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Sistemas de Comunicação: Tipos e Vantagens

O documento aborda sistemas de comunicação, incluindo suas classificações e tipos, como comunicação com e sem fio. Discute vantagens e desvantagens de sistemas sem fio, técnicas de modulação de acesso múltiplo e canais de comunicação, além de propriedades e distúrbios que afetam a transmissão de sinais. Também explora ondas eletromagnéticas e a propagação de ondas de rádio, detalhando o espectro de frequências utilizado em telecomunicações.

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Ursinho Da Sr.
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Sistemas de Comunicação: Tipos e Vantagens

O documento aborda sistemas de comunicação, incluindo suas classificações e tipos, como comunicação com e sem fio. Discute vantagens e desvantagens de sistemas sem fio, técnicas de modulação de acesso múltiplo e canais de comunicação, além de propriedades e distúrbios que afetam a transmissão de sinais. Também explora ondas eletromagnéticas e a propagação de ondas de rádio, detalhando o espectro de frequências utilizado em telecomunicações.

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PREPS

Sistemas de Comunicação
- Conjunto organizados de dispositivos, redes e protocolos que permitem a troca de informações
entre diferentes partes.
- São constituídos por elementos como transmissor, canal de comunicação e receptor.

Classificações:
- Quanto ao tipo de sinal:
= Analógico
= Digital

- Quanto ao tipo de canal de comunicação:


= Comunicação com fio (wired communication)
= Comunicação sem fio (wireless communication)

Sistemas de comunicação sem fio


- Consiste na transferência de dados e informação entre dispositivos sem a utilização de cabos.
- Por exemplo: Wi-Fi, comunicações via satélite, radio, comunicação Telefonica, etc.

Vantagens:

- Mobilidade: a liberdade de movimento. Dispositivos sem fio permitem que você se mova
livremente sem se preocupar com cabos.

- Acesso Remoto: você pode acessar informações e serviços à distancia

- Conveniência: conector dispositivos sem fio é rápido e fácil.

- Escalabilidade: redes sem fio podem ser facilmente expandidas para cobrir áreas maiores sem a
necessidade de cabo adicional.

- Flexibilidade: a infraestrutura sem fio é útil em locais onde a instalação de cabos é difícil ou caro,
como em áreas rurais ou edifícios históricos.

- No caso de acidente do fogo, cheias, ou outro tipo de desastre, a perda da infraestrutura de


comunicação será mínima.

Desvantagens:

- Interferência

- Segurança

- Velocidade Limitada

- Alcance Limitado
- Dependência de Energia

- Padrões em Evolução

Ondas electromagnéticas

- São formas de energia que viajam pelo espaço sem precisar algo para se mover. Elas incluem rádio,
luz, micro-ondas e outras, usadas em comunicações e tecnologias sem fio.

Tipo de comunicação sem fio

 Ondas de radio
- Um tipo de onda eletromagnética, que são formas de energia que se propagam através do espaço
sem a necessidade de um meio material para se deslocarem.

 Wi-Fi

- Permite dispositivos se conectarem a redes locais e à internet sem a necessidade de fios.

 Bluetooth

- Projectando para comunicação de curta distancia, geralmente dentro de cerca de 10 metros.

 Celulares

- Permite comunicação sem fio enquanto se desloca, através de redes celulares.

Técnicas de modulação de acesso múltiplo


As técnicas de modulação de acesso múltiplo são utilizadas para permitir que múltiplos dispositivos
compartilhem o mesmo meio de comunicação, como um canal de transmissão sem fio, de forma
eficiente e coordenada.

 Múltiplo acesso por divisão de frequência FDMA

É um método de acesso ao canal que baseia-se na divisão da banda de frequência disponibilizada em


faixas de frequência relativamente estreitas, 30khz cada, as quais são denominadas canais e que são
alocadas exclusivamente a um usuário durante todo o tempo de sua conexão (chamada).
Vantagens:

- Oferece banda larga dedicada para cada dispositivo, reduzindo a probabilidade de colisões.

- Eficiente para transmissões continuas, como chamadas de voz.

- Bom para ambientes com interferência em frequência especificas.

Desvantagens:

- Ineficiente se dispositivos não utilizarem a largura de banda alocada.

- Para cada canal analógico é utlizado por um utilizador de cada vez.

- Requer uma gestão precisa das atribuições de frequência para evitar sobreposições.

 Acesso múltiplo por divisão de frequência ortogonal (OFDMA)

O acesso múltiplo é obtido no OFDMA atribuindo subconjuntos de subportadoras a usuários


individuais. Isso permite a transmissão simultânea de baixa taxa de dados de vários usuários.

Vantagens:

- Oferece diversidade de frequência espalhando as portadoras por todo o espectro usado.

- Atraso mais curto e atraso constante.

- Permite a transmissão simultânea de baixa taxa de dados de vários usuários.

Desvantagens:

- Maior sensibilidade a desvios de frequência e ruido de fase.

- Poucos usuários em uma célula de estacão base estão transferindo dados simultaneamente a uma
taxa de dados baixa e constante.

 Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo TDMA


O TDMA permite que vários utilizadores partilhem o mesmo canal, dividindo-o em timeslots. Quando
existem varias chamadas no mesmo canal, a transmissão destas é feita ciclicamente entre si durante
um determinado período de tempo (timeslots).

Vantagens:

- Alocação precisa de slots de tempo evita colisões.

- Eficiente para lidar com um grande numero de dispositivos, pois cada um tem um slot de tempo
dedicado.

- Escalável, pois novos dispositivos podem ser alocados em slots adicionais.

Desvantagens:

- Sincronização rigorosa entre dispositivos é necessária.

- Ineficiente se a carga de tráfego não for uniformemente distribuída.

 Acesso Múltiplo por divisão de tempo dinâmico (Dynamic TDMA)

Dynamic TDMA é uma variação do TDMA que envolve a alocação dinâmica de slots de tempo com
base nas necessidades de tráfego e na demanda dos dispositivos na rede.

Vantagens:

- Uso eficiente do espectro

- Adaptação às mudanças

- Priorizacao de tráfego

- Flexibilidade

Desvantagens:

- Complexidade

- Atraso variável

- Overhead de controle
 Acesso Múltiplo por divisão de código CDMA

O CDMA multiplica a informação digital por códigos de taxa mais elevada espalhando o espectro do
sinal em uma faixa-larga compartilhada com outros códigos.

Vantagens:

- Uso eficiente do espectro de frequência, pois varias transmissões

- Capacidade de lidar bem com interferências

- Adequado para transmissões de voz e dados

Desvantagens:

- Complexa codificação e decodificação necessárias

- Sensível a interferências devido a sobreposição de sinais

 Wide Band Code Division Multiple Access (WCDMA)

WCDMA é uma tecnologia de comunicação sem fio usada principalmente em redes 3G e 4G para
fornecer serviços de voz e dados móveis. Ele é baseado na técnica de acesso múltiplo CDMA, que
permite que vários dispositivos compartilham a mesma faixa de frequência usando códigos únicos
para modular suas transmissões.

Vantagens:

- Maior largura de banda

- Qualidade de voz melhorada

- Suporte a dados e voz

- Adaptação às condições de propagação

Desvantagens:

- Complexidade de implementação

- Requer infraestrutura avançada

- Consumo de energia

 Acesso Múltiplo por divisao especial (SDMA)

Também conhecido como “beamforming”, o SDMA explora os diferentes caminhos de propagaca de


sinal para transmitir e receber de diferentes direcções. Isso é usado para melhorar a capacidade e a
qualidade do link em sistemas com múltiplas antenas, como MIMO (Multiple-Input Multiple-
Output).

Vantagens:

- Mitigação de multipath: lida eficazmente com ploblemas de multipath em ambientes desafiadores.

- Diversidade espacial: utiliza múltiplas antenas para melhorar a qualidade de comunicação.

- Melhoria na qualidade de serviço (QoS). Oferece QoS superior devo à alocação de recursos
espaciais.

Desvantagens:

- Complexidade de implementação em ambientes de alta densidade de usuários.

Canais de Comunicação
Canal é um meio físico entre os sistemas de transmissão e recepção, por onde trafegam os sinais
elétricos ou eletromagnéticos da informação. O termo é utilizado para especificar um meio de
comunicação. Existem 3 tipos de canais: Canal Fio, Canal Rádio, Canal fibra Óptica

- Canal Fio

É formado por pelo menos dois fios condutores elétricos, pelos quais trafegam os sinais da
informação. O sistema de telefonia fixa utiliza esse tipo de canal; sua rede física é constituída por fios
e cabos, interligando os assinantes à central telefônica. Os dados são transmitidos em formato de
sinais elétricos; Sua rede física e constituída por fios e cabos; Usados mais na telefonia fixa e TV

- Canal radio

É um segmento do espectro de frequências, com largura de banda BW, ocupado pela onda
eletromagnética que transporta a informação. O espaço livre é o meio físico das comunicações via
rádio. Os dados são transmitidos em formato de sinais eletromagnéticos; É de menos custo, porém é
mais susceptivel a ruídos e interferências;

- Canal fibra óptica

A fibra óptica é um elemento monofilar de estrutura cristalina, condutor de luz, que transporta a
informação na forma de energia luminosa. Apesar de possuir alto índice de refração e a luz ao se
propagar na fibra, o sinal sofre atenuação e dispersão.

O canal óptico apresenta as seguintes vantagens:


 Maior capacidade de transmissão de dados, com largura de faixa de aproximadamente 40 THz e
taxas de transmissão da ordem de 40 Gb/s.

 Baixa atenuação.

 Isolação eletromagnética.

Sua principal desvantagem é o elevado custo de implantação e manutenção.

As redes ópticas são utilizadas em sistemas de alta taxa de transmissão de dados, como as redes
digitais SDH de telefonia. Sua rede física e composta por cabos Os dados são transmitidos em
formato de sinais luminosos; Mais caro mas é o único canal interferências eletromagnéticas mas
sofre atenuação e dispersão do sinal;

Vantagens:

 Maior capacidade de transmissão de dados, com largura de faixa de aproximadamente 40 THz e


taxas de transmissão da ordem de 40 Gb/s;

 Baixa atenuação;

 Isolação electromagnética

Desvantagens:

 Elevado custo de manutenção.

Propriedades dos canais de comunicação

- Atenuação

Ao atravessar um meio de comunicação, o sinal elétrico vai perdendo energia e chega ao receptor
com menor intensidade. Essa perda de energia ou potência, chamada de atenuação, pode ser
causada por diversos fatores, dependendo do tipo de meio de comunicação utilizado (fibra, cabo ou
espaço livre).

- Limitação por largura de faixa

O espectro do sinal da informação deve ser menor ou no máximo igual à largura de faixa do canal.
Exemplo: o canal telefônico .

- Distorção do sinal

Distorção do sinal - Consiste, praticamente, na alteração da forma de onda do sinal, provocada por
diferentes atenuações impostas às diversas frequências que compõem o sinal da informação. Um
exemplo é observado nas comunicações analógicas de voz por telefonia fixa, com alteração do
timbre na reprodução da voz ao telefone.

E a alteração da forma de onda do sinal provocado pelas diferentes atenuações impostas as diversas
frequências que compõem o sinal da informação.
- Sinais interferentes ou espúrios

Sinais interferentes ou espúrios - São sinais de outras comunicações que invadem o canal, como a
linha cruzada na ligação telefônica ou as rádios piratas que interferem na comunicação das
aeronaves com a torre de controle dos aeroportos

São sinais de outras comunicações que invadem o canal, como a linha cruzada na ligação Telefónica
ou as rádios piradas que interferem na comunicação das aeronaves com a torre de controle.

Retardo ou delay

É o tempo gasto pelo sinal para atravessar o canal de comunicação.

Para calcular divide se a distancia percorrida entre os pontos de transmissão e recepção pela
velocidade de propagação da onda.

Distúrbios nos canais de comunicação

- Ruído Eléctrico

É o resultado da agitação térmica dos elétrons existentes na matéria. Pode ser percebido nas formas
de corrente elétrica, quando gerado internamente em dispositivos eletrônicos, e de onda
eletromagnética, no espaço livre.

Dois tipos de ruídos agridem o sinal da informação:

 Ruídos externos.

 Ruídos internos.

Os ruídos externos - são captadas pelas antenas de recepção e amplificadas

Ruído atmosférico ou estática – Resulta de descargas elétricas na atmosfera provocadas pelos raios,
sobrepondo-se ao sinal recebido. Um efeito muito comum que se ouve são cliques nos fones e nos
alto-falantes. Em comunicações digitais, os ruídos atmosféricos causam perda da informação, que
pode ser corrigida com a inserção de códigos de correção no sistema.

• Ruído cósmico – Originado de explosões solares, gera um forte campo magnético capaz de
danificar os transceptores dos satélites de comunicação.

• Ruído provocado pelo ser humano – Produzido por máquinas e equipamentos, como motores
elétricos de eletrodomésticos e motores a gasolina.

O ruído interno - é gerado pelas permanentes colisões de elétrons ao se estabelecer corrente


elétrica nos dispositivos resistivos e semicondutores, presentes nos equipamentos de transmissão e
recepção.

Ondas de Rádio
Onda - é a perturbação física de um meio, provocada por uma fonte.

As ondas de rádio ou hertzianas são perturbações físicas causadas pela interação de dois campos: o
elétrico (E) e o magnético (H), variáveis no tempo e perpendiculares entre si. Essas ondas são
capazes de se propagar no espaço, irradiadas por uma antena.

Natureza da onda de rádio

A onda eletromagnética é provocada pela interação de um campo elétrico (E) e de um campo


magnético (H), de intensidades variáveis com o tempo e perpendiculares entre si e entre a direção de
propagação da onda. É representada graficamente por duas senoides, uma para cada campo,
indicando os parâmetros de amplitude, fase, frequência e comprimento de onda

Comprimento de onda (λ)

É a distância percorrida pela onda durante a realização de um ciclo. Para uma onda senoidal, o
comprimento de onda é a distância (em metros) entre os picos consecutivos

Polarização

É a maneira como os campos se orientam no espaço, tomada em função da posição do campo


elétrico (E) em relação ao solo.

 Antena com polarização vertical

As polarizações horizontal e vertical são chamadas de polarizações lineares

 Circular

 Elíptica.

 Ortogonal.

 Cruzada.

Distúrbios específicos de radiocomunicações

Ondas de multipercurso - São ondas secundárias provenientes de distintos percursos (reflexões no


solo ou em obstáculos), que resultam da dispersão de energia eletromagnética irradiada na
transmissão e que chegam à recepção com diferentes intensidades e defasagens em relação à onda
principal ou direta

Desvanecimento - São flutuações do sinal recebido, decorrentes de problemas na transmissão,


como as ondas de multipercurso. A intensidade do sinal recebido varia a cada instante, prejudicando
a recepção – por exemplo, na recepção de radiodifusão AM durante a noite.
Radio Propagação & Antenas
Radiopropagação
A propagação das ondas de radio pelo espaço livre, e chamada rádio propagação, e a maneira como
elas percorrem o caminho entre transmissor e receptor.

A direcção de propagação do vector campo eléctrico e sempre perpendicular a do campo magnético.

Ondas de Radio: As ondas de rádio são formadas pela interação de um campo magnético e um
campo elétrico, originando uma onda eletromagnética irradiada por uma antena.

A propagação das ondas de rádio pelo espaço livre, chamada radiopropagação, é a maneira como
elas percorrem o caminho entre o transmissor e o receptor e se dá de tal modo que a direção de
propagação do vetor campo elétrico é sempre perpendicular à do campo magnético.

Espectro de frequências

Cada sistema de comunicação opera dentro de uma faixa de frequências predefinida, a qual está
incluída no espectro de frequências que engloba todas as faixas de irradiação eletromagnética, entre
elas as faixas utilizadas em comunicações via rádio, as frequências de infravermelho, a faixa de luz
visível, os raios ultravioleta, os raios X e a radiação gama. Essas divisões do espectro são
apresentadas na figura abaixo:

As faixas de frequências em que se concentram os principais serviços de telecomunicações são:

• VHF (very high frequency ou frequência muito alta) – Faixa entre 30 MHz e 300 MHz, na qual
estão os serviços de radiodifusão comercial FM e os canais 2 a 13 de TV.

• UHF (ultra high frequency ou frequência ultra-alta) – Faixa entre 300 MHz e 3 GHz, com destaque
para os canais de TV transmitidos por UHF e de telefonia celular.

• SHF (super high frequency ou frequência superalta) – Faixa entre 3 GHz e 30 GHz, destinada às
transmissões via satélite nas bandas “C” (TV aberta, telefonia e dados) e “Ku” (TV por
assinatura), além de frequências para rádio digital.
Modos de propagação

As ondas de rádio podem se propagar no espaço de diferentes modos, dependendo da sua faixa de
frequências. Mas basicamente há três modos:

1- Propagação por onda terrestre.

Propagação por onda terrestre – As ondas de rádio se propagam próximo à superfície da Terra,
possibilitando comunicações além do horizonte, para transmissões nas faixas de LF e MF.

2- Propagação por onda celeste.

Propagação por onda celeste – Conhecida também como propagação ionosférica. As ondas de rádio
sofrem refrações na ionosfera e retornam à Terra, favorecendo as comunicações a longa distância. As
transmissões em HF (ondas curtas) propagam-se desse modo.

3- Propagação por visibilidade;

Propagação por visibilidade – As antenas transmissora e receptora estão visíveis entre si, com alta
diretividade, ou seja, o feixe se propaga praticamente em linha reta. Os obstáculos entre as antenas
de transmissão e recepção podem interromper a comunicação. As transmissões de rádio nas faixas
de VHF e UHF (FM, TV VHF e TV UHF) propagam-se por visibilidade (ou linha de visada).

Tipos de ondas transmitidas

Basicamente, há dois tipos de ondas eletromagnéticas transmitidas: onda terrestre e onda celeste:

• Onda Terrestre: A onda terrestre, também conhecida como onda superficial, propaga-se de
acordo com as características de conductividade do solo e do relevo de uma área. Parte da
energia da onda superficial pode ser absorvida pelo solo, dependendo da conductividade dos
meios encontrados ao longo do caminho. Dentro da propagação por onda terrestre, existem dois
tipos de ondas:

1. Onda Directa: Essa onda se propaga quase em linha recta entre o transmissor e o receptor.

2. Onda Reflectida: Esta é a parte da onda terrestre que reflecte na superfície. Isso ocorre
devido às características do terreno ou de objectos que podem reflectir a onda de volta.

• Onda Celeste: A onda celeste se propaga na atmosfera através de refrações na ionosfera e


retorna à superfície terrestre. Ao retornar, pode ser reflectida novamente na ionosfera,
permitindo transmissões de longa distância. A distância entre a antena transmissora e o ponto de
retorno à superfície é influenciada pelo ângulo de irradiação, que é limitado pela frequência.
Frequências mais altas dificultam a refracção. No entanto, essa propriedade resulta em um
alcance maior das transmissões.

Fatores de Degradação em Radiopropagação


1- Desvanecimento;

2- Condições Climáticas;

3-Ruído.

Desvanecimento - refere-se a flutuações ou variações na intensidade de um sinal durante sua

recepção. Esse fenómeno pode acontecer em todos os modos de propagação via radio.

Para tentar amenizar os efeitos do desvanecimento, aplica-se a técnica de diversidade, e muitos

são os recursos possíveis:

a) Diversidade de espaço – Receção por diferentes antenas (em diferentes posições);

b) Diversidade de frequência – Diferentes frequências de RF, sempre com as mesmas

informações de banda básica.

Diversas fontes de ruído afetam a recepção da onda de radio. Elas podem ser naturais e

artificiais.

Enlace em Visibilidade

Dois efeitos relevantes são:

• Difracção: Ondas podem atingir antenas fora da linha de visão quando obstáculos bloqueiam o
enlace directo.

• Refracção: Alterações na direcção das ondas ao passar por diferentes meios. Obstáculos
próximos à linha de visão podem diminuir a energia recebida, resultando em bloqueio parcial e
contorno de obstáculos.

Antenas

Dispositivo que converte corrente eléctrica de radiofrequência do transmissor em energia


electromagnética irradiada. Na recepção, converte energia electromagnética irradiada em corrente
de RF para o receptor.

A antena é um dispositivo que transforma corrente elétrica de radiofrequência oriunda do


transmissor em energia eletromagnética irradiada. Na recepção, a antena realiza o inverso, ou seja,
transforma a energia eletromagnética irradiada em corrente de RF para ser entregue ao receptor.
Portanto, sua função é primordial em qualquer comunicação em que exista radiofrequência.

Diagrama de irradiação

A representação em coordenadas polares da intensidade de campo irradiada ou recebida


por uma antena em todas as direções do espaço é chamada de diagrama de irradiação,

definido em dois planos: horizontal e vertical (figura 6.3).

• Funcionamento Básico:

O transmissor gera sinal de informação como corrente alternada de RF.

A Corrente de RF na antena de transmissão gera onda electromagnética irradiada.

Antena receptora capta onda electromagnética, induzindo pequena corrente eléctrica. A Corrente no
receptor é amplificada para recuperação do sinal.

• Antena Isotrópica: Antena ideal, sem perdas, capaz de captar/irradiar campos igualmente em
todas direcções.

Polarização da Onda:

• Direcção do vector campo eléctrico define polarização:

• Vertical: Onda polarizada verticalmente.

• Horizontal: Onda polarizada horizontalmente.

• Rotação horária: Polarização circular direita.

• Rotação anti-horária: Polarização circular esquerda.

Eficiência da Antena:
Relação entre potência irradiada e potência entregue pelo transmissor.

Parte da potência não irradiada corresponde a perdas por dissipação térmica, fugas RF,
descasamento de impedâncias e despolarização da onda.

Directividade da Antena: Direcção de máxima irradiação de sinal pela antena. Influencia no alcance e
cobertura do sinal.

Tipos de antenas

Antena Dipolo:

• Composta por duas hastes condutoras alimentadas pelo centro.

• Transforma corrente eléctrica em ondas electromagnéticas.

• Comprimento das hastes igual ao comprimento de onda da frequência de operação.

Antena Dipolo de Quarto de Onda:

• Amplamente usada em comunicações móveis.

• Proporciona propagação omnidirecional no plano horizontal.

Antena Dipolo Dobrado:

• Consiste em dois dipolos de meia onda em paralelo.

• Recomendada para sinais de VHF, como transmissões de TV

Antena Dipolo de Meia Onda:

• Formada por dois condutores rectilíneos.

• Comprimento de cada haste é 1/4 do comprimento de onda.

Antena Yagi-Uda:

• Composta por dipolo excitador, reflectores e directores.

• Eleva o ganho e a directividade da antena.

• Reflectores atenuam ondas incidentes pelas costas, directores aumentam a directividade.

Antena Parabólica:

• Utilizada em frequências mais altas.

• Possui reflector parabólico para concentrar feixes de onda.

• Amplifica a directividade e o ganho da antena.

Componentes de uma Antena Parabólica para Recepção de Sinais de Satélite:

• Reflector Parabólico: Direcciona o sinal para o foco.


• Iluminador: Mantém a corneta corrugada.

• Corneta Corrugada: Guia os sinais do reflector até o dipolo.

• Polo Rotor: Controla a polarização.

• Elemento Amplificador: Amplifica e converte os sinais.

Tipos de Elementos Amplificadores:

• LNA (Amplificador de Baixo Ruído): Amplifica o sinal na banda C.

• LNB (Conversor de Baixo Ruído): Amplifica e converte sinal para faixa de 950 a 1.450 MHz.

• LNC (Conversor "Abaixador" de Baixo Ruído): Amplifica e converte sinal para 70 MHz.

Antenas e as suas caracteristicas


Antenas (Definicao)

Uma antena é um dispositivo que converte sinais elétricos em ondas eletromagnéticas para
transmissão ou vice-versa, para recepção. Ela é usada em comunicações sem fio, como rádio, TV e
redes móveis, para enviar e receber informações por meio de ondas de rádio. As antenas possuem
elementos condutores que geram campos elétricos e magnéticos, permitindo a propagação das
ondas eletromagnéticas no espaço, levando os sinais de comunicação de um ponto a outro.

- Antena Dipolo

Uma antena dipolo é um tipo de antena amplamente usado para transmissão e recepção de sinais de
rádio, especialmente em faixas de frequência de ondas médias e curtas. Ela é composta por dois
elementos condutores idênticos e simétricos, geralmente fios metálicos ou hastes, que são dispostos
em linha reta.

As antenas dipolo são populares por sua simplicidade, eficiência e largura de banda razoável,
tornando-as uma escolha comum para muitas aplicações de comunicação de rádio.

A antena dipolo é projetada para ressoar em uma frequência específica. A distância entre os
elementos condutores é tipicamente cerca de metade do comprimento de onda da frequência de
ressonância desejada.

Este tipo de antena ressoa na atmosfera terrestre/troposfera.

Vantagens

Simplicidade: As antenas dipolo são relativamente fáceis de construir e implementar.

“Ampla” Largura de Banda: As antenas dipolo possuem uma largura de banda razoável, o que
significa que podem operar em várias frequências próximas da sua frequência de ressonância.

Radiação Eficiente: Quando projetadas corretamente, as antenas dipolo podem ser eficientes em
termos de radiação, convertendo eficazmente os sinais elétricos em ondas eletromagnéticas.
Desvantagens

Direcionalidade Limitada: Antenas dipolo têm padrões de radiação bidirecionais, o que significa que
têm melhor desempenho em determinadas direções e podem ter zonas de menor cobertura em
outras.

Influência do Ambiente: O desempenho de uma antena dipolo pode ser afetado por objetos
próximos, terreno e características do ambiente circundante, o que pode resultar em variações na
qualidade do sinal.

Tamanho Relativo: Em frequências mais baixas, o tamanho físico da antena dipolo pode ser
considerável, o que pode ser limitante em certas aplicações com espaço restrito.

Aplicacaoes

Radiodifusão: Antenas dipolo são amplamente usadas para transmitir sinais de rádio AM e FM.

Comunicações Móveis: Antenas dipolo podem ser usadas em estações base de redes celulares para
melhorar a cobertura e a comunicação entre dispositivos móveis e a rede.

Comunicações de Curto Alcance: Em frequências mais altas, as antenas dipolo podem ser usadas
para comunicações de curto alcance, como redes de sensores sem fio e tecnologias como Bluetooth
e Wi-Fi.

- Antena Dipolo de Quarto de onda

Uma antena dipolo de quarto de onda, também conhecida como antena dipolo λ/4 ou dipolo
monopolar, é um tipo específico de antena dipolo que possui um comprimento de aproximadamente
um quarto do comprimento de onda da frequência na qual está projetada para operar.

O design de quarto de onda é crucial para o funcionamento eficiente dessa antena. O comprimento
do dipolo é ajustado para que ele seja um quarto do comprimento de onda da frequência em que se
deseja operar.

Uma característica importante da antena dipolo de quarto de onda é que ela utiliza um plano de
terra ou um contra-polo para completar o circuito. O plano de terra é uma superfície condutora que
reflete as ondas eletromagnéticas irradiadas pelo dipolo, permitindo que elas se combinem em fase
e criem um padrão de radiação eficiente.

Vantagens

Eficiência: A antena dipolo de quarto de onda é eficiente em termos de radiação e captação de sinais
devido ao seu comprimento ressonante, resultando em boa transferência de energia entre o cabo de
alimentação e as ondas eletromagnéticas.

Direcionalidade Controlada: A antena dipolo de quarto de onda pode ter um padrão de radiação
mais direcional em comparação com um dipolo de meia onda, o que pode ser vantajoso em certas
aplicações, como comunicações direcionais.
Compacta: Devido ao seu comprimento reduzido em relação a um dipolo de meia onda, a antena
dipolo de quarto de onda é mais compacta e pode ser facilmente instalada em espaços limitados.

Desvantagens

Largura de Banda Limitada: A antena dipolo de quarto de onda possui uma largura de banda mais
restrita em comparação com algumas outras antenas, o que significa que seu desempenho pode
degradar fora da faixa de frequência específica.

Afinamento Crítico: O ajuste preciso do comprimento do dipolo para um quarto de onda requer
atenção cuidadosa para garantir a ressonância, o que pode ser um desafio em algumas situações.

Sensibilidade à Altura Acima do Solo: A eficiência da antena dipolo de quarto de onda pode ser
afetada pela altura acima do solo em que é instalada, podendo resultar em variações no padrão de
radiação e desempenho.

Aplicacaoes

Ela pode ser usada em várias faixas de frequência e é comumente encontrada em antenas de
monitores de rádio de carros, antenas de estações base de rádio móvel e outras aplicações onde um
tamanho relativamente compacto e uma direcionalidade moderada são desejados.

- Antena Dipolo dobrada

A antena dipolo dobrado, também conhecida como dipolo dobrado em V ou dipolo dobrado em L, é
uma variação do design tradicional da antena dipolo. Essa antena é construída dobrando os
elementos condutores em uma configuração em forma de V ou L, em vez de mantê-los retos e
paralelos como no dipolo convencional.

Vantagens

Comprimento Elétrico: O dipolo dobrado possui um comprimento elétrico mais longo do que seu
comprimento físico. Isso ocorre devido ao efeito das dobras nos elementos condutores, o que faz
com que a antena ressoe em uma frequência mais baixa do que um dipolo reto com o mesmo
comprimento físico.

Largura de Banda: A configuração dobrada pode aumentar a largura de banda efetiva da antena em
comparação com um dipolo reto, permitindo que ela opere em uma faixa de frequência um pouco
mais ampla.

Direcionalidade e Polarização: Dependendo do ângulo das dobras, a direcionalidade e a polarização


da antena podem ser influenciadas. Um dipolo dobrado em V, por exemplo, pode ter um padrão de
radiação mais direcional na direção da abertura do V.

Redução de Espaço: A antena dipolo dobrado permite que se alcance um comprimento elétrico
maior em um espaço físico mais curto, tornando-a vantajosa em situações onde o espaço é limitado.
Desvantagens

Complexidade do Design: Em comparação com um dipolo reto convencional, o projeto e a


construção de uma antena dipolo dobrado podem ser mais complexos devido à necessidade de
dobrar os elementos condutores de maneira precisa. Isso requer atenção extra para garantir que as
dobras sejam feitas corretamente para alcançar os resultados desejados.

Sensibilidade à Configuração: A performance da antena dipolo dobrado pode ser mais sensível às
dimensões das dobras e ao ângulo de abertura do V ou L. Pequenas variações nessas características
podem afetar o padrão de radiação, a ressonância e a largura de banda da antena, exigindo ajustes
cuidadosos durante a instalação.

Aplicacaoes

A antena dipolo dobrado pode ser usada em várias aplicações, incluindo radiodifusão, comunicações
móveis, rádio amador e outras áreas de comunicação sem fio

- Antena Dipolo meia-Onda

• é chamada assim porque o comprimento da antena é cerca da metade do comprimento de


onda da frequência em que opera

• O comprimento do dipolo determina sua frequência de operação

• A polarização depende da orientação do dipolo

• Possui um padrão de radiação omnidirecional no plano horizontal,

• E projetada principalmente para a propagação de ondas terrestres

Aplicacaoes e outros

•Estações de rádio AM, rádio FM

•redes de comunicação de rádio terrestre

•comunicações de curto alcance

•sistema de comunicações moveis

Relacao com antena dipolo

A antena dipolo de meia onda é uma configuração específica de um dipolo que tem um
comprimento fixo, geralmente metade do comprimento de onda da frequência de operação. No
entanto, a antena dipolo pode ter diferentes comprimentos para diferentes faixas de frequência

- Antena Yagi-Uda

•é projetada para ser direcional


•A frequência de operação é sintonizada para uma frequência específica, geralmente na faixa de
radiofrequência ou UHF (3-3000 MHz).

•possui um alto ganho direcional

•A polarização pode ser montada tanto na vertical quanto na horizontal

•a propagação é principalmente terrestre, dependendo da linha de visão direta entre a antena


transmissora e receptora

Aplicacoes

•Comunicacao de Radio

•Rastreamento de Aeronaves e Satélites

•Redes de Computadores

•Segurança e Vigilância

•Rádio Comunitária

Relacao com as demais antenas

•Antena dipolo

1. Direcionalidade - A antena Yagi-Uda é direcional, enquanto a antena dipolo é omnidirecional

2. Ganho - A antena Yagi-Uda geralmente tem um ganho direcional mais alto do que um dipolo

3. Aplicacao - A antena dipolo é usada em uma variedade de aplicações, enquanto que, a antena
Yagi-Uda é frequentemente usada quando é necessária uma direcionalidade precisa

4. Configuração Espacial - Enquanto um dipolo é frequentemente montado na vertical (polarização


vertical), a antena

Yagi-Uda pode ser montada tanto na vertical quanto na horizontal, dependendo da aplicação e do
tipo de polarização do sinal desejado.

•Antena Parabolica

[Link] - Ambas as antenas Yagi-Uda e parabólica são direcionais.

2.A antena Yagi-Uda é mais adequada para comunicações de médio alcance, enquanto que, a antena
parabólica é mais adequada para comunicações de longa distância,

- Antena Parabolica

•A antena parabólica consiste em uma superfície refletora curva em forma de paraboloide. Essa
superfície reflete as ondas de rádio que atingem a antena em direção a um ponto focal.

•No ponto focal da antena parabólica, há uma antena activa que recebe ou transmite os sinais de
rádio concentrados pela superfície parabólica.
•Pode ser usada em uma variedade de frequências, desde UHF (Ultra High Frequency) até bandas de
micro-ondas (24-26.5 GHz)

•A antena parabólica é altamente direcional e foca o sinal de forma intensa em uma única direção

• Devido à sua direcionalidade, a antena parabólica tem um ganho muito elevado em


comparação com antenas omnidirecionais como a antena dipolo

• As antenas parabólicas são usadas principalmente em comunicações via satélite, o que


envolve a propagação de sinais por meio de ondas celestes (skywave).

Aplicacoes

•TV por Satélite

•Internet via Satélite

•Radares

•Comunicações de Longa Distância

Tema: Linhas de transmissão e redes telefónicas

• Linha de transmissão (LT) é um par de condutores destinado a transportar uma corrente de RF


gerada entre o transmissor e a antena.

• São exemplos de linhas de transmissão:

 Cabo coaxial - O cabo coaxial é formado por dois condutores, dispostos de tal maneira que
um deles funciona como blindagem do outro.

 Linha bifilar - A linha bifilar é composta por um par de fios condutores, isolados por uma
capa plástica de formato achatado.

 Linha microstrip - A linha microstrip é constituída por uma fita de material condutor fixada
sobre um dielétrico e, na outra face, uma placa metálica ligada à terra.

 Guias de onda - Os guias de onda são tubos metálicos ocos ou preenchidos com material
dielétrico utilizados para a transmissão de energia em altas frequências, na faixa de micro-
ondas em SHF (super high frequency).

Redes telefônicas

• O som é uma sensação causada no sistema nervoso pela vibração de membranas presentes
na orelha, resultado de uma energia transmitida pela vibração de um corpo.

• As ondas sonoras possuem os seguintes parâmetros, que definem suas características:

• Frequência,
• Amplitude e

• Timbre.

• A voz é uma combinação de sons elementares, os fonemas, representados graficamente por


um ou vários símbolos

Sinal de voz em telefonia

• Apesar de a voz humana estar compreendida entre 20 Hz e 10 kHz, os sistemas de telefonia


limitam a faixa de frequência a 3,4 kHz, na qual a perda de qualidade é tolerável. Nessa faixa
está concentrada a maior energia da voz, com índice de inteligibilidade de aproximadamente
80% das palavras.

Aparelho telefônico

• Para que seja transmitida a longas distâncias, a voz tem de ser convertida em sinais elétricos,
que percorrem a linha de transmissão até chegar ao destino, onde são convertidos
novamente em sinais sonoros, permitindo a troca de informações entre as pessoas que estão
se comunicando. Para isso, utiliza-se o aparelho telefônico.

 Transdutores,

 Campainha,

 Híbrida e

 Teclado.

Transdutores

• O aparelho telefônico tem dois transdutores: o transmissor ou microfone e a cápsula


receptora.

Campainha

• Tem a finalidade de alertar o assinante B de que seu aparelho está sendo chamado. Seu
acionamento é feito por corrente alternada (corrente de chamada), de baixa frequência (25
Hz), produzida pelas centrais telefônicas.
Híbrida

• Tanto o microfone como a cápsula receptora são interligados ao r

• estante do circuito por um par de fios cada um. Entretanto, na transmissão do sinal
telefônico, é utilizado apenas um par. Para realizar a interface entre os quatro fios dos
transdutores com os dois fios do circuito telefônico, usa-se uma bobina de indução, ou
híbrida, que direciona os sinais emitidos pelo microfone do assinante A para o par de fios
ligado ao telefone B

Teclado

• Para isso, usamos o teclado numérico ou alfanumérico, que pode ser de dois tipos:

• a) Decádico – Pode ser a disco (telefones antigos) ou de teclas. No decádico a disco, o


aparelho envia os dígitos para a central na forma de pulsos, obedecendo à velocidade do
disco (10 pulsos por segundo), com espaço interdigital de aproximadamente 100 ms. No
modelo de teclas, existem pelo menos 12 teclas: dez numeradas de 0 a 9 e duas auxiliares (#
e *).

• b) DTMF (dual tone multi-frequency) ou multifrequencial – Cada número é enviado à central


telefônica por meio da combinação de duas frequências dentro da banda de voz,
denominadas frequência alta e frequência baixa, dispostas em uma matriz (figura 8.6). Cada
frequência baixa forma uma linha da matriz, e cada frequência alta, uma coluna. Pela
combinação de uma frequência de informações, é possível utilizar até 12 tipos diferentes de
informações (dígitos 0 a 9 e símbolos * e #) com apenas sete tons de frequências (quatro
frequências baixas e três altas).
Central e rede telefônicas

• Antigamente quando imaginamos uma ligação telefônica, a primeira ideia que temos é que
os assinantes estão conectados diretamente entre si por um par de fios. Dessa maneira,
podemos notar que, conforme aumenta o número de assinantes, o sistema fica mais
complexo, tornando inviável a interligação direta de todos os assinantes. A relação do
número de pares pode ser determinada por: N= n*(n-1)/2 em que: • N é o número de pares;
• n, o número de assinantes.

A solução encontrada foi centralizar os pares de assinantes e desenvolver um sistema capaz de


realizar a comutação entre todos, ou seja, controlar e prover a interligação dos aparelhos telefônicos,
dois a dois. Esse sistema é chamado de central telefônica.

Até o início da década de 1920, a comutação entre as chamadas telefônicas era realizada pela
telefonista, que utilizava cordões em uma mesa operadora para fazer a conexão entre os assinantes.

Portanto, naquela época, a central era formada por dois elementos básicos: Mesa: comutação física
dos assinantes, e Telefonista: : funções w2de controle da chamada (inteligência).

Mas com a automatização a profissão de telefonista perdeu espaço e passou se a utilizar centrais
automáticas analógicas. exemplo: centrais passo a passo e a crossbar.

As funções gerais de uma central telefônica são:

• Atendimento – Recepção do pedido de serviço de um aparelho telefônico ou de uma central;

• Recepção de dígitos – Recepção do número do assinante chamado;

• Interpretação – Análise do número recebido para determinar providências a tomar;

• Seleção de caminhos internos – Selecção de um canal ou time slot (link) ou um conjunto de canais
ou time slots na matriz de comutação;

• Estabelecimento de caminho - estabelecer um canal físico para determinada chamada;

• Alerta – Sinais de campainha aos usuários: chamado e chamador;

• Supervisão – Monitoração do chamador e do chamado para, logo após o término da ligação,


desconectar e liberar o canal;

• Transmissão da informação – Caso o telefone chamado esteja em outra central, são transmitidas
informações de término da ligação para essa;

• Uma central é composta basicamente por dois sistemas


• As centrais telefônicas são classificadas em:

As centrais digitais controlam as chamadas telefônicas e os serviços utilizados pelos assinantes por
meio de sistemas computacionais com controle por programa armazenado (CPA), responsáveis pela
gerência de todas as tarefas exercidas pela central. Esse recurso possibilitou a implantação de novos
serviços aos assinantes de telefonia, como chamada em espera, despertador, caixa postal etc. Entre
as funções de controle CPA destacam-se: Gerenciamento de todo o procedimento de chamada,
Gerenciamento de tráfego telefônico, Tarifação, Gerenciamento de falhas e Testes no sistema.

A central CPA realiza a comutação dos assinantes de forma digital. Para tanto, informações de
chamadas telefônicas originadas de vários terminais precisam ser tratadas, ou seja, digitalizadas. Tais
informações devem ser multiplexadas no tempo, antes de entrarem na rede de comutação.

Estrutura da rede telefônica

Os terminais dos assinantes são interligados a uma central telefônica por uma grande rede de fios e
cabos, composta por:

• Com estrutura complexa e de grande capilaridade, a rede telefônica evoluiu do serviço


telefônico básico para um sistema capaz de fornecer serviços de transmissão de dados,
telefonia, telex, comunicação móvel, acesso à internet e transmissão de vídeo. Eis alguns
exemplos de estruturas.
Tarifação

É o processo de cobrança dos assinantes pelos serviços prestados por uma concessionária. Alguns
factores, chamados dados de tarifação, são levados em consideração para realizar a tarifação em
uma conexão telefônica: Duração da chamada, Distância entre os assinantes e Tipo de assinante.
Além do número do destino e da duração, outras condições influenciam a tarifação da chamada:

• Classe de originação – Indica que o assinante deve ser tarifado pela chamada. Normalmente, a
chamada é cobrada do assinante chamador. Entretanto, em alguns casos, é cobrada do assinante
chamado.

• Índice de bilhetagem da mensagem – Atribuído para cada destino de chamada

. • Data e hora – O valor da tarifa varia sazonalmente com o horário e o dia.

• Número de serviços especiais – Chamada para serviços disponíveis ao assinante, como auxílio à
lista tefefônica.

Métodos de tarifação

Existem dois métodos de tarifação que são: tarifação por multimedição e tarifação por bilhetagem
automática.

Tarifação por multimedição- Cada assinante conectado a uma central possui um “contador”
associado, que é incrementado toda vez que se estabelece uma chamada. A incrementação do
contador ocorre com a geração de pulsos de tarifação, cujo período varia de acordo com o tempo de
ligação, a distância entre os assinantes chamado e chamador e a hora da chamada. Essa variação tem
o nome de degrau tarifário. Existem três tipos de pulsos por multimedição:

Karlson puro (KP)

A partir do atendimento, em certo instante aleatório t < T, é enviado o primeiro pulso ao assinante e
progressivamente é enviado mais um pulso a cada intervalo de tempo T.

Karlson acrescido (KA)

No instante do atendimento, é enviado um pulso aleatório ao assinante. O próximo pulso da


sequência é enviado normalmente ao contador do assinante.
Karlson modificado (KM)

No instante do atendimento, é enviado um pulso ao contador do assinante. O próximo pulso da


sequência é anulado e somente a partir do segundo pulso há incrementação do contador do
assinante.

Tarifação por bilhetagem automática

Nesse método, o sistema de comutação colecta informações detalhadas por chamada no formato de
bilhete AMA (automatic message account). O bilhete AMA possui as seguintes informações: Número
do assinante de origem, Número do assinante de destino, Duração da conversação (horas, minutos e
segundos) e Data (dia, mês e hora). Essas informações são interpretadas com base no código
nacional dos assinantes e prefixo das centrais, possibilitando estimar a distância por meio do degrau
tarifário e efectuar o cálculo da tarifação.

Em sistema de comutação, o responsável pela elaboração do bilhete AMA é o bilhetador automático,


cuja principal função é gerenciar os dados detalhados de tarifação, bem como indicar os dispositivos
de gravação ou a codificação adequada.

Sinalização Telefónica

O objetivo da sinalização é fornecer às centrais envolvidas em uma chamada as informações


necessárias para estabelecer a conexão.

Podendo ser:

 entre terminais e central

 entre centrais

Há dois tipos de sinalização entre assinantes e centrais:

 Sinalização de assinante

 Sinalização acústica

Também há dois tipos de sinalização entre centrais:

 Associada a canal: sinalização de linha e de registro.

 Sinalização por canal comum SS#7.

Tem a finalidade de emitir indicações aos assinantes sobre a conexão efetuada ou a ser efetuada.

Exemplos:

 Tom de discar

 Corrente de toque
 Tom de controle de chamada

 Tom de ocupado

Sinalização de linha

É a que estabelece a comunicação entre centrais nas linhas de junções (juntores), agindo durante
toda a conexão.

Envolve trocas de informações relacionadas com os estágios da conexão e supervisão da linha de


junção:

 Inicia os procedimentos de ocupação e liberação de juntor.

 Informa a colocação e a retirada de fone no gancho do assinante (chamado para fins de


tarifação).

 Ocorre em todas as fases da chamada.

Tipos de Sinalização de linha

Protocolo de Sinalização de linha

Há quatro tipos de protocolo:

 Corrente contínua.

 E&M pulsada.

 E + M contínua.

 R2 digital.

Tipos de protocolo:

 Corrente contínua - É utilizada entre juntores interligados a dois fios para conexão entre centrais
a curta distância.

 E&M pulsada - É utilizada entre centrais interligadas a longa distância por sistema de
multiplexação e transmissão, devido à inviabilidade econômica da interligação a dois fios.
Sinalização de linha por corrente contínua ou loop

SinalizaçãoE&M pulsada

• Nos sistemas analógicos, empregam-se juntores a seis ou sete fios, quatro deles para
conversação – dois para Tx e dois para Rx – e dois para sinalização de linha – um transmite os
sinais de linha (fio M) e o outro os recebe (fio E).

Sinalização R2 digital

Consiste na utilização de dois bits de sinalização para frente (af e bf) e dois bits de sinalização para
trás (ab e bb). Esses bits são usados na troca de informações entre os juntores com enlace PCM e
transmitidos por um intervalo, chamado intervalo de sinalização.

Sinalização de registro

É responsável pela troca de informações sobre os assinantes entre órgãos de controle das centrais,
por exemplo: número, tipo, condições etc. As informações trocadas pela sinalização de registro são:

 Identificação do assinante chamado.

 Estado operacional do assinante chamado.

 Categoria do assinante chamador.

 Identificação do assinante chamador.

 Estado operacional dos órgãos envolvidos na chamada.

Sinalização Associada ao canal


Sinalização Por canal comum

A rede de sinalização por canal comum é independente da rede de telefonia, e os sinais são
transferidos utilizando comutação de pacotes (64 kbps). Cada componente da rede de sinalização
SS#7 é chamado de ponto de sinalização, com três funções básicas:

 Enviar e receber as informações (corresponde às centrais de comutação telefônica).

 Rotear ou transferir as informações.

 Permitir o acesso a banco de dados centralizados.

Essas funções definem os tipos de pontos de sinalização:

 Service switching point (SSP) ou ponto de serviço (PS) – Corresponde às centrais de


comutação. Essas centrais geram as mensagens de sinalização telefônica que devem
ser transmitidas de um SSP para outro.

 Signal transfer point (STP) ou ponto de transferência de sinalização (PTS) –


Responsável pelo roteamento das mensagens de sinalização entre os SSPs. Não tem
função de comutação de áudio, embora muitos equipamentos possam executar
tanto a função de STP como de SSP

 Service control point (SCP) – Corresponde aos bancos de dados que podem ser
acessados pelos demais pontos da rede para obter informações necessárias para
disponibilizar serviços mais elaborados.

 Cada ponto da rede de sinalização possui um endereço chamado point code. É o point code
que permite que um ponto da rede acesse outro ponto. Para isso, o sistema insere em cada
mensagem enviada o endereço correspondente ao ponto de destino que se deseja acessar.
A rede SS#7 possui três modos de operação :

 Modo associado

 Modo não associado

 Modo quase associado

Linhas de Transmissão e Redes Telefônicas


LINHAS DE TRANSMISSÃO

É um par de condutores destinados a transportar corrente de rádio frequência gerada entre o


transmissor e a antena.

Exemplos: cabo coaxial, linha bifinal, linha microstrip e guias de onda.

Circuito equivalente de uma LT

Características de uma linha de transmissão

Temos:

 Impedância característica – determina a relação entre a tensão e a corrente ao longo da linha.


Afeta a eficiência de transmissão e a qualidade de energia transmitida.

Ela é dada por:

𝑍₀= √(((𝑗𝜔𝐿+𝑅))/((𝑗𝜔𝐶+𝐺)))
Onde:

𝑅− resistência por unidade de comprimento;

𝐶− capacitância por unidade de comprimento;

𝐿− indutância por unidade de comprimento;

𝐺− condutância por unidade de comprimento;

𝑗𝜔𝐿− é a reatância indutiva

Para linhas de transmissão com perdas desprezíveis, os valores de R e G são pequenos em relação as
reatâncias. Então, podemos usar a fórmula:

Z ₀=
√ L
C

Atenuação – refere-se a perda de potência elétrica ao longo da linha devido a vários fatores como
resistência e radiação.

Ela é definida por meio da comparação dos valores de amplitude da tensão ou corrente na entrada e
na saída da linha.

Frequência de corte – é o valor máximo de frequência da onda a ser aplicada na linha de


transmissão.

Acima desse valor haverá perdas na transmissão.

REDE TELEFÔNICAS

Som vs. Voz

Som

O som é uma sensação causada no sistema nervoso pela vibração de membranas presentes na
orelha, resultado de uma energia transmitida pela vibração de um corpo. Exemplo: diapasão, alto-
falante.

As características que definem as ondas sonoras são:

 Frequência;
 Amplitude;
 Timbre

Voz

É uma combinação de sons elementares, os fonemas, representados graficamente por um ou vários


símbolos (letras).
Sinal de voz na telefonia

Os sistemas de telefonia limitam a faixa de frequência à 3.4 kHz, na qual a perda de qualidade é
tolerável. Nessa faixa, está concentrada a maior energia da voz, com índice de compreensibilidade de
aproximadamente 80% das palavras.

Aparelho Telefônico

Para que a voz humana percorra longas distâncias, é necessário que se converta em sinais elétricos,
que percorrem a linha de transmissão até chegar ao destino, onde a conversão é revertida para
obter-se novamente os sinais sonoros (a voz humana). Os componentes do aparelho telefônico são:

1. Transdutores

O aparelho telefônico tem dois transdutores:

 Cápsula transmissora (ou microfone)


 Cápsula recetora

2. Campainha

A campainha alerta o telefone recetor que está sendo chamado. Seu acionamento é feito por
corrente alternada de baixa frequência (25 Hz), produzida pelas centrais telefônicas.

3. Híbrida

A componente híbrida é usada para realizar a interface entre os quatro fios dos transdutores com os
dois fios do circuito telefónico, para direcionar os sinais emitidos pelo microfone do telefone A para o
par de fios ao telefone B. E vice-versa.

4. Teclado

Usamos teclado numérico ou alfanumérico para informar ao sistema telefônico o número de quem
desejamos falar.

Existem 2 tipos de teclado:

 Decádico – pode ser a disco ou a teclas;

 DMTF (Dual Tone Multi-frequency) ou multifrequencial;

Central e Rede Telefônicas

Central telefônica é o sistema que realiza a comutação entre todos os assinantes numa rede. Ou seja,
é o sistema que controla e provê a interligação dos aparelhos telefônicos, dois a dois.

As funções gerais de uma central telefônica são:


A relação do número de pares para um sistema de rede telefônicas, pode ser determinada por:

n ⋅(n−1)
N=
2
Onde: N – nº de pares;

n – nº de assinantes.

Composição da central

 Sistemas de comutação – realiza as conexões entre assinantes e/ou centrais, por meio de
circuitos de comunicação digital, e a sinalização entre assinantes e central e também entre
centrais;

 Sistemas de controle – é a parte inteligente da comutação. Faz o controle do sistema de


comutação para que realize as conexões e envie as sinalizações corretamente.

Classificação das centrais telefônicas

 Central local;

 Central Tandem;

 Central trânsito – divide-se em:

 Central trânsito internacional;

 Central trânsito classe I;

 Central trânsito classe II;

 Central trânsito classe III;

 Central trânsito classe IV.

Centrais digitais

Diferentemente das centrais analógicas, as centrais digitais fazem o controlo das chamadas
telefônicas e serviços utilizados pelos assinantes, por meio de sistemas computacionais,
usando o CPA (controle por programa armazenado).

Funções do CPA:

 Gerenciamento de todo o procedimento de chamada;


 Gerenciamento de tráfego telefónico;

 Tarifação;

 Gerenciamento de falhas;

 Testes no sistema.

Estrutura da Rede Telefônica

Os terminais dos assinantes são interligados a uma central telefônica por uma grande rede de fios e
cabos, composta por:

 Rede de longa distância

 Rede local

 Rede de assinante

Tarifação

É basicamente o processo de cobrar os assinantes pelos serviços telefônicos prestados, por uma
concessionária (empresa).

Existem alguns fatores que são considerados para se fazer a tarifação em uma conexão telefônica,
nomeadamente:

o Duração da chamada;

o Distância entre os assinantes;

o Tipo de assinante.

Métodos de tarifação:

 Tarifação por multimedição;

 Tarifação por bilhetagem automática – os dados de uma chamada são coletados de forma
detalhada no formato de bilhete AMA.

Plano de Numeração

É uma forma de identificar o assinante na rede de telefonia pública por meio de um código
numérico único.

As chamadas podem ser classificadas da seguinte maneira:

 Chamada local;

 Chamada de longa distância (DDD);

 Chamada internacional (DDI).


Sinalização

As centrais envolvidas em uma chamada obtêm as informações necessárias para estabelecer


a conexão através da sinalização. Que podem ser:

 Entre terminais (assinantes) e central;

 Entre centrais.

Tipos de sinalização entre assinantes e centrais:

 Sinalização assinante: discagem decádica, discagem multifrequencial;

 Sinalização acústica: tons diversos, campainhas.

Tipos de sinalização entre centrais:

 Associada a canal: sinalização de linha e de registro;

 Sinalização por canal comum SS#7.

Tipos de Sinalização

Tipos de sinalização entre assinantes e centrais:

 Sinalização acústica: emite indicações sobre a conexão efetuada ou a ser efetuada. Exemplos:

 Tom de discar;

 Corrente de toque;

 Tom de controle de chamada;

 Tom de ocupado

Tipos de sinalização entre canais:

 Associada a canal:

 Sinalização de linha – estabelece a comunicação entre centrais com juntores, e age


durante a toda a chamada.

 Sinalização de registro – é responsável pela troca de informações sobre os assinantes


entre órgão de controle das centrais.

Definição das redes móveis


As Redes Móveis são sistemas de comunicação sem fio que permitem que dispositivos móveis se
conectem à internet e se comuniquem entre si.
Estrutura Celular

A célula é uma área geográfica coberta por sinais de RF por meio de um sistema de comunicação
chamado estação rádio base (ERB). Ela pode ser considerada um centro de radiocomunicação, em
que um assinante móvel pode estabelecer uma chamada para um telefone móvel ou fixo por meio
da central de comutação móvel..

Em comparação com os sistemas centralizados ou concentrados, temos como vantagens da estrutura


Celular:

 Alta densidade de tráfico telefonico;

 Reutilizam frequências;

 Antenas pouco elevadas;

 Area de cobertura dividida em células.

Tipos de redes móveis existentes

 UMTS ou 3G:

A conexão de dados era de até 384.000 bits por segundo . O que permitiu navegar na internet com
mais fluidez e também realizar tarefas como videochamadas. Prioriza aos aparelhos que estão
próximos da antena enquanto os que estão mais distantes ficam em segundo plano. Era preciso mais
energia para usar o 3G, isso se refletia no consumo da bateria.

Estação Radio Base

As estações rádio base são responsáveis pela comunicação de rádio entre o aparelho celular e a
central de comutação e controle (CCC), efetuando a realização das chamadas recebidas ou
destinadas aos móveis localizados em cada uma das células.

 Converter sinais de RF em áudio e vice-versa.

 Verificar a necessidade de handoff.

 Alertar os usuários sobre chamadas recebidas.

 Responder a comandos recebidos da CCC.

Estação Móvel

Esta trata-se de um transceptor portátil de voz e dados que modula e demodula as informações a
serem transmitida e recebidas das estações rádio base.

 Também se comunica com as estações base por meio de suas funções de controle e
sinalização transmitindo:

 Mensagem de handoff oriunda da estação base, para que o movel sintonize outro canal.

 Pedido do móvel para acessar um canal e efetuar uma chamada.


Central de Comutação Móvel (MSC)

Este é o elemento central do Sistema de comutação celular, que interliga um conjunto de células,
com objectivo de :

 Gerenciar e controlar os equipamentos da base de conexões;

 Controlar funcões necessárias a tarifação;

 Dar suporte a conexões entre sistemas.

Características do Sistema Celular

Mobilidade

É a garantia de que uma chamada, originada em qualquer ponto dentro da área de serviço,
mantenha-se sem interrupção enquanto o assinante estiver em movimento, devido ao mecanismo
de handoff.

Cluster

É o conjunto de células vizinhas que utiliza todo o espectro disponível, mas nenhuma frequência

dentro dele pode ser reusada.

Abrangência

A área de cobertura ou abrangência de uma célula depende de diversos fatores, como potencia de
transmissão, localização da antena e a presença de obstaculos afeta de maneira consideravel a
cobertura RF de uma ERB.

Reuso das frequências

Usuários em diferentes áreas geográficas podem usar a mesma banda de frequência


simultaneamente.

Impacto das Redes Móveis na Sociedade

 Conexão Pessoal: As redes móveis nos permitem manter conexões com amigos e familiares,
mantendo-nos conectados em tempo real através de chamadas de voz, mensagens de texto e
aplicações de mídia social.

 Mudanças nos Negócios: O comércio eletrônico e os aplicativos de compras móveis permitiram


que as empresas alcancem uma base de clientes global. Além disso, estratégias de marketing
digital se tornaram fundamentais para muitas empresas.
 Educação: Acesso à Internet móvel de alta velocidade permitiu o aprendizado online em todo o
mundo.

 Saúde Móvel: Consultas médicas remotas, monitoramento de saúde em tempo real e aplicativos
de rastreamento de saúde tornaram-se acessíveis graças às redes móveis.

 Entretenimento: As redes móveis tornaram possível o streaming de vídeo, música e jogos em


dispositivos móveis. Isso significa que podemos assistir a filmes, ouvir música e jogar jogos a
qualquer hora e em qualquer lugar.

 Inclusão Digital: As redes móveis trazem acesso à Internet para áreas remotas e carentes de
infraestrutura de rede fixa, permitindo que pessoas em todo o mundo se conectem, acessem
informações e participem da economia digital.

Transmissão descontinuada

Na conversacao por telefonia movel entre dois usuarios, duas etapas garantem a transmissao, a
qualidade e a seguranca da informacao:

Sistemas GSM

• O GSM é um padrão de segunda geração (2G) que foi desenvolvido para substituir os sistemas de
telefonia celular analógicos anteriores. Foi introduzido pela primeira vez na década de 1990.

• O GSM utiliza modulação digital para codificar as informações de voz e dados, proporcionando
uma melhor qualidade de áudio e maior eficiência espectral em comparação com sistemas
analógicos.

Frequências usadas no GSM

• As frequências utilizadas no GSM variam de acordo com a região geográfica do mundo. Existem
duas faixas principais de frequência em que o GSM opera:

• Faixa de 900 MHz: Esta faixa é usada em grande parte da Europa, África, Ásia e Austrália. As
frequências específicas variam de país para país dentro desta faixa.

• Faixa de 1800 MHz (ou 1,8 GHz): Também conhecida como faixa de 1,8 GHz, é usada em algumas
partes da Europa, África e Ásia.
Transmissao de dados na rede GSM

• GPRS-permite a transmissão de dados por pacote, utilizando protocolo IP, proporcionando


velocidades de até 115 kbits/s, mobilidade always on e acesso à internet. Para implementar o
GPRS, são necessários novos elementos de rede, como PCU, SGSN, GGSN, DNS, DHCP, RADIUS,
firewall e APN.

• EDGE- aumenta a velocidade de transmissão de dados para até 384 kbits/s, tornando possível a
terceira geração de serviços de telefonia móvel. A rede EDGE é semelhante à GPRS, com
melhorias na interface aérea, modulação 8-PSK e codificação de canal aprimorada. Essas
tecnologias melhoram a eficiência do espectro de frequências e aproveitam as licenças de banda
existentes.

• A Transmissão Descontinuada (DTX) no contexto do GSM é uma funcionalidade que interrompe


a transmissão de dados durante períodos prolongados de silêncio quando um usuário está
apenas ouvindo, sem falar.

• Detector de Atividade de Voz (VAD - Voice Activity Detector):

• Gerador de Ruído de Conforto (CNG - Confort Noise Generator):

• Timing Variável e o Controle de Potência são aspectos críticos no sistema GSM (Global System
for Mobile Communications) devido às diferentes distâncias entre as estações móveis (EMs) e a
estação base (ERB) dentro de uma célula de cobertura.

A hierarquia das comunicações móveis

A hierarquia das comunicações móveis refere-se à classificação das diferentes gerações de


tecnologia de comunicação móvel, que evoluíram ao longo do tempo. Essas gerações são geralmente
identificadas por números.

Hierarquia na comunicação móvel


A comunicação móvel desempenha um papel importantissímo na sociedade moderna, permitindo a
conectividade em movimento e facilitando a troca de informações em uma escala global.

Uma parte fundamental desse sistema é a hierarquia de comunicação móvel, que organiza as redes
e infraestruturas que sustentam a comunicação sem fio. No presente tema abordaremos mais sobre
a hierarquia de comunicação móvel(definição, conceitos, tipos, etc..).

A hierarquia das comunicações móveis refere-se à classificação das diferentes gerações de


tecnologia de comunicação móvel, que evoluíram ao longo do tempo. Essas gerações são geralmente
identificadas por números.

Como funcionam as Redes Móveis?


A hierarquia de comunicação móvel é um sistema organizado de redes e tecnologias que permitem a
transmissão de dados, voz e outros serviços sem fio entre dispositivos móveis. Essa estrutura
hierárquica garante que a comunicação seja eficiente, segura e escalável, atendendo às necessidades
crescentes dos usuários de dispositivos móveis.

Conceitos-chave:

• Torre de Celular;

• Estações Base ;

• Redes de Acesso

GSM

O sistema GSM (Global System for Mobile Communications) permite a troca dos dados do usuário
entre telefones diferentes, além de proporcionar acesso mais rápido à internet. Desde 1983 esse
sistema é usado como padrão da telefonia celular digital na Europa e nos Estados Unidos.

LTE

É uma tecnologia móvel de transmissão de dados que foi criada com base no GSM e WCDMA. A
diferença é que, dessa vez, a tecnologia prioriza o tráfego de dados em vez do tráfego de voz, como
acontecia em gerações anteriores. Isso proporciona uma rede de dados mais rápida e mais estável.

Primeira geração

A primeira geração de rede móvel sem fio foi lançada na década de 1980 para o uso nos primeiros
celulares.

A transmissão funcionava de forma analógica, utilizando sinais de rádio para codificar o áudio, e a
tecnologia era limitada a fornecer os serviços de voz entre aparelhos. Além dessa limitação, o serviço
tinha problemas de compatibilidade devido aos diferentes padrões adotados pelos países.

Nos Estados Unidos e no Brasil, por exemplo, era utilizado o padrão Advanced Mobile Phone System
(AMPS). Outros padrões incluíam Nordic Mobile Telephone (NMT), para países nórdicos, e o Total
Access Communications Systems (TACS), aplicado no Reino Unidos.

Tecnologia

No 1G, o FDMA era a técnica predominante. Ela dividia o espectro de frequência disponível em
canais separados, onde cada canal podia suportar uma única chamada de voz analógica. Isso
significava que várias frequências eram alocadas para acomodar várias chamadas simultâneas.

Principais Recursos:
Essencialmente, o 1G permitia apenas chamadas de voz básicas, sem suporte para mensagens de
texto ou transferência de dados.

Limitações

Era vulnerável a interferências e escutas telefônicas.

A qualidade da voz era muitas vezes baixa, e a segurança era limitada.

Segunda Geração

Introduzido no ano de 1991, ela introduziu a tecnologia digital, permitindo comunicações mais
eficientes e a capacidade de enviar mensagens de texto.

Tecnologia

A 2G marcou a transição para a tecnologia digital, usando modulação por deslocamento de fase
(PSK).

O TDMA foi a técnica principal na 2G. Ele divide o tempo em slots de tempo, permitindo que vários
dispositivos transmitam em intervalos de tempo separados em uma frequência específica. Isso
aumentou a capacidade da rede em relação ao FDMA.

A 2G ainda usava comutação de circuitos para chamadas de voz, o que significava que um caminho
dedicado era estabelecido durante toda a chamada.

Principais recursos

Além das chamadas de voz digitais, a 2G introduziu o envio de mensagens de texto (SMS) e
mensagens multimídia (MMS).

Também melhorou a segurança das comunicações.

Limitações

As taxas de transferência de dados ainda eram muito limitadas para aplicativos de internet
avançados.

Terceira Geração

O 3G, lançado em 2001, corresponde à terceira geração de conexão móvel, que consolidou o acesso
e a navegação pela internet por celulares.

O enfoque dos novos padrões e tecnologias foi o uso diário de serviços de internet, como a
navegação em sites, redes sociais, acesso a e-mails e troca de mensagens.
O padrão utilizado foi o Universal Mobile Telecommunication System (UMTS), que auxiliou na
migração do GSM para o 3G, e foi o primeiro a alcançar a marca de 2 megabits por segundo na taxa
de transmissão em dispositivos parados.

A implantação do 3G, no entanto, foi um processo demorado em vários países devido ao uso de um
espectro de frequência diferente do 2G.

Tecnologia

A 3G usava tecnologia de comutação de pacotes baseada em CDMA (Code Division Multiple Access)
ou WCDMA (Wideband CDMA).

A 3G oferecia velocidades de dados mais rápidas em comparação com o 2G, tornando a internet
móvel e os serviços de dados mais práticos.

Principais recursos

Introduziu velocidades de dados mais rápidas, permitindo serviços como internet móvel, streaming
de vídeo e chamadas de vídeo. Também melhorou a capacidade de voz.

Limitações

Embora fosse um grande avanço, a 3G ainda tinha limitações de velocidade em comparação com as
gerações subsequentes.

Quarta geração

O 4G representa a quarta grande fase de tecnologias para a conexão móvel, com avanços
significativos na transmissão de dados.

Através do padrão Long Term Evolution (LTE), foi anunciada em 2010 e ampliou a velocidade, a
capacidade de tráfego e a estabilidade do uso de internet em celulares.

O 4G possibilitou usar dados móveis para realizar serviços que, até então, eram limitados à conexão
por banda larga fixa.

Tecnologia

A 4G era baseada em tecnologia IP, o que permitia uma convergência mais completa entre redes fixas
e móveis. Isso possibilitou uma maior variedade de serviços baseados em IP.

O OFDMA é uma técnica usada no 4G que divide a largura de banda disponível em subportadoras
ortogonais, permitindo a transmissão simultânea de múltiplos dispositivos em subportadoras
diferentes. Isso melhora a eficiência espectral e a capacidade da rede.
O LTE era a tecnologia principal usada nas redes 4G. Ele oferecia altas taxas de transferência de
dados e menor latência em comparação com as gerações anteriores.

WiMAX

Quinta geração

A quinta geração procura trazer mais do que aumentar a velocidade, marca também, a conexão sem
fio para outros aparelhos.

Os resultados são previstos para uso doméstico, com a ampliação do conceito de casas conectadas, e
em serviços industriais, com novas possibilidades de automação e Internet das Coisas (IoT).

O 5G utiliza um padrão chamado de NR. Em termos de velocidade, estima-se que a marca dos
Gigabits por segundo seja alcançada. Além disso, o 5G tem grande redução da latência, o que pode
permitir actividades à distância em tempo real.

Tecnologia

Acesso Múltiplo por Divisão de Frequência Ortogonal Não Contígua (NCOFDMA):

O NCOFDMA é uma variação do OFDMA usada no 5G. Ele permite alocar subportadoras não
adjacentes a um dispositivo, melhorando ainda mais a flexibilidade e a capacidade da rede.

Massive MIMO (Multiple Input, Multiple Output):

O Massive MIMO é uma técnica que utiliza muitas antenas na estação base para transmitir e receber
sinais de forma mais eficiente, melhorando a capacidade e a qualidade das comunicações.

Virtualização de Rede

A virtualização de rede envolve a criação de redes virtuais sobre uma infraestrutura física
compartilhada. Isso permite a alocação flexível de recursos de rede e a implementação de serviços
sob demanda.

Qual a diferença entre 4G e o 5G?

Enquanto o 4G oferece velocidades médias de 100 Mbps (megabytes por segundo), o 5G promete
alcançar até 10 Gbps (Gigabytes por segundo), proporcionando uma experiência ainda mais rápida e
fluída, esses tipos representam a evolução contínua da hierarquia de comunicação móvel para
atender às crescentes demandas por conectividade sem fio em uma sociedade cada vez mais digital.

FUNCIONAMENTO DAS COMUNICAÇÕES MÓVEIS


Estrutura Celular
ELEMENTOS DE UM SISTEMA MÓVEL CELULAR

▪ O Sistema móvel celular é composto basicamente por três elementos principais: ▪ Celula; ▪ Estação
rádio base (ERB); ▪ Estação móvel; ▪ Central de comutação móvel.

CÉLULA

▪ É uma área geográfica hexagonal coberta por uma estação radio base (ERB), que oferece serviços
de comunicação móvel aos assinantes. Uma célula utiliza parte do espectro disponível.

▪ Um conjunto de células que compõem o espectro completo chama-se cluster

▪ Uma célula é uma região geográfica coberta por sinais de radiofrequência (RF) fornecidos por uma
estação rádio base (ERB). Ela atua como um ponto de comunicação em redes móveis, permitindo
que assinantes móveis estabeleçam chamadas para telefones móveis ou fixos por meio de uma
central de comutação móvel.

ESTAÇÃO RÁDIO BASE

▪ As estações rádio base são responsáveis pela comunicação de rádio entre o aparelho celular e a

Central de comutação móvel.

ESTAÇÃO MÓVEL

É o dispositivo móvel, que serve com interface entre o assinante e a ERB, capaz de comunicar-se com
estes a qualquer um dos canais alocados, operando em modo fullduplex (cada canal e composto por
um canal directo e um canal reverso).

CENTRAL DE COMUTAÇÃO MÓVEL

▪ Também conhecido como Mobile Switching Center (MSC), é uma infraestrutura de comunicações
que coordena as actividades das ERBs de varias células com as Estacoes Moveis.

REUTILIZAÇÃO DE FREQUÊNCIAS

É o uso de um canal em áreas geográficas diferentes, simultameante.

TIPOS DE ÁREA

▪ Área de cobertura – Área geográfica coberta por determinada estação rádio base (ERB). Qualquer
estação móvel (EM) dentro da área de cobertura pode ser coberta pelo equipamento rádio daquela
ERB. Define o tamanho da célula.

▪ Área de controle – Área atendida por uma central de comutação e controle (CCC) do serviço móvel
celular (SMC). Uma área de controle pode conter diversas áreas de localização.
▪ Área de localização – Área na qual uma EM pode mover-se livremente sem ser necessária a
atualização dos registros de localização. Uma área de localização pode conter diversas áreas de
cobertura de ERB.

▪ Área de registro – Área de localização na qual a EM está registrada.

▪ Área de serviço – Área na qual as estações móveis compatíveis têm acesso ao SMC e um usuário de
EM pode ser acessado por um usuário qualquer da rede fixa de telecomunicações, sem
conhecimento prévio de sua exata localização. Uma área de serviço pode conter diversas áreas de
controle.

▪ Área de sombra – Área na qual o sinal irradiado pela ERB sofre obstrução à propagação devido a
sua topografia (morros, declives, vegetações etc.) ou obstáculos criados pelo ser humano (edifícios).

ROAMING INTERNACIONAL

Roaming internacional e o uso de dados fora da cobertura da nossa provedora de internet, com o
auxilio de uma provedora local (ou seja, do pais em que estamos).

O Roaming permite que nos comunicar com quem queremos sem precisar trocar de numero

E com taxas muito elevadas

HANDOFF, HANDOVER OU TRANSFERÊNCIA

▪ é o procedimento empregado em redes sem fio para tratar a transição de uma unidade móvel (UM)
de uma célula para outra de forma transparente ao utilizador

CONGESTIONAMENTO NAS COMUNICAÇÕES MOVEIS

▪ Quando uma rede movel ou celular esta sobrecarregada devido a um numero grande de
dispositivos moveis tentando usar a rede simultaneamente, excedendo a capacidade projetada.

▪ Consequências do congestionamento:

▪ Lentidão na conexão;

▪ Chamadas perdidas;

▪ Qualidade de chamada baixa;

Registo de Localização local (HLR)

O HLR administra, altera e atualiza a base de dados dos assinantes locais. Esses dados são acessados
remotamente pelo MSC e pelo VLR. Os principais funções do HLR são:

 Registo na rede;

 Gerenciamento da localização;

 Serviços personalizados;
 Roaming;

Registro de localização do visitante (VLR)

Ele guarda uma cópia dos principais dados do assinante, contidos no seu HLR de origem. Essas
informações são :

 Gerenciamento de assinantes em Roaming;

 Consulta de informações de assinantes;

 Verificação de autenticidade;

 Identidade temporária do assinante móvel (TMSI);

 Encaminhamento de chamadas e mensagens;

 A cópia desses dados é mantida no VLR por um tempo determinado pelo operador de rede.

Fenómenos da Rede móvel

 Handoff (Handover)- é o processo em que um dispositivo móvel muda de uma célula de


cobertura para a outra sem a interrupção na chamada.

 Roaming - é o processo que ocorre quando um dispositivo móvel se move para uma área fora da
rede sua operadora, ele pode precisar se conectar a outra operadora.

 Controlo de Potência- é a capacidade da rede de ajustar a potência de transmissão dos


dispositivos móveis e das estações base para optimizar a qualidade da conexão e economizar
energia.

 Interferência: A interferência ocorre quando múltiplos sinais de transmissão se sobrepõem e


prejudicam a qualidade da conexão;

 O congestionamento ocorre quando a demanda por serviços em uma célula ou em toda a rede
excede a capacidade disponível;

 O desvanecimento refere-se à atenuação ou enfraquecimento do sinal de rádio à medida que ele


viaja pelo meio de propagação, como o ar ou edifícios.

 Gerenciamento de Recursos de Rádio (RRM): Esse processo otimiza o uso de recursos de rádio,
como frequências e potência, para garantir uma boa qualidade de serviço para os usuários.

 A interferência "Handset to Handset" (HTH) acontece quando dispositivos sem fio, como
telefones celulares, interferem uns nos outros devido à proximidade física ou uso de frequências
semelhantes. Para mitigá-la, regulamentos definem limites de potência e faixas de frequência, e
fabricantes empregam técnicas como seleção de canais e controle de potência.

 A latência de transmissão é o atraso que ocorre quando dados são transmitidos em uma rede.
Isso inclui o tempo que leva para os dados percorrerem a rede e serem processados nos
dispositivos de origem e destino. A latência é afetada por vários fatores, incluindo a distância
física, o processamento de dados e a capacidade da rede.
Redes Moveis

Redes móveis são sistemas de telecomunicações que permitem a comunicação sem fio entre
dispositivos móveis, como smartphones, tablets e laptops, e a infraestrutura de rede.

O primeiro sistema de comunicação móvel disponível foi o MTS (mobile telephone service),
implantado em Saint Louis pela Bell Telephone Company em 1946. Ele era composto de um único
ponto centralizado (chamado de estação base), ou seja, toda a região a ser coberta possuía uma
única célula, com um transmissor de potência elevada e poucos canais de conversação.

Componentes de redes móveis

O sistema móvel celular é composto basicamente por três elementos principais:

 Estação rádio base.


 Estação móvel.
 Central de comutação móvel.

Estação rádio base

As estações rádio base são responsáveis pela comunicação de rádio entre a estação móvel (aparelho
celular) e a central de comutação e controle (CCC), efetuando a realização das chamadas recebidas
ou destinadas aos móveis localizados em cada uma das células. As estações são conectadas à CCC
por meio de ligações terrestres ou via rádio.

 Converter sinais de RF em áudio e vice-versa.


 Alertar os usuários sobre chamadas recebidas.
 Responder a comandos recebidos da CCC.
 Verificar a necessidade de handoff.

Estação móvel

A Estação Móvel refere-se aos dispositivos usados pelos assinantes em uma rede móvel, como
smartphones, tablets e telefones celulares. Esses dispositivos se comunicam com as Estações Rádio
Base para fazer chamadas, enviar mensagens de texto, acessar a internet e realizar outras funções de
comunicação.
Central de comutação móvel (MSC)

A MSC (mobile services switching center) é o elemento central do sistema de comutação celular, que
interliga um conjunto de células. Também possibilita interligação com a rede de telefonia pública
(PSTN) e com a rede digital de serviços integrados (RDSI).

Funções da Central de comutação móvel (MSC)

• Gerenciar e controlar os equipamentos da base de conexões.

• Dar suporte a múltiplas tecnologias de acesso.

• Prover a interligação com a PSTN.

• Dar suporte a conexões entre sistemas.

• Controlar funções necessárias à tarifação.

Handoff

Handoff é o procedimento de troca de célula de um usuário móvel, durante uma conversação.


Ocorre quando a estação móvel se distancia da ERB que controla sua chamada e o sistema percebe
que o nível de sinal está abaixo de certo limiar, definido em projeto.

Durante o handoff, podem ocorrer uma série de fenômenos, que podem afetar a qualidade da
comunicação. Esses fenômenos incluem:

 Perda de sinal,
 Atraso e
 Interferência.

Interferência

A interferência é um fenômeno que ocorre quando duas ou mais ondas de mesma frequência se
superpõem no mesmo ponto. No contexto das redes de comunicação sem fio, a interferência pode
ocorrer quando sinais de diferentes estações base ou dispositivos móveis interferem uns com os
outros.

Em um sistema celular existem basicamente dois tipos de interferência:

 Interferência co-canal;

 Interferência por canal adjacente;

 Interferência co-canal- é um tipo de interferência que ocorre quando dois ou mais sinais de
mesma frequência se superpõem no mesmo ponto. No contexto das redes de comunicação
sem fio, a interferência co-canal ocorre quando dois ou mais transmissores estão usando a
mesma frequência em uma mesma área geográfica.
 A interferência por canal adjacente- é um tipo de interferência que ocorre quando dois ou
mais sinais de frequências adjacentes se superpõem no mesmo ponto. No contexto das
redes de comunicação sem fio, a interferência por canal adjacente ocorre quando dois ou
mais transmissores estão usando canais que são adjacentes no espectro de frequências.

Roaming

Roaming significa “em locomoção”, indicando o processamento de uma chamada telefônica celular
móvel em uma CCC, a qual não é a de origem do assinante celular móvel que está participando de
ligação telefônica, ou seja este celular está registrado em uma outra CCC.
Satélites e Comunicação via Satélite

Comunicação via satélite faz a transportação de informação de um lado para outro usando satélites
de comunicação que orbitam a Terra. Satélites de comunicação são satélites artificiais que
transmitem sinais por transponders, criando um canal entre o transmissor e o recetor que se
encontram em diferentes localizações.

Satélites são objectos artificiais colocados em órbita ao redor da Terra ou de outros corpos celestes
para uma variedade de propósitos. No contexto da comunicação via satélite, geralmente nos
referimos a satélites de comunicação.

Existem, aproximadamente, 2000 satélites artificiais a orbitarem a Terra, retransmitindo sinais


analógicos e digitais, que transportam voz, vídeo, e dados de e para um ou vários lugares
mundialmente.

Satélite é um corpo físico que gira ao redor da Terra (ou de outro corpo celeste) para realizar diversas
funções.

Estes podem ser naturais (como a lua) ou artificiais (enviados pelo homem ao espaço).

Possuem diversas funções, como por exemplo:

 Meteorológicos;
 Militar;
 Pesquisa;
 Navegação;
 Comunicação. Etc.

Características:

Podem ser colocados em diferentes tipos de órbitas:

 Geoestacionárias (GEO);
 Não-Geoestacionária (NGEO).

Através da comunicação via satélite, foram possíveis vários progressos, como a área das geociências,
as telecomunicações e o transporte aéreo. Melhorou também a segurança e o desenvolvimento
mundial.
Na área de telecomunicações, a comunicação via satélite refere-se a transmissão de sinais
comunicação (como voz, dados, vídeos) através de satélites em órbita ao redor da Terra.

4. Classificação desta Comunicação:

Comunicação Bidirecional (duplex)

Tanto o dispositivo A como o B podem transmitir e receber dados um do outro. Este sistema é mais
complexo.

Exemplo:

 Internet via satélite.

Comunicação Unidirecional (simplex)

O dispositivo A age somente como transmissor e o dispositivo B somente como recetor. Ou seja, só é
possível o envio de dados apenas por uma das partes. Apenas o emissor envia a mensagem.

Exemplos:

 Rastreamento via GPS;

 Rádios e TVs via satélite.

5. Como Funcionam

Os satélites de comunicação são semelhantes a espelhos no espaço que nos ajudam a refletir sinais,
como rádio, dados da internet e televisão, de um lado da Terra para o outro. Três estágios estão
envolvidos na explicação de como funcionam as comunicações por satélite. São eles:

1. Uplink (enlance de subida);

2. Transponders;

3. Downlink (enlance de descida).

1.1 Breve história

Em 1945, o escritor Arthur C. Clarke descreveu uma forma de tornar a comunicação via satélite real,
num artigo para a revista Wireless World.

A maior contribuição de Clarke, foi a proposta de colocar estações em órbitas específicas (hoje
conhecido como órbita geoestacionária), na altitude e velocidade certa.

Arthur Clarke apenas idealizou, mas a união soviética, em 1957 lançou o primeiro satélite ao espaço,
que orbitou a terra por 3 meses - chamado Sputnik 1. No seu interior, havia um transmissor de rádio
que enviava um som de ping a terra, era possível ouvir até nas rádios amadoras.
6. Múltiplo Acesso

A comunicação via satélite permite que várias estações terrestres possam manter comunicação
simultânea com o satélite, transmitindo ou recebendo informações.

Para isso, são utilizadas as técnicas FDMA, SCPC e TDMA.

FDMA

 A faixa de frequência de um transponder é subdividida em partições menores de tamanho


variável em função do número de canais de voz transmitidos em cada partição.

 Os canais de voz são multiplexados em frequência, aplicado num modulador FM, e em seguida
convertido para a frequência de enlace de subida (recebe sinal da Terra), sendo transmitida para
o satélite.

SCPC (um único canal por portadora)

 Destina-se à transmissão da voz digitalizada a 64kps na modalidade duplez.

Até 800 canais de voz podem ser transmitidos dentro da faixa do tranponder de 36MHz,
utilizando-se a modulação QDPSK.

 Como a modulação QDPSK transmite 2 bits de cada vez. Cada canal pode ocupar, no máximo,
36MHz/800 = 45kHz.

TDMA

 Cada intervalo de tempo, chamado de partição é, em princípio, endereçado para uma estação
terrena diferente.

 Para isso, cada quadro formado por um número n de partições é emitido, sendo cada partição
dividida em 3 partes.

7. Alocação de Frequência

A alocação de frequências para serviços de satélite é um processo complicado que requer


coordenação e planejamento internacionais. Isso é feito de acordo com a União Internacional de
Telecomunicações (UIT). Para implementar esse planejamento de frequências, o mundo é dividido
em três regiões:

- Região 1: Europa, África e Mongólia

- Região 2: América do Norte e do Sul e Groenlândia

- Região 3: Ásia (excluindo áreas da região 1), Austrália e sudoeste do Pacífico.

Os satélites de comunicação usam as faixas C (4 à 8GHz), X (12,5 à 18GHz), Ku(12,5 à 18GHz) e Ka(18
à 40GHz).
7.1 Designações

Com base no serviço de satélite, as seguintes frequências são alocadas:

- VHF: 0.1 à 0.3GHz --- Serviços de Satélite Móvel e de Navegação

- Banda L: 1.0 à 2.0GHz --- Serviços de Satélite Móvel e de Navegação

- Banda C: 4.0 à 8.0GHz --- Serviço de Satélite Fixo

- Banda Ku: 12.5 à 18.0GHz --- Serviço de Satélite de Radiodifusão Direta

Tipos de Satélites

 Satélites de Comunicação: são projectados para facilitar a comunicação global. Podem ser
geoestacionários, em órbita baixa ou média, e são usados para serviços de telefonia, televisão
por satélite, internet via satélite e transmissões de dados em larga escala.

 Satélites de Observação da Terra: são usados para monitorar e colectar dados sobre a Terra.
Podem ser aplicados na meteorologia, monitoramento ambiental, cartografia, agricultura e
observação de desastres naturais.

 Satélites de Navegação: Os satélites de navegação são parte de sistemas de posicionamento


global, como o GPS (Global Positioning System). Eles fornecem informações de localização
precisas para navegação terrestre, marítima e aérea.

 Satélites de Órbita Baixa para Internet: Existem projectos que buscam lançar constelações de
satélites para o fornecimento de internet.

 Satélites de Reconhecimento e Espionagem: são usados por governos para a colecta de


informações de inteligência. Eles são projectados para observar e colectar dados sobre alvos
específicos, como instalações militares e áreas geográficas sensíveis.

 Satélites Científicos: Satélites científicos são usados para realizar pesquisas em órbita e colectar
dados sobre o espaço, a atmosfera terrestre e o universo. Eles são usados em campos como
astronomia, astrofísica e pesquisa espacial.

 Satélites de Satélite de Aplicação Específica: Alguns satélites são criados para fins específicos,
como satélites de busca e resgate, satélites de retransmissão de dados meteorológicos, satélites
de retransmissão de sinais de rádio e muito mais.

 Quantidade de Satélites: Existem milhares de satélites em órbita ao redor da Terra. No entanto,


em relação à comunicação via satélite, existem centenas de satélites geoestacionários em órbita,
que são os mais comuns para essa finalidade.

Comunicação via Satélite

A comunicação via satélite envolve o uso de satélites artificiais em órbita ao redor da Terra para
transmitir sinais de comunicação, como voz, dados e vídeo, de um ponto para outro na Terra.

Funcionamento da Comunicação via Satélite:


 Estações Terrestres: O processo começa com estações terrestres, que são instalações equipadas
com antenas parabólicas ou outras antenas de transmissão e recepção. Essas estações terrestres
são responsáveis por enviar e receber sinais de e para os satélites.

 Transmissão para o Satélite: Quando alguém faz uma chamada telefônica, envia um e-mail ou
assiste à TV via satélite, os dados são enviados a partir de uma estação terrestre para o satélite.
Isso é feito por meio de um sinal de rádiofrequência que é transmitido pela antena da estação
terrestre em direção ao satélite.

 Órbita do Satélite: Os satélites de comunicação estão posicionados em órbitas específicas ao


redor da Terra. Os satélites geoestacionários, por exemplo, estão em órbitas que os mantêm
sobre a mesma posição geográfica em relação à Terra o tempo todo.

Funcionamento da Comunicação via Satélite (cont.):

 Repetição de Sinal: Quando o sinal de rádiofrequência atinge o satélite, este o amplifica e o


retransmite de volta à Terra. Isso é feito em diferentes frequências para evitar interferência com
os sinais que estão sendo transmitidos.

 Recepção na Estação Terrestre de Destino: O sinal retransmitido pelo satélite é recebido por
outra estação terrestre, que pode estar localizada em uma parte diferente do mundo. Essa
estação terrestre converte o sinal de volta em um formato que pode ser usado por dispositivos,
como telefones, computadores ou televisores.

 Comunicação Bidirecional: A comunicação via satélite permite tanto transmissão quanto


recepção de dados, o que possibilita chamadas telefônicas, acesso à internet de banda larga,
televisão por satélite e muitos outros serviços de comunicação.

Vantagens

☻ Cobertura Global: Os satélites de comunicação podem fornecer cobertura global, incluindo


áreas remotas onde a infraestrutura terrestre é limitada.

☻ Transmissão Multicanal: Permitem a transmissão de grandes volumes de dados, voz e vídeo em


múltiplos canais simultaneamente.

☻ Flexibilidade: São altamente flexíveis e podem ser reprogramados para atender às


necessidades específicas de comunicação.

Desvantagens

× Atraso de Sinal: A latência é maior em comparação com outras formas de comunicação, devido
à distância que os sinais têm que percorrer até o espaço e voltar.

× Custo: O lançamento e a manutenção de satélites podem ser extremamente caros, tornando os


serviços via satélite caros para empresas e consumidores.

× Vulnerabilidade: Os satélites podem ser vulneráveis a interferências e ataques cibernéticos.


Vantagens da Comunicação via Satélite:

• Cobertura Global;

• Rápida implementação;

• Comunicação em tempo real;

• Pode ser utilizado para uma ampla gama de serviços;

• Backup;

• Escalabilidade;

• Segurança.

Desvantagens da Comunicação via Satélite:

• Latência;

• Custo elevado;

• Susceptibilidade a condições climáticas;

• Limitações de largura de banda;

• Sobrecarga do espetro;

• Impacto ambiental;

• Vida útil limitada dos satélites.

9. Aplicações

 Observação da Terra (previsão do tempo, recursos naturais, desastres naturais, etc.)

 Serviços de resgate e emergência

 Voos e navegação aérea

 Educação

 Entretenimento e médias.

 Satélites militares

 Telefone global

 Conexão de áreas remotas

 Comunicação móvel global

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