UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
CURSO DE PEDAGOGIA
MARIA ROSA ALVES DE OLIVEIRA ALMEIDA
A IMPORTÂNCIA DE TRABALHAR A LEITURA
PARANAPANEMA
2019
MARIA ROSA ALVES DE OLIVEIRA ALMEIDA
A IMPORTÂNCIA DE TRABALHAR A LEITURA
Artigo como requisito parcial para
obtenção de grau na disciplina
Trabalho de Conclusão de Curso em
Pedagogia.
Orientador(a) : Wilna Mello de Souza
Campos
PARANAPANEMA
2019
RESUMO: O objetivo deste trabalho é evidenciar a importância de trabalhar a leitura
nos Anos Inicias visto que a escola é lugar privilegiado para estimular o gosto pela
leitura, e que a formação do habito da leitura acontece na infância. A literatura é o
caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoção e sentimentos de
forma prazerosa e significativa. Para efetivação deste trabalho, optou-se por uma
pesquisa bibliográfica, com base em consultas a livros, revistas e artigos sobre o
tema. Pôde-se verificar que o trabalho com textos, deve, sobretudo, possibilitar ao
aluno o desenvolvimento do gosto pela leitura e a compreensão de textos lidos.
Outro ponto examinado com o estudo foi que o gosto pela leitura deve ser o
destaque da escola e não um mero pretexto para a solução de exercícios diversos,
bem como se deve ressaltar o papel do professor, enquanto mediador de todo
processo. O estudo se inicia enfocando a importância do contato da criança com o
mundo leitura, que deve acontecer desde cedo, e esboça algumas estratégias para
o desenvolvimento do habito de ler.
PALAVRAS CHAVE: Leitura, Literatura, Escola.
1. INTRODUÇÃO
O estudo realizado tem como objetivo ressaltar a importância de trabalhar a
leitura no Aos Iniciais, atualmente as crianças se prendem nos avanços tecnológicos
e, portanto cresce cada dia mais à falta de interesse dos alunos pela leitura,
havendo necessidade de se compreender como tornar a leitura um ato prazeroso e
interessante na escola, local onde as crianças criam seus primeiros hábitos.
A literatura é o caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação,
emoção e sentimentos de forma prazerosa e significativa. o papel do professor,
enquanto mediador de todo processo. O trabalho se inicia enfocando a importância
do contato da criança com o mundo leitura, que deve acontecer desde cedo, e
esboça algumas estratégias para o desenvolvimento do habito de ler.
A leitura é fundamental para a aquisição de conhecimentos, recreação e
informação. É importante para as crianças ter o hábito da leitura porque com ela, se
aprimora a linguagem e a comunicação com o mundo. O livro atrai a criança pela
curiosidade, pelo formato, pelo manuseio e pela emoção das histórias.
O professor deve selecionar textos, tendo sempre o cuidado de fazer deste
ato uma prática interessante e instigante, que coloque o aluno para refletir e expor
as suas ideias, pois ele é mediador e incentivador da leitura na escola. A escola
deve se tornar um ambiente onde ler é divertido e fascinante. Portanto este trabalho
tem o intuito de contribuir para o aprofundamento do debate sobre a inserção do
habito da leitura na sala, e contribuir na formação de educadores conscientes de
como é importante despertar nas crianças o desejo da leitura. Toda escola faz uso
do livro didático, e pode fazer desse livro um grande aliado no processo de formação
do leitor. O processo de leitura deve ser dinâmico, portanto as aulas de leitura
devem ocupar um espaço prazeroso.
O hábito pela leitura tem sido deixado de lado pois as crianças e adolescente
acabam ficando passando grande parte do tempo conectados as redes sociais e aos
avanços tecnológicos e, portanto cresce cada dia mais à falta de interesse dos
alunos pela leitura havendo necessidade de se compreender como tornar a leitura
um ato prazeroso e interessante na escola, local onde as crianças criam seus
primeiros hábitos.
Desenvolver o gosto e o prazer pela leitura e escrita nos alunos. Propor o
educando a produção de textos, inspirados na leitura do livro. Desenvolver nos
educandos uma prática pedagógica que os motive ao habito da leitura e escrita;
Proporcionar aos alunos momentos felizes, agradáveis e prazerosos de leitura;
Promover no âmbito e comunidade escolar o envolvimento de professores e alunos,
para o fortalecimento e construção de ações que proporcionem o gosto e o prazer
pela leitura.
A leitura e a escrita devem estar sempre presentes em nosso cotidiano nos
trazendo entendimento, cultura, conhecimento, diversão, informação, e além de nos
fazer mais reflexivos enriquece a escrita e o vocabulário. Uma boa leitura leva a
pessoa ao entendimento de assuntos distintos. Através da leitura temos
possibilidade de ter contato com várias culturas diferentes nos tornamos reflexivos,
falamos e escrevemos melhor. Diante da problematizarão apresentada,
desenvolveremos um projeto que tem como prioridade o desenvolvimento da
aprendizagem na alfabetização e no letramento de maneira significativa, satisfatória
e lúdica. Considerando a realidade socioeconômica e cultural dos alunos e da escola
o projeto será desenvolvido em parceira com o gestor e a comunidade escolar em
alavancar recursos metodológicos em relação ao processo ensino – aprendizagem.
Para efetivação deste trabalho, optou-se por uma pesquisa bibliográfica, com
base em consultas a livros, revistas e artigos sobre o tema. Pôde-se verificar que o
trabalho com textos, deve, sobretudo, possibilitar ao aluno o desenvolvimento do
gosto pela leitura e a compreensão de textos lidos. Outro ponto examinado com o
estudo foi que o gosto pela leitura deve ser o destaque da escola e não um mero
pretexto para a solução de exercícios diversos, bem como se deve ressaltar o papel
do professor, enquanto mediador de todo processo. O estudo se inicia enfocando a
importância do contato da criança com o mundo leitura, que deve acontecer desde
cedo, e esboça algumas estratégias para o desenvolvimento do habito de ler.
2. DESENVOLVIMENTO/REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 O PROCESSO E A IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Nas páginas de um livro, a criança descobre muito mais do que um mundo de
imaginação, pois a leitura pode ser uma excelente maneira de trabalhar vocabulário,
imaginação, criatividade, escrita, portanto mais do que um prazer, ela também é
fonte de aprendizado e conhecimento. Com o habito da leitura a criança desenvolve
o vocabulário, aumenta o repertório de palavras, aprende a escrever melhor,
trabalha a criatividade, a imaginação. A leitura é importantíssima para o
desenvolvimento cognitivo da criança. Quando ela adquire o hábito de ler, seu
inconsciente é liberado para o fato mais relevante da leitura, que é a interpretação.
Pensar a questão da formação do leitor não significa constatar uma crise de
leitura ou denunciá-la, pois o tema envolve, antes de mais nada, uma tomada
de posição, pois a ele envolve um elenco de contradições que congrega
planos diversos - o sociológico, o hermenêutico, o ideológico, que não podem
ser separados sob pena de o fenômeno sofrer profunda deformação
(ZILBERMAN, 2010, p. 9)
O processo de modernização da sociedade brasileira, que se deu através do
estímulo ao crescimento industrial e à urbanização, beneficiou a cultura brasileira, na
medida em que proporcionou condições de produção, circulação e consumo de bens
de que ela constituía.
A literatura infantil também foi favorecida, já que a indústria de livros se
solidificou e a escola, cujo resultado mais imediato é o acesso à leitura, se expandiu.
As transformações ocorridas no país a partir do século XX foram grandes e
aceleradas: as novas técnicas desenvolvidas, a organização da vida social. A
informação está presente em tudo, sendo juntamente com o conhecimento, fator de
dominação e riqueza. A sociedade passou então a exigir um indivíduo mais atuante
e conectado com as mudanças.
A explosão dos negócios mundiais, acompanhada pelo avanço tecnológico,
nos faz antever profundas modificações no trabalho, e, consequentemente na
educação, que passaram a exigir um trabalhador cada vez mais polivalente,
de maior atividade intelectual, capacidade de iniciativa e adaptação rápida às
mudanças. O signo verbal escrito cede lugar ao simulacro, ou seja, pode-se
mesmo dizer que as imagens representam a vida, à medida em que simulam
o real com formas hiperreais, convertendo as pessoas em espectadores
permanentes. A universalização da imagem não se restringe ao mundo do
lazer e do entretenimento, mas dá origem a uma outra forma de pensar,
distante do saber tradicional, em que as informações derivavam mais da
transmissão oral ou da escrita. Mesmo que o livro continue constituindo um
dos pilares da escolarização, e de fonte de prazer humano, não há como
deixar de reconhecer o impacto humano da imagem e a importância da mídia
como uns dos grandes apelos do mundo pós-moderno (MANGUEL, 2008, p.
59).
Neste sentido é preciso educar incorporando as novas técnicas e, mais do
que isso, promover a capacidade de leitura crítica das imagens e das informações
transmitidas pela mídia.
É difícil fazer uma síntese do século XX, período marcado por
transformações tão intensas que nos envolvem em um torvelinho de
ambiguidades e perplexidades. Se reexaminarmos as breves indicações
iniciais ao contexto histórico, podemos constatar as vertiginosas mudanças
econômicas, políticas, morais que sacodem nosso tempo. Vimos às
revoluções que implantaram o socialismo e também a sua derrocada, sem
que pudéssemos, ao mesmo tempo, aplaudir o liberalismo como mentor de
um plano capaz de democratizar a sociedade, inclusive a educação. Dessa
forma as promessas feitas no século XIX para oferecimento de uma escola
pública, única e universal, não se cumpriram de fato (SOARES, 2010, p. 69).
Antes de abordar aspectos relativos ao ensino da leitura, é importante
precisar o significado do ato de ler.
Ao se falar no ato de ler, significa um processo dinâmico e ativo, ou seja, ler
um texto significa não apenas compreender o significado das palavras, mas
também trazer nossa experiência e nossa visão de mundo como leitor. E a
cada leitura essa interação dinâmica leitor\texto favorece a produção de uma
linguagem diferenciada, favorecendo a formação desse leitor crítico e
criativo. É evidente que a formação de um leitor não depende exclusivamente
da escola, mas cabe a ela uma parcela da responsabilidade nesse trabalho
(BOMTEMPO, 2010, p. 8).
A literatura é um processo de contínuo prazer, que ajuda na formação de um
ser pensante, autônomo, sensível e crítico que, ao entrar nesse processo prazeroso,
se delicia com histórias e textos diversos, contribuindo assim para a construção do
conhecimento e suscitando o imaginário.
A leitura é indispensável na escola, não podemos nos referir à leitura como
um ato mecânico sem a preocupação de buscar significados, é necessário que
dentro do ambiente escolar o professor faça a mediação entre o trabalho e o aluno,
para que assim sejam criadas situações onde o aluno seja capaz de realizar sua
própria leitura, concordando ou discordando e ainda fazendo uma leitura crítica do
que lhe foi apresentado. A escola tem a oportunidade de estimular o gosto pela
leitura e deve permitir ao aluno criar e recriar o universo de possibilidades que o
texto literário oferece.
Zilberman (2003, p. 16) descreve que
"... a sala de aula é um espaço privilegiado para o desenvolvimento do gosto
pela leitura, assim como um campo importante para o intercâmbio da cultura
literária, não podendo ser ignorada, muito menos desmentida sua utilidade.
Por isso, o educador deve adotar uma postura criativa que estimule o
desenvolvimento integral da criança."
A escola é fundamental na aquisição do hábito da leitura e formação do leitor,
pois mesmo com suas limitações, ela é o espaço destinado ao aprendizado da
leitura. Muitos estudos e pesquisas têm evidenciado a importância das atividades
literárias diferenciadas no contexto educacional para o bom desempenho da criança.
A utilização da literatura como recurso pedagógico pode ser enriquecida e
potencializada pela qualidade das intervenções do educador.
Segundo Freire (2003, p.11)
A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra. A prática da leitura
se faz presente em nossas vidas desde o momento que começamos a
compreender o mundo a nossa volta. No desejo de decifrar e interpretar o
sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas
perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no
contato com um livro, jornal, revista, enfim, em todos estes casos estamos de
certa forma, lendo e tendo uma interação textual, embora muitas vezes nem
se percebesse essa interação”.
A leitura é um instrumento valioso para a apropriação de conhecimentos
relativos ao mundo exterior. Portanto buscamos desenvolver o gosto e o prazer pela
leitura, tornando os estudantes capazes de compreender diferentes gêneros textuais
que circulam na sociedade, de modo a formar leitores competentes e autônomos,
contribuindo para a sua inclusão e interação na sociedade.
Os primeiros contatos da criança com a leitura são de fundamental
importância para suas percepções futuras, pois interferem na formação do ser
humano crítico, capaz de encontrar as possíveis resoluções para os problemas
sofridos pela sociedade, a qual se pertence. Segundo Freire (1982), uma vez que a
leitura é apresentada a criança ela deve ser minuciosamente decifrada, trabalhada,
pois na maioria das vezes as crianças têm um contato imediato com a palavra, mas
a compreensão da mesma não existiu. Para tanto se faz necessário apresentar o
que foi descrito por tal palavra, de forma que esse objeto proporcione sentido a ela,
pois dessa maneira a busca e o gosto pelo mundo das palavras, isto é, da leitura e
da escrita, se intensifica. Logo, a leitura ganha vida e a criança adquire o hábito de
sua prática.
De acordo com Brandão (2009), embora seja esse um aspecto relevante do
processo de alfabetização, merecendo atenção especial e sistemática do professor,
a leitura não deve ser encarada como um processo estático de vocábulos e frases,
favorecendo uma leitura passiva do texto. Dessa forma, desde o início da
escolarização, a escola deve resgatar: o sentido amplo da leitura como apreensão
da realidade que se revela através de várias linguagens; o aspecto do processo de
leitura que envolve o diálogo do leitor com o texto; a possibilidade de fazer emergir
desse diálogo do leitor com o texto a expressão individual e diferenciada desse
leitor.
A análise do ato de ler torna-se fundamental em um mundo onde a escrita é
vista de maneira absolutamente positiva e indispensável na circulação de ideias.
Em nossa cultura, com base grafocêntrica, o acesso à leitura é considerado
como algo essencial, uma vez que torna possível ao indivíduo a obtenção de
benefícios indiscutíveis aquisição de conhecimentos e de aprimoramento
cultural, forma de lazer e de prazer estético, ampliação das condições de
interação e de convívio social. Para a leitura ser um hábito estável e regular
entre pessoas pertencentes aos grupos sociais de menor poder aquisitivo, é
preciso que exista uma literatura popular, ou seja, uma produção cultural que
possa atender os anseios destes segmentos sociais (ZILBERMAN, 2010,
p.67).
Aumentar a proporção de crianças que leem bastante e que fazem isso com
evidente satisfação deve ser um objetivo do ensino da leitura tanto quanto aumentar
o número de leitores competentes. A importância da leitura se dá na medida em que
ela é um instrumento de reflexão, conscientização e questionamento da realidade
em que o leitor se insere. É através dela que autor e leitor interagem e produzem
significados. Nesta relação que se estabelece entre o texto, entre a situação e o
contexto, a leitura torna-se um processo de interlocução.
Ler, segundo Brandão (2009, p. 21) “é um processo difícil e complexo, pois
envolve problemas semânticos, culturais, ideológicos, filosóficos e fonéticos”. Aquele
que lê se sente desafiado pelo texto, procura apropriar-se de sua significação e
posicionar-se diante do texto lido e até da própria vida.
Dado o reconhecimento da importância da leitura, esta deveria ser
considerada na escola como atividade primordial por excelência. No entanto
o que ocorre ao término da alfabetização, a leitura fica relegada em segundo
plano, sendo pouco praticada no cotidiano de sala de aula, quando os alunos
declaram que não gostam de ler (COLOMER,2008.p.46).
A manutenção dessa situação caótica se dá muitas vezes porque o professor
não orienta as atividades de leitura de forma criativa e não conhece os fundamentos
teóricos metodológicos que embasam a sua prática. Outra variável que interfere na
não formação de leitor é que a leitura deixou de fazer parte dos encontros familiares,
pois os programas televisivos e os jogos eletrônicos invadiram os lares, impedindo o
diálogo e a prática coletiva de leitura.
As condições socioeconômicas das famílias brasileiras que por necessidades
impostas pela sobrevivência, chegam a exigir dos pais dupla jornada de trabalho,
impossibilitando na maioria das vezes um acompanhamento mais direto na
formação dos filhos.
A partir destas colocações, nota-se que a escola não é a única instância que
interfere no processo do hábito de leitura, sendo exigências básicas: a capacitação
do professor; a seleção dos textos; a proposição de atividades de leitura e o
envolvimento de atores que legitimam o esforço dos docentes, voltado para a
promoção da leitura.
Ler não pode ser confundido com decifrar nem oralizar. A leitura é uma
atividade cognitiva que requer um sujeito envolvido na obtenção de
significados e na busca da compreensão, sendo que esta interpretação se dá
na transação entre leitor e texto. (TEBEROSKY, 2009, p.51).
Vale salientar que, em nossa vida cotidiana, toda atividade de leitura tem uma
finalidade determinada e é realizada por uma estratégia diferenciada. A leitura é um
instrumento útil que nos aproxima da cultura letrada, interpretando-a e permitindo-
nos uma aprendizagem contínua diante da multiplicidade de situações que nos
apresenta. E, como tal, favorece a apropriação da experiência e do conhecimento
humano, mediante o qual o leitor tem acesso a outras informações, pontos de vista,
representações, versões, visões, concepções de mundo, gerando o conhecimento
mediatizado, estrutural e reflexivo.
Enfim, a leitura permite obter informações e ampliação de conhecimentos,
estimulando e desenvolvendo os processos mentais superiores,
desempenhando uma importante função afetiva e uma função de recriação e
vinculação do prazer, ao deleite e ao lazer, fomentando a criatividade e
favorecendo a integração e a participação ativa na sociedade. Ela é uma
ferramenta sócio-cultural que além de permitir o acesso à cultura, também
favorece a recriação da mesma (LAJOLO, 2008, p. 89).
Verifica-se, desta forma, a relevância do aprendizado da leitura para a inserção do
indivíduo no meio em que ele vive.
Desde muito cedo, ainda bebê, a criança tem contato com textos orais de
diferentes maneiras. Ela ouve a voz da mãe, do pai, dos avós, contando contos de
fada inventando histórias. Uma atividade importante no encaminhamento para o
mundo da leitura que os pais leiam histórias para seus filhos e detenham-se em
observar com eles ilustrações, conversar sobre o que poderá acontecer na
sequência da história como sendo de suma importância.
Vale salientar que a formação de hábitos para a leitura e assim o é para toda ação,
advém da regularidade com que se pratica esta ação.
As crianças que adquirem o gosto pela leitura terão facilidade de aprender na
escola, e elas formam a imensa maioria daquelas que, mais tarde, se tornam
bons leitores. Os bons leitores e os leitores precoces vêm de lares em que os
pais proporcionam um modelo de leitura aos filhos e incentivam suas
experiências, fornecendo-lhes material de leitura (BANDEIRA, 2010, p. 11).
A criança que não experimenta situações de leitura em casa chega na escola
sem atribuir muito sentido à linguagem escrita, uma vez que não vivenciou
anteriormente esta prática no seu cotidiano. Normalmente este tipo de criança
atribuirá à leitura sentido escolar, tirando dela a função de lazer, prazer e
entretenimento.
A partir destas colocações, é notório que os pais desempenham um papel
crucial no desenvolvimento de crianças para que tenham atitudes positivas
em relação à leitura. Outros aspectos relevantes na formação do leitor
expressos pelos pais dizem respeito a: querer que os filhos tenham sucesso,
comunicar a eles um senso de importância da educação, transmitir um amor
pela leitura e um valor da mesma, amar, valorizar, respeitar seus filhos,
estando dispostos a dispensar tempo, e esforço para sua formação, acreditar
que são os primeiros professores de seus filhos, saber o que está
acontecendo na vida e na educação deles (KATO, 2010, p. 47).
Neste sentido a escola precisa criar mecanismos que busquem envolver os
pais, manter com os mesmos uma parceria, sendo que neste sentido os professores,
por meio do acompanhamento da Alfabetização e Letramento, poderão contribuir
significativamente para a elevação do patamar cultural da sociedade.
2.2 O PAPEL DO PROFESSOR NA FORMAÇÃO DO LEITOR
Evidentemente, os alunos adquirem um “comportamento leitor” nos primeiros
anos de vida, muito antes de qualquer atividade dirigida a essa aprendizagem.
Quando chegam à escola, a criança, já possui habilidades e concepções
sobre o texto escrito, adquiridos no contexto familiar e social, que nem sempre são
levados em consideração. Estas primeiras intuições da leitura são adquiridas por
elas a partir de contextos significativos que deverão ser continuados pela escola.
Aproveitando-se positivamente de tal situação, o professor deve trabalhar
com esse mundo conhecido antes de apresentar aos alunos outras formas de leitura
que a escola tradicionalmente adota.
Esse é o primeiro passo rumo à conquista de um leitor maduro que seja
capaz de realizar uma leitura emancipatória, não apenas de textos escolares, mas
também do mundo que o cerca. Além disso, a criança amplia sua bagagem de
conhecimentos que redunda na configuração de uma identidade vinculada à tradição
cultural.
As discussões e estudos em relação aos professores e o papel que eles
desempenham, ajudando crianças a se tornarem leitores motivados, ativos,
engajados, que leem em busca de prazer e de informação, apontam que o professor
precisa ser reflexivo e crítico com sua própria atividade, aberto a novas
contribuições, solidário e cooperativo para iniciar o processo de mudança e
inovação.
Quando o professor assume o papel de mediador entre os alunos e a sua
cultura ele deve ajudar, guiar, orientar, dinamizar, apoiar e facilitar a conquista de
significados, da compreensão e do sentido do novo e a progressiva apropriação de
suas concepções culturalmente aceitas ou estabelecidas.
Nesta intervenção, o docente sempre estará disposto a propor desafios que
questionem as hipóteses e as ideias dos alunos sobre a realidade, e a oferecer a
ajuda e orientação contextual para dar significado e compreensão a tudo o que se
faz e aprende na escola.
Na medida em que o aluno compara suas concepções com as do colega,
estará conhecendo o funcionamento da leitura e encontrando suas próprias
estratégias que lhe permitirão avançar no comportamento leitor.
É importante considerar ainda que cada aluno possua uma maneira individual
de apropriar-se do conhecimento, seguindo um itinerário diferente de aprender,
vinculada a sua experiência de vida, ao seu contexto sócio-cultural.
O professor não pode impor o seu gosto de leitura, também deve evitar a
utilização de leituras pré-dirigidas, sob a forma de perguntas-resposta e/ou
de alternativas fechadas, tal como se apresentam em livros didáticos e
similares. O professor deve ter o cuidado de selecionar, graduar e diversificar
o material de leitura de acordo com as características, necessidades e
interesses de seus alunos; para que isso concretize, deve ser um leitor
incansável e manter-se sempre atualizado. Porém, esse cuidado em
selecionar não deve restringir-se apenas ao professor, ele deve saber
estimular na criança a livre escolha daquilo que deseja ler (BRANDÃO, 2009,
p. 67).
As considerações feitas sobre esses procedimentos reforçam o duplo papel
do professor em face das atividades de leitura: o professor é simultaneamente o
mediador e o incentivador dessas leituras.
Quando se tratar de texto fragmentado, retirado de um livro, deve-se cuidar
para que constitua uma unidade significativa.
Frequentemente, o que se observa é que os textos são selecionados de tal
forma que, além de descaracterizarem a obra da qual foram extraídos, descartam a
possibilidade de um trabalho enriquecedor.
O professor deve dar preferência à leitura do texto original, evitando, o mais
que puder o texto adaptado. Quando isso não for possível, deve cuidar para que a
adaptação não subtraia do texto suas características e seus significados originais.
Ao selecionar os textos para leitura, o professor deve considerar tanto os
fatores relacionados ao desenvolvimento cognitivo da criança, quanto os
diretamente ligados ao contexto sócio-econômico e cultural em que ela vive.
Dependendo dessas variáveis, irá graduando os textos tendo em vista as
dificuldades que apresentam no nível linguístico e de organização textual:
assimilar a modalidade de linguagem que o aluno normalmente utiliza na sua
fala do cotidiano, não se podendo impor a construção sintática e os padrões
de um registro culto e adulto que afastem a criança do texto; quanto à
organização, devem-se evitar os textos que possam apresentar dificuldades
de compreensão com linguagens complexas; o professor deve cuidar
também para que as referências do texto não estejam distantes no tempo e
no espaço, relativamente ao contexto da criança; o professor deve ler
cuidadosamente os textos que selecionar, procurando analisar criticamente o
seu conteúdo e os valores neles veiculados. (COLOMER, 2008, p. 79)
O professor deve, portanto, evitar utilizar textos cuja única finalidade seja
passar uma “lição de moral” ou um ensinamento, o que longe de estimular,
distanciará a criança do texto.
Em contrapartida, o professor deve selecionar textos que coloquem temas
em questionamentos, proporcionando também à criança a oportunidade de
dar respostas divergentes. Por outro lado, ao selecionar esses textos, deve
diversificá-los quanto à temática e à fonte. Em relação à fonte, deve buscá-
los na literatura infantil (narrativas de ficção, poesias), nos jornais e revistas
(notícias, reportagens) e em obras de cunho informativo (textos informativos
das diferentes áreas curriculares). (COLOMER, 2008, p. 79)
A escola, trabalhando em integração com o professor, precisa oferecer
inúmeras situações de leitura, relacionadas às várias áreas do conhecimento:
jornais, revistas, livros didáticos e literários, resenhas, crônicas, cartas, diários,
classificados, bulas, necrológicos, receitas médicas e culinárias, textos humorísticos,
informativos, poéticos, e, finalmente, textos ligados a várias profissões, faixas etárias
e classes sociais, enlevando a leitura em sua ação libertadora e criativa, ao mesmo
tempo em que provoca cada um de modo diferente.
O aluno só aprende ler lendo, e se o material de que ele dispõe é o livro
didático é preciso que o professor saiba fazer uso deste recurso. A qualidade
do livro didático se tem revelado, com frequência lamentável e a maioria dos
alunos da rede pública, tem no livro escolar o único material impresso que se
tem acesso. Neste sentido, a escola precisa se organizar
metodologicamente, a fim de criar condições para que os alunos saibam se
posicionar de maneira crítica e ativa diante dos textos apresentados nos
livros. Este não deve e não pode ser o único instrumento utilizado, devendo o
professor, procurar trazer para a sala de aula a leitura de mundo, expressa
em rótulos, placas, jornais, revistas, manuais, bulas e outras. O livro não
deve ser uma ‘muleta’ para o professor seguir fielmente, mas um instrumento
capaz de oferecer inúmeras condições de leitura. (BATISTA, 2009, p.38)
Aprender a ler as entrelinhas dos textos deve ser a preocupação fundamental
da escola, pois os livros didáticos quase de um modo geral, não são elaborados,
pensando na emancipação da camada popular, mas ao contrário, veiculam
ideologias que contribuem para a manutenção desta parcela da população que vive
à margem de conhecimentos.
Percebe-se ainda que os livros didáticos na maioria das vezes provocam um
verdadeiro choque cultural, pois neles estão embutidas verdades que se não
forem bem trabalhadas podem ser aceitas e incorporadas de forma
inquestionável. (LAJOLO, 2008, p. 65)
Quando o professor tem o cuidado de preparar as leituras, ele evita o
improviso e tem condições de propor atividades interessantes e desafiadoras.
Neste aspecto o livro pode se tornar um forte aliado no processo de formação
do leitor, caso contrário, sua utilização pode estar fadada ao fracasso.
O processo de leitura deve ser dinâmico, portanto as aulas de leitura devem
ocupar um espaço prazeroso.
Nesse sentido, o papel do alfabetizador e dos demais profissionais da
educação neste processo é de suma importância, não somente como mediador
entre o aluno e o texto, mas como um leitor competente, um leitor que lê com prazer
e entusiasmo.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os objetivos do trabalho foram alcançados pois poderá ser utilizado como
subsídio promovendo dentro da comunidade entre professores e alunos o
fortalecimento e construção de ações que proporcionem o gosto e o prazer pela
leitura, será através deste envolvimento entre ambos que se desenvolverá o gosto e
o prazer pela leitura.
Com o exposto no presente trabalho, pôde-se concluir que não há fórmula
pronta para formar leitores, mas existe um conjunto de fatores sociais e
metodológicos que influenciam essa formação. O trabalho com a leitura deve ser
organizado para se instanciar das mais variadas maneiras. É preciso que o aluno
saiba usar efetivamente a leitura, para tanto ele precisa estar mergulhado desde
cedo no universo de todo tipo de material impresso.
A escola como um todo precisa tornar possível o acesso a uma gama enorme
de textos com estruturas diferentes; relacionados às várias áreas do conhecimento:
jornais, revistas, livros didáticos e literários, receitas, bulas, informativos, poéticos,
humorísticos, e, finalmente, textos ligados a várias profissões, faixas etárias e
classes sociais, desta forma estará incentivando a leitura, produção e interpretação
da diversidade textual.
A leitura não pode ser condicionada apenas ao ambiente escolar. Deve-se ler
para se informar, para saber agir em determinadas situações, para pesquisar. Além
do mais, ela uma fonte rica de entretenimento, e proporciona imenso prazer estético.
Ser leitor significa ter prazer, mas também significa perceber o caráter utilitário do
ato de ler. É imprescindível que se trabalhe com o aluno uma prática em que haja
interação entre texto e leitor, pois desta maneira o aluno terá acesso à escrita com
autonomia e criticidade.
4. REFERÊNCIAS
1. BATISTA, Antônio Augusto G. Recomendações para uma política do livro
didático. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Fundamental,
2009.
2. BANDEIRA, Pedro. Cavalgando o arco-íris na leitura. 3. ed. São Paulo: Moderna,
2010.
3. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Leitura na escola com a participação de todos os
envolvidos. São Paulo: Brasiliense, 2009.
4. BOMTEMPO, Luzia. Ler com sucesso. Belo Horizonte: Lê, 2009.
5. COLOMER, T. O ensino e a aprendizagem da compreensão leitora. Porto Alegre:
Artmed, 2008.
6. _____. De olho nas páginas dos livros. Belo Horizonte: Fundação Amae para
Educação e Cultura, p.6 - 11, fev. 2010.
7. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 1984- 2003.
8. ZILBERMAN, Regina. O sedutor e a leitura. Revista do Mestrado em Letras da
UFSM (RS), Julho/Dezembro, 2010.
9. KATO, Mary. Processos de decodificação: a integração do velho com o novo em
leitura. In: O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
10. LAJOLO, Marisa. Tecendo a leitura: teoria e prática. Porto Alegre: Mercado das
Letras, 2008.
11. _____. Linguagem e escola, uma perspectiva social. São Paulo: Ática, 2010.
12. MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura: São Paulo: Companhia das Letras,
2008.
13. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte:
Autêntica, 2010.
14. TEBEROSKY, Ana. Aprender a ler e a escrever. Porto Alegre: Artmed, 2009.
15. ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. São Paulo: Global, 2003.
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ATIVIDADES DA Fev Mar Abr Maio Junho PRODUÇÃO
PESQUISA
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Pesquisa Bibliográfica Produção de
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acerca do tema dados teóricos
29
10 a Produção de
Pesquisa de campo 16 dados
empíricos
25 Aulas,
a pesquisas,
Escrita do projeto
28 palestras e
seminários
Apresentação no 05 a Busca por
Seminário de Pesquisa 16 financiamento
da Estácio de pesquisa
02 Produção de
Entrega do trabalho material
final científico-
acadêmico
1. Reveja as referências de acordo com as normas da ABNT.