho.
Entretanto, o mercado brasileiro convive com outras classificações de alho por
tamanho como as preconizadas pelo mercado chinês e pelo MERCOSUL que
tem sido adotada pelos grandes produtores de alho brasileiro.

5.2. Tabela. Classificação dos bulbos de alho destinados a


comercialização em classes conforme o diâmetro transversal do
bulbo.

6. Rentabilidade: Em uma análise de estimativas de custos e resultados da


cultura do alho, permite concluir que a atividade é viável. A lucratividade
para um hectare foi de 12,41% considerando um faturamento de R$
266.076,86 e investimento de R$ 58.283,80. Concluindo que o
empreendimento é totalmente viavel mesmo tendo alto investimento
inicial e rápido, dando um retorno exponencial e com previsões de
possivel crescimento.
REFERENCIAS:

[Link]
[Link]
[Link]
%C3%A7%C3%A3o+de+Alho/64258d94-6bb8-4826-a0e9-ece47aa434ff
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ULTURA%20DO%20ALHO%[Link]
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market
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/publicacao/1015251/secagem-beneficiamento-e-armazenamento-de-graos
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que-mudou-a-producao-de-alho-no-brasil-completa-30-anos
[Link]
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