Manual do Trabalho de Curso em Nutrição
Manual do Trabalho de Curso em Nutrição
de Curso
Curso de Bacharelado em Nutrição
Sumário
1. INTRODUÇÃO............................................................................................................................. 3
2. ORIENTAÇÕES GERAIS............................................................................................................ 4
12. BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................................... 40
“Afinal, o que é um cientista, então? Ele é um homem curioso que olha através dos olhos
de uma fechadura, a fechadura da natureza, tentando saber o que está acontecendo.”
Jacques Yves Cousteau
1. INTRODUÇÃO
O Trabalho de Curso (TC) visa proporcionar aos alunos a vivência na iniciação científica,
atividade ligada ao desenvolvimento acadêmico dos alunos de graduação. O TC busca
ampliar os conhecimentos em relação a temas abordados durante o curso, permitindo aos
alunos a escolha pelo aprimoramento em algo que seja de seu interesse pessoal. É, portanto,
uma experiência acadêmica orientada, vivenciada por alunos que estiverem regularmente
matriculados no curso de graduação em Nutrição.
O TC é um dos requisitos obrigatórios para a conclusão do curso de graduação. São
objetivos do TC:
I. Sistematizar o conhecimento adquirido no decorrer do curso.
II. Subsidiar o processo de ensino, contribuindo para a realimentação dos conteúdos
programáticos das disciplinas integrantes do currículo.
III. Garantir a abordagem científica de temas relacionados à prática profissional, inserida
na dinâmica da realidade local, regional e nacional.
IV. Possibilitar ao estudante o desenvolvimento de sua capacidade científica por meio de
realização de experiência de pesquisa, inter-relacionando o aprendizado teórico à prática,
dando-lhe condições para a publicação de artigos e trabalhos científicos.
O trabalho a ser desenvolvido deve ser autêntico e sem plágio e sobre tema escolhido
pelo aluno. O TC para o curso de Nutrição deverá ser confeccionado na forma de artigo
científico que poderá, inclusive por decisão de aluno e professor orientador, ser posteriormente
encaminhado para publicação. Há, no entanto, exigências em relação à organização do
trabalho, coerência e coesão textuais, pesquisa e desenvolvimento do conteúdo.
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Esperamos que durante a elaboração do TC o aluno demonstre maturidade acadêmica
quanto à possibilidade de unir conceitos práticos e teóricos, visando aplicar o conjunto de
conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação nas diferentes disciplinas.
Assim, acreditamos que o aluno, ao escolher o tema de pesquisa, faça-o livre e
conscientemente, pois somente dessa forma o prazer estará presente, garantindo um
resultado satisfatório, gerando, além de seu crescimento acadêmico, um texto criativo e
interessante para outros leitores com o mesmo interesse.
Admitimos que o TC ofereça ao aluno a possibilidade de articular os conhecimentos
desenvolvidos ao longo da graduação nas diferentes disciplinas que compõem a matriz
curricular do curso de Nutrição e que seja também considerado pelo aluno como uma etapa
antecessora a possíveis cursos de especialização, mestrado e doutorado.
2. ORIENTAÇÕES GERAIS
O TC é um trabalho apresentado como artigo a ser realizado por alunos que estiverem
regularmente matriculados no semestre em que tal componente curricular é oferecido, ou
seja, no 7º semestre com a disciplina de Projeto Técnico-científico Interdisciplinar 1, e no
8º semestre com a disciplina de Produção Técnico-científica Interdisciplinar 2.
O TC é, portanto, realizado em duas etapas, nas disciplinas de 7º e 8º semestres a saber:
Projeto Técnico-científico Interdisciplinar (PTCI 1): etapa realizada quando o aluno está
matriculado no 7o semestre de curso. Nessa etapa, o aluno elabora uma proposta inicial de
pesquisa de acordo com o cronograma de execução, visando à execução e à conclusão do
TC na 2a etapa denominada de PTCI 2.
Produção Técnico-científica Interdisciplinar (PTCI 2): etapa realizada quando o aluno
se encontra matriculado no 8o semestre e após ter concluído as etapas do PTCI-1. Nessa
etapa, o aluno dará sequência ao trabalho iniciado na 1a etapa e apresenta ao término do
semestre letivo o TC finalizado.
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Todo aluno deverá, obrigatoriamente, participar de todas as etapas do desenvolvimento
do trabalho de pesquisa, orientação, redação, entrega e apresentação, sendo, portanto, de
responsabilidade total do aluno a execução do projeto e finalização do TC.
A partir da etapa de seleção e justificativa da escolha do tema, o trabalho será encaminhado
a um dos docentes designados previamente pela Coordenação do Curso, para que avalie e
possa colaborar com a escolha e melhor direcionamento do tema. O professor designado
para tal função exercerá o papel de professor orientador.
Orientadores e alunos manterão contato e se comunicarão para as devidas orientações
e esclarecimentos sobre as etapas de postagens a serem realizadas no sistema nas suas
inúmeras fases.
A frequência e a regularidade dessas postagens serão controladas pelo professor orientador
e todos os alunos deverão tomar ciência das tarefas a serem cumpridas no período que
transcorrerá entre uma postagem e outra.
É igualmente importante que todos os alunos observem e sigam à risca o calendário
de postagem, estando ciente de que a não postagem e uma postagem incorreta poderão
acarretar em prejuízo no processo de orientação e diminuição na nota final atribuída.
A elaboração do TC deverá ser realizada em grupos de, no máximo, 5 alunos.
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metas para os procedimentos de pesquisa, que não se satisfaz com conclusões do senso
comum, mas está sempre em busca de explicar e analisar os dados de sua pesquisa.
Comportar-se cientificamente significa ser criterioso com as conclusões, fundamentando-
as em um referencial teórico ou empírico bem selecionado e pertinente ao tema. Significa,
acima de tudo, “ter uma visão relativa dos fenômenos e não absoluta, ou seja, estabelecer
relações entre fenômenos e não os conceber como fenômenos isolados de um contexto”
(Hübner, 1998).
Assim, admitimos que os alunos, ao elaborarem seu TC, primem pela qualidade acadêmico-
científica de seus textos, sendo criteriosos o bastante para que os resultados de seus trabalhos
sejam validados na comunidade científica. Espera-se que produzam textos coerentes, isentos
de julgamentos (isto é, sem o uso exagerado de adjetivos), calcados em descrições que
possibilitem inferências e a tomada de posições equilibradas e fundamentadas.
4. PLANEJANDO E EXECUTANDO O TC
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ATENÇÃO!!! Ao longo das duas etapas destinadas à elaboração do TC, o aluno deverá
cumprir as seguintes etapas/diretrizes:
comunicação regular com o orientador pelos chats e fóruns para orientações;
entrega de partes do trabalho, de acordo com as solicitações do professor orientador
e do professor coordenador do curso, atendendo ao cronograma de postagens;
para alunos regulares, no mínimo, três postagens e, para alunos em dependência, no
mínimo, duas postagens;
para alunos em DP o tema deverá ser diferente do trabalho reprovado; já para alunos
que foram reprovados na etapa de Produção (PTCI II), o trabalho deverá ser totalmente
inédito;
postagens obedecendo ao cronograma divulgado no AVA, inclusive a postagem da
versão final;
respeitar as normas para confecção do trabalho (as quais serão discutidas mais
adiante);
entrega dos exemplares em sua versão final postada em sistema.
A seguir, algumas dicas que podem ser úteis para a elaboração do trabalho para finalização
do curso:
1. Elabore um resumo, contendo os aspectos mais importantes apresentados nas aulas
gravadas ou nas orientações dadas pelo professor;
2. Mantenha um arquivo ou caderno/diário para registro de todas as possíveis citações
consideradas relevantes para o trabalho, bem como a referência bibliográfica
correspondente;
3. Elabore diários de leitura de todos os textos lidos e considerados relevantes para o
embasamento teórico da monografia (faça um resumo de cada material lido);
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4. Trabalhe sempre com a versão corrigida do trabalho e a nova versão, pois isso oferece
tanto ao orientador quanto aos próprios alunos a possibilidade de relembrar os
comentários já realizados em etapas e orientações anteriores.
Os artigos científicos são uma produção textual com os principais resultados de uma
pesquisa acadêmica. Em geral, são publicados em revistas científicas, que são veículos que
exigem um formato mais direto e conciso. O conteúdo costuma ser mais crítico em relação
às ideias discutidas.
Os artigos científicos são aqueles que seguem um protocolo específico e restrito, além
de respeitar o método científico ao buscar conclusões em respostas. Eles são responsáveis
pela maior parte da criação de conhecimento e tecnologia, ainda que sejam muito focados
em repetições de processos e adaptações de ideias de outros.
Os artigos de revisão são aqueles que têm por função provar ou desacreditar o que foi
originalmente descrito em um artigo de outro tipo. Em geral, é um relatório de uma repetição
da mesma experiência realizada anteriormente, de forma a testar se os resultados serão os
mesmos, podendo ser feito de forma teórica ou por experimentação.
Os artigos originais são aqueles que demonstram temas e abordagens inéditos, explorando
e expandindo as fronteiras do conhecimento humano. O método mais comum é a descrição
de um caso que demonstra uma nova teoria ou o debate sobre uma ideia inédita, podendo
ser feito de forma teórica ou por experimentação.
Então, é necessário que o artigo aborde temas relevantes para a comunidade científica.
Os artigos científicos são fundamentais para a disseminação e a democratização do
conhecimento, já que pesquisadores de diversos locais do Brasil e do mundo saberão o que
está sendo feito e pensado em relação a determinado assunto.
Para a confecção de um artigo científico, vários passos devem ser destacados:
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1. O primeiro passo é pensar em um tema bastante específico e relevante. Você pode
contar com a ajuda de um professor da sua área de interesse, que orientará a melhor forma
de delimitar seu problema e definir uma hipótese, de onde você começará a pesquisa.
2. Também com a ajuda de um professor orientador, assim como da sua própria vivência
acadêmica, é hora de reunir uma boa bibliografia e começar a revisão de literatura. Esse
passo é fundamental em qualquer pesquisa, pois você precisa conhecer o “estado da arte”
do seu objeto de pesquisa, isto é, tudo o que já foi feito sobre ele até ali.
3. Depois de estudar bastante e, se for o caso, realizar experimentos ou análises de
conteúdo, é hora de colocar a mão na massa e escrever. Para garantir o encadeamento
lógico das ideias, faça antes um esqueleto para estruturar os principais pontos.
4. Durante a escrita, nunca deixe de lado a ética acadêmica. Isso significa não plagiar
ideias nem conclusões, muito menos colocar palavras na boca de ninguém. Então, busque
a originalidade em suas reflexões e, sempre que citar o trabalho de outros pesquisadores,
não invente nada e saiba onde terminam os argumentos de alguém e começa a sua
interpretação.
5. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é responsável por padronizar as
produções acadêmicas do país. Por isso, pesquise nas normas da ABNT e siga à risca as
orientações para a formatação do seu artigo científico.
6. Por fim, revise cuidadosamente seu trabalho, tanto no que se refere à norma-padrão da
Língua Portuguesa – coesão, coerência, ortografia, pontuação etc. – quanto ao conteúdo
da pesquisa. Se possível, peça para que um professor da área leia e dê um parecer antes
de tentar publicá-lo em revistas científicas.
Victoriano e Garcia (1996/1999) consideram importante, em um projeto de pesquisa,
que ele seja escrito em sua versão preliminar e que os alunos/autores se organizem para
responder às seguintes perguntas:
1. O que fazer? A resposta a essa pergunta é a delimitação do tema e do problema a ser
resolvido. É importante que se restrinja o campo, pois quanto mais circunscrito estiver
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o objeto, melhor e com mais segurança se trabalha. Muitas vezes, essa delimitação pode
ser usada como título provisório do trabalho.
2. Por que fazer? A resposta a essa questão é a justificativa da escolha do objeto de
estudo. Nesse tópico deverão constar a definição e a delimitação do problema, a descrição
bibliográfica que demonstre sua relevância como objeto de estudo, suas hipóteses e sua
importância para a comunidade, o que o torna um dos tópicos essenciais do projeto.
3. Para que fazer? A resposta a essa questão está nos propósitos do estudo, ou seja,
nos seus objetivos gerais e específicos. É fundamental que seus objetivos sejam claros,
pois eles nortearão todo o trabalho metodológico que será desenvolvido.
4. Como fazer? A resposta a essa questão está na metodologia (métodos e técnicas) que
será utilizada em seu trabalho. A metodologia é um procedimento sistemático e formal
cujo objetivo é encontrar as respostas para problemas mediante o emprego de técnicas
científicas que permitam descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis em qualquer
campo do conhecimento.
5. Quando fazer? A resposta a essa pergunta é um cronograma, que deve descrever,
mês a mês, todos os passos que o pesquisador seguirá. Além disso, o bom andamento da
pesquisa requer rigor quanto ao cumprimento dos prazos estabelecidos pelo orientador
e pela dinâmica da pesquisa.
Um artigo científico notadamente é dividido em seções, e no quadro a seguir explicitamos
as quatro principais seções encontradas em um artigo científico e o conteúdo norteador
e esperado para cada uma delas.
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Seção Conteúdo Perguntas-chave
Apesar do que fora descrito no quadro anterior, um artigo científico submetido a uma
revista científica está sujeito às regras do corpo editorial de cada revista, em que tais seções
podem ser elaboradas de forma distinta. Para elaboração do TC, sugerimos a organização
do trabalho conforme será descrito no capítulo 7 deste manual item 7.1.
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6. IMPORTÂNCIA E PAPEL DO ORIENTADOR DE TC
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7. DICAS IMPORTANTES PARA ANTES DE COMEÇAR – PASSOS DA
PESQUISA
Dependendo do tema e/ou do texto escolhido, o trabalho poderá ser delineado como
revisão da literatura, podendo ser de 3 tipos:
- Revisão sistemática da literatura: é um tipo de investigação científica. Essas revisões
são classificadas como estudos secundários, uma vez que utilizam estudos primários
como fonte de dados. Estudos primários referem-se a artigos científicos que apresentam
os resultados de pesquisas originais. Embora as revisões sistemáticas de ensaios clínicos
randomizados sejam as mais comuns, há um crescimento significativo de revisões baseadas
em estudos observacionais, como coorte, caso-controle, transversal, além de séries e relatos
de casos. Testam hipóteses e têm como objetivo levantar, reunir, avaliar criticamente a
metodologia da pesquisa e sintetizar os resultados de diversos estudos primários. Busca
responder a uma pergunta de pesquisa claramente formulada. Utiliza métodos sistemáticos
e explícitos para recuperar, selecionar e avaliar os resultados de estudos relevantes. Reúne e
sistematiza os dados dos estudos primários (unidades de análise). É considerada a evidência
científica de maior grandeza e são indicadas na tomada de decisão na prática clínica ou na
gestão pública. Esse tipo de estudo demanda tempo e a exaustiva busca em todas as fontes
de dados disponíveis para sua realização, o que torna seu delineamento inadequado para
Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC).
Revisão narrativa da literatura: não utiliza critérios explícitos e sistemáticos para a
busca e análise crítica da literatura. A busca pelos estudos não precisa esgotar as fontes
de informações. Não aplica estratégias de busca sofisticadas e exaustivas. A seleção dos
estudos e a interpretação das informações podem estar sujeitas à subjetividade dos autores.
É adequada para a fundamentação teórica de artigos, dissertações, teses, trabalhos de
conclusão de cursos.
Revisão Integrativa: A revisão integrativa é uma metodologia que combina elementos
da revisão sistemática e narrativa, permitindo a síntese de resultados de diferentes tipos de
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estudos (quantitativos e qualitativos). Sua principal característica é integrar informações de
diversas abordagens metodológicas, ampliando a compreensão de um problema. A revisão
integrativa exige uma busca sistemática e avaliação crítica dos estudos incluídos, mas oferece
maior flexibilidade na síntese dos dados, sendo ideal para fornecer uma visão abrangente
de um tópico.
Saiba mais em:
MARTINS, Maria de Fátima Moreira. Estudos de revisão de literatura: conceitos e passos
para sua realização. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ICICT, 2022. 46 p. Trabalho apresentado no
Curso de Acesso à Informação Científica e Tecnológica em Saúde. Modalidade: Qualificação.
O trabalho da disciplina de Projeto deverá ser desenvolvido na forma de uma revisão de
literatura. No entanto, você pode considerar a proposta de realizar uma análise de dados
públicos, desde que esses dados não exijam submissão ao Comitê de Ética (solicite
orientação ao professor responsável para garantir o cumprimento dessa etapa). Importante:
caso opte por este tipo de trabalho, certifique-se de que há tempo suficiente e viabilidade
para desenvolver todas as etapas necessárias.
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8.1 Elementos que compõem o TC
Elementos pré-textuais
Capa
Folha de rosto e folha de aprovação
Elementos textuais
Resumo
Abstract
Introdução (contextualização do tema, problema de pesquisa, justificativa, hipóteses
e referencial teórico)
Objetivos
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Metodologia
Resultados e discussão
Considerações finais ou conclusões
Elementos pós-textuais
Referências bibliográficas
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CAPA
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b) Folha de rosto ou contracapa
Contém os elementos mais significativos relativos à identificação dos indicados na capa
e mais alguns secundários importantes para identificação do trabalho, além de apresentar a
finalidade acadêmica do estudo seguindo o exemplo para PTC1 (Projeto) e PTC2 (Produção).
Seguir a distribuição do texto, com pequenas modificações:
alto da página: nome do autor;
centro, acima da página: título do trabalho;
à direita, abaixo do título: explicação sobre a natureza do trabalho.
Local e data;
Margens: sup. – 3 cm; inf. – 2 cm; esq. – 3 cm; dir. – 2,5 cm.
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CONTRACAPA
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Fonte: adaptado de ABNT([Link])
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8.1.2 Elementos textuais
Fonte: [Link]
de-ciencias-da-saude/analise-qualitativa-do-cardapio-pelo-metodo-avaliacao-qualitativa-das-
preparacoes-do-cardapio-aqpc-indice-de-resto-e-pesquisa-de-satisfacao-dos-clientes-de-uma-
unidade-de-alimentacao-e-nutricao-ins/
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Essa é uma página importante do trabalho monográfico. É ela que, em um primeiro
momento, convida o leitor a mergulhar no texto apresentado. Deve ser um texto conciso,
escrito em parágrafo único com, aproximadamente, 300 palavras – em fonte Arial ou Times
New Roman, tamanho 12 e espaçamento entrelinhas simples –, em que o autor apresenta
uma síntese do conteúdo do trabalho, destacando os aspectos mais relevantes, ou seja,
uma breve contextualização do tema, objetivo principal do trabalho, metodologia utilizada,
principais resultados e conclusão do trabalho. O resumo visa fornecer ao leitor elementos
que lhe permitam decidir sobre ler ou não o trabalho, em função da relevância para seu
próprio contexto.
O resumo deve ser escrito na língua em que está redigido o trabalho, organizado por
meio de frases e nunca em tópicos enumerados. Após o texto do resumo, deverão aparecer
as palavras-chave (descritores) sugeridas pelo autor como referência do trabalho em
meio eletrônico.
Lembrete
As informações extraídas da literatura devem ser devidamente citadas e
documentadas no texto dos trabalhos acadêmicos e científicos. Essas informações
são denominadas citações. Citação é, portanto, a menção no texto de informação
extraída de outros documentos, com o objetivo de colocar o trabalho no contexto
da temática, conferir a ele credibilidade, confrontar dados, fatos e argumentos, e
registrar opiniões similares ou conclusões opostas. Usa-se quando há necessidade
de provar autoridade, originalidade ou fidedignidade. Assim, lembre-se de que,
de acordo com as normas ABNT, quando você apresenta a ideia de outro autor
para compor o seu texto, com as suas palavras, você deve apresentar a citação da
referência utilizada. Incorporar ideias, dados e frases de outros autores, transcritos
ou não, sem fazer menção a fonte original, constitui plágio, o que implica em
sérias consequências para o autor do trabalho.
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As citações de textos extraídas de outros trabalhos podem ser feitas de forma direta
(transcrição literal) e indireta (paráfrase), devidamente documentadas com a indicação do
nome do autor da fonte original, grafado em letras maiúsculas para melhor visualização
no texto.
Exemplos de citação:
Exemplo:
Por ser um evento complexo, a alimentação não é facilmente avaliada, devendo
ser observada dentro de um sistema alimentar, em que há relações bilaterais entre
o indivíduo e seu contexto. A alimentação é influenciada por motores sociais,
econômicos, culturais e ambientais, que influenciam nas escolhas dos alimentos,
contribuindo para padrões alimentares adequados ou não e condições de saúde
associadas (Silva et al., 2024, p.9).
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Citação indireta: Baseado na obra do autor consultado. Nas citações indiretas a indicação
das páginas é opcional.
Exemplos:
A citação indireta, também denominada paráfrase, consiste na utilização de trechos de
outros trabalhos, conservando-se as idéias do original, com palavras do autor da tese, sem
distorções ou ênfases impróprias e em substituição às transcrições.
Exemplo:
c) Introdução
Iniciada em uma nova página, a introdução da monografia merece atenção especial do
autor. Muitas vezes, ela é considerada de pouca importância, mas é exatamente nessa seção
que todo o conteúdo do trabalho é apresentado ao leitor. Duas ou três páginas deverão ser
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reservadas para a introdução e é aí que o autor delimitará o assunto sobre o qual versará
o trabalho e o justifica.
Segundo Machado (2001),
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Em que este é diferente dos outros?
Por que essa diferença é relevante?
O que meu trabalho muda no conjunto de textos sobre o mesmo assunto?
Por que ele deve ser lido? Por quem?
O que o leitor vai encontrar de interessante, de substancial e atrativo em
meu trabalho?
d) Hipótese
De forma bastante direta, a hipótese do trabalho acadêmico – seja um artigo científico, um
ensaio, um TC, dissertação ou tese -, é uma afirmativa que busca responder ao problema de
pesquisa. Em outras palavras, é uma afirmação que pode ser desafiada ao longo da pesquisa.
Isso porque as hipóteses orientam o andamento do trabalho, sempre na tentativa de testá-la
para que, ao final, na conclusão do trabalho, seja possível confirmá-la ou afastá-la.
Você pode entender a hipótese da pesquisa como aquelas teorias que você cria em relação
ao enredo e aos personagens de uma série que você gosta. Você faz diversas suposições de
como vai ser o final da série, não é mesmo?
Pois bem. A hipótese da pesquisa tem essa característica: olhe para ela como uma
possibilidade que, depois do desenvolvimento do trabalho, você pode comprovar ou não.
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Exemplo: Vamos supor um projeto de pesquisa em que se diz que uma planta cresce
mais rápido quando exposta à luz. A hipótese é, portanto, que a planta cresce X por
cento mais quando exposta à luz.
A sugestão é que nessa etapa você redija um texto fundamentado em material bibliográfico
referendado e atual e ao término elenque suas hipóteses de “o que”, como no exemplo
acima pretende comprovar com a elaboração de sua pesquisa. Podem ser elencadas várias
hipóteses na forma de pergunta que na etapa 2 (Produção) poderão ou não ser comprovadas,
porém todas deverão ser pesquisadas a fim de comprovação ou não, ou seja, uma vez que
uma hipótese é elencada, no seu trabalho 2 de TC, na etapa de produção, deverá, na etapa
de resultados, apresentar se tais hipóteses foram comprovadas ou refutadas com base no
material ou pesquisa realizada.
f) Objetivos
Muitas vezes, o autor opta por retomar o objetivo em muitos momentos do desenvolvimento
do texto, correndo o risco de apresentá-lo de diferentes maneiras e, inclusive, de cair em
contradições. Para que isso não ocorra, sugerimos que sempre que o objetivo do trabalho for
explicitado no texto, seja destacado ou indicado a partir de uma marca gráfica, possibilitando,
no momento de revisão final, comparar tais enunciados e corrigir inadequações e/ou
contradições.
No entanto, vamos utilizar os objetivos em um tópico separado e da seguinte forma:
gerais (relacionados ao tema – contexto macro) e específicos (relacionados ao assunto
escolhido – contexto micro).
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g) Metodologia
Nesse capítulo, o autor deverá descrever, em detalhes, os procedimentos utilizados
nas diversas fases da pesquisa e da elaboração do texto. Procedendo dessa forma, dará
oportunidade a outros pesquisadores e aos leitores do trabalho de acompanhar todos os
passos e pensamentos do autor, entender sua lógica de pensamento em relação à análise dos
dados e até mesmo iniciar uma nova pesquisa, com base no encaminhamento apresentado.
Quando, na metodologia, o autor explicita claramente os procedimentos escolhidos para a
condução da pesquisa, o leitor – mesmo que não conheça a teoria na qual o trabalho está
sustentado – é capaz de compreender os resultados de sua análise de dados. Pressupõe-se
também que, quando a metodologia é apresentada de maneira clara, objetiva e detalhada,
outros pesquisadores podem replicar o trabalho.
Um procedimento interessante para os pesquisadores é a manutenção de um diário de
pesquisa, anotando tudo o que estiver sendo feito para chegar aos resultados da pesquisa.
Frequentemente, fazemos muito mais coisas do que dizemos ter feito no capítulo de
metodologia. Por isso, notas do diário poderão ser muito úteis (Machado, 2001).
h) Resultados e discussão
Nesse capítulo, o autor de um artigo apresenta seus resultados e não só exercita sua
capacidade de argumentação, mas também trabalha com critérios de coerência e coesão na
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elaboração do texto, aspectos muito importantes para dar validade científica ao trabalho
apresentado.
Os dados, analisados à luz da teoria apresentada na fundamentação teórica, estarão à mercê
dos argumentos do autor. Para isso, ele recorrerá a explicações, análises, esclarecimentos de
ambiguidades, descrições, que ofereçam ao leitor condições de compreender o encaminhamento
do raciocínio na busca por comprovações do aspecto pesquisado. É importante ressaltar
que discussões com base nas posições teóricas vão requerer sempre que o autor examine
posições contrárias, estabeleça confrontos, compare, fazendo uso de um processo dialógico
na elaboração do texto.
As análises realizadas deverão ser rigorosamente orientadas pelos professores orientadores
de acordo com sua área de saber metodológico e acadêmico.
Vale lembrar ainda que o capítulo de discussão dos resultados requer do pesquisador a
habilidade de tecer uma rede de significados que perpassem as informações, os dados, as
teorias apresentadas no decorrer da monografia. É o momento de assumir posicionamentos
e buscar a integração teoria/prática, em direção ao objetivo proposto no início do trabalho.
Esse fator é o mais relevante em se tratando de aferir os resultados da pesquisa e avaliar o
seu significado para o crescimento do conhecimento científico (Severino, 2002).
E mais: o capítulo de discussão é, fundamentalmente, um capítulo pautado em debates
e questionamentos. Assim, o pesquisador precisa estar preparado para responder seus
próprios porquês e apresentar essas respostas com clareza, pois serão elas, quando bem
fundamentadas, que farão emergir os resultados da pesquisa.
No projeto, o texto deverá ser escrito com o tempo verbal futuro, haja visto que o
trabalho ainda não foi desenvolvido. No artigo final (da Produção), o tempo verbal deverá
ser o passado, uma vez que estão sendo apresentados os resultados do trabalho já concluído.
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i) Considerações finais ou conclusão
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Personalidade: a conclusão deve apontar claramente o ponto de vista dos autores,
por meio de marcas pessoais, não deixando de apresentar novas rotas para a continuidade
do trabalho.
a) Referências bibliográficas
A exigência, em qualquer publicação científica, é que seja elaborada uma seção de
referências bibliográficas. No entanto, é importante que o autor conheça a diferença entre
referências bibliográficas e bibliografia.
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Normas ABNT, 2023:
(Freire, 1982)
(PUCRS, 2023)
Exemplo:
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(Araújo et al., 2021)
Exemplo nas referências:
ARAÚJO; Débora Kraemer de; MAGNUS, Ana Paula Medeiros; SELBACH, Clarissa Jesinska;
DEBASTIANI, Aline Matte; HANDKE, Fernanda Becker. O papel social das bibliotecas
universitárias: iniciativas da Biblioteca Central Irmão José Otão da PUCRS. Páginas a&b,
Porto, série 3, n. 16, p. 97-118, 2021. Disponível em: [Link]
paginasaeb/article/view/10887/10175. Acesso em: 26 jul. 2023.
LEMBRE-SE! IMPORTANTE:
Entregas de Projeto e Produção são diferentes. Leia com ATENÇÃO sobre as entregas
referentes a cada etapa (TCC1 e TCC2):
NA ETAPA DE PTCI 1 (PROJETO), DEVERÁ SER ENTREGUE, AO FINAL DO SEMESTRE
LETIVO, O TRABALHO CONTENDO OS SEGUINTES ELEMENTOS:
PRÉ-TEXTUAIS:
CAPA (seguir modelo)
CONTRACAPA (SEM OS DADOS DA BANCA EXAMINADORA) (seguir modelo)
TEXTUAIS:
INTRODUÇÃO OBJETIVOS METODOLOGIA
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO (ver modelo)
PÓS-TEXTUAIS:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (conforme exemplos)
Obs.: O trabalho completo deve ser entregue APENAS na etapa de PTCI2.
Desta maneira, trabalhos completos entregues em PTCI1 receberão nota 0,0.
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NA ETAPA DE PTCI 2 (PRODUÇÃO)
Uma discussão relevante para a elaboração do texto diz respeito à escolha da pessoa do
discurso. Embora haja práticas legitimadas sobre esse aspecto, cada vez mais, os textos da
introdução de trabalhos e das seções de desenvolvimento vêm sendo escritos em primeira
pessoa (eu/nós). É importante, no entanto, que esse aspecto seja discutido com o orientador
do trabalho.
Vale lembrar que, caso a opção seja pela linguagem científica, o autor deve redigir o
texto na voz passiva – foi observado, foi elaborado –, na terceira pessoa do singular com o
pronome se, ou por expressões como o presente estudo, a presente pesquisa.
Há, ainda, a opção de desenvolver o texto em primeira pessoa do plural, considerando-se
que o trabalho tenha sido desenvolvido pelo aluno e por seu orientador.
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Considerando-se as diferentes partes que compõem o texto de um artigo científico, é
importante ressaltar que a linguagem se presentifica de diferentes e bem marcadas formas,
influenciando na qualidade e na validade do texto construído.
É possível perceber que a linguagem caminha por diferentes tipos de discurso, com marcas
ora expositivas, ora narrativas, percorrendo a descrição, a análise e a crítica (Brandão, 2001).
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dados aos critérios escolhidos para análise. A linguagem descritiva pressupõe a ausência de
julgamentos e juízos de valor por parte do autor.
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10. AVALIAÇÃO DO TRABALHO (ETAPAS 1 E 2 – PROJETO E PRODUÇÃO)
b) Apresentação: 15%
aspectos formais;
redação do trabalho.
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Avaliação do Trabalho de Conclusão de Curso Finalizado – PRODUÇÃO (PTCI-2) -
8º semestre
b) Apresentação: 10%
aspectos formais;
redação do trabalho.
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d) Banca: 30%
capacidade de explanação e de arguição;
domínio do tema.
DIAS, R.; TRALDI, M. C. Monografia passo a passo. 1. ed. Campinas/São Paulo: Editora
Alínea, 1998.
LEFFA, V. J. Como produzir materiais para o ensino de línguas. Disponível em: http://
[Link]/textos/trabalhos/prod_mat.pdf. Acesso em: 28 jun. 2013.
MACHADO, Anna Rachel (notas de aula). Gênero Tese. LAEL – PUC-SP, 2001.
SALOMON, Décio Vieira. Como fazer uma monografia. 3. ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1995.
39
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 1997.
VICTORIANO, Benedicto A. D.; GARCIA, Carla C. 1996. Produzindo monografia. São Paulo:
Publisher Brasil, 1999.
12. BIBLIOGRAFIA
DEMO, P. Pesquisa: princípio científico e educativo. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
40
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 24. ed. São Paulo: Cortez, 2016.
41
ANEXO 1
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
ETAPAS DO TRABALHO Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
Levantamento bibliográfico X X X
Obtenção de dados e
X X
documentos
Análise e interpretação de
X X
dados/resultados
Revisão da redação X X
Outro detalhe importante é que a descrição das etapas como apresentado na tabela
anterior de 1 a 8 pode ser elaborada a critério do pesquisador conforme planeja executar
a pesquisa, não existe regra, mas lembre-se de que cronogramas são para serem seguidos.