ÓLEOS ESSENCIAIS
Os óleos essenciais são substâncias naturais extraídas de plantas de diversas partes do mundo.
Estas substâncias podem ser encontradas nas flores, nas folhas, nos caules, nas hastes, nas
cascas ou nas raízes.
Contraindicações:
Não indicamos o uso de óleo essencial administrado oralmente (ingestão), pois não
poderemos afirmar sua segurança sem recomendações específicas sobre metabolizações e
interações de medicamentos que possam ocorrer, sob esta via administrativa, somente sob
orientação de um profissional extremamente qualificado. Recomendamos fazer um teste de
sensibilidade na pele antes do uso via administrativa tópica.
Não recomendamos usar um óleo essencial por mais de 28 dias. Caso seja necessário,
descanse uma semana, depois retome-o.
Não usar os óleos essenciais puros sobre a pele, podendo causar irritação cutânea se aplicado
diretamente sem diluição, exceto Lavanda, Copaíba e Tea Tree em aplicação pontual.
Quanto em tratamento com remédios homeopáticos não utilizar: Hortelã Pimenta, Alecrim,
Sálvia officinalis ou Tomilho. Pois são considerados antídotos aos remédios homeopáticos.
No caso de Hipertensão, evitar: Alecrim, Sálvia officinalis e Tomilho.
No caso de Hipotensão, evitar: Manjerona e Ylang Ylang.
No caso de Epilepsia, evitar: Erva-Doce, Alecrim e Sálvia officinalis.
Problemas no Fígado: Caso tenha alguma patologia hepática, evite os óleos essenciais de Erva
Doce e Anis Estrelado.
Gravidez: Utilizar após o 5° mês de gestação os óleos de Lavanda, Camomila Romana e os
cítricos em geral. Consulte sempre o seu médico.
Amamentação, não utilizar: Hortelã Pimenta e Alecrim, pois estes óleos possuem ação anti-
galactagoga, ou seja, corta o leite.
Bebês recém-nascidos, usar: Camomila Romana e Lavanda (01 a 03 gotas em 30 ml de óleo
carreador).
Bebês 2 a 12 meses, usar: Camomila Romana, Lavanda, Tangerina, Eucalipto Glóbulos, Tea
Tree, (03 a 05 gotas em 30ml óleo carreador).
Crianças 1 a 5 anos, usar: Gerânio + os óleos acima (05 a 10 gotas em 30 ml de óleo carreador).
Crianças 5 a 7 anos, usar: Gengibre + os óleos acima (05 a 12 gotas em 30 ml de óleo
carreador).
Crianças 7 a 12 anos, usar: Cipreste, Alecrim, Hortelã Pimenta ou do Brasil, Limão Tahiti ou
Siciliano + os óleos acima (05 a 15 gotas em 30 ml de óleo carreador).
Crianças 12 anos e após, usar: A partir dos 12 anos poderá ser usado qualquer óleo essencial, e
em dosagem acima de 1% quando necessário.
Modo de Uso:
Os óleos essenciais são substâncias concentradas e devem sempre ser diluídos e utilizados sob
a orientação de um profissional qualificado.
Aromatizador: Aproximadamente 15 gotas;
Banhos: Em média 15 a 20 gotas após encher a banheira. Diluir em 01 colher de sopa de óleo
vegetal, mel ou vinagre orgânico de maçã, e acrescentar ao banho.
Compressa: 05 a 10 gotas em 1/2 litro de água;
Inalação: 02 gotas em 01 lenço (inalação pontual) ou 01 gota em 50 ml de soro fisiológico ou
água (inalação a vapor ou em inalador elétrico);
Massagem: 04 a 12 gotas por colher de sopa de óleo vegetal;
Óleo para rosto: 01 gota em 01 colher de café de óleo vegetal;
Óleo para cabelos: Em média 06 gotas por colher de sopa de óleo vegetal;
Uso tópico: Em média 06 gotas por colher de sopa de óleo vegetal.
Conservação do óleo essencial:
Armazenar em local bem ventilado em embalagem fechada, protegido da luz, calor, fogo,
plástico e madeira. Mantenha os frascos longe do alcance das crianças e dos olhos.
Por que não ingerir os óleos essenciais?
Os óleos essenciais quando ingeridos podem causar efeitos irritativos ou serem agressivos em
mucosas. Podem promover efeitos adversos. Por isso, se for optar por essa via de
administração recomendamos que esta seja feita sob recomendação de um médico que
conheça a atuação dos óleos essenciais, ou profissionais da aromaterapia com conhecimento
profundo em farmacologia ou farmacêuticos. Dentro dos estudos na aromaterapia a escola
francesa, (chamada de aromatologia também) esta difunde as vias administrativas oral, retal e
vaginal.
Já a escola inglesa baseia-se mais no uso externo, através de massagens, reflexologia,
inalações e aromatização de ambiente, entre outros, não havendo uso interno, oral, retal e
vaginal.
ÓLEO DE LAVANDA
O óleo essencial de Lavanda é muito procurado principalmente por conta de sua delicadeza e
por não ser irritante para a pele. Tem ainda propriedades calmantes e relaxantes.
Ele é extraído das flores, e como é extraído de plantas de diversas partes do mundo, pode
existir variações em seus aromas e compostos.
O óleo essencial de Lavanda é indicado para acalmar, relaxar os músculos, ajudando no bem-
estar em geral. Lavanda ainda é conhecida por ser uma planta que atua como antidepressivo,
diminui a tensão muscular, induz o sono entre outras características: antisséptica e
antibacteriana. O óleo essencial de Lavanda é uma das fragrâncias mais familiares do planeta.
Atenção: É necessário frisar que a OMS critica o uso dessas substâncias via oral, por esse
motivo o melhor jeito de absorver as propriedades da substância. É usando como difusores,
diluidores e massoterápicos.
História do óleo essencial de lavanda
A Lavanda é uma das plantas com maior tradição empregada na antiguidade. Os gregos, os
romanos e os árabes empregavam a variedade Lavandula stoechas como erva antisséptica e de
perfumaria – daí seu nome em latim lavare, que significa lavar. Devido à aparência de suas
folhas, faz-se menção a angustifólia.
Muito utilizada como erva aromática, foi espalhada em lugares públicos da antiga Europa a
partir do século XII. No mesmo século, a Madre St. Hildegarda reconhecia suas várias
propriedades terapêuticas. O famoso botânico inglês do século XVI, William Turner,
recomendava a Lavanda para lavar a cabeça das pessoas com transtornos psiquiátricos. Em
1640, o médico inglês John Parkinson considerava a Lavanda como “muito boa para dores de
cabeça e para o cérebro”. Em 1746 foi incluída pela primeira vez na farmacopeia londrina.
É um dos óleos essenciais mais conhecidos na Aromaterapia e usado para fins curativos desde
tempos imemoráveis. Durante séculos, sachês de Lavanda foram colocados nas gavetas de
roupas de cama para evitar mofo e afastar os insetos – suas propriedades inseticidas eram
bastante evidentes. Também era apreciado por sua qualidade antisséptica pelos romanos, que
o usavam nos banhos e para limpar ferimentos, confirmando a correspondência com o verbo
latino lavare. Acreditava-se que a Lavanda poderia curar formas mais brandas de epilepsia.
A água de Lavanda era popular no período elisabetano e na dinastia Stuart. Também era o
perfume preferido da rainha Maria Henrietta, esposa do rei Charles I. A Lavanda inglesa foi
cultivada durante muito tempo ao redor de Mitchum, em Surrey, embora seja hoje
amplamente cultivada em Norfolk. Suas maravilhosas propriedades dermatológicas foram
descobertas quase acidentalmente pelo químico francês René Maurice Gattefossé, no início do
século XX. Confere sabor exótico a alguns pratos franceses e marroquinos.
Supõe-se que a destilação comercial começou no início do século XVII – acredita-se que, por
ser regida por Mercúrio, isto pode relacionar-se com seu uso tradicional para o sistema
nervoso. Um óleo nada romântico, atribui-se também a ele funcionar como anafrodisíaco.
Borrifar Lavanda na cabeça supostamente ajuda a manter a castidade. Diz-se que a Lavanda é
uma das ervas dedicadas a Hécate, a deusa dos bruxos e das feiticeiras, e a suas duas filhas,
Medeia e Circe.
Aspectos Botânicos:
Trata-se de uma planta arbustiva aromática e perene, pertencente à família das Labiadas,
caracterizada por apresentar uma altura de 50 a 80 cm, com folhas opostas, lanceoladas e
oblongo-lineares, inteiras de 2 a 5 cm de longitude, flores bilabiadas cor azul grisalho a
violácea, reunidas em espigas com pedúnculos, que podem alcançar entre 10 a 20 cm,
aparecendo em meados do verão a princípios de outono.
A Lavanda é originária da zona mediterrânea europeia, oriente e Índia, sendo posteriormente
introduzida em quase todos os continentes. Cresce silvestre, em solos pobres, argilosos, bem
drenados e em zonas sub-montanhosas. É muito empregada em jardins como planta
ornamental e é bastante cultivada especialmente no norte de Europa, na Provença, na
Inglaterra, na Grécia, no norte da África e nos Estados Unidos. A melhor Lavanda cresce em
altitudes acima de 1.000 metros, ao sol, em solo arenoso, bem drenado ou gredoso. O óleo
essencial é na verdade produzido e armazenado nas folhas; as glândulas de óleo estão
incrustadas no meio da fina penugem que recobre a planta. Os botões da flor são colhidos para
processamento quando em plena floração. Existem cerca de vinte variedades diferentes de
Lavanda cultivada.
Observações sobre o óleo essencial de Lavanda
Nome Científico: Lavandula officinalis
Parte utilizada da planta: Sumidades floridas ou botões na época de máxima floração
(geralmente no verão), pois é neste momento que as glândulas contêm a máxima
porcentagem de óleos essenciais.
Tipo de Extração: Destilação a vapor
Combina com: Louro, Bergamota, Camomila, Citronela, Sálvia Esclareia, Gerânio, Jasmim,
Limão, Mandarina, Noz-Moscada, Laranja, Patchouli, Pinho, Tomilho e Alecrim.
Utilize com: Óleo Vegetal, Argila Medicinal, Creme Base Neutro, Gel de Aloe Vera,
Aromatizador Pessoal e/ou Difusor de Aromas para o Ambiente.