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Funções da palavra "que" em português

O documento apresenta um material didático sobre as funções das palavras 'que' e 'se' na língua portuguesa, detalhando suas classificações e exemplos de uso. Inclui exercícios práticos para ajudar os alunos a identificar e classificar essas palavras em diferentes contextos. É destinado exclusivamente para uso dos alunos do curso mencionado.
Direitos autorais
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Funções da palavra "que" em português

O documento apresenta um material didático sobre as funções das palavras 'que' e 'se' na língua portuguesa, detalhando suas classificações e exemplos de uso. Inclui exercícios práticos para ajudar os alunos a identificar e classificar essas palavras em diferentes contextos. É destinado exclusivamente para uso dos alunos do curso mencionado.
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QOAA-AFN/2018

TURMA MÁSTER
CONHECIMENTOS GERAIS
MÓDULO – II
MARÇO - ABRIL DE 2018

PORTUGUÊS E REDAÇÃO Prof. Rafael Dias


MATEMÁTICA Prof. César Loyola
GEOGRAFIA ECÔNOMICA Prof. Odilon Lugão
HISTÓRIA MILITAR NAVAL Prof. Vagner Souza
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MATERIAL INTERNO DE USO EXCLUSIVO DOS ALUNOS


Proibida a reprodução total ou parcial

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CURSO [Link] – adsumus@[Link] - ESTUDE COM QUEM APROVA!
P
O
R
T
U
G
U
Ê
S
Lista 1
Funções do que

Em português, a palavra “que” pode ser:

1. substantivo: quando equivaler a “alguma coisa”. Nesse caso, virá precedida de artigo ou outra palavra determinante e
será sempre acentuada, por se tratar de um monossílabo tônico.
Ela tem um quê de sedutor.
Esse caso tem certo quê de mistério.

2. interjeição: quando exprimir espanto, admiração, surpresa. Nesse caso, também será acentuada. Existe, também, a
variante “o quê”:
Quê! Você ainda não tomou banho?!
O quê! Ainda não entregaram a mercadoria?!

3. preposição: quando estiver ligando dois verbos. Nesse caso, equivale a “de”.
Tenho que sair mais cedo hoje.
Ela tem que ir à escola ainda hoje.

4. partícula expletiva ou de realce: nesse caso, não possui função alguma. Como o próprio nome indica, aparece na
oração simplesmente para dar realce. Pode ser tirada sem prejuízo algum para o sentido. Costuma também aparecer
na variante “é que”.
Quase que ela consegue o primeiro lugar.
Ele é que resolveu o problema.

5. advérbio: quando estiver intensificado um adjetivo ou um outro advérbio . Nesse caso, equivale a “quão”.
Que bonitas são aquelas casa!
Que longe fica aquele lugar!

Conjunção: quando relacionar duas orações. Enquanto conjunção, o quê pode ser:

6. conjunção coordenada explicativa: quando introduzir oração coordenada explicativa. Equivale a “pois”;

Venha depressa que já é tarde.

7. conjunção coordenada aditiva: quando introduzir oração coordenada aditiva. Equivale a “e”;
Marina dança que dança.
Ele chora que chora.

8. conjunção coordenada adversativa: quando introduzir oração coordenada adversativa. Equivale a “mas”;
Acuse-os, que não a mim.

9. conjunção coordenada alternativa: quando introduzir oração coordenada alternativa. Equivale a “ou...ou...”;
Que ele venha, que não venha, partiremos hoje!

10. conjunção subordinativa temporal: quando introduzir oração subordinada temporal. Equivale a “desde que”,
“quando”:
Faz dez anos que me formei.

11. conjunção subordinativa integrante: quando introduzir oração subordinada substantiva. Equivale a “isso”, “disso”:
Espero que todos compareçam.

12. conjunção subordinativa final: quando introduzir oração subordinada final. Equivale a “para que”:
"Criarei estas relíquias, que aqui viste, / que refrigério sejam da mãe triste."
Ela fez um sinal que ficássemos calados.

13. conjunção subordinativa consecutiva: quando introduzir oração subordinada consecutiva. Equivale a
“consequentemente”:
É tão delicada que a todos encanta.
Tamanha era a certeza, que apostou tudo.

1
14. conjunção subordinativa concessiva: quando introduzir oração subordinada concessiva. Equivale a “embora”, “ainda
que”:
Cruel que me julgassem, não cederia a seus rogos. (=ainda que).
Longe que fosse a casa dela, iria até lá. (=embora)

15. conjunção subordinativa comparativa: quando introduzir oração subordinada comparativa. Equivale a “como”,
“tanto... quanto”:
Sou mais alto que meu irmão.

16. conjunção subordinativa causal: quando introduzir oração subordinada causal. Equivale a “porque”
Saio daqui a pouco, que parou de chover.
Irei à praia mais tarde que parou de chover.

Observações:
1. Como todas as conjunções, a conjunção que não exerce função sintática alguma dentro da frase, funcionando apenas
como conectivo.

2. classifica-se a conjunção que de acordo com a oração que ela introduz. Quando iniciar oração subordinada substantiva,
receberá o nome de conjunção subordinativa integrante. No caso de iniciar outro tipo de oração, receberá o nome da
oração que estiver introduzindo.

pronome: como pronome, a palavra que pode ser:

17. pronome relativo: quando equivaler a “o qual” e flexões. Introduz oração subordinada adjetiva.
Estas são pessoas que saíram.
Não conheço os assuntos de que você falou.

Observação: O pronome relativo que pode exercer inúmeras funções sintáticas.

18. pronome indefinido: quando é um pronome indefinido, a palavra que pode ser:

• pronome substantivo indefinido: equivale a “que coisa”.


Que aconteceu naquela noite?
Você tem medo de quê?

• Pronome adjetivo indefinido: determina um substantivo.


Que vida malvada!
Que dia é hoje?

Observação: Você deve Ter notado que o pronome indefinido que pode aparecer em orações exclamativas e orações
interrogativas,. Quando fizer parte de oração interrogativas, também será chamado de pronome interrogativo.

Funções do se

Em português, a palavra “se” pode ser:

1. conjunção subordinativa integrante: quando introduz uma oração subordinada sunstantiva.


Perguntei se ela viria hoje.
Não sei se você está contente.

2. conjunção subordinativa condicional: quando introduz oração subordinada adverbial condicional. Nesse caso,
equivale a caso.
Iremos à praia se fizer bom tempo.
Se você me emprestar o dinheiro, poderei ir.

3. conjunção subordinativa causal: quando introduzir oração subordinada causal. Equivale a “porque”
Se o homem é mortal, ele deve ser menos vaidoso e arrogante.

2
Observação: É muito importante lembrar que as conjunções não exercem função sintática na frase, funcionando
apenas como conectivos.

4. pronome reflexivo: como pronome oblíquo, a palavra se será pronome reflexivo quando equivaler a si mesmo e
fará parte de uma oração na voz reflexiva.
Quando é pronome reflexivo, a palavra se poderá exercer as seguintes funções sintáticas :

a) objeto direto:
Ela cortou-se com a faca.

b) objeto indireto:
Ela arroga-se direitos que não tem.

c) sujeito de um infinitivo:
Ela deixou-se estar à janela.

5. Pronome recíproco: quando faz parte de uma oração de voz reflexiva a equivale “a um ao outro”.
Os atletas agrediram-se.
Os inimigos olharam-se com desprezo.

6. partícula apassivadora: quando se junta a verbo que pede objeto direto, apassivando-o.
Compram-se moedas antigas.
Divulgou-se o resultado da prova.

Observação: quando a palavra “se” funcionar como partícula apassivadora, haverá uma oração na voz passiva
sintética, sendo sempre possível sua conversão para a voz passiva analítica.

Observe: Moedas antigas são compradas.


O resultado da prova foi divulgado.

7. índice de indeterminação do sujeito: quando se junta a um verbo que não é transitivo direto, tornando o sujeito da
oração indeterminado.
Precisa-se de vendedores com experiência.
Vive-se muito bem naquele lugar.

Observação: Quando a palavra se for índice indeterminação do sujeito, o verbo estará sempre na terceira pessoa do
singular.

8. partícula expletiva ou de realce: nesse caso, a palavra se não possui função alguma. Como o próprio nome indica,
está na frase apenas para dar realce, tanto que ela pode ser retirada sem prejuízo algum ao sentido.
Ele se morria de ciúmes pela esposa.
Passaram-se os dias e ela não apareceu.
Vou-me embora.

9. parte integrante do verbo: faz parte do verbo pronominal, isto é, de verbo que é conjugado com auxílio de um
pronome oblíquo.
Ela arrependeu-se do que fez.
Ajoelhou-se no chão e rezou.

Exercícios
1- Classifique o que nas ocorrências abaixo de acordo com o código:
1- pronome substantivo interrogativo
2- pronome adjetivo
3- pronome substantivo relativo
a) O telefonema que eu iria receber nunca foi dado. ( )
b) Que pretendiam aquelas pessoas? ( )
c) Que brisa! ( )
d) É esse o direito que você se arroga? ( )
e) Que livro é esse? ( )

3
2- Classifique a palavra que nas frases seguintes.
a) Não se sabia que o prazo fora adiado.
b) Há um quê de tristeza no ar.
c) Dê licença que ele exponha sua opinião.
d) Faz meses que não a vejo.
e) Fala que fala e nada de dizer algo sério.
f) Foi mais feliz sua velhice que sua infância.
g) Fique atento, que há muitos perigos.
h) É tão chato que todos os evitam.
i) Quê! Ela não aceitou seu convite?!
j) Tem-se que acreditar em dias melhores.
k) Alguém, que não ele, deve ter feito isso.
l) Faladores que sejam, não me convencem: falta-lhes autenticidade.
m) Que Deus os proteja!
n) Fugimos, que ninguém ousava enfrentá-lo!

3- “A cláusula mostra que tu não queres enganar.”


A classe gramatical da palavra que no trecho acima é a mesma da palavra que na seguinte frase:
a) Ficam desde já excluídos os sonhadores, os que amem o mistério.
b) Não foi a religião que te inspirou esse anúncio
c) Que não pedes um diálogo de amor, é claro.
d) Que foi então, senão a triste, longa e aborrecida experiência?
e) Quem és tu, que sabes tanto?

[Link] passagens “Bebi o café que eu mesmo preparei...”e”... pensando na vida e nas mulheres que amei”, tem o que a
mesma função sintática? Justifique a resposta.
____________________________________________

5- “Oh! Que alto são os segredos da providência divina.”


O termo destacado é?
a) Conjunção subordinativa casual.
b) Conjunção subordinativa integrante.
c) Pronome relativo.
d) Pronome interrogativo
e) Advérbio de intensidade

6- O que está com função de preposição na alternativa:


a) Veja que lindo está o cabelo da nossa amiga!
b) Dize-me com quem andas, que direi quem és.
c) João não estudou mais que José, mas entrou na faculdade.
d) O fiscal teve que acompanhar o candidato ao banheiro.
e) Não chores, que eu já volto.

7- Assinale a alternativa correta:


a) Daí porquê não aceitei tuas desculpas.
b) Saiu por que quis.
c) Todo crime tem seu por que.
d) Isso dói não sei por quê.
d) Eis porquê não vim.

8- “O olhador sente o prazer de novas associações de coisas, animais e pessoas; e esse prazer é poético. Quem disse que a
poesia anda desvalorizada? A bossa dos anúncios prova o contrário. E ao vender-nos qualquer mercadoria, eles nos dão de
presente “algo mais”, que é produto da imaginação e tem serventia, as coisas concretas, que também de pão abstrato se
nutre o homem.” (Carlos Drummond de Andrade)
A palavra que, no parágrafo acima, classifica-se respectivamente, como:
a) conjunção, pronome relativo, conjunção
b) conjunção, conjunção, conjunção
c) pronome relativo, pronome relativo, pronome relativo
d) pronome relativo, conjunção, pronome relativo
e) pronome indefinido, pronome indefinido, conjunção

4
9- Assinale a alternativa cuja palavra destacada não exerce a mesma função sintática do termo destacado na frase abaixo:
“A saudade que ele trouxe, da aurora de sua vida, de sua infância querida que os anos não trazem mais, temos nós
agora...”
a) “...o apartamento modesto que ela enche com o seu ‘ingênuo folga’.”
b) “... ou ainda sendo esta que Giselinha vive agora...”
c) “... enchendo de tédio os dias que o poeta chamou...”
d) “...senhores que a maioridade tornou ignorantes.”
e) “ Mas que ela insinuou esta bela imagem que seria tão do gosto de Casimiro de Abreu...”

10- “Os olhos foram tão teimosos, que ela emendou logo palavra.” (Machado de Assis) O termo em destaque é:
a) Conjunção subordinativa consecutiva.
b) Conjunção subordinativa final.
c) Conjunção subordinativa comparativa.
d) Conjunção subordinativa adversativa.
e) Conjunção subordinativa aditiva.

11-Assinale a alternativa em que a palavra em destaque é pronome:


a) O homem que chegou é meu amigo.
b) Notei um quê de tristeza em seu rosto.
c) Importa que compareçamos.
d) Ele é que disse isso!
e) Vão ter que dizer a verdade.

12- Em “ Vem caindo devagar/Tão devagar vem caindo/Que dá tempo a um passarinho...”, a palavra que dá ideia de:
a) comparação
b) oposição
c) condição
d) causa
e) consequência

13- No trecho a seguinte, observe os termos em destaque:


“Mas a verdade é que este olho que se abre de quando em quando...”
a) pronome relativo, pronome relativo
b) conjunção subordinativa casual, pronome relativo
c) conjunção subordinativa integrante, conjunção subordinativa integrante
d) conjunção subordinativa integrante, pronome relativo
e) parte integrante da locução é que, conjunção subordinativa integrante

14- Classifique as ocorrências das palavras se de acordo com o código:


1-partícula apassivadora
2-índice de indeterminação do sujeito
3-partícula expletiva
4-parte integrante do verbo

a) Não se vêem certas coisas. ( )


b) Respeitem-se as normas estabelecidas. ( )
c) Está-se sujeito a incertezas. ( )
d) Foi-se a cavalo. ( )
e) Orgulhava-se de suas origens. ( )
f) Lamentava-se da falta de sorte.( )

15-No período “Não se fazem automóveis como antigamente”, a palavra se é:


a) Partícula apassivadora.
b) Índice de indeterminação do sujeito.
c) Pronome interrogativo.
d) Conjunção integrante.

5
16- Indique a alternativa em que a partícula se não tem valor de pronome apassivador:
a) ”... ouviam-se gargalhadas e pragas...”
b) “... destacavam-se risos...”
c) “... trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons-dias...”
d) “... já não se destacavam vozes dispersas...”
e) “... pigarreava-se grosso por toda parte...”

18- Em qual das alternativas o pronome se é índice de indeterminação do sujeito?


a) Jabuticaba chupa-se no pé.
b) Amam-se como irmãos
c) O rapaz dá-se muita importância.
d) As moças sorriam-se, agradecidas.
e) Aqui, vive-se em paz.

19- Aponte o período em que a palavra se seja uma conjunção subordinada integrante.
a) A tristeza daquela jovem se funda em problema pessoais.
b) Em suas palavras, não se separam mentiras e verdades.
c) Se essa obra fosse impressa no Brasil, teria o valor de oito mil cruzeiros.
d) Os dirigentes indagaram se seriam ordens adequadas a sues subalternos.
e) Os chefes administrativos mantêm-se atualizados quanto a questões existenciais das mais complexas.

20. Assinale a opção em que “se” funciona como índice de indeterminação do sujeito:
a) Se Tereza não for à festa, também não irei.
b) A criança machucou-se na bicicleta.
c) Trata-se do primeiro e último fundo no Brasil.
d) Ele impôs-se uma disciplina rigorosa.
e) “Ergueu-se, passou a toalha no rosto”.

21. Classifique as funções da palavra “se” nas frases a seguir, numerando, convenientemente, os parênteses:
1. Partícula apassivadora.
2. Índice de indeterminação do sujeito.
3. Partícula de realce.
4. Partícula integrante do verbo.
5. Conjunção subordinativa.
( ) “Ela quer saber se eu me sinto realizado”. (Drummond)
( ) “Acabou-se a confiança no próximo”. (Drummond)
( ) Suicidou-se, pulando no fim da tarde de um prédio de 10 andares.
( ) Precisa-se de operários.
( ) “Sentia-se o cheiro da panela no fogo, chiando de toucinho no braseiro”. (José Lins do Rego)
A sequência correta é:
a) 4-3-5-2-1
b) 5-3-2-4-1
c) 4-5-2-1-3
d) 5-3-4-2-1
e) 5-3-2-1-4

22. Assinale a opção onde “se” exerce a função de índice de indeterminação do sujeito:
a) Gosta-se muito de doces por aqui.
b) Comprou-se um novo prédio para a loja.
c) Emprestou-se o dinheiro ao professor.
d) Deixou-se sentar na soleira da porta.
e) As roupas, os varais, tudo isso se foi, levado pela correnteza.

23. Em todas as orações abaixo, a palavra “se” aparece como pronome reflexivo, exceto em:
a) Os namorados beijavam-se calorosamente.
b) Mãe e filha queriam-se muito.
c) Suicidou-se numa noite de verão.
d) Era-se feliz na fazenda.
e) Cortou-se a pobre menina nos arames farpados

6
lista 2

1. (Uema 2015) Leia o poema a seguir extraído da obra Alguma poesia, de Carlos Drummond de Andrade, em que o
autor descreve o cotidiano familiar.

Família

Três meninos e duas meninas,


sendo uma ainda de colo.
A cozinheira preta, a copeira mulata,
o papagaio, o gato, o cachorro,
as galinhas gordas no palmo de horta
e a mulher que trata de tudo.

A espreguiçadeira, a cama, a gangorra,


o cigarro, o trabalho, a reza,
a goiabada na sobremesa de domingo,
o palito nos dentes contentes,
o gramofone rouco toda noite
e a mulher que trata de tudo.

O agiota, o leiteiro, o turco,


o médico uma vez por mês,
2
o bilhete todas as semanas
branco! mas a esperança sempre verde.
A mulher que trata de tudo
e a felicidade.

Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

Considerando os aspectos linguísticos no referido texto, verifica-se que,


a) em “o médico uma vez por mês” (ref. 1), o vocábulo destacado classifica-se como artigo por acrescentar uma noção
particular ao substantivo a que está associado.
b) no verso “e a mulher que trata de tudo”, há uma oração que pode ser substituída pelo adjetivo tratante, sem provocar
alteração no sentido do texto.
c) no segundo verso “sendo uma ainda de colo.”, a forma verbal introduz uma explicação que caracteriza o cotidiano
familiar.
d) do ponto de vista semântico, utilizou-se um processo de enumeração, ao longo do poema, no qual predomina uma
classe de palavras cuja função primordial é designar.
e) no verso “o bilhete todas as semanas” (ref. 2), “todas” está adverbializado pela presença do artigo.

2. (G1 - ifsc 2015) Considere o seguinte trecho:

[...] a rede Globo importa um programa que pode, a médio e longo prazo, demolir tudo o que os grandes mestres das
lutas conseguiram em anos.

Assinale a alternativa CORRETA.


a) As formas verbais “importa” e “pode” indicam o tempo e o modo em que os fatos relatados ocorreram, isto é, no
passado, gramaticalmente conhecido como pretérito perfeito do indicativo.
b) Na expressão “tudo o que os grandes mestres”, os termos destacados classificam-se como artigos indefinidos.
c) A forma verbal ‘conseguiram’ está na 3ª pessoa do plural para concordar com o sujeito “grandes mestres das lutas”.
d) Na expressão “a rede Globo importa um programa”, temos dois sujeitos simultaneamente: rede Globo / um programa.
e) As vírgulas são usadas na expressão “a médio e longo prazo” para separar o sujeito do predicado.

7
3. (G1 - ifsc 2015) Nunca fui expoente em nenhuma, porém extraí, de cada uma, conhecimentos e aprendizagens que
levo para minha vida.

Assinale a afirmativa CORRETA sobre o trecho acima.


a) O termo “porém”, que inicia a segunda oração do período, é uma conjunção que estabelece uma relação de
proporcionalidade.
b) Na expressão “de cada uma”, o termo destacado substitui o substantivo feminino “luta”.
c) O termo “expoente” pode ser substituído pelo adjetivo “negligente‟, sem que o sentido da frase seja alterado.
d) Os termos “aprendizagens” e “aprendiz” pertencem à mesma família de palavras; são palavras derivadas e sinônimas.
e) “nunca” e “nenhuma” dão ao texto um sentido negativo, por isso são classificadas como advérbios de negação.

4. (G1 - ifsc 2015) Considere os versos a seguir, extraídos do livro Isso isso (2010), de Selma Maria, e assinale a
alternativa CORRETA:
a) Em “Nós se desamarram e tropeçam os passos dos meninos./ Nós se desfazem quando nós inventamos caminhos”, a
palavra sublinhada exerce função de pronome.
b) Em “Um gato acha seu canto dentro da casa./ O passarinho solta seu canto lá na mata”, as palavras sublinhadas
exercem função de substantivo e significam o ato de cantar.
c) Em “Embrulhar um amigo é não dizer a verdade./ Embrulhar um presente é alimentar amizade”, as palavras
sublinhadas exercem função de advérbio.
d) Em “Galo canta na cabeça do menino quando ele cai./ Galo canta no galinheiro quando a noite vai”, as palavras
sublinhadas estão empregadas no sentido conotativo.
e) Em “Manga da roupa pode desmanchar./ Manga na roupa pode manchar”, a primeira palavra sublinhada exerce função
de adjetivo e a segunda, de verbo.

5. (G1 - ifsc 2015) Assinale a frase gramaticalmente CORRETA de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
a) As mães mesmas precisam ficar alerta com relação ao esporte que os filhos praticam.
b) Os lutadores de MMA costumam comportar-se muito mau durante as lutas.
c) Sempre se esperam menas violência no fim do campeonato de lutas marciais.
d) Os lutadores chegaram sedo afim de iniciarem mais um show de violência.
e) As lutas conhecidas como MMA podem trazer sérias consequencias físicas e emocionais à seus praticantes.

6. (G1 - ifsc 2015) Considerando a norma-padrão escrita, assinale a alternativa CORRETA:


a) Minha amiga caiu da bicicleta e eu fui correndo ajudar ela que, felizmente, só levou uns arranhãos.
b) Apesar da greve de ônibus na cidade, houveram poucos problemas na sala de aula na semana passada.
c) Ela gosta de jogar basquete, mais é muito baixinha; precisa treinar bastante pra melhorar o seu desempenho.
d) Fiquei chatiado quando soube que meu pai havia recebido uma proposta de trabalho em outra cidade.
e) Ele disse que os amigos da escola têm casas na praia de Canasvieiras e podem passar as férias aproveitando o mar.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


GOLS DE COCURUTO

O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. É quando os times ficam perfilados, cada
jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema - e parados. Então o tático
pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. Mas aí
começa o jogo e tudo desanda. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável, esse
inimigo mortal de qualquer estrategista. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica
do jogo. O Tim, por exemplo. Tático exemplar, planejava todo o jogo numa mesa de botão. Da entrada em campo até a
troca de camisetas, incluindo o minuto de silêncio. Foi um técnico de sucesso mas nunca conseguiu uma reputação no
campo à altura de sua reputação no vestiário. Falava um jogo e o time jogava outro. O problema do Tim, diziam todos,
era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores.
(L. F. Veríssimo, O Estado de São Paulo, 23/08/93)

7. (Fuvest 1994) As expressões que retomam, no texto, o segmento "o melhor momento do futebol" são:
a) os times ficam perfilados - aí.
b) é quando - então.
c) aí - os jogadores se movimentam.
d) o tático pode olhar o campo - aí.
e) é quando - começa o jogo.

8
8. (Uel 1994) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Elas ficaram ...... impressionadas com seus poderes ...... .


a) meio - supra-sensoriais
b) meias - supras-sensoriais
c) meio - supras-sensoriais
d) meias - supra-sensorial
e) meio - supra-sensorial

9. (Uel 1994) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.
Para ...... poder aceitar suas desculpas, afaste ...... sombra de orgulho que ainda ...... noto no rosto.
a) mim - essa - te
b) eu - esta - te
c) eu - essa - lhe
d) mim - esta - lhe
e) mim - essa - lhe

10. (Uel 1994) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.
Como há ...... de chuva, ...... a ...... do jogo.
a) espectativa - cogita-se - suspensão
b) expectativa - cojita-se - suspensão
c) espectativa - cojita-se - suspenção
d) expectativa - cogita-se - suspensão
e) espectativa - cogita-se - suspenção

11. (Uel 1994) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.
Nos corredores da escola, os ...... dos alunos perturbavam o silêncio.
a) vai-e-vem
b) vaivém
c) vai-e-vens
d) vai-vens
e) vaivéns

12. (Uel 1994) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.
...... de corretas, respostas ...... e apressadas ...... os examinadores.
a) Apesar - suscintas - decepicionaram
b) Apesar - sucintas - decepcionaram
c) Apezar - suscintas - decepcionaram
d) Apesar - suscintas - decepcionaram
e) Apezar - sucintas - decepicionaram

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

13. (Uel 1995) É nas ..... do Palácio que ocorrem, por motivos ....., as disputas do poder de influência sobre o Presidente.
a) antes-sala - quaisquer
b) ante-salas - qualquer
c) antes-salas - quaisquer
d) antes-salas - qualquer
e) ante-salas - quaisquer

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


As formas de exercício do poder são às vezes difíceis de pilhar. Quando nos dizem que não nos é permitido (no caso dos
brasileiros do sexo masculino) passar dos 17 anos sem nos alistarmos nas Forças Armadas, é evidente que um poder se
exerce sobre nós de forma bastante palpável. Entretanto, ao pensarmos ou agirmos de determinadas maneiras que não raro
julgamos naturais ou espontâneas, esse poder é menos fácil de visualizar. É o que se dá, por exemplo, quando mantemos
preconceitos contra o nosso semelhante, por ser ele preto, ou branco, ou protestante, ou católico, ou por falar com um

9
sotaque diferente do nosso. A existência de preconceitos não é natural. O homem não nasce com preconceitos, ele os
aprende socialmente. Ao aprendê-los, é claro que seu comportamento está sendo influenciado. É igualmente claro, por via
de consequência, que ele está sendo submetido a algum poder. Daí raciocinar-se que o preconceito racial, para ficarmos
somente em um dos muitos que o espírito humano infelizmente ainda abriga, tem origem e funcionalidade políticas, ou
seja, tem servido para justificar formas de exploração e dominação, assumindo muitas faces, de acordo com as
circunstâncias.

O que se pretende mostrar com isso é que, queiramos ou não, estamos imersos num processo político que penetra todas as
nossas atitudes, toda a nossa maneira de ser e agir, até mesmo porque a educação, tanto a doméstica quanto a pública, é
também uma formação política. Com algum esforço, podemos perceber em que medida estamos submetidos e podemos
atuar (politicamente, é óbvio) para procurar alterar a situação, se ela contraria o nosso interesse, mesmo que seja apenas
um interesse sem conteúdo material, de natureza moral ou ética. Cada ato nosso, ou cada maneira de ver as coisas, pode
ser examinado à luz da concepção de Política exposta aqui, às vezes com resultados chocantes, se temos a sorte de ser
suficientemente honestos e objetivos.

Quando sonhamos "ficar sem fazer nada" no futuro e apenas gozar a vida (...), não estamos pensando em Política.
Estamos, como qualquer um concordaria, cuidando de nossa vida do jeito que podemos. Contudo, se meditarmos um
pouco, veremos que, para conseguirmos juntar nosso pé-de-meia, é necessário uma porção de coisas, muitas mais do que
seria possível arrolar. (...) É um processo político que vai definir todas as condições para a acumulação do pé-de-meia
(...). Se o processo político, por exemplo, resulta em que não há oportunidades de educação para pessoas como nós, é
evidente que esse processo nos prejudica (e, paralelamente, beneficia e privilegia outros). Assim, quando estamos
pensando em cuidar de nossa vida apenas, sendo "apolíticos", na verdade estamos somente com a vista curta ou então
somos comodistas, não achando que as coisas estão tão ruins assim, para que procuremos fazer algo para mudá-las.

Quando alguém diz, como é frequente lermos em entrevistas aos jornais, que "está em outra" e que "não liga para a
política", está, naturalmente, exercendo um direito que lhe é facultado pelo sistema político em que vive. Ou seja, em
última análise, está sendo um político conservador, não vê necessidade de mudanças. Então não é apolítico, palavra que
indica "ausência de Política". No máximo, falta-lhe a consciência de seu significado e papel político - significado e papel
que todos têm -, uma coisa muito diferente. Pois o apolítico não existe, é somente uma maneira de falar, por assim dizer.
(RIBEIRO, João Ubaldo. POLÍTICA; quem manda, por que manda, como manda. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
p. 21-23.)

14. (Ufmg 1995) Em todas as alternativas, as palavras destacadas estão corretamente interpretadas, EXCETO em
a) A existência de preconceitos não é natural. O homem não nasce com preconceitos, ele OS aprende socialmente. (os =
os preconceitos )
b) o homem não nasce com preconceitos, ele os aprende socialmente. Ao aprendê-los, é claro que SEU comportamento
está sendo influenciado. (seu = do homem)
c) Com algum esforço, podemos perceber em que medida estamos submetidos e podemos atuar (politicamente, é óbvio)
para procurar alterar a situação, se ELA contraria o nosso interesse... (ela = a situação)
d) ...ou então somos comodistas, não achando que as coisas estão tão ruins assim, para que possamos fazer algo para
mudá-LAS. (las = as coisas)
e) Quando alguém diz (...) que "está em outra" (...) está, naturalmente, exercendo um direito que LHE é facultado pelo
sistema... (lhe = um direito)

15. (Ufmg 1995) Em todas as alternativas, o emprego dos termos destacados está corretamente identificado, EXCETO
em
a) ENTRETANTO (...) esse poder é menos fácil de visualizar. (oposição)
b) DAÍ raciocinar-se que o preconceito racial (...) tem origem e funcionalidade políticas. (conclusão)
c) ...para ficarmos SOMENTE em um dos muitos que o espírito humano infelizmente ainda abriga... (inclusão)
d) ...mesmo que seja APENAS um interesse sem conteúdo material... (limitação)
e) ENTÃO não é apolítico, palavra que indica ausência de Política. (dedução)

10
Lista 3
Coloque as vírgulas nessas redações exemplares.
Redação: Valorização da Instrutoria na Marinha (Renato Duque Xavier)
A Marinha do Brasil (MB) escala bastante seu corpo docente em suas Organizações Militares (OM) destinadas à
formação de combatentes. Para entender tal fato cabe considerar aspectos como a importância do aprimoramento da
valorização e da rotina.
Sabe-se em primeiro lugar que a capacitação profissional é essencial para a Força. A Armada busca por intermédio
de parcerias – militares e civis – ampliar o conhecimento dos educadores. Diversos cursos são nessa perspectiva
disponibilizados em instituições no País e no exterior para manter os marinheiros atualizados com os conceitos inerentes às
áreas de atuação.
Compreende-se também que os docentes são bastante privilegiados na MB. A Esquadra procura colocar as
solicitações dos instrutores com prioridade especialmente para servir em outros estados, as quais são muito disputadas entre
os marinheiros. Nessa direção a Organização procura atrair os mais capacitados militares para exercer a atividade
educacional.
Constata-se além disso que a rotina diferenciada nas instituições de ensino proporciona um vasto tempo para os
educadores programarem suas aulas e realizarem o treinamento físico militar o qual é extremamente necessário para manter
o homem saudável. Nesse contexto os professores mais organizados e preparados poderão realizar aulas mais atrativas para
os educandos.
A Esquadra é portanto uma Força que privilegia muito os militares que atuam como instrutores. A MB é nesse
sentido um exemplo de instituição conceituada porque procura valorizar seu maior patrimônio seus homens.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 17 DE JULHO


1 Um dia desta semana, farto de vendavais, naufrágios, boatos, mentiras, polêmicas, farto de ver como se
descompõem os homens, acionistas e diretores, importadores e industriais, farto de mim, de ti, de todos, de um tumulto sem
vida, de um silêncio sem quietação, peguei de uma página de anúncios, e disse comigo:
2 Eia, passemos em revista as procuras e ofertas, caixeiros desempregados, pianos, magnésias, sabonetes, oficiais de
barbeiro, casas para alugar, amas-de-leite, cobradores, coqueluche, hipotecas, professores, tosses crônicas...
3 E o meu espírito, estendendo e juntando as mãos e os braços, como fazem os nadadores, que caem do alto,
mergulhou por uma coluna a seguir. Quando voltou à tona trazia entre os dedos esta pérola:
4 "Uma viúva interessante, distinta, de boa família e independente de meios, deseja encontrar por esposo um homem
de meia-idade, sério, instruído, e também com meios de vida, que esteja como ela cansado de viver só; resposta por carta
ao escritório desta folha, com as iniciais M. R...., anunciando, a fim de ser procurada essa carta."
5 Gentil viúva, eu não sou o homem que procuras, mas desejava ver-te, ou, quando menos, possuir o teu retrato,
porque tu não és qualquer pessoa, tu vales alguma cousa mais que o comum das mulheres. Ai de quem está só! dizem as
sagradas letras; mas não foi a religião que te inspirou esse anúncio. Nem motivo teológico, nem metafísico. Positivo também
não, porque o positivismo é infenso às segundas núpcias. Que foi então, senão a triste, longa e aborrecida experiência? Não
queres amar; estás cansada de viver só.
6 E a cláusula de ser o esposo outro aborrecido, farto de solidão, mostra que tu não queres enganar, nem sacrificar
ninguém. Ficam desde já excluídos os sonhadores, os que amem o mistério e procurem justamente esta ocasião de comprar
um bilhete na loteria da vida. Que não pedes um diálogo de amor, é claro, desde que impões a cláusula da meia-idade, zona
em que as paixões arrefecem, onde as flores vão perdendo a cor purpúrea e o viço eterno. Não há de ser um náufrago, à
espera de uma tábua de salvação, pois que exiges que também possua. E há de ser instruído, para encher com as cousas do
espírito as longas noites do coração, e contar (sem as mãos presas) a tomada de Constantinopla.
7 Viúva dos meus pecados, quem és tu que sabes tantos? O teu anúncio lembra a carta de certo capitão da guarda de
Nero. Rico, interessante, aborrecido, como tu, escreveu um dia ao grave Sêneca, perguntando-lhe como se havia de curar
do, tédio que sentia, e explicava-se por figura: "Não é a tempestade que me aflige, é o enjoo do mar. "Viúva minha, o que
tu queres realmente, não é um marido, é um remédio contra o enjoo. Vês que a travessia ainda é longa, - porque a tua idade
está entre trinta e dous e trinta e oito anos, - o mar é agitado, o navio joga muito; precisas de um preparado para matar esse
mal cruel e indefinível. Não te contentas com o remédio de Sêneca, que era justamente a solidão, "a vida retirada, em que
a alma acha todo o seu sossego". Tu já provaste esse preparado; não te fez nada. Tentas outro; mas queres menos um
companheiro que uma companhia.
(Machado de Assis, A Semana, 1892.)

11
1. "FICAM desde já excluídos os sonhadores, os que AMEM o mistério e PROCUREM justamente esta ocasião de comprar
um bilhete na loteria da vida."

Se a primeira frase fosse volitiva, e o segundo e o terceiro verbos em destaque conotassem ação no plano da realidade,
teríamos, respectivamente, as seguintes formas verbais:
a) fique, amassem, procurassem.
b) ficavam, tenham amado, tenham procurado.
c) ficariam, amariam, procurariam.
d) fiquem, amam, procuram.
e) ficariam, tivessem amado, tivessem procurado.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


Conheci que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez. Ela se revelou pouco a pouco, e
nunca se revelou inteiramente. A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste.
E, falando assim, compreendo que perco o tempo. Com efeito, se me escapa o retrato moral de minha mulher, para
que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever.
Quando os grilos cantam, sento-me aqui à mesa da sala de jantar, bebo café, acendo o cachimbo. Às vezes as ideias
não vêm, ou vêm muito numerosas - e a folha permanece meio escrita, como estava na véspera. Releio algumas linhas, que
me desagradam. Não vale a pena tentar corrigi-las. Afasto o papel.
Emoções indefiníveis me agitam - inquietação terrível, desejo doido de voltar, tagarelar novamente com Madalena,
como fazíamos todos os dias, e esta hora. Saudade? Não, não é isto: é desespero, raiva, um peso enorme no coração.
Procuro recordar o que dizíamos. Impossível. As minhas palavras eram apenas palavras, reprodução imperfeita de
fatos exteriores, e as dela tinham alguma coisa que não consigo exprimir. Para senti-las melhor, eu apagava as luzes, deixava
que a sombra nos envolvesse até ficarmos dois vultos indistintos na escuridão.
Lá fora os sapos arengavam, o vento gemia, as árvores do pomar tornavam-se massas negras.
- Casimiro!
Casimiro Lopes estava no jardim, acocorado ao pé da janela, vigiando.
- Casimiro!
A figura de Casimiro Lopes aparece à janela, os sapos gritam, o vento sacode as árvores, apenas visíveis na treva.
Maria das Dores entra e vai abrir o comutador. Detenho-a: não quero luz.
O tique-taque do relógio diminui, os grilos começam a cantar. E Madalena surge no lado de lá da mesa. Digo
baixinho:
- Madalena!
A voz dela me chega aos ouvidos. Não, não é aos ouvidos. Também já não a vejo com os olhos.
Estou encostado na mesa, as mãos cruzadas. Os objetos fundiram-se, e não enxergo sequer a toalha branca.
- Madalena...
A voz de Madalena continua a acariciar-me. Que diz ela? Pede-me naturalmente que mande algum dinheiro a mestre
Caetano. Isto me irrita, mas a irritação é diferente das outras, é uma irritação antiga, que me deixa inteiramente calmo.
Loucura estar uma pessoa ao mesmo tempo zangada e tranquila. Mas estou assim. Irritado contra quem? Contra mestre
Caetano. Não obstante ele ter morrido, acho bom que vá trabalhar. Mandrião!
A toalha reaparece, mas não sei se é esta toalha que tenho sobre as mãos cruzadas ou a que estava aqui há cinco
anos.
Rumor do vento, dos sapos, dos grilos. A porta do escritório abre-se de manso, os passos de seu Ribeiro afastam-
se. Uma coruja pia na torre da igreja. Terá realmente piado a coruja? Será a mesma que piava há dois anos? Talvez seja até
o mesmo pio daquele tempo.
Agora seu Ribeiro esta conversando com D. Glória no salão. Esqueço que eles me deixaram e que esta casa está
quase deserta.
- Casimiro!
Penso que chamei Casimiro Lopes. A cabeça dele, com o chapéu de couro de sertanejo, assoma de quando em
quando à janela, mas ignoro se a visão que me dá é atual ou remota.
Agitam-se em mim sentimentos inconciliáveis: encolerizo-me e enterneço-me; bato na mesa e tenho vontade de
chorar.
Aparentemente estou sossegado: as mãos continuam cruzadas sobre a toalha e os dedos parecem de pedra.
Entretanto ameaço Madalena com o punho. Esquisito.
Distingo no ramerrão da fazenda as mais insignificantes minudências. Maria das Dores, na cozinha, dá lição ao
papagaio. Tubarão rosna acolá no jardim. O gado muge no estábulo.
O salão fica longe: para irmos lá temos de atravessar um corredor comprido. Apesar disso a palestra de seu Ribeiro
e D. Glória é bastante clara. A dificuldade seria reproduzir o que eles dizem. É preciso admitir que estão conversando sem
palavras.
Padilha assobia no alpendre. Onde andará Padilha?

12
Se eu convencesse Madalena de que ela não tem razão... Se lhe explicasse que é necessário vivermos em paz... Não
me entende. Não nos entendemos. O que vai acontecer será muito diferente do que esperamos. Absurdo.
Há um grande silêncio. Estamos em julho. O nordeste não sopra e os sapos dormem. Quanto às corujas, Marciano
subiu ao forro da igreja e acabou com elas a pau. E foram tapados os buracos de grilos.
Repito que tudo isso continua a azucrinar-me.
O que não percebo é o tique-taque do relógio. Que horas são? Não posso ver o mostrador assim às escuras. Quando
me sentei aqui, ouviam-se as pancadas do pêndulo, ouviam-se muito bem. Seria conveniente dar corda ao relógio, mas não
consigo mexer-me.
(Ramos, Graciliano, SÃO BERNARDO, Rio de Janeiro, Record, 1989)

2. "A figura de Casimiro Lopes aparece..."

A partir daqui os verbos, que estavam no imperfeito do indicativo, passam para o presente. Esta mudança de tempos verbais
pode ser explicada como um recurso de estilo que:
a) revela um escritor vacilante no domínio dos tempos verbais.
b) visa a confundir o leitor com a mistura indiscriminada dos tempos verbais.
c) mostra que a língua portuguesa tem fronteiras temporais muito fluidas.
d) procura superar a ideia do tempo, mostrando a arbitrária distinção de seu uso.
e) apaga as fronteiras temporais e aproxima passado e presente.

3. "Se eu (convencesse) Madalena de que ela não tem razão... Se lhe explicasse que (é) necessário vivermos em paz... Não
me (entende). Não nos entendemos. O que vai acontecer (será) muito diferente do que (esperamos)."

No trecho acima, a personagem reflete sobre fatos presentes. Se ela os colocasse no passado, como ficariam os verbos entre
parênteses?
a) tivesse convencido / foi / entendeu / seria / esperaríamos.
b) convencesse / seria / entendia / será / esperássemos.
c) convencesse / era / entenderia / seria / esperávamos.
d) convencia / era / entendia / seria / esperaríamos.
e) tivesse convencido / era / entendia / seria / esperávamos.

4. "Quanto a mim, se 'vos disser' que li o bilhete três ou quatro vezes, naquele dia, 'acreditai-o', que é verdade; se vos
disser mais que o reli no dia seguinte, antes e depois do almoço, 'podeis crê-lo', é a realidade pura. Mas se vos disser a
comoção que tive, 'duvidai' um pouco da asserção, e 'não a aceiteis' sem provas."

Mudando o tratamento para a terceira pessoa do plural, as expressões entre aspas, passam a ser:
a) lhes disser; acreditem-no; podem crê-lo; duvidem; não a aceitem.
b) lhes disserem; acreditem-lo; podem crê-lo; duvidam; não a aceitem.
c) lhe disser; acreditam-no; podem crer-lhe; duvidam; não a aceitam.
d) lhe disserem; acreditam-no; possam crê-lo; duvidassem; não a aceiteis.
e) lhes disser, acreditem-o; podem crê-lo; duvidem; não lhe aceitem.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


TEXTO I

O POETA COME AMENDOIM

Noites pesadas de cheiros e calores amontoados...


Foi o sol que por todo o sítio imenso do Brasil
Andou marcando de moreno os brasileiros.

Estou pensando nos tempos de antes de eu nascer...

A noite era pra descansar. As gargalhadas brancas dos mulatos...


Silêncio! O Imperador medita os seus versinhos.
Os Caramurus conspiram à sombra das mangueiras ovais.
Só o murmurejo dos cre'm-deus-padre irmanava os homens de meu país...
Duma feita os canhamboras perceberam que não tinha mais escravos,
Por causa disso muita virgem-do-rosário se perdeu...

13
Porém o desastre verdadeiro foi embonecar esta República temporã.
A gente inda não sabia se governar...
Progredir, progredimos um tiquinho
Que o progresso também é uma fatalidade...
Será o que Nosso Senhor quiser!...

Estou com desejos de desastres...


Com desejos do Amazonas e dos ventos muriçocas
Se encostando na canjerana dos batentes...
Tenho desejos de violas e solidões sem sentido...
Tenho desejos de gemer e de morrer...

Brasil...
Mastigado na gostosura quente do amendoim...
Falado numa língua curumim
De palavras incertas num remeleixo melado melancólico...
Saem lentas frescas trituradas pelos meus dentes bons...
Molham meus beiços que dão beijos alastrados
E depois semitoam sem malícia as rezas bem nascidas...

Brasil amado não porque seja minha pátria,


Pátria é acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der...
Brasil que eu amo porque é o ritmo no meu braço aventuroso,
O gosto dos meus descansos,
O balanço das minhas cantigas amores e danças.
Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada,
Porque é o meu sentimento pachorrento,
Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir.
(Mário de Andrade. POESIAS COMPLETAS. S.P.: Martins, 1996. p. 109-110)

TEXTO II
A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições
respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou
o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si
mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de
parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade
estragada.
(Rui Barbosa. Texto reproduzido em ROSSIGNOLI, Walter. Português: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Ática, 1992. p.
19)

5. Aponte a opção em que o verbo em destaque se encontra no mesmo tempo e modo que QUISER em

"Será o que Nosso Senhor QUISER!..." (Texto I, v. 15):


a) "Estou pensando nos tempos de antes de eu NASCER..." (v. 4)
b) "A gente inda não sabia se GOVERNAR..." (v. 12)
c) "Tenho desejos de GEMER (...)" (v. 20)
d) "(...) e do pão-nosso onde Deus DER..." (v. 29)
e) "Porque é o meu jeito de GANHAR dinheiro (...)" (v.35)

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


"Vivemos numa época de tamanha insegurança externa e interna, e de tamanha carência de objetivos firmes, que a
simples confissão de nossas convicções pode ser importante, mesmo que essas convicções, como todo julgamento de valor,
não possam ser provadas por deduções lógicas.
Surge imediatamente a pergunta: podemos considerar a busca da verdade - ou, para dizer mais modestamente,
nossos esforços para compreender o universo cognoscível através do pensamento lógico construtivo - como um objeto
autônomo de nosso trabalho? Ou nossa busca da verdade deve ser subordinada a algum outro objetivo, de caráter prático,
por exemplo? Essa questão não pode ser resolvida em bases lógicas. A decisão, contudo, terá considerável influência sobre
nosso pensamento e nosso julgamento moral, desde que se origine numa convicção profunda e inabalável. Permitam-me
fazer uma confissão: para mim, o esforço no sentido de obter maior percepção e compreensão é um dos objetivos
independentes sem os quais nenhum ser pensante é capaz de adotar uma atitude consciente e positiva ante a vida.

14
Na própria essência de nosso esforço para compreender o fato de, por um lado, tentar englobar a grande e complexa
variedade das experiências humanas, e de, por outro lado, procurar a simplicidade e a economia nas hipóteses básicas. A
crença de que esses dois objetivos podem existir paralelamente é, devido ao estágio primitivo de nosso conhecimento
científico, uma questão de fé. Sem essa fé eu não poderia ter uma convicção firme e inabalável acerca do valor independente
do conhecimento.
Essa atitude de certo modo religiosa de um homem engajado no trabalho científico tem influência sobre toda sua
personalidade. Além do conhecimento proveniente da experiência acumulada, e além das regras do pensamento lógico, não
existe, em princípio, nenhuma autoridade cujas confissões e declarações possam ser consideradas "Verdade " pelo cientista.
Isso leva a uma situação paradoxal: uma pessoa que devota todo seu esforço a objetivos materiais se tornará, do ponto de
vista social, alguém extremamente individualista, que, a princípio, só tem fé em seu próprio julgamento, e em nada mais.
É possível afirmar que o individualismo intelectual e a sede de conhecimento científico apareceram simultaneamente na
história e permaneceram inseparáveis desde então. "
(Einstein, In: O Pensamento Vivo de Einstein, p. 13 e 14, 5a. edição, Martin Claret Editores)

6. Observe:
I. "Essa questão não pode ser resolvida em bases lógicas."
II. "A decisão, contudo, terá considerável influência sobre nosso pensamento e nosso julgamento moral, desde que se origine
numa convicção profunda e inabalável."

As frases I e II estão, respectivamente, na voz


a) passiva analítica em I e ativa em II.
b) passiva sintética em I e passiva analítica em II.
c) ativa em I e ativa em II.
d) ativa em I e passiva analítica em II.
e) passiva analítica em I e passiva analítica em II.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: "O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se, ou restituir-se, por
sua própria força, contanto que o faça logo." Ao trazer a discussão para o campo jurídico, o antigo magistrado tentou
amenizar o que dissera; a rigor, no entanto, suscitou dúvidas cruéis; que quer dizer "por sua própria força?" Será a força
física do posseiro, ou essa mais aquela que a ela se soma pelo emprego das armas? O parágrafo único do Código Civil
admite dúvidas: "Os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à manutenção ou restituição da
posse". Se o invasor vem armado, o posseiro pode usar armas? Se o invasor é plural, vem em bandos, o posseiro pode contar
com a ajuda de amigos ou contratar seguranças (ou até jagunços) para defender o que é seu?(O Estado de S. Paulo, 04/06/94,
A3)

7. "Ao trazer a discussão para o campo jurídico, o antigo magistrado tentou amenizar o que dissera; a rigor, no entanto,
suscitou dúvidas cruéis: que quer dizer 'por sua própria força'? Será a força física do posseiro, ou essa mais aquela que a
ela se soma pelo emprego de armas?"

Observando no texto as formas verbais: "dissera", "tentou", "será", "soma". É correto concluir que:
a) "tentou" denota evento contemporâneo de "dissera".
b) "dissera" situa o evento em ponto do tempo anterior a "tentou".
c) "será" indica evento imediatamente posterior a "tentou".
d) "soma" situa o evento referido no mesmo ponto do tempo indicado em "será".
e) "dissera" descreve o quadro em que ocorrem os eventos denotados pelas demais formas.

8. Indique a alternativa em que há erro gramatical:


a) Quando você reouver o carro, estará "depenado".
b) Bom seria que vocês se contivessem em seus desejos.
c) Perdi dinheiro mas o reouve.
d) É necessário que você se precaveja contra contaminações.
e) Eu me comprouve em olhar apenas.

9. Indique a frase em que o verbo (indicado entre parênteses) esteja conjugado INCORRETAMENTE.
a) Poderia haver acordo se eles repusessem a quantia gasta indevidamente. (REPOR)
b) Queria pedir-lhe que revisse minha última questão da prova. (REVER)
c) Se eles intervissem com mais calma, não teria ocorrido o tumulto. (INTERVIR)
d) Poderíamos ter ido todos juntos, se coubéssemos no meu carro. (CABER)
e) Se eles sempre nos contradissessem, já esperaríamos seu indeferimento ao projeto, mas nunca houve discordâncias entre
nós. (CONTRADIZER)

15
10. Indique a alternativa em que há erro gramatical:
a) Eles se entreteram, contando piadas.
b) Entrevi uma solução em todo este emaranhado.
c) Para que não caiais em tentação, rezai.
d) Ele se proveu do necessário e partiu.
e) Quando o vir de novo, reconhecê-lo-ei.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada,
entra, e sob este teto encontrarás carinho:
Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho.
Vives sozinha sempre e nunca foste amada.

A neve anda a branquear lividamente a estrada,


e a minha alcova tem a tepidez de um ninho.
Entra, ao menos até que as curvas do caminho
se banhem no esplendor nascente da alvorada.

E amanhã quando a luz do sol dourar radiosa


essa estrada sem fim, deserta, horrenda e nua,
podes partir de novo, ó nômade formosa!

Já não serei tão só, nem irás tão sozinha:


Há de ficar comigo uma saudade tua...
Hás de levar contigo uma saudade minha...(Alceu Wamosy)

11. "Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada,


entra, e sob este teto encontrarás carinho".
Na terceira pessoa do plural escreveríamos assim:
a) Ó elas que veem de longe, ó elas que veem cansadas entrão, e sob este teto encontrarão carinho.
b) Ó elas que veem de longe, ó elas que veem cansadas entram e sob este teto encontrareis carinho.
c) Ó elas que vêm de longe, ó elas que vêm cansadas entrem e sob este teto encontrarão carinho.
d) Ó elas que vem de longe, ó elas que vem cansadas entrem e sob este teto encontrarão carinho.
e) Ó elas que vêm de longe, ó elas que veem cansadas entrão e sob este teto encontrareis carinho.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: "UMA VELA PARA DARIO"

Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até
parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida da chuva,
e descansou no chão o cachimbo.
Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se não estava se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios,
mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer de ataque.
Estendeu-se mais um pouco, deitado agora na calçada, o cachimbo a seu lado tinha apagado. Um rapaz de bigode
pediu ao grupo que se afastasse, deixando-o respirar. E abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe
retiraram os sapatos, Dario roncou pela garganta e um fio de espuma saiu do canto da boca.
Cada pessoa que chegava se punha na ponta dos pés, embora não pudesse ver. Os moradores da rua conversavam
de uma porta à outra, as crianças foram acordadas e vieram de pijama às janelas. O senhor gordo repetia que Dario sentara-
se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva
ou cachimbo ao lado dele.
Uma velhinha de cabeça grisalha gritou que Dario estava morrendo. Um grupo transportou-o na direção do táxi
estacionado na esquina. Já tinha introduzido no carro metade do corpo, quando o motorista protestou: se ele morresse na
viagem? A turba concordou em chamar a ambulância. Dario foi conduzido de volta e encostado à parede - não tinha os
sapatos e o alfinete de pérola na gravata.

(Dalton Trevisan)
12. Assinale a forma errada do imperativo:
a) põe-te na ponta dos pés / não te ponhas na ponta dos pés
b) ponha-se na ponta dos pés / não se ponha na ponta dos pés
c) ponhamos-nos na ponta dos pés / não nos ponhamos na ponta dos pés
d) ponhais-vos na ponta dos pés / não vos ponhais na ponta dos pés
e) ponham-se na ponta dos pés / não se ponham na ponta dos pés

16
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios


E navega nele ainda,
Para aqueles que veem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha


E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.


Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.


Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

(Fernando Pessoa)

13. "Veem o que lá não está".

Assinale a forma errada do imperativo afirmativo:


a) Vê tu o que lá está
b) Veja você o que lá está
c) Vejamos nós o que lá está
d) Vejais vós o que lá está
e) Vejam vocês o que lá está

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


A FUGA

Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
- Para com esse barulho, meu filho - falou, sem se voltar.
Com três anos, já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho,
só estava empurrando uma cadeira.
- Pois então para de empurrar a cadeira.
- Eu vou embora - foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-
as num pedaço de pano, era sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave
(onde diabo meteram a chave da despensa? a mãe mais tarde irá saber), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única
arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente o pai olhou ao redor e não viu o menino.
Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
- Viu um menino saindo desta casa? - gritou para o operário que descansava diante da obra, do outro lado da rua,
sentado no meio-fio.
- Saiu agora mesmo com uma trouxinha - informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro.

17
A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e -
saíra de casa prevenido - uma moeda de um cruzeiro. Chamou-o mas ele apertou o passinho e abriu a correr em direção à
avenida, como disposto a atirar-se diante do ônibus que surgia à distância.
- Meu filho, cuidado!
O ônibus deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto.
O menino, assustado arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como um animalzinho:
- Que susto você me passou, meu filho - e apertava-o contra o peito comovido.
- Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.
Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:
- Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.
- Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala - tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave,
como ele fizera com a da despensa.
- Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
- Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou.
FERNANDO SABINO

14. "...TENDO antes o cuidado de FECHAR a porta da rua e RETIRAR a chave, como ele FIZERA com a da despensa."

Os verbos em letra maiúscula identificam-se, respectivamente, com:


a) infinitivo, gerúndio, gerúndio, pretérito perfeito.
b) gerúndio, infinitivo, infinitivo, pretérito mais que perfeito.
c) gerúndio, pretérito imperfeito, infinitivo, presente.
d) gerúndio, futuro do presente do subjuntivo, infinitivo, pretérito mais que perfeito.
e) infinitivo, infinitivo, gerúndio, futuro do presente do subjuntivo.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


OS DESASTRES DE SOFIA

Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e passara pesadamente a
ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele.
O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros
contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com um fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. E eu era
atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio e pela controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar e que,
ofendida, eu adivinhara. Passei a me comportar mal na sala. Falava muito alto, mexia com os colegas, interrompia a lição
com piadinhas, até que ele dizia, vermelho:
- Cale-se ou expulso a senhora da sala.
Ferida, triunfante, eu respondia em desafio: pode me mandar! Ele não mandava, senão estaria me obedecendo. Mas
eu o exasperava tanto que se tornara doloroso para mim ser objeto do ódio daquele homem que de certo modo eu amava.
Não o amava como a mulher que eu seria um dia, amava-o como uma criança que tenta desastradamente proteger um adulto,
com a cólera de quem ainda não foi covarde e vê um homem forte de ombros tão curvos. (...)
Clarice Lispector

15. "Cale-se ou expulso a senhora da sala".


Assinale a alternativa em que conjuga erradamente o imperativo:
a) cala-te / não te cales
b) cale-se / não se cale
c) calemo-nos / não nos calemos
d) calai-vos / não vos calais
e) calem-se / não se calem

16. Indique a voz em que se encontram as orações seguintes marcando:


(A) passiva (B) ativa
1) ( ) O professor elogiou a sua prova.
2) ( ) O pai tratava-os com ternura.
3) ( ) Este quadro foi pintado por mim.
4) ( ) Os piratas encontraram o tesouro.
5) ( ) O bandido era perseguido pelo mocinho.

18
17. Assinale as orações que estejam na voz reflexiva:
a) ( ) Tu te julgas feliz?
b) ( ) Alguém te procurou ontem.
c) ( ) Ela se admirava no espelho.
d) ( ) Não nos veremos amanhã.
e) ( ) Todos o consideravam uma boa pessoa.

18. Marque:
(1) para a voz passiva analítica
(2) para a voz passiva sintética
a) ( ) Foi descoberto mais um erro.
b) ( ) As inscrições encerrar-se-ão amanhã.
c) ( ) Seu pedido não será aceito.
d) ( ) Aceitam-se encomendas para festa.
e) ( ) Os culpados ainda não foram encontrados.

19. Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.
Transpondo para a voz passiva a frase "Não os enganaríamos por muito tempo", obtém-se a forma verbal ...... .
a) teriam sido enganados
b) enganar-se-iam
c) teríamos enganado
d) seriam enganados
e) serão enganados

20. Transpondo-se para a voz ativa a frase:


"O trabalho deve ser elaborado pelos especialistas dentro do menor prazo possível", obtém-se a forma verbal:
a) deve-se elaborar;
b) será elaborado;
c) devem elaborar;
d) elaborarão;
e) devia ter sido elaborado

Lista 4

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


A(s) questão(ões) a seguir estão relacionada(s) ao texto abaixo.
4
À porta do Grande Hotel, pelas duas da tarde, 14Chagas e Silva 6postava-se de palito à boca, como 19se tivesse
descido do restaurante lá de cima. Poderia parecer, pela estampa, que somente ali se comesse bem em Porto Alegre. 8Longe
21
disso! A Rua da Praia que 23o diga, ou 22melhor, que o dissesse. 24O faz de conta do 7inefável personagem 5ligava-se mais
à 25importância, à moldura que aquele portal lhe conferia. 15Ele, que tanto marcou a rua, tinha 27franco acesso às poltronas
do saguão em que se refestelavam os importantes. Andava 28dentro de um velho fraque, usava gravata, chapéu, bengala sob
o braço, barba curta, polainas e 10uns olhinhos apertados na 1_________ bronzeada. O charuto apagado na boca, para durar
bastante, 29era o 9toque final dessa composição de pardavasco vindo das Alagoas.
Chagas e Silva chegou a Porto Alegre em 1928. 16Fixou-20se na Rua da Praia, que percorria com passos lentos,
carregando um ar de 12indecifrável importância, tão ao jeito dos grandes de então. 17Os estudantes tomaram conta dele.
Improvisaram comícios na praça, carregando-o nos braços e 11fazendo-o discursar. Dava discretas mordidas 33e consentia
em que lhe pagassem o cafezinho. Mandava imprimir sonetos, que "trocava" por dinheiro.
Não era de meu propósito 31ocupar-me do "doutor" Chagas 34e, sim, de como se comia bem na Rua da Praia de
antigamente. Mas ele como que me puxou pela manga e levou-me a visitar casas por onde sua imaginação de longe
esvoaçava.
Porto Alegre, sortida por tradicionais armazéns de especialidades, 30dispunha da melhor matéria-prima para as casas
de pasto. 18Essas casas punham ao alcance dos gourmets virtuosíssimos "secos e molhados" vindos de Portugal, da Itália,
da França e da Alemanha. Daí um longo e 2________ período de boa comida, para regalo dos homens de espírito e dos que
eram mais estômago que outra coisa.
Na arte de comer bem, talvez a 26dificuldade fosse a da escolha. Para qualquer lado que o passante se virasse,
encontraria salões ornamentados 3_________ maiores ou menores, tabernas 35ou simples tascas. A Cidade 32divertia-se
também 13pela barriga.

Adaptado de: RUSCHEl, Nilo. Rua da Praia. Porto Alegre: Editora da Cidade, 2009. p. 110-111.

19
1. Considere as afirmações abaixo, a respeito dos tempos verbais utilizados no texto.

I. Os verbos era (ref. 29) e dispunha (ref. 30) estão conjugados no mesmo tempo e modo.
II. Todos os verbos do primeiro parágrafo estão conjugados no pretérito imperfeito do indicativo, porque fazem referência
a rotinas e hábitos do passado.
III. Os verbos ocupar-me (ref. 31) e divertia-se (ref. 32) estão conjugados no modo subjuntivo.

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


A(s) questão(ões) a seguir está(ão) relacionada(s) ao texto abaixo.
1
Hoje os conhecimentos se estruturam de modo 3fragmentado, 4separado, 5compartimentado nas disciplinas. 8Essa
situação impede uma visão global, uma visão fundamental e uma visão complexa. 13"Complexidade" vem da palavra latina
complexus, que significa a compreensão dos elementos no seu conjunto.
As disciplinas costumam excluir tudo o que se encontra fora do 9seu campo de especialização. A literatura, no
entanto, é uma área que se situa na inclusão de todas as dimensões humanas. Nada do humano 10lhe é estranho, 6estrangeiro.
A literatura e o teatro são desenvolvidos como meios de expressão, meios de conhecimento, meios de compreensão
da 14complexidade humana. Assim, podemos ver o primeiro modo de inclusão da literatura: a inclusão da 15complexidade
humana. E vamos ver ainda outras inclusões: a inclusão da personalidade humana, a inclusão da subjetividade humana, e,
também, muito importante, a inclusão; do estrangeiro, do marginalizado, do infeliz, de todos que ignoramos e desprezamos
na vida cotidiana.
A inclusão da 16complexidade humana é necessária porque recebemos uma visão mutilada do humano. 11Essa visão,
a de homo sapiens, é uma 17definição do homem pela razão; de homo faber20, do homem como trabalhador; de homo
economicus21, movido por lucros econômicos. Em resumo, trata-se de uma visão prosaica, mutilada, 12que esquece o
principal22: a relação do sapiens/demens, da razão com a demência, com a loucura.
Na literatura, encontra-se a inclusão dos problemas humanos mais terríveis, coisas 18insuportáveis que nela se
tornam suportáveis. Harold Bloom escreve: 24"Todas as 25grandes obras revelam a universalidade humana através de
destinos singulares, de situações singulares, de épocas singulares". É essa a razão por que as 19obras-primas atravessam
7
séculos, sociedades e nações.
2
Agora chegamos à parte mais humana da inclusão: a inclusão do outro para a compreensão humana. A
compreensão nos torna mais generosos com relação ao outro23, e o criminoso não é unicamente mais visto como criminoso,
26
como o Raskolnikov de Dostoievsky, como o Padrinho de Copolla.
A literatura, o teatro e o cinema são os melhores meios de compreensão e de inclusão do outro. Mas a compreensão
se torna provisória, esquecemo-nos depois da leitura, da peça e do filme. Então essa compreensão é que deveria ser
introduzida e desenvolvida em nossa vida pessoal e social, porque serviria para melhorar as relações humanas, para
melhorar a vida social.
Adaptado de: MORIN, Edgar. A inclusão: verdade da literatura. In: RÕSING, Tânia et ai. Edgar Morin: religando
fronteiras. Passo Fundo: UPF, 2004. p.13-18

2. Considere as seguintes afirmações, referentes ao uso de tempos e modos verbais no texto.


I. O emprego do presente na forma verbal revelam (ref. 27) reforça o caráter generalizador da afirmação, já sinalizado pelo
emprego de Todas (ref. 28).
II. Os usos de futuro do pretérito em deveria (ref. 29) e serviria (ref. 30) contribuem para mostrar que o autor conclui a
argumentação com soluções possíveis e desejáveis.
III. A presença no texto de verbos nos modos indicativo e subjuntivo confere sentidos de certeza e de possibilidade à
argumentação.

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.

20
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

3. Com relação à classe gramatical das palavras no texto, é CORRETO afirmar:


a) O adjetivo realmente, no quinto quadrinho, serve para intensificar o advérbio importantes.
b) No terceiro quadrinho, a palavra ótima funciona como um substantivo, usado para caracterizar o comportamento da mãe
da professora.
c) A palavra parabéns, no terceiro quadrinho, funciona como um advérbio, o qual indica uma circunstância de modo.
d) No quinto quadrinho, o verbo ensinar aparece conjugado no presente do indicativo, para indicar uma ação que ocorrerá
num futuro imediato.
e) Os verbos amar e mimar, no primeiro quadrinho, estão conjugados no presente do indicativo e revelam, no contexto,
uma verdade geral a respeito do comportamento materno.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Crianças brincando

Uma psicóloga da PM-SP defende que crianças de oito anos podem manusear armas de fogo, “desde que
acompanhadas pelos pais”. É normal, diz ela, que o filho de um policial tenha curiosidade sobre o instrumento de trabalho
de seu pai, “assim como o filho do médico tem sobre o estetoscópio”. A recente tragédia em São Paulo, envolvendo o
menino Marcelo Pesseghini, 13, suspeito de matar seus pais (ambos, policiais militares), a avó e a tia-avó, e que se matou
em seguida, tudo a tiros, não abalou sua convicção.
Vejamos. É normal que o filho de oito anos de um piloto de aviação tenha curiosidade sobre o instrumento de
trabalho do pai - o avião. Isso autoriza o piloto a pôr o filho na cadeira do copiloto e “acompanhá-lo” enquanto ele pousa o
aparelho levando 300 passageiros? O filho de um madeireiro, apenas por ser quem é, estará autorizado a brincar com uma
motosserra? E o filho de um proctologista estará apto a manipular o instrumento de trabalho de seu pai? (...)
A professora Maria de Lourdes Trassi, da Faculdade de Psicologia da PUC-SP, rebate o argumento da psicóloga
da PM, dizendo: “O cirurgião pode até dar o estetoscópio ou a luva [para o filho brincar]. Mas não vai lhe apresentar o
bisturi”.
Também acho. E há muitas coisas com que o filho de um PM pode brincar - gás de mostarda, bombas de gás
lacrimogêneo, balas de borracha -, sem ter de apelar para armas de fogo.
(Ruy Castro, Folha de S. Paulo, 19.08.2013)

4. Levando em conta o aspecto do verbo na frase: “crianças de oito anos podem manusear armas de fogo”, afirma-se que
a forma verbal está no Presente:
a) momentâneo, pois se refere ao manuseio de armas no momento da fala.
b) histórico, pois se refere a fatos sobre crimes ocorridos nos passado.
c) frequentativo, pois se refere a um fato que se repete ao longo do tempo no noticiário criminal.
d) universal, pois se refere à permissão do manuseio tida como uma verdade supostamente aceita por todos.
e) no lugar do futuro, pois a permissão para o manuseio de armas se dará em época próxima.

21
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Vozes da seca

Seu doutô os nordestino têm muita gratidão


Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão
Mas doutô uma esmola a um homem qui é são
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão
É por isso que pidimo proteção a vosmicê
Home pur nóis escuído para as rédias do pudê
Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê
Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê
Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage
Se o doutô fizer assim salva o povo do sertão
Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação!
Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão
Como vê nosso distino mercê tem na vossa mão

Luiz Gonzaga e Zé Dantas. Disponível em: [Link]


Acesso em: 17/07/2013.

5. Alguns versos da canção se configuram como enunciados que incitam à ação e, por isso, são denominados, quanto à
tipologia textual, de “injuntivos”. Exemplificam enunciados injuntivos os seguintes versos:
a) Seu doutô os nordestino têm muita gratidão/ Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão.
b) Mas doutô uma esmola a um homem qui é são/ Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.
c) É por isso que pidimo proteção a vosmicê/ Home pur nóis escuído para as rédias do pudê.
d) Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê/ Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê.
e) Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage/ Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


O que havia de tão revolucionário na Revolução Francesa? Soberania popular, liberdade civil, igualdade perante a
lei – as palavras hoje são ditas com tanta facilidade que somos incapazes de imaginar seu caráter explosivo em 1789. Para
1

os franceses do Antigo Regime, 6os homens eram 8desiguais, e a desigualdade era uma boa coisa, adequada à ordem
hierárquica que 2fora posta na natureza pela própria obra de Deus. A liberdade significava privilégio – isto é, literalmente,
12
“lei privada”, uma prerrogativa 13especial para fazer algo negado a outras pessoas. O rei, como fonte de toda a lei,
distribuía privilégios, 3pois havia sido 19ungido como 16o agente de Deus na terra.
Durante todo 17o século XVIII, os filósofos do Iluminismo questionaram esses 9pressupostos, e os panfletistas
profissionais conseguiram 14empanar 20a aura sagrada da coroa. Contudo, a desmontagem do quadro mental do Antigo
Regime demandou violência iconoclasta, destruidora do mundo, revolucionária.
7
Seria ótimo se pudéssemos associar 18a Revolução exclusivamente à Declaração dos Direitos do Homem e do
Cidadão, mas ela nasceu na violência e imprimiu seus princípios em um mundo violento. Os conquistadores da Bastilha
24
não se limitaram a destruir 21um símbolo do despotismo real. 4Entre eles, 150 foram mortos ou feridos no assalto à prisão
e, quando os sobreviventes apanharam o diretor, cortaram sua cabeça e desfilaram-na por 25Paris 22na ponta de uma lança.
Como podemos captar esses momentos de loucura, quando tudo parecia possível e o mundo se afigurava como uma
tábula rasa, apagada por uma onda de comoção popular e pronta para ser redesenhada? Parece incrível que um povo inteiro
fosse capaz de se levantar e transformar as condições da vida cotidiana. Duzentos anos de experiências com admiráveis
mundos 26novos tornaram-nos 15céticos quanto ao 10planejamento social. 27Retrospectivamente, a Revolução pode parecer
um 23prelúdio ao 11totalitarismo.
Pode ser. Mas um excesso de visão 28histórica retrospectiva pode distorcer o panorama de 1789. Os revolucionários
franceses não eram nossos contemporâneos. E eram um conjunto de pessoas não excepcionais em circunstâncias
excepcionais. Quando as coisas se 29desintegraram, eles reagiram a uma necessidade imperiosa de dar-lhes sentido,
ordenando a sociedade segundo novos princípios. Esses princípios ainda permanecem como uma denúncia da tirania e da
injustiça. 5Afinal, em que estava empenhada a Revolução Francesa? Liberdade, igualdade, fraternidade.

Adaptado de: DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette. In: ____. O beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução.
São Paulo: Cia. das Letras, 2010. p. 30-39.

22
6. Considere as seguintes afirmações acerca do emprego de tempos verbais no texto.

I. O emprego do pretérito imperfeito ao longo do primeiro parágrafo, a partir da referência 6, dá aos eventos narrados um
caráter de continuidade, estabelecendo as características do Antigo Regime como um pano de fundo.
II. O emprego do pretérito perfeito no segundo parágrafo representa o passado de modo pontual.
III. O emprego do pretérito na forma subjuntiva que ocorre na referência 7 é exigido por sua relação com o futuro do
pretérito do indicativo em Seria, na mesma linha.

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.

7. Considere as seguintes afirmações relacionadas a sentidos do terceiro parágrafo do texto.

I. O emprego da conjunção se e dos tempos e modos verbais na referência 7 sinalizam que a Revolução Francesa não pode
ser exclusivamente associada à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
II. O emprego de não se limitaram (ref. 24) expressa que os conquistadores destruíram um símbolo e fizeram algo além
disso.
III. O emprego do nome próprio Paris (ref. 25) localiza a sociedade sobre a qual incidem os novos princípios
revolucionários.

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


O menino sentado à minha frente é meu irmão, assim me disseram; e bem pode ser verdade, ele regula pelos
dezessete anos, justamente o tempo em que estive solto no mundo, sem contato 5nem notícia.
A princípio quero tratá-lo como intruso, mostrar-lhe 1__________ minha hostilidade, não abertamente para não
chocá-lo, 11mas de maneira a não lhe deixar dúvida, como se lhe 6perguntasse com todas as letras 18: que direito tem você
de estar aqui na intimidade de minha família, entrando nos nossos segredos mais íntimos, dormindo na cama onde eu dormi,
lendo meus velhos livros, talvez sorrindo das minhas anotações à margem, tratando meu pai com intimidade, talvez
discutindo a minha conduta, talvez até criticando-a? 12Mas depois vou notando que ele não é totalmente estranho. De repente
fere-me 2__________ ideia de que o intruso talvez 7seja eu, que ele 8tenha mais direito de hostilizar-me do que eu a ele 19,
que vive nesta casa há dezessete anos. O intruso sou eu, não ele.
Ao pensar nisso vem-me o desejo urgente de entendê-lo e de ficar amigo. Faço-lhe 21perguntas e noto a sua avidez
em respondê-las, 13mas logo vejo a inutilidade de prosseguir nesse caminho, 22as perguntas parecem-me formais e 23as
respostas forçadas e complacentes.
Tenho tanta coisa a dizer, mas não sei como começar, até a minha voz parece ter perdido a naturalidade. Ele me
olha 20, e vejo que está me examinando, procurando decidir se devo ser tratado como irmão ou como estranho, e imagino
que as suas dificuldades não devem ser menores do que as minhas. 24Ele me pergunta se eu moro em uma casa grande, com
muitos quartos, e antes de responder procuro descobrir o motivo da pergunta. 25Por que falar em casa? 14E qual a importância
de 9muitos quartos? Causarei inveja nele se responder que sim? 26Não, não tenho casa, há 10muitos anos que tenho morado
em hotel. Ele me olha, parece que fascinado, diz que deve ser bom viver em hotel, 15e conta que, toda vez que faz reparos
3
__________ comida, mamãe diz que ele deve ir para um hotel, onde pode reclamar e exigir. De repente o fascínio se
transforma em alarme, 16e ele observa que se eu vivo em hotel não posso ter um cão em minha companhia, o jornal disse
uma vez que um homem foi processado por ter um cão em um quarto de hotel. Confirmo 4__________ proibição. Ele
suspira 17e diz que então não viveria em um hotel nem de graça.

Adaptado de: VEIGA, José J. Entre irmãos. In: MORICONI, Ítalo M. Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século. Rio
de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 186-189.

23
8. Considere as seguintes afirmações, referentes à interpretação de palavras e segmentos do texto.
I. A substituição de nem (ref. 5) por ou mantém a ideia de privação contida no segmento.
II. As ocorrências do advérbio talvez, no segundo parágrafo, em sua relação com as formas verbais perguntasse (ref. 6),
seja (ref. 7) e tenha (ref. 8) indicam dúvidas e hipóteses do narrador.
III. As formas muitos (ref. 9) e muitos (ref. 10) são de mesma classe gramatical e, na relação com outras formas no texto,
apresentam o mesmo sentido.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Para responder à(s) questão(ões), leia o texto a seguir.

Super-heróis ajudam crianças a aceitar quimioterapia


Hospital cria tratamento infantil com acessórios da Liga da Justiça e oferece gibi sobre a luta do Batman contra o câncer
como inspiração a crianças com a doença.
Batman está com câncer, mas os vilões nem tiveram tempo de comemorar a revelação feita na edição extra da
história em quadrinhos (HQ). Logo após o diagnóstico, o herói mascarado já 3começou a receber uma 5“Superfórmula”
contra a doença e, apesar de ter perdido cabelo e emagrecido um pouco, está forte para voltara combater o mal.
Na vida real, todos os pacientes infantis atendidos no Centro de Referência [Link], em São Paulo, também
4
passaram a ter acesso ao tratamento que, no gibi, promete salvar a vida do homem-morcego.
Parceria firmada há 20 dias entre o AC. Camargo, a Warner e a agência JWT transformou o 6° andar da unidade
hospitalar na nova sede da Liga da Justiça. O QG de super-heróis instalado no hospital tem 15 vagas ocupadas por heróis
mirins que precisam de uma ajudinha externa da medicina para voltar à ativa. Natan Henrique Roseno, 7 anos, e Porthos
Martinez, 13, são os integrantes mais recentes da ala infantil.
6
Após lerem a HQ com a trajetória vitoriosa de Batman, os meninos estavam confiantes de que a Superfórmula
1
também vai ajudá-los a vencer a leucemia diagnosticada em ambos. [...]
Todos os quartos e acessórios utilizados no tratamento dos pacientes da oncologia pediátrica receberam a adaptação
em cores, símbolos e adereços de personagens como Mulher-Maravilha, Batman, Lanterna Verde e Superman.
A chefe da 7oncologia pediátrica do [Link], Cecília Maria de Lima da Costa, explica que usar os adereços é
uma fórmula de 8apresentar o câncer às crianças de uma maneira lúdica e didática, já que elas precisam entender o
tratamento para aceitá-lo melhor.
“A quimioterapia tem efeitos colaterais que não são agradáveis (como enjoos, apetite desregulado, queda de
cabelos). Se a criança não entende que o medicamento é um benefício, apesar de todos esses sintomas, pode ficar confusa
e resistente”, afirma a especialista.
Enxergar a vilã quimioterapia como a mocinha Superfórmula 9faz toda a diferença para os meninos e as meninas,
dizem os próprios heróis-mirins. [...] “Fica menos confuso na cabeça da gente. Porque às vezes eu não gosto dos remédios,
dá um nó no estômago. Mas sei que eles 2vão me ajudar e saber disso ajuda”, diz um dos garotos.

ARANHA, Fernanda. Minha Saúde. iG São Paulo. Disponível em: <[Link]/2013-06-06/super-herois-


[Link]> Acesso em: 06. jun. 2013. (adaptado).

9. Assinale verdadeira (V) ou falsa (F) nas afirmativas a seguir.


( ) No título e subtítulo da notícia, o uso dos verbos no presente do indicativo sugere que o tratamento criado pelo hospital
[Link] perdura no momento da enunciação.
( ) As expressões “vai ajudá-los” (ref. 1) e “vão me ajudar” (ref. 2) apresentam uma estrutura gramatical frequente na
linguagem Informal para indicar futuridade, o que corresponderia, na norma-padrão, a “os ajudará” e “me ajudarão”
respectivamente.
( ) Os aspectos verbais de “começou a receber” (ref. 3) e “passaram a ter acesso” (ref. 4) indicam diferentes condições
de saúde em que se encontram o super-herói e as crianças com câncer internadas no [Link].
A sequência correta é
a) F – F – V.
b) V – F – F.
c) F – V – F.
d) V – V – F.
e) V – V – V.

24
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
INSTRUÇÃO: A(s) questão(ões) refere(m)-se ao texto abaixo.

Mulheres...
2
__________ 5alguns dias, percorrendo 3__________ salas 6dum ministério para tratar de 7certo negócio
terrivelmente embrulhado, desses que dão aneurismas e cabelos brancos, eu e 8um amigo encontramos numerosas
funcionárias bonitas. Uma delas forneceu-nos informações bastante vagas: deu-nos dois ou três números e, com os olhos
redondos e úmidos, que um ligeiro estrabismo entortava, pareceu indicar a direção do lugar 4__________ os nossos papéis
deviam estar.
Corremos a outro ministério e vimos várias 9senhoras difíceis entregues a trabalhos incompreensíveis. Não achamos
os nossos papéis, é claro. Andamos em departamentos diferentes, voltamos ao primeiro ministério, ao segundo, tornamos
a voltar, percorremos infinitos 13canais competentes 12– e em toda a parte esbarramos com 14senhoras atarefadas, que
executavam operações estranhas, usavam uma linguagem desesperadamente confusa e recebiam indiferentes as nossas
queixas e os nossos 15rogos.
Com o 10coração grosso e indignado, resolvi abandonar esse negócio infeliz e fui 11deitar uma carta ao correio.
Tomei lugar na fila, mas antes que chegasse a minha vez a mulher que vendia selos deixou o guichê. Esperei uma
16
eternidade a volta dela e fui-me aproximando devagar, na fila. A carta foi pesada, o selo comprado e uma moeda falsa
recebida no troco.
20
Marchei para o guichê dos registrados, onde uma espécie de 27mulher 17portadora de óculos e bastante idade se
mexia como uma 28figura de câmara lenta.
21
Enquanto me arrastava seguindo os desgraçados que ali estavam sofrendo como eu, pensei nas deputadas, nas
telefonistas, na professora primária que me atormentava e nos versos de 29certa poetisa que em vão tento esquecer.
23
Evidentemente nenhuma dessas pessoas, deputadas, telefonistas, professora e poetisa, tinha culpa de haverem corrido mal
meus negócios nos ministérios, nenhuma me dera moeda falsa, e era estupidez responsabilizá-las pela preguiça da 26mulher
do 18registrado. 22Mas relacionei todas e julguei perceber os motivos de certos hábitos novos.
Antigamente, quando uma senhora entrava num 19carro cheio, havia sempre sujeitos que se levantavam. Hoje, nos
trens da Central, elas viajam espremidas como numa lata de sardinhas.
Ninguém fumava nos primeiros bancos dos bondes. Ainda existe a proibição num aviso gasto e metrificado, que
tem o mesmo valor dos alexandrinos1: ninguém o lê. A autoridade do condutor ficou muito reduzida, e o letreiro proibitivo
tornou-se lei como as outras, artigo de regulamento.
Há pouco tempo 30uma senhora declarou num romance que as mulheres são diferentes dos homens. É claro. Mas,
24
apesar da diferença, elas se tornaram nossas concorrentes, e concorrentes temíveis. Eu queria ver um examinador que
tivesse a coragem de reprovar aquela moça de olhos redondos, úmidos e ligeiramente estrábicos, que encontrei um dia
destes no corredor do ministério. Só se ele fosse cego.
O Sr. Plínio Salgado quer acabar com os banhos de mar, porque as pernas das mulheres se descobrem neles. Não
vale a pena. São pernas de concorrentes, para bem dizer nem são pernas. Pensa que temos lá tempo de pensar nessas coisas?
Tinha graça que, nos banhos de mar, fôssemos espiar as canelas da moça de olhos estrábicos ou as da mulher que nos
impingiu uma moeda falsa. Não olhamos. Se elas chegarem perto do estribo do bonde cheio, ficaremos sentados porque
pagamos passagem e temos o direito de ficar sentados. Isto. Somos pouco mais ou menos iguais, apesar da afirmação da
25
mulher do romance. Vão no estribo, se quiserem, de pingente. Ou fiquem junto ao poste. Vão para o diabo. É isto.
Concorrentes, inimigas. Ou amigas. Dá tudo no mesmo.

RAMOS, Graciliano. Garranchos. Organização de Thiago Mio Salla. Rio de Janeiro: Record, 2012. p. 160-2. (Adaptado)

1. O termo alexandrinos refere-se à poesia produzida em estrutura arcaica, com versos de 12 sílabas.

10. Releia o texto da referência 20, aqui transcrito: Marchei para o guichê dos registrados, onde uma espécie de mulher
portadora de óculos e bastante idade se mexia como uma figura de câmara lenta.
Analise as proposições abaixo quanto à veracidade (V) ou à falsidade (F) em relação ao trecho destacado.
( ) O referido trecho contém um pronome relativo usado adequadamente.
( ) Marchei e mexia são dois termos conjugados no mesmo tempo verbal.
( ) A palavra bastante está empregada como um advérbio de intensidade.

A alternativa que completa correta e respectivamente os parênteses, de cima para baixo, é


a) V – V – F
b) F – V – F
c) V – F – F
d) F – F – V
e) V – V – V

25
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Vespertina tropical
24
Então 4Deus, tendo acabado de criar o firmamento e os continentes, o homem e 10a mulher, a zebra, os elétrons, o
umbu e a neblina, quis dar um último toque em Sua obra: num arroubo de lirismo, lá pelas 17h54 do sexto dia, pintou a
aurora boreal. É, 12de fato, um 3troço estupendo: 28mais bonito que o pôr do sol, mais improvável que a girafa, mais
grandioso que o relâmpago. Era pra ser o corolário da criação, a maior atração da Terra, 32diante da qual casais em lua de
mel deixariam cair os queixos, japoneses ergueriam as câmeras e mochileiros bateriam palmas, contentes por terem nascido
neste planeta abençoado e multicolor, mas, 14infelizmente, como se sabe, 25a aurora boreal 1não 15pegou.
16
Claro: 31é longe, é raro e é muito cedo, como esses espetáculos incríveis encenados domingo de manhã no Sesc
Belenzinho. Imagina se a aurora boreal fosse nos trópicos, seis e meia da tarde? 11O sujeito tá num táxi na avenida Atlântica,
olha pro lado, o céu todo verde e amarelo e laranja e roxo, saca o celular, faz um “selfie” [tava louco pra usar essa palavra],
posta “#vespertinatropical!!!” e segue pra casa, satisfeito. Mas não, é pra lá da Groenlândia, 4h30 AM, ninguém sabe
quando: aí, não adianta reclamar que o público é ignorante e prefere a caretice hollywoodiana de um arco-íris.
Fosse só a aurora boreal, 13beleza, mas 18a natureza tá cheia de desarranjos semelhantes. Não surpreende: ela foi
criada há milhões de anos, nunca passou por uma revisão e ainda é administrada pelo fundador. 30Se eu fosse 5Javé, chamava
uma dessas consultorias especializadas em fazer a transição de 8empresas familiares para organizações, digamos, mais
competitivas, e dava um choque de gestão. Nem precisa gastar muito, basta alocar melhor os recursos.
19
Veja os cometas, por exemplo. Tudo espalhado por aí, nos visitam só a cada 70, cem anos, às vezes chegam de
lado, outras vezes de dia, ninguém vê, 2baita desperdício de energia. Por que não 9otimizar essas órbitas? 33Fazer com que
venham cinco, dez ao mesmo tempo na noite de Réveillon, proporcionando uma queima de fogos global à nossa sofrida
humanidade?
20
A gravidade é outro assunto que merece uma calibrada: tem que ser mesmo 9,8 m/s2? Por quê? Como Deus chegou
a esse número? Gostaria que Ele abrisse as planilhas para entendermos se cada m/s 2 é realmente necessário. Com metade
dessa atração, nós continuaríamos colados ao chão e seria muito mais agradável se locomover por aí. O mínimo que o
Senhor poderia fazer era dar uma amainada de dezembro a março: imagina que alívio encarar esse calorão com 25% menos
esforço, durante a “Gravidade de Verão”. 17Sem falar, óbvio, em 50% para grávidas, idosos e cadeirantes.
26
Não tenho dúvida de que o 6Todo Poderoso resistirá a essas e outras reformas. 22Criar o Universo é o tipo da coisa
que infla um pouco o ego do sujeito, 27mas seria bom se Ele se animasse a colocar o mundo nos eixos - literalmente: 23já
repararam como a Terra gira toda torta, envergada como um frei Damião?
21
Se meu pacote de sugestões não puder convencê-Lo pelo bom senso, quem sabe ao menos uma parte cutuque a
Sua vaidade? Ora, 7El Shaddai, 29a aurora boreal é um negócio tão lindo, tão grandioso, tão divino, não é justo que siga
sendo exibida, ano após ano, apenas para os ursos-polares, as focas e a Björk, é ou não é?

PRATA, Antonio. “Vespertina Tropical”. Folha de São Paulo. Disponível em


[Link] Acesso em 21 mar. 2014

11. Os tempos e os modos verbais contribuem para construir, no texto, determinados efeitos de sentido. Acerca desses
efeitos, afirma-se:

I. O futuro do pretérito é usado para dar ideia de probabilidade, como ocorre em “diante da qual casais em lua de mel
deixariam cair os queixos, japoneses ergueriam as câmeras e mochileiros bateriam palmas” (ref. 32).
II. O imperativo afirmativo contribui para construir o efeito de proximidade com o leitor, como ocorre em “Veja os cometas,
por exemplo” (ref. 19).
III. O presente do subjuntivo é usado para dar ideia de possibilidade de ação, como ocorre em “Fazer com que venham
cinco, dez ao mesmo tempo” (ref. 33).

Estão corretas as afirmações apresentadas em:


a) I, II e III.
b) I e II apenas.
c) II e III apenas.
d) I apenas.
e) III apenas.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


Leia o texto abaixo para responder às questões.

26
27
Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. 37São
tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer
várias coisas ao mesmo tempo. 34Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
41
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. 4Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado
e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito
em tempo real, 6às informações de 29alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e
refeito 9várias vezes do trajeto 20que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
35
Quando me vejo em tal situação, 19eu me lembro que 14dirigir, 45após um dia de intenso trabalho no retorno para
casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
18
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não 23mais observamos os detalhes,
1
por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador
44
para buscar textos sobre um tema 38e, de repente, 24me dei conta de que estava em 39temas 15que em nada se relacionavam
com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. 16Sofremos de uma tentação
permanente de 43pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que 22alguns textos exigem
a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. 5Aliás, não é a combinação e a sucessão
das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
3
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. 2Elas já nasceram neste
mundo de 8profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas
ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
46
Aí, um belo dia elas vão para a escola. Professores e pais, a partir de então, querem que as crianças prestem
atenção em uma única coisa por muito tempo. 36E quando elas não conseguem, reclamamos, levamos ao médico, arriscamos
hipóteses de que sejam portadoras de síndromes que exigem tratamento etc.
42
A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim. Elas já sabem usar programas complexos em seus aparelhos
eletrônicos, 10brincam com jogos desafiantes que exigem atenção constante aos detalhes e, se deixarmos, 21passam horas
em uma única atividade de que gostam.
17
Mas, nos estudos, queremos que elas prestem 26atenção no que é preciso, e não no que gostam. 28E isso, caro
leitor, exige a árdua aprendizagem da autodisciplina. Que leva tempo, é bom lembrar.
32
As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso. Aliás, 31boa parte desse trabalho é
nosso, e não delas.
12
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: 33isso de nada as ajuda. 13O que pode ajudar, por exemplo, é
40
analisarmos o contexto em que estão 7quando precisam focar a atenção 25e organizá-lo para que seja favorável a tal
exigência. 11E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: 30o ensino desse quesito no
mundo de hoje é um processo lento e gradual.

SAYÃO, Rosely. “Profusão de estímulos”. Folha de São Paulo, 11 fev. 2014 – adaptado.

12. Em qual opção a forma verbal em destaque em expressa uma ação hipotética?
a) “[...] me dei conta de que estava em temas [...].” (ref. 24)
b) “[...] e organizá-lo para que seja favorável [...].” (ref. 25)
c) “[...] atenção no que é preciso, e não no que gostam.” (ref. 26)
d) “Aumenta o número de adultos que não consegue focar [...].” (ref. 27)
e) “Elas já nasceram neste mundo de profusão [...].” (ref. 2)

13. Em que opção a forma verbal em destaque transmite a ideia de continuidade, de processo que era constante ou
frequente?
a) “[...] dirigir, [...], já foi uma atividade prazerosa [...].” (ref. 14)
b) “[...] que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.” (ref. 15)
c) “Sofremos de uma tentação permanente de pular [...].” (ref. 16)
d) “Mas, nos estudos, queremos que elas prestem atenção [...].” (ref. 17)
e) “O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira [...].” (ref. 18)

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


RECEITA DE MULHER
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de
[haute couture*

27
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul,
[como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas
[pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no
[terceiro minuto da aurora.

Vinicius de Moraes.

* “haute couture”: alta costura.

14. Tendo em vista o contexto, o modo verbal predominante no excerto e a razão desse uso são:
a) indicativo; expressar verdades universais.
b) imperativo; traduzir ordens ou exortações.
c) subjuntivo; indicar vontade ou desejo.
d) indicativo; relacionar ações habituais.
e) subjuntivo; sugerir condições hipotéticas.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Filme-enigma de Christopher Nolan gera discussões sobre significado e citações ocultas ou óbvias em sua trama
onírica

Certa vez o sábio taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta. Ao acordar, entretanto, ele não sabia mais se
era um homem que sonhara ser uma borboleta ou uma borboleta que agora sonhava ser um homem.
Será que Dom Cobb está sonhando? Será que a vida real é esta mesma ou somos nós que sonhamos?
Alguns podem ir ao cinema para assistir "A Origem", de Christopher Nolan ("Batman - O Cavaleiro das Trevas")
e achar tão chato que vão sonhar de verdade, dormindo na fase de sono REM.
Mas outros estão sonhando acordados. Em blogs, sites e grupos de discussão, os já fanáticos pelo filme de Nolan
apontam referências (de mitologia grega), veem citações (de "Lost"), tecem teorias malucas e conspiratórias (o sonho dentro
do sonho).
Alguns acusam o diretor de copiar filmes os mais variados, de "Blade Runner" (1982) a "eXistenZ" (1999), de se
inspirar em "2001 - Uma Odisseia no Espaço" (1968) e até de roubar a ideia de um quadrinho do Tio Patinhas de 2002.
O fato é que Nolan acertou o alvo. E ele sabia do potencial "nerdístico" de seu filme. Tanto é que cogitou mudar a
canção que toca no filme todo, "Non, Je Ne Regrette Rien", com Edith Piaf, porque uma das atrizes escaladas, Marion
Cotillard, havia vivido a cantora francesa em um filme de 2007.
(...)
Além da música, uma boa diversão de "A Origem" é identificar os objetos impossíveis deixados por Nolan ao longo
do filme. A escada de Penrose, criada pelo psiquiatra britânico Lionel Penrose, aparece diversas vezes na tela - e também
inspirou o quadro que tenta explicar facetas do longa.
Melhor ir ver o filme e não pensar em escadas... No que você está pensando agora?

([Link]

28
15. Releia o primeiro parágrafo:

Certa vez o sábio taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta. Ao acordar, entretanto, ele não sabia mais se era um
homem que sonhara ser uma borboleta ou uma borboleta que agora sonhava ser um homem.

As formas verbais em negrito indicam, respectivamente


a) ação concluída, ação simultânea e ação hipotética.
b) ação durativa, ação concluída e ação não-concluída
c) ação pontual, ação contínua e ação fictícia.
d) ação concluída, ação posterior e ação anterior.
e) ação concluída, ação anterior e ação contínua.

Lista 5
1. Se o açúcar do Brasil o tem dado a conhecer a todos os reinos e províncias da Europa, o tabaco o tem feito muito
afamado em todas as quatro partes do mundo, em as quais hoje tanto se deseja e com tantas diligências e por qualquer via
se procura. Há pouco mais de cem anos que esta folha se começou a plantar e beneficiar na Bahia [...] e, desta sorte, uma
folha antes desprezada e quase desconhecida tem dado e dá atualmente grandes cabedais aos moradores do Brasil e
incríveis emolumentos aos Erários dos príncipes.

ANTONIL André João. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. São Paulo: EDUSP, 2007. Adaptado.

O texto acima, escrito por um padre italiano em 1711, revela que


a) o ciclo econômico do tabaco, que foi anterior ao do ouro, sucedeu o da cana-de-açúcar.
b) todo o rendimento do tabaco, a exemplo do que ocorria com outros produtos, era direcionado à metrópole.
c) não se pode exagerar quanto à lucratividade propiciada pela cana-de-açúcar, já que a do tabaco, desde seu início, era
maior.
d) os europeus, naquele ano, já conheciam plenamente o potencial econômico de suas colônias americanas.
e) a economia colonial foi marcada pela simultaneidade de produtos, cuja lucratividade se relacionava com sua inserção em
mercados internacionais.

2. O artigo primeiro da Lei Federal nº 4933/1997, que trata da Política Nacional dos Recursos Hídricos, estabelece que
em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é destinado ao consumo humano e à dessedentação de
animais.

Portanto, de acordo com o artigo citado, em uma situação de crise hídrica no Brasil, a água deve
a) ser colocada imediatamente e de forma gratuita, à disposição de qualquer tipo de usuário, não cabendo a aplicação do
racionamento ou de rodízio.
b) ficar armazenada em reservatórios públicos até o final da crise hídrica, quando ela poderá ser distribuída novamente para
todos os consumidores.
c) estar pronta para imediata utilização na indústria, para evitar o desabastecimento de produtos de primeira necessidade
para a população.
d) permanecer à disposição, primeiramente dos seres humanos e dos animais e, posteriormente, para outros usos.
e) continuar a ser vendida para qualquer consumidor que possa comprá-la, pois é uma mercadoria como qualquer outra.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


Leia o texto de Jacques Fux para responder à(s) questão(ões).

Literatura e Matemática

Letras e números costumam ser vistos como símbolos opostos, correspondentes a sistemas de pensamento e
linguagens completamente diferentes e, muitas vezes, incomunicáveis. Essa perspectiva, no entanto, foi muitas vezes
recusada pela própria literatura, que em diversas ocasiões valeu-se de elementos e pensamentos matemáticos como forma
de melhor explorar sua potencialidade e de amplificar suas possibilidades criativas.
A utilização da matemática no campo literário se dá por meio das diversas estruturas e rigores, mas também através
da apresentação, reflexão e transformação em matéria narrativa de problemas de ordem lógica. Nenhuma leitura é única: o
texto, por si só, não diz nada; ele só vai produzir sentido no momento em que há a recepção por parte do leitor. A matemática
pode, também, potencializar o texto, tornando ainda mais amplo o seu campo de leituras possíveis a partir de regras ou
restrições.
Muitas passagens de Alice no País das Maravilhas e Alice através do espelho, de Lewis Carroll, estão repletas de

29
enigmas e problemas que até os dias de hoje permitem aos leitores múltiplas interpretações. Edgar Allan Poe é outro escritor
a construir personagens que utilizam exaustivamente a lógica matemática como instrumento para a resolução dos enigmas
propostos.
Explorar as relações entre literatura e matemática é resgatar o romantismo grego da possibilidade do encontro de
todas as ciências. É fazer uma viagem pelo mundo das letras e dos números, da literatura comparada e das ficções e
romances de diversos autores que beberam (e continuarão bebendo) de diversas e potenciais fontes científicas, poéticas e
matemáticas.

<[Link] > Acesso em: 17.08.2016. Adaptado.

3. Segundo o texto, pode-se afirmar que


a) a separação entre Literatura e Matemática tem origem no romantismo grego.
b) a separação entre Literatura e Matemática é necessária, pois a lógica só está presente em uma delas.
c) a relação entre Literatura e Matemática prejudica os leitores, por apresentar problemas e enigmas.
d) a relação entre Literatura e Matemática só é possível quando as letras e os números são vistos como símbolos opostos.
e) a relação entre Literatura e Matemática faz com que as produções artísticas se apresentem de maneira integrada e
produtiva.

4. No texto, entende-se que


a) o substantivo literatura, no primeiro parágrafo, está utilizado no sentido denotativo, pois se refere à produção escrita
informal.
b) o verbo dizer, no segundo parágrafo, está utilizado no sentido denotativo, pois há um substantivo que possui voz ativa.
c) o substantivo matemática, no segundo parágrafo, está utilizado no sentido denotativo, pois as incógnitas são representadas
por letras gregas.
d) o advérbio exaustivamente, no terceiro parágrafo, está utilizado no sentido conotativo, pois está relacionado ao cansaço
dos escritores.
e) o verbo beber, no quarto parágrafo, está utilizado no sentido conotativo, pois remete ao sentido de absorver
intelectualmente.

5. Como escrever na internet

Regra 1 – Fale, não GRITE!


Combine letras maiúsculas e minúsculas, da mesma forma que na escrita comum. Cartas em papel não são escritas somente
com letras maiúsculas; na internet, escrever em maiúsculas é o mesmo que gritar! Para enfatizar frases e palavras, use os
recursos de _sublinhar_ (colocando palavras ou frases entre sublinhados) e *grifar* (palavras ou frases entre asteriscos).
Frases em maiúsculas são aceitáveis em títulos e ênfases ou avisos urgentes.
Regra 2 – Sorria :-) pisque ;-) chore &-( ...
Os emoticons (ou smileys) são ícones formados por parênteses, pontos, vírgulas e outros símbolos do teclado. Eles
representam carinhas desenhadas na horizontal e denotam emoções. É difícil descobrir quando uma pessoa está falando
alguma coisa em tom de brincadeira, se está realmente brava ou feliz, ou se está sendo irônica, em um ambiente no qual só
há texto; por isso, entram em cena os smileys. Comece a usá-los aos poucos e, com o passar do tempo, estarão integrados
naturalmente às suas conversas on-line.

Disponível em: [Link]. Acesso em: 29 jul. 2013.

O texto traz exemplos de regras que podem evitar mal-entendidos em comunicações eletrônicas, especialmente em e-mails
e chats. Essas regras
a) revelam códigos internacionalmente aceitos que devem ser seguidos pelos usuários da internet.
b) constituem um conjunto de normas ortográficas inclusas na escrita padrão da língua portuguesa.
c) representam uma forma complexa de comunicação, pois os caracteres são de difícil compreensão.
d) foram desenvolvidas para que usuários de países de línguas diferentes possam se comunicar na web.
e) refletem recomendações gerais sobre o uso dos recursos de comunicação facilitadores da convivência na internet.

6. No texto, os parênteses contendo reticências indicam que um segmento foi eliminado. Analise as frases das alternativas
para verificar qual delas contém a frase que se encaixa no texto e assinale a alternativa CORRETA.

30
O MUNDO NAS COSTAS
Ministério do Turismo quer aumentar hospedagem nos albergues do país incentivando mochileiros

Nada de carregador de malas, hotel bacana, fartos cafés da manhã ou almoços em restaurantes de renome. A ideia é conhecer
lugares e culturas diferentes de forma mais descontraída e econômica. (...) De olho nesse tipo de viajante, que em sua
maioria tem entre 20 e 30 anos, o Ministério de Turismo vai apoiar uma campanha de incentivo aos mochileiros criada pela
Federação Brasileira de Albergues da Juventude. A federação, por sua vez, pretende ampliar a rede de hospedagem no país
para ver o número de usuários anuais pular de 100 mil para 500 mil no curto prazo. “Queremos ter estabelecimentos para
esse público em todos os Estados e criar essa cultura de viagem na cabeça dos brasileiros”, afirma José Roberto de Oliveira,
da Secretaria Nacional de Políticas do Turismo.

PONCE, M. H. BURIM, S. A. FLORISSI, S. Bem-vindo à língua portuguesa no mundo da comunicação. 8. ed. São Paulo:
SBS, 2013. p. 173.
a) Colocar tudo dentro de uma mochila e sair por aí, é o que os bem jovens gostam sempre de fazer.
b) A regra dos mochileiros é sair por aí sem pensar nas consequências.
c) Sair só com uma mochila por aí é o que mochileiros querem sempre fazer.
d) Sair por aí sem preocupações é o que sempre querem fazer.
e) Essa é a regra número um de quem decide colocar tudo dentro de uma mochila e sair por aí.

7. A educação física ensinada a jovens do ensino médio deve garantir o acúmulo cultural no que tange à oportunização de
vivência das práticas corporais; a compreensão do papel do corpo no mundo da produção, no que tange ao controle sobre
o próprio esforço, e do direito ao repouso e ao lazer; a iniciativa pessoal nas articulações coletivas relativas às práticas
corporais comunitárias; a iniciativa pessoal para criar, planejar ou buscar orientação para suas próprias práticas corporais;
a intervenção política sobre as iniciativas públicas de esporte e de lazer.

Disponível em: [Link]. Acesso em: 19 ago. 2012.

Segundo o texto, a educação física visa propiciar ao indivíduo oportunidades de aprender a conhecer e a perceber, de forma
permanente e contínua, o seu próprio corpo, concebendo as práticas corporais como meios para
a) ampliar a interação social.
b) atingir padrões de beleza.
c) obter resultados de alta performance.
d) reproduzir movimentos predeterminados.
e) alcançar maior produtividade no trabalho.

8. Analise o gráfico com dados referentes aos países com mais cientistas no exterior.

A partir da análise do gráfico, pode-se concluir que


a) Suíça, Reino Unido e Holanda são os países com mais cientistas estrangeiros.
b) Espanha e Brasil estão à frente dos Estados Unidos na importação de cientistas estrangeiros.
c) quanto menor o percentual de cientistas no exterior, maior é o avanço tecnológico do país.
d) enquanto o Japão desponta como o país com menor percentual de cientistas no exterior, a Suíça destaca-se como o maior
exportador de cérebros.
e) a proximidade, no gráfico, do Brasil com os Estados Unidos sinaliza o fato de que o nosso desenvolvimento tecnológico
não está tão atrasado.

31
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:
IDEOLOGIA DE GÊNERO?
Elvira Simões Barretto (Professora da UFAL)

Outro dia, estando no elevador, entra uma vizinha, mãe de uma criança de 5 anos, e me diz: “Que bom te ver. Sei
que você gosta dessas histórias de gênero... estou assustada recebendo umas mensagens dizendo que o governo quer impor
uma ideologia de gênero para as crianças na escola, desde pequenininhas. Mandaram umas cartilhas e estou em pânico;
uma coisa horrível”.
Nesse mesmo dia, no supermercado, uma conhecida proprietária de uma escola, aborda-me aflita: “[...] Meu Deus...
é verdade o que vai acontecer? Nós vamos ter que trabalhar aquelas cartilhas absurdas para as crianças? E essa ideologia
de gênero? A gente tem que ensinar às crianças que não existe nem homem nem mulher e incentivar a homossexualidade?”.
Passando os dias, fui ficando assustada, pois percebi que havia se instalado uma histeria coletiva em torno do
assunto. Vou compartilhar um pouco do que conversei com algumas pessoas. Vejamos: não existem, de forma alguma,
cartilhas para introduzir a “ideologia de gênero” nas escolas. O que vem circulando na internet, no WhatsApp e outras
mídias não passa de especulações vulgares para confundir, irresponsavelmente, o que realmente está posto para debate e
análise, ou seja, a versão preliminar do Plano Estadual de Educação (PEE), encaminhado para a Assembleia Legislativa,
aberto para apreciação até o momento de aprovação no parlamento. Sobre a chamada “ideologia de gênero”, desconheço
formulação séria e fundamentada dessa terminologia tendenciosa.
É importante saber que existem importantes trabalhos de pesquisadores/as, junto com a UNESCO, entre outros
órgãos nacionais e internacionais, que se debruçam em questões centrais da vida em sociedade, desde a expressão
contundente de barbárie humana, como extermínio de judeus e homossexuais através do nazismo, na Segunda Guerra
Mundial. Há de se convir que, ainda hoje, deparamo-nos com traços de barbárie no cotidiano, as distintas expressões de
violência, a exemplo: abuso sexual, tráfico de pessoas, mortes de mulheres por parceiros afetivos, assassinato de jovens do
sexo masculino, assassinato de pessoas homoafetivas, suicídio de homens em situação de desemprego, perseguição e morte
de pessoas de religião de matriz africana. Temas como gênero e diversidade, entre muitos outros, tratados no PEE, trazem
a possibilidade de delinear processos educativos que rompam com a cultura da violência.
O problema não é que menino jogue bola ou brinque com dardos, que menina brinque de boneca e de casinha. A
questão é a violência da interdição na ultrapassagem dessas fronteiras. Trabalhar a educação para a igualdade das relações
de gênero e diversidade, entre outros aspectos, é dizer não à violência. É vislumbrar uma sociedade que não reproduza, por
exemplo, homens embrutecidos, autores de violência contra si mesmo e ao outro do mesmo sexo, contra pessoas que fogem
do padrão de sexualidade e contra parceiras afetivas.

Disponível em: [Link] Acesso em: 29/08/2015. Adaptado.

9. Sobre o texto, é correto o que se afirma em:


a) De acordo com uma proprietária de uma escola, as cartilhas distribuídas nas escolas pelo governo ensinam às crianças
que não existe nem homem nem mulher e incentivam a homossexualidade.
b) As manifestações contra a denominada “ideologia de gênero” representam, segundo Barretto, uma “histeria coletiva
sobre o assunto”, que se fundamenta na adoção de cartilhas para introduzir o assunto nas escolas.
c) A autora do texto, apesar de se posicionar favoravelmente à inclusão do tema “igualdade das relações de gênero” na
educação, afirma que não conhece nenhuma formulação [teórica] séria e fundamentada sobre a tendenciosa “ideologia
de gênero”.
d) De acordo com a autora do texto, a “ideologia de gênero” faz parte da pauta da UNESCO, uma vez que a opção sexual
é uma das causas da violência do mundo, desde a Segunda Guerra Mundial.

10. Relativamente ao texto, todas as alternativas estão corretas, exceto a:


a) A respeito das cartilhas sobre gênero, o texto apresenta duas informações contraditórias: no primeiro parágrafo, a mãe
de uma criança de 5 anos, afirma que “mandaram umas cartilhas” [sobre gênero]; no terceiro parágrafo, a autora nega a
existências de cartilhas sobre “ideologia de gênero”.
b) O principal argumento da autora do texto para justificar a inclusão do tema gênero e diversidade nas escolas fundamenta-
se na possibilidade de desenvolver processos educativos que se contraponham à cultura da violência.
c) A motivação para a produção do texto tem origem no que está posto, para debate e análise, no Plano Estadual de
Educação, em apreciação na Assembleia Legislativa, ou seja, a introdução do tema gênero e diversidade nas escolas de
Alagoas.
d) De acordo com a autora, as manifestações contrárias ao que foi proposto no Plano Estadual de Educação pelos
representantes da Universidade Federal de Alagoas têm origem em setores conservadores da sociedade, com apoio de
pessoas ignorantes, via redes sociais.

32
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES:
As questões a seguir focalizam um trecho do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11 de setembro de 1990).

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

I. a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços
considerados perigosos ou nocivos;
II. a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a
igualdade nas contratações;
III. a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade,
características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;
IV. a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra
práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;
V. a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos
supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;
VI. a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;
VII. o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais,
individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados;
VIII. a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil,
quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de
experiências;
IX. a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

Art. 7º Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que
o Brasil seja signatário, da legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas
competentes, bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e equidade.

Parágrafo único. Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos
nas normas de consumo.

([Link])

11. A leitura do trecho do Código permite concluir que os direitos básicos do consumidor no Brasil se aplicam
a) a produtos ou serviços de qualquer tipo e origem.
b) apenas a produtos perecíveis, nacionais ou importados.
c) apenas a aparelhos e utensílios produzidos no país.
d) somente a produtos importados de países desenvolvidos.
e) exclusivamente a serviços prestados por empresas nacionais.

12. O artigo 7º esclarece que os direitos previstos no Código


a) não permitem que fornecedores internacionais de produtos e serviços sejam penalizados.
b) não implicam a perda de outros estipulados em tratados internacionais ou na legislação interna do país.
c) perdem o efeito diante de leis ou tratados internacionais sobre consumo.
d) podem ser anulados a qualquer tempo por decisão unilateral do governo federal.
e) são válidos mesmo que infrinjam os princípios gerais que norteiam o direito.

13. De acordo com o inciso V,


a) assegura-se ao consumidor a revisão de dispositivos contratuais que venham a tornar as prestações muito elevadas.
b) toda e qualquer cláusula contratual poderá ser revista a qualquer momento pelo consumidor.
c) assegura-se ao fornecedor o direito de cancelar a venda de produtos e serviços, em razão do aumento de seus custos.
d) garante-se ao fornecedor dos produtos e serviços, caso julgue necessário, o direito de rever os valores das prestações.
e) toda e qualquer cláusula contratual apenas poderá ser revista com o consentimento do fornecedor dos produtos e serviços.

33
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES:
Para responder às questões a seguir, leia o seguinte verbete do Dicionário de comunicação de Carlos Alberto Rabaça e
Gustavo Barbosa:

Crônica

Texto jornalístico desenvolvido de forma livre e pessoal, a partir de fatos e acontecimentos da atualidade, com teor literário,
político, esportivo, artístico, de amenidades etc. Segundo Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari, a crônica é um meio-termo
entre o jornalismo e a literatura: “do primeiro, aproveita o interesse pela atualidade informativa, da segunda imita o projeto
de ultrapassar os simples fatos”. O ponto comum entre a crônica e a notícia ou a reportagem é que o cronista, assim como
o repórter, não prescinde do acontecimento. Mas, ao contrário deste, ele “paira” sobre os fatos, “fazendo com que se
destaque no texto o enfoque pessoal (onde entram juízos implícitos e explícitos) do autor”. Por outro lado, o editorial difere
da crônica, pelo fato de que, nesta, o juízo de valor se confunde com os próprios fatos expostos, sem o dogmatismo do
editorial, no qual a opinião do autor (representando a opinião da empresa jornalística) constitui o eixo do texto.

(Dicionário de comunicação, 1978.)

14. O termo “dogmatismo”, no contexto do verbete, significa


a) desprezo aos acontecimentos da atualidade.
b) obediência à constituição e às leis do país.
c) ausência de ideologia nas manifestações de opinião.
d) opiniões assumidas como verdadeiras e imutáveis.
e) conjunto de verdades religiosas.

15. De acordo com o verbete, o editorial representa sempre


a) o julgamento dos leitores.
b) a opinião do repórter.
c) a crítica a um fato político.
d) a resposta a outros veículos de comunicação.
e) o ponto de vista da empresa jornalística.

16. Segundo o verbete, uma característica comum à crônica e à reportagem é


a) a relação direta com o acontecimento.
b) a interpretação do acontecimento.
c) a necessidade de noticiar de acordo com a filosofia do jornal.
d) o desejo de informar realisticamente sobre o ocorrido.
e) o objetivo de questionar as causas sociais dos fatos.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


Leia o texto com atenção e responda à(s) questão(ões) proposta(s):

A CRISE DO FUTEBOL BRASILEIRO


Por Oliver Seitz*

Quando Getúlio Vargas idealizou a Copa de 50, a ideia era mostrar ao mundo pós-guerra a força da nova potência
mundial chamada Brasil. Não deu certo. A seleção perdeu, o Brasil não era tudo aquilo que se achava, e tudo continuou na
mesma.
Em 2007, quando Lula idealizou a Copa de 2014, a ideia era mostrar ao mundo em crise a força da nova potência
mundial chamada Brasil. Não deu certo. A seleção perdeu, o Brasil não era tudo aquilo que se achava, e tudo continuou na
mesma.
1
Esqueça os 7 a 1. O futebol brasileiro está em crise desde 1950. Isso porque foi mais ou menos nessa época que
assumimos para nós mesmos que somos o país do futebol. 2A pátria de chuteiras. E, como nunca conseguimos de fato
satisfazer essa expectativa, entramos em crise.
3
Os problemas que são atribuídos ao futebol de hoje pouco variam dos problemas que começaram a ser atribuídos
a ele a partir da metade do século passado: dificuldade em segurar jogadores no país, dificuldade de pagar salário,
dificuldade na manutenção dos estádios, dificuldade em conter a violência, dificuldade, dificuldade, dificuldade.
A estabilidade dessas dificuldades impressiona. Elas são tão estáveis ao longo do tempo que talvez não devessem
nem ser mais conhecidas como dificuldades, mas sim como características.
Somos, por exemplo, um país que não vai a jogos de futebol tanto assim. Nos grandes jogos, nos decisivos, claro

34
que vamos. Nesses todo mundo quer ir. Mas nos pequenos, onde a força da relação do torcedor com o clube é realmente
colocada à prova, nem tanto. Assim como as dificuldades, a média de público do Campeonato Brasileiro também é
surpreendentemente estável. Desde o seu começo, flertamos com as 15 mil pessoas por jogo. Às vezes um pouco mais, às
vezes um pouco menos. Mas sempre por aí. A média de 1967 a 2014? 14.937. A média nos últimos 10 anos? 15.259. A
média em 2015 até o momento? 14.762.
Isso em si já derruba muitos dos argumentos da decadência do futebol brasileiro, tão alardeados após o 7 a 1. Afinal,
se os estádios não eram mais cheios antigamente, isso quer dizer que os estádios vazios não são um sinal de crise. Se em
quase 50 anos a média é de 15 mil pessoas, por que acreditar que todo estádio novo tem que ser para 45 mil pessoas? E o
que leva a acreditar que um estádio com capacidade 3 vezes maior que a demanda histórica se paga? Obviamente, os
estádios estão vazios e abandonados. Mas isso não é crise. É viver uma ilusão irracional. Um sonho inalcançável.
Estádios vazios reduzem a demanda e geram maiores custos de manutenção, reduzindo significativamente a
capacidade dos proprietários em manter outros compromissos. E ainda que 4as receitas dos clubes tenham crescido
significativamente nas últimas décadas, elas não conseguem acompanhar 5a bola de neve de pendências financeiras
acumuladas desde o dia em que alguém nos cunhou com o terrível fardo de acharmos que somos o país do futebol. Gastamos
mais do que podemos porque achamos que podemos muito. Assim, os estádios 6ficam às moscas, os salários dos jogadores
– com valores tão irreais quanto a capacidade das arenas – invariavelmente atrasam e o número de processos trabalhistas
inevitavelmente cresce. A bola de neve só aumenta.
A solução para desenvolver o futebol brasileiro não é simples. Nem rápida. Mas existe. Passa pela necessidade de
um choque coletivo de realidade que se propague pelo governo, clubes, federações, associações e atletas. Todos necessitam
compreender o seu verdadeiro posicionamento dentro da indústria e o papel que precisam desempenhar para que o futebol
brasileiro se torne, pela primeira vez, uma operação minimamente viável e possa crescer ao invés de ficar parado no tempo.
Enquanto não aceitarmos que o que vivemos não é uma fase ruim, mas sim que o nosso futebol é um mercado de
somente 15 mil pessoas por jogo e não essa ilusão megalomaníaca que um dia inventamos, ou inventaram, para nós mesmos,
jamais sairemos do lugar. Continuaremos a acreditar que estamos passando por uma surpreendentemente estável crise, mas
que no fundo é apenas a nossa verdadeira pequena e limitada realidade.

*Oliver Seitz é PhD em Indústria do Futebol pela Universidade de Liverpool e Professor da University College of Football
Business de Londres.
(BLOG DO JUCA KFOURI. 7 de julho de 2015. Disponível em: [Link]
brasileiro/)

17. Considere o trecho abaixo, extraído do texto:

“Esqueça os 7 a 1. O futebol brasileiro está em crise desde 1950.” (referência 1)

Pensando-se na relação entre o leitor e o texto como elemento essencial para a construção de sentidos, o fragmento
destacado:
a) refere-se a um evento esportivo ocorrido em 1950.
b) mobiliza o conhecimento de mundo recente do leitor sobre futebol.
c) atrapalha o entendimento do período seguinte, pois está descontextualizado.
d) é irrelevante para a compreensão do parágrafo.

18. Para Oliver Seitz, autor do texto, o tamanho dos estádios brasileiros demonstra:
a) uma demanda crescente de novos espectadores de futebol.
b) uma acomodação ao número de frequentadores de jogos.
c) um desejo de aumentar o público nos jogos.
d) um descompasso entre desejo e realidade.

Lista 6

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


O lixo, sua coleta e destinação final, transforma-se a cada dia em São Paulo num problema que tem atormentado
tanto as autoridades como a população em geral. A produção de lixo numa sociedade de consumo indisciplinada como a
nossa, é cada vez mais farta e constante. Não nos incomodamos quando adquirimos produtos em embalagens descartáveis;
mesmo sabendo que essas embalagens possivelmente irão fazer parte de nossa paisagem; não nos constrangemos em usar
e desperdiçar papel, plástico e vidro, numa quantidade cada vez maior, mesmo sabendo do prejuízo que causamos à natureza
com essa atitude.
Caso não criemos novas destinações para o lixo urbano e não modifiquemos nossos hábitos de consumo e nossas
atitudes frente ao problema do lixo, teremos dentro de bem pouco tempo uma situação verdadeiramente caótica na Grande

35
São Paulo.
Cada paulistano produz diariamente um quilo de lixo, que na sua totalidade transforma-se em uma montanha de 12
mil toneladas, o que é, convenhamos, um grande obstáculo para qualquer administrador público.
Essa quantidade monumental de lixo precisa ser recolhida e despejada em algum lugar, longe de nossas vistas e de
nossa saúde. E não é com um passe de mágica que vamos fazer desaparecer essas toneladas diárias de entulho sujo e
malcheiroso.
A um custo altíssimo para os cofres públicos e para nossos bolsos de contribuinte, grande parte dessa sujeira é
destinada a aterros sanitários, usinas de compostagem e usinas de incineração. Somente uma parcela muito pequena - apenas
10 toneladas diárias são recolhidas como "lixo-limpo", passível de ser reciclado.
A reciclagem desse lixo limpo, que é constituído de metal, vidro, plástico e papel, se não representa uma solução
definitiva para o problema do lixo urbano, é, no entanto, o melhor caminho para uma mudança de comportamento da
população.

1. De acordo com o texto pode-se afirmar sobre o lixo de São Paulo que:
a) não é totalmente reciclado, pois seu custo é muito alto para o bolso do contribuinte;
b) é todo incinerado e depois reciclado, apesar do desperdício que isso representa;
c) apenas uma parcela muito pequena é incinerada;
d) apenas uma parcela muito pequena é reciclada;
e) todo o lixo recolhido é incinerado.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


AS PRÁTICAS ESCOLARES DE LEITURA
Na escola, tal como a conhecemos, a leitura de textos nunca deixou de estar presente, em qualquer das disciplinas
que nela se ministram (técnicas ou não). Mas é no interior daquela disciplina que teria a própria leitura como seu objeto de
estudos (as aulas de língua e literatura) que esta prática é mais surpreendente. Nas aulas de português, a presença da leitura
tem tido um objetivo muito particular: o da transformação do texto que se lê em modelo, isto por diferentes caminhos:
a) O texto transformado em objeto de uma leitura vozeada (ou da oralização do texto escrito), em que se lê para
'provar' que se sabe ler. Recomendava-se, em geral, que o próprio professor fizesse uma leitura em voz alta do texto, e
depois solicitasse que seus alunos lessem o texto: aluno por aluno (às vezes sadicamente, aquele aluno que o professor
percebe estar com a alma vagando longe da sala de aula) vão lendo partes do texto. Lê melhor aquele que melhor se
aproxima do modelo de leitura dado: a leitura do professor. Evidentemente, trata-se hoje de uma prática felizmente já
ausente das aulas contemporâneas;
b) O texto transformado em objeto de uma imitação. A leitura nada mais é do que a motivação para a produção de
outros textos pelo aluno. Com ela, dois resultados podem ser perseguidos: ou que o aluno escreva outro texto tratando do
mesmo tema (ainda que tal tema lhe seja distante) ou que o aluno tome o texto como modelo formal para escrever, sobre
outro tema, mas na forma do texto lido (e os alunos então escrevem poesias, crônicas, contos, fábulas, etc., sempre de
acordo com o modelo a ser seguido);
c) O texto transformado em objeto de uma fixação de sentidos. Os sentidos que o professor ou algum outro leitor
privilegiado tenha dado ao texto passam a ser os sentidos do texto. Ao aluno, em sua leitura do texto, cabe descobrir tais
sentidos previamente definidos. Lê melhor quem mais se aproximar dos sentidos que já se atribuíram ao texto. Não se trata
de o aluno (leitor) construir sentidos do texto a partir das pistas que este lhe fornece associadas à experiência vivida por ele
próprio, mas se trata de o aluno "redescobrir" a leitura desejada, num exercício de adivinhações que não mobiliza a história
de vida do leitor (que inclui também outras leituras), mas mobiliza apenas sua experiência escolar, que sempre lhe disse
que deve 'aproximar-se' do já dado para melhor se safar da tarefa.
Em resumo, estes três tipos de práticas não respondem a qualquer interesse do próprio leitor: são exercícios de
leitura cujos objetivos são para ele incompreensíveis. Afinal, para que aprender a ler em voz alta, se pretendo ser torneiro
mecânico, eletricista, projetista, ou o que seja? Para que escrever sobre este tema, se sobre ele já escreveu o autor que acabo
de ler e nada tenho de diferente para dizer? Para que aprender a escrever poesias, crônicas, contos, se não farei nada disso
depois? Para que ler o texto que estou lendo, se não houvesse estas perguntas de interpretação que tenho que responder para
me ver "aprovado" em português?
Não se trata de leituras de sujeitos que, querendo aprender, vão em busca de textos e, cheios de perguntas próprias,
sobre eles se debruçam em busca de respostas. O que poderia ser uma oportunidade de encontros de sujeitos torna-se um
meio de estimular operações mentais (especialmente da memória), e não um meio de, operando mentalmente, produzir
sentidos e, consequentemente, construir categorias de compreensão da realidade vivida a partir das informações e opiniões
dadas pelo autor do texto lido.

GERALDI, João Wanderley. LINGUAGEM E ENSINO: EXERCÍCIO DE MILITÂNCIA e divulgação. Campinas, SP:
Mercado de Letras - ALB, 1996, p.118-120.

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2. No penúltimo parágrafo do texto, encontram-se algumas perguntas supostamente formuladas por alunos sujeitos à
prática de leitura condenada pelo autor. A esse respeito, só NÃO é possível afirmar que Geraldi julgue que:
a) a escola, muitas vezes, está distante das reais necessidades de seus alunos.
b) a prática de leitura em sala de aula pode ser substituída por outras atividades.
c) as práticas de leitura efetuadas na escola pouco contribuem para o posterior desempenho profissional dos alunos.
d) os alunos não conseguem vislumbrar as finalidades da prática de leitura a eles imposta.
e) a escrita produzida à sombra de textos lidos muitas vezes se torna uma prática gratuita.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


NÃO EXISTEM LÍNGUAS IMUTÁVEIS
Uma das coisas que aprendemos na escola é que o português veio do latim. Ou seja, que o português é uma língua
que não foi sempre o português, não foi sempre como é. Se estudássemos um pouco mais esse tipo de assunto,
aprenderíamos que também o latim é uma língua que veio de outras línguas, e que o latim provavelmente não foi a língua
falada pelos primeiros seres humanos. Isto é: a) o latim não é uma língua totalmente pura; b) o latim também é uma língua
que não permaneceu sempre igual a si mesma, qualquer que seja o estágio escolhido para análise; c) as coisas não terminam
com um exemplo em latim.
Os fatos, grosseiramente, são da seguinte ordem: 1) o latim nem sempre foi o latim de Cícero, César, Virgílio, etc.
Antes de sê-lo, foi uma língua "pouco cultivada". Em primeiro lugar, apenas falada; em segundo, falada principalmente por
pessoas não cultas, pois não havia "no início" do latim tais pessoas cultas, como ocorreu mais tarde; 2) depois de ter sido
língua de César, Cícero, etc., o latim mudou tanto que, entre outras coisas, veio a ser o francês, o italiano, o espanhol, o
português, etc.
Ora, o que ocorreu com o latim não ocorreu por castigo ou por azar. Ocorreu com outras línguas, como o alemão,
o inglês, o grego, o português. Na verdade, com todas as línguas. E continua ocorrendo. Não há língua que permaneça
uniforme. Todas as línguas mudam. Esta é uma das poucas verdades indiscutíveis em relação às línguas, sobre a qual não
pode haver nenhuma dúvida.
[...] não há razão de ordem científica para exigir que alunos - ou outras pessoas - conheçam formas arcaicas, que
nunca ouvem e que são raras mesmo nos textos escritos mais correntes. Dito de outro modo: se temos claro que as línguas
mudam, fica claro também por que os falantes não conhecem certas formas linguísticas: é que elas não são mais usadas na
época em que os falantes se tornam falantes. Se não são usadas, não são ouvidas. Se não são ouvidas (e ouvidas muitas
vezes), não podem ser aprendidas.
Nós nos acostumamos a pensar que há formas da língua que não são mais usadas, que só os dicionários registram
e, por isso, são chamadas de arcaísmos. Mas nos acostumamos também a pensar que os arcaísmos são sempre formas
realmente antigas. Ora, isso é um engano. Há arcaísmos mais arcaicos do que outros. Há muitas formas que nós
eventualmente pensamos que ainda são vivas, porque são ensinadas na escola e por isso são utilizadas eventualmente, mas,
na verdade, já estão mortas, ou quase, porque não são mais usadas regularmente. Por exemplo, quem é que encontra falantes
reais que utilizam sempre as regências de verbos como assistir, visar, preferir, etc. como as gramáticas mandam? O que
estou sugerindo é que, de fato, devemos considerar formas como "assistir ao jogo" como arcaísmos e, consequentemente,
formas como assistir o jogo como padrões, "corretas". Simplesmente por uma razão: no português de hoje, "ser espectador
de" se diz assistir, e não assistir a.
[...] A questão não é, entretanto, saber se há ou não alguém com autoridade (um gramático, por exemplo) dizendo
que agora se pode dizer assim ou assado. Que agora falar assim ou assado está certo. O argumento interessante é de outra
natureza, não o de autoridade. O que estou afirmando é que os fatos linguísticos são esses. E que contra tais fatos não
adianta espernear. Se nós espernearmos contra esses fatos, deveríamos espernear contra todas as formas de mudança,
inclusive as que ocorreram nos séculos III, X, XII, XVII, etc. Por que só os fatos de hoje são ruins e devem ser desprezados?
E tem mais: tais fatos podem ser explicados. Além de poderem ser explicados, eles explicam, por sua vez, por que nossos
alunos (ou nossos vizinhos) falam como falam. Além de, evidentemente, explicarem também por que nós mesmos falamos
assim... Ou seja, explicam por que falar assim não é errado, mas é simplesmente falar segundo as regras da língua de hoje,
do português vivo. Se pensássemos dessa forma em relação às línguas, sem defender, explícita ou implicitamente, que as
formas antigas são as únicas corretas ou, pelo menos, que são melhores que as atuais, nossa pedagogia das línguas mudaria.
Por exemplo, todos perceberíamos que gastar um tempo enorme com regências e colocações inusitadas é, a rigor, inútil. A
prova é que a maioria dos que as estudam não aprende tais formas, ou, pelo menos, não as usa.
POSSENTI, Sírio. POR QUE (NÃO) ENSINAR GRAMÁTICA NA ESCOLA. Campinas, SP: ALB, Mercado de Letras, 1996,
p. 37-40.

3. O que o autor do texto propõe, essencialmente, é:


a) a revisão do conceito de arcaísmo.
b) a atualização dos dicionários de língua portuguesa.
c) a mutabilidade das línguas.
d) o ensino da língua orientado pelos fatos linguísticos.
e) o fim do autoritarismo no estudo do português.

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TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
SOBRE ARTES E ARTISTAS

"Uma coisa que realmente não existe é aquilo a que se dá o nome de Arte. Existem somente artistas. Outrora, eram
homens que apanhavam terra colorida e modelavam toscamente as formas de um bisão na parede de uma caverna; hoje,
alguns compram suas tintas e desenham cartazes para os tapumes; eles faziam e fazem muitas outras coisas. Não prejudica
ninguém chamar a todas essas atividades arte, desde que conservemos em mente que tal palavra pode significar coisas
muito diferentes, em tempos e lugares diferentes, e que Arte com A maiúsculo não existe. Na verdade, Arte com A
maiúsculo passou a ser algo de um bicho-papão e de um fetiche. Podemos esmagar um artista dizendo-lhe que o que ele
acaba de fazer pode ser muito bom no seu gênero, só que não é "Arte". E podemos desconcertar qualquer pessoa que esteja
contemplando com prazer um quadro, declarando que aquilo de que ela gosta não é Arte, mas algo muito diferente. Na
realidade, não penso que existam quaisquer razões erradas para se gostar de um quadro ou de uma escultura. Alguém pode
gostar de uma paisagem porque ela lhe recorda seu berço natal, ou de um retrato porque lhe lembra um amigo. Nada há de
errado nisso. (...) Somente quando alguma recordação irrelevante nos torna parciais e preconceituosos, quando
instintivamente voltamos as costas a um quadro magnífico de uma cena alpina porque não gostamos de praticar alpinismo,
é que devemos perscrutar o nosso íntimo para desvendar as razões da aversão que estraga um prazer que de outro modo
poderíamos ter. Há razões erradas para não se gostar de uma obra de arte."
E. H. Gombrich

4. Dadas as afirmações:

I) O alpinismo, dependendo do grau de prazer ou gosto com que é praticado, pode desencadear nas pessoas um sentimento
de rejeição ou de admiração para com determinada obra de arte.
II) Quanto mais variadas as nossas experiências de vida, mais estamos dispostos a fruir com prazer um determinado quadro.
III) Recordações de coisas por nós vivenciadas podem acarretar admiração ou desprazer para com um determinado quadro.

Inferimos, de acordo com o texto, que:


a) Todas são corretas.
b) Apenas a afirmação I é correta.
c) Apenas a afirmação II é correta.
d) Apenas a afirmação III é correta.
e) Todas são incorretas.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Os portugueses incorrem em muitos equívocos nos primeiros contatos com os índios. A desinteligência não se restringe à
fala e aos gestos. Qual era o sentido das pinturas que revestiam o corpo dos silvícolas? Os descobridores estavam longe de
imaginar que a finalidade daquelas formas coloridas, resistentes ao contato da água, era mais que estética. Escapava-lhes
que naquelas linhas estivesse inscrita hierarquia, função, nacionalidade. Advertidos de que impropriamente restringimos a
escrita ao alfabeto, devemos considerar aquelas cores e traços signos de um sistema de escrita pictórica, exigido pela
organização social. Se os descobridores viessem menos impressionados com a revolução operada pela imprensa, teriam
visto nas epidermes coloridas cartas não traçadas em pergaminho, cartas pintadas na pele viva dos homens. Se tivessem
adivinhado a mensagem desses documentos ambulantes, podiam ter revisto o juízo negativo que faziam da civilização
estranha.
(Donald Schülers - [Link]ü[Link])

5. Com base no texto, assinale a alternativa correta.


a) O verbo "incorrer" poderia ser substituído por "discorrer", sem alteração do sentido pretendido.
b) O segmento "estivesse inscrita hierarquia, função, nacionalidade" estaria gramaticalmente incorreto se a forma verbal
fosse flexionada no plural.
c) O adjetivo "advertidos" está flexionado no masculino plural, pois se aplica a "descobridores".
d) O particípio "adivinhado" não se flexionou em gênero e número por fazer parte de um tempo composto.
e) O enunciado "A desinteligência não se restringe à gestualidade" poderia também ser expresso corretamente em "A
desinteligência não é restrita à gestos".

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


A edição em DVD do filme A escolha de Sofia (Versátil Home Video) apresenta o seguinte resumo do enredo:

"A favorita das telas, Meryl Streep recebeu um Oscar por interpretar a vida de Sophie ZaWistowska neste envolvente drama
ambientado no Brooklin de 1947 logo após a II Guerra Mundial. Kevin Kline faz o papel de seu amante dominador. A
história gira em torno da luta de Sophie, uma imigrante polonesa católica que vive nos EUA e que havia sobrevivido a um

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campo de concentração nazista. O drama do casal se desdobra através das observações de um amigo aspirante a escritor,
Stingo (Peter MacNicol). Conforme o trio vai se aproximando um do outro, Stingo descobre as verdades escondidas sobre
as quais eles estão encobrindo, resultando numa narrativa envolvente e emocionante."

O resumo apresenta problemas de clareza e de uso da norma padrão.

6. Um dos problemas do texto está na sequência: "Conforme O TRIO VAI SE APROXIMANDO UM DO OUTRO, Stingo
descobre..." Para expressar com clareza a intenção do autor (indicar a intensificação do relacionamento entre Sophie, seu
amante e Stingo), o trecho destacado pode ser substituído por:
a) ambos vão se aproximando um do outro
b) os trios vão se aproximando um do outro
c) o trio vai se aproximando dele
d) os três vão se tornando mais próximos
e) a tríade vai se aproximando um do outro

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Um dos traços marcantes do atual período histórico é (...) o papel verdadeiramente despótico da informação. (...)
As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta, dos objetos que o formam, das
sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. Todavia, nas condições atuais, as técnicas da
informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. Essas técnicas
da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas, aprofundando assim os processos
de criação de desigualdades. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica,
seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção, seja porque lhe escapa a possibilidade de controle.
O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer,
confunde. (Milton Santos, POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO)

7. Deduz-se corretamente do texto que


a) a humanidade, por mais que avance tecnologicamente, não será capaz de superar o egoísmo.
b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas.
c) é da natureza do progresso que, a cada avanço tecnológico, corresponda um retrocesso político.
d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares.
e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


A característica da relação do adulto com o velho é a falta de reciprocidade que se pode traduzir numa tolerância sem o
calor da sinceridade. Não se discute com o velho, não se confrontam opiniões com as dele, negando-lhe a oportunidade de
desenvolver o que só se permite aos amigos: a alteridade, a contradição, o afrontamento e mesmo o conflito. Quantas
relações humanas são pobres e banais porque deixamos que o outro se expresse de modo repetitivo e porque nos desviamos
das áreas de atrito, dos pontos vitais, de tudo o que em nosso confronto pudesse causar o crescimento e a dor! Se a tolerância
com os velhos é entendida assim, como uma abdicação do diálogo, melhor seria dar-lhe o nome de banimento ou
discriminação. (Ecléa Bosi, Memória e sociedade - Lembranças de velhos)

8. A frase em que a palavra destacada preserva o sentido com que foi empregada no texto é:
a) Na mais sumária RELAÇÃO das virtudes humanas não deixará de constar a sinceridade.
b) Sobretudo os POBRES sentem o peso do que seja banimento ou discriminação.
c) É por vezes difícil a DISCRIMINAÇÃO entre tolerância e menosprezo.
d) Enfrentar a CONTRADIÇÃO é sempre um grande passo para o nosso crescimento.
e) Se TRADUZIR é difícil, mais difícil é o diálogo entre pessoas que se mascaram na mesma língua.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


1
Nem todas as diferenças necessariamente inferiorizam 2as pessoas. Há diferenças e há igualdades, e nem tudo deve
ser igual e nem tudo deve ser diferente. Então, 3num debate multicultural, é preciso, em primeiro lugar, aceitar um
4
imperativo: 5temos o direito a ser iguais quando a diferença nos 11inferioriza, temos o direito a ser diferentes quando a
igualdade 6nos descaracteriza. Por exemplo: os negros da 12África do Sul não querem ser iguais aos brancos, querem ser
diferentes. 7E no entanto estão em luta, desde há muito tempo, mas agora é uma luta exitosa, pela igualdade 8com os brancos.
Ou seja, eles querem ser iguais em algumas 13coisas, não querem ser iguais em todas. Têm histórias diferentes, culturas
diferentes, gostos diferentes na comida, nos hábitos de vida. Mas 9querem ser iguais nas regalias sociais, 14no voto, nas
garantias 10constitucionais. Trata-se, 15portanto, de um jogo de igualdades e diferenças.
Excerto de entrevista concedida pelo Prof. Dr. Boaventura de Sousa Santos. Coimbra, Portugal, 25/12/1995.

39
9. A ideia central do texto está corretamente apontada no trecho
a) "Nem todas ... as pessoas." (ref. 1-2)
b) "num debate ... imperativo." (ref. 3-4)
c) "temos ... nos descaracteriza." (ref. 5-6)
d) "E no entanto ... com os brancos." (ref. 7-8)
e) "querem ser ... constitucionais." (ref. 9-10)

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


PRECONCEITO E EXCLUSÃO

Os preconceitos linguísticos no discurso de quem vê nos estrangeirismos uma ameaça têm aspectos comuns a todo tipo de
posição purista, mas têm também matizes próprios. Tomando a escrita como essência da linguagem, e tendo diante de si o
português, língua de cultura que dispõe hoje de uma norma escrita desenvolvida ao longo de vários séculos, [o purista] quer
acreditar que os empréstimos de hoje são mais volumosos ou mais poderosos do que em outros tempos, em que a língua
teria sido mais pura. (...)
Ao tomar-se a norma escrita, é fácil esquecer que quase tudo que hoje ali está foi inicialmente estrangeiro. Por outro lado,
é fácil ver nos empréstimos novos, com escrita ainda não padronizada, algo que ainda não é nosso. Com um pouco menos
de preconceito, é só esperar para que esses elementos se sedimentem na língua, caso permaneçam, e que sejam padronizados
na escrita, como a panqueca. Afinal, nem tudo termina em pizza!
Na visão alarmista de que os estrangeirismos representam um ataque à língua, está pressuposta a noção de que existiria uma
língua pura, nossa, isenta de contaminação estrangeira. Não há. Pressuposta também está a crença de que os empréstimos
poderiam manter intacto o seu caráter estrangeiro, de modo que somente quem conhecesse a língua original poderia
compreendê-los. Conforme esse raciocínio, o estrangeirismo ameaça a unidade nacional porque emperra a compreensão de
quem não conhece a língua estrangeira. (...)
O raciocínio é o de que o cidadão que usa estrangeirismos - ao convidar para uma happy hour, por exemplo - estaria
excluindo quem não entende inglês, sendo que aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender inglês, como a
vastíssima maioria da população brasileira, estariam assim excluídos do convite. Expandindo o processo, por analogia, para
outras tantas situações de maior consequência, o uso de estrangeirismos seria um meio linguístico de exclusão social. A
instituição financeira banco que oferece home banking estaria excluindo quem não sabe inglês, e a loja que oferece seus
produtos numa sale com 25% off estaria fazendo o mesmo.
O equívoco desse raciocínio linguisticamente preconceituoso não está em dizer que esse pode ser um processo de exclusão.
O equívoco está em não ver que usamos a linguagem, com ou sem estrangeirismos, o tempo todo, para demarcarmos quem
é de dentro ou de fora do nosso círculo de interlocução, de dentro ou de fora dos grupos sociais aos quais queremos nos
associar ou dos quais queremos nos diferenciar. (...)
(GARCEZ, Pedro M. e ZILLES, Ana Maria S. In: FARACO, Carlos Alberto (org.). Estrangeirismos - guerras em torno
da língua. São Paulo: Parábola, 2001.)

10. É só esperar para que esses elementos se sedimentem na língua, caso permaneçam, e que sejam padronizados na
escrita, como a panqueca. Afinal, nem tudo termina em pizza!

No contexto do segundo parágrafo, o trecho acima desempenha a função de:


a) reafirmar a certeza já apresentada de que as questões da linguagem devem ser tratadas com a devida objetividade
b) exemplificar o comentário contido nas frases anteriores ao mesmo tempo em que ironiza a preocupação dos puristas
c) registrar estrangeirismos cuja grafia comprova que há necessidade de adaptação de novos termos às convenções do
português
d) demonstrar o argumento central de que não podemos abrir mão dos estrangeirismos e frases feitas na comunicação
corrente

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


As pessoas que admitem, por razões que consideram moralmente justificáveis, a eutanásia, o fato de acelerar ou mesmo de
provocar a morte de um ente querido, para lhe abreviar os sofrimentos causados por uma doença incurável ou para terminar
a existência miserável de uma criança monstruosa, ficam escandalizadas com o fato de que, do ponto de vista jurídico, a
eutanásia seja assimilada, pura e simplesmente, a um homicídio.
Supondo-se que, do ponto de vista moral, se admita a eutanásia, não se atribuindo um valor absoluto à vida humana, sejam
quais forem as condições miseráveis em que ela se prolonga, devem-se pôr os textos legais em paralelismo com o juízo
moral? Seria uma solução perigosíssima, pois, em direito, como a dúvida normalmente intervém em favor do acusado,
corre-se o risco de graves abusos, promulgando uma legislação indulgente nessa questão de vida ou de morte. Mas
constatou-se que, quando o caso julgado reclama mais a piedade do que o castigo, o júri não hesita em recorrer a uma
ficção, qualificando os fatos de uma forma contrária à realidade, declarando que o réu não cometeu homicídio, e isto para
evitar a aplicação da lei. Parece-me que esse recurso à ficção, que possibilita em casos excepcionais evitar a aplicação da

40
lei - procedimento inconcebível em moral -, vale mais do que o fato de prever expressamente, na lei, que a eutanásia
constitui um caso de escusa ou de justificação.
Perelman, Ética e Direito.

11. A partir do texto, pode-se concluir que:


a) admitir a eutanásia é atribuir um valor absoluto à vida humana.
b) as pessoas ficam escandalizadas com a eutanásia.
c) o comportamento do júri prevê, sempre, o cumprimento da lei.
d) no caso de uma criança monstruosa, a lei pode prever a eutanásia.
e) a moral exige, sempre, a aplicação da lei.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


7
Vamos admitir que o estudante 1se encontre diante da "página em branco", de lápis e papel em punho, a esperar que as
ideias 3lhe jorrem da mente com ímpeto proporcional à sua ansiedade. É um momento de transe _______ estão sujeitos
todos os que ainda não adquiriram o desembaraço natural advindo da prática diuturna de escrever (transe e aflição traduzidos
em mordiscar a ponta do lápis). O assunto sobre o qual se propõe a escrever é vago, não depende de pesquisa, mas apenas
da experiência e das vivências. E agora?
Vejamos como resolver isso, mediante a sábia lição do Professor Júlio Nogueira: "O assunto é um desses temas abstratos,
que 4nos parecem áridos, avaros de ideias: a amizade, por exemplo".
Que dizer sobre a amizade? Como encher tantas linhas, formando períodos sobre períodos, se as ideias 5nos escapam, se a
imaginação está inerte, se nada encontramos no cérebro que nos pareça digno de ser expresso de forma agradável e,
sobretudo, correta? Antes de tudo, se nosso estado de espírito é de perplexidade, se 2nos domina essa preocupação pungente,
esse desânimo de chegar a um resultado satisfatório, o que devemos fazer é não começar a tarefa imediatamente. Em vez
de lançar a esmo algumas frases inexpressivas no papel, 8devemos refletir, devemos nos concentrar. Uma quarta parte do
tempo _________ dispomos deve ser destinada a metodizar o assunto, a 6dividi-lo nos pontos que comporta.

GARCIA, Othon. Comunicação em prosa moderna. Rio de Janeiro: FGV, 1996, p. 340. (adaptação)

12. A intenção PREDOMINANTE do autor, nesse fragmento de texto, é:


a) ressaltar a importância da correção gramatical na produção do texto.
b) dar conselhos para a produção de um texto sobre a amizade.
c) enfocar a perplexidade dos vestibulandos diante da "folha em branco" no processo de produção textual.
d) orientar o planejamento do texto no momento da sua produção.
e) buscar explicações para o fraco desempenho dos estudantes no momento da produção textual.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

O MENINO QUE AMAVA O PASSARINHO

O tempo está sempre pousado no ombro da gente, feito uma ave sem sombra, sem garras, sem ruídos. E a gente só percebe
realmente que ele passou, quando esbarra em algum espelho, ou quando alguém muito próximo voa para longe. É, mas tem
lonjura que aproxima as pessoas e tem proximidade que afugenta. A dor, a presença e a ausência variam de pele para [Link]
vazios de Bartolomeu Campos de Queirós, por exemplo, completam a vida dele e enchem a gente de beleza. Se é que
alguém fica enchido de beleza. Aliás, o próprio Bartolomeu disse uma vez: "Não escrevo o que sou. Eu escrevo o que me
falta". Mas no seu novo livro, "Até passarinho passa", não falta nada. Pelo contrário, sobra encantamento para falar sobre
uma saudade boa e doída.
..................................................................................
Bartolomeu Campos de Queirós se apossa da gente, e de uma infância que já passou, mas que continua descalça na memória,
cheia de paisagens aquecidas, mistérios vagarosos, suposições, impossibilidades, deslumbramentos.

Márcio Vassallo

13. O Texto apresenta as seguintes ideias:

- o sentido de tempo e espaço torna-se relativo no imaginário;


- o tempo transforma a realidade;
- o sentimento é capaz de presentificar o tempo e o espaço.

41
Marque a opção em que, relacionando as três ideias acima num único período, são mantidas as relações de sentido que o
texto apresenta.
a) Embora o tempo transforme a realidade, o sentido de tempo e espaço, no imaginário, torna-se relativo, pois o sentimento
é capaz de presentificá-los.
b) O sentimento é capaz de presentificar o tempo e o espaço, pois o sentido de tempo e espaço se torna relativo à medida
que o tempo transforma a realidade.
c) O tempo transforma a realidade, à proporção que o sentido de tempo e espaço se torna relativo no imaginário; logo, o
sentimento é capaz de presentificá-los.
d) Como o sentimento é capaz de presentificar o tempo e o espaço, seu sentido torna-se relativo no imaginário, já que o
tempo transforma a realidade.
e) O tempo transforma a realidade porque, no imaginário, o sentido de tempo e espaço se torna relativo; assim, o sentimento
é capaz de presentificá-los.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


"CONTOS DE FADAS"

"Muitos adultos ficam chocados com a violência dos contos de fadas e se surpreendem com o fato de que não a
percebiam quando eram crianças, comprazendo-se nela. É que a maioria das crianças, além de aceitar naturalmente o
maravilhoso, espera com inabalável certeza aquilo que o conto promete e sempre cumpre: 'e foram felizes para sempre'. A
gente se engana, portanto, quando tenta 'açucarar' os contos ou omitir as passagens 'violentas'.
Muitos se surpreendem com o fato de as crianças não só desejarem ouvir inúmeras vezes os mesmos contos (numa
repetição que deixa os adultos extenuados), mas também não admitirem qualquer mudança no enredo, por menor que seja
(cobram do adulto que 'encurta' a estória, omite ou esquece algum detalhe, altera alguma ação). Essa relação quase maníaca
e obsessiva da criança com a narrativa é essencial.
A montagem do enredo, a configuração das personagens, os detalhes constituem um mundo cuja estabilidade
repousa no fato de poder ser repetido sem alteração, contrariamente ao cotidiano da criança que, por mais rotineiro, é feito
de mudanças. Além disso, os contos, operando com metamorfoses, desaparecimentos e reaparecimentos, morte incompleta
dos bons e morte definitiva dos maus, funcionam em consonância com as fantasias da criança, particularmente o modo
como estrutura o desaparecimento e o reaparecimento das pessoas mais próximas, que ama e de quem depende; inúmeras
crianças inventam jogos de esconder e achar objetos, pois sabem onde estão. A vantagem do conto sobre a realidade, neste
aspecto, consiste no fato de que enquanto, nesta última, a criança jamais terá certeza do retorno dos desaparecidos ou do
sumiço definitivo daqueles que teme ou odeia, no conto tudo isto lhe é assegurado, a presença e a ausência, ficando apenas
na dependência dela própria e, para tanto, exige a narração e a repetição".
(Marilena Chauí. "Contos de Fadas", In: Repressão Sexual, São Paulo, Brasiliense, 1984)

14. Ainda segundo o texto:


a) O que "o conto promete e sempre cumpre" fica comprometido quando se mascaram ou se omitem passagens violentas;
b) O conto jamais apresentará certeza sobre retorno ou desaparecimento de determinadas personagens;
c) A realidade proporciona a presença, mas também a ausência de pessoas afetivamente mais próximas;
d) O conto é uma recriação maravilhosa e, portanto, atraente de uma realidade rotineira e sem mudanças;
e) A realidade opera certas metamorfoses que despertam, na criança, o interesse pela narração repetitiva.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


O nosso foi um Século das Luzes dominantemente beato, escolástico, inquisitorial; mas elas se manifestaram nas
concepções e no esforço reformador de certos intelectuais e administradores, enquadrados pelo despotismo relativamente
esclarecido de Pombal. Seja qual for o juízo sobre este, a sua ação foi decisiva e benéfica para o Brasil, favorecendo atitudes
mentais evoluídas, que incrementariam o desejo de saber, a adoção de novos pontos de vista na literatura e na ciência, certa
reação contra a tirania intelectual do clero e, finalmente, o nativismo.
(Antonio Candido. Formação da Literatura Brasileira. São Paulo: Martins, v. 1, 1959)

15. Deve-se entender por nativismo, no Brasil,


a) o conjunto de valores culturais dos nativos com que se defrontaram os primeiros colonizadores da terra recém descoberta.
b) o sentimento e a consciência de apego à realidade e aos valores locais da colônia, que antecederam e propiciaram o
desejo de emancipação política.
c) o conjunto de obras, literárias ou não, que se empenharam na consolidação da independência política recém-conquistada.
d) a tendência documental dos escritos produzidos com a finalidade de bem inventariar tudo o que era próprio à natureza
das novas terras.
e) a característica comum às obras literárias que se preocuparam em provar a superioridade da cultura rural em relação à
urbana.

42
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Do progresso à bioética

A emergência do termo 1bioética refere-se a uma mudança profunda no modo como a cultura ocidental pensa seu
próprio futuro. A Modernidade - compreendendo aqui o período que vai da Revolução Francesa até a queda do muro de
Berlim - concebia-se a si mesma como limitada no tempo e como limitações das experiências subjetivas. Os conceitos de
revolução, liberação e progresso derivavam desse modo de pensar. Em todos eles, emergia a imagem de uma humanidade
heroica, conquistadora, uma humanidade cujo dever era o de transgredir as limitações do presente para realizar-se no futuro.
No imaginário cultural sobre a tecnologia em nossa atualidade, o que predomina não é a existência de limites
culturais ao que os indivíduos podem fazer. Ao contrário, o sentimento geral é o de que estamos podendo demais, tornando
decisivo não a transgressão, mas o estabelecimento de limites sobre o que podemos fazer com nossas tecnologias. Pensamos
o fim de nossa cultura não como necessidade histórica de libertação do homem, mas como extinção, como uma possibilidade
originada em nosso controle sobre a natureza, aí incluído o nosso corpo. Deste modo, concebemos a humanidade como
uma vítima virtual de si mesma porque ela ainda não controla seu controle.
VAZ, Paulo. "O Futuro da Genética". In: Nas fronteiras do contemporâneo. Rio de Janeiro: Mauad: FUJB, 2001, pp. 138-
139.

16. Entre as afirmativas a seguir, indique a que melhor sintetiza as ideias do texto.
a) A substituição da crença da Modernidade no progresso do gênero humano pela bioética implica sensibilidade diferente
para as atuais ações éticas e políticas em relação à tecnologia.
b) A preocupação com a bioética limita-se às experiências subjetivas anteriores à queda do muro de Berlim crença nos
conceitos de revolução, liberação e progresso.
c) A mudança profunda no modo como a cultura ocidental pensa seu próprio futuro começou no período Revolução
Francesa e terminou com a queda do muro de Berlim.
d) O imaginário cultural sobre a tecnologia em nossa atualidade é formado pelos conceitos de revolução, liberação e
progresso sem considerar limites para a transgressão.
e) A preocupação com a bioética tomou o lugar de nossa crença anterior no progresso do gênero humano, não implica o
estabelecimento de limites sobre a tecnologia.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


"A prática da 'promessa' é certamente a mais frequente e generalizada entre as práticas religiosas do brasileiro. Ela consiste
em prometer algo importante e relativamente difícil de ser executado, caso se consiga a realização do pedido feito. A
promessa é uma dívida sagrada que se contrai com Deus ou com os santos. Essa obrigação é transposta, na fala dos
pregadores, para a necessidade de se pagar pelo milagre, ou cura (muitas vezes aparente ou passageira), acontecido a
alguém. Há uma diferença, CONTUDO, entre as 'promessas' feitas e pagas no contexto da religiosidade popular, tanto
católica como afro-brasileira, e a dos neopentecostais: para os primeiros, paga-se uma promessa com orações, romarias,
penitências, oferenda de alguns bens em espécie, como frutos da terra, despachos, etc., AO PASSO QUE, para os últimos,
é necessário que se pague em espécie: só se aceita moeda corrente."
(GUARESCHI, Pedrinho A. Sem dinheiro não há salvação: ancorando o bem e o mal entre neopentecostais. In: Textos em
representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1995, 8ª ed., p. 216).

17. Assinale a alternativa que contém uma ideia AUSENTE do texto:


a) formas de pagamento da promessa.
b) obrigação de se prometer algo a Deus ou aos santos.
c) semelhanças da promessa entre católicos e neopentecostais.
d) definição de promessa.
e) diferença da promessa entre católicos e neopentecostais.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


"A tentativa de implantação da cultura europeia em extenso território, dotado de condições naturais, se não adversas,
largamente estranhas à sua tradição milenar, é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em
consequências. Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em
manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra. Podemos
construir obras excelentes, enriquecer nossa humanidade de aspectos novos e imprevistos, elevar à perfeição o tipo de
civilização que representamos: o certo é que todo o fruto de nosso trabalho ou de nossa preguiça parece participar de um
sistema de evolução próprio de outro clima e de outra paisagem."
(HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, 26ª ed., p. 31).

43
18. "A tentativa de implantação da cultura europeia em extenso território, dotado de condições naturais, se não adversas,
largamente estranhas à sua tradição milenar, é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em
consequências."

Assinale a alternativa que, ao reescrever o período, alterou-lhe o sentido.


a) Dotado de condições naturais, se não adversas, largamente estranhas à tradição milenar da cultura europeia, o extenso
do território tornou a tentativa da implantação dessa cultura aqui um fato dominante e rico em consequências para as
origens da sociedade brasileira.
b) Nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em consequências é a tentativa de implantação da
cultura europeia em extenso território, dotado de condições naturais, se não adversas, largamente estranhas à sua tradição
milenar.
c) Tentar implantar a cultura europeia em extenso território, dotado de condições naturais - se não adversas, tão largamente
estranhas à sua tradição milenar -, é o fato dominante e mais rico em consequências nas origens da sociedade brasileira.
d) Dominante e rico em consequências é, nas origens da sociedade brasileira, o fato da tentativa de implantação da cultura
europeia em extenso território, dotado de condições naturais, senão adversas, largamente estranhas à sua tradição milenar.
e) Fato dominante e rico em consequências (nas origens da sociedade brasileira) é a tentativa de implantação da cultura
europeia em extenso território, dotado de condições naturais, se não adversas, largamente estranhas à sua tradição
milenar.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


bom aí é... a senhora e... 11eu não tenho queixa dos 9meus alunos nunca precisei assim ralhar de um aluno... mas 4no tempo
que eu era guria havia muito respeito 7agora o que eu vejo que as minhas colegas contam... eu fico horrorizada né?... 8eles
não têm 1mesmo respeito eu acho que... se não têm é porque eu acho que os professores é que não... que não sabem exigir
ou também é proibido passar qualquer castigo alguma coisa assim que no tempo da gente 2tinha né?... a gente recebia o seu
castiguinho... copiar a mesma lição uma porção de vezes... quer dizer que 5aquilo botava o pessoal na linha... agora hoje
em dia não não o professor não pode dizer nada ele... os alunos parece que tomam conta... dos professores... ao menos é o
que eu ouço contar né? Não que eu esteja vendo porque eu não estou estudando agora não sei... 3só sei que... 10a gente ouve
dizer por aí né?... 6me desculpe se falei demais...
Adaptado de: HILGERT, J. G. A linguagem culta na cidade de Porto Alegre. Passo Fundo: Ediupf; Porto Alegre: Ed. da
Universidade / UFRGS, 1997. p.116-117.

19. Considere as afirmações a seguir sobre referentes de segmentos do texto.

I - A palavra AGORA (ref. 7) refere-se a um tempo presente em relação à época da entrevista.


II - A palavra ELES (ref. 8) refere-se a MEUS ALUNOS (ref. 9).
III - A expressão A GENTE (ref. 10) refere-se somente à entrevistada e à entrevistadora.

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


"MEDO DA PRÓPRIA SOMBRA"

A expressão nasceu de um fato bem literal: um cavalo que tinha medo da própria sombra. Mas não era um cavalo qualquer
- era o animal que Alexandre, o Grande, queria comprar.
Por volta de 340 a.C, o pai de Alexandre, Filipe II, rei da Macedônia, disse para o dono de um cavalo nervoso que estava à
venda que aquele animal não servia para nada, já que ninguém podia montá-lo. Alexandre, aos 15 anos, retrucou: "Eu posso
montá-lo". Filipe II brigou com o filho, mas Alexandrinho insistia. Até que o rei, enfezado, disse que se o filho subisse no
cavalo ele compraria o bicho.
O rapaz percebeu que o animal se agitava quando via sua sombra. Colocou-o de frente para o sol. Com a sombra para trás,
o cavalo se acalmou. Alexandre o montou, ganhou o bicho e o batizou de Bucéfalo. Desde então, 1diz-se que alguém
bastante covarde é como Bucéfalo: tem medo da própria sombra.
AVENTURAS NA HISTÓRIA. São Paulo, ago. 2005, p. 19.

44
20. A expressão DIZ-SE QUE (ref. 1) funciona no texto como um indicador
a) de uma informação geral enunciada por um locutor genérico.
b) da erudição inerente a relatos de natureza histórico-científica.
c) da relevância dos papéis sociais desempenhados na comunicação.
d) de reformulação do projeto textual desenvolvido pelo autor.
e) de exercício de avaliação sobre o conteúdo enunciado.

Lista 7

1. O Facebook é, de longe, a maior rede da história da humanidade. Nunca existiu, antes, um lugar onde 1,4 bilhão de
pessoas se reunissem – e 936 milhões entrassem todo santo dia (só no Brasil, 59 milhões). Metade de todas as pessoas
com acesso à internet, no mundo, entra no Facebook pelo menos uma vez por mês. Ele tem mais adeptos do que a maior
das religiões (a católica, com 1,2 bilhão de fiéis), e mais usuários do que a internet inteira tinha dez anos atrás. Em suma:
é o meio de comunicação mais poderoso do nosso tempo, e tem mais alcance do que qualquer coisa que já tenha existido.
A maior parte das pessoas o adora, não consegue conceber a vida sem ele. Também pudera: o Facebook é ótimo. Nos
aproxima dos nossos amigos, ajuda a conhecer gente nova e acompanhar o que está acontecendo nos nossos grupos sociais.
Mas essa história também tem um lado ruim. Novos estudos estão mostrando que o uso frequente do Facebook produz
alterações físicas no cérebro. Quando estamos nele, ficamos mais impulsivos, mais narcisistas, mais desatentos e menos
preocupados com os sentimentos dos outros. E, de quebra, mais infelizes.

SANTI, A. Superinteressante, ed. 348, jun. 2015. Disponível em: <[Link] Acesso em: 27
de set. 2016. (Fragmento).

O modo como o texto apresenta e organiza as informações permite inferir seu objetivo de
a) destacar os efeitos negativos da rede social.
b) questionar os benefícios das novas tecnologias.
c) apresentar dados quantitativos sobre o Facebook.
d) manifestar opiniões pessoais sobre o mundo virtual.

2. Leia o parágrafo a seguir, analise o conteúdo das cinco alternativas e indique o que for VERDADEIRO em relação ao
texto.

O fracasso – e a redenção – dos cursos on-line

Quando os MOOCs (massive open online courses, ou cursos on-line gratuitos maciços) surgiram, a esperança geral era de
que dariam acesso irrestrito à educação – incluindo para comunidades remotas nas regiões mais pobres do mundo. Mas
logo se observou que os usuários só costumam completar 4% do curso em que se matriculam. Uma nova pesquisa, no
entanto, mostra o perfil das pouquíssimas pessoas que assistem às aulas até o final: são professores. De acordo com a
pesquisa, a maior parte de quem se forma nos MOOCs tem um diploma universitário e dá aulas. Assim, funciona como
aperfeiçoamento profissional.

Disponível em: Superinteressante, ed. 350, Ago. 2015, P. 16.

I. Os MOOCs são a salvação da educação on-line.


II. Os professores assistem as aulas on-line até o final.
III. A maioria das pessoas costuma completar somente 4% do curso.
IV. Apenas uma pequena parcela possui diploma universitário ao terminar os MOOCs.
V. Todos que assistem às aulas são de comunidades pobres.
a) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas III e V são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas II e V são verdadeiras.

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3. De acordo com o texto, analise as afirmações e marque a sequência CORRETA.

Quem tem nariz vai a Roma (ou Londres ou BH)

Um mapa que leva você ao seu destino pelo caminho mais cheiroso: essa é a proposta de um time liderado por Daniele
Quercia, da Universidade de Cambridge. Eles criaram mapas, batizados de “smell-fies”, de cidades como Londres e
Barcelona, identificando aromas que cada rua e região possui. Para fazer isso, a equipe criou um “dicionário de aromas”.
Definiu dez categorias, que incluem, entre outros, natureza, indústria e comida. Depois, foram utilizados dados de redes
sociais, como hashtags do Twitter e comentários no Instagram, para criar um algoritmo que detecte aglomerados de palavras
relacionadas aos cheiros. “Se você pode mapear um cheiro, pode também alterar o cenário dos aromas urbanos”, diz
Quercia. O catálogo de cheiros – bons e ruins – pode incentivar pessoas a participar mais da vida da cidade em que vivem
e restringir a poluição do ar. E o Brasil está na lista: “Em agosto estarei em Minas Gerais, e talvez, comece alguns projetos
lá”.

Disponível em: Superinteressante, ed. 350, agosto 2015, p. 19.

I. Um mapa identifica que aromas serão encontrados em ruas e regiões de certas cidades.
II. O dicionário criado possui, entre as categorias, natureza, indústria e comida.
III. Essa informação é acessada pelos usuários por meio de hashtags e Instagram.
IV. O catálogo de cheiros restringe a poluição do ar.
V. O Brasil terá essa informação em breve.
a) V – F – V – F – F
b) V – V – F – F – F.
c) F – V – F – F – V.
d) F – F – F – V – V.
e) V – F – F – F – V.

4. “A pessoa é presa por pirataria – e aí a cadeia mostra filmes piratas?”, denunciou o americano Richard Humprey,
condenado a 29 meses de prisão por distribuir conteúdo pirateado na internet. O presídio onde ele está, em Ohio, foi pego
exibindo uma cópia ilegal do filme O lobo de Wall Street.

(Superinteressante, julho de 2014.)

A fala do condenado revela


a) a sua deliberação pessoal para pagar pelas contravenções e lutar contra a pirataria em todos os setores.
b) a sua vontade de livrar-se da contravenção, o que se torna impossível a ele com a pirataria na prisão.
c) o seu desencanto com a vida do crime, já que até mesmo na cadeia é obrigado a conviver com a pirataria.
d) o seu inconformismo com a contradição entre o que se prega como certo e o que se pratica, no caso da pirataria.
e) a falta de critérios mais específicos para condenar uma pessoa por piratear conteúdos livres da internet.

5. Qual o jeito correto de pronunciar Roraima?


Por Marina Bessa

“Roráima” ou “Rorâima”, como você preferir. É que, segundo os linguistas, as regras fônicas de uma palavra são regidas
pela língua falada. Portanto, não há certo ou errado. Há apenas a maneira como as pessoas falam.

O que se observa na língua portuguesa falada no Brasil é que sílabas tônicas que vêm antes de consoantes nasalizadas (como
“m” ou “n”) também se nasalizam (aperte o seu nariz e repita a palavra cama. Sentiu os ossinhos vibrarem? É a tal
nasalização). Por isso, a gente diz “cãma” – o “ca” é a sílaba tônica e o “m” é nasalizado. Se a sílaba que vier antes dessa
mesma consoante não for uma sílaba tônica, a pronúncia passa a ser opcional: você escolhe – “bánana” ou “bãnana”.

No caso de Roraima, a sílaba problemática (“ra”) é tônica e vem antes do “m”. Mas aí entra em cena o “i”, que acaba com
qualquer regra. A mesma coisa acontece com o nome próprio Jaime: tem gente que nasaliza, tem gente que não. Então,
fique tranquilo: se você sempre falou “Rorâima”, siga em frente – ninguém pode corrigi-lo por isso. No máximo, você vai
pagar de turista se resolver dar umas voltas por lá – os moradores do estado, não adianta, são unânimes em falar “Roráima”.

Disponível em: <[Link]/cultura/[Link]>.

46
Indique a alternativa FALSA em relação ao texto.
a) As palavras andaime e Elaine são exemplos que comprovam que a presença do “i” acaba com a regra para explicar o
fenômeno, conforme mencionado no segundo parágrafo.
b) Nas entrelinhas, o texto mostra que a variação na pronúncia dos sons que compõem as palavras do vocabulário é um
fenômeno próprio das línguas.
c) O título do texto induz o leitor a esperar uma resposta que exclua uma das possibilidades de pronúncia, mas essa
expectativa acaba sendo contrariada.
d) A pronúncia da primeira sílaba da palavra camareira pode ou não ser nasalizada, pelo mesmo motivo que justifica o fato
com a palavra banana.
e) Pela regra apresentada no segundo parágrafo, pode-se deduzir que as palavras Ana, pano e cano são sempre pronunciadas
com a primeira vogal nasalizada.

6. E se a água potável acabar? O que aconteceria se a água potável do mundo acabasse?

As teorias mais pessimistas dizem que a água potável deve acabar logo, em 2050. Nesse ano, ninguém mais tomará banho
todo dia. Chuveiro com água, só duas vezes por semana. Se alguém exceder 55 litros de consumo (metade do que a ONU
recomenda), seu abastecimento será interrompido. Nos mercados, não haveria carne, pois, se não há água para você, imagine
para o gado. Gastam-se 43 mil litros de água para produzir 1 kg de carne. Mas não é só ela que faltará. A Região Centro-
Oeste do Brasil, maior produtor de grãos da América Latina em 2012, não conseguiria manter a produção. Afinal, no país,
a agricultura e a agropecuária são, hoje, as maiores consumidoras de água, com mais de 70% do uso. Faltariam arroz, feijão,
soja, milho e outros grãos.

Disponível em: [Link] Acesso em: 30 jul. 2012.

A língua portuguesa dispõe de vários recursos para indicar a atitude do falante em relação ao conteúdo de seu enunciado.
No início do texto, o verbo “dever” contribui para expressar
a) uma constatação sobre como as pessoas administram os recursos hídricos.
b) a habilidade das comunidades em lidar com problemas ambientais contemporâneos.
c) a capacidade humana de substituir recursos naturais renováveis.
d) uma previsão trágica a respeito das fontes de água potável.
e) uma situação ficcional com base na realidade ambiental brasileira.

7. Reciclar é só parte da solução

O lixo é um grande problema da sustentabilidade. Literalmente: todos os anos, cada brasileiro produz 385 kg de
resíduos – dá 61 milhões de toneladas no total. O certo seria tentar diminuir ao máximo essa quantidade de lixo. Ou seja,
em vez de ter objetos recicláveis, o ideal seria produzir sempre objetos reutilizáveis, o que diminui os resíduos. Mas,
enquanto isso não acontece, temos que nos contentar com a reciclagem. E é aí que vem um detalhe perigoso: reciclar o lixo
também polui o ambiente e gasta energia. Reciclar vidro, por exemplo, é 15% mais caro do que produzi-lo a partir de
matérias-primas virgens. Afinal, é feito basicamente de areia, soda e calcário, que são abundantes na natureza. Então,
nenhuma empresa tem interesse em reciclá-lo. Já o alumínio é um supernegócio, porque economiza muita energia.

HORTA, M. Disponível em: [Link] Acesso em: 25 maio 2012.

O emprego adequado dos elementos de coesão contribui para a construção de um texto argumentativo e para que os
objetivos pretendidos pelo autor possam ser alcançados. A análise desses elementos no texto mostra que o conectivo
a) “ou seja” introduz um esclarecimento sobre a diminuição da quantidade de lixo.
b) “mas” instaura justificativas para a criação de novos tipos de reciclagem.
c) “também” antecede um argumento a favor da reciclagem.
d) “afinal” retoma uma finalidade para o uso de matérias-primas.
e) “então” reforça a ideia de escassez de matérias-primas na natureza.

47
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
77% dos pais americanos culpam o videogame por expor os filhos à violência

Será que videogames tornam as crianças mais agressivas? Com certeza, você já ouviu essa questão por aí. 1Afinal, a
polêmica existe há muito tempo. 2Por enquanto, a ciência não tem uma resposta definitiva sobre o tema. 3Estudos recentes
apontam que eles não podem ser culpados pela violência infantil. 4Já outros afirmam que eles alteram a atividade cerebral
e deixam as pessoas mais insensíveis.
5
Mas, segundo uma pesquisa realizada pela Common Sense Media e divulgada nesta semana, os pais americanos não têm
dúvidas: 77% deles culpam jogos, filmes e a TV por manter uma cultura de violência entre as crianças. Os dados mostram
também que os pais aprovam medidas mais rigorosas para manter os filhos longe de conteúdos violentos: 6 88% acreditam
que anúncios violentos não deveriam ser veiculados durante programas com grande audiência infantil e 91% apoiam que
só possam ser exibidos trailers com a mesma classificação indicativa do filme.
“Os pais estão claramente preocupados com o impacto que a violência na mídia pode ter em suas crianças”, diz 7James
Steyer, criador e CEO da empresa responsável pela pesquisa. 8Além dos jogos de videogame, outras preocupações dos pais
são o bullying (92%), o acesso a armas (75%) e os níveis atuais de crime (86%).
E você, o que acha desse assunto?

Fonte: [Link] 77-dos-pais-americanos-culpam-o-videogame-por-expor-os-filhos-a-


violencia/

8. Marque a alternativa incorreta, de acordo com o texto:


a) Para a ciência, não há um consenso em relação ao fato de que os videogames sejam responsáveis pelo aumento da
violência infantil.
b) Estudos sobre a relação entre os videogames e o aumento da violência infantil indicam que há diferentes pontos de vista
sobre o assunto.
c) De acordo com pesquisa feita, a maioria dos pais americanos acredita que conteúdos violentos de jogos, filmes e TV são
culpados pela manutenção da violência infantil.
d) Medidas mais severas deveriam ser tomadas para manter as crianças afastadas de conteúdos violentos, acreditam os pais
consultados.
e) Para James Steyer, o responsável sobre a pesquisa feita com os pais americanos, não há dúvidas de que os videogames
deixam as crianças mais agressivas.

9. Como ganhar qualquer discussão


A verdade nem sempre depende de fatos – nos jornais, no Congresso ou no boteco, ela é frequentemente empacotada com
táticas perversas e milenares. Conhecer essas técnicas é um bom jeito de se defender contra elas (e fazer a sua opinião
prevalecer).

1. Capte a benevolência – Siga a dica da retórica romana (captatio benevolentiae) e adule o interlocutor.
2. Exagere o argumento do adversário – É a “técnica do espantalho”, também chamada de ampliação indevida pelo
filósofo Arthur Schopenhauer.
3. Entre na onda – Concorde com parte dos argumentos do outro para, a partir daí, traçar a própria conclusão.

Outras dicas do mal:


- Mantenha a calma (o tom de fala vale mais que bons argumentos).
- Invalide as opiniões do adversário, desqualificando-o sem questioná-lo.
- Repita o argumento do outro, mas agora a seu favor.
- Revele que está usando uma tática para ganhar a discussão (aproveite para fingir que você venceu).

NARLOCH, L. Disponível em: [Link] Acesso em: 27 out. 2011 (fragmento).

O fragmento, retirado de uma revista de divulgação científica, constrói-se em tom de humor, a partir de uma linguagem
lúdica e despojada. O apelo a esse recurso expressivo é adequado para essa situação comunicativa, porque
a) converge para a subjetividade, característica desse tipo de periódico.
b) segue parâmetros textuais semelhantes aos das publicações científicas.
c) confirma o próprio periódico como meio de comunicação de massa.
d) atende a um leitor interessado em expandir conhecimento teórico.
e) contraria o uso previsto para o registro formal da língua portuguesa.

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10. Lorotas que os pais contam

Todos querem ter filhos honestos. Mas, ao mesmo tempo em que dizem valorizar a integridade dos filhos, pais
mentem na frente deles.
O telefone toca e a mãe fala para dizer que não está em casa. A avó dá um presente chato, e o pai ensina que se
deve fingir que adorou. Isso influencia a criação dos filhos? Sim, diz Robert Feldman, da Universidade de Massachusetts.
“Assim, passamos a mensagem de que é certo mentir em algumas situações.“ E as crianças são espertas – aos 3 ou 4 anos
já são capazes de entender que algo não é verdade. Mas é possível evitar essas mentiras na criação dos filhos? O psicólogo
acredita que não. “Você quer que as crianças cresçam com habilidades sociais, não que sejam o tipo de pessoa que diz para
a outra que tem um nariz grande.“ Ou seja: ser honesto é importante, mas educado e gentil também. O problema é partir
sempre para mentiras, o que é mais fácil do que dar satisfações. Pais que fazem isso perdem a confiança das crianças, afirma
Victoria Talwar, da Universidade McGill, Canadá. E tem mais. Elas aprendem que mentir é uma estratégia eficaz para obter
o que querem.

(Revista Super Interessante. Edição 294-A, ago./2011, p. 30. Texto adaptado)

O argumento usado pelo autor para mostrar que os pais agem por comodismo se encontra em:
a) evitar mentir na criação dos filhos.
b) mentir é uma estratégia eficaz para obter o que se quer.
c) ser honesto é importante, mas educado e gentil também.
d) mentir é mais fácil do que dar satisfação.
e) é certo mentir em algumas situações.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


A MEMÓRIA E O CAOS DIGITAL
Fernanda Colavitti
2
A era digital trouxe inovações e facilidades para o homem que superou de longe o que 16a ficção previa até pouco
tempo atrás. 1Se antes precisávamos correr em busca de informações de nosso interesse, hoje, úteis ou não, elas é que nos
assediam: resultados de loterias, dicas de cursos, variações da moeda, ofertas de compras, notícias de atentados, ganhadores
de gincanas, etc. 11Por outro lado, 6enquanto cresce a capacidade dos discos rígidos e a velocidade das informações, o
desempenho da memória humana está ficando cada vez mais comprometido. Cientistas são unânimes ao associar 3a rapidez
das informações geradas pelo mundo digital com a restrição de nosso "disco rígido" natural. 10Eles ressaltam, porém, que
7
o problema não está propriamente 4nas novas tecnologias, mas 5no uso exagerado delas, o que faz com que deixemos de
lado atividades mais estimulantes, como a leitura, que envolvem diversas funções do cérebro. Os mais prejudicados por
esse processo têm sido crianças e adolescentes, cujo desenvolvimento neuronal acaba sendo moldado preguiçosamente.
Responda sem pensar: qual era a manchete do jornal de ontem? Você lembra o nome da novela que 12antecedeu o
Clone? E quem era o técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994? Não ter uma resposta imediata para essas
perguntas não deve ser causa de preocupação para ninguém, mas exemplifica bem o problema constatado pela
fonoaudióloga paulista Ana Maria Maaz Alvarez, que há mais de 20 anos estuda a relação entre audição e recordação.
A pedido de duas empresas, 8ela realizou uma pesquisa para saber o que estava ocorrendo com os funcionários que
reclamavam com frequência de lapsos de memória. Foram entrevistados 71 homens e mulheres, com idade de 18 e 42 anos.
9
A maioria dos esquecimentos era de natureza auditiva, como nomes que acabavam de ser ouvidos ou assuntos discutidos.
(Por falar nisso, responda sem olhar no parágrafo anterior: você lembra o nome da pesquisadora citada?)
Ana Maria 13descobriu que os lapsos de memória resultavam basicamente do excesso de informação em
consequência do tipo de trabalho que essas pessoas exerciam nas empresas, e do pouco tempo que 14dispunham para
processá-las, somados à angústia de querer saber mais e ao excesso de atribuições. "Elas não se detinham no que estava
sendo dito (lido, ouvido ou visto) e, consequentemente, não 15conseguiam gravar os dados na memória", afirma.
(Fonte Internet: Superinteressante, 2001).

11. Infere-se do texto que, com o advento da era digital,


a) a capacidade de ficção do homem ficou comprometida.
b) as informações acontecem em tempo real.
c) o homem tornou-se escravo do computador.
d) as pessoas são assediadas pela informática.

49
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Palmada fora-da-lei

A maioria das pessoas encara com naturalidade o gesto de bater nos filhos, como se a violência física fosse um
instrumento legítimo (e até necessário) para a educação das crianças. É um hábito 1tão arraigado em nossa cultura 2que não
é raro ouvirmos o argumento de que "os filhos já não respeitam mais seu pais 3porque não apanham". 4Mas essa agressão
não deveria ser vista com tanta naturalidade, 5já que é uma violência proibida por lei em países como Finlândia, Suécia,
Dinamarca, Chipre, Letônia, Áustria, Croácia e Noruega. E eles não são uma exceção. Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Itália,
Irlanda, Escócia, Israel e Bulgária estão caminhando na mesma direção, criando leis para proibir os pais de bater em seus
filhos.
No Brasil, antes da chegada dos portugueses, os índios não tinham o costume de castigar fisicamente as crianças.
Diversos relatos de padres no início da colonização revelam que, entre os índios, nem pai nem mãe agrediam seus filhos.
Foram os jesuítas e os capuchinhos que introduziram o castigo físico como forma de "disciplinar" as crianças no Brasil.
Durante esses 500 anos, os menores sofreram surras aplicadas com os mais inóspitos instrumentos: varas de marmelo e de
açaí, rabo de tatu, chicote, cintos, tamancos, chinelos, palmatórias e as próprias mãos paternas e maternas, cocres na cabeça,
puxões de orelha, palmadas...
Além da covardia que está presente no ato de bater em alguém mais fraco, a violência não é, definitivamente, um
bom instrumento de disciplina. Ela perde o seu efeito a longo prazo e a criança, aos poucos, teme menos a agressão física.
Com o tempo, a tendência dos pais é ainda bater mais, na busca dos efeitos que haviam conseguido anteriormente. O
resultado desse aumento da violência pode trazer sequelas físicas e psicológicas permanentes para as crianças. Os filhos
também vão se afastando gradualmente de seus pais, pois a agressão física, em vez de fazer a criança pensar no que fez,
desperta-lhe a raiva contra aquele que a agrediu.
Ao ser punida fisicamente, a criança tem a sua auto-estima comprometida - passa a se enxergar como alguém que
não tem valor. Esse sentimento pode comprometer a imagem que faz de si pelo resto da vida, influenciando negativamente
sua atitude durante a adolescência até a vida profissional. Como a criança pode se sentir tranquila quando sua segurança
depende de uma pessoa que facilmente perde o controle e a agride? Ela também passa a omitir dos pais os seus erros, com
medo da punição, e sente-se como se tivesse pago por seu erro - e acredita que por isso pode cometê-lo novamente.
Enfim, não é preciso enumerar todos os problemas que são causados pela violência familiar. Bater nos filhos é um
atestado de fracasso dos pais, uma prova de que perderam o controle da situação. Por mais inofensiva que possa parecer
uma "pequena palmada", é importante saber que a força física empregada pelo adulto é necessariamente desproporcional.
É verdade que os castigos imoderados e cruéis estão proibidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA),
promulgado em 1990. Mas como definir claramente o que é castigo imoderado? Há vários casos de crianças que morreram
depois de ter sido castigadas "cruelmente". Embora um tapa e um espancamento sejam diferentes, o princípio que rege os
dois tipos de atitude é exatamente o mesmo: utilização da força e do poder.
Por trás da violência física está a ideia implícita de que os pais têm total direito sobre a vida e a integridade física
da criança. A maioria dos adultos com que tenho contato foram educados com surras e palmadas e reproduzem esse modelo,
pois acreditam que o tapa tem a capacidade de modificar comportamentos. A meu ver, a proibição por lei de qualquer
castigo físico eliminaria a violência familiar e ajudaria a formar pessoas melhores. A lei não precisa ter caráter punitivo (os
pais não deveriam ser presos depois de uma palmada, a história mostra que não se deve tratar violência com violência).
Mas eles deveriam ser advertidos caso fossem reincidentes, podendo até perder a posse da criança. Seriam obrigados a
participar de um programa de educação, semelhante aos que já existem na legislação de trânsito. Estamos conscientes de
que a lei, sozinha, não seria suficiente para impedir o comportamento violento dos pais. Somente um trabalho educativo
poderia trazer a consciência de que o amor e o carinho são fundamentais para formarmos cidadãos capazes, seres humanos
de verdade.
(PARANHOS, C. Palmada fora-da-lei. Superinteressante, São Paulo, ano 15, n. 2, p. 90, fev. 2001.)

12. Uma das afirmações a seguir esclarece a informação implícita contida no seguinte trecho:

..."os filhos já não respeitam mais seus pais porque não apanham". (10. parágrafo)
a) Os filhos não respeitam seus pais porque não apanham.
b) Os filhos respeitavam seus pais porque apanhavam.
c) Os filhos não apanhavam porque respeitavam seus pais.
d) Os filhos apanham porque desrespeitam seus pais.

50
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
TEXTO I

APRENDENDO COM O PRIMATA


Atual e instigante a reportagem "A outra face do macaco" (número 10, ano 12). O comportamento animal contribui
para a compreensão do problema da violência premeditada entre os humanos. E pode também indicar possíveis soluções.
(Édison Miguel - Goiânia, GO)

TEXTO II

O MACACO NÃO ESTÁ CERTO


Fiquei muito impressionada com a violência e a rivalidade que existe entre as tribos de macacos. Sempre tive outra
imagem dos primatas. Para mim eles eram animais pacíficos e inteligentes, mas agora percebo que se parecem mesmo com
os humanos.
(Elaine Gomes - Santa Maria, RS)

TEXTO III

O HOMEM É BEM PIOR


Comparar o instinto violento do chimpanzé com o do homem é algo cômico. Os humanos já nascem com a mente
voltada para as guerras e são infinitamente mais ferozes.
(José Reinaldo Coniutti - Cuiabá, MT)
DEZEMBRO, 1998 - SUPER

13. Em "O comportamento animal contribui PARA a compreensão do problema da violência premeditada entre os
humanos", a preposição destacada estabelece uma relação de sentido semelhante à apresentada na seguinte frase:
a) A reportagem serviu PARA analisar a violência.
b) Já nascem com a mente voltada PARA a guerra.
c) Estava muito impressionada PARA preocupar-se com banalidades.
d) Estamos agora indo PARA o mundo real.
e) PARA mim eles eram animais pacíficos e inteligentes.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 4 QUESTÕES:


A(s) questão(ões) a seguir refere(m)-se ao texto abaixo.

Felicidade nas telas

Uma amiga inventou um jeito de curtir sua fossa. Depois de um dia de trabalho, de volta em casa, ela se enfia na
cama, abre seu laptop e entra no Facebook. Ela não procura amigos e conhecidos para aliviar o clima solitário e deprê do
fim do dia. Essa talvez tenha sido a intenção nas primeiras vezes, mas, hoje, experiência feita, ela entra no Facebook, à
noite, como disse, para curtir sua fossa. De que forma? Visitando as páginas de amigos e conhecidos, ela descobre que
todos estão muito bem: namorando (finalmente), prestes a se casar, renovando o apartamento que sempre desejaram
remodelar, comprando a casa de praia que tanto queriam, conseguindo a bolsa para passar dois anos no exterior, sendo
promovidos no emprego ou encontrando um novo “job” fantasticamente interessante. E todos vivem essas bem-
aventuranças circundados de amigos maravilhosos, afetuosos, alegres, festeiros e sempre presentes, como nas fotografias
postadas.
Minha amiga, em suma, sente-se excluída da felicidade geral da nação facebookiana: só ela não foi promovida, não
encontrou um namorado fabuloso, não mudou de casa, não ganhou nesta rodada da loto. É mesmo um bom jeito de
aprofundar e curtir a fossa: a sensação de um privilégio negativo, pelo qual nós seríamos os únicos a sofrer, enquanto o
resto do mundo se diverte. Numa dessas noites de fossa e curtição, minha amiga, ao voltar para sua própria página no
Facebook, deu-se conta de que a página não era diferente das outras. Ou seja, quem a visitasse acharia que minha amiga
estava numa época de grandes realizações e contentamentos. Ela comentou: “As fotos das minhas férias, por exemplo,
esbanjam alegria; elas não passaram por nenhum photoshop, acontece que são três ou quatro fotos “felizes” entre as mais
de 500 que eu tirei”.
Logo nestes dias, acabei de ler Porque somos infelizes, organizado por Paolo Crepet. São seis textos de psiquiatras
e psicanalistas (e um de um geneticista), tentando nos explicar “por que somos infelizes” e, em muitos casos, por que não
deveríamos nos queixar disso. Por exemplo, a infelicidade é uma das motivações essenciais; sem ela nos empurrando,
provavelmente, ficaríamos parados no tempo, no espaço e na vida. Ou ainda, a infelicidade é indissociável da razão e da

51
memória, pois a razão nos repete que a significação de nossa existência só pode ser ilusória e a memória não para de fazer
comparações desvantajosas entre o que alcançamos e o que desejávamos inicialmente. Não faltam no livro trivialidades
moralistas sobre o caráter insaciável de nosso desejo. Não faltam também evocações saudosistas do sossego de algum
passado rural. Em matéria de infelicidade, é sempre fácil (e um pouco tolo) culpar a sociedade de consumo e sua
propaganda, que viveriam às custas de nossa insatisfação.
Anotei na margem: mas quem disse que a infelicidade é a mesma coisa que a insatisfação? E se a infelicidade fosse,
ao contrário, o efeito de uma saciedade muito grande, capaz de estancar nosso desejo? Que tal se a infelicidade não tivesse
nada a ver com a ansiedade das buscas frustradas, mas fosse uma espécie de preguiça do desejo, mais parecida com o tédio
de viver do que com a falta de gratificação? Em suma, você é infeliz por que ainda não conseguiu tudo o que você queria,
ou por que parou de querer, e isso torna a vida muito chata? Seja como for, lendo o livro e me lembrando da fossa de minha
amiga no Facebook, ocorreu-me que talvez uma das fontes da infelicidade seja a necessidade de parecermos felizes. Por
que precisaríamos mostrar ao mundo uma cara (ou uma careta) de felicidade?
A felicidade dá status, como a riqueza. Por isso, os sinais aparentes de felicidade podem ser mais relevantes do que
a íntima sensação de bem-estar; além disso, somos cronicamente dependentes do olhar dos outros. Consequência: para ter
certeza de que sou feliz, preciso constatar que os outros enxergam minha felicidade. Nada grave, mas isso leva a algo mais
chato: a prova de minha felicidade é a inveja dos outros. O resultado dessa necessidade de parecermos felizes é que a
felicidade é este paradoxo: uma grande impostura da qual receamos não fazer parte e que, por isso mesmo, não conseguimos
denunciar.

CALIGARIS, C. Disponível em: <[Link]/fsp/ilustrad/[Link]>. Acesso em: 03 out. 2016.


(Adaptado).

14. Para desenvolver a argumentação e expressar um ponto de vista sobre o tema, o autor
a) cita especialistas, apresentando dados técnicos sobre o fenômeno observado.
b) utiliza linguagem emotiva, com o intuito de sensibilizar e comover o público-leitor.
c) recorre a exemplificações, fazendo referência a situações que fundamentam sua tese.
d) propõe hipóteses lógicas, discutindo as causas e consequências do problema analisado.

15. O trecho em que há uma ideia de comparação é:


a) “E se a infelicidade fosse, ao contrário, o efeito de uma saciedade muito grande, capaz de estancar nosso desejo?”
b) “A felicidade dá status, como a riqueza. Por isso, os sinais aparentes de felicidade podem ser mais relevantes do que a
íntima sensação de bem-estar.”
c) “Por exemplo, a infelicidade é uma das motivações essenciais; sem ela nos empurrando, provavelmente, ficaríamos
parados no tempo, no espaço e na vida.”
d) “Seja como for, lendo o livro e me lembrando da fossa de minha amiga no Facebook, ocorreu-me que talvez uma das
fontes da infelicidade seja a necessidade de parecermos felizes.”

16. O objetivo geral do texto é


a) defender a importância de se saber lidar com a infelicidade.
b) discutir a necessidade de se parecer feliz aos olhos dos outros.
c) criticar a falsidade das informações postadas nas redes sociais.
d) explicitar como a sociedade de consumo promove a infelicidade.

17. “Minha amiga, em suma, sente-se excluída da felicidade geral da nação facebookiana: só ela não foi promovida, não
encontrou um namorado fabuloso, não mudou de casa, não ganhou nesta rodada da loto. É mesmo um bom jeito de
aprofundar e curtir a fossa: a sensação de um privilégio negativo, pelo qual nós seríamos os únicos a sofrer, enquanto o
resto do mundo se diverte.”

Esse trecho do segundo parágrafo assinala a intenção do autor de representar a amiga como alguém que
a) manifesta sentimentos egoístas, uma vez que não se sente feliz em ver os amigos realizados e contentes.
b) exemplifica os estereótipos da incompetência, por ter dificuldades de ser feliz no trabalho e na vida afetiva.
c) tem razões para estar “na fossa”, já que não pode ostentar as conquistas como todos os seus amigos do Facebook.
d) utiliza como referência situações superficiais de felicidade, pois são raros os relatos pessoais de fracassos nas redes
sociais.

18. Grupo transforma pele humana em neurônios

Um grupo de pesquisadores dos EUA conseguiu alterar células extraídas da pele de uma mulher de 82 anos sofrendo
de uma doença nervosa degenerativa e conseguiu transformá-las em células capazes de se transformarem virtualmente em
qualquer tipo de órgão do corpo. Em outras palavras, ganharam os poderes das células-tronco pluripotentes, normalmente

52
obtidas a partir da destruição de embriões.
O método usado na pesquisa, descrita hoje na revista Science, existe desde o ano passado, quando um grupo liderado
pelo japonês Shinya Yamanaka criou as chamadas iPS (células-tronco de pluripotência induzida). O novo estudo, porém,
mostra pela primeira vez que é possível aplicá-lo a células de pessoas doentes, portadoras de esclerose lateral amiotrófica
(ELA), mal que destrói o sistema nervoso progressivamente.
“Pela primeira vez, seremos capazes de observar células com ELA ao microscópio e ver como elas morrem”, disse
Valerie Estess, diretora do Projeto ALS (ELA, em inglês), que financiou parte da pesquisa. Observar em detalhes a
degeneração pode sugerir novos métodos para tratar a ELA.

KOLNERKEVIC, I. Folha de S. Paulo. 1 ago. 2008 (adaptado).

A análise dos elementos constitutivos do texto e a identificação de seu gênero permitem ao leitor inferir que o objeto do
autor é
a) apresentar a opinião da diretora do Projeto ALS.
b) expor a sua opinião como um especialista no tema.
c) descrever os procedimentos de uma experiência científica.
d) defender a pesquisa e a opinião dos pesquisadores dos EUA.
e) informar os resultados de uma nova pesquisa feita nos EUA.

19. Leia o texto a seguir:

Fracos e medíocres

Até que enfim a neurociência brasileira passa por uma polêmica que não foi deslanchada por Miguel Nicolelis.
Já estava ficando monótono.
Suzana Herculano-Houzel, neurocientista e colunista desta Folha, vai trocar de emprego. Deixa a Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ) e parte para a Vanderbilt, no Tennessee, Estados Unidos.
Faz muito bem. Embora a Vanderbilt não apareça entre as cem mais prestigiadas no ranking de reputação compilado pela
Times Higher Education (THE), na classificação de universidades globais ela está em 87º lugar.
A UFRJ figura no grupo colocado entre a 501ª e a 600ª posição.
A mudança de endereço, no entanto, deflagrou controvérsia fratricida numa rede social. Suzana estaria "capitulando",
apontou-lhe o dedo Roberto Lent, da mesma universidade fluminense.

Folha de S. Paulo, Cotidiano, 9/5/16, p. 4.

O sentido das palavras empregadas em um texto depende, em grande medida, do contexto em que aparecem. No texto em
questão, o emprego de “capitulando” revela que o colega da cientista
a) vê com bons olhos a transferência da pesquisadora pela posição internacional da UFRJ.
b) opõe-se à transferência da cientista pela pesquisa desenvolvida por ela.
c) deflagrou uma polêmica sem que o neurocientista Miguel Nicolelis saiba.
d) reprovou a ação da cientista devido a não extensão da condição ao outros colegas.
e) considera que a cientista se rendeu à condição oferecida para pesquisa.

20. Uma das melhores interpretações já feitas do verbo “coitadinhar”, neologismo que aprendi durante um papo-furado
com uma grande amiga que é cega, foi feita no feita no filme “Shrek”. Ela acontece no momento em que o Gato de Botas,
para fugir de uma situação em que estava encurralado, esbugalhou os olhos, comprimiu o pescoço, ensaiou um choro e
conseguiu, por fim, amolecer o coração dos malvados que o cercavam ilesos. [...]
MARQUES, Jairo. Folha de S. Paulo, 16 de dezembro de 2015, B2 Cotidiano (fragmento).

Entende-se por neologismo a criação ou atribuição de um novo sentido a uma palavra ou expressão já existente, por meio
de processos também existentes na língua. Com base nessa definição e na contextualização em que o termo “coitadinhar”
foi utilizado no filme “Shrek”, deduz-se que ele significa, EXCETO:
a) Criar subterfúgios para ser considerado inocente.
b) Criar condições para ser avaliado como ser inferior.
c) Culpar os outros pelas próprias carências.
d) Ressaltar as carências para obter favores.

53
Lista 8

1. Nunca fui expoente em nenhuma, porém extraí, de cada uma, conhecimentos e aprendizagens que levo para minha
vida.

Assinale a afirmativa CORRETA sobre o trecho acima.


a) O termo “porém”, que inicia a segunda oração do período, é uma conjunção que estabelece uma relação de
proporcionalidade.
b) Na expressão “de cada uma”, o termo destacado substitui o substantivo feminino “luta”.
c) O termo “expoente” pode ser substituído pelo adjetivo “negligente‟, sem que o sentido da frase seja alterado.
d) Os termos “aprendizagens” e “aprendiz” pertencem à mesma família de palavras; são palavras derivadas e sinônimas.
e) “nunca” e “nenhuma” dão ao texto um sentido negativo, por isso são classificadas como advérbios de negação.

2. Considere os versos a seguir, extraídos do livro Isso isso (2010), de Selma Maria, e assinale a alternativa CORRETA:
a) Em “Nós se desamarram e tropeçam os passos dos meninos./ Nós se desfazem quando nós inventamos caminhos”, a
palavra sublinhada exerce função de pronome.
b) Em “Um gato acha seu canto dentro da casa./ O passarinho solta seu canto lá na mata”, as palavras sublinhadas exercem
função de substantivo e significam o ato de cantar.
c) Em “Embrulhar um amigo é não dizer a verdade./ Embrulhar um presente é alimentar amizade”, as palavras sublinhadas
exercem função de advérbio.
d) Em “Galo canta na cabeça do menino quando ele cai./ Galo canta no galinheiro quando a noite vai”, as palavras
sublinhadas estão empregadas no sentido conotativo.
e) Em “Manga da roupa pode desmanchar./ Manga na roupa pode manchar”, a primeira palavra sublinhada exerce função
de adjetivo e a segunda, de verbo.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


As próximas questões tomam por base uma passagem de um romance de Autran Dourado (1926- 2012).

A gente Honório Cota

Quando o coronel João Capistrano Honório Cota mandou erguer o sobrado, tinha pouco mais de trinta anos. Mas
já era homem sério de velho, reservado, cumpridor. Cuidava muito dos trajes, da sua aparência medida. O jaquetão de
casimira inglesa, o colete de linho atravessado pela grossa corrente de ouro do relógio; a calça é que era como a de todos
na cidade — de brim, a não ser em certas ocasiões (batizado, morte, casamento — então era parelho mesmo, por igual),
mas sempre muito bem passada, o vinco perfeito. Dava gosto ver:
O passo vagaroso de quem não tem pressa — o mundo podia esperar por ele, o peito magro estufado, os gestos
lentos, a voz pausada e grave, descia a rua da Igreja cumprimentando cerimoniosamente, nobremente, os que por ele
passavam ou os que chegavam na janela muitas vezes só para vê-lo passar.
Desde longe a gente adivinhava ele vindo: alto, magro, descarnado, como uma ave pernalta de grande porte. Sendo
assim tão descomunal, podia ser desajeitado: não era, dava sempre a impressão de uma grande e ponderada figura. Não
jogava as pernas para os lados nem as trazia abertas, esticava-as feito medisse os passos, quebrando os joelhos em reto.
Quando montado, indo para a sua Fazenda da Pedra Menina, no cavalo branco ajaezado de couro trabalhado e prata,
aí então sim era a grande, imponente figura, que enchia as vistas. Parecia um daqueles cavaleiros antigos, fugidos do Amadis
de Gaula ou do Palmeirim, quando iam para a guerra armados cavaleiros.
Ópera dos mortos, 1970.

3. Analisando o último período do terceiro parágrafo, verifica-se que a palavra “feito” é empregada como
a) advérbio.
b) verbo.
c) substantivo.
d) adjetivo.
e) conjunção.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Para responder à(s) questão(ões), leia o poema de Catulo da Paixão Cearense (1863-1946).

54
O Azulão e os tico-ticos

Do começo ao fim do dia,


um belo Azulão cantava,
e o pomar que atento ouvia
o seus trilos de harmonia,
cada vez mais se enflorava.

Se um tico-tico e outras aves


vaiavam sua canção...
mais doce ainda se ouvia
a flauta desse Azulão.

Um papagaio, surpreso
de ver o grande desprezo,
do Azulão, que os desprezava,
um dia em que ele cantava
e um bando de tico-ticos
numa algazarra o vaiava,
lhe perguntou: 1“Azulão,
olha, dize-me a razão
por que, quando estás cantando
e recebes uma vaia
desses garotos joviais,
tu continuas gorgeando
e cada vez canta mais?!”

Numas volatas sonoras,


o Azulão lhe respondeu:
“Caro Amigo! Eu prezo muito
esta garganta sublime
e esta voz maravilhosa...
este dom que Deus me deu!

Quando, há pouco, eu descantava,


pensando não ser ouvido
nestes matos por ninguém,
2
um Sabiá*, que me escutava,
num capoeirão, escondido,
gritou de lá: — meu colega,
bravos! Bravos... muito bem!

Pergunto agora a você:


quem foi um dia aplaudido
pelo príncipe dos cantos
de celestes harmonias,
(irmão de Gonçalves Dias,
um dos cantores mais ricos...)
— que caso pode fazer
das vaias dos tico-ticos?”

* Nota do editor: Simbolicamente, Rui Barbosa está representado neste Sabiá, pois foi a “Águia de Haia” um dos maiores
admiradores de Catulo e prefaciador do seu livro Poemas bravios.

Poemas escolhidos, s/d.

55
4. Observando as seguintes passagens do texto apresentado, marque a alternativa em que as duas palavras em negrito são
utilizadas como advérbios:
a) “não correr o risco de ser surpreendido”.
b) “finge possuir energias que realmente não tem”.
c) “deve-se fazê-lo decidida e folgadamente”.
d) “nunca levar a cabeça para trás”.
e) “forte no restante da prova, sempre procurando dosar”.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


A(s) questão(ões) a seguir está(ao) relacionada(s) ao texto abaixo.

Viagens, cofres mágicos com promessas sonhadoras, não mais 5revelareis 6vossos tesouros intactos! Hoje, quando
ilhas polinésias afogadas em concreto se transformam em porta-aviões ancorados nos mares do Sul, quando as favelas
corroem a África, quando a aviação 9avilta a floresta americana antes mesmo de poder 7destruir-lhe a virgindade, de que
modo poderia a pretensa 10evasão da viagem conseguir outra coisa que não 14confrontar-nos 15com as formas mais
miseráveis de nossa existência histórica?
18
Ainda 22assim, compreendo a paixão, a loucura, o equívoco das narrativas de viagem. Elas 16criam a ilusão daquilo
1
__________ não existe mais, mas 2__________ ainda deveria existir. Trariam nossos modernos Marcos Polos, das mesmas
terras distantes, desta vez em forma de fotografias e relatos, as especiarias morais 3_________ nossa sociedade experimenta
uma necessidade aguda ao se sentir 11soçobrar no tédio?
É assim que me identifico, viajante procurando em vão reconstituir o exotismo com o auxílio de fragmentos e de
destroços. 19Então, 26insidiosamente, a ilusão começa a tecer suas armadilhas. Gostaria de ter vivido no tempo das
verdadeiras viagens, quando um espetáculo ainda não estragado, contaminado e maldito se oferecia em todo o seu
esplendor. 20Uma vez 12encetado, o jogo de conjecturas não tem mais fim: quando se deveria visitar a Índia, em que época
o estudo dos selvagens brasileiros poderia levar a conhecê-los na forma menos alterada? Teria sido melhor chegar ao Rio
no século XVIII? Cada década para 23trás 29permite 27salvar um costume, 28ganhar uma festa, 17partilhar uma crença
suplementar.
21
Mas conheço bem demais os textos do passado para não saber que, me privando de um século, renuncio a
perguntas dignas de enriquecer minha reflexão. E eis, diante de mim, o círculo intransponível: quanto menos as culturas
tinham condições de se comunicar entre si, menos também os emissários 8respectivos eram capazes de perceber a riqueza
e o significado da diversidade. No final das contas, sou prisioneiro de uma 32alternativa: 30ora viajante antigo, confrontado
com um prodigioso espetáculo do qual quase tudo lhe escapava 24— ainda pior, inspirava troça ou desprezo 25—, 31ora
viajante moderno, correndo atrás dos vestígios de uma realidade desaparecida. Nessas duas situações, sou perdedor, pois
eu, que me lamento diante das sombras, talvez seja impermeável ao verdadeiro espetáculo que está tomando forma neste
instante, mas 4__________ observação, meu grau de humanidade ainda 13carece da sensibilidade necessária. 33Dentro de
alguma centena de anos, neste mesmo lugar, outro viajante pranteará o desaparecimento do que eu poderia ter visto e que
me escapou.

Adaptado de: LÉVI-STRAUSS, C. Tristes trópicos. São Paulo: Cia. das Letras, 1996. p. 38-44.

5. Considere as seguintes afirmações acerca de expressões e trechos do texto.

I. O emprego do advérbio insidiosamente (ref. 26) enfatiza o caráter enganador das ilusões a que se refere o texto naquela
passagem.
II. Os segmentos iniciados pelas formas verbais salvar (ref. 27) ganhar (ref. 28) e partilhar (ref. 17) estão em paralelismo
sintático que indica serem, os três, complementos de permite (ref. 29).
III. O emprego de ora ... ora (refs. 30 e 31) está relacionado ao sentido da palavra alternativa (ref. 32).

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

56
6. Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes às substituições de nexos no texto.
( ) A substituição da locução Ainda assim (ref. 18) pelo nexo Destarte preservaria a relação de sentido que se estabelece
entre essa frase e o parágrafo anterior.
( ) O advérbio Então (ref. 19) poderia ser substituído por Não obstante, preservando o sentido e a correção, sem qualquer
outra alteração na frase.
( ) O segmento Uma vez encetado (ref. 20) poderia ser substituído por Quando fosse encetado, preservando o sentido e
a correção, sem qualquer outra alteração na frase.
( ) A substituição de Mas (ref. 21) pela conjunção Contudo preservaria a correção e a relação de contraste estabelecida
na frase.

A alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo, é


a) F - V - V - V.
b) V - V - F - F.
c) V - F - F - F.
d) F - F - F - V.
e) F - F - V - V.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


A(s) questão(ões) a seguir está(ão) relacionada(s) ao texto abaixo.
1
Hoje os conhecimentos se estruturam de modo 3fragmentado, 4separado, 5compartimentado nas disciplinas. 8Essa
situação impede uma visão global, uma visão fundamental e uma visão complexa. 13"Complexidade" vem da palavra latina
complexus, que significa a compreensão dos elementos no seu conjunto.
As disciplinas costumam excluir tudo o que se encontra fora do 9seu campo de especialização. A literatura, no
entanto, é uma área que se situa na inclusão de todas as dimensões humanas. Nada do humano 10lhe é estranho, 6estrangeiro.
A literatura e o teatro são desenvolvidos como meios de expressão, meios de conhecimento, meios de compreensão
da 14complexidade humana. Assim, podemos ver o primeiro modo de inclusão da literatura: a inclusão da 15complexidade
humana. E vamos ver ainda outras inclusões: a inclusão da personalidade humana, a inclusão da subjetividade humana, e,
também, muito importante, a inclusão; do estrangeiro, do marginalizado, do infeliz, de todos que ignoramos e desprezamos
na vida cotidiana.
A inclusão da 16complexidade humana é necessária porque recebemos uma visão mutilada do humano. 11Essa visão,
a de homo sapiens, é uma 17definição do homem pela razão; de homo faber20, do homem como trabalhador; de homo
economicus21, movido por lucros econômicos. Em resumo, trata-se de uma visão prosaica, mutilada, 12que esquece o
principal22: a relação do sapiens/demens, da razão com a demência, com a loucura.
Na literatura, encontra-se a inclusão dos problemas humanos mais terríveis, coisas 18insuportáveis que nela se
tornam suportáveis. Harold Bloom escreve: 24"Todas as 25grandes obras revelam a universalidade humana através de
destinos singulares, de situações singulares, de épocas singulares". É essa a razão por que as 19obras-primas atravessam
7
séculos, sociedades e nações.
2
Agora chegamos à parte mais humana da inclusão: a inclusão do outro para a compreensão humana. A
compreensão nos torna mais generosos com relação ao outro23, e o criminoso não é unicamente mais visto como criminoso,
26
como o Raskolnikov de Dostoievsky, como o Padrinho de Copolla.
A literatura, o teatro e o cinema são os melhores meios de compreensão e de inclusão do outro. Mas a compreensão
se torna provisória, esquecemo-nos depois da leitura, da peça e do filme. Então essa compreensão é que deveria ser
introduzida e desenvolvida em nossa vida pessoal e social, porque serviria para melhorar as relações humanas, para
melhorar a vida social.

Adaptado de: MORIN, Edgar. A inclusão: verdade da literatura. In: RÕSING, Tânia et ai. Edgar Morin: religando
fronteiras. Passo Fundo: UPF, 2004. p.13-18

7. Considere as seguintes afirmações referentes às marcas de pessoa e de tempo no texto.


I. O emprego de primeira pessoa do plural, em referência exclusiva ao autor, produz um efeito de neutralidade.
II. O emprego do advérbio Hoje (ref. 1) permite inferir que a argumentação proposta não é válida para todo e qualquer
tempo.
III. O advérbio Agora (ref. 2) sinaliza a progressão dos argumentos apresentados no texto.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

57
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
TEXTO DE REFERÊNCIA PARA A(S) QUESTÃO(ÕES) A SEGUIR.

Videogames provocam agressividade em crianças e adolescentes

Crianças e adolescentes que jogam videogame regularmente têm mais pensamentos e comportamentos agressivos
– é o que mostra um estudo realizado com mais de 3.000 participantes divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.
Divulgada pelo Journal of the American Medical Association (JAMA) Pediatrics, a pesquisa foi realizada em Singapura
durante um período de três anos com crianças de oito a 17 anos de idade, das quais 73% eram do sexo masculino. Os
participantes responderam a uma série de perguntas sobre o número de horas por semana em frente ao console, seus jogos
preferidos e se haviam batido em alguém que os provocou ou aborreceu. As crianças também foram questionadas sobre
sonhos em que atingiam alguém até machucar. “O estudo revela que o fato de passar muito tempo jogando videogames
violentos aumenta a longo prazo o comportamento agressivo independentemente do sexo, idade, grau de agressividade
inicial dos indivíduos e a intervenção dos pais”, escreveu Douglas Gentille, da Universidade de Iowa, principal autor da
pesquisa. Os resultados ilustram os efeitos dos videogames sobre a agressividade em todas as culturas e todas as idades,
acrescentou Gentille. Tanto as crianças mais jovens quanto as maiores “foram afetadas de maneira significativa pelos
videogames violentos e o estudo sugere que aqueles que começam a jogar mais cedo estariam mais propensos a ter
pensamentos agressivos”. Os resultados são consistentes com teorias segundo as quais um dos elementos-chave do
desenvolvimento das crianças de seis a oito anos é a aprendizagem social e as normas culturais como a rejeição da
agressividade. Grande parte destes valores são adquiridos normalmente quando as crianças chegam à adolescência. Já que
uma grande quantidade de jovens e adultos utiliza videogames - mais de 90% dos jovens norte-americanos - “melhorar
nossa compreensão sobre seus efeitos é um importante objetivo de investigação com implicações diretas na saúde pública
e nas estratégias de intervenção para reduzir o impacto negativo”, ressaltam os investigadores. Para o professor Patrick
Wolfe, especialista em estatística da University College London, “os autores do estudo sugerem, mas não demonstram,
como os videogames violentos influenciam nos comportamentos agressivos desenvolvendo, com o passar do tempo, uma
atitude mental agressiva”. “É importante levar em conta que o que é analisado na pesquisa são respostas a perguntas sobre
a conduta agressiva, não o comportamento agressivo em si”, disse Wolfe, em comunicado.
([Link], acesso24/03/2014)

8. Em relação ao emprego das classes gramaticais no texto, assinale a alternativa correta.


a) O termo têm equivale à terceira pessoa do singular do verbo ter.
b) A palavra nesta é uma locução entre a preposição em e o pronome indefinido esta.
c) A palavra série é um coletivo.
d) A palavra independentemente é um advérbio de lugar.
e) A expressão com o passar do tempo exerce a função de locução adverbial de negação.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


A(s) questão(ões) aborda(m) um fragmento de um artigo de Mônica Fantin sobre o uso dos tablets no ensino, postado na
seção de blogues do jornal Gazeta do Povo em 16.05.2013:

Tablets nas escolas

Ou seja, não é suficiente entregar equipamentos tecnológicos cada vez mais modernos sem uma perspectiva de
formação de qualidade e significativa, e sem avaliar os programas anteriores. O risco é de cometer os mesmos equívocos e
não potencializar as boas práticas, pois muda a tecnologia, mas as práticas continuam quase as mesmas.
Com isso, podemos nos perguntar pelos desafios da didática diante da cultura digital: o tablet na sala de aula
modifica a prática dos professores e o cotidiano escolar? Em que medida ele modifica as condições de aprendizagem dos
estudantes? Evidentemente isso pode se desdobrar em inúmeras outras questões sobre a convergência de tecnologias e
linguagens, sobre o acesso às redes na sala de aula e sobre a necessidade de mediações na perspectiva dos novos letramentos
e alfabetismos nas múltiplas linguagens.
Outra questão que é preciso pensar diz respeito aos conteúdos digitais. Os conteúdos que estão sendo produzidos
para os tablets realmente oferecem a potencialidade do meio e sua arquitetura multimídia ou apenas estão servindo como
leitores de textos com os mesmos conteúdos dos livros didáticos? Quem está produzindo tais conteúdos digitais? De que
forma são escolhidos e compartilhados?
Ou seja, pensar na potencialidade que o tablet oferece na escola — acessar e produzir imagens, vídeos, textos na
diversidade de formas e conteúdos digitais — implica em repensar a didática e as possibilidades de experiências e práticas
educativas, midiáticas e culturais na escola ao lado de questões econômicas e sociais mais amplas. E isso necessariamente
envolve a reflexão crítica sobre os saberes e fazeres que estamos produzindo e compartilhando na cultura digital.

(Tablets nas escolas. [Link]. Adaptado.)

58
9. No último período do texto, os termos saberes e fazeres são
a) adjetivos.
b) pronomes.
c) substantivos.
d) advérbios.
e) verbos.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


PREFÁCIO

São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do sabiá não têm a doçura dos seus cânticos
de amor.
É uma lira, mas sem cordas; uma primavera, mas sem flores; uma coroa de folhas, mas sem viço.
Cantos espontâneos do coração, vibrações doridas da lira interna que agitava um sonho, notas que o vento levou, – como
isso dou a lume essas harmonias.
São as páginas despedaçadas de um livro não lido...
E agora que despi a minha musa saudosa dos véus do mistério do meu amor e da minha solidão, agora que ela vai seminua
e tímida por entre vós, derramar em vossas almas os últimos perfumes de seu coração, ó meus amigos, recebei-a no peito,
e amai-a como o consolo que foi de uma alma esperançosa, que depunha fé na poesia e no amor – esses dois raios luminosos
do coração de Deus.

AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos. In: Obra completa. Organização de Alexei Bueno. Rio de Janeiro: Nova
Aguilar, 2000. p. 120.

10. No prefácio, a cena enunciativa coloca o autor e o leitor em um mesmo tempo e espaço. Quais elementos linguísticos
contribuem para esse efeito no diálogo?
a) As vozes em terceira pessoa e a palavra “primavera”.
b) Os enunciados negativos e o termo “lira”.
c) As orações adversativas e o substantivo “poeta”.
d) Os argumentos explicativos e o adjetivo “pobre”.
e) As frases imperativas e o advérbio “agora”.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


O som da época

Luís Fernando Veríssimo


21
Desconfio de que ainda nos lembraremos 2destes anos como 5a época em que vivemos com o acompanhamento dos
alarmes de carro. Os alarmes de carro são a trilha sonora do nosso tempo8: o som da paranoia justificada.
O alarme é o grito da nossa propriedade de que alguém está querendo tirá-la de nós. É o som 15mais desesperado que um
ser humano pode produzir – a palavra “socorro!” –, mecanizado, padronizado e a todo volume. É 10“socorro!” acrescentado
ao vocabulário das coisas, como a buzina, a campainha, a música de elevador, o 11“ping” que 22avisa que o assado está
pronto e todos os “pings” do computador. Também é um som típico porque tenta compensar a carência mais típica 3da
época9, a de segurança. 7Os carros pedem socorro porque a sua defesa natural 12– polícia por perto, boas fechaduras ou
respeito de todo o mundo pelo que é dos outros – não funciona 16mais. 17Só 6lhes resta gritar.
Também é o som da época porque é o som da intimidação. Sua função principal é espantar e substituir todas as outras
formas de dissuasão pelo simples terror do barulho. O som da época em que 1os decibéis substituíram a razão.
Como os ouvidos são13, de todos os canais dos sentidos, os mais difíceis de proteger, foram os escolhidos pela
insensibilidade moderna para atacar nosso cérebro e apressar nossa imbecilização. Pois são tempos literalmente do barulho.
O alarme contra roubo de carro também é próprio da época porque, 18frequentemente, não funciona. 14Ou funciona quando
não deve. 23Ouvem-se tantos alarmes a qualquer hora do dia ou da noite porque, 19talvez influenciados pela paranoia
generalizada, eles disparam sozinhos. 24Basta alguém se aproximar do carro com uma cara suspeita e eles começam a berrar.
20
Decididamente, o som 4do nosso tempo.

VERISSIMO, Luís Fernando. O som da época. Jornal Zero Hora, Porto Alegre, 29 set. 2011.

59
11. Assinale a única alternativa correta em relação ao emprego de advérbios no texto.
a) O advérbio “mais” (ref. 15 e 16) expressa a mesma circunstância nas duas ocorrências no texto.
b) Com o emprego do advérbio “Só” (ref. 17), o autor manifesta o sentido de insuficiência, isto é, o ato de gritar é
considerado o mínimo que alguém pode fazer diante da violação de seu patrimônio.
c) O advérbio de tempo “frequentemente” (ref. 18), embora seja sintaticamente acessório, desempenha um papel importante
no texto, porque relativiza a afirmação de que o alarme contra roubo de carro não funciona.
d) O advérbio “talvez” (ref. 19), por meio do qual o autor faz uma afirmação não categórica, poderia ser posicionado no
final da frase em que se encontra, sem acarretar mudança de sentido.
e) O advérbio “Decididamente” (ref. 20), que poderia ser substituído por “De fato” ou “Definitivamente”, exprime um
menor grau de certeza.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Filme-enigma de Christopher Nolan gera discussões sobre significado e citações ocultas ou óbvias em sua trama
onírica

Certa vez o sábio taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta. Ao acordar, entretanto, ele não sabia mais se
era um homem que sonhara ser uma borboleta ou uma borboleta que agora sonhava ser um homem.
Será que Dom Cobb está sonhando? Será que a vida real é esta mesma ou somos nós que sonhamos?
Alguns podem ir ao cinema para assistir "A Origem", de Christopher Nolan ("Batman - O Cavaleiro das Trevas")
e achar tão chato que vão sonhar de verdade, dormindo na fase de sono REM.
Mas outros estão sonhando acordados. Em blogs, sites e grupos de discussão, os já fanáticos pelo filme de Nolan
apontam referências (de mitologia grega), veem citações (de "Lost"), tecem teorias malucas e conspiratórias (o sonho dentro
do sonho).
Alguns acusam o diretor de copiar filmes os mais variados, de "Blade Runner" (1982) a "eXistenZ" (1999), de se
inspirar em "2001 - Uma Odisseia no Espaço" (1968) e até de roubar a ideia de um quadrinho do Tio Patinhas de 2002.
O fato é que Nolan acertou o alvo. E ele sabia do potencial "nerdístico" de seu filme. Tanto é que cogitou mudar a
canção que toca no filme todo, "Non, Je Ne Regrette Rien", com Edith Piaf, porque uma das atrizes escaladas, Marion
Cotillard, havia vivido a cantora francesa em um filme de 2007.
(...)
Além da música, uma boa diversão de "A Origem" é identificar os objetos impossíveis deixados por Nolan ao longo
do filme. A escada de Penrose, criada pelo psiquiatra britânico Lionel Penrose, aparece diversas vezes na tela - e também
inspirou o quadro que tenta explicar facetas do longa.
Melhor ir ver o filme e não pensar em escadas... No que você está pensando agora?

([Link]

12. Em “O fato é que Nolan acertou o alvo”, o “que” exerce a função de


a) conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva.
b) pronome relativo, pois introduz uma oração subordinada adjetiva.
c) partícula expletiva, pois, tendo apenas o objetivo de realçar uma ideia, não exerce função sintática.
d) advérbio de intensidade, pois atribui uma circunstância ao verbo “acertar”.
e) preposição, pois relaciona o verbo “ser” à oração subordinada substantiva.

60
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
CAPÍTULO CII - DE CASADA

Imagina um relógio que só tivesse pêndulo, sem mostrador, de maneira que não se vissem as horas escritas. O pêndulo iria
de um lado para outro, mas nenhum sinal externo mostraria a marcha do tempo. Tal foi aquela semana da Tijuca.
5
De quando em quando, 1tornávamos ao passado e 2divertíamo-nos em relembrar as nossas tristezas e calamidades, mas
isso mesmo era um modo de não sairmos de nós. Assim 6vivemos novamente a nossa longa espera de namorados, os anos
da adolescência, a denúncia 3que está nos primeiros capítulos, e ríamos de José Dias 4que conspirou a nossa desunião, e
acabou festejando o nosso consórcio.
Machado de Assis, Dom Casmurro

13. "Imagina um relógio que só tivesse pêndulo, sem mostrador, de maneira que não se vissem as horas escritas. O pêndulo
iria de um lado para outro, mas nenhum sinal externo mostraria a marcha do tempo. Tal foi aquela semana da Tijuca."

Considerado o parágrafo transcrito, é CORRETO afirmar:


a) A forma verbal no imperativo indica que o narrador se dirige ao leitor tratando-o por "vós".
b) A expressão "de maneira que" expressa, no contexto, ideia de finalidade.
c) Em "de maneira que não se vissem as horas escritas", se o verbo " ver" fosse substituído por "poder ver", a correção
gramatical exigiria a forma "pudesse ver".
d) Se o segundo período fosse iniciado com "Nenhum sinal externo", para que se mantivesse o sentido original, a conjunção
a ser empregada seria "porém".
e) Em "TAL foi aquela semana da Tijuca", o termo destacado é um advérbio.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


TEXTO
5
As pessoas que falam uma língua estrangeira sem sotaque são geralmente as que aprenderam o idioma estrangeiro na
infância, juntamente com a língua materna. Nesses 1verdadeiros bilíngues, de alto desempenho, a mesma região do cérebro
que produz a fala é compartilhada pela representação dos dois idiomas, 2enquanto nas pessoas que aprendem a segunda
língua, na vida adulta, duas regiões vizinhas, separadas, cuidam cada uma de um idioma. A representação conjunta 4talvez
explique a maior facilidade dos bilíngues verdadeiros em transitar 6entre os dois idiomas, 3já que as mesmas redes neurais
de associação devem ser acionadas por um idioma e outro.
Adaptado de Suzana Herculano-Houzel

14. Assinale a alternativa CORRETA.


a) "enquanto" (ref. 2) denota temporalidade e pode ser substituído, sem alteração do sentido original do texto, por "sempre
que".
b) "já que" (ref. 3) apresenta o mesmo valor semântico observado na expressão destacada em "Ele sairá cedo, PARA QUE
possa voltar depois".
c) Considerando a correção gramatical, o uso do advérbio "talvez" (ref. 4) implica o uso do modo verbal subjuntivo
("explique").
d) Em "As pessoas que falam" (ref. 5), o "que" exerce a mesma função e expressa o mesmo valor que em "Eu sei QUE você
conhece".
e) É possível alterar, sem prejuízo do sentido original do texto, "entre" (ref. 6) por "dentre", uma vez que as preposições
denotam o mesmo sentido.

61
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
UE REABRE PARCIALMENTE IMPORTAÇÃO DE FRANGO DA CHINA

Ao mesmo tempo em que retarda qualquer decisão que possibilite aos EUA retomar suas exportações de carne de
frango para o bloco (o argumento é o de que os norte-americanos desinfetam suas carcaças com cloro), a União Europeia
reabre - embora parcialmente - suas portas à carne de frango de origem chinesa.
A reabertura atenua um embargo de ordem sanitária mantido sobre todos os produtos da avicultura chinesa há
quatro anos e que foi declarado logo após a China ter anunciado, oficialmente, os primeiros casos de
Influenza Aviária no país.
A atenuação do embargo não envolve carnes avícolas e ovos in natura, apenas produtos tratados a uma temperatura
mínima de 70 °C, considerada suficiente para inativar algum vírus da Influenza Aviária eventualmente presente no produto.
Além disso, está restrito apenas à província de Shandong e, assim, exclui outras 29 províncias chinesas, sobre as quais
prevalece o embargo total.
Ainda que duplamente parcial, essa reabertura não deve ser menosprezada - avaliam analistas europeus. Primeiro,
porque a província de Shandong é a principal região avícola chinesa, tendo sido responsável (2006) por 10% de toda a carne
de frango produzida pela China. Segundo, porque imediatamente após os primeiros embargos as empresas locais passaram
a investir com ênfase no pós-processamento (frango cozido) e hoje têm uma capacidade de atendimento bem maior que há
quatro ou cinco anos atrás. E isso, completam, deve acelerar o ritmo de expansão das exportações chinesas.

Autor: Redação A visite. Fonte: [Link]


Disponível em 15/09/2008

15. Os pronomes, os advérbios, os numerais e as conjunções são recursos linguísticos que atribuem coesão ao texto, ou
seja, estabelecem relações de sentido entre as unidades textuais. A esse respeito, assinale a alternativa que apresenta uma
informação INADEQUADA.
a) A expressão "ainda que" (40. parágrafo) indica a ideia de concordância. Por meio dela, o autor confirma a importância
do embargo.
b) No enunciado "... essa reabertura não deve ser menosprezada", o pronome "essa" retoma a ideia da reabertura das
negociações entre União Europeia e China, apresentada nos primeiros parágrafos do texto.
c) Em "a União Europeia reabre - embora parcialmente - suas portas à carne de frango de origem chinesa", o conectivo
"embora" pode ser substituído por "todavia", sem prejuízo do sentido da oração.
d) O pronome "isso", na última frase do texto, refere-se ao investimento em pós-processamento realizado pelas empresas
locais.
e) A expressão "ao mesmo tempo em que" (10. parágrafo) indica a ideia de simultaneidade.

62
M
A
T
E
M
Á
T
I
C
A
CURSO ADSUMUS – Turma Master QOAM 2018 – Matemática – mar e abr/2018

Profº César Loyola

1º Lista de Exercícios

1) (QOAM – 2017) Ao simplificar a expressão , encontra-se:


a)
b)
c)
d)
e)

2) (QOAM – 2017) Assinale a opção que apresenta a equação da reta r, que passa pelo ponto
P(2 , -3) e é perpendicular à reta s, cuja equação é 3x – 4y + 7 = 0.
a) x + 7y + 19 = 0
b) 4x + 3y + 1 = 0
c) 2x – y – 7 = 0
d) 3x + y – 3 = 0
e) 4x + y – 5 = 0

3) (QOAM – 2017) Observe a sequência construída sobre a sigla MB da Marinha do Brasil a


seguir.

Continuando com esse padrão, pode-se afirmar que o número 2017 estará apenas na seguinte
posição:

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4) (QOAM – 2017) Considere o conjunto dos números naturais Considere,

ainda, que
Se o símbolo # representa a quantidade de elementos de um conjunto, é correto afirmar que:
a)
b)
c)
d)
e)

5) (QOAM – 2017) Um poliedro convexo possui apenas faces hexagonais e pentagonais, 60


arestas e 40 vértices. Quantas faces pentagonais possui esse poliedro?
a) 16
b) 15
c) 14
d) 13
e) 12

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6) (QOAM – 2017) Uma senhora teve que trocar sua senha a pedido do programa de segurança
do seu banco. Ao tentar usar a nova senha, constata que não se recorda da ordem exata dos
algarismos que a compõem. Ela sabe que a nova senha é composta por seis algarismos e que a
centena 355 e a dezena 17 ocupam alguma posição na senha. Lembra também que, além desses
cinco algarismos, a senha tem um outro que é par. Ela dispõe de três tentativas diárias para
digitar a senha no caixa eletrônico, sendo que, se errar a terceira, bloqueia o cartão. A senhora
lista as senhas possíveis e, diariamente, fará todas as tentativas que puder, sem bloquear o
cartão, até descobrir a senha. Em quantos dias, no máximo, ela descobrirá a senha?
a) 10
b) 15
c) 21
d) 27
e) 30

7) (QOAM – 2017) Analise a figura a seguir.

A figura acima representa um cubo de aresta 1 m. O ponto I é médio do segmento HB. Sendo
assim, é correto afirmar que o valor do seno do ângulo AIB é:

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8) (QOAM – 2017) Uma sala de um teatro foi construída com 30 fileiras. A primeira fileira tem 25
cadeiras; a segunda, 27 cadeiras; a terceira, 29 cadeiras e assim por diante, até a 30ª fileira. Uma
peça será encenada nessa sala para arrecadar fundos para uma entidade filantrópica. Nesta
apresentação, cada cadeira será vendida por R$ 10,00, sem exceção. Qual será o valor máximo
possível de ser arrecadado nessa apresentação?
a) R$ 16.200,00
b) R$ 12.450,00
c) R$ 9.600,00
d) R$ 6.080,00
e) R$ 2.400,00

9) (QOAM – 2017) Uma secretária ficou encarregada de buscar na internet alguns detalhes sobre
uma empresa, mas não anotou o nome dessa empresa, por isso terá um pouco mais de trabalho
para realizar a tarefa. Sendo assim, essa secretária elaborou a seguinte lista com aquilo que
lembrava sobre o nome da empresa:

✓ é uma sigla com cinco letras: três vogais e duas consoantes;


✓ as consoantes, que são distintas, pertencem ao conjunto ;e
✓ as três vogais são iguais.

Quantas siglas diferentes existem nessas condições?


a) 2520
b) 1200
c) 600
d) 120
e) 60

10) (QOAM – 2017) Destacando-se os centros de cada face de um cubo e ligando-os por
segmentos de retas, exceto os centros de faces opostas, constrói-se um poliedro regular. A
expressão F + A indica a soma do total de faces F e das arestas A do poliedro formado segundo
as características apresentadas. Sendo assim, é correto afirmar que F + A é igual a:
a) 10
b) 12
c) 18
d) 20
e) 42

GABARITO – 1º Lista de Exercícios

1–e 2–b 3–a 4–a 5–e 6–b 7–c 8–a 9–b 10 – d.

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2º Lista de Exercícios

1) (QOAM – 2017) São dados o ângulo , em radianos, e o número inteiro


, de modo que a expressão assume o maior valor possível.
Sendo assim, é correto afirmar que o valor de E será:

2) (QOAM – 2017) Considere a reta no plano cartesiano determinada pelos pontos A(3 , 2) e B(5 ,
1). Sendo assim, é correto afirmar que seu coeficiente angular é igual a:

3) (QOAM – 2017) Analise a figura a seguir.

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Considere que no triângulo ABC acima, as medidas dos três lados são iguais, D é ponto médio
de BC, DE é perpendicular a AC, EF é perpendicular a AB, e BF mede 6 unidades de
comprimento. Sendo assim, é correto afirmar que o perímetro do triângulo ABC, nas mesmas
unidades de comprimento, mede:

4) (QOAM – 2017) Considere a progressão geométrica ( ; ; ; )


Sendo assim, é correto afirmar que o sétimo termo da sequência vale:

5) (QOAM – 2017) Assinale a opção que apresenta o valor simplificado da expressão

.
a) 1
b) 3/2
c) 2
d) 4/3
e) 6/5

6) Sejam A e B conjuntos não vazios tais que n(A – B) = 6, n(A) = k – 2 e n(B) = k, logo o total de
subconjuntos não vazios de B – A é igual a:
8
1
  1
a)  2 
b) 28  1
c) 28  k  1
d) 2k 6  1
e) 26 k  1

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7) Três números positivos, cuja soma é 30, estão em progressão aritmética. Somando-se,
respectivamente, 4, - 4 e – 9 ao primeiro, segundo e terceiro termos dessa progressão aritmética,
obtemos três números em progressão geométrica. Então, um dos termos da progressão
aritmética é:
a) 9
b) 11
c) 12
d) 13
e) 15

8) Considere os números obtidos do número 12.345, efetuando-se todas as permutações de seus


algarismos. Colocando esses números em ordem crescente, qual o lugar ocupado pelo número
43.521?
a) 70º
b) 76º
c) 80º
d) 86º
e) 90º

9) A figura abaixo mostra um cilindro reto inscrito em um cone: a base inferior do cilindro está
sobre a base do cone, e a circunferência da base superior do cilindro está sobre a superfície
lateral do cone. Sabe-se que a altura do cilindro é a metade da altura do cone e que o volume do
cilindro é de 150 cm³. O volume do cone é:

a) 400 cm³
b) 360 cm³
c) 300 cm³
d) 240 cm³
e) 200 cm³

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10) Determine a abscissa do ponto P(a , - 2), sabendo que ele é equidistante dos pontos A(- 2 , 0) e B(8 , 5).
7
a)
4
9
b)
4
17
c)
4
21
d)
4
23
e)
4

GABARITO – 2º Lista de Exercícios

1–c 2–b 3–e 4–d 5–b 6–a 7–c 8–e 9–a 10 – d.

3º Lista de Exercícios

1) Determine a soma das medidas dos ângulos internos de todas as faces de um poliedro
convexo e fechado que tem 10 faces triangulares e 2 faces quadrangulares.
a) 1980º
b) 2142º
c) 2240º
d) 2440º
e) 2520º

2) Se a reta de equação  3k  k 2  x  y  k 2  k  2  0 passa pela origem e é perpendicular à reta


de equação x  4 y 1  0 , o valor de k 2  2 é:
a) -2
b) 2
c) -3
d) 3
e) 1

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2m 11m 9m 207m 3165
3) Resolva a equação    ...   .
7 14 7 14 14
a) m = 0
b) m = 1
c) m = 2
d) m = 3
e) m = 4

4) Listando os anagramas da palavra LIVRO em ordem alfabética, qual a posição correspondente


ao anagrama LROIV?
a) 37º posição
b) 38º posição
c) 39º posição
d) 40º posição
e) 41º posição

w   .w2 n
3 n 1

 
0,75
5) Sabendo que w 3 8
, qual o valor de ?
w3 : w2 n
a) 33 2

2
b) 3
c) 32 2

3
d) 3
e) 3

6) Dados os conjuntos A   x  Z 1  x  17 , B={x  N x é ímpar} e C   x  9  x  18 ,


determine a soma dos elementos que formam o conjunto  A  B   C .
a) 12
b) 13
c) 15
d) 16
e) 18

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sec ² x  1
7) Escrevendo a expressão em função de A, com [Link]  A , obtemos:
1  cot g ² x
a) A
1
b)
A
c) 2A
d) A²
e) A

8) Em uma progressão aritmética cujo primeiro termo é 1,87 e a razão é 0,004 , temos que a
soma dos seus dez primeiros é igual a:
a) 18,88
b) 9,5644
c) 9,5674
d) 18,9
e) 18,99

99  16 
9) O valor de cos  tg    é:
4  3 
3 2
a)
2
3 32 3
b)
6
3 2  2 3
c)
6
2 3
d) 
2
 2
e)   3  
 2 

10) Um aposentado realiza diariamente, de segunda a sexta-feira, estas cinco atividades:


• leva seu neto para a escola, às 13 horas;
• pedala 20 mintuos na bicicleta ergométrica;
• passeia com o cachorro da família;
• pega seu neto na escola, às 17 horas;
• rega as plantas do jardim de sua casa.
Cansado, porém, de fazer essas atividades na mesma ordem, ele resolveu realizá-las em uma

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ordem diferente. Nesse caso, o número de maneiras possíveis de ele realizar essas cinco
atividades, em ordem diferente, é:
a) 24
b) 60
c) 72
d) 110
e) 120

GABARITO – 3º Lista de Exercícios

1–e 2–d 3–b 4–c 5–a 6–c 7–d 8–a 9–e 10 – b.

4º Lista de Exercícios


1) O limite da soma sen²a  sen4a  ...  sen2na  ... , onde a  k  , k  Z , é:
2
a) cos ²a
b) [Link]² a
c) [Link]
d) tga
e) tg ²a

2) As medidas, em metros, do raio da base, da altura e da geratriz de um cone circular reto


formam, nessa ordem, uma progressão aritmética de razão 2 m. Calcule a área total desse cone
em metros quadrados.
a) 36
b) 42
c) 64
d) 84
e) 96

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3) Determine o nº de vértices de um poliedro convexo que tem 12 faces pentagonais, 30 faces
quadrangulares e 20 faces triangulares.
a) 48
b) 52
c) 56
d) 60
e) 64

25
4) A área de um triângulo é e seus vértices são (0 , 1), (2 , 4) e (-7 , k). Um possível valor de k
2
é:
a) 3
b) 2,5
c) 2
d) 4
e) 5

5) No diagrama, a parte hachurada representa:

a)
b)
c)
d)
e)

6) Numa plantação de eucaliptos, as árvores são atacadas por uma praga, semana após semana.
De acordo com observações feitas, uma árvore adoeceu na primeira semana; outras duas, na
segunda semana; mais quatro na terceira semana, e assim por diante, até que, na décima
semana, praticamente toda a plantação ficou doente, exceto sete árvores. Pode-se afirmar que o
número total de árvores dessa plantação é:
a) menor que 824
b) igual a 1030
c) maior que 1502
d) igual a 1024
e) igual a 1320

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 Am ,2  2Cn ,2  14
7) A soma dos valores de m e n, que são soluções do sistema  é:
Cm ,1  An ,2  11
a) 6
b) 7
c) 8
d) 5
e) 3

8) Calculando cos3x  cos x , obtemos:


a) 2.sen2 [Link]
b) [Link] 2 [Link] x
c) 2.sen2 [Link] x
d) [Link] 2 x
e) [Link] x.sen2 x

9) Sabendo que e , o valor de é igual a:

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10) Em um paralelogramo ABCD, os lados AB e AD medem, respectivamente, 4 cm e 7 cm, e 
é o ângulo agudo formado por esses lados. Se a diagonal maior mede 93 cm, então o ângulo 
é tal que:
a) tg  = 2
b) tg  = 1
1
c) cos  =
2
2
d) sen  =
2
3
e) cos  =
2

GABARITO – 4º Lista de Exercícios

1–e 2–e 3–d 4–a 5–c 6–b 7–c 8–a 9–c 10 – c.

5º Lista de Exercícios

1) Quantos números inteiros existem de 1.000 a 10.000 que não são divisíveis nem por 5 nem
por 7?
a) 5.980
b) 6.171
c) 6.782
d) 7.200
e) 7.546

2) Um cilindro de revolução é cortado por um plano paralelo ao eixo e a 3 cm desse eixo,


determinando uma secção retangular cuja área é igual à área da base do cilindro. Calcule o
volume desse cilindro sabendo que o raio da base é 5 cm.
125 2 3
a) cm
8
250 2 3
b) cm
8
625 2 3
c) cm
8

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225 2 3
d) cm
7
520 2 3
e) cm
7

3) Uma empresa tem n vendedores que, com exceção de dois deles, podem ser promovidos a
duas vagas de gerente de vendas. Se há 105 possibilidades de se efetuar essa promoção, então
o número n é igual a:
a) 10
b) 11
c) 13
d) 15
e) 17

4) Se os conjuntos A, B e E são tais que , , ,

, e , calcule (conjunto complementar de E em relação a A).


a) {1, 2}
b) {1, 3}
c) {2, 3}
d) {1, 3, 4}
e) {3, 4, 5}

5) Uma progressão aritmética (P.A.) e uma progressão geométrica (P.G.), cujos os termos são
inteiros, têm o mesmo primeiro termo e a mesma razão. Se o 5º termo da P.A. é 11 e a diferença
entre o 2º termo da P.G. e o 2º termo da P.A. é 1, então o 5º termo da P.G. é:
a) 243
b) 162
c) 95
d) 48
e) 32

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a.b 2 .  a 1.b 2  .  a.b 1 
4 2

quando a  103 e b  102 ?


a .b.  a .b  a .b 
6) Qual é o valor da expressão 3 2 1 1

a) 109
b) 101
c) 1
d) 10
e) 102

7) Deseja-se medir a distância entre duas cidades B e C sobre um mapa, sem escala. Sabe-se
que AB = 80 km e AC = 120 km, em que A é uma cidade conhecida , como mostra a figura.

Logo, a distância entre B e C, em quilômetros, é:


a) menor que 90.
b) maior que 90 e menor que 100.
c) maior que 100 e menor que 110.
d) maior que 110 e menor que 120.
e) maior que 120.

8) Considere a reta r, cuja equação é y = 3x. Se P0 é o ponto de r mais próximo do ponto Q(3 , 3)
e d é a distância de P0 a Q, então d 10 é igual a:
a) 3
b) 4
c) 5
d) 6
e) 7

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9) A área total da superfície de um cone circular reto, cujo raio da base mede R cm, é igual à
terça parte da área de um círculo de diâmetro igual ao perímetro da seção meridiana do cone. O
volume deste cone, em cm³, é igual a:
a)  R ³
b)  2 R³
c)  3R ³

d) R³
2

e) R³
3

10) Quantos radianos percorre o ponteiro dos minutos de um relógio em 50 minutos?

a)

b)

c)

d)

e)

GABARITO – 5º Lista de Exercícios

1–b 2–c 3–e 4–e 5–d 6–a 7–c 8–d 9–e 10 – b.

6º Lista de Exercícios

1) Dados os conjuntos A = {x }, com , e B = {x }, determine o


número de elementos de .
a) 3
b) 4
c) 5
d) 6
e) 7

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 17/29


  3 
2) A soma das soluções da equação sec²2x  2tg ²2x 1  0 , no intervalo  ,  , é:
2 2 
a) 
3
b)
2
c) 3
5
d)
2
e) 2

3) Num paralelepípedo reto-retângulo a área total mede 28 cm² e a diagonal 21 cm. A soma das
dimensões mede:
a) 7 cm
b) 8 cm
c) 9 cm
d) 10 cm
e) 12 cm

4) No projeto de uma sala de cinema, um arquiteto desenhou a planta sob a forma de um trapézio
isósceles com a tela sobre a base menor desse trapézio. As poltronas serão dispostas em 16
fileiras paralelas às bases do trapézio, tendo 20 poltronas na primeira fileira; a partir da segunda,
cada fileira terá 2 poltronas a mais que a fileira anterior. Calcule o número de poltronas desse
cinema.
a) 520
b) 560
c) 580
d) 600
e) 620

5) Quantos números de 7 dígitos, maiores que 6.000.000, podem ser formados com os
algarismos 0, 1, 3, 4, 6, 7 e 9, sem repeti-los?
a) 1.800
b) 720
c) 5.400
d) 5.040
e) 2.160

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 18/29


1
6) Se P é o ponto de interseção das retas de equações x  y  2  0 e x  y  3 , a área do
2
triângulo de vértices A(0 , 3), B(2 , 0) e P é:
1
a)
3
5
b)
3
8
c)
3
10
d)
3
20
e)
3

7) Uma PA e uma PG têm, ambas, o primeiro termo igual a 2. Sabe-se também que seus
terceiros termos são maiores que zero e iguais, e que o segundo termo da PA excede o segundo
termo da PG em 1. Qual é o terceiro termo das progressões?
a) 2
b) 4
c) 5
d) 6
e) 8

8) Seja a, b, x, y números naturais não nulos. Se a.b = 5, e , qual é


o algarismo das unidades do número ?

a) 2
b) 3
c) 5
d) 7
e) 8

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 19/29


9) Seja e onde A e B são subconjuntos de X, e
é o complementar de A em relação a X. Sendo assim, pode-se afirmar que o número máximo
de elementos de B é:
a) 7
b) 6
c) 5
d) 4
e) 3

tg   x   tg   x 
10) A expressão , obedecidas as condições de existência, é igual a:
tg  2  x   tg   x 
a) 1
b) – 1
c) 2
d) – 2
e) 0

GABARITO – 6º Lista de Exercícios

1–c 2–c 3–a 4–b 5–e 6–d 7–e 8–e 9–b 10 – a.

7º Lista de Exercícios

1) O coeficiente linear de uma reta que passa pelo ponto P(15 , 0) é n  5 3 . Determine a
inclinação  dessa reta.
a)   30º
b)   45º
c)   60º
d)   75º
e)   120º

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 20/29


2) Considere-se um quadrado de lado l. Com vértices nos pontos médios dos seus lados,
constrói-se um segundo quadrado. Com vértices nos pontos médios dos lados do segundo
quadrado, constrói-se um terceiro quadrado e assim por diante.
Com base nessa informação e no conhecimento de sequências, é correto afirmar que o limite da
soma dos perímetros dos quadrados construídos é igual a:

a) 8l 1  2 
b) 4l 1  2
c) 8l  2  2
d) 4l  2  2
e) 4l  2  2

3) Determine o nº de faces de um poliedro convexo que tem 2 ângulos triédricos, 6 ângulos


tetraédricos e 2 ângulos pentaédricos.
a) 8
b) 10
c) 12
d) 14
e) 16

4) Para preparar uma prova, um professor tem à sua disposição 20 questões. Se a prova deve
ser composta de 17 dessas questões, determine a quantidade de provas distintas que podem ser
preparadas.
a) 1064 provas
b) 1140 provas
c) 1186 provas
d) 1216 provas
e) 1298 provas

5) O valor de cos 72º  cos ²36º é idêntico ao de:


a) cos 36º
b)  cos ²36º
c) cos ²36º
d) sen²36º
e) sen²36º

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 21/29


6) A sequência de números reais a, b, c, d forma, nessa ordem, uma progressão aritmética cuja
soma dos termos é 110; a sequência de números reais a, b e f forma, nessa ordem, uma
progressão geométrica de razão 2. A soma 2d + f é igual a:
a) 96
b) 102
c) 120
d) 132
e) 142

7) Se , e , então é:
a)
b)
c)
d)
e)

x 1 x 1 x 1
8) Resolva a equação    ...  6 .
5 25 125
a) 15
b) 20
c) 25
d) 35
e) 37

9) Uma caixa-d’água tem, internamente, a forma de um cilindro equilátero de altura 3 m. Calcule a


capacidade dessa caixa em litros. (Adote:  = 3,14)
a) 20.086 litros
b) 21.195 litros
c) 22.008 litros
d) 22.672 litros
e) 23.056 litros

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 22/29


10)

Um barco está preso por uma corda (AC) ao cais, através de um mastro (AB) de comprimento 3
m, como mostra a figura. A distância, em m, da proa do barco até o cais (BC) é igual a:

GABARITO – 7º Lista de Exercícios

1–a 2–e 3–c 4–b 5–d 6–d 7–c 8–e 9–b 10 – a.

8º Lista de Exercícios

25
3
 16 16  3  
2 2

1) O valor da expressão  3   .  0,333...  1     é:


 27 9  4  

1
a) 3 
3
2
b) 3
3
c) 0
d) 1
e) – 1

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 23/29


2) O dono de uma loja precisa, com urgência, de vendedores para trabalhar de segunda a sábado
nas duas últimas semanas que antecedem o Natal. Aparecem três candidatos. Ele oferece R$
1,00 pelo primeiro dia de trabalho e, para os dias seguintes, o dobro do que eles recebem no dia
anterior. Dois candidatos consideram humilhante a proposta e recusam-na. O candidato que
conhece Matemática aceita a proposta. Então, ele receberá, pelos doze dias de trabalho, a
importância de:
a) R$ 240,00
b) R$ 4.095,00
c) R$ 3.400,00
d) R$ 5.095,00
e) R$ 1.095,00

3) Um paralelogramo tem lados que medem a e 2a e que formam, entre si, um ângulo de 30º. A
área desse paralelogramo é:
a) 2a²
b) 2a
c) a
d) a²
e) 3a²

4) Num debate entre candidatos a governador de certo estado compareceram 7 candidatos,


sendo 4 homens e 3 mulheres. A organização do evento resolveu que os candidatos ficariam lado
a lado, numa disposição não circular e que os homens não ficariam juntos um do outro e sim em
posição alternada com as mulheres. Para isso em cada um dos sete locais a serem ocupados
pelos candidatos, foi colocado o nome do seu respectivo ocupante. Nessas condições é correto
afirmar que o número de maneiras diferentes de esses candidatos serem arrumados em seus
respectivos locais no debate é de:
a) 121
b) 124
c) 136
d) 144
e) 169

5) Uma escola ofereceu a seus alunos da 1ª série do ensino médio, aulas de reforço em
matemática (M), física (F) e química (Q). O número de alunos matriculados consta na tabela a
seguir:

Quantos alunos não se inscreveram para química (Q)?

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 24/29


a) 40
b) 42
c) 45
d) 47
e) 49

6) A terra retirada na escavação de uma piscina semicircular de 6 m de raio e 1,25 m de


profundidade foi amontoada, na forma de um cone circular reto, sobre uma superfície horizontal
plana. Admita que a geratriz do cone faça um ângulo de 60º com a vertical e que a terra retirada
tenha volume 20% maior do que o volume da piscina. Nessas condições, a altura do cone, em
metros, é de:
a) 2,0
b) 2,8
c) 3,0
d) 3,8
e) 4,0

 19 
7) O coeficiente angular da reta que passa por A  2,  e B é m = 5. Determine o valor de k para
 2
que o ponto C  k , 2k  1 seja colinear aos pontos A e B.
1
a) k 
2
3
b) k
2
1
c) k
3
2
d) k
3
4
e) k
3

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 25/29


8) Sejam a, b, c três números estritamente positivos em progressão aritmética. Se a área do
triângulo ABC, cujos vértices são A(-a, 0), B(0, b) e C(c, 0), é igual a b, então o valor de b é:
a) 5
b) 4
c) 3
d) 2
e) 1

1
9) Se senx  cos x  , o valor de [Link] x é igual a:
3
4
a) 
9
1
b) 
3
2
c)
9
4
d)
9
5
e)
9

10) Um ponto P tem abscissa positiva e pertence à reta r: x – y + 1 = 0. Esse ponto está a uma
distância de 4 unidades da reta s: 3x + 4y + 2 = 0. A soma de suas coordenadas é igual a:
a) 3
b) 5
c) 7
d) 9
e) 1

GABARITO – 8º Lista de Exercícios

1–c 2–b 3–d 4–d 5–e 6–c 7–a 8–e 9–a 10 – b.

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 26/29


9º Lista de Exercícios

1) O valor da expressão , para a = 36 e b = c = 12, é igual


a:
a) 0
b) 1
c) 2
d) 3
e) 4

2) Considere todos os anagramas e palavra FORTAL. Supondo que cada anagrama seja uma
palavra, então, colocando todas as palavras obtidas em ordem alfabética, a que ocupará a 244ª
posição é:
a) ATLORF
b) FALTOR
c) LAFRTO
d) LAFROT
e) LFAORT

3) Um cilindro circular reto está inscrito em um prisma quadrangular regular de área lateral 160
cm² e volume 160 cm³. Calcule a área lateral do cilindro.
a) 32 cm²
b) 40 cm²
c) 46 cm²
d) 52 cm²
e) 58 cm²

4) Quantos anagramas com 4 letras distintas podemos formar com as 10 primeiras letras do
alfabeto e que contenham 2 das letras a, b e c?
a) 1.692
b) 1.572
c) 1.520
d) 1.512
e) 1.392

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5) Um ponto P, interno a um ângulo cuja medida é 45º, dista 2 cm de um dos lados do ângulo e 4
cm do vértice do ângulo. Qual é a distância desse ponto ao outro lado do ângulo?

a) 6  2 m 
b)  6 2m
c)  5 2m
d)  5 2m
e)  5 3 m

6) Em uma Progressão Aritmética com 6 termos, temos que a soma de seus termos é igual a 102
e seu último termo é 27. Com base nessas informações, a razão dessa progressão é:
a) 3
b) 5
c) 11
d) 4
e) 7

7) Dado o diagrama seguinte, determine o conjunto complementar .

a) {9, 11}
b) {4, 9, 11}
c) {5, 9, 11}
d) {1, 2, 3, 8, 9, 11}
e) {1, 2, 3, 6, 7, 8, 9, 11}

Matemática – Prof. César Loyola curso adsumus 28/29


8) Dada a Progressão Geométrica  
3, 3 3, 6 3,... , qual o valor de a6 .a12 ?
a) 9
b) 3
1
c) 3 3

3
3
d)
3
3
3
e)
9

9) Obtenha a equação da reta que passa pelo ponto T(-1 , -1) e forma um ângulo de 45º com a reta de
equação y = - x + 1.
a) x + y – 1 = 0
b) x + y + 1 = 0
c) x – y – 1 = 0
d) y = 1
e) y = - 1

10) A expressão sen7 x  2sen3x  senx , transformada em produto, é:


a) 4cos ²2 x.sen3x
b) 4cos ²2 x.sen2 x
c) 2sen²2 x.cos3x
d) 2sen²2 [Link] 2 x
e) n.d.a

GABARITO – 9º Lista de Exercícios

1–b 2–c 3–b 4–d 5–a 6–d 7–e 8–e 9–e 10 – a.

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G
E
O
G
R
A
F
I
A
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01. Com base no mapa ao lado e nos conhecimentos sobre regionalização mundial, analise as afirmativas a
seguir: ROTAS DO LIXO ELETRÔNICO
Caminhos comprovados e suspeitos revelam migração do e-lixo
I. A distribuição das rotas conhecidas de lixo eletrônico
indica que América do Sul e África são os destinos
preferenciais do lixo eletrônico gerado pela Tríade.
II. A velocidade do consumo e do descarte de aparelhos
eletrônicos tornam o acúmulo desse tipo de resíduo
duplamente grave nos países do Terceiro Mundo.
III. A distribuição das fontes e destinos do lixo eletrônico
reforça o caráter desigual das relações políticas e
econômicas entre a Tríade e os países do Sul.
(Adaptado. Disponível em:
IV. A localização dos destinos conhecidos do lixo eletrô- <[Link]
nico indica o risco de que grande parte da humani- [Link]>. Acesso em: 24 abr. 2009.)
dade sofra os efeitos nocivos desses resíduos.
Assinale a alternativa correta.
(A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
(B) Somente as afirmativas I e III são corretas.
(C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
(D) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.
(E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

02. Em qual Reunião de Cúpula dos BRICS, a África do Sul entra para o grupo, até então conhecido como
BRIC, elevando o seu padrão de representatividade geográfica?
(A) Ekaterimburgo.
(B) Brasília.
(C) Nova Délhi.
(D) Sanya.
(E) Durban.

03. Primavera Árabe, como é conhecida mundialmente, foi uma onda revolucionária
de manifestações e protestos que ocorreram no Oriente Médio e no Norte da África a partir de 2010. En-
quanto alguns governos se anteciparam às demandas, o que permitiu a retomada da estabilidade, outros ten-
taram resistir a estes fluxos com atitudes de repressão, obtendo resultados variados.
Qual dos Estados abaixo abafaram politicamente as pressões, havendo transição sem quebra institucional?
(A) Iêmen.
(B) Líbia.
(C) Jordânia.
(D) Marrocos.
(E) Arábia Saudita.

04. A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) consolidou-se institucionalmente com o tratado firmada
em maio de 2008, durante a cúpula dos doze Estados sul-americanos em Brasília. Sobre a Unasul, assinale a
única opção CORRETA.
(A) sua criação possibilitou a intervenção dos países membros na crise interna do Paraguai de 2012.
(B) suas decisões são tomadas por maioria simples dos Estados-membros.
(C) pretende se tornar uma Aliança Militar até 2022.
(D) é estruturada com três órgãos principais: o Conselho de Chefes de Estado, o Conselho de Ministros de
Relações Exteriores e o Conselho de Ministros da Defesa.
(E) em termos econômicos pretende promover a integração produtiva, energética e da infraestrutura.

05. Leia os textos a seguir:


Texto 1 - “(...) A crescente importância das migrações internacionais no contexto da globalização tem sido
objeto de um número expressivo de contribuições importantes, de caráter teórico e empírico, que atestam
para sua diversidade, seus significados e suas implicações. Parte significativa desse arsenal de contribuições

Módulo 2 1 Turma Máster 2018


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se volta à reflexão das grandes transformações econômicas, sociais, políticas, demográficas e culturais em
andamento no âmbito internacional, especialmente a partir dos anos 1980. Como eixo de reflexão, situam-se
as mudanças advindas do processo de reestruturação da produção, o que implica novas modalidades de mo-
bilidade do capital e da população em diferentes partes do mundo.
O debate evidencia posturas ideológicas e visões de mundo que se confrontam na tentativa de enfrentamento
das contradições e crise da ordem capitalista hegemônica na atual etapa de desenvolvimento sustentável,
modelo hoje institucionalizado, que, depois do fim da guerra fria e da expansão da etapa de flexibilização de
acumulação de capital, alinha os países desenvolvidos e em desenvolvimento, colocando em xeque as possi-
bilidades daqueles que não pertencem ao banquete dos ricos, industrializados, desenvolvidos e feli-
zes versus os pobres, sempre em desenvolvimento dificilmente completado, cuja dinâmica gerou os novos
contornos da pobreza e exclusão, novos pequenos "oásis" internos de dinamismo econômico e novos limites
para a ação de políticas de welfare state e de proteção social.
As novas modalidades migratórias demandam, no cenário da globalização, a necessidade de reavaliação dos
paradigmas para o conhecimento e o entendimento das migrações internacionais no mundo, e a incorporação
de novas dimensões explicativas torna-se imprescindível, assim como a própria definição do fenômeno mi-
gratório deve ser revista.
(...) Acontecimentos como o 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e sua estratégia militar preventiva
iniciada com a guerra do Iraque, os conflitos no Oriente Médio, as tensões entre comunidades de imigrantes
muçulmanos na Europa, entre outras manifestações das contradições e dos conflitos que permeiam a vida
coletiva neste início de século, reforçam também as dimensões de racismo e xenofobia. Vemos uma "explo-
são" de movimentos dos emigrados pelo mundo; as manifestações recentes na França nos ensinaram que a
segunda geração de imigrantes muçulmanos não se considera e não é considerada francesa; os imigrantes,
nos Estados Unidos, se organizam em movimentos contra a proposta lei de imigração em discussão no Con-
gresso americano e promovem a gigantesca manifestação vista no último 1º de maio. Enfim, a questão mi-
gratória internacional "explodiu" e sua governabilidade necessariamente passa agora pelos movimentos so-
ciais. (...)
Fonte: PATARRA, N. L. Migrações internacionais: teorias, políticas e movimentos sociais. In: Scielo, Estud. av. vol.20 no.57 São
Paulo May/Aug. 2006. [Link] DOSSIÊ MIGRAÇÃO. Acessado em 04/06/2017

Texto 2 - Considerando a relevância da mobilidade da população no âmbito internacional na atualidade, suas


causas e consequências, “(...) A crescente importância das migrações internacionais no contexto da globali-
zação tem sido objeto de um número expressivo de contribuições importantes, de caráter teórico e empírico,
que atestam para sua diversidade, seus significados e suas implicações. Parte significativa desse arsenal de
contribuições se volta à reflexão das grandes transformações econômicas, sociais, políticas, demográficas e
culturais em andamento no âmbito internacional, especialmente a partir dos anos 1980. Como eixo de refle-
xão, situam-se as mudanças advindas do processo de reestruturação da produção, o que implica novas moda-
lidades de mobilidade do capital e da população em diferentes partes do mundo.
O debate evidencia posturas ideológicas e visões de mundo que se confrontam na tentativa de enfrentamento
das contradições e crise da ordem capitalista hegemônica na atual etapa de desenvolvimento sustentável,
modelo hoje institucionalizado, que, depois do fim da guerra fria e da expansão da etapa de flexibilização de
acumulação de capital, alinha os países desenvolvidos e em desenvolvimento, colocando em xeque as possi-
bilidades daqueles que não pertencem ao banquete dos ricos, industrializados, desenvolvidos e feli-
zes versus os pobres, sempre em desenvolvimento dificilmente completado, cuja dinâmica gerou os novos
contornos da pobreza e exclusão, novos pequenos "oásis" internos de dinamismo econômico e novos limites
para a ação de políticas de welfare state e de proteção social.
As novas modalidades migratórias demandam, no cenário da globalização, a necessidade de reavaliação dos
paradigmas para o conhecimento e o entendimento das migrações internacionais no mundo, e a incorporação
de novas dimensões explicativas torna-se imprescindível, assim como a própria definição do fenômeno mi-
gratório deve ser revista.
(...) Acontecimentos como o 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e sua estratégia militar preventiva
iniciada com a guerra do Iraque, os conflitos no Oriente Médio, as tensões entre comunidades de imigrantes
muçulmanos na Europa, entre outras manifestações das contradições e dos conflitos que permeiam a vida
coletiva neste início de século, reforçam também as dimensões de racismo e xenofobia. Vemos uma "explo-
são" de movimentos dos emigrados pelo mundo; as manifestações recentes na França nos ensinaram que a
segunda geração de imigrantes muçulmanos não se considera e não é considerada francesa; os imigrantes,
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nos Estados Unidos, se organizam em movimentos contra a proposta lei de imigração em discussão no Con-
gresso americano e promovem a gigantesca manifestação vista no último 1º de maio. Enfim, a questão mi-
gratória internacional "explodiu" e sua governabilidade necessariamente passa agora pelos movimentos so-
ciais. (...)
Fonte: PATARRA, N. L. Migrações internacionais: teorias, políticas e movimentos sociais. In: Scielo, Estud. av. vol.20 no.57 São
Paulo May/Aug. 2006. [Link] DOSSIÊ MIGRAÇÃO. Acessado em 04/06/2017

Considerando a relevância da mobilidade da população no âmbito internacional na atualidade, suas causas e


consequências, assinale a afirmativa que melhor descreve uma conseqüência ou causa de migrações interna-
cionais.
(A) A diversidade cultural pode ser importante vantagem econômica. Cidades como Londres ou Nova Ior-
que, que possuem cerca de um terço de suas populações nascidas no exterior, se aproveitam desta diver-
sidade trazendo-a para os processos produtivos ali desenvolvidos, fortalecendo a posição de cidades
globais.
(B) Os países onde os migrantes internacionais, em 2010, tinham o maior peso na população total são os
Estados Unidos e a Alemanha. Não por acaso, a concentração de migrantes ocorre nos países mais ricos,
indicando o peso do fator econômico na explicação das migrações.
(C) Quando se considera apenas a migração dos refugiados, a sua distribuição no mundo é diferente. Do
estoque total de migrantes, os refugiados respondiam por pequena participação no total no final da pri-
meira década do século XXI. Desta população, 86% viviam em países desenvolvidos, especialmente na
Europa e Estados Unidos.
(D) Em 2010 existiam 213,9 milhões de pessoas (3,1% da população mundial) vivendo fora de seu país na-
tal, um incremento de 58 milhões desde 1990. As causas das migrações internacionais foram as instabi-
lidades políticas no período pós Guerra Fria, como os conflitos nos Bálcãs e inter-étnicos na África,
promovendo grandes deslocamentos para a Europa desenvolvida e para os Estados Unidos, sendo res-
ponsáveis por mais de 75% desses deslocamentos.
(E) Com relação a emigração de brasileiros nas últimas três décadas, o IBGE confirma os EUA como prin-
cipal país receptor de migrantes brasileiros, o Japão aparece com destaque no levantamento do IBGE,
inclusive com mais brasileiros do que a Europa, em seu conjunto. Ultimamente os nossos emigrados
enviaram em média por ano quantias superiores a US$ 5 bilhões.

06. Leia o texto a seguir.


Empresas como o Google têm em seus quadros, na Califórnia, trabalhadores de toda a parte do mundo e
reconhece a diversidade como um valor e uma vantagem competitiva:
“Os nossos produtos e ferramentas servem a um público globalmente e culturalmente diverso. Então, é uma
vantagem estratégica ter em nossa equipe não somente os melhores talentos do mundo, mas também um
reflexo da diversidade de nossos consumidores, usuários e patrocinadores. É imperativo que nós empre-
guemos pessoas com perspectivas e ideias divergentes, com uma variada origem cultural e contextual. A
filosofia da empresa não pode ser apenas assegurar nosso acesso aos mais recompensados empregados. Isto
tem que levar aos melhores produtos e criar equipes mais engajadas e interessadas.”
(Eric Schmidt, Chairman e CEO da Google. GOOGLE, 2009).
A empresa tem escritórios em 30 países, que cuidam não somente da venda, mas também do desenvolvi-
mento de produtos, de modo a se aproveitar dos melhores talentos de cada lugar e ao mesmo tempo incor-
porar as especificidades locais de cada cultura. É uma forma de produção em rede, relacionada a uma nova
divisão internacional do trabalho.
Os parágrafos anteriores destacam algumas características do atual estágio da globalização, que tem recon-
figurado a Divisão Internacional do Trabalho.
Considerando o atual estágio do capitalismo, considere as afirmativas a seguir e indique aquela que descre-
ve corretamente a atual etapa da Divisão Internacional do Trabalho.
(A) Como destacado no enunciado acima, a circulação de mão de obra, assim como os capitais, não sofrem
restrições a circulação global, sob quaisquer aspectos. Desta forma, contribuem para a mais valia nas
economias mais dinâmicas e desenvolvidas.
(B) Os mercados de bens e serviços também são cada vez mais globalizados. A produção se fragmenta es-
pacialmente para aproveitar as vantagens de cada lugar, pelo menos nos setores mais dinâmicos da
economia. Tal fragmentação só é possível graças ao desenvolvimento das tecnologias de informação e
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transporte, bem como de sofisticadas técnicas gerenciais.


(C) As disparidades de renda entre os países funcionam como um motor para que as pessoas deixem seus
locais de origem em busca de melhores oportunidades econômicas nos países periféricos. Este grande
contingente de trabalhadores desempenha relevante papel nas economias destes países, exercendo fun-
ções onde não há carência de trabalhadores.
(D) Há muitas barreiras para a circulação de capitais, apesar de contarem com redes técnico-informacionais
e tornarem os mercados interconectados e globais. Nas bolsas de valores, o preço das ações está mais
diretamente relacionado aos fluxos de capital do que as características produtivas das empresas em si.
Contudo a mobilidade dos investimentos financeiros tem pouca mobilidade.
(E) É possível falar na produção e circulação global de bens e serviços. O mesmo se pode afirmar sobre o
mercado de trabalho, que é cada vez mais globalizado, o que justifica a mobilidade deste fator de pro-
dução no cenário internacional, provocando atualmente fluxos migratórios do Oriente Médio para a
União Europeia.

07. O reordenamento territorial pós-fordista implicou num profundo processo de desverticalização produti-
va. As empresas passaram a se concentrar somente em suas atividades mais nobres, mais rentáveis, terceiri-
zando muitas vezes a própria produção. Para isso, são utilizadas inúmeras formas de articulações entre as
empresas: contratações de serviços, consórcios modulares, condomínios industriais, franquias, rede de pe-
quenas e médias empresas, etc.
É um dos primeiros exemplos deste tipo de inovação gerencial no Brasil
(A) A fábrica da General Motors, em Santa Maria (RS), onde começou a montagem modular do Celta e
teve parte da sua produção e montagem terceirizada.
(B) A fábrica da Ford em Camaçari (BA), após tentar instalá-la no Rio Grande do Sul, que tem 90% tercei-
rizada e com produção dos componentes eletrônicos produzidos na Ásia.
(C) A produção de bebidas da Ambev, em cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro, utilizando o for-
necimento de água mineral de empresas de reconhecida qualidade.
(D) A fábrica da Samsung na Zona Franca de Manaus, onde produz a maior parte dos componentes eletrô-
nicos usados nos celulares, da mesma marca, porém montados por empresas terceirizadas em Taubaté
(SP)
(E) A fábrica de caminhões e ônibus que a Volkswagen implantou no município de Resende (RJ), que ope-
ra no modelo de consórcio modelar, onde a própria montagem dos veículos é terceirizada.

08. Leia os textos a seguir.


Usina nuclear menos prejudicial que cigarros
[... ] O filme Síndrome da China tivera uma semana inteira de estrela com bilheteria muito boa, mas a partir
daí permaneceu em cartaz até tornar-se um grande sucesso e angariar uma indicação para o Oscar de Melhor
Filme. George Will ficou com todos os ingredientes de um bolo na cara, e Sam Donaldson deu-lhe umas
boas cutucadas, ocasionalmente, fazendo referências marotas àquela coluna, enquanto eles se esmurravam
como boxeadores no programa semanal This Week with David Brinkley. É compreensível que o Sr. Will
jamais tenha incluído este comentário em qualquer de seus livros de coletâneas de ensaios, mas, para o seu
próprio crédito, ele continua a apoiar a energia nuclear até hoje, ressaltando que os dispositivos de segurança
de Three Mile Island evitaram o derretimento do núcleo e que o acidente de Chernobyl na União Soviética
em 1986 ocorreu devido à precariedade do projeto e da manutenção. Há muitos especialistas que concordam
com o Sr. Will e irão ressaltar que a queima do carvão e do petróleo apresenta perigos ambiemais de longo
prazo, e que o maior número de mortes causadas por acidentes envolvendo sistemas de geração de energia
ocorreu quando uma represa hidrelétrica rompeu na ltália em 1963, onde 2500 pessoas perderam a vida por
consequência direta das inundações. Mas nenhuma construção de usina nuclear teve início nos Estados Uni-
dos desde 1979 e, dentre as que estavam sendo construídas na época, várias não chegaram a ser concluídas.
O povo norte-americano apoia a postura antitabagista de George Will, mas, graças a Three Mile Island e ao
impacto de Síndrome da China, recusa-se a compartilhar do seu entusiasmo pela energia nuclear.
MALONE, John. O futuro ontem e hoje: de Júlio Verne a Bill Gates. Rio de janeiro: Ediouro, 1998 p.227-229.
"Para cumprir o meu dever solene de proteger os Estados Unidos e os seus cidadãos, os Estados Unidos vão se retirar
do acordo climático de Paris, mas iniciam as negociações para voltar a entrar no acordo de Paris ou em uma transação

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inteiramente nova em termos justos para os Estados Unidos, suas empresas, seus trabalhadores, suas pessoas, seus con-
tribuintes ", disse Trump.
"Estamos saindo, mas vamos começar a negociar e veremos se podemos fazer um acordo justo. Se pudermos, ótimo.
Se não pudermos, tudo bem", disse. "Fui eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, não Paris", completou.
In: [Link] Acesso em
04/06/2017.

Muito mais compromissado com os seus eleitores do que com as consequências globais, na quinta-feira (01º de junho
de 2017), o presidente Donald Trump comunicou a saída do seu país dos Acordos de Paris.
Considerando os textos acima e lembrando que o segmento da energia termo-nuclear apresentou, ao longo
do período pós-guerra até os dias atuais, momentos distintos de incremento/ênfase e desestímulo, não nessa
seqüência obrigatoriamente, assinale a opção que associa corretamente os fatos e a conseqüência ao setor.
(A) No período que abarca dos anos 1950 a década de 1970, ficou restrito aos países que têm poder de veto
no Conselho de Segurança. No período seguinte, que abrangeu as décadas de 1980 e 1990, houve forte
incremento e de forma generalizada, principalmente em toda a Europa. No século XXI, com a vigência
do Protocolo de Quioto os investimentos declinaram sensivelmente, inclusive a Alemanha tem uma po-
lítica de Estado objetivando desativar as usinas, quando as mesmas chegam ao fim da vida útil.
(B) No primeiro momento, nos anos 1960 e 1970, houve um crescimento generalizado dos investimentos em
usinas termo-nucleares como conseqüência apenas da corrida armamentista. No segundo momento, os
investimentos foram bem maiores e se estenderam até a Rio-92, quando os debates sobre o “acordo do
clima” ampliaram as preocupações com o aquecimento global, acarretando no decréscimo nos investi-
mentos. No século XXI, a continuidade dos debates a respeito do cumprimento do Protocolo de Quioto
e a substituição do mesmo pelos Acordos de Paris, tem acarretado na manutenção de baixos investimen-
tos globais nessa fonte geradora de eletricidade.
(C) No primeiro momento houve forte incremento decorrente do despertar do domínio da tecnologia associ-
ado a acentuação da corrida armamentista e as conseqüências das crises do petróleo. Mais tarde, nos
anos 1980 e 1990, o declínio nos investimentos nas usinas termo-nucleares, como decorrência da cons-
cientização aos impactos ambientais e as conseqüências do acidente na Europa oriental. Atualmente, a
conseqüência da maior preocupação com o aquecimento global, constatando-se que essa fonte emite
menores proporções de gases, que acentuam o efeito estufa, do que as fontes fósseis e é muito mais efi-
ciente, leva a uma nova “onda” de investimentos em alguns países, preservando-se as preocupações com
segurança.
(D) No período da Guerra Fria os investimentos em usinas termonucleares ficou restrito aos países aliados as
super-potências. Enquanto que no pós Guerra Fria os investimentos declinaram, como comportamento
global, porém com alguns senões, como conseqüência dos debates que ocorreram durante a Conferência
das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Rio-92) e a vigência do Pro-
tocolo de Quioto.
(E) Os momentos distintos de crescimento ou declínio nos investimentos em usinas termo-nucleares sempre
estiveram associados, essencialmente, aos custos de acesso a essas tecnologias. Sendo que quando no-
vas sempre são muito mais caras como conseqüência do início de uma nova onda de inovação, como já
explicava Shumpeter.

09. relação a produção agrícola mundial nas últimas décadas, leia o texto a seguir:
“Trata-se, assim, de transformações de ordem econômica apoiada em inovações tecnológicas, que afetaram
profundamente a forma de produzir e de distribuir a produção agropecuária não só na América Latina como
em todo o mundo e que se traduziram, especialmente, pela progressiva modernização do processo de produ-
ção aliada a um movimento contínuo de integração desse setor aos mercados, inclusive e, sobretudo, aos
mercados extralocais.
Em escala mundial, nas últimas três décadas, a inserção maciça no mercado de produtos alimentícios pro-
cessados de carnes (aves, bovina e suína) e derivados de soja, cada vez mais acessíveis, alterou substancial-
mente o padrão de consumo alimentar das populações urbanas em praticamente todo o mundo ocidental e,
mais recentemente, também em países de cultura oriental, a exemplo da China e da Índia.” (BECKER, p. 89)
Marque a opção que contem dois argumentos que justificam os papéis desempenhados pela China e a Índia,
como grandes responsáveis pelo aumento no consumo de alimentos no mundo nas últimas décadas, logo
muito influenciando o comércio global.
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(A) A Índia atualmente já tem a maior parte da população vivendo em áreas urbanas e houve expressivo
crescimento do poder de compra dessa população, assim como aconteceu primeiramente na China.
(B) A urbanização nos dois gigantes asiáticos ocorreu como nos demais países de industrialização tardia, de
forma acelerada e desordenada. Já tendo a maior parte da população vivendo em áreas urbanas e com
novos hábitos de consumo e poder de compra.
(C) O crescimento da população urbana nos dois países ocorreu de forma intensa, desordenada e concentra-
da espacialmente. Além disso, o crescimento do poder de compra das respectivas populações, acentuada
redução da pobreza contribuíram para o aumento do consumo de alimentos, fazendo com que se trans-
formassem de países auto-suficientes no abastecimento agrícola em importadores, nas últimas décadas.
(D) O crescimento da população urbana na China e Índia, sendo que a primeira houve maior transferência
nas últimas décadas e a maior parte já vive em áreas urbanas. Também o fato de que na China ocorreu,
nas últimas três décadas, a retirada de um contingente populacional superior a 300 milhões de habitantes
e que vivem em áreas urbanas da condição abaixo da linha da pobreza,.
(E) A urbanização nos dois gigantes asiáticos não é a causa principal do agravamento da problemática da
fome, mas a baixa produtividade dos respectivos sistemas agrícolas.

10. Em 2015, os Estados Unidos (EUA), país que não é membro da OPEP, tornaram-se o maior produtor
mundial de petróleo, superando grandes produtores históricos mundiais, de acordo com a publicação Statis-
tical Review of World Energy (BP) – 2015. Em agosto de 2017, os EUA já obtinham metade do volume pro-
duzido internamente por fontes não convencionais.
Nos últimos dois anos a China se transformou no maior importador de petróleo, para mitigar essa vulnerabi-
lidade estabelece acordos de importação com diversificado grupo de países, inclusive extra OPEP.
Assinale a opção correta que aborda a respeito dessa fonte de energia.
(A) O crescimento da produção de petróleo nos EUA, que levou esse país à condição de maior produtor
mundial em 2015, deu-se pela exploração das jazidas de óleo de xisto.
(B) A queda da oferta de petróleo, em 2015, pelos países não membros da OPEP é resultado do uso de fon-
tes de energia alternativas, como os biocombustíveis, e também da expansão das termelétricas.
(C) O Brasil, país que não é membro da OPEP, destaca-se pela exploração de jazidas de petróleo em rochas
vulcânicas do embasamento cristalino do pré-sal.
(D) A exploração das jazidas de óleo de xisto do subsolo oceânico foram fatores para a industrialização de
países, como México, Japão e EUA.
(E) A elevação da produção de petróleo em países da OPEP, como Arábia Saudita, Rússia e China, é resul-
tado da alta dos preços dessa commodity em 2015.

11. Leia o texto abaixo.


“Do ponto de vista doméstico, a adesão a um bloco econômico produz, ao menos num primeiro momento,
ganhadores e perdedores. A decisão de se filiar a um bloco é uma resposta política a pressões de parcelas da
sociedade que teriam ganhos com a união. Por isso é necessário entender a organização social e dos sistemas
produtivos domésticos, incluindo a posição das corporações, para analisar a formação e caracterização dos
blocos econômicos.” (BERTHA. p. 66.)
A regionalização e a globalização são dois processos simultâneos e complementares, sendo o primeiro parte
do segundo e os princípios do último indispensáveis ao primeiro. Como formas contemporâneas de evolução
do capitalismo, são fundamentais a internacionalização da reunião dos fatores da produção industrial. Assi-
nale, entre as opções abaixo, a que melhor expressa o argumento de que a filiação a um bloco econômico é
uma resposta política a pressões de parcelas da sociedade.
(A) Os blocos econômicos representam a aplicação real dos mecanismos de política econômica no âmbito
do compartilhamento de decisões dos governos dos países membros.
(B) A regionalização dos fatores de produção representa um movimento dos capitais locais objetivando a
internacionalização das empresas estatais.
(C) A formação de blocos econômicos regionais representa um evento eminentemente político e as conse-
qüências são exclusivamente econômicas.
(D) A internacionalização da produção é, essencialmente, um movimento decorrente de decisão econômica,
enquanto que a autorização para a entrada de investimentos produtivos e conseqüência de decisão polí-
tica.

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(E) A dispersão internacional das etapas de produção, parte das elites nacionais tem forte interesse em mer-
cados abertos e padrões harmonizados entre os países, pois assim é possível melhor integrar seus inves-
timentos através das fronteiras internacionais, melhorando a produtividade e a lucratividade.

12. A respeito da moderna divisão internacional do trabalho - DIT, é INCORRETO afirmar:


(A) Alguns países subdesenvolvidos, além de exportadores tradicionais de matérias-primas para os países
desenvolvidos, exportam também produtos manufaturados, tais como calçados, tecidos e até automó-
veis.
(B) Empresas multinacionais instaladas nos países subdesenvolvidos remetem boa parte dos seus lucros aos
países desenvolvidos.
(C) Bens manufaturados exportados pelos países subdesenvolvidos, via de regra, têm preços mais baixos e
são menos valorizados no mercado internacional.
(D) A transferência de tecnologias e a proibição de remessas de lucro para o exterior tornaram-se importan-
tes mecanismos utilizados pelas empresas multinacionais instaladas na América Latina para desenvolver
nosso parque industrial após a década de 50.
(E) e mpresas multinacionais têm-se utilizado da vasta mão-de-obra, das matérias-primas a baixo custo, dos
incentivos fiscais e da freqüente inexistência de legislação ambiental nos países subdesenvolvidos.

13. Após a Segunda Guerra Mundial, durante o grande “boom” fordista, a produção industrial era imóvel
espacialmente, apoiada no duplo fundamento da produção e do consumo em massa e em consequência da
rígida organização do trabalho e, por isso, dependente de determinadas condições locais. Esse quadro vem
se alterando rapidamente em razão de um conjunto de situações.
A alternativa que NÃO apresenta uma dessas situações é:
(A) a formação de grandes estoques de produtos que obriga a fuga das empresas das congestionadas aglome-
rações urbano-industriais.
(B) as mudanças no planejamento, na estrutura produtiva e na logística industrial promovidas pela microele-
trônica.
(C) surgimento de novos meios de transporte e comunicação, mais rápidos, mais baratos e eficientes.
(D) a divisão das unidades industriais em segmentos que são transferidos para diversos locais, na busca de
vantagens econômicas.
(E) a proximidade dos tecnopólos geradores das inovações tecnológicas que são assimiladas pelo setor pro-
dutivo.

14. Um dos traços marcantes do atual período histórico da humanidade é o papel fundamental da informa-
ção, atrelada à ciência e à tecnologia. A respeito desse assunto, avalie os itens que se seguem identificando
as afirmativas FALSAS (F) e VERDADEIRAS (V).
( ) A utilização cada vez maior das tecnologias de informação modernas pela sociedade vem sistematica-
mente extinguindo a manipulação da informação por grupos dominantes com interesses políticos e co-
merciais, entre outros.
( ) No mundo atual, a informação antecede à ação, exercendo papel de destaque nas decisões dos indiví-
duos, até mesmo no seu cotidiano.
( ) O acesso à informação, por meio das tecnologias modernas, como a Internet, vem provocando uma ho-
mogeneização das sociedades em escala mundial, independentemente do nível social e cultural, anulan-
do as tradições de povos adquiridas ao longo dos séculos.
( ) O uso das tecnologias de informação modernas vem, de forma geral, ampliando o tempo necessário para
se tomar conhecimento de um fato histórico.
Assinale a opção que indica a seqüência correta:
(A) (V) (F) (V) (V)
(B) (F) (V) (F) (F)
(C) (F) (F) (V) (F)
(D) (V) (V) (F) (V)
(E) (F) (V) (F) (V)

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15. O século XX testemunhou um período em que o discurso estratégico era dominado pela lógica da bipola-
ridade. Com a queda do muro de Berlim e a dissolução da URSS esse discurso mudou. A segurança regional
e a dos povos de regiões conflituosas assumiram, no século que se inicia, a vanguarda das discussões geopo-
líticas, abrigando variados temas, tais como o separatismo, os conflitos étnicos, a fome, o terrorismo, o nar-
cotráfico, a degradação ambiental e outros. A esse variado elenco de possíveis causadores de futuros con-
frontos, sejam eles diplomáticos ou armados, estão os mananciais de água doce, bem essencial tanto para
saciar a sede como para produção de alimentos.
No Brasil, os recursos hídricos na superfície são razoavelmente bem conhecidos, contando a região que con-
centra as maiores reservas – a Amazônia – com um sistema de vigilância instalado. Menos conhecidos po-
rém são os recursos hídricos armazenados no sub-solo, dentre os quais sobressai o Aqüífero Guarani. No
Brasil, o aqüífero estende-se por 8 estados, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São
Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, somando um total de 840 mil km2. Na Argentina, o
Guarani ocupa 225.500 km2, no Paraguai, 71.700 km2 e, no Uruguai, 58.500 km2.
Os estudiosos afirmam que essa água, de excelente qualidade, pode abastecer 300 milhões de pessoas por
muitos séculos, o que dá uma idéia do porte dessa riqueza e de sua importância num cenário de progressivas
carências mundiais. Claramente se faz necessária uma política de preservação desses mananciais das ações
antrópicas a que está sujeita. (...)
(Hidropolítica: a geopolítica das águas. Revista do Clube Naval, nº 349 – com adaptações)
Com relação ao aqüífero Guarani, assinale a opção correta
(A) Nos últimos anos, no âmbito do Mercosul, o tema tem sido considerado de grande relevância e por isso
tem-se atribuído a todos os países membros a responsabilidade de promover o uso sustentável de tal re-
curso.
(B) Há preocupação de todos os países que tem território sobre o aqüífero que haja uso sustentável e isso
vem sendo cumprido.
(C) Como as áreas na superfície sobre este aqüífero são abundantes de recursos hídricos, não há preocupa-
ção quanto ao seu esgotamento. Portanto, ainda não é objeto de negociações no âmbito do Mercosul.
(D) Por parte das práticas agrícolas nas áreas sobre o aqüífero Guarani a demanda por água para irrigação é
pequena. Isto porque os sistemas de produção agrícolas são de baixa intensidade tecnológica.
(E) O Brasil tem maior parte do aqüífero sob o seu território e será responsabilizado pelo esgotamento ou
sua inviabilização para o uso, devido as diferentes formas de utilização de tal recurso. Tornando-se um
tema hidroconflitivo.

16. Após a Segunda Guerra Mundial, durante o grande “boom” fordista, a produção industrial era imóvel
espacialmente, apoiada no duplo fundamento da produção e do consumo em massa e em conseqüência da
rígida organização do trabalho e, por isso, dependente de determinadas condições locais. Esse quadro vem
se alterando rapidamente em razão de um conjunto de situações.
A oção que NÃO apresenta uma dessas situações é:
(A) surgimento de novos meios de transporte e comunicação, mais rápidos, mais baratos e eficientes.
(B) as mudanças no planejamento, na estrutura produtiva e na logística industrial promovidas pela microele-
trônica.
(C) a formação de grandes estoques de produtos que obriga a fuga das empresas das congestionadas aglome-
rações urbano-industriais.
(D) a divisão das unidades industriais em segmentos que são transferidos para diversos locais, na busca de
vantagens econômicas.
(E) a proximidade dos tecnopólos geradores das inovações tecnológicas que são assimiladas pelo setor pro-
dutivo.

17. Acabaram a União Soviética e a Guerra Fria e todos suspiramos aliviados. Mas em vez de espíritos de-
sarmados proliferaram novos fantasmas nucleares e perdemos até a primeira condição para um tranqüiliza-
dor equilíbrio de terror que é saber de que lado virão os mísseis. A crise atual no mundo é uma crise de niti-
dez (...). Os que insistem em reduzir tudo a um choque de civilizações querem, na verdade, reduzir tudo a
outra Guerra Fria, recuperar a simplicidade de um confronto entre potências com a simplificação adicional
de que desta vez só um lado é uma potência... (O Globo, 13/08/2006 Luiz Fernando Veríssimo)
Asssinale a opção correta que indica as características da atual geopolítica mundial que justificam o ponto de
vista expresso pelo autor.
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(A) Multipolaridade econômica – unipolaridade militar – multiplicação dos conflitos regionais.


(B) Sectarismo religioso – corrida armamentista – constituição de blocos militares.
(C) Assimetria econômica – proliferação nuclear – multiplicação global do poder bélico.
(D) Assimetria política – corrida espacial – dispersão mundial do poder bélico.
(E) Bipolaridade cultural – proliferação nuclear – militarização dos países islâmicos.

Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses a letra (V) se a afirmativa for verdadeira ou (F) se for
falsa. Em seguida indique a opção que apresenta a sequência correta.

18. Observando as proposições a seguir, podemos afirmar:


( ) O fator tempo possui importância considerável na formação do solo. Em determinadas condições, as
reações químicas que originam o solo podem ser favorecidas, como no caso das temperaturas mais
baixas.
( ) No sertão do Nordeste brasileiro os solos, geralmente, são muito espessos e a ocorrência de chuvas tor-
renciais torna-os pouco sujeitos à erosão.
( ) Na Zona da Mata nordestina ocorrem solos escuros denominados "massapê", de grande plasticidade em
virtude do alto teor de argila.
( ) O solo é um complexo vivo elaborado na superfície de contato da crosta terrestre, com seus invólucros -
atmosfera, hidrosfera - e formado de organismos vegetais e animais que lhes dão a matéria orgânica.
( ) Quando a água das chuvas tende a concentrar-se, formam-se pequenos sulcos e ravinas que, evoluindo,
podem fazer desaparecer a camada de importância agrícola do solo.
É correta a opção:
(A) F V F F V.
(B) V F V F V.
(C) F F V V V .
(D) V V F F V.
(E) F F V F V.

19. Sobre a estrutura agrária do Brasil:


( ) Na relação de trabalho do tipo parceria, o proprietário da terra cede a terra a terceiros mediante o paga-
mento de uma quantia previamente estabelecida.
( ) A estrutura fundiária brasileira dificulta ou impede uma maior produção ou melhor desempenho da agri-
cultura.
( ) A subutilização de terras no meio rural afeta não só o abastecimento urbano-industrial, como a oferta de
empregos.
( ) O INCRA classifica os estabelecimentos agrícolas em: minifúndios, latifúndios por exploração, latifún-
dios por dimensão e empresas rurais.
( ) O regime de doações ou Lei das Sesmarias foi o primeiro sistema utilizado no Brasil para regular a pos-
se de terra.
É correta a opção:
(A) F F V V F.
(B) V V V F F.
(C) V V F F F.
(D) F F F V V.
(E) F V V F V.

20. Cultura dos almanaques


1. Como explicar ao meu leitor mais jovem o que é (ou o que era) um ALMANAQUE? Vamos ao dicioná-
rio. Lá está, entre outras acepções, a que vem ao caso: folheto ou livro que, além do calendário do ano,
traz diversas indicações úteis, poesias, trechos literários, anedotas, curiosidades etc. O leitor não faz idéia
do que cabia nesse etc.: charadas, horóscopo, palavras cruzadas, enigmas policiais, astúcias da matemáti-
ca, recordes mundiais, caricaturas, provérbios, dicas de viagem, receitas caseiras... Pense em algo publi-
cável, e lá estava.

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2. Já ouvi a expressão "cultura de almanaque", dita em tom pejorativo. Acho injusto. Talvez não seja inútil
conhecer as dimensões das três pirâmides, ou a história de expressões como "vitória de Pirro", "vim, vi e
venci" e "até tu, Brutus?". E me arrepiava a descrição do ataque à base naval de Pearl Harbor, da guilho-
tina francesa, do fracasso de Napoleão em Waterloo, da queda de Ícaro, das angústias de Colombo em al-
to mar. Sim, misturava povos e séculos com grande facilidade, mas ainda hoje me valho das informações
de almanaque para explicar, por exemplo, a relação que Pitágoras encontrou não apenas entre catetos e
hipotenusa, mas - pasme, leitor - entre o sentimento da melancolia e o funcionamento do fígado. Um bom
leitor de almanaque explica como uma bela expressão de Manuel Bandeira - "o fogo de constelações ex-
tintas há milênios" - é também uma constatação da astrofísica.
3. Algum risco sempre havia: não foi boa idéia tentar fazer algumas experiências químicas com produtos
caseiros. E alguns professores sempre implicavam quando eu os contestava ou argüia, com base no alma-
naque. Pegadinhas do tipo "quais são os números que têm relações de parentesco?" ou questões como
"por que uma mosca não se esborracha no vidro dentro de um carro em alta velocidade?" não eram bem-
vindas, porque despertavam a classe sonolenta. Meu professor de Ciências fechou a cara quando lhe per-
guntei se era hábito de Arquimedes tomar banho na banheira brincando com bichinhos que bóiam, e mi-
nha professora de História fingiu que não me ouviu quando lhe perguntei de quem era mesmo a frase "E
no entanto, move-se!", que eu achei familiar quando a li pintada no pára-choque de um fordinho com
chapa 1932 (relíquia de um paulista orgulhoso?).
4. Almanaque não se emprestava a ninguém: ao contrário de um bumerangue, nunca voltaria para o dono.
Lembro-me de um exemplar que falava com tanta expressão da guerra fria e de espionagem que me pro-
porcionou um prazer equivalente ao das boas páginas de ficção. Um outro ensinava a fazer balão e pipa, a
manejar um pião, e se nunca os fiz subir ou rodar era porque meu controle motor já não dava inveja a
ninguém. Em compensação, conhecia todas as propriedades de uma carnaubeira, o curso e o regime do
rio São Francisco, fazia prodígios com ímãs e saberia perfeitamente reconhecer uma voçoroca, se viesse a
cair dentro de uma.
5. Pouco depois dos almanaques vim a conhecer as SELEÇÕES - READER'S DIGEST - uma espécie de
almanaque de luxo, de circulação regular e internacional. Tirando Hollywood, as SELEÇÕES talvez te-
nham sido o principal meio de difusão do AMERICAN WAY OF LIFE, a concretização editorial do
SLOGAN famoso: TIME IS MONEY. Não tinha o charme dos almanaques: levava-se muito a sério, o
humor era bem-comportado, as matérias tinham um tom meio autoritário e moralista, pelo qual já se en-
trevia uma América (como os EUA gostam de se chamar) com ares de dona do mundo. Não tinha a ga-
lhofa, o descompromisso macunaímico dos nossos almanaques em papel ordinário. Eu não trocaria três
exemplares do almanaque de um certo biotônico pela coleção completa das SELEÇÕES.
6. Adolescente, aprendi a me especializar nas disciplinas curriculares, a separar as chamadas áreas do co-
nhecimento. Deixei de lado os almanaques e entrei no funil apertado das tendências vocacionais. Com o
tempo, descobri este emprego de cronista que me abre, de novo, todas as portas do mundo: posso falar da
minha rua ou de Bagdad, da reunião do meu condomínio ou da assembléia da ONU, do meu canteirinho
de temperos ou da safra nacional de grãos. Agora sou autor do meu próprio almanaque. Se fico sem as-
sunto, entro na Internet, esse almanaque multidisciplinaríssimo de última geração. O "buscador" da HO-
ME PAGE é uma espécie de oráculo de Delfos de efeito quase instantâneo. E o inglês, enfim, se globali-
zou pra valer: meus filhos já aprenderam, na prática, o sentido de outro SLOGAN prestigiado, NO PAIN,
NO GAIN (ou GAME, no caso deles). Se eu fosse um nostálgico, diria que, apesar de todo esse avanço,
os velhos almanaques me deixaram saudades. Mas não sou, como podeis ver. (Argemiro Fonseca)
No texto, o cronista afirma que saberia perfeitamente reconhecer uma voçoroca...
Se ele fosse agricultor, poderia saber que
(A) o uso de máquinas agrícolas que revolvam profundamente o solo é eficiente no combate às voçorocas.
(B) o emprego de técnicas agrícolas adequadas pode reduzir os efeitos das chuvas que provocam a erosão do
solo.
(C) o emprego de irrigação por gotejamento é um método eficaz de combate ao processo de erosão dos so-
los.
(D) a retirada da vegetação original e o plantio de arbustos com espaçamento adequado evitam a erosão do
solo.
(E) em áreas de clima tropical com abundantes chuvas de verão não é possível utilizar o solo para cultivos
temporários.

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21. Escreva nos parênteses abaixo a letra (V) se a afirmativa for verdadeira ou (F) se for falsa. Em seguida
indique a opção que apresenta a sequência correta.
Sobre o uso do solo com atividade agrícola, pode-se afirmar que:
( ) a região da Mata de Pernambuco é ocupada em quase toda sua extensão pela lavoura de subsistência;
( ) o pousio, técnica usada para evitar o esgotamento dos solos, é largamente empregado nos países pouco
povoados e consiste na intercalação de anos de cultura com anos de repouso em que o solo não é culti-
vado;
( ) apesar do grande desenvolvimento das técnicas agrícolas, a agricultura é a atividade econômica mais
ligada à natureza e mais dependente das condições naturais;
( ) nas regiões onde existe uma baixa densidade demográfica, geralmente a produção por hectare é baixa e
a agricultura é chamada de extensiva;
( ) a rentabilidade agrícola é a relação existente entre a produção e os insumos utilizados.
Esta correta a opção:
(A) F F V V F.
(B) V V V F F.
(C) V V F F V.
(D) F F F V V.
(E) F V V F V.

22. Sobre a questão agrária e a agricultura brasileira, NÃO é possível afirmar:


(A) O espaço rural e o urbano estão interligados de tal modo, que os problemas das cidades não poderão ser
solucionados isoladamente dos problemas do campo.
(B) O processo de modernização da agricultura brasileira compreende a incorporação de novas áreas, a mo-
bilidade de pequenos e médios produtores, bem como a introdução de novas tecnologias.
(C) Os fluxos migratórios de trabalhadores rurais, entre as regiões Nordeste-Sudeste e Sudeste-Norte, têm
como causa principal, respectivamente, a estrutura fundiária arcaica e a modernização da agricultura.
(D) As regiões Norte e Centro-Oeste vêm se constituindo, com o apoio governamental, em importantes áreas
de expansão da fronteira agrícola brasileira.
(E) Os focos de conflitos e a violência no campo estão relacionados ao desmembramento das propriedades
rurais por herança e à disputa pelos lotes dos assentamentos já implantados pelo governo.

23. Com relação à modernização da agricultura brasileira, analise as afirmativas abaixo e assinale se verda-
deira (F) ou falsa (F):
(A) Essa modernização ocorreu sobretudo nas quatro últimas décadas, com a intensificação do emprego de
máquinas, fertilizantes e defensivos agrícolas nos sistemas de produção.
(B) O Ministério da Agricultura foi um dos responsáveis por tal processo, realizando a reforma agrária e
proporcionando assistência técnica a todos os agricultores.
(C) A mecanização, que é uma das manifestações da modernização, está fortemente concentrada nas regiões
Norte e Centro-Oeste, que, em conjunto, detêm cerca de 70% do total de tratores em funcionamento no
país.
(D) A modernização estimulou o êxodo rural e, por outro lado, contribuiu também para o aumento da migra-
ção de trabalhadores rurais e pequenos agricultores para áreas de expansão agrícola.
(E) Com a modernização, intensificou-se o processo de reaglutinação de pequenas propriedades rurais nas
regiões Sul e Sudeste.
Indique a opção abaixo que contenha a sequência correta.
(A) F F F V F.
(B) V V V V F.
(C) V F F V F.
(D) F V F F V.
(E) V F V F V.

24. Com relação à modernização da agricultura brasileira, analise as afirmativas abaixo e assinale se verdadeira
(F) ou falsa (F).
No Brasil, o cultivo da soja foi o que teve maior expansão nos últimos quinze anos. Entre os fatores que me-
lhor explicam esta afirmativa, temos:
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( ) O período de safra no Brasil, que ocorre na entressafra dos grandes produtores do Hemisfério Norte.
( ) Mudanças nos hábitos alimentares urbanos, pela substituição das gorduras de origem animal por óleos
vegetais.
( ) Política brasileira de exportação e preços no mercado internacional, praticados a partir da década de
70.
( ) Ingresso de grandes empresas, principalmente multinacionais, no setor das indústrias de óleos, rações
e farelos.
( ) É uma lavoura tradicional no cultivo das terras brasileiras, tendo iniciado pela região Sul.
Indique a opção abaixo que contenha a sequência correta.
(A) F F F V F.
(B) V F F V F.
(C) V F V F V.
(D) V F V V F
(E) F V V V F.

25. Os fatos agrários sofrem influência dos agentes físicos. Neste sentido, NÃO é correto afirmar que:
(A) Por influência das condições climáticas, predominam no Brasil as lavouras tropicais.
(B) Na agricultura do Sertão Nordestino, as condições climáticas interferem a ponto de ensejarem um tipo
de agricultura peculiar à área, que é a agricultura nômade.
(C) O clima tropical úmido dominante no Rio Grande do Sul permite o cultivo do fumo durante todo o ano.
(D) Os bovinos de origem européia adaptam-se melhor aos climas temperados de tipo marítimo, ao passo
que os ovinos permitem aproveitamento em áreas de clima temperado frio e semi-úmido.
(E) No oeste de São Paulo, foram os grandes chapadões interfluviais que favoreceram a expansão da cultura
cafeeira.

26. Assinale a opção em que NÃO se caracteriza o tipo de solo em destaque:


(A) MASSAPÉ - solo escuro e rico em matéria orgânica, encontrado na Zona da Mata nordestina.
(B) TERRA ROXA - solo avermelhado, encontrado no Planalto Meridional.
(C) SALMORÃO - solo argiloso, encontrado nos Pampas.
(D) VÁRZEAS - solo argilo-silicoso de aluvião, encontrado nas margens dos grandes rios amazônicos.
(E) TERRA-PRETA - solo profundo e fértil, encontrado nas terras firmes da Amazônia.

27. "Em regiões subdesenvolvidas, compreende-se, como uma das características do subdesenvolvimento,
que as diversificações do quadro natural, especialmente as de clima e solos, constituem os fatores principais
das diferenciações das formas de uso da terra."
(MELO, Mário Lacerda de. "Regionalização Agrária do Nordeste". SUDENE).
Sobre esse tema, NÃO é correto dizer que:
(A) no Nordeste brasileiro, as condições fisiográficas constituem um dos condicionadores básicos dos siste-
mas agrários existentes.
(B) a repartição geográfica dos efetivos humanos sofre, muitas vezes, a influência dos fatores referidos, pois
esses efetivos, sobretudo nas regiões subdesenvolvidas, apóiam seu sustento nas atividades primárias.
(C) as formas de uso da terra, que apresentam nas regiões subdesenvolvidas uma maior produtividade, são
exatamente aquelas situadas em solos litólicos, como, por exemplo, o sul da Bahia.
(D) as condições climáticas ambientais representam um obstáculo ao uso do solo, nas regiões subdesenvol-
vidas, porque estas apresentam climas mesotérmicos favoráveis à agricultura.
(E) no Nordeste brasileiro, à adversidade climática soma-se o baixo potencial de solos, sobretudo nos pedi-
planos secos.

28. "Laércio Pereira da Silva, 18, veio do interior da Bahia para trabalhar durante quatro meses na colheita
de café (...). Segundo o sindicato dos trabalhadores rurais (...), cerca de 25 mil trabalhadores migram do nor-
te de Minas Gerais e do sul da Bahia para a região cafeeira de Patrocínio [Triângulo Mineiro] nesta época
[junho]." ("Folha de São Paulo," 07/08/98)
A utilização de mão-de-obra migrante pela economia cafeeira explica-se por:
(A) necessidade de replantio anual do cafezal, obrigando à contratação de um contingente extra de agriculto-
res
Módulo 2 12 Turma Máster 2018
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(B) sazonalidade na cultura do café, implicando uma variação da necessidade de trabalhadores ao longo do
ano
(C) ocorrência de seca no sertão mineiro e baiano, liberando trabalhadores da cultura de cana-de-açúcar na
região
(D) organização de frentes de trabalho no Triângulo Mineiro pelo governo federal, atraindo migrantes para a
cafeicultura

29. A maior notícia que neste momento o governo pode dar ao país (...): trata-se dos 50 milhões de hectares
que, até o começo de dezembro, serão tomados de grileiros no Amazonas. É quase um terço do estado, que
tem 153 milhões de hectares. Mas só um quarto maior do que os 39,6 milhões de hectares cancelados até a
semana passada, sem qualquer anúncio oficial. (...)
A desembargadora Marinildes Costeira de Mendonça Lima encontrou municípios em que havia mais grila-
gem do que terras. (CORRÊA, Marcos Sá. "Jornal do Brasil", 28/10/2001.)
Em contraponto à grande disponibilidade de terras, o processo de grilagem na Amazônia avança associado à
seguinte situação:
(A) especulação fundiária, buscando maior lucratividade
(B) demanda acentuada por terra, determinando novas invasões
(C) procura de terras devolutas, ampliando a produção agrícola extensiva
(D) ausência da fiscalização do Estado, propiciando o aumento de latifúndios

30. O complexo agroindustrial se configura no Brasil a partir da segunda metade deste século. Sobre este
processo, pode-se afirmar:
(A) deu-se de forma desordenada, devido ao choque de interesses entre o governo e os produtores agrícolas,
apesar de beneficiar toda a sociedade brasileira.
(B) traduziu-se na passagem da agricultura tradicional para a agricultura moderna dirigida para mercados
específicos, o que significou, entre outras coisas, incorporação de tecnologia sofisticada para o processo
de produção agropecuário.
(C) em 1980, 75% dos estabelecimentos rurais brasileiros estavam entre os caracterizados como de agricul-
tura moderna.
(D) em 1980, 25% da produção agropecuária brasileira eram oriundos de 75% dos estabelecimentos rurais,
caracterizados como de agricultura moderna.
(E) a passagem da agricultura tradicional para a agricultura moderna se constituiu num processo dinâmico
que incorporou novas tecnologias, porém sem qualquer articulação com o desenvolvimento urbano.

31. Assinale a alternativa que NÃO pode ser considerada como fator concorrente para a urbanização:
(A) A estrutura fundiária injusta que, através do minifúndio, é incapaz de atender às necessidades básicas de
uma família.
(B) A procura de emprego nas capitais para atender às mínimas necessidades de sobrevivência dos trabalha-
dores rurais desempregados.
(C) Os grandes salários que os trabalhadores rurais recebem nas capitais do país.
(D) A concentração de terras através de grandes latifúndios improdutivos.
(E) O difícil acesso à terra através de uma política de concentração da mesma realizada pelo grande capital.

32. Indique a alternativa incorreta relacionada à questão agrária no Brasil:


(A) A maior parte das terras agrícolas encontra-se em mãos de grandes proprietários.
(B) Os grandes latifundiários mantêm a maior parte de suas terras sob índices de produtividade extremamen-
te baixos.
(C) A grande propriedade impede a multiplicação dos pequenos produtores e, portanto, a própria produção
agropecuária do país.
(D) O latifúndio absorve um mínimo de mão-de-obra.
(E) Não há terras improdutivas no Brasil, já que os grandes latifúndios têm altíssimos índices de aproveita-
mento do solo.

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33. "O projeto da ferrovia Leste-Oeste, no Brasil, foi criado em 1987, mas até hoje as obras não começaram
por falta de recursos. A Ferrovia bancaria 20% do investimento e o restante seria financiado pelo BNDES,
Fundo de Investimento da Amazônia (FINAM) e projetos de conversão da dívida."
Este projeto pretende:
(A) interligar o Quadrilátero Ferrífero (MG) e o porto de Tubarão (ES) para intensificar o escoamento do
minério de ferro.
(B) ligar Cuiabá (MT) à Santa Fé do Sul (SP) e à Uberlândia/Uberaba (MG) com o objetivo básico de escoar
a produção de grãos da Região Centro-Oeste.
(C) ligar as áreas de expansão agrícola mais recente, localizadas nos grandes projetos agropecuários da
Amazônia Legal, ao maior centro consumidor do país - Região Sudeste.
(D) ligar portos do Oceano Atlântico ao do Pacífico, aproveitando a infra-estrutura ferroviária bem desen-
volvida do Sudeste para o escoamento da produção industrial.
(E) interligar o porto fluvial de Corumbá (MS) ao porto de Santos (SP), para dar vazão à grande produção
agrícola do sul do Mato Grosso do Sul e do Interior do Estado de São Paulo.

34. Com referência à situação brasileira, analise:


1. A maioria da população rural não é proprietária da terra em que trabalha.
2. Predominam no país as grandes propriedades, muitas delas improdutivas.
3. Os parceiros, arrendatários e pequenos proprietários não conseguem alta produtividade porque não têm
capital para investir em adubos, sementes e máquinas.
4. A modernização da agricultura com crescente utilização de tratores, colhedeiras e outros equipamentos,
tem diminuído as oportunidades de emprego para os trabalhadores sem terra.
5. O êxodo rural tem provocado um grande crescimento populacional urbano, diminuindo a qualidade de
vida das populações urbanas.
Assinale a alternativa que contém todas as afirmações corretas.
(A) 1 e 5
(B) 1, 3 e 4
(C) 1 e 4
(D) 1, 2, 3, 4 e 5
(E) 1, 2 e 3

35. No Brasil, a expansão industrial gerou grandes complexos agroindustriais, sobre os quais afirma-se que:
I. O capital necessário para estes empreendimentos foi fornecido pelo Estado (através de empréstimos es-
peciais), pelo grande capital industrial e pelo grande capital agrário.
II. Pequenos e médios proprietários vendem sua produção para grandes empresas, antes da colheita, as quais
supervisionam a aplicação dos investimentos e a qualidade dos produtos. Essas empresas não precisam,
portanto, investir em terras para obterem suas matérias-primas.
III. Entre os maiores complexos agroindustriais está o da cana, com extensas áreas agrícolas, gerando me-
lhores condições de trabalho no campo, o que contribui para conduzir a concentração da renda no meio
rural.
Assinale a alternativa correta.
(A) Apenas a afirmativa I é verdadeira.
(B) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
(C) Apenas a afirmativa III é verdadeira.
(D) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.
(E) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.

36. Considere as proposições a seguir que interessam à organização do espaço Amazônico.


I. Construção de eixos rodoviários como Belém-Brasília, Cuiabá-Santarém, Cuiabá-Porto Velho.
II. Incentivo à instalação de grandes projetos agropecuários.
III. Incorporação de novas terras ao processo produtivo da região.
A partir da leitura das proposições é possível afirmar que
(A) I, II e III representam medidas que visavam, principalmente, a integrar a Amazônia com o Centro-Sul.
(B) I, II e III contribuíram, principalmente, para acentuar a concentração fundiária na Amazônia.

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(C) I, II e III promoveram, principalmente, a melhoria generalizada das condições de vida da população
amazônica.
(D) I e III permitiram, principalmente, a expansão das pequenas propriedades, enquanto que II foi responsá-
vel pela ampliação das fronteiras agrícolas.
(E) I e III contribuíram, principalmente, para reduzir o nível de tensão dos conflitos pela posse da terra, en-
quanto II possibilitou a integração da Amazônia ao Centro-Sul.

37. Pesquisa recente, coordenada por José Graziano da Silva, especialista na questão agrária, constatou mu-
danças na estrutura agrária brasileira. Desperta a atenção o fato de o estado de São Paulo ter sofrido
aumento de população no campo. Todavia, trata-se de um aumento de população dedicada a atividades
não-agrícolas, pois o contingente ocupado em funções agrícolas continua diminuindo. Outra verificação
é que também estão havendo alterações nas formas clássicas de divisão do trabalho.
(MODERNIZAÇÃO DA AGRICULTURA, IN AGB-INFORMA, 2Ž TRIMESTRE DE 1997.)
Leia as considerações abaixo e assinale a alternativa que possui as afirmações que reforçam as conclusões da
pesquisa.
I. Certas culturas agrícolas que demandam grande quantidade de trabalhadores, em especial na fase de co-
lheita, estão cada vez mais inseridas no processo de mecanização da agricultura, liberando contingentes
importantes para outras funções.
II. Nos últimos anos tem ocorrido, no campo, a expansão de atividades não-agrícolas, gerando empregos
ligados ao turismo, lazer e em residência (especialmente em condomínios de alta renda e hotéis fazen-
da).
III. Em muitas propriedades rurais familiares, apenas alguns membros trabalham na agricultura. Mulheres e
crianças, por exemplo, realizam, na unidade produtiva atividades não-agrícolas, como a montagem de
peças por encomenda e a fabricação caseira de alimentos.
(A) Somente a I reforça.
(B) Somente a III reforça.
(C) Todas reforçam.
(D) I e III reforçam.
(E) II e III reforçam.

38. "Antes, eram apenas as grandes cidades que se apresentavam como o império da técnica, objeto de mo-
dificações, suspensões, acréscimos, cada vez mais sofisticadas e carregados de artifício. Esse mundo artifici-
al inclui, hoje, o mundo rural." (SANTOS, Milton. "A Natureza do Espaço". São Paulo: Hucitec, 1996.)
Essa sofisticação técnica no meio rural pode ser identificada no seguinte exemplo:
(A) presença de complexos agroindustriais restritos às grandes propriedades agrícolas dos países latino-
americanos.
(B) expansão da mecanização na agricultura de jardinagem praticada nas médias propriedades do Sudeste
Asiático.
(C) produtividade da agricultura empresarial norte-americana impulsionada pela força dos mercados interno
e externo.
(D) atuação de uma política agrícola comum nos países europeus consolidada desde a formação do Mercado
Comum Europeu.

39. Nos últimos anos, a comunidade científica internacional, agências de financiamento, organizações não-
governamentais e instituições públicas têm demonstrado crescente preocupação não só com a conservação
de áreas naturais, mas também com a recuperação de áreas degradadas ou ameaçadas. Quanto ao processo
de destruição da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro, é correto afirmar que é:
(A) antigo e está ligado ao processo de industrialização brasileira, sobretudo ao longo do Vale do Paraíba,
região mais industrializada do país
(B) recente e está diretamente ligado ao aumento da urbanização, principalmente, com a ocupação das en-
costas por áreas de favela
(C) recente e está associado à expansão das pastagens do Noroeste Fluminense, dedicadas à criação intensi-
va de gado bovino
(D) recente e pode ser explicado pela intensa extração de palmito nos municípios de Parati, Angra dos Reis e
Mangaratiba
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(E) antigo e decorrente da introdução das culturas da cana-de-açúcar e do café que, posteriormente, foram
substituídas por áreas de pastagem.

40. "A soja ocupou os espaços remanescentes da economia e do território regional e avançou sobre áreas de
pecuária extensiva com base no arrendamento de terras e sobre a agricultura colonial, deslocando produtos
destinados ao auto-abastecimento regional e pressionando a saída de trabalhadores, de produtores sem terra
e de pequenos proprietários.
A ocupação de áreas que haviam ficado à margem do complexo agroindustrial da soja permitiu reter, na re-
gião, a pequena produção desarticulada com a expansão de cultivos modernos ou desalojada com a constru-
ção de barragens para a produção de energia hidrelétrica. Por outro lado, a expansão do sistema de integra-
ção de pequenos produtores à indústria viabilizou, através do desenvolvimento de atividades compatíveis
com reduzidas extensões de terra - avicultura e suinocultura confinadas e cultivo do tabaco para a produção
de fumo -, a permanência de pequenos produtores cujos estabelecimentos não apresentavam escala adequada
à implantação da lavoura mecanizada de grãos".
Este texto refere-se à agricultura
(A) da Região Sul.
(B) da Região Centro-Oeste.
(C) do Estado de São Paulo.
(D) da Região Nordeste.
(E) do Estado de Mato Grosso.

41. A consolidação das estruturas industriais na Inglaterra, a partir de meados do século XVIII, pode ser
considerada como o resultado da articulação de diversos fatores, EXCETO:
(A) a liberação de mão-de-obra através do movimento de cercamentos.
(B) a instauração de uma monarquia absolutista após a Revolução Gloriosa.
(C) a hegemonia marítima inglesa e o controle do comércio mundial.
(D) a difusão da ideologia liberal e o domínio da livre iniciativa.
(E) a existência de vastas jazidas de ferro e carvão necessárias à produção mecanizada.

42. Sobre os cercamentos dos campos (enclosures), na Inglaterra, durante a Idade Moderna, é correto afir-
mar que:
(A) foram conseqüência, a princípio, das desapropriações de terras decretadas por Henrique VIII, no contex-
to das perseguições contra católicos, descontentes com a criação da Igreja Anglicana.
(B) relacionaram-se ao processo de mercantilização da propriedade fundiária e, paralelamente, provocaram a
liberação de mão-de-obra.
(C) foram causados pelo início da maior utilização de máquinas na produção agrícola, influenciando na tran-
sição do uso predominante do trabalho servil para o trabalho assalariado.
(D) determinaram o fim das relações feudais, interferindo no crescente enfraquecimento político da nobreza
fundiária e na projeção cada vez maior da burguesia comercial.
(E) ocasionaram o empobrecimento de milhares de camponeses, que, em especial no século XVII, compuse-
ram o principal contingente de colonos para as terras da América.

43. A indústria de alta tecnologia – eletrônica e informática, biotecnologia e química fina, aeroespacial e
bélica – reflete, nas suas opções de localização, uma reação às aglomerações industriais. Esses setores indus-
triais procuram novas localizações nos subúrbios afastados dos núcleos metropolitanos ou em pequenas ci-
dades interioranas. Por outro lado, mão de obra científica e técnica altamente qualificada e intensos investi-
mentos de capital constituem as principais exigências para o sucesso desses empreendimentos. Qual a região
abaixo que apresenta as características do texto?
(A) Região dos Grandes Lagos (EUA)
(B) Bacia de Londres (Inglaterra)
(C) Vale de Ruhr (Alemanha)
(D) Vale do Damodar (Índia)
(E) Vale do Silício, na Califórnia (EUA)

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44. A China é um país comandado por um partido único, o Partido Comunista, porém vem assumindo um
perfil de desenvolvimento típico de sistema capitalista e desempenhando um estratégico papel na economia
mundial. Com relação a esse assunto, analise as proposições a seguir:
1. Nas últimas décadas, o conjunto de reformas desencadeadas na China transformou esse país numa das
grandes potências mundiais com um modelo de crescimento que executa políticas estratégicas nacionais
de industrialização ajustadas ao movimento de expansão da economia global.
2. As Zonas de Proteção às Exportações, áreas com economia mais voltada para o socialismo, ainda são
áreas de pouco desenvolvimento na China. São regiões agrícolas localizadas na porção Nordeste e habi-
tadas por população de maioria tibetana.
3. O estabelecimento de Zonas Econômicas Especiais na China, inicialmente nas zonas litorâneas, permitiu a
abertura para os investimentos de capitais estrangeiros, elevando a produção global desse país mediante
uma política efetiva de incentivos fiscais.
4. As migrações em massa de camponeses das zonas litorâneas, na porção leste, para os centros urbanos do
interior da China, onde se concentram as indústrias têxtil, de calçados e de brinquedos, revelam as dispa-
ridades sociais e regionais ainda presentes nesse país.
Estão CORRETAS
(A) 1 e 2.
(B) 3 e 4.
(C) 1 e 3.
(D) 2 e 4.
(E) 1, 2, 3 e 4.

45. A China explica que o seu sistema econômico adapta mecanismos de mercado ao socialismo, por meio
da forte presença do Estado que fomenta a economia e o desenvolvimento social. Um capitalismo controlado
pelo Partido Comunista.
Com respeito ao sistema político e econômico adotado pela China, é INCORRETA a afirmação:
(A) A economia de mercado, implementada na China, permitiu a propriedade particular para o desenvolvi-
mento das atividades econômicas, nas Zonas Econômicas Especiais (ZEE) e nas Zonas de Comércio
Aberto (ZCA).
(B) As Zonas de Comércio Aberto (ZCA) são regiões que, além do livre mercado, estão abertas ao comércio
exterior e à entrada de multinacionais, desde que respeitadas as restrições de associarem-se ao governo
ou a empresários chineses por meio de joint ventures.
(C) A China atrai investimentos do mundo inteiro em função do baixo custo de produção. Entre os princi-
pais fatores para o custo de produção reduzido estão a mão de obra barata, uma boa infra-estrutura e a
moeda desvalorizada.
(D) O Estado foi o principal instrumento da modernização acelerada que transforma diariamente a paisagem
da China. O ritmo da economia chinesa exige construções permanentes ou reaparelhamentos de portos,
rodovias, estradas de ferro, aeroportos e usinas de energia.
(E) As conquistas econômicas chinesas foram acompanhadas por importantes reformas democráticas que
garantiram uma maior participação política e respeito pleno aos direitos humanos.

46. “Os movimentos que vêm modificando as relações de trabalho guardam relação com a implantação de
um novo padrão de acumulação (com raízes no chamado toyotismo), que teve lugar no Brasil especialmente
a partir dos anos 90, em paralelo com a intensificação da abertura comercial e financeira. A exposição da
economia à competição internacional contribuiu para a incorporação de processos de reestruturação produti-
va, os quais flexibilizaram o mercado de trabalho – aumentando a liberdade dos empregadores na contrata-
ção e demissão de mão-de-obra – e introduziram novas tecnologias que tornaram obsoletos certos postos de
trabalho.
” PINHEIRO, A lessandro Maia; ÁLVARO, Maria Angela Gemaque. Informalidade na região metropolitana de Belém.
Em relação às conseqüências do processo descrito no texto, assinale a única alternativa INCORRETA.
(A) Nos EUA o chamado toyotismo foi responsável pela transferência da força industrial para as regiões
Oeste e Sul, onde formam o chamado Sun Belt.
(B) A flexibilização do mercado de trabalho obriga a PEA a ter maior nível de especialização, exigência dos
melhores empregos no setor terciário.

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(C) Nos países desenvolvidos promoveu a migração da População Ativa para o setor terciário, que hoje em-
prega a maior parte da população adulta.
(D) Em países emergentes à liberação da mão-de-obra da indústria somou-se a PEA que vem do campo em
função da crescente mecanização rural.
(E) A perda dos cargos industriais para a automação sempre resultou na criação de um número maior de
postos de trabalho que o de desempregados.

47. Sobre os Estados Unidos destacamos as seguintes afirmativas:


I. Os EUA dispõem da menor rede ferroviária articulada do mundo, contando com apenas 170 mil km, e o
seu maior entroncamento ferroviário situa-se na cidade de Washington.
II. Chipitts e Boswash, próximas à região dos Grandes Lagos, formam megalópoles que contém um pólo
industrial alta-mente diversificado, onde encontramos indústrias siderúrgica, metalúrgica, mecânica, na-
val, eletrônica, automotiva, petroquímica, alimentícia, têxtil entre outras.
III. No Estado do Kansas há um destaque para as indústrias mecatrônica e bélica além da aeroespacial.
IV. O Sun Belt ocupa a área ocidental meridional. Nesta faixa encontramos empresas características da 3ª
revolução industrial como a microinformática, microeletrônica, mecatrônica e biotecnologia entre ou-
tras.
V. A concentração das indústrias cinema-tográficas e Disney World se verificam no Estado de Utah.
Estão corretas somente:
(A) I e II.
(B) I e V.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) I e IV.

48. Fordismo é um termo que se generalizou a partir da concepção do italiano Antonio Gramsci, que o utili-
zou para caracterizar o sistema de produção e gestão empregado por Henry Ford, em sua fábrica, a Ford Mo-
tor Co., em Highland Park, Detroit (EUA), em 1913. O método fordista de organização do trabalho produziu
um surpreendente crescimento da produtividade, garantindo, assim, produção em larga escala para consumo
de massa. O papel desempenhado pelo fordismo, enquanto sistema produtivo despertou, por exemplo, a
atenção de Charles Chaplin, que o retratou com ironia no filme Tempos modernos.
Assinale a alternativa que apresenta características desse método de gestão e de organização técnica da pro-
dução de mercadorias.
(A) Unidade entre concepção e execução, instaurando um trabalho de conteúdo enriquecido, que preserva,
assim, as qualificações dos trabalhadores.
(B) Substituição do trabalho fragmentado e simplificado, típico da Revolução Industrial, pelas “ilhas de pro-
dução”, onde o trabalho é realizado em equipes.
(C) Supressão progressiva do trabalhador taylorizado e, consequentemente, combate ao trabalho desqualifi-
cado, restituindo-se, em seu lugar, o trabalhador polivalente.
(D) Controle dos tempos e movimentos do trabalho, com a introdução da esteira rolante, e de salários mais
elevados em relação à média paga nas demais empresas.
(E) Redução das distâncias hierárquicas no interior da empresa, como forma de estimular o trabalho em gru-
pos, resultando em menos defeitos de fabricação e maior produção.

49. Na confluência dos rios Reno-Ruhr, na Alemanha, há uma das maiores concentrações industriais do
mundo, em cidades como Colônia, Dortmund e Essen, com destaque para indústrias siderúrgicas, mecânicas
e químicas.
O(s) principal(is) fator(es) que explica(m) essa importante concentração industrial é(são):
(A) a imposição feita pelos nazistas no período anterior à Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha se
industrializava.
(B) as enormes jazidas de ferro e manganês presentes na região, facilmente escoadas, pela hidrovia do Elba,
até o porto de Hamburgo.
(C) as enormes jazidas de hulha, associadas à facilidade de escoamento da produção até o mar do Norte, via
“corredor polonês”, embora a disponibilidade de mão de obra fosse reduzida.

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(D) as enormes jazidas de hulha que ali existiam e a facilidade de escoamento da produção, pela hidrovia do
Reno, até o porto de Hamburgo, nos Países Baixos, além da numerosa mão de obra e do grande merca-
do consumidor.
(E) as enormes jazidas de hulha que ali existiam e a facilidade de escoamento da produção, através da hidro-
via do Reno, até o porto de Roterdã, nos Países Baixos, além da mão de obra numerosa e do grande
mercado consumidor.

50. O Japão tem-se tornado uma grande potência industrial, cujos produtos são cada vez mais difundidos por
inúmeros países, tanto nos desenvolvidos, quanto naqueles ditos subdesenvolvidos. Além de mercadorias,
aquele país tem “exportado” também capitais, tanto em forma de investimento quanto na forma de emprés-
timo.
A respeito dessa condição privilegiada, alguns problemas afetam de perto a economia japonesa. Identifique-
os:
(A) Escassez de matérias-primas minerais e necessidade de concorrer no mercado mundial para compensar o
mercado interno relativamente limitado.
(B) Escassez de energia hidrelétrica e de mão de obra especializada, o que encarece o processo produtivo
pela importação de quadros técnicos.
(C) Insuficiência de combustíveis sólidos em seu território e deficiente sistema de transporte.
(D) Insuficiência de mão de obra adulta para atendimento do mercado de trabalho devido ao controle da
natalidade; elevados encargos sociais com população velha.
(E) Grandes disparidades sociais entre as classes capitalista e dos trabalhadores, só minimizada e controlada
pela forte organização sindical, apesar da elevada taxa de desemprego.

51. Na região Nordeste dos Estados Unidos localiza-se um grande parque industrial denominado manufactu-
ring belt. A alternativa que contém os quatro fatores que explicam a concentração industrial naquela porção
do território norte-americano é:
(A) jazidas de bauxita e cobre; energia nuclear; política governamental; e mão de obra feminina.
(B) jazidas de cobre e manganês; política governamental; proximidade dos mercados
consumidores; e investimentos externos.
(C) integração agroindustrial; proximidade do mercado consumidor; investimentos externos; e política go-
vernamental.
(D) jazidas de manganês e bauxita; política governamental; energia termelétrica; e mão de obra barata.
(E) jazidas de carvão e de minério de ferro; mão de obra qualificada; recursos energéticos; e densa rede de
transportes.

52. "Para acompanhar o desenvolvimento tecnológico ocidental, o Estado japonês investiu na instalação de
fábricas nos setores em que o capital privado não tinha condições de atuar. Mais tarde, algumas dessas in-
dústrias foram vendidas a baixo preço a empresários particulares. Surgiram assim os zaibatsu, verdadeiros
monopólios privados que se desenvolveram muito no período entre guerras devido às inúmeras vantagens e
privilégios assegurados pelo Estado. De 1955 a 1973, o crescimento industrial japonês foi maior que o dos
Estados Unidos e o da Europa Ocidental, o que demonstra a eficácia da participação do Estado na reorgani-
zação industrial ocorrida no Pós-Guerra.”
(VESENTINI, J. W.; VLACH, V. "Geografia crítica". 18. ed. São Paulo: Ática, 1997. v. 3, p.187-189.)

Sobre a industrialização japonesa, é correto afirmar:


1. Assim como nos Estados Unidos e na Europa, os estágios iniciais da industrialização japonesa foram pos-
sibilitados pela disponibilidade de carvão e ferro, minérios que hoje estão esgotados no país devido à ex-
ploração intensiva.
2. Os setores em que o Estado japonês teve que intervir mais intensamente para alavancar a industrialização
foram aqueles que compõem a chamada "indústria pesada", principalmente siderurgia, construção naval e
petroquímica.
3. Graças à ação diligente do Estado e à importância simbólica da natureza na cultura nacional, o Japão lo-
grou industrializar-se sem comprometer a qualidade de vida com poluição sonora ou do ar.

Módulo 2 19 Turma Máster 2018


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4. O trecho citado descreve com propriedade algumas características básicas do "modelo japonês" de desen-
volvimento, mas não leva em conta a profunda crise que esse modelo vem experimentando desde o início
dos anos 90, com estagnação econômica e aumento do desemprego.
5. Ao contrário de países como Estados Unidos e Inglaterra, cujas empresas industriais transferem fábricas
para países subdesenvolvidos a fim de tirar proveito dos baixos salários ali vigentes, o "modelo japonês"
tem a virtude de manter a competitividade industrial mesmo pagando altos salários, sem a necessidade de
transferir parte de sua produção para países menos desenvolvidos.
Assinale as afirmativas correta(s):
(A) 1,3 e 5.
(B) 2 e 4.
(C) 2, 4 e 5.
(D) 1, 2 e 4.
(E) 1, 3 e 4.

53. Segunda maior economia do mundo, a China é também um dos maiores países do planeta. Em todos os
lugares, em todos os quinhões, há de se encontrar uma mercadoria chinesa. O número incomensurável de
trabalhadores impulsiona ainda mais a economia deste país asiático. Sua história não é menos impactante, o
que desperta a atenção de muitos historiadores europeus.
Sobre a história recente deste grande país, podemos afirmar:
(A) A industrialização chinesa foi acompanhada de um intenso e planejado projeto de reformulação urbana e
de controle da poluição nas cidades.
(B) O desenvolvimento chinês tem produzido uma sociedade igualitária, com a repartição das riquezas pro-
duzidas pelas grandes indústrias asiáticas.
(C) A inserção da China na moderna economia globalizada é uma política de governo que reintroduziu a
economia de mercado em algumas regiões chinesas.
(D) Com uma população avaliada em 1,3 bilhões de pessoas, a China desenvolve-se economicamente e in-
centiva o aumento da natalidade de sua população.
.
54. A China é um país que tem despertado o interesse mundial face o grande progresso econômico que tem
alcançado nos últimos anos. Apesar disso, chama à atenção a falta de progresso na área política, pois já há
algum tempo a China deixou de ser atrasada e agrícola para se tornar industrial e competitiva.
Sobre a China, é correto afirmar que
(A) o modelo de desenvolvimento adotado buscou o fortalecimento da indústria local, tendo sido evitados os
subsídios estatais e os investimentos estrangeiros, sobretudo em função da política nacionalista do go-
verno.
(B) mantém, ao longo da costa leste, as chamadas Zonas Econômicas Especiais, onde as empresas estrangei-
ras podem se instalar com o incentivo do estado. Essas zonas são responsáveis pela absorção do conhe-
cimento tecnológico multinacional, conferindo ao país uma verdadeira reforma industrial.
(C) Taiwan, por ter sido um protetorado inglês devolvido à China recentemente, é uma região especial, onde
o governo chinês controla assuntos de defesa e política externa, deixando livre o funcionamento da eco-
nomia de mercado.
(D) as condições de vida da população têm crescido na mesma medida que o crescimento econômico
como um todo. Milhões de chineses deixaram a pobreza, e a diferença entre ricos e pobres tem diminuído
muito, recentemente.
(E) o meio ambiente é uma grande preocupação do governo, o que levou o país a combater a desertificação
com sucesso, e a despoluir rios e lagos. Por ter alcançado um desenvolvimento industrial planejado, sua
indústria não é mais poluente.
55. Com o avanço do processo de globalização, a industrialização estendeu-se a vários países e regiões do
mundo, levando à superação do modelo clássico da Divisão Internacional do Trabalho, em que cabiam aos
países ricos a produção e a exportação de manufaturados e aos países pobres a produção e a exportação de
matérias-primas. No modelo atual, há uma tendência clara de deslocamento de alguns tipos de indústrias
para países periféricos, atendendo a interesses econômicos e estratégicos das grandes corporações.
São exemplos de indústrias que, no processo de desconcentração industrial, privilegiaram sua localização
em alguns países periféricos da Ásia e América Latina,EXCETO:

Módulo 2 20 Turma Máster 2018


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(A) indústrias de base, como as siderúrgicas, metalúrgicas ou petroquímicas, pelas vantagens locacionais
oferecidas próximo às áreas produtoras das matérias-primas.
(B) indústrias de bens de consumo não duráveis ou semiduráveis, como as indústrias de alimentos, bebida
ou de vestuário, em virtude da elevada disponibilidade de mão-de-obra barata e da proximidade dos
mercados consumidores.
(C) indústrias de alta tecnologia, vinculadas a setores como a informática, telecomunicação por satélites e
produtos aeroespaciais, que exigem mão-de-obra altamente qualificada e vinculação estreita com gran-
des centros de pesquisa e universidades.
(D) indústrias de bens de consumo duráveis como móveis, eletrodomésticos e automóveis, que, apesar de
destinarem-se a um mercado consumidor mais amplo, favoreceram-se de benefícios fiscais e de parceri-
as locais.

56. O Manufacturing Belt no Nordeste americano apresentava, na década de 50, cerca de 69% da produção
industrial dos Estados Unidos, baixando essa participação, três décadas depois, para 48%. Milhões de traba-
lhadores migraram para o Sul e o Oeste que despontavam como áreas mais dinâmicas. O mesmo Manufactu-
ring Belt,orgulho dos americanos, ganhava uma nova designação pejorativa – o Rust Belt – o “cinturão da
ferrugem”.
Assinale a alternativa que melhor se relaciona ao texto:
(A) A sociedade industrial norte-americana se reestrutura frente as novas exigências do mercado mundial.
(B) A terceirização das atividades econômicas no Leste americano tem promovido o intervencionismo do
Estado, para garantir a estabilidade do emprego de milhares de americanos.
(C) Os investimentos das grandes transnacionais americanas no exterior esvaziaram a produção industrial e
aumentaram o desemprego.
(D) A redução contínua das taxas de natalidade e o crescente aumento da imigração tem provocado sucessi-
vas crises sociais na classe operária-norte americana.
(E) O espaço geoeconômico norte-americano está se reorganizando com o surgimento de novos pólos indus-
triais.

57. A região do "Sun Belt", nos EUA, tem se caracterizado por um acalorado crescimento econômico, Gran-
des obras de infra-estrutura, instalação de centros de desenvolvimento tecnológico e uma fantástica expan-
são do turismo, entre outros aspectos.
Exemplos de áreas que apresentam estas características são:
(A) São Francisco - indústria da informática e centros de pesquisa - e Houston - indústria petrolífera, biotec-
nologia e tecnologia de ponta.
(B) Seatle - indústria aeronáutica a informática - a Portland - produção de alumínio e indústria bélica.
(C) Boston - indústria de informática a centro aeroespacial - e São Francisco - indústria da informática e
centros de pesquisa.
(D) Atlanta - indústrias têxteis, químicas o de defesa - e Portland - produção de alumínio e indústria bélica.
(E) Boston - indústria aeronáutica e informática - e Houston - indústria petrolífera, biotecnologia de ponta

58. "Por volta de 1850, a Grã-Bretanha era a primeira entre as nações industrializadas, tendo evoluído de
uma economia de base agrária para uma predominantemente industrial. Durante a Segunda Revolução In-
dustrial (a partir de 1870), continuou em posição de destaque, mas a Alemanha (...) passou a determinar o
ritmo da corrida pela supremacia industrial." (Atlas Histórico, FOLHA DE S. PAULO.)
Para que a Grã-Bretanha e a Alemanha, respectivamente, ocupassem as posições descritas pelo texto anteri-
or, concorreram fenômenos tais como:
(A) a prática do chamado comércio triangular, envolvendo colônias na América, na Índia e na África, no
primeiro caso; e o sucesso dos seguidos planos quinquenais de desenvolvimento industrial, praticados
pelo Estado desde 1810, no outro caso.
(B) a adoção de uma economia de livre mercado com estímulo à competitividade, no primeiro caso; e a polí-
tica de cercamento das terras comunais, gerando mão-de-obra para a indústria, no outro caso.
(C) a atração que o mercado financeiro britânico exercia sobre os investimentos mundiais, no primeiro caso;
e a moral materialista, fruto da adoção, por parte do Estado, do anglicanismo como religião oficial, no
outro caso.

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(D) a tardia estruturação de um Estado-nação que possibilitou a concentração de capitais nas mãos de verda-
deiros empreendedores, no primeiro caso; e o apoio financeiro e logístico recebido da França, arquirri-
val da Inglaterra, no outro caso.
(E) a intensa atividade mercantil desenvolvida nas relações coloniais, no primeiro caso; e a unificação políti-
ca que consolidou as alianças econômicas já praticadas entre os estados germânicos, no outro caso.

59. Com base na imagem, considere as afirmativas a seguir.

I. No século XIX, com a descoberta de novas técnicas e a consequente mecanização da produção, os indus-
triais intensificaram a exploração da mão de obra para recuperar os investimentos com as maquinarias e
aumentar os lucros com a produção. Para conseguir tal intento, os assalariados tinham que cumprir em
média 15 horas de trabalho por dia, sendo que mulheres e crianças - consideradas inferiores - foram co-
mumente utilizadas como mão de obra por se constituírem em força de trabalho mais barata.
II. A crise econômica que arrasou a Inglaterra na segunda metade do século XIX abriu espaço para que os
EUA colocassem no mercado seus produtos industrializados. A partir de então, o capitalismo foi se con-
solidando numa perspectiva mais financeira e abriu espaço para o surgimento das grandes potências
bancárias.
III. A luta de classes tornou-se uma realidade a partir do momento em que a sociedade ficou dividida em
duas classes antagônicas: burguesia e proletariado. As diferenças entre aqueles que eram donos dos
meios de produção - e do capital - e aqueles que possuíam a força de trabalho - mão de obra - levou es-
tes últimos a organizarem-se em sindicatos, partidos, associações para lutar contra a exploração a que
eram submetidos.
IV. O anarquismo como doutrina política foi primordial para a constituição da classe burguesa, no século
XIX, porque defendia a importância do capital na consolidação desta nova ordem social. Defendia tam-
bém que todos os indivíduos tinham o direito de lutar para garantir melhores salários e qualidade de vi-
da.
Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas.
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) III e IV.
(D) I, II e IV.
(E) II, III e IV.

Módulo 2 22 Turma Máster 2018


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60. Cerca de uma dezena de bacias sedimentares estão situadas na Amazônia Legal Brasileira, perfazendo
quase 2/3 dessa área territorial. Três delas - bacias do Solimões, Amazonas e Paranaíba - são as mais impor-
tantes, não só pelo tamanho (juntas ocupam aproximadamente 1,5 milhão de km£), mas principalmente pelo
seu potencial. Fonte: "Amazônia Legal", 2003.
O texto refere-se à existência, nessas bacias sedimentares, de expressivos depósitos de:
(A) Níquel e minério de ferro.
(B) Ouro e diamantes.
(C) Manganês e estanho.
(D) Petróleo e gás natural.
(E) Urânio e tório.

61. No mapa, ao lado, 1, 2 e 3 indicam bacias hidro-


gráficas onde se encontram instaladas, respectivamen-
te, as hidrelétricas:
(A) Tucuruí, Paulo Afonso e Ilha Solteira.
(B) Xavantes, Furnas e Sobradinho.
(C) Jupiá, Funil e Castelo Branco.
(D) Três Marias, Balbina e Promissão.
(E) Tucuruí, Marimbondo e Jupiá.

62. Verifique se os itens a seguir apresentam CORRETAMENTE características de três bacias hidrográficas
brasileiras e o seu aproveitamento:
I. BACIA AMAZÔNICA - A maior do Brasil. O rio principal é de planície, excelente para a navegação.
Nos seus afluentes, existem inúmeras cachoeiras, o que lhe confere um elevado potencial hidráulico.
II. BACIA DO SÃO FRANCISCO - O rio principal nasce em Minas Gerais e percorre áreas de clima semi-
árido no interior nordestino. Parte de seu curso é utilizado para a navegação, como fonte de energia e
para a irrigação de uma área do Sertão nordestino.
III. BACIA DO PARANÁ - O rio principal, formado pelos rios Grande e Paranaíba, deságua no estuário do
Prata. A bacia é formada por rios de planalto, e o seu potencial energético é amplamente aproveitado.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
(A) I
(B) II
(C) I e II
(D) II e III
(E) I, II e III

63. O aproveitamento dos rios da Bacia Platina para a produção de energia hidroelétrica interessa aos países
que compõem o MERCOSUL. Considerando a posição geográfica desses países, podemos afirmar que:
(A) A Bolívia está em melhor situação por ter parte de seu território na Bacia Platina e parte na Bacia Ama-
zônica.
(B) Argentina e Chile obtêm toda sua energia graças aos cursos de água que descem dos Andes.
(C) Brasil e Paraguai são favorecidos, porque estão no alto curso do Rio Paraná onde o potencial é maior.
(D) Argentina e Uruguai são privilegiados, porque aí os rios têm escoamento mais regular.
(E) Uruguai e Paraguai não podem obter energia hidroelétrica, porque grande parte de seus rios é temporá-
ria.

64. O Programa Nacional do Álcool (Proálcool) foi criado em 1975, como uma forma encontrada pelo go-
verno brasileiro para enfrentar as crises do petróleo, iniciadas em 1973. Sobre o Proálcool, assinale a alter-
nativa INCORRETA:
(A) Baseou-se em uma forte política de subsídios e financiamento a juros baixos aos grandes usineiros,
agravando ainda mais o problema fundiário no país.
(B) Contribuiu para atenuar a crise do setor açucareiro brasileiro na década de 70, devido aos baixos preços
internacionais do açúcar.

Módulo 2 23 Turma Máster 2018


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(C) Possibilitou a abertura de novas fronteiras agrícolas, evitando investimentos em plantações e usinas já
existentes.
(D) Representou uma fonte de desenvolvimento de tecnologias "limpas" por aproveitar a cana-de-açúcar
como fonte de energia renovável.
(E) Ocasionou uma série de problemas ambientais pela dificuldade de aproveitamento e armazenamento dos
resíduos da produção de álcool.

65. Considere o contexto a seguir, a respeito da política energética brasileira nos anos 1970, e avalie as afir-
mativas se falsas (F) ou verdadeiras (V).
Em 1975, o Governo Militar brasileiro, para enfrentar a alta geral dos preços internacionais do petróleo, bai-
xou um Decreto criando o Programa Nacional do Álcool (PROÁLCOOL). Dentre as principais conseqüên-
cias sociais e ambientais desse importante programa, estão:
( ) a aceleração do processo de proletarização do trabalhador rural.
( ) a diminuição da poluição dos cursos de água, especialmente na Zona da Mata nordestina.
( ) a intensa utilização dos agrotóxicos nas novas áreas cultivadas com cana-de-açúcar.
( ) a diminuição da mão-de-obra empregada na lavoura canavieira, com a elevada mecanização das ativida-
des agrícolas.
( ) a intensificação da concentração fundiária.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta.
(A) F F V V F.
(B) F F V F V.
(C) V V F V V.
(D) V F V V V.
(E) V F F V F.

66. Analise os mapas sobre algumas redes no Brasil,


que retratam as respectivas abrangências no início
dos anos 1990.
Fonte: BECKER, B. K. & EGLER C. A. G.: "Uma Nova Po-
tência Regional Na Economia - Mundo", Rio de Janeiro: Ber-
trand Brasil S. A., 1992, p. 197
Com base no que é representado nos mapas, todas as
afirmativas apresentam conclusões corretas, EXCE-
TO
(A) A configuração da rede de energia elétrica rela-
ciona-se com a concentração no espaço do po-
tencial hidroelétrico nacional.
(B) A rede de ferrovias estende-se por áreas de valo-
rização as mais antigas do território nacional.
(C) A rede de rodovias expressa, de modo geral, a
área de mercado mais integrada do território na-
cional.
(D) A rede de telecomunicações mostra que a circulação rápida de informação a longa distância ocorre em
nível nacional.
(E) O adensamento das redes no centro-sul do território nacional constitui um indicador da importância eco-
nômica dessa região.

67. Esse programa fez despertar o processo no qual fica evidente a alta potencialidade mundial do Brasil no
estratégico campo energético. Posteriormente, esse programa, de êxito mundial indiscutível, foi praticamente
interrompido. Na realidade, o programa, como concebido pela STI, visava à substituição não somente da
gasolina mas dos demais derivados do petróleo por combustíveis renováveis e limpos do ponto de vista am-
biental, isso porque o Brasil não importava gasolina mas petróleo.
(Fonte: J. W. Batista Vidal. "Revista Caros Amigos", ano IV, n. 37, abril/2000, p. 42).
O texto faz referência ao Programa:

Módulo 2 24 Turma Máster 2018


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(A) Nuclear brasileiro, desenvolvimento pelo governo federal na década de 70, interrompido por pressões de
grupos ambientalistas na década de 80.
(B) Energético, de extração do petróleo a partir do xisto betuminoso, desenvolvido pela Petrobrás na década
de 80 e posteriormente abandonado devido ao alto custo do processo.
(C) Nacional do Álcool (Proálcool), desenvolvido pelo Governo Federal nos anos 70, tendo sofrido um re-
cuo na última década devido à diminuição dos subsídios à produção.
(D) Mineral, desenvolvido pela Companhia Vale do Rio Doce desde a década de 70, que tinha como um dos
objetivos substituir o petróleo pelo carvão vegetal.
(E) Hidrelétrico, de substituição do óleo combustível como fonte de energia das indústrias brasileiras pela
eletricidade, desenvolvido como resposta ao Segundo Choque do Petróleo, em 1979.

68. Analise este quadro:


A partir da análise dos dados desse quadro e de outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO
afirmar que
(A) a geração de eletricidade no País, segundo a previsão,
pode tornar-se mais dependente de fontes não-
renováveis de energia.
(B) a mudança prevista na composição da estrutura de pro-
dução de energia elétrica pode contribuir para o agra-
vamento do efeito estufa.
(C) as mudanças na estrutura de produção visam ao equilí-
brio entre o consumo e as fontes disponíveis no territó-
rio nacional.
(D) o aumento previsto da participação da energia nuclear
contraria a tendência atual em diversos países desen-
volvidos.

69. Analise as afirmativas a seguir referentes ao assunto "Fontes de Energia".


1. O xisto é uma "rocha energética" estratificada que se encontra sempre impregnada de substâncias orgâni-
cas e inorgânicas, podendo gerar óleos.
2. O carvão mineral brasileiro tem uma distribuição geográfica muito limitada, sendo, de certa forma, antie-
conômico o seu fornecimento às regiões mais longínquas.
3. A maior parte dos depósitos carboníferos da América do Sul se situa numa estreita faixa que se estende do
Sul da Bahia até Santa Catarina; esses depósitos aparecem em terrenos pré-cambrianos.
4. Dos diversos tipos de carvão encontrados no Brasil, a turfa é a que é mais explorada, pois possui o maior
poder calorífico.
5. A indústria de extração de carvão, muitas vezes, é responsável por graves problemas ambientais, uma vez
que a degradação causada por essa atividade pode atingir o solo, o ar e a água consumida pela população.
Estão corretas:
(A) 1 e 2 apenas
(B) 3 e 4 apenas
(C) 4 e 5 apenas
(D) 1, 2 e 5 apenas
(E) 1, 2, 3, 4 e 5.

70. "Águas de março definem se falta luz este ano".


Esse foi o título de uma reportagem em jornal de circulação nacional, pouco antes do início do racionamento
do consumo de energia elétrica, em 2001.
No Brasil, a relação entre a produção de eletricidade e a utilização de recursos hídricos, estabelecida nessa
manchete, se justifica porque
(A) a geração de eletricidade nas usinas hidrelétricas exige a manutenção de um dado fluxo de água nas bar-
ragens.
(B) o sistema de tratamento da água e sua distribuição consomem grande quantidade de energia elétrica.
(C) a geração de eletricidade nas usinas termelétricas utiliza grande volume de água para refrigeração.

Módulo 2 25 Turma Máster 2018


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(D) o consumo de água e de energia elétrica utilizadas na indústria compete com o da agricultura.
(E) é grande o uso de chuveiros elétricos, cuja operação implica abundante consumo de água.

71. Assinale a alternativa que aponta, corretamente, uma dificuldade para o aproveitamento dos rios da Ba-
cia Amazônica, no que se refere à geração de energia elétrica.
(A) A baixa declividade ao longo de seus cursos, que, ao serem represados, causam grande impacto com o
alagamento de grandes áreas florestadas.
(B) A navegação, uma das principais formas de deslocamento na região amazônica, é limitada em represas
utilizadas para geração de energia elétrica.
(C) A economia da região amazônica, baseada no extrativismo mineral, vegetal, na pecuária extensiva e ain-
da a ausência de indústrias, não gera grande consumo de energia elétrica.
(D) O clima Equatorial, predominante na região amazônica, apresenta uma estação seca no inverno, que
reduz a vazão dos rios e inviabiliza a produção de energia elétrica.
(E) As entidades ambientalistas internacionais argumentam que as termoelétricas, que utilizam carvão vege-
tal, causam menos impactos ambientais à Floresta Amazônica do que as hidroelétricas.

72. O Brasil e a maior parte da América do


Sul podem ser considerados como uma das
áreas mais privilegiadas do planeta em ter-
mos da disponibilidade de recursos hídricos.
Nesse caso, os problemas recentes como o da
diminuição nos níveis das usinas geradoras
de hidroeletricidade derivam principalmente
de uma política caracterizada como:
(A) energética que poupou investimentos e
não previu a irregularidade das precipi-
tações.
(B) ambiental que transformou as represas em áreas de proteção e não priorizou a construção de canais de
irrigação.
(C) industrial que converteu a produção para o uso de energia nuclear e não previu a manutenção das reser-
vas hídricas.
(D) de transportes que privilegiou o uso dos rios para a navegação e não considerou os riscos para a baixa do
nível das águas fluviais.

73. Analise as afirmativas a seguir referentes ao assunto "Fontes de Energia".


1. O xisto é uma "rocha energética" estratificada que se encontra sempre impregnada de substâncias orgâni-
cas e inorgânicas, podendo gerar óleos.
2. O carvão mineral brasileiro tem uma distribuição geográfica muito limitada, sendo, de certa forma, antie-
conômico o seu fornecimento às regiões mais longínquas.
3. A maior parte dos depósitos carboníferos da América do Sul se situa numa estreita faixa que se estende do
Sul da Bahia até Santa Catarina; esses depósitos aparecem em terrenos pré-cambrianos.
4. Dos diversos tipos de carvão encontrados no Brasil, a turfa é a que é mais explorada, pois possui o maior
poder calorífico.
5. A indústria de extração de carvão, muitas vezes, é responsável por graves problemas ambientais, uma vez
que a degradação causada por essa atividade pode atingir o solo, o ar e a água consumida pela população.
Estão corretas:
(A) 1 e 2 apenas.
(B) 3 e 4 apenas.
(C) 4 e 5 apenas.
(D) 1, 2 e 5 apenas.
(E) 1, 2, 3, 4 e 5.

Módulo 2 26 Turma Máster 2018


Prof. Odilon Lugão Geografia Econômica

GABARITO DAS QUESTÕES DA 2ª BATERIA DE GECON – TURMA MÁSTER/2018

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
E D E E A B E C D A E D C B E C A C E B C E C D C

26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
C C B A B C E B D D B C C E A B D E C E E D E E D

51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73
E B C B C A A E B D A E C C D A C C D A A A D

Módulo 2 27 Turma Máster 2018


H
I
S
T
Ó
R
I
A
Prof Vagner Souza História Militar-Naval
Módulo com base no livro:
Introdução à História Marítima Brasileira. — Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2006.

PRIMEIRA BATERIA

01) O mar sempre teve uma importância fundamental na história do Brasil. Do mar, de Portugal, vieram as expedições
destinadas a descoberta, proteção e desenvolvimento do Brasil. Marque abaixo uma expedição que tenha tido como
finalidade principal a defesa das terras do Brasil contra as ações estrangeiras.
(A) A expedição da naval de Estácio de Sá, que trouxe reforços de Portugal para a expulsão dos franceses do Maranhão
em 1615.
(B) A ação naval empreendida pelo Almirante e Governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá e Benevides,
para a expulsão dos holandeses de Salvador, Bahia, em 1625 conhecida como Jornada dos Vassalos.
(C) As expedições navais comandadas por Cristóvão Jaques que, entre 1516 e 1528, enfrentaram ações de
contrabandistas estrangeiros na costa do Brasil.
(D) A Esquadra de 1500, sob comando de Pedro Álvares Cabral, que, ao tomar posse do Brasil, imediatamente após
iniciou os mecanismos de defesa e proteção das terras portuguesas na América.
(E) A expedição naval de Men de Sá, que em 1560 expulsou definitivamente os franceses da Baía da Guanabara,
fundando logo após a cidade Rio de Janeiro.

02) No período regencial de D. Pedro II, o mar novamente foi o caminho natural para o transporte de tropas para as
províncias insurgentes que ameaçavam se separar do Império. Naquela ocasião, as estradas que ligavam as principais
cidades do Brasil eram muito rudimentares, daí a enorme importância estratégica que o mar adquiriu mais uma vez.
Qual sublevação separatista regencial abaixo ocorreu na área Norte do Brasil entre os anos de 1838 e 1841?
(A) Farroupilha, onde as ações do Almirante Grenfell foram fundamentais.
(B) A Cabanagem, no Maranhão, combatida pela eficiente ação do Almirante Visconde de Inhaúma.
(C) A Balaiada, cuja a Divisão Naval que atuou na região estava sob as ordens do futuro Almirante Tamandaré.
(D) A Praieira, onde o Almirante Inhaúma agiu energicamente a favor da integridade do território brasileiro.
(E) A Sabinada, revolta provincial que ocorreu no Rio Grande do Sul, atendendo aos anseios do povo.

03) Durante o século XV, os portugueses decidiram que deveriam prosperar negociando diretamente com o Oriente
através do mar. Até então, as mercadorias do Oriente, inclusive as especiarias, eram trazidas por caravanas árabes até
o mar Mediterrâneo, onde eram compradas pelos italianos, que revendiam na Europa. Para alcançar um bom êxito,
nesse ambicioso projeto de interesse nacional de Portugal, foi necessário explorar a costa da África no Oceano
Atlântico, sendo a primeira conquista portuguesa na busca do caminho para as Índias a
(A) descoberta da América em 1492.
(B) tomada da cidade de Ceuta, em 1415, no Norte da África.
(C) descoberta do Cabo das Tormentas no Norte da África, em 1488, por Bartolomeu Dias.
(D) conquista de Calicute, na África, por Vasco da Gama em 1415.
(E) descoberta do Cabo da Boa Esperança no Sul da África, em 1488, por Bartolomeu Dias.

04) Sobre o Tratado de Tordesilhas, assinado entre Portugal e Espanha em 7 de junho de 1494, é correto afirmar que
(A) o papa Alexandre VI, através das bulas papais, concedeu à Portugal os direitos sobre as terras achadas por seus
navegadores a Ocidente do meridiano traçado a cem léguas a oeste das Ilhas dos Açores e de Cabo Verde.
(B) o Tratado garantiu à coroa portuguesa as terras que viessem a ser descobertas até 370 léguas a oeste do Arquipélago
de Cabo Verde.
(C) D. João II, rei de Portugal, abalado com as notícias trazidas por Colombo da chegada às Índias em 1492, cogitou
em mandar uma expedição em direção às terras recém descobertas para garantir o direito de posse a Espanha.
(D) os portugueses discordaram da proposta inicial de Tordesilhas e novas negociações resultaram na assinatura do
Tratado que fixou as terras portuguesas a Oeste da linha traçada como marco divisório.
(E) as terras situadas até o limite da Linha de Tordesilhas pertenceriam à Espanha.

Módulo 2 -1- Turma Máster 2018


Prof Vagner Souza História Militar-Naval
05) Durante a Guerra da Independência do Brasil, a então recém-criada Esquadra brasileira teve papel primordial nas
mãos do Primeiro Almirante Lorde Thomas Cochrane, bloqueando os portos conflagrados e combatendo os lusitanos.
As tropas de Dom Pedro I, que lutaram contra as juntas governativas – aliadas das Cortes (parlamento) portuguesas –
foram transportadas pelo mar. Onde ocorreu a primeira ação naval da Marinha do Brasil?
(A) Na Banda Oriental, onde ocorreu o Combate Naval de Montevidéu sob comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra
Pedro Antonio Nunes.
(B) No Grão-Pará, em Belém, onde a atuação da força naval ocorreu sob ordens do Oficial inglês John Pascoe Grenfell.
(C) Na Província Cisplatina, em Montevidéu, com nossa Visão Naval sob ordens do Primeiro Almirante Lorde Thomas
Cochrane.
(D) Em São Luís, MA, onde o Almirante Tamandaré comandou as operações fluviais que foram vencedoras.
(E) Em Salvador, BA, onde apesar das ações navais brasileiras terem sido atrapalhadas pela presença de portugueses
a bordo de nossos navios, o Primeiro Almirante Lorde Thomas Cochrane obteve sucesso.

06) O primeiro método de construção de embarcações, utilizado desde a canoa de tábuas, é chamado de “costado
rígido”. A tecnologia da utilização da madeira como matéria prima para a construção naval é complicada. É preciso
conhecer que qualidade de madeira usar, obedecer à época e à hora certa para cortar as árvores; armazenar as toras
corretamente, secas ou submersas, e trabalhá-las conforme suas características físicas. Devido ao desenvolvimento da
construção naval em Portugal, os lusitanos optaram para a construção de seus navios pelo método de
(A) “esqueleto rígido”, após uma longa evolução que durou mais de mil anos.
(B) “quilha”, o que tornava os navios mais capazes de navegar.
(C) “velas latinas”, o que permitia a navegação em qualquer direção e sentido.
(D) “arsenal”, onde era possível, também, reforçar a estrutura externa do navio.
(E) “esqueleto flexível”, o que tornava o navio capaz de realizar qualquer atividade marítima.

07) Qual das expedições navais abaixo relacionadas foi a principal responsável pelo reconhecimento da costa
brasileira?
(A) A expedição de Pedro Álvares Cabral, que partiu de Portugal em 9/3/1500 com treze navios e realizou a descoberta
do Brasil.
(B) A expedição de 1502/1503, comandada por Fernando de Noronha e formada por um consórcio de cristãos novos.
(C) A expedição de Martin Afonso de Souza, que, sendo a primeira do gênero no Brasil, logo nos primeiros anos após
o descobrimento mapeou os principais acidentes geográficos brasileiros.
(D) A expedição de 1501/1502, composta de três caravelas, comandada por Gonçalo Coelho tendo a companhia de
Américo Vespúcio.
(E) A expedição Guarda Costa de 1516, comandada por Américo Vespúcio e responsável pela identificação de
localidades como a Baía de Todos os Santos e da Guanabara.

08) Os portugueses desenvolveram e utilizaram caravelas para explorações; naus como navios mercantes para o
comércio; e galeões como navios de guerra. Mas isso só não bastava para chegar com sucesso ao porto de destino. A
navegação, quando se mantém terra à vista, é feita observando pontos geográficos de terra para saber a posição do
navio em relação à costa. Quando não se avista mais a terra, o mar e o céu se encontram no horizonte a toda volta, é
necessário saber em que direção o navio segue e a posição em que se está em relação à superfície do globo terrestre.
Foi necessário, portanto, desenvolver instrumentos capazes de auxiliar a navegação, sendo uma EXCEÇÃO qual
instrumento abaixo relacionado?
(A) A bússola, para indicar a direção do navio.
(B) O astrolábio, para indicar a latitude.
(C) O cronômetro, para indicar a longitude.
(D) A agulha de marear, para indicar a direção do navio.
(E) A funda, para indicar a direção do navio.

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09) Os franceses começaram a frequentar nosso litoral desde os primeiros anos do Brasil, comercializando o pau-brasil
clandestinamente com os índios. Portugal procurou, a princípio, usar de mecanismos diplomáticos, encaminhando
várias reclamações ao governo francês na esperança de que o mesmo coibisse esse comércio clandestino, mas nunca
obteve os resultados satisfatórios. Mais tarde, em meados do século XVI, os franceses tentaram uma ocupação
permanente de terras brasileiras, sendo o núcleo de colonização
(A) fundado por Daniel de la Touche de la Ravardière e Nicolau de Harlay de Sancy, no Maranhão, em 1612.
(B) batizado de França Equinocial e instalado no Rio de Janeiro em 1710, sob comando francês de Duclerc.
(C) denominado de França Antártica, comandado por Nicolau Durand de Villegagnon, instalado na baía da Guanabara
em 1555.
(D) fundado por Daniel de la Touche, instalado em São Luís do Maranhão, após a construção do Forte de Coligny, em
homenagem ao almirante francês Gaspar de Coligny que lhe apoiara.
(E) batizado de França Equinocial e instalado no Rio de Janeiro em 1711, sob comando francês de Duguay-Trouin.

10) A vida a bordo dos navios veleiros era muito difícil. O trabalho a bordo, com as manobras de pano, muitas vezes
durante tempestades, exigia bastante esforço físico e era arriscado. A vida em terra também não era fácil. O trabalho
podia ser fatigante e o ambiente insalubre. Desconhecia-se a causa de muitas doenças. Havia pouco conhecimento
sobre uma dieta alimentar adequada e a medicina da época era muito deficiente. Entre as doenças mais comuns para o
pessoal marítimo da época das grandes navegações, merece destaque
(A) a escarlatina, por falta de vitamina “B” na alimentação, pela falta de verduras, legumes e frutas frescas na
alimentação a bordo dos navios.
(B) a gripe, provocada pela aglutinação de pessoas em espaços confinados nos navios.
(C) o escorbuto, doença que causou a morte de muitos marinheiros nas longas estadias no mar por falta de vitamina
“C” na alimentação.
(D) o alcoolismo, devido ao consumo excessivo de bebidas alcóolicas para suportar a fome a bordo dos navios que não
tinham frigoríficas para a conservação dos alimentos.
(E) as infecções respiratórias, provocada pela aglutinação de pessoas em espaços confinados nos navios.

11) O pioneirismo português ao assumir a liderança do processo de expansão marítima europeia no final do século
XIV, encontra explicação em acontecimentos decisivos, EXCETO:
(A) o país estava com suas fronteiras estabelecidas, após as guerras da Reconquista, e em paz.
(B) Portugal foi o primeiro estado europeu moderno, politicamente centralizado, após a vitória militar contra os reinos
vizinhos de Leão e Castela.
(C) Portugal foi a primeira nação a conseguir quebrar o monopólio exercido pelas cidades de Gênova e Veneza sobreas
rotas de comércio com a Ásia, que seguiam através do Mediterrâneo.
(D) a expansão ultramarina portuguesa ensejou uma aliança entre setores mercantis e a nobreza, tendo o Estado o
controle e direção de tal empreendimento.
(E) a vitória militar contra a Espanha e a França, permitindo, inclusive, Portugal estabelecer a primeira divisão mundial
de rotas marítimas, conhecida como Tratado de Tordesilhas.

12) Os portugueses, no século XV, iniciaram a aventura das Grandes Navegações, que não somente levou ao
Descobrimento do Brasil, mas também transformou o mundo. Os oceanos, que antes eram obstáculos entre os povos
da Terra, tornaram-se vias de comunicação entre eles. As expedições portuguesas tinham como objetivo principal?
(A) A descoberta do Brasil, objetivo alcançado ainda dentro do século XV.
(B) A busca de uma passagem entre o oceano Atlântico e o Pacífico, fato este alcançado por Bartolomeu Dias em 1488.
(C) A chegada às Índias, navegando-se ao longo da costa africana, sempre na direção do Oriente, em busca das
especiarias.
(D) A conquistas de terras para iniciarem a produção de especiarias como o cravo, a pimenta e a canela.
(E) A descoberta da América, onde o navegador Cristóvão Colombo conquistou a rota para as Índias.

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13) A formação da Marinha Imperial brasileira está vinculada ao processo de Independência do Brasil em 1822. Qual
afirmativa abaixo está correta sobre a criação de nossa primeira Esquadra?
(A) Nossa primeira Esquadra foi construída em um intenso trabalho do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro sob
orientação de Oficiais ingleses, como o Almirante Lorde Thomas Cochrane.
(B) As lacunas de pessoal encontradas nos corpos de oficiais e praças, foram completadas com a contratação de
estrangeiros, sobretudo experientes remanescentes da Marinha francesa.
(C) A Esquadra brasileira impediria que chegassem aos portos das cidades brasileiras ocupadas pelos portugueses os
reforços ingleses que Portugal enviasse, interceptando e combatendo os navios que os trouxessem.
(D) Sob a orientação do Ministro do Interior e dos Negócios Estrangeiros José Bonifácio de Andrada e Silva, a
formação de nossa primeira Esquadra se deu em regime de urgência.
(E) Além dos navios tomados dos portugueses, nossa primeira esquadra também foi montada com navios comprados
tanto pelo governo inglês como por subscrição pública.

14) Entre os antecedentes da vinda Família Imperial portuguesa para o Brasil, temos
(A) as guerras napoleônicas (1804-1815), com a derrota da Marinha francesa na Batalha de Trafalgar (1805) para a
Marinha inglesa.
(B) a invasão do território português por tropas inglesas em 1807, onde o Conselho de Estado, com o Príncipe Regente
D. João, acordou na retirada para o Brasil de toda a Família Real.
(C) a Revolução Francesa (1789-1799), que colocou no poder o General Junot, responsável pela invasão de Portugal
em 1807.
(D) os acordos diplomáticos feitos entre D. João e Napoleão Bonaparte, quebrados pela Inglaterra com o Bloqueio
Continental inglês em Trafalgar em 1805.
(E) as guerras napoleônicas (1804-1815), com a guerra econômica da Inglaterra contra a França, a partir do Bloqueio
Continental inglês em 1806.

15) Entre os diversos tratados de fronteiras ocorridos entre Portugal e Espanha ao longo do século XVIII, está o tratado
de Madri de 1750. Esses tratados versaram principalmente sobre a região Sul, onde o fator principal de disputa estava
o controle sobre a
(A) bacia platina, devido aos rios Solimões, Madeira e Mamoré, importantes para acesso ao interior de São Paulo.
(B) bacia amazônica, onde os rios Apa, Branco e Ivinhema eram motivos de discórdia entre os países platinos.
(C) bacia platina, em rios como o Uruguai, Paraná e Paraguai, que eram necessários para acesso às regiões interiores
das colônias espanholas e da colônia Brasil.
(D) bacia do São Francisco, devido aos rios Solimões, Madeira e Mamoré, que eram motivos de discórdia entre os
países platinos.
(E) bacia platina, onde os rios Apa e Branco eram utilizados para acesso às regiões mineradoras espanholas na
Amazônia Oriental.

16) em 7 de novembro de 1847, saiu de Lisboa, com destino ao Rio de Janeiro, uma força naval comandada por
Salvador Correia de Sá e Benevides, com o propósito de libertar Angola, na África, do domínio holandês e recolocar
a região sob controle português. Em maio de 1848 a armada de Salvador de Sá partiu do Rio de Janeiro e já em
novembro daquele ano chegou a notícia da vitória de Salvador de Sá com a rendição dos holandeses em Angola. Esta
expedição naval ficou conhecida por ser a
(A) primeira expedição naval portuguesa a obter sucesso contra estrangeiros no Brasil, tendo em vista que Salvador de
Sá providenciou também a defesa da cidade do Rio de Janeiro contra os holandeses.
(B) maio armada montada por Portugal em toda sua história marítima, devido a quantidade aproximada de vinte navios
e 1800 homens de guarnição.
(C) última viagem feita por Salvador de Sá, já que o comandante português faleceu nos combates ocorridos durante a
viagem contra corsários holandeses que esperavam pelos navios portugueses.
(D) primeira projeção brasileira de poder para o exterior, pois o Rio de Janeiro foi a base para a libertação de Angola
e muitos brasileiros participaram da luta, inclusive índios.
(E) armada que sofreu primeiro uma grande derrota naval antes de obter o sucesso final, devido a ter perdido os
combates contra os holandeses no Rio de Janeiro e em Salvador antes da travessia do Atlântico.

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17) Nas Guerras de Independência do Brasil, após a vitória sobre os portugueses na Bahia, a Esquadra brasileira
empreendeu a perseguição dos navios portugueses sob quais condições?
(A) O Almirante Cochrane, comandando a Esquadra brasileira, seguiu o comboio português garantindo a segurança
deles até o arquipélago de Fernando de Noronha.
(B) O Capitão-de-Fragata John Taylor, comandando a Fragata Niterói, fustigou o comboio português até a foz do Rio
Tejo.
(C) O comandante brasileiro, Félix dos Campos, que havia bloqueado a entrada do porto de Salvador, perseguiu os
navios portugueses até a localidade de Niterói, no Rio de Janeiro.
(D) Após acordos firmados com os portugueses que levaram eles a se renderem em 2 de julho de 1823, o Almirante
Cochrane acompanhou os portugueses até o porto de São Luís, no Maranhão.
(E) O oficial inglês John Pascoe Grenfell, a serviço da Marinha do Brasil, perseguiu os navios portugueses a bordo da
nau Pedro I até a entrada do rio Tejo em Portugal.

18) Após a ocupação do Maranhão, os portugueses resolveram dirigir sua atenção para os invasores da foz do
Amazonas, enviando uma expedição que fundou o Forte do Presépio, origem da cidade de Belém, para servir de base
para suas ações militares. A fundação do Forte do Presépio se deu em qual contexto abaixo?
(A) Durante as ações militares portuguesas para a expulsão dos holandeses do Nordeste brasileiro, a Insurreição
Pernambucana agiu permanentemente na região apoiando as ações militares e patrulhando os rios, o que garantiu
para Portugal o controle marítimo da Amazônia.
(B) Após a expulsão dos franceses do Maranhão, a partir das ações de Jerônimo de Albuquerque. A ocupação da região
juntamente com a criação de uma flotilha de embarcações para patrulhar os rios amazônicos, garantiu a expulsão
dos estrangeiros e a posse da Amazônia Oriental para Portugal.
(C) A criação do Forte do Presépio e a fundação da cidade de Belém no Pará asseguraram para Portugal uma saída
segura para o Oceano Pacífico, fato que era buscado pelas nações que realizavam estabelecimentos na região
amazônica, estando entre as nações ingleses, holandeses e irlandeses.
(D) Durante a Insurreição Pernambucana, entre os anos de 1612 e 1615, os holandeses foram expulsos da região, o que
abriu espaço para a fundação do Forte do Presépio, legitimando as ações portuguesas em detrimento de estrangeiros
que tentavam fundar colônias ao longo do rio Amazonas.
(E) O principal fator de busca na bacia fluvial do Amazonas era de um caminho que permitisse acesso às regiões
mineradoras espanholas de prata. Todas as pretensões de nações como ingleses, holandeses e irlandeses alcançaram
seus objetivos.

19) Ainda no reinado de D. Pedro I, uma revolta na Província de Pernambuco colocou em perigo a integridade
territorial do Império. A Marinha atuou contra a Confederação do Equador a partir de abril de 1824. Porém, o aumento
do combate à revolta só se deu com o envio da Força Naval comandada por Lorde Thomas Cochrane. Qual outro
evento encontramos sobre o tema Revolta na localidade de Pernambuco no século XIX?
(A) Revolução Praieira, regencial, contra o governo do Regente Feijó.
(B) Revolução Pernambucana de 1817, contra o governo português de D. João VI.
(C) Tomada de Recife, em 1630, contra o governo espanhol de Felipe II.
(D) Revolta dos Mascates, entre 1810 e 1811, contra o governo português de Maria I.
(E) Revolta dos Malês, em 1835, contra a Regência do padre Feijó.

20) A 1 de abril de 1823, a Esquadra brasileira deixava a Baía de Guanabara com destino à Bahia, para bloquear
Salvador e dar combate às forças navais portuguesas que lá se concentravam sob o comando do
(A) General Pierre Labatut.
(B) Capitão-de-Fragata John Taylor.
(C) Capitão-Tenente John Pascoe Grenfell.
(D) Chefe-de-Divisão Félix dos Campos.
(E) Almirante Nelson.

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21) O Brasil recém-independente envolveu-se numa guerra com as Províncias Unidas do Rio da Prata, atual Argentina,
pela posse da então Província brasileira da Cisplatina, atual República Oriental do Uruguai, anexada ainda por D. João
VI, em 1821. Sobre este conflito externo brasileiro, é correto afirmar que
(A) incentivada pela Inglaterra, a Argentina iniciou este conflito com a invasão do território brasileiro de Uruguaiana.
(B) a Guerra Cisplatina, cujo principal palco foi o Estuário do Rio da Prata, teve como primeiro embate entre as forças
navais o Combate de Colares.
(C) a primeira ação naval argentina, que contava com oficias ingleses entre os seus combatentes, foi o bloqueio da
cidade de Uruguaiana na província Cisplatina.
(D) apesar desta guerra ter sido de resultados gerais desfavoráveis ao Brasil, conseguimos no final do conflito a
anexação da província ao território brasileiro.
(E) incentivada pela Inglaterra, o Brasil iniciou este conflito com a invasão do território argentino de Los Pozos em
Buenos Aires.

22) Durante o período colonial brasileiro, diversos estrangeiros realizaram ataques e pilhagens em áreas nacionais com
a clara intenção de obter lucros e vantagens com ações piratas e corsárias. Um exemplo de ação corsária foi o ataque
a cidade
(A) de Salvador, BA, impetrado pelos holandeses entre 1624 e 1625.
(B) do Rio de Janeiro, RJ, em 1710, onde o corsário francês Duclerc obteve a vitória e fustigou a cidade com seus
canhões.
(C) de Belém, PA, quando franceses, sob comando de Villegagnon, realizaram o ataque denominado de França
Equinocial.
(D) de São Luís, MA, onde, no evento França Antártica, o Almirante Coligny tomou os bens da população local.
(E) do Rio de Janeiro, RJ, em 1711, onde o corsário francês Duguay-Trouin obteve a vitória cobrando, inclusive,
resgate dos habitantes da cidade.

23) Diante da invasão do território continental português pelas tropas do General Junot, D. João assinou, a 1o de maio
de 1808, manifesto declarando guerra à França. Como a guerra não poderia ser levada a cabo no território europeu, D.
João determinou
(A) que fosse criada a Marinha do Brasil, e que, após sua montagem, esta esquadra deveria atacar Paris e libertar
Portugal.
(B) A tomada da província Cisplatina, território francês mais perto do Brasil, servindo esta ação militar para elevar o
moral das tropas portuguesas.
(C) que fosse montada uma força naval que deveria ocupar o território da Guiana Francesa e submeter sua capital,
Caiena, fato este consumado em 12 de janeiro de 1809.
(D) que a armada portuguesa sediada no Brasil se unisse a armada inglesa sob comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra
inglês James Lucas Yeo e retomasse o controle de Lisboa investindo contra os franceses.
(E) que fosse criada uma força naval no Brasil, e que esta esquadra deveria atacar libertar Portugal a partir da retomada
de Lisboa.

24) Em 1629, a Companhia das Índias Ocidentais resolveu dirigir seus esforços para Pernambuco em vez de tentar
reconquistar a Bahia, de onde haviam sido expulsos quatro anos antes. Conduzia a nova expedição, uma armada de 56
navios, fortemente artilhados, trazendo 3500 tripulantes e 3000 soldados, o General-do-Mar Wendrich Corneliszoon
Lonck, que conquistaram Recife e Olinda em 1630. Contra eles, com uma certa morosidade, o rei da Espanha enviou
(A) uma força naval luso-espanhola, que em 3 de setembro de 1631 enfrentou a armada holandesa próximo ao
arquipélago de abrolhos.
(B) o Conde da Torre, que em 1640 enfrentou os holandeses e foi vitorioso, permitindo a sua vitória a expansão das
conquistas espanholas no Nordeste brasileiro.
(C) o Governador Teles da Silva, com auxílio de Salvador Correia de Sá e Benevides, com um plano para ocupar
Recife em 1644. Essa armada espanhola foi conhecida como Jornada do Galeão.
(D) Antônio Teles de Menezes, comandante da “Armada de Socorro do Brasil”, uma armada espanhola que em 1647
chegou a Salvado, BA, para proteger a capital da colônia.
(E) o Conde da Torre, que em 1640 enfrentou os holandeses e foi vitorioso, permitindo a sua vitória a expansão das
conquistas portuguesas no Nordeste brasileiro.

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25) No período regencial, o conturbado ambiente político da Corte se refletiu nas províncias do Império em
movimentos armados que explodiram por todos os principais centros regionais, desde 1831 até os anos de consolidação
do reinado de D. Pedro II. Em todas estas revoltas, a Marinha não enfrentou nenhum grande inimigo no mar, sendo a
principal revolta regencial
(A) a Cabanagem, no Grão-Pará, que se generalizou em 1835 e foi combatida pelo Chefe-de-Divisão John Pascoe
Grenfell.
(B) a Sabinada, revolta que eclodiu contra a autoridade da Regência no Rio Grande do Sul, de 1837 e 1838.
(C) a Balaiada, agitação que tomou conta das Províncias de Pernambuco, entre 1838 e 1841, combatida pelo Capitão-
de-Fragata Joaquim José Ignácio, o futuro Visconde de Inhaúma.
(D) a Guerra dos Farrapos, entre 1835 e 1845, onde foram combatidas as forças navais rebeldes pelo Chefe-de-Divisão
John Pascoe Grenfell.
(E) a Praieira, revolta ocorrida no Maranhão em novembro de 1848 e combatida pelo Capitão-Tenente Joaquim
Marques Lisboa, futuro Marquês de Tamandaré, nomeado comandante da Força Naval em operação contra os
insurretos.

Gabarito:
01 - C 02 - C 03 - B 04 - B 05 - E 06 - A 07 - D 08 - E 09 - C 10 - C
11 - E 12 - C 13 - D 14 - A 15 - C 16 - D 17 - B 18 - B 19 - B 20 - D
21 - B 22 - E 23 - C 24 - A 25 - D

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SEGUNDA BATERIA

01) O primeiro método de construção de embarcações, utilizado desde a canoa de tábuas, é chamado de
“costado rígido”. Construía-se primeiro o costado da embarcação, juntando as tábuas pelas bordas e, depois,
acrescentavam-se, os reforços estruturais internos e externos. O costado podia ser liso ou trincado, conforme
se juntavam as tábuas, topo a topo ou sobrepondo suas bordas. O resultado deste método é um casco resistente,
com ênfase estrutural no costado, bom para resistir a colisões e para encalhar, se necessário, nas praias. Que
embarcações da Antiguidade tinham estas características acima descritas?
(A) As Caravelas
(B) As galés.
(C) As Corvetas.
(D) As Gruas
(E) Os Grumetes

02) As galés eram embarcações movidas principalmente por remos, algumas com muitos remadores, embora
pudessem também ter velas. Foram muito utilizadas por povos navegadores do passado, EXCETO pelos
(A) cretenses
(B) gregos
(C) romanos
(D) nórdicos (vikings)
(E) egípcios

03) Chama-se de navio uma embarcação grande. Há mais de dois mil anos já se construíam navios.
Empregava-se a madeira, pois ela foi o primeiro material que se mostrou mais adequado para a construção
naval. Somente após o desenvolvimento industrial alcançado no século XIX, há cerca de 150 anos, é que o
ferro e, depois, o aço, passaram a serem matérias-primas importantes para a construção naval. A longa
evolução da construção naval levou a qual método abaixo?
(A) Esqueleto Rígido.
(B) Caverna Híbrida.
(C) Caverna Rígida.
(D) Costado Híbrido.
(E) Esqueleto Móvel.

04) Sobre construção naval, o método empregado pelos portugueses para construir os navios que iniciaram no
século XV a aventura das Grandes Navegações desenvolveu qual navio abaixo relacionado?
(A) Corveta.
(B) Fragata.
(C) Caravela.
(D) Urca.
(E) Encouraçado.

05) As caravelas provavelmente tiveram sua origem em embarcações de pesca, que já existiam na Península
Ibérica desde o século XIII. Tinham, em geral, velas latinas. As velas latinas são próprias para navegar com
qualquer vento e, por isso, adequadas às explorações da costa da África. Qual foi a maior conquista portuguesa
na costa Sul africana?
(A) O Cabo da Boa Esperança em 1488.
(B) A descoberta de ouro em São Jorge da Mina (Angola).
(C) A conquista dos mercados de escravos em Luanda (Angola).
(D) A conquista de Ceuta em 1415.
(E) A descoberta dos arquipélagos de Açores e Cabo Verde.

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06) Qual navio foi a verdadeira origem do navio de guerra para emprego no oceano. Foi construído para fazer
longas viagens e combater longe da Europa?
(A) Galeão.
(B) Caravela.
(C) Drômon.
(D) Barca.
(E) Barinéu.

07) Para que Portugal pudesse realizar a expansão marítima efetiva nos séculos XV e XVI foi preciso que se
aperfeiçoasse a navegação, de modo a que se tornasse transoceânica e não apenas costeira, como se praticava
até então. Qual equipamento abaixo NÃO era um instrumento de marear para Portugal durante as grandes
navegações?
(A) A agulha magnética.
(B) O astrolábio.
(C) O sextante.
(D) As cartas náuticas.
(E) Os portulanos.

08) A vida a bordo dos navios veleiros era muito difícil. O trabalho a bordo, com as manobras de pano, muitas
vezes durante tempestades, exigia bastante esforço físico e era arriscado. A comida, sem possibilidade de se
ter uma frigorífica, era deficiente, principalmente em vitaminas, o que causava doenças como
(A) a cirrose hepática, devido ao consumo de álcool pelos tripulantes.
(B) a anemia, devido a falta de carne na dieta dos marinheiros.
(C) o câncer, devido a exposição constante a água salgada.
(D) o beribéri (pela carência de vitamina B) e o escorbuto (carência de vitamina C).
(E) as gripes e resfriados, devido aos navios serem úmidos e frios.

09) O pioneirismo português, ao assumir a liderança do processo de expansão marítima europeia no final do
século XIV, encontra explicação em dois acontecimentos decisivos: o país estava com suas fronteiras
estabelecidas, após as guerras da Reconquista (que resultou na expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica)
e firmava-se, então, após a vitória militar contra os reinos vizinhos de Leão e Castela como o primeiro Estado
europeu moderno, devido a ser
(A) muito populoso.
(B) grande possuidor de reservas financeiras.
(C) a única nação europeia a fazer comércio.
(D) a única nação a navegar.
(E) politicamente centralizado.

10) Qual foi a primeira conquista portuguesa no ultramar?


(A) O Cabo das Tormentas em 1487.
(B) A cidade de Ceuta, no norte da África.
(C) O Cabo da Boa Esperança, em 1488.
(D) A Calicute, Sudoeste da Índia.
(E) O Brasil, do lado oposto do oceano.

11) Qual foi o navegador genovês que abalou as pretensões portuguesas de D. João II na sua política
expansionista ao descobrir a América em 1492?
(A) Diogo Cão. (D) Pedro Álvares Cabral.
(B) Bartolomeu Dias. (E) Cristóvão Colombo
(C) Pero Vaz Caminha.

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12) Descoberta as terras que Portugal denominou Brasil, tornou-se imperioso seu reconhecimento e
povoamento. A primeira expedição que veio ao Brasil com a missão de explorar o potencial da terra foi a de
(A) 1501-1502 – comandada por Gonçalo Coelho.
(B) 1502-1503 – chefiada por Vasco da Gama.
(C) 1500 – comandada por Pedro A. Cabral.
(D) 1501-1502 – chefiada por Américo Vespúcio.
(E) 1502 – dirigida por Cristóvão Colombo.

13) Vasco da Gama retornou a Portugal em julho de 1499 sob clima de grande excitação motivado pela
descoberta da nova rota para a Índia. Pouco depois, a 9 de março de 1500, partiu uma portentosa frota de 13
navios sob o comando de Pedro Álvares Cabral para
(A) navegar unicamente pela costa brasileira e mapear as terras.
(B) ir em direção ao oriente e conquistar o comércio de especiarias.
(C) somente realizar a “descoberta do Brasil”.
(D) seguir rumo as Índias navegando sempre em direção ao ocidente.
(E) contornar o continente Americano em direção ao Oceano Pacífico.

14) Dos treze navios da esquadra comandada por Cabral, quantos conseguiram completar a missão e regressar
para Lisboa?
(A) 10
(B) 3
(C) 5
(D) 11
(E) 6

15) Nas expedições exploratórias que vieram ao Brasil no período pré-colonial, um pessoa se destacou como
observador econômico e cartógrafo. Quem era esta personalidade?
(A) Diogo Cão.
(B) Bartolomeu Dias.
(C) Pero Vaz Caminha.
(D) Pedro Álvares Cabral.
(E) Américo Vespúcio.

16) Expedições Guarda-costas foram enviadas ao Brasil no período pré-colonial, sendo as mais importantes
as comandadas por
(A) Cristóvão Jaques.
(B) Jaques Rifault.
(C) Cristóvão Pereira.
(D) D. Manuel.
(E) Campos de Sousa.

17) Os franceses começaram a frequentar nosso litoral comercializando o pau-brasil clandestinamente com os
índios. Portugal procurou, a princípio, usar de mecanismos diplomáticos, encaminhando várias reclamações
ao governo francês na esperança de que o mesmo coibisse esse comércio clandestino, como isso não deu
resultado, foram necessários(ias)
(A) formarem-se núcleos de colonização antes de 1530.
(B) as Expedições Guarda-Costas de 1516 a 1528.
(C) a criação de diversas fortalezas entre 1500 e 1510.
(D) a formação de diversas esquadras brasileiras.
(E) o estabelecimento de fortes costeiros entre 1510 e 1515.

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18) Em 1530, Portugal resolveu enviar ao Brasil uma expedição comandada por Martim Afonso de Sousa
visando à ocupação da nova terra. A Armada partiu de Lisboa a 3 de dezembro e era composta por duas naus,
um galeão e duas caravelas que, juntas, conduziam 400 pessoas. Qual missão abaixo NÃO era pertencente a
esta expedição?
(A) Combater os franceses.
(B) Descobrir terras.
(C) Controlar a mineração.
(D) Explorar rios.
(E) Estabelecer núcleos de povoação.

19) A expedição de Martim Afonso de Sousa foi responsável por formar no Brasil o primeiro
(A) engenho de cana-de-açúcar.
(B) estaleiro naval.
(C) arsenal de guerra.
(D) forte costeiro.
(E) sistema de exploração da terra.

20) No início da colonização portuguesa no Brasil, os franceses estabeleceram duas colônias: em 1555, no Rio
de Janeiro, e em1612, no Maranhão, próximo à linha do Equador. Portugal reagiu às duas invasões, projetando
seu Poder Naval, com bom êxito, para expulsar os invasores. Como ficaram conhecidas essas colônias
francesas respectivamente?
(A) Villegagnon e Luisiana.
(B) Luisiana e França Meridional.
(C) França Antártica e França Equinocial.
(D) França Tropical e França Equatorial.
(E) França Austral e França Meridional.

21) Durante o século XV, os portugueses decidiram que deveriam prosperar negociando diretamente com o
Oriente através do mar. Até então, como eram provenientes as mercadorias do Oriente?
(A) As especiarias eram comercializadas através de caravanas de camelos pelos árabes até portos do Mar
Mediterrâneo.
(B) Apenas produtos orientais como pimenta e cravo eram comercializados pelo Oceano Atlântico, as demais
especiarias eram obtidas em mercados internos da Europa.
(C) Enquanto os produtos de origem africana viam pelo Mar Mediterrâneo, os demais produtos chegavam à
Europa apenas pelo Mar Negro.
(D) Os produtos orientais entravam nos mercados europeus através do Mar Báltico.
(E) As especiarias orientais eram trazidas diretamente das índias por navegadores italianos.

22) Para alcançar um bom êxito nesse ambicioso projeto de interesse nacional de Portugal, foi necessário
explorar a costa da África no Oceano Atlântico e encontrar a passagem, ao sul do continente africano, para o
Oceano Índico; chegar à Índia e lá negociar diretamente as mercadorias; trazê-las para Portugal em navios
capazes de transportar quantidades relativamente grandes de carga; e defender esse comércio. Isso exigiu
desenvolvimentos científicos e tecnológicos para os navios e para a navegação. Qual opção abaixo está correta
sobre o processo português de construção do caminho para as Índias?
(A) Colombo descobre as Índias Ocidentais em 1492.
(B) Vasco da Gama descobre a passagem entre o Atlântico e o Índico em 1492.
(C) Colombo descobre para os Espanhóis uma rota para o Oriente seis anos antes dos portugueses.
(D) Em 1415 Portugal começou a jornada que em menos de um século concluiu os objetivos econômicos de
se chegar as Índias.
(E) Bartolomeu Dias descobre o Cabo das Tormentas e a passagem para o Oceano Pacífico em 1488.

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23) No Hemisfério Norte, a estrela Polar, que ocupa uma posição muito próxima do polo norte celeste, permite
nos crepúsculos – no nascer e pôr do sol, quando se avista ao mesmo tempo o horizonte e as estrelas de
maior brilho no céu – um cálculo mais seguro da latitude. No Hemisfério Sul a melhor forma de calcular
a latitude era observando o Sol, e o instrumento mais importante para esse cálculo da latitude era
(A) a carta náutica, principalmente a partir do final do século XVI por causa da Projeção de Mercator.
(B) a bússola, ou agulha de marear, que no hemisfério norte era chamada de portulano.
(C) a ampulheta, criada pelos portugueses no século XIV, foi utilizada até a chegada às Índias.
(D) o astrolábio, que media o ângulo entre o sol em sua passagem meridiana e a vertical.
(E) o compasso de ponta seca ou de cartear, que media a latitude nas cartas náuticas.

24) O escorbuto é causado pela falta de vitamina “C” na dieta. As gengivas incham e sangram, os dentes
perdem sua fixação, aparecem manchas na pele, sente-se muito cansaço. Com o tempo, vem a morte. Em qual
viagem abaixo relatada, dos dois mil homens que partiram, somente 200 regressaram, sendo que a maioria que
morreu foi vitimada por escorbuto?
(A) Em uma viagem da marinha francesa, em 1805, comandada pelo almirante Villenueve.
(B) Em uma viagem da marinha portuguesa, em 1498, comandada pelo Almirante Vasco da Gama.
(C) Em uma viagem da marinha inglesa, em 1741, comandada pelo Comodoro George Anson.
(D) Em uma viagem da marinha espanhola, em 1625, comandada pelo Conde da Torre.
(E) Em uma viagem da marinha portuguesa, em 1565, contra os franceses no Rio de Janeiro.

25) Quem eram os principais comerciantes de especiarias na Europa, antes da descoberta portuguesa de um
novo caminho para as índias?
(A) os árabes, através do Mar Mediterrâneo.
(B) os vikings, através do mar Báltico.
(C) os burgueses, através do Mar da China.
(D) os italianos, através do Mar Mediterrâneo.
(E) os chineses, através do Mar da Arábia.

26) A navegação, quando se mantém terra à vista, é feita observando pontos geográficos de terra para saber a
posição do navio em relação à costa. Quando não se avista mais a terra e o mar e o céu se encontram no
horizonte a toda volta, é necessário saber em que direção o navio segue, e os registros são feitos
(A) nos mapas, e se marcam os pontos terrestres de maior importância.
(B) nas cartas náuticas e é registrada a posição em que se está em relação à superfície do globo terrestre.
(C) nos mapas, onde são anotadas apenas as distâncias percorridas.
(D) nas cartas de marear, onde todas as informações ficam gravadas, inclusive sobre a tripulação e a carga.
(E) nos mapas, onde as derrotas náuticas são registradas apenas nas viagens de ida.

27) As galés, que eram construídas pelo método de “costado rígido”, tinham as formas do casco muito
semelhantes. Isto resultava do método empregado, de construir o costado primeiro, que até nem precisava de
um projeto. O problema do método de “costado rígido” é que
(A) ele inviabilizava a construção naval na costa de Portugal.
(B) ao padronizar a construção naval, esse método impedia que novas estruturas fossem posteriormente
agregadas ao navio.
(C) ele servia apenas para a construção de navios pequenos para emprego fluvial.
(D) por ter o formato dos cascos semelhantes, os navios eram muito padronizados e, portanto, não podiam
receber melhorias estruturais.
(E) ele não permite construir um navio exatamente com a forma do casco desejada por um projetista, para que
ele possa ter maior capacidade de carga e suportar melhor a navegação no oceano.

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28) Ao lado temos o modelo de uma caravela de três mastros.


Qual a principal característica de uma caravela portuguesa?
(A) Tinham, em geral, velas latinas. As velas latinas são
próprias para navegar com qualquer vento e, por isso,
adequadas às explorações da costa da África.
(B) Eram grandes embarcações destinadas ao abastecimento
de tropas em áreas afastadas da costa.
(C) Dotadas de grandes áreas no costado, as caravelas eram
armadas com um grande número de canhões.
(D) Eram grandes embarcações destinadas ao comércio
regular ao longo da costa africana.
(E) Exclusivamente operadas em guerra, as caravelas eram
dotadas de conveses amplos para o abrigo de tropas.

29) Gerardus Mercator, um importante fabricante de mapas e cartas náuticas, nasceu em 1512 onde hoje é
território belga, e faleceu em 1594. Seu sistema de meridianos nas cartas náuticas, criado naquele século XV,
é utilizado até hoje, e este sistema só NÃO consiste em
(A) consideráveis distorções nas latitudes mais elevadas.
(B) que os meridianos e paralelos são representados por linhas retas, que se interceptam formando ângulos de
90 graus.
(C) vantagem de os rumos e as marcações de pontos de terra serem linhas retas, facilitando a plotagem nas
cartas.
(D) que, como a Terra é aproximadamente esférica, a distância mais curta entre dois pontos não é uma linha
reta na Projeção de Mercator.
(E) projetar as linhas de latitude e longitude curvas, acompanhando a esfericidade da Terra.

30) Navio Corsário – Navio, com manutenção, armamento e operação a cargo de particular, que recebia
autorização de um país em conflito, através do documento chamado Patente de Corso, para operar sob sua
bandeira exclusivamente contra os inimigos do concedente, atacando o comércio marítimo do adversário e,
eventualmente, depredando estabelecimentos terrestres. Sustentava-se com o que fosse conseguido nos
apresamentos, o que tornava a operação um “negócio”. Para combater os turcos no Oriente e os corsários e
piratas europeus ou muçulmanos no Atlântico, Portugal sentiu a necessidade de desenvolver
(A) uma nova rota para as Índias, principal área de obtenção de especiarias.
(B) o galeão, um navio de guerra maior e com mais canhões.
(C) instrumentos mais precisos para a navegação, como o cronômetro para medir a latitude.
(D) a nau, navio bem armado militarmente e que levava muitos canhões, impedindo a concorrência.
(E) a pólvora, que, empregada nos canhões de bronze portugueses, tornaram-nos invencíveis.

GABARITO:
01 – B 02 – E 03 – A 04 – C 05 – A 06 – A 07 – C 08 – D 09 – E 10 – B
11 – E 12 – A 13 – B 14 – C 15 – E 16 – A 17 – B 18 – C 19 – A 20 – C
21 – A 22 – D 23 – D 24 – C 25 – D 26 – B 27 – E 28 – A 29 – E 30 – B

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TERCEIRA BATERIA

01) As condicionantes físicas e políticas levaram os portugueses a se aventurarem pelo “mar tenebroso” –
como antigamente era chamado o Oceano Atlântico – em busca de caminhos alternativos para
(A) as conquistas nas costas americanas.
(B) a expansão de terras na Europa.
(C) consolidar a aliança com a Igreja.
(D) expansão de terras na África.
(E) o comércio com o Oriente.

02) O processo de centralização do poder foi fator muito importante para que o reino português pudesse lançar-
se a aventura ultramarina e
(A) ganhar a confiança dos reinos cristão na África.
(B) quebrar o monopólio exercido pelas cidades de Gênova e Veneza sobreas rotas de comércio com a Ásia
(C) construir uma ponte política através de alianças com os povos árabes.
(D) e estabelecer apenas contato direto com as fontes produtoras de especiarias na Ásia.
(E) ganhar a confiança dos islâmicos cristão na África.

03) A expansão ultramarina ensejou uma aliança entre setores mercantis e a nobreza, tendo qual papel o
Estado?
(A) O controle e direção de tal empreendimento.
(B) Um papel minimalista, buscando o crescimento apenas da religião católica.
(C) Uma subordinação plena aos interesses mercantis da Igreja.
(D) Um papel articulador, mas se mantendo ausente dos negócios efetivos.
(E) Controlador, dos aspectos militares, e subordinado nos aspectos financeiros.

04) A primeira conquista portuguesa no ultramar foi a cidade de Ceuta, ao norte da África onde hoje fica
situado o Marrocos. Na sequência, Portugal fez várias conquistas até a chegada de Vasco da Gama, em 1498,
a Calicute. Em 1500, a frota de Pedro Álvares Cabral chegou às terras do Brasil realizando qual feito abaixo
relacionado?
(A) Iniciou a exploração colonial brasileira.
(B) Marcou o início da mineração portuguesa no Brasil.
(C) Consolidou o império ultramarino português.
(D) Encerrou as Grandes Navegações para Portugal.
(E) Desenvolveu as navegações de cabotagem para Portugal.

05) A condição fundamental para o processo de formação das nações europeias foi a crise do feudalismo, que
teve início em meados do século XIII. Estar em paz e ter um governo centralizado foram condições pré
necessárias para se lançar às Grandes Navegações. Portugal só iniciou seu processo de grandes navegações
após
(A) a vitória na Batalha de Aljubarrota, em 1385, e a assinatura do tratado de paz, em 1411.
(B) a conquista da costa oeste africana e a chegada de Vasco da Gama às Índias.
(C) a Descoberta do Brasil, em 1500.
(D) Diogo Cão explorar a costa africana entre os anos de 1482 e 1485.
(E) Bartolomeu Dias atingir o sul do continente africano no Cabo das Tormentas em 1487/1488.

06) Em Portugal, o caráter inicial da formação foi desenvolvido nas lutas contra os mouros, e marcou as
tendências principais da constituição desse Estado. Um desses fatores são as ordens militares e religiosas, que
(A) tinham o intuito de apenas auxiliar os doentes e peregrinos que iam à Terra Santa.
(B) não se envolveram nos interesses de Portugal.
(C) participaram das batalhas contra os mouros na Península Ibérica.
(D) apoiaram os árabes na península Ibérica.
(E) eram para combater militarmente unicamente os adeptos da fé mulçumana.

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07) Qual foi o papel da nobreza na formação do Estado Nacional de Portugal?


(A) A nobreza atuou direta e decisivamente nos negócios financeiros, sem intervir nos interesses políticos e
militares.
(B) Deixando de lado as questões religiosas, a nobreza de origem protestante apoiou as ações da Igreja católica
dentro da península Ibérica.
(C) A nobreza atuou direta e decisivamente nos interesses políticos e militares, sem intervir nos negócios
financeiros.
(D) Este setor social, cujo poder se originava na propriedade da terra, também participou de forma decisiva
nas guerras da Reconquista, apoiando o esforço militar da realeza.
(E) Agindo de forma autônoma, a nobreza conquistou as terras e os bens que eram doados exclusivamente à
realeza.

08) O que teve Portugal, país de solo nem sempre fértil e produtivo, como destaque econômico além da
agricultura?
(A) O comércio marítimo e a pesca.
(B) A forte indústria bélica.
(C) O desenvolvimento da construção naval para outros países.
(D) a grande quantidade de banqueiros e burgueses nos vastos negócios nacionais.
(E) um forte exército que garantiu o imperialismo.

09) Situado em posição geográfica estratégica, à beira do Oceano Atlântico e próximo ao Mediterrâneo, era
de se esperar que desenvolvesse em Portugal grande devotamento à navegação e, consequentemente, à
construção naval. No reinado de D. Sancho II (1223-1245) podem ser assinaladas as primeiras tentativas de
implantação de qual caraterística abaixo relatada?
(A) Do controle das especiarias provenientes da América, transportadas até Portugal por navegadores nórdicos.
(B) Da construção naval empregando navios mecanizados a partir do aproveitamento do vapor como força
motriz, demonstrando a precocidade de Portugal.
(C) De uma frota naval pertencente ao Estado, ordenando, inclusive, a construção de locais específicos nas
praias para reparo de embarcações.
(D) Da instalação de canhões a bordo dos navios portugueses, demonstrando as características militares que
seriam adotadas por Portugal cerca de trezentos anos depois contra os índios americanos.
(E) Do controle das especiarias provenientes da Ásia, transportadas até Portugal por navegadores árabes.

10) D. Dinis foi um monarca essencialmente administrador e não guerreiro. Preocupado com a infraestrutura
do país, além de ordenar a exploração de minas de cobre, estanho e ferro, fomentou as trocas comerciais com
outros países e
(A) Criou o primeiro cargo de General para a Marinha portuguesa.
(B) assinou o primeiro tratado comercial com a Inglaterra, em 1308.
(C) Levou os portugueses a descobrir todas as ilhas oceânicas da costa americana, como as Canárias, hoje
pertencentes à Espanha.
(D) reiniciou as guerras contra os reinos de Castela e Aragão, conquistando novas terras.
(E) proibiu os gastos com a construção naval e os estudos de náutica em Portugal.

11) Um dos elementos que provocou uma grave crise na Europa, que afetou a mão de obra e a produção
agrícola, foi
(A) a Peste Negra, ou Peste Bubônica, que matou metade da população europeia.
(B) a greve gerada nos trabalhadores do campo buscando melhores condições de trabalho.
(C) a introdução de novas técnicas de produção agrícola, que vindas da Ásia, não eram conhecidas pelos
trabalhadores europeus.
(D) a troca das atividades agrícolas em Portugal pelas atividades marítimas, tendo em vista que o comércio
marítimo não precisava de tantos braços para o desenvolvimento de suas atividades.
(E) a chegada de novos trabalhadores vindos da África, que mesmo sob condição de escravidão, não lograram
desenvolver a economia local europeia.

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12) Ainda durante o reinado de D. Fernando I, a construção naval recebeu grande incentivo, mediante a isenção
de impostos e a concessão de vantagens, EXCETO:
(A) autorização aos construtores de embarcações com mais de cem tonéis que cortassem a madeira necessária
nas matas reais.
(B) a matéria-prima importada destinada à construção naval também era isenta de impostos.
(C) o desenvolvimento do Exército para operar os navios portugueses.
(D) foi criada em 1380 a Companhia das Naus, que funcionava como uma empresa de seguros destinada a
evitar a ruína financeira dos homens do mar.
(E) o aumento das rendas da Alfândega de Lisboa, considerado porto franco.

13) O monopólio exercido pelas cidades italianas de Gênova e Veneza sobre as rotas de comércio com a Ásia
levou os grupos mercantis portugueses a procurar outra alternativa para a realização de seus negócios e,
consequentemente, para obtenção de lucros. Indique abaixo um elemento essencial que permitiu ao reino
português lançar-se primeiro na expansão ultramarina.
(A) a centralização de poder.
(B) a capacidade de construir navios.
(C) ser um país costeiro.
(D) ter uma agricultura superavitária.
(E) ter o acúmulo de recursos financeiros em Lisboa.

14) A expansão marítima portuguesa caracterizou-se por duas vertentes. A primeira, de aspecto imediatista,
realizada ao norte do continente africano, visava à obtenção de riquezas acumuladas naquelas regiões através
de prática de pilhagens. Qual seria um dos exemplos mais representativos deste tipo de empreendimento?
(A) A descoberta do Brasil, em 1500, pelo comandante Pedro Álvares Cabral, que marca o início da
colonização americana.
(B) A tomada de Calecute, feita pelo almirante Vasco da Gama, em 1498, na costa Oeste indiana, iniciando o
comércio de especiarias naquela região.
(C) a descoberta do Cabo da Boa Esperança, por Bartolomeu Dias, levando os europeus a chegar as terras sul-
americanas.
(D) o desenvolvimento da construção naval em áreas específicas da costa africana, como Zaire e Angola.
(E) A tomada de Ceuta, no norte da África (Marrocos), em 1415, e marca o início da expansão portuguesa
rumo à África e à Ásia.

15) O aspecto de longo prazo da expansão marítima portuguesa pode ser exemplificado por
(A) buscar Portugal conquistar pontos estratégicos das rotas comerciais com o Oriente, criando ali entrepostos
(feitorias) controlados pelos comerciantes lusos.
(B) ter início a colonização portuguesa americana apenas a partir de 1530, com a expedição de Martim Afonso
de Sousa.
(C) Portugal buscar somente no século XVI parceiros comerciais para a expansão marítima.
(D) ter Portugal somente alcançado a Ásia no século XVI.
(E) Portugal buscar somente no século XVI parceiros comerciais para a armação naval e as grandes
navegações.

16) Um genovês, Cristóvão Colombo, abalou as pretensões de D. João II na sua política expansionista, ao
descobrir a América em 1492. No retorno de sua famosa viagem, Colombo avistou-se com o rei de Portugal
comunicando-lhe a descoberta. Anteriormente, o mesmo Colombo já havia oferecido seus serviços ao soberano
português, que recusou a oferta baseado em informações dadas pelos cosmógrafos do reino, levando o genovês
a dirigir-se a qual nação onde obteve apoio financeiro para sua famosa viagem?
(A) França.
(B) Itália.
(C) Castela.
(D) Holanda.
(E) Inglaterra.

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17) Abalado com as notícias trazidas por Colombo, em 1493 (quando regressou de sua viagem à América), D.
João II cogitou em mandar uma expedição em direção às terras recém descobertas, convencido de que lhe
pertenciam por direito, no entanto,
(A) Portugal e Espanha decidiram a partilha através do Tratado de Tordesilhas, em 1494, onde todas as terras
a Oeste do arquipélago de Cabo Verde seriam da Espanha, enquanto que a Leste seriam portuguesas.
(B) Espanha pediu desculpas a Portugal e o problema foi resolvido diplomaticamente entre os dois países.
(C) a intervenção da Igreja criou um paralelo à 370 léguas a partir do arquipélago de Cabo Verde, onde as
terras à Oeste seriam espanholas a partir do paralelo traçado.
(D) pouco depois a questão foi arbitrada pelo Papa Alexandre VI que concedeu à Espanha as terras achadas a
ocidente do meridiano traçado a cem léguas dos arquipélagos de Açores e Cabo Verde.
(E) Portugal e Espanha decidiram a partilha através do Tratado de Tordesilhas, em 1494, onde Portugal abriu
mão das terras situadas no meridiano que foi traçado.

18) D. João II morreu e coube ao seu sucessor, D. Manuel I, dar continuidade ao projeto expansionista. Durante
sua gestão aconteceu a famosa viagem de
(A) Bartolomeu Dias, que descobriu a passagem para o Índico em 1488.
(B) Vasco da Gama, que chegou a Calecute em 1498.
(C) Gonçalo Coelho, que em 1501 começou a colonização do Brasil.
(D) Cabral, que em 1500 descobriu a América.
(E) Martim Afonso de Sousa, que em 1530 iniciou a colonização do Brasil.

19) A façanha de Vasco da Gama colocou Portugal em contato direto com a região das especiarias, do ouro e
das pedras preciosas, e, como consequência, a conquista do quase total monopólio de tais produtos na Europa,
abalando seriamente o comércio de quais nações?
(A) Da Inglaterra e da Holanda.
(B) Da França e de Gênova.
(C) Da Holanda e da França.
(D) De Veneza e Espanha.
(E) Das repúblicas italianas.

20) A façanha de Vasco da Gama a conquista da rota marítima para as Índias assumiu, na época, importância
revolucionária e suas consequências imediatas empalideceram até mesmo o maior acontecimento da história
moderna das navegações:
(A) a criação do Galeão como navio de Guerra.
(B) o aparecimento do cronômetro para os cálculos de navegação.
(C) o descobrimento da América por Cristóvão Colombo.
(D) a descoberta das medições precisas de Longitude.
(E) O Sistema de Mercator nas cartas náuticas.

21) Cabral alcançou à Índia, em setembro de 1500. Em Calicute, as negociações foram difíceis, surgindo
desentendimentos com os indianos, quando portugueses foram mortos em terra (inclusive o escrivão da
Armada, Pero Vaz de Caminha) e o porto bombardeado. Em seguida, a Armada ancorou em Cochim e
Cananor, onde foi bem recebida, abastecendo-se de
(A) munições para continuar avançando sobre os Indus.
(B) especiarias antes da viagem de retorno.
(C) água e comida para completar a viagem até o Japão.
(D) produtos que foram comercializados mais para além, no Japão.
(E) pólvora, produto originário da China e muito procurado nos mercados europeus.

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22) Preocupado em realizar o reconhecimento da nova terra, o Brasil, D. Manuel I enviou, antes mesmo do
retorno de Cabral, uma expedição composta por três caravelas comandadas por Gonçalo Coelho. Essa
expedição naval foi classificada como
(A) missão exploradora, que desembarcou tropas na busca de zonas mineradoras.
(B) missão policiadora, com a finalidade principal de combater a presença de estrangeiros em terras brasileiras.
(C) missão exploradora, visando a captura de índios para serem vendidos como escravos na Europa.
(D) missão exploradora, navegando pela costa onde avistou e denominou pontos litorâneos, conforme
calendário religioso da época.
(E) missão colonizadora, trazendo pela primeira vez a presença de escravos negros africanos.

23) A costa do pau-brasil prolongava-se desde o Rio de Janeiro até Pernambuco, onde foram estabelecidas
feitorias, nas quais navios portugueses realizavam regularmente o carregamento desse tipo de madeira para o
reino. Esse negócio rendoso começou a atrair a atenção de
(A) outros países europeus que nunca aceitaram a partilha do mundo entre Portugal e Espanha, dentre eles, a
França.
(B) piratas argelinos, que buscavam realizar contrabandos nas áreas de produção agrícola do Brasil.
(C) europeus, entre os holandeses, que tentaram por duas vezes montar uma colônia no Brasil no século XVI.
(D) piratas franceses, que atacaram diversas vezes o Rio de Janeiro, como em 1710 com Duclerc.
(E) outros países americanos, como argentinos da província Cisplatina, que foram combatidos por forças
navais portuguesas.

24) Em 1532, Martim Afonso de Sousa fundou no atual litoral de São Paulo a Vila de São Vicente e logo a
seguir – no limite do planalto que os índios chamavam de Piratininga – a Vila de Santo André da Borba do
Campo. Da Ilha da Madeira, Martim Afonso
(A) importou maquinas agrícolas e escravos aperfeiçoados, que iniciaram o plantio de café em São Paulo.
(B) partiu em direção ao Brasil, trazendo consigo cerca de cinco mil imigrantes que iniciaram, naquele ano, o
plantio de café em São Paulo.
(C) mandou buscar os primeiros mil habitantes da cidade que havia fundado, iniciando o povoamento e a
industrialização do Brasil.
(D) trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar que plantou no Brasil, construindo na Vila de São Vicente o
primeiro engenho.
(E) importou máquinas e trabalhadores, livres, forros e escravos, com que iniciou a colonização dos atuais
estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

25) Indique abaixo o que possibilitou a Portugal se dedicar à sua expansão marítima?
(A) Apenas a vontade da monarquia, que centralizando suas ações indicou os caminhos a serem seguidos pelos
navios portugueses.
(B) A exclusiva necessidade de Portugal em obter as especiarias no comércio com o Oriente.
(C) A exclusiva condição de Portugal de estar em paz e com o governo centralizado.
(D) Unicamente a condição de Portugal ser um país costeiro.
(E) Ser Portugal a única nação a realizar Grandes Navegações.

26) Diversos intrusos desafiaram os interesses ultramarinos de Portugal durante os séculos XVI e XVII. Os
franceses foram os primeiros e, desde o início do século XVI, navios de armadores franceses frequentavam a
costa brasileira, comerciando com os nativos os produtos da terra: pau-brasil, peles de animais selvagens;
papagaios, macacos, resinas vegetais e outros. Como Portugal reagiu a essas intromissões?
(A) Realizando acordos comerciais com os países invasores.
(B) Enviando expedições guarda-costas e iniciando a colonização do Brasil.
(C) Levando missões diplomáticas às áreas afetadas pelas ações de contrabando.
(D) Aumentando o controle de fronteiras enquanto aumentava a fiscalização da venda desses produtos na
Europa.
(E) Destruindo os navios invasores e apoiando o corso contra as nações rivais.

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27) Na foz do rio Amazonas, ingleses, holandeses e irlandeses estabeleceram feitorias privadas; sendo preciso
o emprego da força para expulsá-los. Muito útil para o controle de estrangeiros na região amazônica foi a
fundação
(A) da primeira companhia de comércio do Brasil, a Amazonense Linhas Marítimas.
(B) de uma força naval que ficou conhecida como Jornada dos Vassalos.
(C) da cidade de São Luís, a partir da ação de Jerônimo de Albuquerque.
(D) do Forte do Presépio, origem da cidade de Belém no Pará.
(E) de uma força naval que ficou conhecida como Jornada do Galeão.

28) Sobre o evento França Antártica, qual expressão abaixo encontra-se correta?
(A) A cidade do Rio de Janeiro foi fundada após a expulsão dos franceses da baía da Guanabara.
(B) A junção de forças entre Jerônimo de Albuquerque e Alexandre de Moura foram vitoriosas contra os
invasores franceses.
(C) O Governador-Geral do Brasil enviou contra os franceses as forças navais comandadas por Estácio de Sá,
renomado militar português.
(D) A cidade do Rio de Janeiro foi invadida por tropas francesas comandadas por Daniel de La Touch.
(E) O Governador Geral, Estácio de Sá, comandou as tropas que venceram os franceses destruindo o Forte
Coligny no século XV.

29) Holanda era um país de bons comerciantes e hábeis marinheiros. Os holandeses possuíam uma fortíssima
consciência marítima e utilizavam seu Poder Marítimo com muita habilidade. Eles não pretendiam ficar sem
o rico mercado do açúcar brasileiro, devido ao conflito com a Espanha e consequentemente com Portugal, por
isso, qual foi a atitude holandesa sobre o rico mercado de açúcar brasileiro no início do século XVII?
(A) em 1710, corsários franceses sob comando de Duclerc e a serviço da Holanda atacaram sem sucesso o Rio
de Janeiro.
(B) Invadiram e tomaram permanentemente a cidade de Salvador – BA, em 1724.
(C) Em 1621, eles criaram a West-Indische Compagnie, a Companhia das Índias Ocidentais.
(D) OS holandeses, sob comando de Daniel de La Touch, tomaram Recife – PE em 1630.
(E) em 1711, corsários franceses sob comando de Dugay-Troin e a serviço da Holanda atacaram com sucesso
o Rio de Janeiro.

30) O objetivo maior da Companhia das Índias Ocidentais era manter o relacionamento comercial com o Brasil
e, se possível, a conquista do Nordeste. A tentativa ocorre em 1624, quando foi feito o ataque a Salvador (BA),
ocupada por breve período, pois o invasor
(A) desistiu, investindo na região de Pernambuco, muito mais produtiva.
(B) é logo expulso por uma esquadra luso-espanhola.
(C) foi expulso pela Insurreição Bahiana, movimento armado para a expulsão dos holandeses da baía de Todos
os Santos.
(D) foi vencido pela Armada de Socorro enviada ao Brasil.
(E) após anos de lutas contra a Insurreição Pernambucana, foi vencido em 1630.

31) Durante as ocupações holandesas no Brasil, ocorreram diversos combates navais na costa brasileira, como
(A) o Combate Naval de Abrolhos, de 1651.
(B) o Ataque a Salvador, Bahia, em 1624.
(C) a Batalha Naval de 1640.
(D) o ataque a Olinda e Recife, em Pernambuco, em 1630.
(E) o Combate Naval das Dunas, em 1639.

Módulo 2 19 Turma Máster 2018


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32) No século XVIII, com o envolvimento de Portugal na Guerra de Sucessão de Espanha, na Europa, o Rio
de Janeiro foi atacado por dois corsários. Com a descoberta do ouro das Minas Gerais, no final do século XVII,
o Rio de Janeiro vinha se tornando uma cidade próspera durante o início do século XVIII. Mais tarde, devido
às riquezas das minas, tornou-se a capital da colônia. De quais ataques ao Rio de Janeiro o texto fala?
(A) de franceses como Duclerc e Duguay-Trouin.
(B) de holandeses como de Royter e Polister.
(C) de ingleses como Drake e Monk.
(D) de Espanhóis como Vicente Pinzon e Torres.
(E) de franceses como Villegagnon e Daniel de la Touch.

33) Buscando expandir seus domínios em direção ao Sul do continente americano, Portugal rompeu o Tratado
de Tordesilhas assinado com os espanhóis em 1494. Em janeiro de 1680, o governador do Rio de Janeiro, D.
Manuel Lobo, fundou na margem esquerda do rio da Prata a colônia do Santíssimo Sacramento. Este fato
desencadeou uma série de desentendimentos, lutas e tratados de limites, como o
(A) Tratado de Paris de 1602.
(B) Tratado de Lisboa, de 1810.
(C) Tratado de Amsterdã, de 1802.
(D) Tratado de Roma, de 1650.
(E) Tratado de Madri de 1750.

34) A vitória definitiva contra os franceses na França Antártica se deu


(A) em Cabo Frio, RJ, e os franceses que se renderam foram enviados de navio para a França.
(B) em São Luis, MA, com os reforços de Alexandre de Moura.
(C) em São Vicente, SP, após a expulsão da localidade da baía da Guanabara.
(D) no Rio de Janeiro, RJ, com a execução dos últimos resistentes.
(E) na baía de Santos, SP, com os reforços de Alexandre de Moura.

35) Como foi a ação portuguesa na foz do Amazonas?


(A) Os portugueses atacavam os estabelecimentos espanhóis e, com isso, expandiram mais para o Oeste do
Amazonas.
(B) A ação foi enérgica unicamente contra os franceses, o que muito ajudou a Portugal a tomada de Caiena,
na Guiana Francesa.
(C) Os portugueses atacavam os estabelecimentos estrangeiros que não fossem holandeses ou espanhóis.
(D) A ação foi diplomática, fechando acordos de fronteiras coma a França (Guiana), a Holanda (Suriname), a
Inglaterra (Guiana Inglesa) e com a Espanha nos demais território americanas.
(E) Os portugueses atacavam os estabelecimentos dos ingleses, holandeses e irlandeses, enforcando os que
resistiam e escravizando as tribos de índios que os apoiavam.

01 - E 02 - B 03 - A 04 - C 05 - A 06 - C 07 - D 08 - A 09 - C 10 - B
11 - A 12 - C 13 - A 14 - E 15 - A 16 - C 17 - D 18 - B 19 - E 20 - C
21 - B 22 - D 23 - A 24 - D 25 - C 26 - B 27 - D 28 - A 29 - C 30 - B
31 - C 32 - A 33 - E 34 - A 35 - E

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QUARTA BATERIA

1) Qual a denominação da colônia estabelecida pelos franceses em 1555, e a justificativa estratégica para sua localização
no ilhéu da Laje na baía de Guanabara, atual ilha de Villegagnon:
(A) França Equinocial. A localização no litoral do Maranhão era estratégica devido à proximidade à linha do Equador
e, consequentemente, mais próxima da Europa e Caribe, facilitando o comércio e o envio de material e tropas
francesas para o território conquistado.
(B) Henriville. A localização na baía de Guanabara era estratégica devido à ausência de autoridades portuguesas na
região e a presença de tribos indígenas aliadas aos franceses, facilitando a construção de uma colônia de povoamento
para colonos hungenotes em área segura.
(C) França Antártica. A localização na baía de Guanabara era estratégica devido à geografia da região que fornecia
proteção às embarcações e era abundante em pau-brasil, artigo comercializado pelos franceses.
(D) Forte Coligny. A localização na baía de Guanabara era estratégica, pois era um entreposto entre a Europa e o rio
da Prata onde os franceses promoviam o contrabando de minérios escoados de Potosí.
(E) Forte de São Luís. A localização na baía de Guanabara era estratégica devido à proximidade com Cabo Frio onde
navios franceses ficavam estacionados, promovendo a proteção ao tráfico marítimo na costa.

2) “Nas Cortes portuguesas de 1562-1563 já se considerava mais proveitoso o Atlântico do que o Oriente; e a razão era
porque a Índia não rendia coisa, que com ela se não tornasse a gastar, e aquela estava perto [África-Atlântico]. Nesse
contexto, percebe-se uma atlantização cada vez maior da política ultramarina, e sob as ordens do Desejado seriam
tomadas medidas para aprofundar a presença lusa em Angola e na América portuguesa”.
FRAGOSO, João. A formação da economia colonial no Rio de Janeiro e de sua primeira elite senhorial (séculos XVI e
XVII). In: FRAGOSOS, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Antigo Regime nos
Trópicos: A dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, p. 35.
A força naval foi mobilizada pelo Império português para guerra no complexo atlântico português entre os séculos XVI
e XVIII. Estabeleça verdadeiro (v) ou falso (f) sobre os principais interesses políticos e econômicos conquistados por
meio do emprego dos navios de guerra que garantiram a presença lusitana na costa africana e brasileira.
( ) Monopólio do comércio do pau-brasil, defendendo o litoral brasileiro da pirataria estrangeira, conforme ocorreu
no primeiro combate naval em águas brasileiras entre a esquadrilha portuguesa sob comando de Cristóvão Jacques
e franceses em 1526.
( ) Proteção das linhas de comunicação para o comércio de cana de açúcar e tráfico de escravos entre a América
Portuguesa, o Caribe e os Estados Unidos.
( ) A soberania portuguesa sobre o território colonial na América e a dinâmica do comércio intracolonial, mediante
expulsão dos holandeses na Bahia, Pernambuco e Angola.
( ) Formação de aliança política com o Inglaterra contra a Holanda e Espanha, mediante concessão de território para
os ingleses na Amazônia, denominada Guiana Inglesa.
( ) Formação do território brasileiro e definição das fronteiras com a América Hispânica, após lutas contra os
espanhóis na bacia do Prata.
( ) Criação de infraestrutura para garantir a defesa do território por meio de construção de fortificações no litoral,
estaleiros e arsenais.
(A) Todas verdadeiras
(B) V/F/V/F/V/V
(C) V/F/F/F/V/V
(D) V/F/V/F/V/F
(E) F/F/V/V/V/F

Módulo 2 21 Turma Máster 2018


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3) “Graças às iniciativas de homens como Jerônimo de Albuquerque, a monarquia podia se viabilizar em suas
conquistas. (...) O “brasileiro”, em uma ação pioneira, comandou uma força naval e teve participação relevante na
expulsão dos invasores franceses”.
BITTENCOURT, Armado de Senna, [Link]. Jerônimo de Albuquerque e o comando da força naval contra os franceses no
Maranhão. In: Revista Navigator. Rio de Janeiro, v. 7, n. 13, 2011, p. 82.
Qual a importância simbólica da força naval sob comando de Jerônimo de Albuquerque para história naval brasileira e
para resolução do conflito armado que garantiu a expulsão dos franceses?
(A) Foi a primeira força naval obter vitória em águas brasileiras, implicando no controle das linhas de comunicação do
nordeste brasileiro;
(B) Jerônimo de Albuquerque foi o primeiro indígena responsável por comandar uma força naval e mediante estratégia
da batalha decisiva aniquilou a esquadra francesa, garantindo a vitória imediata no conflito;
(C) A força naval sob comando de Jerônimo de Albuquerque é considerada a primeira força naval comandada por um
brasileiro. A partir da aplicação do poder naval, assegurou aos portugueses o domínio do norte do futuro Brasil,
permitindo que essa área fosse incorporada à atual configuração do território brasileiro.
(D) A força naval comandada por Jerônimo de Albuquerque é reconhecida como um exemplo de formação da
identidade brasileira, uma vez que seu contingente era composto por brancos, negros e índios que, juntos,
expulsaram o inimigo, obtendo a expulsão dos franceses.
(E) Os combates navais promovidos contra os franceses no Maranhão são reconhecidos como o primeiro emprego do
poder naval brasileiro, garantindo a integridade do território nacional.

4) (PS-T/2011) “Ou o Reino, para deter as legiões de Junot, rompia com os ingleses, e perdia o Brasil, ou o Reino, para
preservar o Brasil, arriscava a soberania na Europa – em troca do império nos trópicos” (HNB, Segundo Volume,
Tomo II, p. 337). Esta afirmativa está relacionada a que episódio visto como de suma importância para a
Independência do Brasil?
(A) Transmigração da Família Real Portuguesa.
(B) Revolução Pernambucana.
(C) Conquista da Guiana Inglesa.
(D) Ocupação da Banda Oriental.
(E) Guerra Cisplatina.

5) (PS-T/2006) A invasão e conquista da Guiana Francesa pelo rei de Portugal, D. João VI, foi motivada principalmente:
(A) pela necessidade de distribuição de terras aos seus novos vassalos brasileiros.
(B) pela aliança de Portugal com a Espanha, inimiga declarada da França.
(C) pelo pedido de ajuda francês para sufocar uma revolução dos escravos na região.
(D) pelo estado de guerra entre Portugal e França.
(E)pelo interesse português nas minas de ouro e prata encontradas nessa região.

6) (PS-SMV-OF/2017) Após a chegada da Família Real ao Brasil, a 7 de março de 1808, D. João iniciou movimentos
de política externa, o que permitiu elevar significativamente o papel da Marinha. Quais foram as duas ações iniciais de
política externa empreendidas por D. João?
(A) A expulsão dos franceses do Rio de Janeiro e a criação do Arsenal de Marinha.
(B) A conquista de Caiena e a ocupação da banda Oriental.
(C) A assinatura do Tratado de Trégua entre Portugal e Holanda e a formação da primeira Força Naval.
(D) A declaração de guerra à França e a adesão à causa da Independência.
(E) A abertura dos portos ao comércio estrangeiro e a criação da Esquadra brasileira.

7) A força naval foi empregada durante a intervenção na Banda Oriental, Exceto:


(A) Divisão denominada Voluntários Reais, constituída por onze navios com o objetivo de dirigir-se ao rio da Prata e
tomar de assalto a praça de Montevidéu;
(B) Flotilha composta por composta por corvetas, escunas, brigue e transporte com o objetivo de auxiliar a divisão dos
Voluntários Reais.
(C) A força naval atuou combatendo a guerra de corso contra o comércio marítimo luso-brasileiro.
(D) A Marinha atuou em cooperação com as forças terrestres, promovendo o transporte de tropas e operação conjunta
no rio Uruguai.
(E) Devido à existência de bancos de areia nos rios da bacia do Prata, o Ministério da Marinha buscou a modernização
da esquadra, mediante a compra de navios a vapor, conforme verificamos na famosa Passagem de Tonelero.

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8) Sobre a transferência do Ministério dos Negócios da Marinha e Ultramar em 1808, é possível afirmar EXCETO:
(A) Sob liderança do Visconde de Anadia, foi instalada a Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha, criando as
seguintes repartições: Quartel General da Armada, Intendência e Contadoria, Arquivo Militar, Hospital da Marinha,
Fábrica de Pólvora e Conselho Supremo Militar.
(B) Reorganização do Arsenal de Marinha, contribuindo para a expansão da construção naval, sobretudo, com a criação
de um corpo de engenheiros construtores da Academia de Construção Naval.
(C) A instalação dos organismos navais portugueses contribuiu para o emprego da força naval como instrumento
político de D. João VI, sobretudo, no âmbito da política externa, conforme verificamos na conquista de Caiena e
Banda Oriental. Mais tarde, auxiliou na formação da Armada Imperial e, consequentemente, na luta pela
independência brasileira.
(D) Devido ao Tratado de Comércio e Navegação e Tratado de Aliança e Amizade celebrados entre a Inglaterra e a
Portugal, o Ministério da Marinha organizou uma força naval no Brasil sob influência da Royal Navy por meio do
engajamento de marinheiros ingleses e a contratação de oficiais como Lord Cochrane e John Taylor.
(E) A transferência da Academia dos Guardas-Marinhas, instalada no Mosteiro de São Bento, foi fundamental para
formação dos oficiais da Armada, responsáveis pelo comando e a direção náutica dos navios e forças.

9) “Foi esse o primeiro ato belicoso praticado pelo pacífico D. João logo depois de estabelecer sua Corte em terras
brasileiras. E, para levá-lo a efeito, a Marinha entrou em cena. É claro que a guerra não poderia ser levada à França nos
campos de batalha da Europa. Mas havia um objetivo mais próximo: A Guiana Francesa. E ficou resolvido atacá-la”.
MAIA, Prado. A Marinha de Guerra do Brasil na Colônia e no Império. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora,
1965, p. 36.
Como a força naval foi empregada para a conquista de Caiena:
(A) Proteção das linhas de comunicação da bacia amazônica, garantindo o comércio no rio Oiapoque.
(B) Batalha decisiva - aniquilando os navios de guerras enviados pela França.
(C) Bloqueio naval – impedindo a comunicação da Guiana Francesa com a Europa.
(D) Emprego de navios que promoviam a defesa do litoral norte e nordeste brasileiros e promoveram fogo naval contra
o litoral da Guiana Francesa.
(E) A força naval foi empregada no transporte de tropas, navegação do rio Oiapoque, promovendo fogo naval contra as
fortificações e bloqueio naval de Caiena.

10) “A conquista de Caiena foi considerada como um dos capítulos mais interessantes da história diplomática luso-
brasileira (...) representou, sobretudo, a perspectiva de uma ação governativa pragmática”.
NEVES, Lúcia Maria Bastos P. Guerra aos franceses: a política externa de Dom João VI e a ocupação de Caiena. In:
Revista Navigator. Rio de Janeiro, v.6, n. 11, 2010, p. 81 (adaptado).
Qual a relevância política da Conquista de Caiena?
(A) Garantiu o fim da ocupação do território português por tropas francesas de forma imediata, apostando a Guiana
como uma moeda de troca ao fim das Guerras Napoleônicas.
(B) Foi o primeiro ato de política externa solucionado por meio militar e significou a ampliação dos limites territoriais
do Império luso-brasileiro.
(C) Contribuiu para o processo de independência da Guiana Francesa.
(D) Influenciou na formação de conflitos políticos com a Espanha que passou a considerar o governo de D. João VI
uma ameaça à integridade dos seus territórios coloniais na América do Sul.
(E) Contribuiu para ampliação do território do Império luso-brasileiro, influenciando no processo de elevação do Brasil
à condição de Reino Unido em 1815.

11) (PS-RM2-OF/ 2016) Após a Proclamação da Independência do Brasil em 1822, o Governo Imperial teve a
necessidade de criar rapidamente uma Esquadra Brasileira com a intenção de efetivar a Independência e combater as
forças opositoras à autonomia política da nação. Além da recém-criada Marinha Imperial ter sido fundamental na guerra
pela Independência, que outro fator de destaque pode ser atribuído à Esquadra Imperial Brasileira? (Adaptado)
(A) A transformação da colônia brasileira em uma República.
(B) A manutenção da unidade territorial brasileira.
(C) A incorporação das Províncias Unidas do Prata ao território brasileiro.
(D) O apresamento dos navios portugueses seguido da tomada da cidade de Lisboa.
(E) A proibição de contratação de estrangeiros para comporem a Marinha do Brasil.

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12) Qual a missão cumprida pelas forças navais enviadas a Pernambuco?


(A) Bloqueio do porto de Recife.
(B) Transporte dos regimentos de cavalaria e de infantaria da Bahia para Recife.
(C) Fogo naval contra os revoltosos sediados no Forte do Brum.
(D) Batalha naval decisiva contra os navios adquiridos pela Junta do Governo Revolucionário.
(E) A ação da esquadra foi comprometida devido à aderência de militares às causas revolucionárias.

13) A região da bacia do Prata era estratégica para o fortalecimento do poder do Reino Unido de Portugal, Brasil e
Algarves e, mais tarde, para o Estado imperial. Justifique essa afirmativa, considerando as causas para a intervenção de
D. João VI na Banda Oriental.
(A) Garantir o controle do estuário da Prata, mediante ocupação da praça de Montevidéu, contribuía para o monopólio
português sobre o tráfico de escravos e comércio de minérios e pecuária.
(B) A intervenção no Uruguai impedia a execução do projeto de construção do Vice-Reinado do Prata sob liderança de
Buenos Aires e General Rosas, garantindo a hegemonia dos luso-brasileiros e fortalecendo o Estado, mediante
expansão do território.
(C) O combate ao projeto político do General Artigas baseado na independência da Banda Oriental, incluindo, a invasão
de terras fronteiriças brasileiras e platinas, era essencial para preservar a produção pecuária, garantindo assim os
interesses comerciais dos luso-brasileiros e a proteção da integridade territorial, impedindo a possibilidade de
influências revolucionárias no sul do Brasil.
(D) A anexação do território da Banda Oriental foi um meio de garantir a soberania luso-brasileira sobre a Colônia de
Sacramento, impedindo incursões de Buenos Aires.
(E) A presença da Marinha luso-brasileira em Montevidéu, após a criação da Estação Naval sob comando do Vice-
Almirante Tamandaré, era um meio de empregar a força naval como um instrumento demonstração de poder bélico
do Estado brasileiro.

14) A força naval luso-brasileira enviada para intervir na banda Oriental foi comandada por:
(A) Comandante em Chefe Rodrigo José Ferreira Lobo.
(B) Comandante em Chefe Visconde de Tamandaré.
(C) Capitão-General da Praça e Capitania de Montevidéu Carlos Frederico Lecor.
(D) Comandante em Chefe Pinto Guedes.
(E) Comandante em Chefe Barão de Amazonas.

15) Qual navio destacou-se durante o último episódio da atuação da força naval, responsável pelo aprisionamento do
navio corsário General Rivera e a recuperação de navios mercantes:
(A) Nau Vasco da Gama.
(B) Fragata Niterói.
(C) Fragata Fênix.
(D) Corveta Maria da Glória.
(E) Corveta Calipso.

16) No âmbito interno, D. João VI empregou a força naval para combater um movimento separatista. Esse episódio é
conhecido na história naval brasileira como:
(A) Guerra da Cisplatina.
(B) Revolução Pernambucana.
(C) Cabanagem
(D) Revolução Praieira.
(E) Farroupilha.

17) A soberania de D. João VI foi assegurada mediante ação militar contra a Revolta Nativista de 1817, caracterizada
por:
(A) Emprego exclusivo da força naval responsável pelo bloqueio do porto de Recife;
(B) Ação conjunta entre Exército e Marinha para defesa do litoral nordestino, impedindo a propagação da revolta sobre
o território brasileiro;
(C) Emprego de oficiais da Marinha como agentes diplomáticos, garantindo a ordem por meio da força.
(D) O cerco da cidade de Recife por terra promovido por dois regimentos de cavalaria e dois de infantaria, enquanto a
força naval promovia o bloqueio efetuado por mar.
(E) Uso da Esquadra apenas como demonstração de poder para persuadir a deposição da Junta Governativa.

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18) (PS-T/2011) Coloque F (falso) ou V (verdadeiro) nas afirmativas abaixo, que tratam da criação e atuação da Marinha
de Guerra brasileira no processo de afirmação da independência do país, assinalando a seguir, a opção correta (adaptado).
( ) A formação da Esquadra não possuía nenhum planejamento ou conceito estratégico que não fosse expulsar os
navios da esquadra portuguesa do país, e integrar as províncias brasileiras à causa da Independência, considerando
que as comunicações marítimas eram precárias, impossibilitando maior intercâmbio entre as comunidades
litorâneas.
( ) Coube a José Bonifácio de Andrada e Silva o papel de “grande artífice da Marinha do Brasil”, e que, dentre outras
ações empreendidas, possibilitou a contratação de oficias e marinheiros estrangeiros para Armada Imperial, fato
distinto na constituição de forças navais de outros países sul-americanos recém-independentes.
( ) Para promover a pacificação da província do Grão-Pará, que optara pela lealdade à Corte Portuguesa, foi enviado
o Almirante Lord Cochrane, oficial de origem inglesa, que após longo embate, expulsou de águas territoriais
brasileiras a esquadra portuguesa do General Inácio Madeira de Melo.
( ) Dentre as ações empreendidas pela Marinha Imperial à época, há ainda a sua participação nos conflitos ocorridos
na província Cisplatina, no extremo sul do país, e que reunia ainda questões externas oriundas da herança colonial
ibérica, e suas resultantes fronteiras frágeis da bacia do Prata.
( ) O emprego de forças navais brasileiras no processo de afirmação de independência envolveu o uso do mar não
apenas para o combate efetivo contra a esquadra portuguesa, mas ainda como via de transporte de forças terrestres
que atuaram na pacificação das províncias rebeladas à causa da independência.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta.
(A) V/F/F/V/V
(B) V/V/F/F/F
(C) V/V/F/F/V
(D) F/V/V/V/F
(E) F/F/V/F/V

19) (PS-T/2011) “Apesar de a Independência do Brasil ter se consolidado em poucos anos, não se fez sem alguns
conflitos militares relativamente graves”, e onde a Marinha de Guerra teve atuação destacada. As províncias onde
ocorreram esses conflitos foram: Bahia, (adaptado)
(A) Banda Oriental, Pernambuco e Grão-Pará.
(B) Cisplatina, Maranhão e Grão-Pará.
(C) Pernambuco, Grão-Pará e Rio de Janeiro.
(D) Rio de Janeiro, Maranhão e Cisplatina.
(E) Banda Ocidental, Maranhão e Grão-Pará.

20) (PS-T/2006) No movimento para a consolidação de nossa Independência, foram contratados oficias estrangeiros
para suprir as deficiências então existentes na Marinha Imperial. Dentre eles, podem ser destacados:
(A) Pierra Labatut, Thomas Cochrane e James Luca Yeo.
(B) Thomas Cochrane, John Pascoe Grenfell e John Taylor.
(C) Thomas Cochrane, James Lucas Yeo e John Pascoe Grenfell.
(D) James Taylor, Pierre Labatut e Thomas Cochrane.
(E) John Pascoe Grenfell, James Taylor e Pierre Labatut.

21) (PS-T/2006) De acordo com Brian Vale: “O ano de 1823 fora um ano de vitórias. Em consequência da campanha
naval, fora resolvido o impasse militar que ameaçara frustrar a luta do Brasil para libertar-se de Portugal e o país, livre
das tropas inimigas. Graças aos esforços da Marinha brasileira, o governo imperial se encontrava em condições de iniciar
negociações de paz que permitissem o reconhecimento de sua independência com êxito”.
Em quais províncias foram realizadas as ações da Marinha a que se refere a citação?
(A) Rio de Janeiro, Pernambuco, Maranhão e Bahia.
(B) Banda Ocidental, Maranhão, Bahia e Pernambuco.
(C) Banda Oriental, Rio de Janeiro, Bahia e Maranhão.
(D) Bahia, Maranhão, Pará e Banda Oriental.
(E) Bahia, Maranhão, Pernambuco e Banda Oriental.

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22) “É nossa opinião que a Marinha Brasileira nasceu com a Independência. A necessidade vital de consolidação de
uma foi a determinante imperiosa de criação de outra. Assim, o Grito do Ipiranga representa a certidão de nascimento
não só do Brasil, como entidade autônoma no concerto das nações, mas também, da sua marinha de guerra, garantidora
incontestável dessa autonomia”.
MAIA, Prado. A Marinha de Guerra do Brasil na Colônia e no Império. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora,
1965, p. 53.
Sobre a formação da Esquadra brasileira é correto afirmar, Exceto:
(A) A força naval foi responsável pela defesa da soberania de D. Pedro I e integridade do território por meio do
transporte de tropas, comunicação, bloqueio naval e combates navais durante as Guerras de Independência;
(B) Os corpos de oficias e praças foram preenchidos por meio de contratação de estrangeiros, sobretudo, da Marinha
inglesa. A contratação de Lord Thomas Cochrane foi um meio de preparar a força naval como um elemento
operativo e fator de dissuasão para as pretensões de reconquista portuguesas.
(C) A ação conjunta entre as forças terrestres sob comando do Brigadeiro Francisco Lima e Silva e as forças navais
comandadas por Lord Cochrane foi determinante para a vitória sobre os revoltosos da Confederação do Equador
(1824).
(D) O organismo administrativo inicial da Marinha brasileira foi o mesmo implantado por ocasião da vinda da Família
Real Portuguesa para o Brasil e que constituía verdadeiro desdobramento do existente na metrópole.
(E) A força naval foi vitoriosa em todos os combates navais promovidos entre 1822 e 1828, garantindo a soberania
brasileira sobre a Banda Oriental do Uruguai, após a conclusão da guerra da Cisplatina.

Gabarito
1-C 2-B 3-C 4-A 5-D 6-B 7-E 8-D 9-E 10-B 11-B
12-A 13-C 14-A 15-E 16-B 17-D 18-A 19-B 20-B 21-D 22-E

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QUINTA BATERIA

1) “José Bonifácio de Andrada e Silva percebeu que somente com o domínio do mar conseguiriam manter a unidade
territorial” (BITTENCOURT, 2006, pp. 75-76). Marque a alternativa correta que relaciona a formação da Marinha
de Guerra, em 1822, e a manutenção da unidade do território brasileiro.
(A) Ausência de estradas para promover a integração justificava a comunicação e o comércio entre as províncias
litorâneas por meio do mar. A formação imediata da Marinha de Guerra obedecia à necessidade de transportar e
concentrar tropas leais e suprimentos para as áreas de embate com os portugueses a fim de garantir a unidade do
território brasileiro.
(B) A presença de marinheiros e oficiais fiéis a Portugal justificou a contratação de mercenários ingleses, contribuindo
para a formação da Marinha de Guerra sob influência da Royal Navy, maior Marinha de Guerra da época e experiente
na estratégia de domínio do mar.
(C) A Marinha de Guerra não contribuiu para a unidade territorial devido à formação do Exército Nacional. O seu poder
militar foi suficiente para impedir a incorporação do norte brasileiro aos domínios portugueses.
(D) Devido às hidrovias responsáveis por integrar o território brasileiro, a Marinha de Guerra foi criada de forma
emergencial para garantir a manutenção da unidade territorial, a partir dos rios, empregando o bloqueio fluvial.
(E) A relevância do mar para garantir a integração das províncias litorâneas justificou a formação imediata da Marinha
Imperial, mediante financiamento do Estado para expedições do Almirante Tamandaré à Europa para compra de
navios e contrato de marinheiros ingleses.

2) Marque a opção correta, relacionando o comandante das respectivas operações navais promovidas durante as
Guerras de Independência.

(1) Lord Thomas Cochrane ( ) Bloqueio Naval ao porto de Salvador


(2) Capitão de Fragata John Taylor ( ) Bloqueio Naval ao porto de Montevidéu
(3) Capitão-Tenente John Pascoe Grenfell ( ) Incorporação de navios portugueses no Grão-Pará
(4) Capitão de Mar e Guerra Pedro Antonio Nunes ( ) Comando da fragata Niterói durante ataque ao
comboio português

(A) 2-4-1-3
(B) 1-4-2-3
(C) 1-4-3-2
(D) 3-4-2-1
(E) 4-3-1-2

3) “As capitais das províncias do norte do país mantiveram sua ligação com a metrópole (...) a resistência mais forte
estava justamente em Salvador” (BITTENCOURT, 2006, p. 75).
Sobre as operações navais realizadas na Bahia, é correto afirmar:
(A) A força naval foi empregada como instrumento dissuasivo a fim de depor a Junta Governativa.
(B) Sob comando do Almirante Cochrane, a Esquadra foi empregada para bloquear Salvador e dar combate às forças
navais portuguesas.
(C) Promoveu fogo naval contra navios portugueses, destacando-se a nau Pedro I sob comando do Capitão-Tenente
John Pascoe Grenfell.
(D) A Marinha de Guerra brasileira atuou apenas no transporte de tropas, permitindo que as tropas terrestres lideradas
pelo futuro Duque de Caxias garantisse a paz na região.
(E) A força naval foi enviada a Salvador, liderada pela fragata Niterói, onde promoveu bloqueio naval e a incorporação
de navios portugueses.

4) No Maranhão, Almirante Cochrane empregou a força naval para garantir a deposição da Junta Governativa fiel à
autoridade de Lisboa. Qual a estratégia utilizada?
(A) Bloqueio Naval do porto de São Luís.
(B) Domínio do mar, impedindo a chegada de reforços de Lisboa.
(C) Transporte das forças terrestres responsáveis pelo cerco da cidade.
(D) A partir da demonstração de força da nau Pedro I, Almirante Cochrane blefou a cerca da chegada da força naval,
transportando o Exército Nacional que tomaria São Luís.
(E) Fogo naval contra navios portugueses a fim de garantir a incorporação de vasos de guerra para expansão da Marinha
Imperial.

Módulo 2 27 Turma Máster 2018


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5) Qual navio atacou o comboio português até a foz do rio Tejo, apresando vários navios, sob comando do Capitão de
Fragata John Taylor, após vitória brasileira em Salvador?
(A) Fragata Amazonas
(B) Fragata Maria da Glória
(C) Nau Pedro I
(D) Brigue Maranhão
(E) Fragata Niterói

6) Sobre atuação da força naval brasileira na província do Grão-Pará, é correto afirmar:


(A) Sob o comando do Capitão de Mar e Guerra Pedro Antonio Nunes, a força naval promoveu o bloqueio naval do
porto de Belém.
(B) Sob comando do Capitão de Fragata John Taylor, a força naval promoveu o bloqueio fluvial do rio Amazonas,
bombardeando fortes ocupados pelos portugueses.
(C) Sob comando do Almirante Cochrane, a força naval promoveu bloqueio naval e a incorporação de navios
portugueses.
(D) Sob comando do Capitão-Tenente John Pascoe Grenfell, a força naval promoveu bloqueio naval e a incorporação
dos navios portugueses.
(E) Sob comando do Capitão-Tenente John Pascoe Grenfell, a força naval promoveu a ordem por meio da força, atuando
como agente diplomático.

7) Durante as Guerras da Independência (1822-1824), a ação empreendida pela Armada Imperial na província da
Cisplatina foi:
(A) Bloqueio naval a Montevidéu.
(B) Domínio das linhas de comunicação da bacia do Prata.
(C) Bloqueio fluvial do rio Uruguai.
(D) Ataque aos navios das Províncias Unidas do Prata.
(E) Bloqueio fluvial do rio Paraná.

8) Em 1824, eclodiu a Confederação do Equador, na província de Pernambuco, desafiando a autoridade de D. Pedro I


e a unidade do Império do Brasil. Como o Estado brasileiro empregou a força para manutenção da ordem interna?
(A) A força naval e a força terrestre foram empregadas de forma conjugada, assumindo o governo provisório de
Pernambuco.
(B) O Exército e a Marinha atuaram de forma conjunta. Enquanto a força naval foi responsável pelo bloqueio naval e o
transporte de tropas, o Exército combateu à revolta.
(C) A Marinha de Guerra atuou exclusivamente durante o conflito, exercendo bloqueio naval e o bombardeio do forte
de Brum.
(D) O Exército atuou exclusivamente durante o conflito, combatendo os revoltosos.
(E) O Exército e a Marinha foram empregados de forma independente, atuando respectivamente com bloqueio naval e
o cerco de Recife.

9) Quais as transformações foram concedidas à Marinha de Guerra brasileira durante o período regencial (1831-1840).
(A) A Esquadra foi composta por canhoneiras a vapor para combater o tráfico ilícito de escravos no litoral.
(B) A Esquadra foi composta por encouraçados para atuar na guerra fluvial contra o Paraguai.
(C) A Esquadra foi composta por navios monitores para atuar na bacia do Prata.
(D) A Esquadra foi composta por unidades menores, próprias para enfrentar as conflagrações nas províncias e ajustadas
às limitações orçamentárias.
(E) A Esquadra foi composta por navios de propulsão mista para atuar no bloqueio de Buenos Aires, durante a Guerra
contra Rosa e Oribes.

10) Durante o período regencial, entre 1831 e 1840, revoltas foram deflagradas em diversas províncias. Marque a opção
correta sobre quais rebeliões a Marinha de Guerra se fez mais presente.
(A) Cabanagem, Farroupilha, Sabinada e Balaiada.
(B) Revolução Pernambucana, Guerra da Cisplatina, Cabanagem e Farroupilha.
(C) Cabanagem, Confederação do Equador, Farroupilha e Balaiada.
(D) Revolta Nativista de 1817, Cabanagem, Farroupilha e Revolta da Praieira.
(E) Inconfidência Mineira, Revolta dos Malês, Cabanagem e Farroupilha.

Módulo 2 28 Turma Máster 2018


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11) Em 1835, eclodiu a Cabanagem na província do Grão-Pará. Durante o conflito, as forças militares atuaram contra
os rebeldes espalhados pelo território amazônico. Sobre a participação da Marinha de Guerra, é correto afirmar:
(A) A Marinha bloqueou o porto de Belém, navegou os rios amazônicos, combatendo os rebeldes e promoveu o
transporte de tropas do Exército.
(B) A Marinha promoveu uma intervenção militar na província, assumindo o governo.
(C) A Marinha bloqueou o rio Amazonas, impedindo o apoio francês aos cabanos.
(D) A Marinha participou apenas por meio do transporte das forças terrestres para Belém.
(E) A Marinha promoveu única ação, mediante bloqueio do porto de São Luís.

12) Qual conflito regencial implicou na ação da Marinha Imperial contra a força naval formada pelos rebeldes em águas
restritas?
(A) Cabanagem
(B) Sabinada
(C) Balaiada
(D) Guerra da Cisplatina
(E) Guerra dos Farrapos

13) Qual a importância simbólica da Farroupilha para história naval brasileira?


(A) Durante a conflito ocorreu o primeiro combate naval liderado pelo Patrono da Marinha, Almirante Tamandaré.
(B) Foi o conflito externo que pela primeira vez a Marinha brasileira empregou um navio movido a vapor em operações
de guerra, durante a Passagem de Tonelero.
(C) Foi o conflito regional que pela primeira vez a Marinha brasileira empregou um navio movido a vapor em operações
de guerra.
(D) Foi o conflito regional que pela primeira vez a Marinha brasileira empregou o dreadnought em operações de guerra.
(E) Foi o único conflito regional que a Marinha de Guerra não promoveu ação conjunta com o Exército.

14) Durante a Sabinada, na Bahia, como o Estado brasileiro empregou a Marinha de Guerra? Marque a alternativa
correta.
(A) Batalha decisiva contra os navios sequestrados pelos rebeldes.
(B) Bloqueio naval e o combate à diminuta força naval montada pelos rebeldes.
(C) Bloqueio fluvial.
(D) Demonstração de poder, mediante estacionamento dos navios no porto de Salvador.
(E) Emprego da força naval como agentes diplomáticos, assumindo o governo da Bahia.

15) (PS-T/2006) No período regencial, ocorreram conflitos nas províncias do Pará, Maranhão, Bahia, Pernambuco e Rio
Grande, de que a Marinha participou na defesa da legalidade. Em qual dos eventos apresentados nas opções abaixo
se encontraram, na direção superior das operações de terra e mar, Luís Alves de Lima e Silva e Joaquim Marques
Lisboa?
(A) Farrapos.
(B) Sabinada.
(C) Balaiada.
(D) Cabanagem.
(E) Praieira.

16) Em agosto de 1839, o Capitão-Tenente Joaquim Marques Lisboa assumiu o Comando em Chefe da Força Naval em
Operações contra os rebeldes no Maranhão. Marque a alternativa correta sobre o planejamento das forças navais
estabelecido pelo futuro Marquês de Tamandaré.
(A) Bloqueio fluvial da bacia Amazônica.
(B) Batalha decisiva contra os navios capturados pelos revoltosos.
(C) Emprego de pequenas embarcações armadas atuantes nos rios maranhenses, combatendo rebeldes e atuação
conjunta entre Exército e Marinha.
(D) Bloqueio do porto de Belém.
(E) Transporte de tropas do Rio de Janeiro para o Maranhão.

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17) Em 2 de fevereiro de 1849, forças praieiras atacaram Recife. A atuação da Marinha ocorreu mediante desembarque
de marinheiros e fuzileiros navais para guarnecer a capital, inclusive, com apoio de canhões. Dessa forma, foi
possível garantir a autoridade central sobre Recife.
Qual fato histórico foi retratado acima?
(A) Revolução Pernambucana
(B) Confederação do Equador
(C) Cabanagem
(D) Insurreição Pernambucana
(E) Revolta Praieira

18) A Guerra da Cisplatina (1825-1828) envolveu o Império do Brasil contra a Província Unidas do Prata pela disputa
da Cisplatina. Sobre o conflito é correto afirmar, EXCETO:
(A) A Batalha do Passo do Rosário foi a batalha mais significativa, embora não seja possível apontar vitoriosos.
(B) A Marinha Imperial lutou contra a força naval argentina e corsários com patentes de corso emitidas pelas Províncias
Unidas do Rio da Prata e o governo de Montevidéu.
(C) Os combates navais entre platinos e brasileiros ocorreram no teatro de operações da bacia do Prata, região com
bancos de areia que contribuiu para os argentinos atuarem com variação naval da guerra de guerrilha.
(D) A estratégia naval baseada no bloqueio naval do rio da Prata promovida pelo Vice-Almirante Rodrigo Lobo foi o
suficiente para garantir apenas ações vitoriosas da Marinha de Guerra durante todo o conflito.
(E) A indefinição da campanha terrestre e o esgotamento econômico e militar de ambos os contendores levaram o Brasil
a assinar a Convenção Preliminar de Paz, estabelecendo a criação do Estado independente República Oriental do
Uruguai.

19) (PS-T/2006) O primeiro grande feito da Marinha Brasileira em que se utilizou navio a vapor em conflito externo foi:
(A) Batalha Naval do Riachuelo
(B) Passagem de Toneleiro
(C) Passagem de Cuevas
(D) Tomada de Mercedes
(E) Tomada de Paissandu

20) Marque a alternativa correta sobre o emprego da Marinha de Guerra brasileira na Guerra contra Oribe e Rosas.
(A) Além da ação conjunta entre Exército e Marinha, destaca-se o emprego coordenado de navios a vela e a vapor na
operação de transposição de fortificação argentina guarnecida por artilharia e homens.
(B) A ação da Armada Imperial foi reduzida ao bloqueio naval do porto de Montevidéu.
(C) A ação da Armada Imperial foi reduzida ao bloqueio naval do porto de Buenos Aires.
(D) Embora a Esquadra brasileira tenha auxiliado na transposição das tropas aliadas nas margens dos rios da bacia do
Prata, não houve operação ofensiva realizada pela Marinha Imperial.
(E) A Marinha de Guerra atuou exclusivamente com navios de propulsão a vapor, facilitando o bloqueio fluvial da bacia
do Prata.

Gabarito
01 - A 02 - C 03 - B 04 - D 05 - E 06 - E 07 - A 08 - B 09 - D 10 - A
11 - A 12 - E 13 - C 14 - B 15 - C 16 - C 17 - E 18 - D 19 - B 20 - A

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SEXTA BATERIA

1) (PS-SMV-OF/2017) O dia 11 de junho é considerado a Data Magna da Marinha, pois marcou, em 1865, uma vitória
decisiva da Força Naval brasileira na Guerra da Tríplice Aliança contra o Governo do Paraguai. “O Brasil espera
que cada um cumpra o seu dever” e “Sustentar o fogo que a vitória é nossa” foram os dois sinais de Barroso, Chefe
de Divisão, no comando das duas divisões navais brasileiras no conflito.
Essas informações se referem a que Batalha?
(A) Tomada da Fortaleza de Curuzu.
(B) Guerra Cisplatina.
(C) Batalho Naval do Riachuelo.
(D) Batalha do Forte de Humaitá.
(E) Dezembrada.

2) (PS-RM2/2016) Leia o texto a seguir.


“(...) minha resolução foi a de acabar de uma vez, com toda a esquadra paraguaia, que eu teria conseguido se os
quatro vapores que estavam mais acima não tivessem fugido. Pus a proa sobre o primeiro, que o escangalhei, ficando
inutilizado completamente, de água aberta, indo pouco depois ao fundo. Segui a mesma manobra contra o segundo,
que era o Marquês de Olinda, que inutilizei, e depois o terceiro, que era o Salto, que ficou pela mesma forma”.
(Parte de Combate escrita em 12 de junho de 1865 a bordo da Fragata Amazonas pelo Chefe de Divisão Francisco
Manuel Barroso).
O trecho acima se trata do relato do Almirante Barroso a respeito da vitória brasileira sobre as forças navais
paraguaias, na Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida no dia 11 de junho de 1865. Apesar de a guerra ter se estendido
até 1870, por que tal Batalha Naval pode ser considerada como decisiva para a vitória da Tríplice Aliança?
(A) O presidente paraguaio, Francisco Solano López, foi morto durante a Batalha Naval do Riachuelo,
desestabilizando as forças paraguaias.
(B) Na Batalha Naval do Riachuelo, grande parte da esquadra paraguaia foi aniquilada, o que garantiu o bloqueio
naval que impediu o Paraguai de receber armamentos do exterior.
(C) Com a vitória brasileira em Riachuelo, parte das fortalezas paraguaias se rebelou contra o governo paraguaio.
(D) Tal batalha anulou todas as forças paraguaias, de modo que o restante do conflito foi uma marcha sem esforços
da Tríplice Aliança até Assunção.
(E) Com a vitória em Riachuelo, a Argentina entrou na guerra ao lado do Brasil, saindo de seu estado de
neutralidade.

3) (PS-T/2006) Em relação à participação da Marinha na Guerra da Tríplice Aliança contra o governo do Paraguai, o
teatro de operações constituiu-se notadamente em:
(A) Litorâneo.
(B) Oceânico.
(C) Subaquático.
(D) Fluvial.
(E) Atlântico.

4) (PS-T/2006) Correlacione os fatos históricos à ação dos navios da Marinha nos fatos históricos,
assinalando, a seguir, a opção correta.

Fato Ação
I – Guerra contra Oribe e Rosas ( ) Passagem de Tonelero
II- Guerra da Cisplatina ( ) Batalha de Guararapes
III – Campanha Oriental ( ) Combate de Lara Quilmes
IV – Guerra da Tríplice Aliança ( ) Passagem de Humaitá
( ) Batalha de Monte Caseros
( ) Tomada de Paissandu

(A) (I) (-) (III) (-) (IV) (II)


(B) (I) (-) (II) (IV) (-) (III)
(C) (-) (I) (IV) (-) (II) (III)
(D) (III) (-) (II) (IV) (I) (-)
(E) (II) (IV) (-) (III) (-) (I)
Módulo 2 31 Turma Máster 2018
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5) (PS-T/2006) A ação conjunta das Forças Aliadas realizadas em Passo da Pátria, ocorrida em abril de 1866, promoveu
a:
(A) Invasão do território paraguaio.
(B) Imediata tomada da fortaleza de Humaitá;
(C) Recuperação do território uruguaio.
(D) Assinatura do Tratado de Paz.
(E) Ocupação de Corrientes.

6) (PS-T/2006) Que evento da Guerra da Tríplice Aliança contra o governo do Paraguai possibilitou aos aliados a livre
navegação no Rio Paraná?
(A) Tomada de Curuzu.
(B) Passagem de Tonelero.
(C) Batalha Naval do Riachuelo.
(D) Guerra das chatas.
(E) Forçamento de Humaitá.

7) “Os paraguaios desenvolveram a (_____________) com canhão como arma de guerra. Era um barco de fundo chato,
sem propulsão, com canhão de seis polegadas de calibre, que era rebocado até o local de utilização, onde ficava fundeado.
Transportava apenas a guarnição do canhão e sua borda ficava próximo da água, deixando à vista um reduzidíssimo
alvo. Via-se somente a boca do canhão acima da superfície da água”.
BITTENCOURT, Armando Senna. Introdução à História Marítima Brasileira. Rio de Janeiro: SDM, 2006, p. 107.
A descrição acima é acerca de uma embarcação construída pelos paraguaios e empregada durante a Guerra da Tríplice
Aliança. Durante a Batalha do Riachuelo (1865), foi empregada contra a Esquadra Aliada. Marque a opção correta
referente ao nome da embarcação.
(A) Taquary.
(B) Vapor.
(C) Monitor.
(D) Chata.
(E) Barca.

08) Embora a Batalha do Riachuelo tenha enfraquecido a força militar paraguaia e estabelecido o bloqueio fluvial do rio
Paraná e rio Paraguai, era necessário um plano estratégico para a invasão do território paraguaio, sobretudo, para
neutralizar a Fortaleza de Humaitá. Marque a opção correta sobre a estratégia militar empregada após 1865.
(A) A ofensiva ocorreu mediante ação conjunta entre a Marinha de Guerra brasileira e o Exército Aliado. Coube às
forças navais: transporte de tropas, proteção do desembarque e da progressão das tropas no terreno, varredura das áreas
próximas com seus canhões e emprego dos navios encouraçados para passagem das fortalezas de Curuzu, Curupaiti e
Humaitá.
(B) A estratégia militar adotada foi o emprego dos navios a vela para transporte de tropas e passagem das fortalezas
Curuzu, Curupaiti e Humaitá devido à capacidade bélica desse tipo de navio.
(C) A ofensiva ocorreu mediante ação exclusiva da Marinha Imperial, empregando o navio monitor e o encouraçado
durante as passagens pelas das fortalezas Curuzu, Curupaiti e Humaitá.
(D) A estratégia militar adotada foi a batalha decisiva entre barcas a vapor pertencentes à Marinha brasileira contra
as chatas paraguaias, aniquilando a força naval responsável por guarnecer as fortalezas Curuzu, Curupaiti e Humaitá.
(E) A ofensiva ocorreu mediante ação conjunta entre a Marinha de Guerra brasileira e o Exército Aliado. Coube às
forças navais o bloqueio fluvial do porto de Assunção, enquanto as tropas terrestres promoviam a ofensiva contra os
paraguaios em Humaitá.

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9)

MEIRELES, Victor. Batalha Naval do Riachuelo. Óleo sobre tela. 79X156 cm. Acervo: Museu Histórico
Nacional, Rio de Janeiro, RJ. Fonte: [Link], acesso em 20 jan. 2018.

A Guerra do Paraguai possibilitou a afirmação da identidade brasileira, sobretudo, devido à união nacional
na luta contra um inimigo comum. Nesse sentido, verificamos a necessidade do Estado valorizar o caráter
heroico das batalhas e dos atos militares no imaginário nacional de modo a enaltecer, inclusive, a Marinha de
Guerra brasileira.
O quadro Batalha Naval do Riachuelo foi pintando, entre 1868 e 1872, pelo pintor Victor Meireles por
encomenda do Ministério da Marinha. No quadro, destaca-se a figura do Chefe de Divisão, Francisco
Manoel Barroso da Silva, a bordo da fragata Amazonas e a embarcação paraguaia posta a pique.

Marque a alternativa correta sobre a relevância dessa batalha para a vitória aliada durante a Guerra do
Paraguai e para formação da identidade da Marinha do Brasil.

(A) A Batalha do Riachuelo foi a última batalha da Guerra do Paraguai, garantindo a vitória dos aliados,
após a morte de Solano López. Por essa razão, no dia 11 de junho, data do episódio histórico, comemora-
se a Data Magna da Marinha.
(B) A Batalha do Riachuelo permitiu que o Exército Brasileiro fosse transportado de Corrientes para a
Fortaleza de Humaitá, destruindo o Quartel-General de Solano López. Devido à liderança de Almirante
Tamandaré, no dia 11 de junho, data do episódio histórico, comemora-se o dia do Patrono da Marinha.
(C) A vitória aliada na Batalha do Riachuelo ocorreu devido à atuação de heróis brasileiros brancos, índios e
negros. Devido à necessidade de valorizar a identidade brasileira, marcada pela miscigenação, a Marinha
de Guerra comemora, no dia 11 de junho, o dia do Marinheiro.
(D) A Batalha do Riachuelo é considerada decisiva uma vez que a Esquadra paraguaia foi praticamente
aniquilada e a força naval aliada conseguiu estabelecer o bloqueio dos rios Paraná e Paraguai, impedindo
a comunicação do Paraguai com o exterior. Devido à relevância da batalha naval para solução da guerra,
no dia 11 de junho, data do episódio histórico, comemora-se a Data Magna da Marinha.
(E) A Batalha do Riachuelo estabeleceu o bloqueio fluvial dos rios Paraná e Paraguai, mediante ação
conjunta entre a Marinha de Guerra e o Exército brasileiro. Devido à relevância dessa batalha para o fim
da Guerra do Paraguai, Marinha e Exército comemoram no dia 11 de junho, data do episódio histórico, o
Dia dos Militares.

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10) Em 1º de maio de 1865 foi assinado, na cidade de Buenos Aires, o Tratado da Tríplice Aliança entre o Império do
Brasil, a República da Argentina e a República Oriental do Uruguai. No artigo 3º, foi estabelecido: “As forças marítimas
dos aliados ficarão sob o imediato comando do Vice-Almirante Visconde de Tamandaré, Comandante em Chefe da
Esquadra de Sua Majestade o Imperador do Brasil”.
IMPÉRIO DO [Link]ÚBLICA DA ARGENTINA. REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI. Tratado da
Tríplice Aliança. Buenos Aires, 1865.
Qual a estratégia naval adotada pelas forças navais aliadas, sob comando do Almirante Joaquim Marques Lisboa, durante
a Guerra da Tríplice Aliança contra o Governo do Paraguai (1864-1870)?
(A) Bloqueio naval do porto de Assunção.
(B) Bloqueio fluvial do rio Paraná e rio Paraguai.
(C) Batalha decisiva contra as forças navais paraguaias na Fortaleza de Humaitá.
(D) Transporte do Exército Aliado de Buenos Aires até Humaitá.
(E) Bombardeamento das fortalezas de Humaitá, Curuzu e Curupaiti.

11) Qual a consequência política da derrota aliada em Curupaiti (1866) durante a Guerra da Tríplice Aliança contra o
Governo do Paraguai?
(A) A derrota aliada permitiu a fuga de Solano López para as cordilheiras, provocando a demissão do Conde d’Eu
e Almirante Elisário José dos Santos.
(B) A derrota aliada impediu o bloqueio fluvial do rio Paraguai, provocando a substituição do Almirante Barroso
por Visconde de Inhaúma, Almirante Joaquim José Inácio.
(C) A derrota aliada impediu a ocupação da cidade de Assunção, provocando a substituição do General Osório por
General Luís de Lima e Silva.
(D) A derrota aliada atrasou a invasão da cidade de Assunção, provocando um conflito político entre Bartolomeu
Mitre e Almirante Tamandaré. Por conseguinte, o Comando em Chefe foi substituído, respectivamente, por Duque de
Caxias e Visconde de Inhaúma.
(E) A derrota aliada impediu a libertação da cidade de Corrientes, impedindo o estabelecimento do bloqueio fluvial
do rio Paraguai. Por essa razão, assumiram o comando em chefe Imperador D. Pedro II e Venâncio Flores.

12) No plano de invasão do território paraguaio, formulado pelos Comandantes em Chefe Almirante Tamandaré e
Bartolomeu Mitre, estabelecia que as tropas aliadas atravessassem o rio Paraná, sendo transportadas pela Marinha
Imperial até a margem direita, no local apropriado para o desembarque, ou seja, a margem esquerda, pois atendia às
necessidades de uma operação conjunta entre Exército e Marinha. Assinale a alternativa correta sobre a atuação da
Marinha de Guerra brasileira em Passo da Pátria (1866).
(A) A Marinha Imperial promoveu levantamentos hidrográficos, combate contra as chatas paraguaias,
bombardeamento do forte de Itapiru e os acampamentos inimigos.
(B) A Marinha Imperial promoveu o bloqueio naval do Passo da Pátria, bombardeando a esquadra paraguaia.
(C) A Marinha Imperial promoveu ação conjunta com o Exército Aliado, limitando-se ao transporte de tropas para
desembarque no forte Passo da Pátria.
(D) A Marinha Imperial promoveu apoio logístico ao Exército Aliado, durante o ataque a Fortaleza de Humaitá.
(E) A Marinha Imperial auxiliou o Exército Aliado, atacando o Quartel General de Solano López.

13) Na Guerra do Paraguai, após as operações de desembarque (1866), as forças aliadas decidiram iniciar os ataques às
fortificações paraguaias: Curuzu, Curupaiti e Humaitá. Marque a opção correta sobre a atuação da Armada Imperial
durante o ataque a Curuzu.
(A) Bloqueio fluvial ao rio Paraguai.
(B) Fogo naval contra a fortaleza de Curuzu e auxílio no desembarque do Exército aliado.
(C) Batalha decisiva contra a Esquadra paraguaia.
(D) Transporte do Exército aliado.
(E) Levantamento hidrográfico do rio Paraguai para auxiliar as tropas terrestres.

14) Durante a Guerra do Paraguai, a fortaleza de Curupaiti foi um dos principais obstáculos interpostos no caminho das
tropas aliadas para Assunção. Na Passagem de Curupaiti, sob liderança de Duque de Caxias e Visconde de Inhaúma, a
força naval auxiliou na conquista da vitória. Marque a alternativa INCORRETA sobre a atuação da Armada Imperial.
(A) Transporte de tropas do Exército aliado.
(B) Bloqueio do rio Paraguai.
(C) Apoio logístico ao Exército aliado.
(D) Emprego de monitores para o bombardeamento da fortaleza de Curupaiti.
(E) A Armada Imperial bombardeou a fortificação.

Módulo 2 34 Turma Máster 2018


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15) A Guerra da Tríplice Aliança contra o governo do Paraguai (1864-1870) contribuiu para o impulso na indústria naval
brasileira, principalmente, pois era necessário adaptar a Marinha Imperial para atuar no teatro de operações fluvial. Entre
1865 e 1869, foram construídos no Arsenal do Rio de Janeiro navio de combate, calado reduzido, casco de ferro, armado
com canhões de grosso e médio calibre, ideal para operações nos rios ou bombardeamento de costas, denominado:
(A) Dreadnought.
(B) Navio-aeródromo.
(C) Encouraçados-monitores.
(D) Baterias flutuantes.
(E) Vapor de guerra.

16) “Em fevereiro de 1868, a passagem foi forçada pelos navios encouraçados Barroso, Bahia e Tamandaré, cada um
levando a contrabordo, por bombordo, um monitor couraçado, respectivamente, o Rio Grande, Alagoas e o Pará; as
consequências desse fato, em julho, foram quase imediatas: em janeiro de 1869 as tropas aliadas ocupam a capital
inimiga”.
VIDIGAL, Armando Amorim Ferreira. A evolução tecnológica no setor naval na segunda metade do século XIX e as
consequências para a Marinha do Brasil. In: Revista Marítima Brasileira. Rio de Janeiro, 4ºT, 2000, p. 154.
Qual episódio da história naval brasileira foi narrado acima?
(A) Batalha do Riachuelo.
(B) Passagem de Curupaiti.
(C) Passagem de Paissandu.
(D) Passagem de Humaitá.
(E) Passagem de Tonelero.

17) Qual guerra estrangeira influenciou a estratégia naval brasileira durante a Guerra do Paraguai (1864-1870)?
(A) Guerra Franco-Prussiana.
(B) Guerra Russo-Japonesa.
(C) Guerra da Cananéia.
(D) Guerra da Secessão.
(E) Guerra da Cisplatina.

18) “A retirada dos paraguaios de Humaitá resultou de excelente planejamento e execução, constituindo uma operação
brilhante. Ela se realizou com meios escassos – canoas-, enquanto a Esquadra, que dispunha de encouraçados, tinha o
domínio absoluto do rio”.
DORATIOTO, Francisco. Maldita Guerra: A nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das Letras,
2002, p. 329.
Marque a alternativa correta sobre a importância estratégica da Passagem de Humaitá, em 1868, realizada durante a
Guerra do Paraguai.
(A) Ocupação de Assunção pelas tropas aliadas.
(B) Ocupação do Quartel General de Solano López, em Humaitá, pelas tropas aliadas.
(C) Morte de Solano López e o fim da guerra.
(D) Bloqueio do porto de Assunção.
(E) Bloqueio do rio Paraguai.

GABARITO
1- C 2-B 3-D 4-B 5-A 6-C 7-D 8-A 9-D 10-B
11- D 12-A 13-B 14-D 15-C 16-D 17-D 18-A

Módulo 2 35 Turma Máster 2018


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SÉTIMA BATERIA

01) O ataque de qual submarino alemão na costa brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial, afundando cinco
navios e ceifando mais de seiscentas vidas em cinco dias, provocou o estado de beligerância do Brasil contra o Eixo?
(A) U-507 (B) Germany (C) Lhan Shorcf (D) Gestapo (E) Füher

02) Os submarinos germânicos espalharam-se por todo o Atlântico, chegando até as costas brasileiras, onde
torpedearam navios nossos, o que resultou no estado de beligerância entre o Brasil e os países do Eixo. As grandes
distâncias entre a Europa-África e as Américas criavam o “black pit”, áreas onde a aviação não tinha raio de ação para
proteger os navios em comboio. Qual invenção norte-americana resolveu este problema?
(A) O sonar de longo alcance, que era capaz de cobrir as distâncias entre os continentes.
(B) O contra-torpedeiro cruzador ligeiro, navio capaz de destruir qualquer submarino que atentasse contra o comboio.
(C) O navio-aeródromo de escolta, dos quais os EUA construíram nada menos do que 121 unidades durante o conflito.
(D) O submarino escoteiro, que mesmo isolado fazia a proteção do comboio na travessia atlântica.
(E) O radar nuclear, que com seus poderosos reatores de fusão eram capazes de detectar qualquer navio sob as águas.

03) A posição geográfica do Brasil era extremamente importante para os Aliados na defesa do tráfego marítimo, como
ainda hoje o é em relação ao Atlântico Sul. Natal e Recife vieram a ser pontos da maior importância no esquema de
proteção às linhas de comunicação dos Aliados no Atlântico. Apesar do Brasil estar naquela época passando por um
programa de renovação da MB, foi necessário completar a esquadra brasileira com navios norte-americanos adquiridos
com qual acordo militar?
(A) O TIAR, Tratado Interamericano de Defesa. (D) O Lend-Lease Act.
(B) O Acordo de Chanceleres. (E) O Plano Rosevelt.
(C) O Programa Bilateral.

04) Ao todo, os U-boats alemães (U-booten) afundaram 2.775 navios mercantes aliados, dos quais apenas 28%
navegavam em comboio. Os submarinos alemães foram responsáveis por 62,4% dos afundamentos. Tais dados
apontam a importância das comunicações marítimas e a necessidade de protegê-las, daí a relevância do controle do
tráfego marítimo. Dentro de todo esse esquema, no que se empenhou a Marinha do Brasil na campanha do Atlântico?
(A) No ataque a submarinos inimigos na costa Norte americana.
(B) Nas operações aeronavais no Atlântico Norte.
(C) No ataque a submarinos inimigos em todo Atlântico Sul.
(D) Na espionagem e contraespionagem no cenário da guerra europeia.
(E) Na defesa da navegação mercante dos Aliados.

05) O Programa de Renovação da MB, que teve seu início oficial em 11 de junho de 1936, com o batimento da quilha
do monitor Parnaíba, constituiu um notável empreendimento em que se empenhou a administração de qual ministro da
Marinha?
(A) Almirante Marque de Leão. (D) Almirante Pedro Max de Frontin.
(B) Almirante Henrique Aristides Guilhem. (E) Almirante Soares Dutra.
(C) Almirante Alexandrino.

06) O Brasil dedicou-se durante a Segunda Guerra à defesa das águas territoriais contra, principalmente, a ameaça
submarina e participou ativamente das missões de escolta a comboios aliados pelo oceano Atlântico. Sua composição
em operações de guerra dividia-se entre a Força Naval do Nordeste e a Força Naval do Sul. Qual afirmativa abaixo
encontra INCORRETA sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial?
(A) Nossas perdas humanas somaram 940 almas, entre oficiais e praças, tanto da marinha de guerra como da marinha
mercante.
(B) Perdemos na guerra a corveta Camaquã e o navio-auxiliar Vital de Oliveira, ambos afundados por submarinos
inimigos.
(C) A marinha mercante perdeu um total de 33 navios, afundados em sua maioria fora da proteção de nossos
comboios.
(D) A MB, deficiente de meios navais para executar suas missões, dependeu de auxílio externo, principalmente inglês,
durante a Guerra.
(E) Perdemos nas operações navais o cruzador Bahia, desaparecido vítima de terrível explosão acidental.

Módulo 2 36 Turma Máster 2018


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07) O Japão durante a 2ª Guerra alinhara-se com os países do Eixo, ampliando-o para Roma-Berlim-Tóquio. Sua
política expansionista na Ásia inquietava enormemente os Estados Unidos da América, de quem o Japão era grande
comprador de matérias-primas. A Guerra da China, entre outras, resultante da expansão japonesa sobre o continente,
começara em 1937, apesar dos protestos levantados na Liga das Nações. Nada, entretanto, conteria o Japão que crescia
desde
(A) o final da Primeira Guerra Mundial, quando lutou ao lado da Tríplice Entente.
(B) que foi obrigado a abrir seus portos ao comércio ocidental sob a ameaça dos navios norte-americanos do
Comodoro Perry (1853).
(C) a construção de um bloco econômico que ficou conhecido como “Tigres Asiáticos”.
(D) que participou da formação da ONU, determinando como seria a conduta das nações a partir de então.
(E) o final da Primeira Guerra Mundial, quando lutou ao lado da Tríplice Aliança.

08) Quando a aliança militar durante a Segunda Guerra Mundial denominada de “Eixo” passou a contar com o Japão?
(A) Quando foi assinado o “Memorando Cavalero”.
(B) Quando ocorreu o ataque japonês a Pearl Harbor.
(C) Quando a Alemanha invadiu a Checoslováquia.
(D) Quando a Alemanha invadiu a Polônia.
(E) Assim que a França foi invadida em junho de 1940.

09) Os japoneses conheciam a capacidade industrial norte-americana, embora esta fosse menosprezada por muitos
chefes, contudo, por medida de segurança, os japoneses concluíram que o primeiro golpe nos EUA deveria ser fatal, de
modo a fazê-los desistirem de prosseguir na guerra. Daí a violência do ataque a(o)
(A) Havaii, em junho de 1940.
(B) Pearl Harbor (Porto Pérola), em dezembro de 1941.
(C) França, em junho de 1940.
(D) Porto Mahue, Singapura, em janeiro de 1941.
(E) Porto Batávia, Filipinas, janeiro de 1941.

10) Por sua imensidão, o oceano Pacífico trouxe dificuldades nunca antes enfrentadas pelas marinhas nas guerras
navais. A mais característica de todas foi o apoio a ser dado às esquadras em tão longas distâncias, fora de suas bases.
A solução norte-americana foi a criação de um grupo de navios portadores de sobressalentes, combustível e oficinas
para reparos, denominado de
(A) Trem da Esquadra. (C) Balsa da Esquadra. (E) Esquadra Vital.
(B) Comboio de Manutenção. (D) Frota de Apoio.

11) Ao contrário dos alemães, que atacavam a navegação mercante, os japoneses visavam destruir os navios de guerra
inimigos. Com isto, pretendiam poupar sua própria esquadra de ataques de navios norte-americanos. Outra questão que
podemos contrapor entre a estratégia japonesa e a alemã é que
(A) o Japão teve suas rápidas e brilhantes vitórias militares na primeira fase da guerra graças ao uso inadequado do
poder marítimo pelos EUA.
(B) o ano de 1945 marcou, de modo diferente, o fim do conflito nas duas metades do planeta: o Japão foi derrotado
apenas em terra, enquanto a Alemanha apenas no mar.
(C) na Europa, a Alemanha foi vencida em terra, porque não teve condições de lutar no mar.
(D) o fluxo constante de matérias primas para o Japão foi prejudicado pela falta de navios mercantes suficientes,
enquanto que a alemã pela falta de meios terrestres.
(E) enquanto o Japão manteve sua política terrestre inabalável no perímetro de defesa, a Alemanha manteve ativa suas
comunicações marítimas no Atlântico.

12) O poder marítimo aliado manteve, com todas as dificuldades, as necessárias comunicações entre a Europa e a
América. Até mesmo quando foi precaríssima a situação marítima da Grã-Bretanha no Mediterrâneo, em 1942, os
alemães não souberam tirar proveito disso, juntamente com os italianos. Grande parte da manutenção dessas
comunicações cabe a(o)
(A) EUA e a Argentina. (D) França e as operações no Mediterrâneo.
(B) Grã-Bretanha e França. (E) Argentina e suas operações atlânticas.
(C) Brasil e ao Cinturão Atlântico.

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13) Durante a 2ª GM, no Pacífico, foi dado um elevado grau o desenvolvimento as doutrinas anfíbias para o
desembarque nas diversas ilhas daquele oceano. Outro aspecto marcante da guerra no Pacífico foi a afirmação do
navio-aeródromo como navio capital, logo após qual importante batalha?
(A) A Batalha do Mar de Coral. (C) A Batalha do Golfo de Leyte.
(B) A Batalha de Midway. (D) A Batalha das Filipinas.
(E) A Batalha das Ilhas Salomão.

14) Os alemães rendiam-se na Itália em 29 de abril de 1945. As tropas russas entravam em Berlim em 2 de maio e, em
4 de maio de 1945, a Alemanha aceitava a rendição. Com as explosões de Hiroxima e Nagasáqui, a Segunda Guerra
Mundial chegava ao fim e o Japão aceitou sua rendição incondicional a bordo do encouraçado
(A) HMS Agincourt (C) ARA Mar del Plata (E) NRP Manoel I
(B) DKM Germany (D) USS Missouri

15) Nos Estados Unidos da América, o Presidente Harry Truman promovia a criação de uma força ocidental para se
opor ao clima gerado pela Guerra Fria. Uma nova política em relação aos países latino-americanos era instituída
incentivando o congraçamento pan-americano, do qual resultou a criação de uma organização para maior interação do
continente. Quais foram estes órgãos?
(A) A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e Organização dos Estados Americanos (OEA)
(B) A Força Naval Americana (FNA) e a Organização Mundial do Comércio (OMC).
(C) A Organização Militar Atlântica (OMA) e a Organização do Atlântico Sul OAS)
(D) A Aliança Militar (AM) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).
(E) A Organização Mundial do Comércio (OMC) e Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).

16) Com a finalidade de coordenar defesa do projeto de orçamento de 1949, o governo do Presidente Dutra apresentou
um plano sob a sigla SALTE, propondo medidas nas áreas de saúde, alimentação, transporte e energia. Nesse plano,
entre as medidas de interesse direto da política marítima, situava-se a construção de navios exclusivamente para o
transporte de passageiros e de uma série de petroleiros que iriam formar a
(A) PETROBRAS (C) Frota Nacional de Petroleiros (Fronape). (E) Petróleo Nacional SA
(B) Lloyde Brasileira (D) Petroliun Brasilis

17) Em janeiro de 1956, o Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira assumia o governo com seu famoso Programa
de Metas e a Marinha do Brasil foi equipada com o navio-aeródromo ligeiro Minas Gerais, Qual afirmativa abaixo está
correta sobre o NAeL?
(A) O NAeL, inicialmente denominado Vegeance, foi comprado na Holanda e rebatizado de Minas Gerais.
(B) Apesar de ser um navio aeródromo auxiliar, o NAeL integrava a 43ª frota americana.
(C) O NAeL foi adquirido na Inglaterra e modernizado na Holanda.
(D) Inicialmente designado de Vegeance, o NAel Minas Gerais trocou de classe quando passou para a
(E) De projeto americano, o NAeL foi transferido para o Brasil com o fim da 2ª GM.

18) No campo internacional, Jânio da Silva Quadros, Presidência da República desde 31 de janeiro de 1961, tentou
concomitantemente penetrar nas novas nações africanas, rever a política com as Guianas e estreitar relações com o
governo revolucionário de Cuba. Sua renúncia após sete meses de governo iria desencadear uma série de crises
políticas que só teriam fim com o movimento revolucionário de 31 de março-1o de abril de 1964. Um ligeiro conflito
internacional quase mobilizou um navio-aeródromo francês na costa brasileira. Esse conflito foi a cerca de qual
atividade marítima?
(A) Navegação de Cabotagem. (D) O corso francês contra nossa navegação.
(B) Pesca da lagosta. (E) Transporte de Luxo de Passageiros.
(C) Prospecção na Bacia de Campos.

Módulo 2 38 Turma Máster 2018


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19) Entre 1910 e 1945, o Brasil adquiriu diversos navios para sua Marinha, alguns tendo sido construídos no AMRJ.
Não houve, entretanto, um programa contínuo de construção naval nesse período. Durante a 2ª GM o Brasil recebeu
ainda, por acordos internacionais, alguns navios que vieram reforçar sua esquadra. Entre 1950 e 1956, diversos navios
foram adquiridos na Europa e nos Estados Unidos da América. Apesar das tentativas de modernização das forças
navais, por meio da renovação dos meios flutuantes, a Marinha não logrou contar com um plano de construção naval
que, a longo prazo, lhe garantisse a substituição de suas unidades antigas. Apenas em 1967 o presidente da República
decidiu sobre o Programa de Construção Naval, que era objeto de estudos na Marinha desde 1965. Qual afirmativa
abaixo está INCORRETA sobre este Programa?
(A) O Programa foi escalonado, devido ao alto custo tanto para a produção quanto para compra de navios.
(B) Na primeira etapa, resolveu-se construir dois submarinos da classe Oberon, na Inglaterra.
(C) Na primeira etapa, resolveu-se construir quatro navios varredores na Alemanha e dois no Brasil.
(D) Na primeira etapa, resolveu-se construir seis fragatas, sendo quatro na Inglaterra e duas no Brasil, e diversos outros
navios de baixo custo unitário e alto índice de nacionalidade.
(E) O Programa foi responsável pela aquisição de navios modernos, enquanto os obsoletos foram vendidos a nações
asiáticas e africanas.

20) Na transição dos séculos XX para XXI, a Marinha do Brasil adquiriu na Grã-Bretanha fragatas já usadas, mas em
condições de emprego, assim como conseguiu fortificar sua Aviação Naval (de 1916), incorporando aeronaves de asas
fixas à reação, adquiridas no Oriente Médio. Nossos pilotos foram instruídos e treinados em qual(ais) países?
(A) apenas nos Estados Unidos da América
(B) na Argentina e nos Estados Unidos da América.
(C) Na Inglaterra e França.
(D) Apenas na França.
(E) Nos Estados Unidos da América e no Canadá.

21) A partir da aquisição de aeronaves de asas fixas, as operações aeronavais passaram a ser executadas no navio-
aeródromo São Paulo, anteriormente denominado de
(A) Foch, da marinha francesa.
(B) Vengeance, da Royal Navy.
(C) Redutable, da marinha canadense.
(D) Vengeance, da marinha holandesa.
(E) Petain, da marinha francesa.

22) O navio-aeródromo São Paulo substituiu qual navio?


(A) O NAeL Minas Gerais.
(B) O Porta-Aviões Rio de Janeiro.
(C) O Navio Capitânia Bauru.
(D) O Navio Cruzador Bahia.
(E) O NAE Minas Gerais.

GABARITO
01 - A 02 - C 03 - D 04 - E 05 - B 06 - D 07 - B 08 - B 09 - B 10 - A
11 - C 12 - C 13 - B 14 - D 15 - A 16 - C 17 - C 18 - B 19 - E 20 - B
21 - A 22 - A

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OITAVA BATERIA

01) (PS-T/2011) A frase atribuída ao Almirante Paulo de Castro Moreira da Silva, “Não compreendo defender-se um
mar que não se use”, encerra uma recíproca verdadeira, na medida em que dificilmente se fará uso do mar sem assegurar
a sua defesa. Assim, na dinâmica Poder Marítimo e Poder Naval, é incorreto afirmar que:
(A) toda a potencialidade marítima de um país, traduzida em termos de uso do mar, constitui o seu Poder Marítimo,
tendo o Poder Naval para assegurá-lo.
(B) o Poder Naval traduz-se como parte do Poder Marítimo, englobando aquele à Marinha Mercante, nascida em
decorrência da existência das Marinhas de Guerra, apesar de hoje, maciçamente, o comércio internacional não se realizar
mais por mar.
(C) O Poder Naval é parte do Poder Marítimo, que inclui também a Marinha Mercante, o território marítimo, as indústrias
subsidiárias, a vocação marítima de um povo, a política governamental para tal e outros elementos afins.
(D) O Poder Naval constituiu-se de uma esquadra ou de Forças Navais (como núcleo), das bases navais, do pessoal
engajado, e de outros elementos diretamente ligados à guerra naval, tendo surgido posteriormente à Marinha Mercante.
(E) As Marinhas de Guerra são apenas uma parte do poder marítimo, constituindo o chamado Poder Naval, a reunir os
elementos diretamente responsáveis pela garantia do exercício da soberania de cada país no mar.

02) “Na crise da década de 1960, chamada de Guerra da Lagosta, a França enviou navios de guerra, em tempos de paz,
para proteger seus barcos de pesca, que capturavam lagostas na plataforma continental brasileira. O governo determinou
que diversos navios da Marinha do Brasil se dirigissem para o local da crise” (BITTENCOURT, 2006, p. 165).
Marque a alternativa correta sobre a persuasão naval exercida pelo emprego do Poder Naval brasileiro.
(A) sustentação.
(B) batalha decisiva.
(C) bloqueio naval.
(D) dissuasão.
(E) negociação política.

03) “O Poder Militar brasileiro deve permanentemente dissuadir os outros países de usar a violência e é,
consequentemente, o guardião da paz – daquela paz que nos interessa, evidentemente” (BITTENCOURT, 2006, p. 163).
Marque a alternativa correta sobre o emprego permanente do Poder Naval brasileiro.
(A) A Marinha do Brasil é responsável pela defesa da Amazônia Azul e contribui para projeção internacional do Brasil
mediante participação em diversas missões de paz sob égide da Organização das Nações Unidas.
(B) A Marinha do Brasil atua, exclusivamente, na proteção da fronteira marítima e das atividades da Marinha Mercante,
não exercendo persuasão naval.
(C) O Poder Naval brasileiro é empregado externamente a partir da atuação dos fuzileiros navais no Afeganistão, em
cooperação com as forças da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte.
(D) Em tempos de paz, o Poder Naval brasileiro é empregado apenas promovendo ação social, mediante emprego dos
Navios de Assistência Hospitalar na Amazônia.
(E) A Guerra das Lagostas foi o único evento no qual a Marinha do Brasil promoveu a persuasão naval.

04) O emprego do Poder Naval Permanente é baseado na atuação das forças navais, inclusive, em tempos de paz para
apoiar os interesses do Estado. Marque a alternativa correta acerca do emprego do poder naval brasileiro a fim de projetar
o Brasil no cenário internacional.
(A) Participação dos militares na Marinha do Brasil em jogos militares internacionais.
(B) Ação do Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) para assistir a população ribeirinha na região norte do Brasil.
(C) Permissão para o ingresso do corpo feminino na Escola Naval, adotando medidas de igualdade de gênero sugeridas
pela Organização das Nações Unidas (ONU).
(D) Emprego do Corpo dos Fuzileiros Navais, no âmbito da segurança pública, para manutenção da ordem interna.
(E) Participação da Marinha do Brasil em diversas missões de paz, sob égide do Conselho de Segurança das Nações
Unidas (CSNU), destacando o comando da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano
(UNIFIL).

Módulo 2 40 Turma Máster 2018


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05) Analise as afirmativas abaixo sobre o emprego permanente do Poder Naval.


I - É o uso do Poder Naval em apoio à política externa, através da sinalização, em vez do uso dos seus armamentos.
II- Os efeitos da persuasão armada podem se manifestar em diferentes níveis de intensidade. A resultante final da
persuasão depende da integração das inibições e incitações provocadas pela ameaça ou apoio, que são, por sua vez,
função de decisões tomadas sob pressões políticas, condicionadas por fatores psicossociais e culturais e pela interação
entre os líderes e a opinião pública.
III – A demonstração permanente do Poder Naval é uma tática da persuasão naval. É baseada nos deslocamentos e
manobras com forças; participação de missões de paz da ONU; reforço e redução da força; aumento ou redução da
prontificação para combate; aumentar a intensidade da persuasão, desencorajar, demonstrar preocupação em crises entre
terceiros; exercer coerção.
IV- As visitas operativas aos portos, as visitas de boa vontade e o auxílio naval são exemplos de tática naval. Contudo,
não são atividades exercidas pela Marinha do Brasil.
Marque a alternativa correta:
(A) Todas as afirmativas são verdadeiras.
(B) Apenas a afirmativa IV é falsa.
(C) As afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
(D) As afirmativas I e IV são falsas.
(E) As afirmativas III e IV são verdadeiras.

06) Marque alternativa INCORRETA sobre tática da persuasão naval.


(A) Auxílio Naval.
(B) Visitas operativas.
(C) Posicionamento operativo específico.
(D) Participação em missões de paz.
(E) Bloqueio Naval.

07) Marque a opção correta sobre o conflito no qual a Marinha do Brasil empregou a persuasão naval.
(A) Guerra do Paraguai.
(B) 1ª Guerra Mundial.
(C) 2ª Guerra Mundial.
(D) Guerra da Lagosta.
(E) Guerra das Malvinas.

08) Marque a opção INCORRETA sobre o conflito no qual os Estados Unidos empregou a persuasão naval.
(A) Crise dos mísseis de Cuba.
(B) 1ª Guerra Mundial.
(C) 2ª Guerra Mundial.
(D) Guerra Hispano-Americana.
(E) Guerra de Secessão.

09) “Os argentinos deixaram de ser dissuadidos pelo Poder Naval britânico e invadiram as ilhas, porque julgaram que o
valor daquelas ilhas não compensava o esforço de projetar o poder da Marinha da Grã-Bretanha àquela distância no
Atlântico Sul” (BITTENCOURT, 2006, p. 168).
Marque a opção correta sobre o conflito no qual a dissuasão não obteve a reação esperada, ocasionando uma guerra no
Atlântico Sul.
(A) 2ª Guerra Mundial.
(B) Guerra do Paraguai.
(C) Guerra da Cisplatina.
(D) Guerra das Malvinas.
(E) Guerra do Atlântico.

Módulo 2 41 Turma Máster 2018


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10) Marque v (verdadeira) e f (falso) para as afirmativas abaixo sobre o emprego permanente do Poder Naval:
( ) O emprego do submarino nuclear é o único instrumento de dissuasão da Marinha do Brasil.
( ) O Poder Naval pode ser empregado como um instrumento da política devido à capacidade de mobilidade,
versatilidade, flexibilidade tática, autonomia, capacidade de projetar poder e alcance geográfico, fundamentado no
princípio de Liberdade dos Mares.
( ) A dissuasão é um tipo de persuasão naval que se manifesta comportamentalmente em termos de se sentir apoiado
ou contrariado em suas intenções de acordo com o próprio significado do termo empregado.
( ) O emprego permanente do Poder Naval brasileiro está fundamentado, exclusivamente, no papel policial da
Marinha de Guerra. Sua principal missão é apenas a promoção do controle das vias de comunicação e a negação do uso
do mar;
( ) O poder de permanência dos navios de guerra lhes possibilita ficarem próximos aos problemas. Os navios
permaneceram desempenhando um papel diplomático, porém, sendo mais utilizados para garantir os interesses nacionais
do que propriamente na guerra.
Assinale a opção correta
(A) (F); (F); (F); (V); (V).
(B) (V); (F); (F); (F); (V).
(C) (F); (V); (V); (F); (V).
(D) (F); (V); (V); (V); (F).
(E) (V); (F); (V); (F); (F).

11) Cabe ao Poder Naval aplicar a dissuasão a partir dos seus meios navais e, futuramente, com os submarinos nucleares
para defender:
(A) Bacia Amazônica.
(B) Floresta Amazônica.
(C) Amazônia Azul.
(D) Estação Antártica Comandante Ferraz.
(E) Bacia do Prata.

Gabarito
1-B 2-D 3-A 4-E 5-B 6-E 7-D 8-A 9-E 10-C 11-C

Módulo 2 42 Turma Máster 2018

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