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Ensino de História Local na 8ª Classe

O projeto aborda a importância da história local no ensino da 8ª classe na Escola Secundária de Nampula, destacando como essa abordagem pode valorizar a identidade cultural dos alunos e promover uma compreensão crítica do passado e presente. A pesquisa enfatiza a utilização de fontes locais e a integração da comunidade no processo educativo como estratégias para enriquecer o aprendizado e formar cidadãos conscientes. O objetivo é analisar as diversas abordagens do ensino de história local, contribuindo para a melhoria das práticas pedagógicas e a formação de uma consciência histórica nos estudantes.

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Helder Angelo
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Ensino de História Local na 8ª Classe

O projeto aborda a importância da história local no ensino da 8ª classe na Escola Secundária de Nampula, destacando como essa abordagem pode valorizar a identidade cultural dos alunos e promover uma compreensão crítica do passado e presente. A pesquisa enfatiza a utilização de fontes locais e a integração da comunidade no processo educativo como estratégias para enriquecer o aprendizado e formar cidadãos conscientes. O objetivo é analisar as diversas abordagens do ensino de história local, contribuindo para a melhoria das práticas pedagógicas e a formação de uma consciência histórica nos estudantes.

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Edvaldino Jorge amisse

(Licenciatura em Ensino de História)

Projecto

Abordagem da História local no processo de ensino da história, ao aluno da 8ª Classe:


Caso da Escola Secundaria de Nampula, 2023-2024

Universidade Católica de Moçambique

Nampula, Maio de 2025


Edvaldino Jorge Amisse

Abordagem da História local no processo de ensino da história, ao aluno da 8ª Classe: Caso


da Escola Secundaria de Nampula, 2023-2024

Projecto científica apresentada na Universidade


Católica de Moçambique, como requisito parcial
para a obtenção do grau de Licenciatura, curso de
Ensino de História.

Orientado pelo supervisor:

Universidade Católica de Moçambique

Nampula, Maio de 2025


Índice
Resumo ...................................................................................................................................... 5

CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO ................................................................................................. 6

Problematização ......................................................................................................................... 8

Objectivo Geral .......................................................................................................................... 8

Objectivos específicos ............................................................................................................... 8

Justificativa ................................................................................................................................ 9

CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA ...................................................................... 10

Conceitos básicos ..................................................................................................................... 10

História local ............................................................................................................................ 10

História..................................................................................................................................... 11

Ensino e aprendizagem ............................................................................................................ 11

Conhecendo a História Local e Desenvolvendo seu Ensino .................................................... 12

O renascimento da História ...................................................................................................... 12

Os recursos didácticos no Ensino da História .......................................................................... 14

Contribuição da história para o Conhecimento geral ............................................................... 14

Relevância da Abordagem Pedagógica .................................................................................... 15

O Ensino de História dos alunos da 8ª classe no caso da Escola Secundária de Nampula ...... 16

O Ensino de história na investigação dos fatos do passado no processo educacional e social 19

CAPÍTULO III: METODOLOGIA DA INVESTIGAÇÃO .................................................... 24

Tipo de pesquisa ...................................................................................................................... 24

Quanto à abordagem ................................................................................................................ 24

Quando aos objectivos ............................................................................................................. 25

Quanto aos procedimentos técnicos ......................................................................................... 25

Participantes da pesquisa ......................................................................................................... 26

Técnicas de colectas de dados.................................................................................................. 26

Procedimentos de análise de dados .......................................................................................... 27


Cronograma.............................................................................................................................. 28

Conclusão................................................................................................................................. 29

Referência bibliográfica ........................................................................................................... 30

APÊNDICES............................................................................................................................ 32
Resumo
A abordagem da história local no ensino da 8ª classe na Escola Secundária de Nampula tem
como foco principal a valorização da identidade cultural e a construção da consciência
histórica dos alunos por meio do contato com o patrimônio local, como objetos
museológicos. Este método permite que os estudantes desenvolvam um pensamento histórico
contextualizado, relacionando passado e presente, e compreendam a história não apenas
como um conjunto de fatos distantes, mas como parte da vida cotidiana e da identidade da
comunidade. A utilização de fontes locais, visitas a museus e a integração da comunidade no
processo educativo são estratégias que enriquecem o aprendizado, promovendo uma ligação
entre a escola e o entorno social dos alunos. Essa prática contribui para uma educação
histórica de qualidade, que respeita a diversidade cultural e estimula a formação de cidadãos
críticos e conscientes de sua história.

Palavra-chave: Escola, Padronização, Ensino História e ensino e aprendizagem.

.
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
Este trabalho propõe uma análise crítica sobre a Abordagem da História local no processo de
ensino da história, ao aluno da 8ª Classe, com foco específico na Escola Secundária de
Nampula, situada na província de Nampula, Moçambique. O tema central abrange a
necessidade e os benefícios no ensino da História para garantir uma compreensão sólida do
passado, do presente e do papel da disciplina na formação cidadã. Historicamente, a
abordagem ao ensino de História tem variado consideravelmente, tanto em termos nacionais
quanto em níveis regionais.

Ao examinar a literatura existente, identificamos que a abordagem da História local no ensino


para os alunos da 8ª classe emerge como uma peça fundamental no processo de construção do
conhecimento histórico. Nesta jornada, os estudantes serão conduzidos a explorar não apenas
os grandes eventos que marcaram o cenário global, mas também a compreender as raízes e as
transformações que moldaram o ambiente ao seu redor.

Dessa forma, a História local não é apenas uma narrativa específica, mas um ponto de partida
crucial para a compreensão mais ampla do passado, fortalecendo o senso de identidade e
pertencimento dos alunos. O ensino de história local apresenta-se como um ponto de partida
para a aprendizagem histórica, pela possibilidade de trabalhar com a realidade mais próxima
das relações sociais que se estabelecem entre educador / educando / sociedade e o meio em
que vivem e atuam. Nessa perspectiva, o ensino-aprendizagem da História Local configura-se
como um espaço-tempo de reflexão crítica acerca da realidade social e, sobretudo, referência
para o processo de construção das identidades destes sujeitos e de seus grupos de pertença.
Por outro lado ele ganha significado e importância no ensino fundamental, exactamente pela
possibilidade de introduzir a formação de um raciocínio de história que contemple não só
indivíduo, mas a colectividade, apresentadas as relações sociais que ali se estabelecem na
realidade mais próxima.

O foco desta pesquisa reside na análise meticulosa da abordagem de História local destinada
aos alunos da 8ª Classe na Escola Secundária de Nampula. A escolha deste tema específico é
motivada pelo reconhecimento da importância singular dessa fase no percurso educacional,
onde os alicerces do pensamento crítico são estabelecidos e a compreensão do mundo é
moldada de maneira indelével.
A abordagem metodológica é desenvolvida através de pesquisa bibliográfica exploratória
(livros impressos, artigos, revistas, dicionários, entre outros.). Para Lakatos e Marconi (2001),
a pesquisa bibliográfica: Abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema
estudado, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, projecto,
teses, materiais cartográficos, etc. e sua finalidade é colocar o pesquisador em contacto
directo com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto.

Em relação ao processo do ensino-aprendizagem, é possível analisar em algumas escolas, um


descomprometimento ético, político e pedagógico por parte do professor para com o ensino
de História. É necessário haver uma reflexão diária sobre a teoria e a prática pedagógica, pois
quando não há reflexão no ensino-aprendizagem, certamente, o conhecimento não é
efectivado. Portanto, a metodologia do ensino da História precisa ser pensada para além das
funções enquanto disciplina, sua função, sua trajectória histórica, conceitos, categorias,
abordagens, tendências, a relação que possui com as demais ciências humanas e sociais e, em
especial, deve alcançar também as origens e as funções da consciência quotidiana e histórica,
crítica e reflexiva sobre o exercício e papel no interior dos processos de ensino-aprendizagem
e do agir socialmente comprometido e responsável.

O trabalho contempla quatro capítulos, a saber: capítulo I: Introdução onde faz apresentação
do tema e objectivos a ser alcançados, capítulo II: Referencial teórico, no qual são
apresentados os conceitos referentes ao tema e apresentados os resultados feitos por diversos
autores sobre o tema; capítulo III: Metodologia, onde são apresentados os métodos, as
técnicas de colecta de dados, os participantes e os instrumentos de análise de dados; capítulo
IV: Faz-se a apresentação, análise e interpretação dos dados da pesquisa.
Problematização

Zavala (2019). "A História é uma disciplina que trabalha com limites. Essa proposição
lançada categoricamente aqui diz respeito à dinâmica constitutiva do fazer histórico, que é
balizado temporal e espacialmente em relação ao objecto investigado. " (p. 109).

O cerne do problema reside na complexidade de encontrar um equilíbrio entre a necessária a


abordagem do ensino de História local para alunos da 8ª Classe e a garantia de que essa
abordagem não sacrifique a individualidade, motivação e compreensão aprofundada dos
estudantes. O problema da abordagem da História local na 8ª Classe da Escola Secundária de
Nampula abrange uma série de desafios complexos que incluem a necessidade de equilibrar a
diversidade de conteúdos históricos, como desenvolver métodos de ensino que promovam o
pensamento crítico. Em função do que foi descrito, como pergunta de partida, o pesquisador
levanta a seguinte questão: "Como a abordagem da história local durante as aulas de
História pode proporcionar uma compreensão a e motivação dos alunos da 8ª classe
daquela escola secundária?"

Objectivo Geral
 Analisar as diversas abordagens sobre o ensino de História local, no processo de
ensino da história, ao aluno da 8ª Classe na Escola Secundaria de Nampula;

Objectivos específicos
 Identificar os diversos factores da abordagem do ensino de história local, aos alunos
da 8ª classe, na Escola Secundária de Nampula;
 Descrever as diversas formas de ensino de história local no processo de ensino de
história, aos alunos da 8ª classe na Escola Secundária de Nampula;
 Explicar a importância do ensino de história local no ensino de história, aos alunos da
8ª classe, na Escola Secundária de Nampula;

Questões de investigação
 Quais são os diversos factores que condicionam a abordagem do ensino de história
local, no processo de ensino de história, aos alunos da 8ª classe, na Escola Secundária
de Nampula?

 De que forma essas abordagens do ensino de história local contribuem no ensino da


história, aos alunos da 8ª classe, na Escola Secundária de Nampula?
 Que importância tem o ensino de história local ao processo de ensino de história, aos
alunos da 8ª classe, na Escola Secundária de Nampula?

Justificativa

A justificativa corresponde ao momento em que o pesquisador explica o motivo que o levou a


investigar uma determinada temática. Nela faz-se uma descrição clara e concisa acerca da
relevância do assunto pesquisado para o conhecimento do público em geral, de modo a deixar
bem especificado qual a relação do tema com as questões sociais que envolvem o fenómeno
sob estudo (Aragão & Neta, 2017).

O ensino da História local assume uma importância singular, pois representa uma ponte entre
o passado e o presente dos estudantes. Ao explorar os eventos que ocorreram nas
proximidades da Escola Secundária de Nampula, os alunos são convidados a mergulhar em
uma narrativa que lhes é mais imediata e relevante. A compreensão do entorno local não
apenas fornece um contexto mais tangível, mas também permite que os alunos estabeleçam
conexões mais profundas com a herança cultural, social e económica que permeia suas vidas
diárias. Esta abordagem não apenas enriquece o aprendizado histórico, mas também contribui
para a formação de cidadãos informados e engajados, capazes de apreciar a importância do
passado na construção do presente e do futuro. Por outro lado, esse trabalho é importante
porque contribui de certa forma para instrumentalizar uma reflexão crítica do processo de
ensino/aprendizagem de História, uma vez que possibilita a professores e alunos, dos ensinos
públicos e particulares, uma auto-avaliação em suas práticas pedagógicas, vinculadas a
posicionamentos ideológicos que explicam e orientam a vida social, controlando as acções do
homem e, ao mesmo tempo, determinando o que ele deve e não deve fazer na sociedade.

A compreensão mais profunda das práticas educacionais pode não apenas beneficiar os
alunos directamente envolvidos, mas também influenciar positivamente o sistema
educacional em níveis mais amplos. Além disso, a escolha do tema sugere um interesse em
aprimorar a abordagem pedagógica específica utilizada no ensino de História, indicando um
compromisso com a busca contínua por melhorias práticas no processo de ensino e
aprendizagem.
CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA

Neste capítulo faz-se apresentação das teorias e dos estudos feitos em volta do tema em
estudo e que servem de base de fundamentação das abordagens feitas na apresentação,
análise, interpretação e discussão dos resultados da pesquisa.

Conceitos básicos
São conceitos básicos para este estudo os seguintes: História local, história, ensino e
aprendizagem.

História local
Segundo Goubert (1988), é aquela que diz respeito a uma ou poucas aldeias, a uma cidade
pequena ou média (um grande porto ou uma capital estão além do âmbito local) ou a uma
área geográfica que não seja maior do que a unidade provincial.

É aquela que desenvolve análise de pequenos e médios municípios, ou de áreas geográficas


limitadas e não muito extensas”. A história local é importante, não só pelo seu valor cognitivo
como também afectivo e patriótico. Os subsídios principais param a história geral de um país
consiste nas projecto locais, onde se estuda a arqueologia e a história, as biografias e as
tradições, com os documentos à vista e à mão os arquivos municipais e particulares.

Toledo (Toledo, 2010) entende que:

“A história local como uma modalidade de estudos históricos que, ao


operar em diferentes escalas de análises, contribui para a construção de
processos interpretativos sobre as diferentes formas de como os actores
sociais se constituem historicamente. Ou seja, interessa-se pelos modos de
viver, colectivos e individuais, dos sujeitos e grupos sociais situados em
espaços que são colectivamente construídos e representados, na
contemporaneidade, pelo poder político e económico, sob a estrutura de
„bairros‟ e „cidades‟ (Toledo, p. 751).

Nesta perspectiva, é de ressaltar que a História local leva o aluno a estudar primeiro a
evolução histórica da sua comunidade, conhecer a organização material, as actividades
económicas, culturais da mesma. A se enveredar por esta via em Moçambique, acabará com a
tendência dos programas curriculares de ensino de história que dão maior ênfase a abordagem
de temas de história nacional, de África e universal em detrimento da história local. Quanto à
importância, a história local ajuda a satisfazer as necessidades locais e alimenta a história
geral.
História

Conforme Oriá, (1998). História é considerada como uma ciência social, sendo a disciplina
que estuda os eventos passados, as acções humanas, as instituições e as mudanças ao longo
do tempo. Como ciência, a história busca compreender, analisar e interpretar os eventos do
passado para fornecer uma visão mais profunda do presente e, muitas vezes.

Cabe ao ensino de história resgatar as múltiplas facetas do passado, na problematização


histórica, conferindo voz ao negligenciados pela história “oficiosa”, demonstrando a
multiplicidade do saber histórico no que tange a produção de diversas mentalidades, diversos
olhares, nos vários locais de memória.

Rodrigues (1984) afirma que:

“O objectivo da História é dar sentido ao passado; é conhecer e compreender


não para contemplar um passado morto, mas para agir, para libertar
consciências, para dar força às forças do progresso, para identificar e integrar
o país com sua história e seu futuro, essa é toda a tarefa da História”
(Rodrigues, p. 39).

Uma vez que a metodologia do ensino da história se encontra na pauta, os estudiosos e


pesquisadores não poderão somente atender a aspectos operacionais e estratégias que
garantam a transposição competente e que mantenha o carácter científico dos
conteúdos/conhecimentos históricos a serem ensinados. Deve estar atenta à dimensão do
exercício crítico e reflexivo dos conteúdos, ao contexto histórico social que é transposto,
dialogado e verificado e, em especial, aos impactos e às possibilidades de transformação da
realidade que estes possuem.

Ensino e aprendizagem

Para Libânio (2013),

“O processo de ensino é uma sequência de actividades do professor e dos


alunos, tendo em vista a assimilação de conhecimentos e desenvolvimento de
habilidades, através dos quais os alunos aprimoram capacidades cognitivas”
(Libáneo, p.87).

A aprendizagem, na visão de Sousa (2008), tem a ver com o processo de aquisição e


assimilação de conhecimentos relativos a várias áreas do saber de modo que possa fazer o uso
desse conhecimento para o seu bem e para o bem da comunidade.
O ensino e aprendizagem são dois processos distintos, onde o aluno é o sujeito da
aprendizagem e o professor como o sujeito do ensino, procura compreender o caminho da
aprendizagem que o aluno está percorrendo. Essa tarefa consiste em actividades planeadas,
propostas e dirigidas com intenção de favorecer a acção do aluno sobre um determinado
objecto de conhecimento (Weisz, 2006).

Desse modo, o processo de ensino e aprendizagem pressupõe a existência de condições


materiais, financeiras e humanas para a sua operacionalização, disponibilização de
equipamentos para as salas de aulas, material didáctico tanto para o professor como para o
aluno, entre outros factores (Tanchizawa &Andrade, 2006).

Conhecendo a História Local e Desenvolvendo seu Ensino


A abordagem sobre história local, no que se refere ao ensino de História foi alvo de grande
debate entre historiadores, que valorizam esta abordagem por possibilitar novas visões sobre
o processo de aprendizado da História e, a influência do meio em que o aluno e a escola estão
inseridos. “A história local é entendida aqui como aquela que desenvolve análise de pequenos
e médios municípios, ou de áreas geográficas não limitadas e não muito extensas”.

“A História Local é entendida como uma modalidade de estudos históricos


que contribuiu para a construção dos processos interpretativos sobre as formas
como os atores sociais se constituem historicamente em seus modos de viver,
situados em espaços que são socialmente construídos e repensados pelo poder
político e económico na forma estrutural de “bairros e cidades”. A História
Local é a história que trata de assuntos referentes a uma determinada região,
município, cidade, distrito.” (Horn & Germinari, 2010, p. 118).

Portanto, ela tem sido compreendida como “história do lugar”. Nesse aspecto, a localidade
tem-se tornado objecto de investigação e ponto de partida para a produção de conhecimentos
sobre o passado. É a partir do local que o aluno começa a construir sua identidade e a se
tornar membro activo da sociedade civil, no sentido de que faz prevalecer seu direito de
acesso aos bens culturais, sendo eles materiais ou não materiais.

O renascimento da História

Tornou-se corrente admitir que a reflexão histórica tem suas raízes na Antiguidade clássica,
mais especialmente em Heródoto e em Tucídides. Esses autores de língua grega marcaram o
ponto de partida de François Châtelet, que em um texto clássico publicado em 1962 definiu a
Grécia como o berço do pensamento histórico ocidental. Châtelet, desde a perspectiva
filosófica, utiliza em seu título um termo próprio: historienne, cunhado pela língua francesa
para designar o sentido do pensamento histórico enquanto produzido por uma reflexão
intencionalmente voltada para a organização crítica da memória como fundamento do sentido
da sociedade, da política e da cultura respectiva.

Segundo Chervel (1990), desde o fim do século XIX era discutida a


necessidade de se manter um currículo humanístico que favorecia os estudos
das línguas (latim, grego, língua e literatura nacional e internacional) e da
oratória, o que por sua vez cumpria a função de disciplinar a mente com o
uso das obras literárias, e o domínio oral e escrito da “cultura clássica”, e
ainda atendia aos interesses fundamentais na formação das elites.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais de História, para o 1º e 2º Ciclos, destacam a


importância de conhecer as características dos grupos sociais de seu convívio diário, para que
ampliem estudos sobre o viver de outros grupos da sua localidade presente, identificando as
semelhanças e as diferenças existentes entre os grupos sociais e seus costumes.

A História cujo renascimento se organiza e estrutura na passagem do Iluminismo para o


Romantismo e se consolida ao longo do século XIX nos cenários do positivismo, do
historicismo, das escolas metódicas - e que orienta a organização deste livro -, é a História
como ciência. História como ciência, cujos resultados historiográficos são expressos em
narrativas que encerram argumentos demonstrativos articuladores da base empírica da
pesquisa e da interpretação do historiador em seu contexto.

Conforme Dosse (2003) reflecte que:

“A história constitui um campo de batalhas, um lugar de confrontos


primordiais onde se joga não tanto o passado enquanto tal, mas as grandes
escolhas do presente. No século XIX, as concepções de História e de
historiografia passaram por uma mudança notável e decisiva. Esse século
tornou-se conhecido como "o século da História".

Sem dúvida foi ainda mais decisivo - embora essa perspectiva nem sempre tenha estado
presente - o salto dado no segundo terço do século XX e seus prolongamentos até os anos
1970. Não obstante, a análise dos progressos da historiografia em nosso tempo deve ser feita
mediante o contraste com o século XIX, sem o qual não se pode perceber o alcance das
mudanças ocorridas no século XX.

A evolução decisiva para a historiografia deu-se com o que se pode chamar de


fundamentação metódico-documental, basilar para a disciplina "académica" contemporânea,
produzida pelos tratadistas do século XIX e da primeira década do século XX. Tem-se aqui a
origem da grande corrente historiográfica que se chamou - de forma algo exagerada, mas não
totalmente imprópria - de historiografia "positivista", intimamente entrelaçada com a forte
tradição do historicismo alemão. Foi no século xix que apareceram os primeiros grandes
tratados do que se poderia chamar de normativismo histórico, um tipo de reflexão novo sobre
a História, chamado de Historik por Johann Droysen. Essa reflexão definiu os parâmetros
metódicos estipulados como obrigatórios para que a História se enquadrasse no que se tinha,
então, por padrão de "ciência".

Os recursos didácticos no Ensino da História

O uso dos recursos didácticos pressupõe também a aplicação de determinados modelos,


métodos, estratégias, técnicas e estilos de ensino, pelo que não podemos falar dos recursos
didácticos como um fim em si mesmo. Cabe a cada professor descobrir o que se adapta
melhor a cada turma, uma vez que o que resulta numa turma pode não resultar noutra; o tipo
de recursos didácticos que os alunos preferem e o método de ensino através do qual podemos
obter melhores resultados académicos.

Como diz o grande teórico Morin (2011): “A incapacidade de organizar o saber disperso e
compartimentado conduz à atrofia da disposição mental natural de contextualizar e de
globalizar.” Contudo, os recursos de ensino podem até estarem próximos do professor, o
professor é que, muitas vezes, está distante deles. Talvez por comodismo ou por achar que dá
trabalho organizá-los para a apresentação de uma aula inédita, termina mergulhando na
monotonia, com aulas enfadonhas e mal degustadas pelos alunos.

As aulas expositivas dialogadas, os debates, a construção de mapas conceptuais, os trabalhos


de grupo, o estudo de caso, o fórum, o trabalho de pesquisa, as apresentações orais são vários
exemplos de recursos usados, no entanto são usados conforme o objectivo a alcançar. Os
estilos de ensino dizem respeito à forma como um professor lecciona, ou seja, é uma
interpretação individual dos modelos, métodos, estratégias e técnicas de ensino e a sua
concretização.

Contribuição da história para o Conhecimento geral

A História é a principal ciência cujo objecto se acha directamente mergulhado em outro


tempo, o qual já desapareceu e apenas deixou sinais visíveis de sua passagem através das
fontes históricas, dos vestígios e discursos que nos chegam do passado. Por isso o historiador,
que tem a tarefa de analisar e trazer ao leitor esse feixe de discursos diversos que lhe chegam
meditadamente do passado, precisa incorporá-los de alguma maneira, torná-los visíveis ou
perceptíveis para o leitor como uma alteridade discursiva que é sua missão analisar.

O conhecimento histórico, segundo Carretero (1997), detém características epistemológicas


que demandam um olhar atento e cuidadoso sobre seu ensino. Uma delas diz respeito à
própria razão de ser da História como área que estuda as acções humanas no passado,
estabelecendo relações entre passado e presente ou relacionando, ao menos, duas diferentes
temporalidades.
Relevância da Abordagem Pedagógica

A escolha de abordar a abordagem o ensino de História na Escola Secundária de Nampula é


impulsionada por uma motivação pessoal que reconhece a importância da História na
formação da identidade e compreensão do mundo. Crescendo em um ambiente onde a
história local é intrínseca à minha própria narrativa, percebo a relevância de uma abordagem
educacional que honre e explore adequadamente o passado.

Do ponto de vista académico, a escolha do tema reflecte o reconhecimento das lacunas


existentes no ensino de História. Autores como Paulo Freire e outros educadores críticos
destacam a importância de uma abordagem pedagógica que promova não apenas o acúmulo
de informações, mas a compreensão crítica do passado. A pesquisa busca, assim, contribuir
para a literatura académica ao identificar oportunidades para aprimorar a metodologia
pedagógica e, consequentemente, a qualidade da educação histórica.

Em um contexto mais amplo, a relevância social desta pesquisa é evidente na contribuição


potencial para a formação de cidadãos informados e conscientes. Compreender como a
História é transmitida na Escola Secundária de Nampula não é apenas uma questão
académica; é um elemento-chave na construção da consciência histórica da comunidade. A
pesquisa busca, assim, alinhar-se com as necessidades sociais de preservar e celebrar a
diversidade cultural, reconhecendo a História como um instrumento fundamental na coesão
social.

A pesquisa visa ir além da identificação de problemas, buscando oportunidades tangíveis para


enriquecer a experiência de aprendizagem dos alunos. Ao compreender como a História é
ensinada e absorvida na Escola Secundária de Nampula, a pesquisa busca contribuir para o
desenvolvimento cognitivo dos estudantes, promovendo o pensamento crítico, a análise
reflexiva e a apreciação da riqueza histórica local.

Diante desse panorama, torna-se evidente a necessidade de uma investigação aprofundada


sobre a abordagem à padronização de História, considerando a interacção única entre práticas
pedagógicas, dinâmicas educacionais e as especificidades dos alunos da 8ª Classe na Escola
Secundária de Nampula.
O Ensino de História dos alunos da 8ª classe no caso da Escola Secundária de Nampula

É possível voltar no tempo, ou nos acontecimentos históricos, e constatar com base em


documentos oficiais, o quanto o ensino de História foi e contínua sendo influente na
sociedade século após século. Portanto, nota-se contemporaneamente, que a História
enquanto disciplina escolar, não é considerada relevante por algumas instituições de ensino.
Mesmo diante dessa triste realidade, não podemos deixar de lembrar, que a História sempre
foi parte essencial do currículo escolar da educação básica. Mesmo no período colonial, com
o ensino jesuíta, ela estava lá, na forma de História Sagrada ou de Histórias de vidas de
santos (hagiografia).

Por outro lado, mesmo a disciplina de história encontrando-se fragmentada em pleno século
XXI, a História enquanto disciplina, ou campo do conhecimento, não deixa de ser importante
e influente nos demais contextos sociais, nas relações entre as pessoas, no respeito aos
diferentes modos de vida, grupos e comunidades, assim como, na investigação dos fatos da
sociedade (passado x presente).

Cícero, um importante pensador romano da Antiguidade, definia a História como “mestra da


vida”. Para ele, a História servia para a instrução moral dos jovens, uma vez que traz
exemplos de acções virtuosas, dignas de serem imitadas, e acções más, que devem ser
evitadas. Hoje, é claro, temos uma concepção mais ampla e mais complexa da História
enquanto disciplina ou campo do conhecimento, mas, mesmo assim, a definição de Cícero
ainda faz muito sentido. A História nos ajuda a tomar decisões de como agir.

Na concepção de Bittencourt (2008) diz que:

“A História passa a ser uma espécie de invenção do mundo adulto,


resultando de múltiplas interferências e por não compreender uma
racionalidade que pode ser captada de forma objectiva, acaba não sendo
assimilada como conhecimento verdadeiro. Assim, “a História seria
apenas uma matéria escolar criadora de valores morais e cívicos que não
exige por parte dos estudantes qualquer tipo de operação intelectual”.
(Bittencourt, p. 198)

Analisa-se, que a aprendizagem do conhecimento histórico sempre foi fundamental nas


relações pessoais e interpessoais, ou seja, no campo. É essencial especificar, que o ensino de
história na Escola Secundária de Nampula vai além do professor/educador conseguir terminar
todos os capítulos do livro, ou as actividades elaboradas para aquele semestre, ou de destacar
no quadro negro “a linha do tempo” com os acontecimentos históricos que ocorreram na
sociedade época após época, como também, de realizar leitura de documentos históricos sem
reflexão crítica em sala de aula, pois tais acções, não contribuem para o entendimento oficial
dos alunos, e nem mesmo, para o desenvolvimento dos estudantes enquanto cidadãos críticos,
que saibam compreender a sociedade em que vivem, isto é, os educandos não saberão fazer
interpretações ou ligações dos acontecimentos do passado para com o presente.

No caso da Escola Secundária de Nampula os discentes não podem fazer uso de cadernos,
apenas para reproduzir escritos meramente tradicionais e isolados da realidade em que vivem,
pois nesse caso, o professor/educador apenas transmitirá em sala de aula conhecimentos
fragmentados/repetitivos, sem relação alguma para com a vida dos aprendizes em sociedade.

É imprescindível, que a escola, a sociedade e a comunidade escolar em geral, repensem o


currículo e a relevância do conhecimento histórico na vida dos discentes que chegam até a
escola. Mas, esse repensar sobre o aprendizado de História, deve ocorrer de forma ética,
colectiva, com compromisso cultural, educacional e social, na busca de agregar valores ao
ensino de História na Escola Secundária de Nampula.

De cordo com Schmidt e Cainelli (2004) diz que:

“É fundamental que haja um entendimento sensato em relação ao ensino de


História, aos conteúdos, e ao conhecimento histórico. A História é histórica,
construída e escrita pelo homem. Dessa forma, o saber também é histórico, e
concretizado pela acção do homem no espaço, desde os tempos primitivos”
(Schmidt e Cainelli, p. 112).

Diante desse fato, percebe-se o valor da História na vida e na aprendizagem das pessoas em
diferentes épocas. O ensino de História é um elemento enriquecedor, que oportunista
compreender a realidade social dos acontecimentos. É preciso que as futuras gerações tenham
acesso ao conhecimento histórico, para então, serem pessoas mais seguras em suas escolhas,
assim como, agirem criteriosamente e saberem se posicionar eticamente em diferentes
contextos sociais.

Para verificar com mais ênfase a influência do ensino de História na vida das pessoas em
sociedade, é necessário uma reflexão em torno da História, como por exemplo: “Como seria
nossas relações pessoais e interpessoais se vivêssemos em uma sociedade onde o
conhecimento histórico não existisse ou fosse extinto pouco a pouco? ”. Por um instante,
parece-nos sem sentido em algumas ocasiões, reflectirmos sobre essa hipótese, mas se
analisarmos concretamente, é possível constatar, que se o ensino de História não existisse em
nossa sociedade, as relações com o mundo e com as pessoas seriam muito mais fragmentadas
e fragilizadas sem o saber histórico, pois de fato, seria uma sociedade sem um acesso ao
passado, sem histórias para serem analisadas, investigadas, discutidas e reflectidas em
família, grupos, comunidades, instituições, etc.

Contudo, é possível verificar, que sem o ensino de História, seríamos um povo


impossibilitado de conhecimento histórico, de saber cultural, de relações interpessoais, de
compreensão de mundo e sociedade isso, se caso não tivéssemos acesso ao estudo de História
em nossas escolas, e em nossa sociedade contemporânea.

Oriá (2006), ao descrever a importância da história para o desenvolvimento e formação do


aluno, considera que:

“Compreender quem somos, para onde vamos, o que fazemos, mesmo


que muitas vezes pessoalmente não nos identifiquemos com o que esse
mesmo bem evoca, ou até não apreciemos sua forma arquitectónica ou
seu valor histórico, pois é revelador e referencial para a construção ”de
nossa identidade histórico-cultural. (p. 134).

Todavia, ao estudar História, será possível verificar, que o ensino de História vai identificar o
passado de uma maneira concreta. O passado tem uma forte ligação com o presente, e por
este motivo, não se pode ignorar o saber histórico, ou deixá-lo de lado, não investigá-lo, não
conhecê-lo ou não estudá-lo, pois é fato, que todos nós precisamos conhecer um pouco o
passado, para então, construirmos alicerces de sabedoria, e esse passado, encontramos na
História.
O Ensino de história na investigação dos fatos do passado no processo educacional e
social

A influência do ensino de História é notável. A aprendizagem de História oferece


oportunidade de compreensão de mundo, de reflexão em relação à sociedade em diferentes
tempos, (passado, presente, futuro), como também, oportunista o entendimento sobre a
sociedade em que vivemos, e sobre os grupos nos quais estamos inseridos.

O ensino de História é histórico, sendo o mesmo benéfico para quem o adquire, crítico para
quem o estuda profundamente, e reflexivo para quem o investiga e analisa-o nos diversos
contextos da sociedade. É relevante ressaltar, que História é uma forma de ciência que estuda
e investiga os fatos da realidade, a qual busca obter conhecimentos concretos sobre a
sociedade e as pessoas que fizeram a história acontecer em cada século passado.

Para Bittencourt, (2004):

“História é uma ciência que estuda o desenvolvimento do homem no


tempo. A história analisa os processos históricos, as personagens e
fatos para poder compreender um determinado período histórico: “A
afirmação de que a história pode ser concebida como uma narrativa de
fatos do passado dos homens é por princípio.”
(Bittencourt, p. 140).

É natural que o ensino de História seja acompanhado de acontecimentos marcantes. Diante


disso, o ensino deve ser concebido como um processo que busca uma compreensão articulada
em relação ao passado, para transformar e ampliar a compreensão do presente e do futuro de
forma construtiva. É necessário reflectir o ensino-aprendizagem de História em sala de aula,
onde, verifica-se muitas vezes, que alguns discentes mostram não se interessar em estudar ou
querer saber de fatos que aconteceram a tantos séculos passados, envolvendo pessoas
desconhecidas, e na maioria das vezes, já falecidas, como também, de lugares distantes de
suas realidades.

“A aula de História é o momento em que, ciente do conhecimento que possui, o


professor pode oferecer a seu aluno a apropriação do conhecimento histórico
existente, através de um esforço e de uma actividade com a qual ele retome a
actividade que edificou esse conhecimento. De outro lado, a opção de tornar-se
apenas um eco do que os outros já disseram”. (Schmidt,2013, p. 57)

A prática em sala de aula assume desafios para que a educação histórica adquira um novo
olhar do aluno, a função do saber histórico na vida dos sujeitos têm reconfigurado à didáctica
da História na contemporaneidade, colocando novas demandas para a prática docente no
contexto escolar e, consequentemente, para a formação de professores dessa disciplina, se
tornando instrumento pelo qual poderá conhecer uma “pluralidade de realidades”, além de
adquirir uma visão crítica da sociedade actual “resgatando, sobretudo, o conjunto de lutas,
anseios, frustrações, sonhos e a vida quotidiana de cada um, no presente e no passado.

É fundamental que o professor/educador inicie o trabalho em sala de aula, exemplificando o


ensino de História com base no quotidiano de cada educando que chega até a instituição
educacional, pois a história de cada aluno, faz muita diferença no entendimento significativo
sobre o ensino de história na escola e na sociedade.

“O quotidiano não se explica em si, mas através da história que é feita por
homens e mulheres reais, que estabelecem relações entre si e com o mundo
através do trabalho em sua dimensão de práxis humana; relações que são
de exploração ou de solidariedade, de submissão ou de dominação, em
face da diferente distribuição dos meios responsáveis pela produção da
riqueza e, em consequência, do conhecimento”. (Kuenzer, s/d, p.74).

O professor/educador deve se actualizar constantemente no ensino de História em sala de


aula, e buscar explicar aos alunos, à importância da aprendizagem de História no
conhecimento da própria história de vida dos estudantes, de suas identidades enquanto
cidadãos. É preciso, que o professor/educador repense com sensibilidade o ensino de
História, analisando seu papel enquanto professor/historiador, o qual deve ter uma postura
crítica, democrática e activa no contexto escolar, isto é, saber apresentar e indagar os fatos
históricos, com base em uma metodologia construtiva no ensino-aprendizagem dos discentes.

Segundo (Moretti apud Schmidt e Cainelli, 2009) afirma que:

“O professor/educador tem a tarefa de auxiliar, mediar, colaborar e


incentivar seus educandos a compreender como se dá as relações
sociais, na busca de entender o passado gradativamente e
significativamente, tendo em vista formar cidadãos que sejam capazes
de distinguir as diferenças entre passado, presente e futuro”
(Moretti apud Schmidt e Cainelli p. 34).

O professor de história ajuda o aluno a adquirir as ferramentas de trabalho necessárias para


aprender a pensar historicamente, o saber-fazer, o saber-fazer-bem, lançando os germes do
histórico. Ele é responsável por ensinar ao aluno como captar e valorizar a diversidade das
fontes e dos pontos de vistas históricos, levando-o a reconstruir, por adução, o percurso da
narrativa histórica.
O ensino de História deve acrescentar nitidamente, o respeito para com ás
diferenças/diversidade, onde, não pode haver em nenhum contexto social, certos tipos de
julgamentos tolos sobre a história das pessoas, a cultura, os valores, crenças entre outros, pois
o conhecimento sobre o passado traz a “luz” uma visão crítica acerca do ensino de História, a
qual se realiza principalmente na colectividade, pois quem faz a História acontecer são as
pessoas, por isso mesmo, nenhuma pessoa ou grupos de pessoas, podem julgar a história de
outras pessoas, porque a história é feita por todos nós, em um determinado tempo, espaço e
sociedade.

Na visão de Siman (2003)

”O ensinar e o aprender História competentemente, exige do


professor/educador disciplina, pensamento reflectivo, construtivo,
educativo, formativo no desenvolvimento da aprendizagem e na busca de
ensinar os discentes a pensar historicamente. Pois, o pensar
historicamente, apresenta um campo investigativo, amplo, aberto e
incorporado de conhecimentos históricos.“

Nesta perspectiva o ensino de História é construído a partir de conceitos e interacção humana,


sendo que na escola o ensino de História deve se basear na liberdade de expressão, no ensino-
aprendizagem activo, democrático, colectivo, construtivo, verdadeiro e intencional nas
relações entre alunos, educadores e das demais pessoas na sociedade.

O conhecimento é construído a partir da internalização dos conceitos aprendidos


culturalmente por intermédio da interacção com o outro. Por isso, a escola deve criar
situações de aprendizagem em que as crianças troquem experiências e, em seguida, com a
coordenação do professor, sistematizem as trocas realizadas. (Nemi, 2009, p. 41).

Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de História (2000) acrescentam que os


alunos que frequentam a 8ª classe: em particular da Escola Secundária de Nampula ao longo
das aulas deverão ser capazes de:

 Identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com outros


tempos e espaços.

 Organizar alguns repertórios histórico-culturais que lhes permitam localizar


acontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicações para
algumas questões do presente e do passado.
 Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em diversos tempos
e espaços, em suas manifestações culturais, económicas, políticas e sociais,
reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles.

 Reconhecer mudanças e permanências nas vivências humanas, presentes na sua


realidade e em outras comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço.

 Questionar sua realidade, identificando alguns de seus problemas e reflectindo sobre


algumas de suas possíveis soluções, reconhecendo formas de actuação política
institucional e organização colectivas da sociedade civil.

 Utilizar métodos de pesquisa e produção de textos de conteúdos históricos,


aprendendo a ler diferentes registros escritos, iconográficos, sonoros.

 Valorizar o património sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a como


um direito dos povos indígenas e como um elemento de fortalecimento da
democracia.

Como analisado, PCNEH. (2000), Destaca que os alunos ao longo do ensino fundamental,
devem ser capazes de obter um bom desenvolvimento e um entendimento concreto sobre a
sociedade na qual vivem, sendo que, para o aluno efectuar de fato esse bom desenvolvimento,
é preciso que o professor/educador seja capaz de atribuir aos discentes um ensino-
aprendizagem qualitativo e jamais quantitativo, pois o ensino deve ter um carácter crítico,
reflexivo, autónomo, aberto ao diálogo e a socialização, na busca de uma aprendizagem
significativa no ensino de História.

Actualmente, é possível verificar em muitas escolas, professores despreparados para


desenvolver um trabalho concreto com os alunos no ensino de História. Sendo que, a má
formação do professor historiador, reflecte negativamente no ensino-aprendizagem dos
estudantes, e no conhecimento do património cultural da humanidade. Pinsky; Pinsky, (2005,
p. 22-23) acrescentam:

“O que acontece na história é historicamente condicionado, e por isso


não se produz o totalmente novo que não tivesse condicionamento
histórico, pois já seria um ato de criação, do nada, introduzindo na
história condições não históricas. O ensino de História deve ser
debatido colectivamente, e compreendido em sua dimensão particular
e específica no ambiente formal e não formal”. (Demo, p. 90).
Significa, antes de tudo, que pensar o ensino de História como um dos usos possíveis que
foram formulados para aqueles que se ocuparam de escrever sobre o passado articula-se a um
tempo e ás formas próprias desse tempo de conceber a escrita da história. Implica, também,
pensar o ensino da história em sua dimensão particular e específica de uso do passado, o que
implica igualmente pensar a dimensão política subjacente a essa forma de uso social do
passado.

É essencial que a Escola Secundária de Nampula, juntamente com os professores/educadores


busquem aprimorar as práticas pedagógicas na padronização a face da disciplina de História,
utilizando como base a realidade sociocultural dos discentes inseridos no ambiente escolar,
pois o ensino de História deve ser exemplificado, estruturado e valorizado historicamente,
principalmente por aqueles que fazem parte da instituição de ensino. Para o autor Rüsen
(2007), o conhecimento histórico é:

Portanto, a Escola Secundária de Nampula deve ter uma função socializadora/ educadora, a
qual deve exercer um papel ético, democrático e inclusivo, na busca de romper padrões de
exclusão, e não ser uma instituição reprodutora de desigualdades sociais, como também, de
conteúdos repetitivos sem análise crítica, e sem relação nenhuma com a realidade quotidiana
dos alunos que frequentam a 8ª classe.

“A escola é o lugar de aprender a interpretar o mundo para


poder transformá-lo, a partir do domínio das categorias do
método e de conteúdos que inspirem e que se transformem em
práticas de emancipação humana em uma sociedade cada vez
mais mediada pelo conhecimento. O lugar de desenvolver
competências, que por sua vez mobilizam conhecimentos mas
que com eles não se confundem, é a prática social produtiva”
(Kuenzer, p. 8).

O ensino de História abrange uma diversidade de fatos (culturais, educacionais, políticos,


sociais, económicos, entre outros), sendo que o ensino tradicional, não leva em conta essa
diversidade no ensino de História. Os processos de aprendizado da História precisam ser
pensados para além de serem considerados como processos dirigíveis e controláveis, mas, em
que pese o fato de estar ainda em construção uma teoria da aprendizagem histórica
referenciada em uma cognição situada na própria História, isso pode ser fecundado por
concepções teóricas do aprendizado histórico que tenham como finalidade principal a
formação e desenvolvimento da consciência histórica, constituindo-se, assim, a possibilidade
de uma relação mais orgânica entre a cultura histórica e a cultura escolar de uma sociedade.
CAPÍTULO III: METODOLOGIA DA INVESTIGAÇÃO

Lessard-Heerbert (1990). “Para estabelecer uma articulação entre o mundo empírico e o


mundo teórico, o investigador quer que seja em investigação qualitativa ou não, deve
seleccionar um modo de pesquisa, uma ou mais técnicas de recolha de dados, em um ou
vários instrumentos de registo de dados” (p.36).

Para Kauark, Manhães e Medeiros (2010):

“A metodologia é composta de partes que descrevem o local, os sujeitos, o


objecto de estudo, os métodos e técnicas, que muitas vezes estão descritos
como procedimentos da pesquisa, as limitações da pesquisa, o tratamento
de dados, conforme descrito na sinopse apresentada anteriormente”
(Kauark, Manhães e Medeiros p.54).

Por isso, nesta parte do trabalho, procede-se a apresentação dos procedimentos


metodológicos, isto é, do tipo de pesquisa, das técnicas de colecta e análise de dados e dos
participantes.

Oliveira (2011), recita: ‟A metodologia literalmente ao estudo sistemático e lógico


dos métodos empregados nas ciências, seus fundamentos, sua validade e sua relação com as
teorias científicas”(p.7).

No entanto, nesta parte do trabalho, procedemos a apresentação do tipo de pesquisa, as


técnicas de colecta e análise de dados.

Tipo de pesquisa
Quanto à abordagem

Quando à abordagem, a pesquisa é qualitativa, porque os dados colectados não foram e


mensurados, isto é, foram dispensados os métodos e técnicas estatísticas. Para Prodanov e
Freitas (2013), a pesquisa qualitativa:

“Considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto
é, um vínculo indissociável entre o mundo objectivo e a subjectividade do
sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos
fenómenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa
qualitativa. Esta não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas.”
(Prodanov e Freitas p.70).
Neste contexto, os dados obtidos através da entrevista dirigida aos membros da direcção da
escola e os professores não foram quantificados no acto de apresentação e discussão dos
resultados sobre abordagem face a Padronização de História como Ciência, ao aluno da 8ª
Classe: Caso da Escola Secundaria de Nampula. Importa salientar que os resultados foram
analisados de forma indutiva.

Quando aos objectivos

No que tange aos objectivos, a pesquisa é descritiva. Gil (2002) afirma que a pesquisa
descritiva “tem como objectivo primordial a descrição das características de determinada
população ou fenómeno ou estabelecimento de relações entre variáveis” (p.42).

Prodanov e Freitas (2013) afirmam que, nas pesquisas descritivas, “os fatos são observados,
registados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira sobre
eles, ou seja, os fenómenos do mundo físico e humano são estudados, mas não são
manipulados pelo pesquisador” (p.52).

A pesquisa descritiva foi usada para descrever e analisar indutivamente os dados obtidos na
entrevista semi-estruturada sobre a Padronização de História como Ciência, ao aluno da 8ª
Classe: Caso da Escola Secundaria de Nampula.

Quanto aos procedimentos técnicos


Quanto aos procedimentos técnicos, realizou-se uma pesquisa de campo. Segundo Prodanov
e Freitas (2013):

A pesquisa de campo é aquela feita com o objectivo de conseguir


informações ou conhecimentos acerca de um problema para o qual
procuramos uma resposta, ou de uma hipótese, que queiramos
comprovar, ou, ainda descobrir novos fenómenos ou as relações
entre eles (Prodanov & Freitas, p.59).

As fases de pesquisa de campo requerem, em primeiro lugar, a realização de uma pesquisa


bibliográfica sobre o tema em questão (Prodanov & Freitas, 2013). É neste contexto que,
antes da realização do trabalho de campo, o pesquisador fez uma revisão de literatura que
versa sobre o tema em estudo, que serviu de base de sustentação das abordagens feitas neste
estudo com vista o alcance dos objectivos da pesquisa.

Depois da revisão bibliográfica, seguiu-se ao trabalho de campo onde o pesquisador, munido


de instrumento de colecta de dados (guião de entrevista), dirigiu-se aos participantes a fim de
colectar dados sobre abordagem face a Padronização de História como Ciência, ao aluno da
8ª Classe: Caso da Escola Secundaria de Nampula.

Participantes da pesquisa
Para a concretização da pesquisa, foram envolvidos, como participantes, dez sujeitos, dos
quais três são membros de direcção (Director, Chefe da Secretaria e Adjunta Director da
Escola), três professores e quatro alunos, que, no caso dos professores e encarregados de
educação, foram escolhidos aleatoriamente.

Dos dez participantes, seis são do sexo masculino e quatro do sexo feminino, com uma idade
que varia de quinze e treze à cinquenta anos. Cinco são do nível superior, três do nível médio
e dois do nível básico.

De salientar que, no acto da colecta de dados dos alunos, foram identificados e dirigidos às
perguntas pelo entrevistador com a companhia do presidente do Conselho de Escola, nas suas
respectivas turmas/salas de aulas.

Tabela 2: Número de participantes da pesquisa

Nº Participantes Nº de Participantes
01 Professores 03
02 Membros de Direcção 03
03 Alunos 04
Total 10
Fonte: Autora/2023

Técnicas de colectas de dados


Para Gerhardt e Silveira (2009), a técnica de colecta de dados corresponde a descrição de
procedimentos adoptados na busca de informações sobre o fenómeno a ser desvendado pelo
pesquisador.

No que concerne às técnicas de colecta de dados, neste estudo, usou-se a entrevista semi-
estruturada.

A entrevista semi-estruturada, permite, ao mesmo tempo, a liberdade de expressão do


entrevistado e a manutenção do foco pelo entrevistador (Gil, 2010).
De acordo com Manzini (1990), a entrevista semi-estruturada foca num assunto sobre o qual
produzimos um roteiro de perguntas principais, que são completadas por questões ligadas às
circunstâncias do momento da entrevista.

A entrevista semi-estruturada foi elaborada a partir de um roteiro de perguntas abertas, com a


possibilidade de inclusão de perguntas adicionais na medida em que novos pensamentos e
necessidades de entendimento do tema foram identificados durante a realização da entrevista,
ou seja, a flexibilidade observada na aplicação de entrevista semi-estruturada permitiu ao
pesquisador, a partir de perguntas centrais do tema, adicionar novas questões conforme o
interesse da pesquisa.

A entrevista semi-estruturada foi dirigida aos membros de direcção da escola, aos professores
sobre Abordagem face a Padronização de História como Ciência, ao aluno da 8ª Classe: Caso
da Escola Secundaria de Nampula. Para os professores e membros de direcção da escola, a
entrevista foi feita dentro da escola, no período normal das aulas.

Procedimentos de análise de dados


Sobre os procedimentos de análise de dados, importa frisar que, após a colecta de dados da
pesquisa, os mesmos, em função da sua semelhança, foram categorizados para tonar fácil a
sua apresentação e discussão. Para Bardin (2011), a categorização corresponde ao
agrupamento de respostas ou dos dados da pesquisa com características comuns para fazer
parte de uma categoria.

Depois da categorização dos dados, seguiu-se análise dos mesmos que contou com a técnica
de análise de conteúdo que, segundo Severino (2013), consiste na análise da informação ou
das respostas dos indivíduos pesquisados com o intuito de compreender o sentido da
informação dada pelo informante.

Assim, os dados obtidos através da entrevista semi-estruturada feita aos participantes da


pesquisa, os mesmos foram organizados em categorias com vista a garantir uma melhor
facilitação na apresentação, interpretação e discussão dos resultados, bem como beneficiaram
de uma análise do conteúdo contido nas respostas fornecidas pelos participantes sobre a
Abordagem face a Padronização de História como Ciência, ao aluno da 8ª Classe: Caso da
Escola Secundaria de Nampula.
Cronograma
Ord Período de realização das actividades

ACTIVIDADE Marco Abril


14 18 25 28 02 05 10 21
01 Constatação do problema
02 Planejamento do Projecto
03 Revisão da literatura
04 Observação directa
05 Implementação das
estratégias
06 Digitação do trabalho
07 Entrevista
08 Finalização do trabalho
Conclusão

O presente estudo dedicou-se à análise da abordagem da História local no processo de ensino


da disciplina para alunos da 8ª classe, com um foco específico na Escola Secundária de
Nampula durante o ano letivo 2022-2023. A pesquisa empreendida revelou uma série de
aspectos cruciais que contribuem significativamente para o desenvolvimento acadêmico e
cultural dos estudantes.

Durante o período investigado, observou-se que a introdução de elementos da História local


no currículo escolar demonstrou ser uma estratégia pedagógica eficaz. Ao incorporar eventos,
personagens e contextos históricos locais, os educadores conseguiram proporcionar uma
conexão mais próxima entre o conhecimento histórico e a realidade vivida pelos alunos. Isso
não apenas tornou as aulas mais envolventes, mas também promoveu um maior interesse e
identificação por parte dos estudantes, estimulando o aprendizado de forma mais
significativa.

Além disso, a abordagem da História local mostrou-se vital para cultivar um senso de
pertencimento e apreço pela própria comunidade. Os alunos puderam compreender a
importância de preservar e valorizar a herança cultural local, reconhecendo a relevância de
eventos históricos específicos que moldaram a região onde vivem. Essa conscientização
contribui não apenas para a formação acadêmica, mas também para o desenvolvimento cívico
e social dos estudantes.

No entanto, é crucial destacar que a implementação bem-sucedida dessa abordagem demanda


uma constante atualização dos recursos didáticos, formação contínua dos professores e
colaboração com a comunidade local. A integração efetiva da História local no ensino exige
um esforço conjunto entre educadores, instituições de ensino e a própria comunidade,
promovendo uma abordagem participativa e inclusiva.

Em suma, a experiência na Escola Secundária de Nampula durante o período acadêmico


2022-2023 demonstrou que a incorporação da História local no processo de ensino é uma
estratégia valiosa, capaz de enriquecer a experiência educativa dos alunos. Ao conectar o
passado local ao presente, os estudantes são incentivados a compreender e valorizar a
diversidade histórica que compõe o tecido da sua própria comunidade. A continuidade e
aprimoramento dessa abordagem certamente contribuirão para um ensino mais significativo e
impactante no futuro.
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Referência bibliográfica

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Vontade de Saber História, 1° Edição). Editora FTD. São Paulo

Rusen, Jorn. História Viva. (2007). Teoria da História III: forma e funções do conhecimento
histórico. Brasília: EdUnB
APÊNDICES
Apêndice I: Guião de entrevista dirigido aos Membros de Direcção da Escola

O presente guião de entrevista é de carácter académico e é dirigido aos membros de direcção


da Escola Secundária de Nampula com o objectivo de colher dados sobre Abordagem face a
Padronização de História como Ciência, ao aluno da 8ª Classe: Caso da Escola Secundaria de
Nampula. Os dados colhidos servirão para a produção da Monografia Científica do curso de
Licenciatura em Ensino de História.

Dados Sociodemográficos

a) Idade ___ anos

b) Sexo: Masculino ___ Feminino ___

c) Nível de formação: Básico _____Médio ______ Superior _____

d) Anos de experiência ___

Questões de investigação

1. Qual é a actual abordagem da escola em relação à padronização do ensino de História


para os alunos da 8ª classe?
2. Quais são os principais desafios encontrados pelos professores na implementação
dessa abordagem?
3. Como a escola avalia o impacto da abordagem actual no aprendizado dos alunos?
4. Como a escola entende o conceito de "História como Ciência" no contexto do ensino
para a 8ª classe?
5. Quais são os benefícios percebidos pela escola ao padronizar o ensino de História?
6. Que intervenções ou iniciativas a escola considera necessárias para aprimorar a
abordagem à padronização de História como Ciência?
7. Existem estratégias específicas para lidar com as diferentes necessidades de
aprendizado dos alunos da 8ª classe?
8. Quais são as expectativas da escola em relação aos resultados do processo de
padronização de História como Ciência na 8ª classe?

Obrigado pela colaboração!


Apêndice II: Guião de entrevista dirigido aos professores

O presente guião de entrevista é de carácter académico e é dirigido aos professores da Escola


Secundária com o objectivo de colher dados sobre Abordagem face a Padronização de
História como Ciência, ao aluno da 8ª Classe: Caso da Escola Secundaria de Nampula. Os
dados colhidos servirão para a produção da Monografia Científica do curso de Licenciatura
em Ensino de História.

Dados Sociodemográficos

a) Idade ___ anos

b) Sexo: Masculino ___ Feminino ___

c) Nível de formação: Básico _____Médio ______ Superior _____

d) Anos de experiência ___

Questões de investigação

1. Quais as partes do currículo de História que vocês acham mais interessantes ou


desafiadoras?

2. Há alguma parte do ensino de História que vocês gostariam que fosse abordada de
maneira diferente?

3. Como os alunos se sentem em relação à sua participação nas aulas de História?

4. Existe alguma sugestão para incentivar maior participação e engajamento dos alunos
nas aulas de História?

5. Como os alunos entendem o conceito de "História como Ciência" no contexto do


ensino na 8ª classe?

6. Alguma sugestão ou comentário adicional sobre como melhorar o ensino de História


na escola?

Obrigado pela colaboração!


Apêndice III: Guião de entrevista dirigido aos alunos

O presente guião de entrevista é de carácter académico e é dirigido aos pais e encarregados


de educação dos alunos da Escola Secundária de Nampula, com o objectivo de colher dados
Abordagem face a Padronização de História como Ciência, ao aluno da 8ª Classe: Caso da
Escola Secundária de Nampula. Os dados colhidos servirão para a produção da Monografia
Científica do curso de Licenciatura em Ensino de História.

Dados Sociodemográficos

a) Idade ___ anos

b) Sexo: Masculino ___ Feminino ___

c) classe _____: Turma:________________

Questões de investigação

1. Como os alunos percebem o ensino de História na Escola Secundária de Nampula?


2. Quais as partes do currículo de História que vocês acham mais interessantes ou
desafiadoras?
3. Como é a abordagem actual ao ensino de História na sala de aula?
4. Há alguma parte do ensino de História que vocês gostariam que fosse abordada de
maneira diferente?
5. Como os alunos se sentem em relação à sua participação nas aulas de História?
6. Existe alguma sugestão para incentivar maior participação e engajamento dos alunos
nas aulas de História?
7. Como os alunos entendem o conceito de "História como Ciência" no contexto do
ensino na 8ª classe?
8. Como é a comunicação entre os alunos e os professores em relação ao ensino de
História?
9. Alguma sugestão ou comentário adicional sobre como melhorar o ensino de História
na escola?

Obrigado pela colaboração!

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