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Manual do Trabalho de Curso em Nutrição

O Manual de Trabalho de Curso para o Bacharelado em Nutrição orienta os alunos sobre a elaboração do Trabalho de Curso (TC), que é um requisito obrigatório para a conclusão do curso. O TC deve ser realizado em duas etapas, com foco na pesquisa científica e na produção de um artigo científico, e deve ser desenvolvido de forma autêntica e sem plágio. O manual também destaca a importância da orientação do professor e a necessidade de seguir normas acadêmicas para garantir a qualidade do trabalho.

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Manual do Trabalho de Curso em Nutrição

O Manual de Trabalho de Curso para o Bacharelado em Nutrição orienta os alunos sobre a elaboração do Trabalho de Curso (TC), que é um requisito obrigatório para a conclusão do curso. O TC deve ser realizado em duas etapas, com foco na pesquisa científica e na produção de um artigo científico, e deve ser desenvolvido de forma autêntica e sem plágio. O manual também destaca a importância da orientação do professor e a necessidade de seguir normas acadêmicas para garantir a qualidade do trabalho.

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Manual de Trabalho

de Curso
Curso de Bacharelado em Nutrição
Sumário
1. INTRODUÇÃO............................................................................................................................. 3

2. ORIENTAÇÕES GERAIS............................................................................................................ 4

3. O QUE SIGNIFICA PENSAR CIENTIFICAMENTE?.............................................................. 5

4. PLANEJANDO E EXECUTANDO O TC.................................................................................... 6

5. O QUE É UM ARTIGO CIENTÍFICO........................................................................................ 8

6. IMPORTÂNCIA E PAPEL DO ORIENTADOR DE TC............................................................ 12

7. DICAS IMPORTANTES PARA ANTES DE COMEÇAR – PASSOS DA PESQUISA........ 13

8. COMO SE ORGANIZA UM TC NO FORMATO DE ARTIGO?............................................ 14

9. A LINGUAGEM DO ARTIGO CIENTÍFICO............................................................................. 34

10. AVALIAÇÃO DO TRABALHO (ETAPAS 1 E 2 – PROJETO E PRODUÇÃO)................. 37

11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (DESTE MANUAL)...................................................... 39

12. BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................................... 40
“Afinal, o que é um cientista, então? Ele é um homem curioso que olha através dos olhos
de uma fechadura, a fechadura da natureza, tentando saber o que está acontecendo.”
Jacques Yves Cousteau

1. INTRODUÇÃO

O Trabalho de Curso (TC) visa proporcionar aos alunos a vivência na iniciação científica,
atividade ligada ao desenvolvimento acadêmico dos alunos de graduação. O TC busca
ampliar os conhecimentos em relação a temas abordados durante o curso, permitindo aos
alunos a escolha pelo aprimoramento em algo que seja de seu interesse pessoal. É, portanto,
uma experiência acadêmica orientada, vivenciada por alunos que estiverem regularmente
matriculados no curso de graduação em Nutrição.
O TC é um dos requisitos obrigatórios para a conclusão do curso de graduação. São
objetivos do TC:
I. Sistematizar o conhecimento adquirido no decorrer do curso.
II. Subsidiar o processo de ensino, contribuindo para a realimentação dos conteúdos
programáticos das disciplinas integrantes do currículo.
III. Garantir a abordagem científica de temas relacionados à prática profissional, inserida
na dinâmica da realidade local, regional e nacional.
IV. Possibilitar ao estudante o desenvolvimento de sua capacidade científica por meio de
realização de experiência de pesquisa, inter-relacionando o aprendizado teórico à prática,
dando-lhe condições para a publicação de artigos e trabalhos científicos.

O trabalho a ser desenvolvido deve ser autêntico e sem plágio e sobre tema escolhido
pelo aluno. O TC para o curso de Nutrição deverá ser confeccionado na forma de artigo
científico que poderá, inclusive por decisão de aluno e professor orientador, ser posteriormente
encaminhado para publicação. Há, no entanto, exigências em relação à organização do
trabalho, coerência e coesão textuais, pesquisa e desenvolvimento do conteúdo.

3
Esperamos que durante a elaboração do TC o aluno demonstre maturidade acadêmica
quanto à possibilidade de unir conceitos práticos e teóricos, visando aplicar o conjunto de
conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação nas diferentes disciplinas.
Assim, acreditamos que o aluno, ao escolher o tema de pesquisa, faça-o livre e
conscientemente, pois somente dessa forma o prazer estará presente, garantindo um
resultado satisfatório, gerando, além de seu crescimento acadêmico, um texto criativo e
interessante para outros leitores com o mesmo interesse.
Admitimos que o TC ofereça ao aluno a possibilidade de articular os conhecimentos
desenvolvidos ao longo da graduação nas diferentes disciplinas que compõem a matriz
curricular do curso de Nutrição e que seja também considerado pelo aluno como uma etapa
antecessora a possíveis cursos de especialização, mestrado e doutorado.

2. ORIENTAÇÕES GERAIS

O TC é um trabalho apresentado como artigo a ser realizado por alunos que estiverem
regularmente matriculados no semestre em que tal componente curricular é oferecido, ou
seja, no 7º semestre com a disciplina de Projeto Técnico-científico Interdisciplinar 1, e no
8º semestre com a disciplina de Produção Técnico-científica Interdisciplinar 2.
O TC é, portanto, realizado em duas etapas, nas disciplinas de 7º e 8º semestres a saber:
Projeto Técnico-científico Interdisciplinar (PTCI 1): etapa realizada quando o aluno está
matriculado no 7o semestre de curso. Nessa etapa, o aluno elabora uma proposta inicial de
pesquisa de acordo com o cronograma de execução, visando à execução e à conclusão do
TC na 2a etapa denominada de PTCI 2.
Produção Técnico-científica Interdisciplinar (PTCI 2): etapa realizada quando o aluno
se encontra matriculado no 8o semestre e após ter concluído as etapas do PTCI-1. Nessa
etapa, o aluno dará sequência ao trabalho iniciado na 1a etapa e apresenta ao término do
semestre letivo o TC finalizado.

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Todo aluno deverá, obrigatoriamente, participar de todas as etapas do desenvolvimento
do trabalho de pesquisa, orientação, redação, entrega e apresentação, sendo, portanto, de
responsabilidade total do aluno a execução do projeto e finalização do TC.
A partir da etapa de seleção e justificativa da escolha do tema, o trabalho será encaminhado
a um dos docentes designados previamente pela Coordenação do Curso, para que avalie e
possa colaborar com a escolha e melhor direcionamento do tema. O professor designado
para tal função exercerá o papel de professor orientador.
Orientadores e alunos manterão contato e se comunicarão para as devidas orientações
e esclarecimentos sobre as etapas de postagens a serem realizadas no sistema nas suas
inúmeras fases.
A frequência e a regularidade dessas postagens serão controladas pelo professor orientador
e todos os alunos deverão tomar ciência das tarefas a serem cumpridas no período que
transcorrerá entre uma postagem e outra.
É igualmente importante que todos os alunos observem e sigam à risca o calendário
de postagem, estando ciente de que a não postagem e uma postagem incorreta poderão
acarretar em prejuízo no processo de orientação e diminuição na nota final atribuída.
A elaboração do TC deverá ser realizada em grupos de, no máximo, 5 alunos.

3. O QUE SIGNIFICA PENSAR CIENTIFICAMENTE?

Ao afirmarmos que um TC é um trabalho acadêmico técnico-científico, estamos, de certa


forma, dizendo que esse trabalho tem características diferenciadas e que seu público-alvo se
encontra na comunidade científica. Quem avalia e atribui relevância aos trabalhos científicos
são leitores acostumados a trabalhar com pesquisa e a pensar e raciocinar cientificamente,
mas o que isso significa?
É dotado de comportamento científico o aluno que demonstra preocupação com a
qualidade dos questionamentos que faz em relação ao foco de seu trabalho, que estabelece

5
metas para os procedimentos de pesquisa, que não se satisfaz com conclusões do senso
comum, mas está sempre em busca de explicar e analisar os dados de sua pesquisa.
Comportar-se cientificamente significa ser criterioso com as conclusões, fundamentando-
as em um referencial teórico ou empírico bem selecionado e pertinente ao tema. Significa,
acima de tudo, “ter uma visão relativa dos fenômenos e não absoluta, ou seja, estabelecer
relações entre fenômenos e não os conceber como fenômenos isolados de um contexto”
(Hübner, 1998).
Assim, admitimos que os alunos, ao elaborarem seu TC, primem pela qualidade acadêmico-
científica de seus textos, sendo criteriosos o bastante para que os resultados de seus trabalhos
sejam validados na comunidade científica. Espera-se que produzam textos coerentes, isentos
de julgamentos (isto é, sem o uso exagerado de adjetivos), calcados em descrições que
possibilitem inferências e a tomada de posições equilibradas e fundamentadas.

4. PLANEJANDO E EXECUTANDO O TC

Durante o tempo previsto para a pesquisa e a elaboração do TC, muitas atividades


precisarão ser desenvolvidas e é fundamental que cada aluno escolha diferentes maneiras
para se organizar. Para facilitar, elencamos algumas das atividades que deverão ser realizadas
durante a execução de um TC, sendo elas:
1. Leitura e fichamento dos textos.
2. Pesquisas em bases de dados de produções científicas.
3. Elaboração de pequenos trechos do referencial teórico, com o propósito de discutir o
estilo do texto de cada um, reescrever e estabelecer características para o texto final
do artigo.
4. Procedimentos para submissão do trabalho ao comitê de ética, se necessário.
Esperamos que, ao longo do desenvolvimento do TC, o aluno desenvolva estratégias de
aprendizagem que possam colaborar com o resultado final.

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ATENÇÃO!!! Ao longo das duas etapas destinadas à elaboração do TC, o aluno deverá
cumprir as seguintes etapas/diretrizes:
ƒ comunicação regular com o orientador pelos chats e fóruns para orientações;
ƒ entrega de partes do trabalho, de acordo com as solicitações do professor orientador
e do professor coordenador do curso, atendendo ao cronograma de postagens;
ƒ para alunos regulares, no mínimo, três postagens e, para alunos em dependência, no
mínimo, duas postagens;
ƒ para alunos em DP o tema deverá ser diferente do trabalho reprovado; já para alunos
que foram reprovados na etapa de Produção (PTCI II), o trabalho deverá ser totalmente
inédito;
ƒ postagens obedecendo ao cronograma divulgado no AVA, inclusive a postagem da
versão final;
ƒ respeitar as normas para confecção do trabalho (as quais serão discutidas mais
adiante);
ƒ entrega dos exemplares em sua versão final postada em sistema.

A seguir, algumas dicas que podem ser úteis para a elaboração do trabalho para finalização
do curso:
1. Elabore um resumo, contendo os aspectos mais importantes apresentados nas aulas
gravadas ou nas orientações dadas pelo professor;
2. Mantenha um arquivo ou caderno/diário para registro de todas as possíveis citações
consideradas relevantes para o trabalho, bem como a referência bibliográfica
correspondente;
3. Elabore diários de leitura de todos os textos lidos e considerados relevantes para o
embasamento teórico da monografia (faça um resumo de cada material lido);

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4. Trabalhe sempre com a versão corrigida do trabalho e a nova versão, pois isso oferece
tanto ao orientador quanto aos próprios alunos a possibilidade de relembrar os
comentários já realizados em etapas e orientações anteriores.

5. O QUE É UM ARTIGO CIENTÍFICO

Os artigos científicos são uma produção textual com os principais resultados de uma
pesquisa acadêmica. Em geral, são publicados em revistas científicas, que são veículos que
exigem um formato mais direto e conciso. O conteúdo costuma ser mais crítico em relação
às ideias discutidas.
Os artigos científicos são aqueles que seguem um protocolo específico e restrito, além
de respeitar o método científico ao buscar conclusões em respostas. Eles são responsáveis
pela maior parte da criação de conhecimento e tecnologia, ainda que sejam muito focados
em repetições de processos e adaptações de ideias de outros.
Os artigos de revisão são aqueles que têm por função provar ou desacreditar o que foi
originalmente descrito em um artigo de outro tipo. Em geral, é um relatório de uma repetição
da mesma experiência realizada anteriormente, de forma a testar se os resultados serão os
mesmos, podendo ser feito de forma teórica ou por experimentação.
Os artigos originais são aqueles que demonstram temas e abordagens inéditos, explorando
e expandindo as fronteiras do conhecimento humano. O método mais comum é a descrição
de um caso que demonstra uma nova teoria ou o debate sobre uma ideia inédita, podendo
ser feito de forma teórica ou por experimentação.
Então, é necessário que o artigo aborde temas relevantes para a comunidade científica.
Os artigos científicos são fundamentais para a disseminação e a democratização do
conhecimento, já que pesquisadores de diversos locais do Brasil e do mundo saberão o que
está sendo feito e pensado em relação a determinado assunto.
Para a confecção de um artigo científico, vários passos devem ser destacados:

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1. O primeiro passo é pensar em um tema bastante específico e relevante. Você pode
contar com a ajuda de um professor da sua área de interesse, que orientará a melhor forma
de delimitar seu problema e definir uma hipótese, de onde você começará a pesquisa.
2. Também com a ajuda de um professor orientador, assim como da sua própria vivência
acadêmica, é hora de reunir uma boa bibliografia e começar a revisão de literatura. Esse
passo é fundamental em qualquer pesquisa, pois você precisa conhecer o “estado da arte”
do seu objeto de pesquisa, isto é, tudo o que já foi feito sobre ele até ali.
3. Depois de estudar bastante e, se for o caso, realizar experimentos ou análises de
conteúdo, é hora de colocar a mão na massa e escrever. Para garantir o encadeamento
lógico das ideias, faça antes um esqueleto para estruturar os principais pontos.
4. Durante a escrita, nunca deixe de lado a ética acadêmica. Isso significa não plagiar
ideias nem conclusões, muito menos colocar palavras na boca de ninguém. Então, busque
a originalidade em suas reflexões e, sempre que citar o trabalho de outros pesquisadores,
não invente nada e saiba onde terminam os argumentos de alguém e começa a sua
interpretação.
5. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é responsável por padronizar as
produções acadêmicas do país. Por isso, pesquise nas normas da ABNT e siga à risca as
orientações para a formatação do seu artigo científico.
6. Por fim, revise cuidadosamente seu trabalho, tanto no que se refere à norma-padrão da
Língua Portuguesa – coesão, coerência, ortografia, pontuação etc. – quanto ao conteúdo
da pesquisa. Se possível, peça para que um professor da área leia e dê um parecer antes
de tentar publicá-lo em revistas científicas.
Victoriano e Garcia (1996/1999) consideram importante, em um projeto de pesquisa,
que ele seja escrito em sua versão preliminar e que os alunos/autores se organizem para
responder às seguintes perguntas:
1. O que fazer? A resposta a essa pergunta é a delimitação do tema e do problema a ser
resolvido. É importante que se restrinja o campo, pois quanto mais circunscrito estiver

9
o objeto, melhor e com mais segurança se trabalha. Muitas vezes, essa delimitação pode
ser usada como título provisório do trabalho.
2. Por que fazer? A resposta a essa questão é a justificativa da escolha do objeto de
estudo. Nesse tópico deverão constar a definição e a delimitação do problema, a descrição
bibliográfica que demonstre sua relevância como objeto de estudo, suas hipóteses e sua
importância para a comunidade, o que o torna um dos tópicos essenciais do projeto.
3. Para que fazer? A resposta a essa questão está nos propósitos do estudo, ou seja,
nos seus objetivos gerais e específicos. É fundamental que seus objetivos sejam claros,
pois eles nortearão todo o trabalho metodológico que será desenvolvido.
4. Como fazer? A resposta a essa questão está na metodologia (métodos e técnicas) que
será utilizada em seu trabalho. A metodologia é um procedimento sistemático e formal
cujo objetivo é encontrar as respostas para problemas mediante o emprego de técnicas
científicas que permitam descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis em qualquer
campo do conhecimento.
5. Quando fazer? A resposta a essa pergunta é um cronograma, que deve descrever,
mês a mês, todos os passos que o pesquisador seguirá. Além disso, o bom andamento da
pesquisa requer rigor quanto ao cumprimento dos prazos estabelecidos pelo orientador
e pela dinâmica da pesquisa.
Um artigo científico notadamente é dividido em seções, e no quadro a seguir explicitamos
as quatro principais seções encontradas em um artigo científico e o conteúdo norteador
e esperado para cada uma delas.

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Seção Conteúdo Perguntas-chave

Apresentação de informações sobre o De que se trata o estudo? Por


Introdução tema, a justificativa para a que a investigação foi feita?
investigação e o objetivo O que se sabia sobre o assunto?

Descrição do tipo de estudo, do


Método cenário da pesquisa, da amostra, dos Como o estudo foi realizado?
procedimentos e dos aspectos éticos

O que foi encontrado? Quais


Apresentação dos achados,
são os fatos revelados pela
acompanhados da respectiva análise
Resultados e investigação? O que significam
estatística, se aplicável.
Discussão os achados apresentados? O que
Interpretação dos resultados e
este estudo acrescenta ao que já
comparações com a literatura.
se sabia sobre o assunto?

Síntese interpretativa dos elementos


essenciais discutidos e analisados no
trabalho, respondendo aos O que este estudo apresenta
Conclusão objetivos propostos. como conclusões mais
Não deve extrapolar o âmbito dos importantes?
dados obtidos e não deve haver
citação de autores.
Fonte: PEREIRA, M. G. Artigos científicos: como redigir, publicar e avaliar. Rio de Janeiro: Editora
Guanabara-Koogan, 2001.p. 30.

Apesar do que fora descrito no quadro anterior, um artigo científico submetido a uma
revista científica está sujeito às regras do corpo editorial de cada revista, em que tais seções
podem ser elaboradas de forma distinta. Para elaboração do TC, sugerimos a organização
do trabalho conforme será descrito no capítulo 7 deste manual item 7.1.

11
6. IMPORTÂNCIA E PAPEL DO ORIENTADOR DE TC

O professor orientador, no processo de orientação do TC, atua acompanhando o aluno nas


discussões sobre o tema escolhido, auxiliando-o em relação às leituras e à bibliografia indicadas
a fim de dar sustentação teórica ao trabalho. Algumas características são fundamentais ao
professor designado como orientador de TC:
ƒ o professor orientador precisa ser um incentivador do aluno, motivando-o para que
elabore um trabalho criativo;
ƒ o professor orientador precisa ser organizado e estabelecer, ao longo do período,
tarefas claras e objetivas ao aluno;
ƒ o professor orientador precisa sugerir leituras ao aluno;
ƒ o professor orientador poderá indicar ao aluno as modificações a serem efetuadas
no trabalho, porém nunca redigir trechos do trabalho.

É importante ressaltar que um TC é um momento de construção de conhecimentos e


exige, portanto, que orientando e orientador mantenham um relacionamento cordial e de
confiança mútua, assumindo cada qual o seu papel. O exercício que se espera na elaboração
de um TC tem características dialógicas, isto é, orientando e orientador têm espaço e voz
nas discussões, em busca de transformar os conhecimentos já adquiridos. Espera-se que
as decisões a respeito do trabalho sejam tomadas com maturidade e sempre de forma
compartilhada.

12
7. DICAS IMPORTANTES PARA ANTES DE COMEÇAR – PASSOS DA
PESQUISA

Dependendo do tema e/ou do texto escolhido, o trabalho poderá ser delineado como
revisão da literatura, podendo ser de 3 tipos:
- Revisão sistemática da literatura: é um tipo de investigação científica. Essas revisões
são classificadas como estudos secundários, uma vez que utilizam estudos primários
como fonte de dados. Estudos primários referem-se a artigos científicos que apresentam
os resultados de pesquisas originais. Embora as revisões sistemáticas de ensaios clínicos
randomizados sejam as mais comuns, há um crescimento significativo de revisões baseadas
em estudos observacionais, como coorte, caso-controle, transversal, além de séries e relatos
de casos. Testam hipóteses e têm como objetivo levantar, reunir, avaliar criticamente a
metodologia da pesquisa e sintetizar os resultados de diversos estudos primários. Busca
responder a uma pergunta de pesquisa claramente formulada. Utiliza métodos sistemáticos
e explícitos para recuperar, selecionar e avaliar os resultados de estudos relevantes. Reúne e
sistematiza os dados dos estudos primários (unidades de análise). É considerada a evidência
científica de maior grandeza e são indicadas na tomada de decisão na prática clínica ou na
gestão pública. Esse tipo de estudo demanda tempo e a exaustiva busca em todas as fontes
de dados disponíveis para sua realização, o que torna seu delineamento inadequado para
Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC).
Revisão narrativa da literatura: não utiliza critérios explícitos e sistemáticos para a
busca e análise crítica da literatura. A busca pelos estudos não precisa esgotar as fontes
de informações. Não aplica estratégias de busca sofisticadas e exaustivas. A seleção dos
estudos e a interpretação das informações podem estar sujeitas à subjetividade dos autores.
É adequada para a fundamentação teórica de artigos, dissertações, teses, trabalhos de
conclusão de cursos.
Revisão Integrativa: A revisão integrativa é uma metodologia que combina elementos
da revisão sistemática e narrativa, permitindo a síntese de resultados de diferentes tipos de

13
estudos (quantitativos e qualitativos). Sua principal característica é integrar informações de
diversas abordagens metodológicas, ampliando a compreensão de um problema. A revisão
integrativa exige uma busca sistemática e avaliação crítica dos estudos incluídos, mas oferece
maior flexibilidade na síntese dos dados, sendo ideal para fornecer uma visão abrangente
de um tópico.
Saiba mais em:
MARTINS, Maria de Fátima Moreira. Estudos de revisão de literatura: conceitos e passos
para sua realização. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/ICICT, 2022. 46 p. Trabalho apresentado no
Curso de Acesso à Informação Científica e Tecnológica em Saúde. Modalidade: Qualificação.
O trabalho da disciplina de Projeto deverá ser desenvolvido na forma de uma revisão de
literatura. No entanto, você pode considerar a proposta de realizar uma análise de dados
públicos, desde que esses dados não exijam submissão ao Comitê de Ética (solicite
orientação ao professor responsável para garantir o cumprimento dessa etapa). Importante:
caso opte por este tipo de trabalho, certifique-se de que há tempo suficiente e viabilidade
para desenvolver todas as etapas necessárias.

8. COMO SE ORGANIZA UM TC NO FORMATO DE ARTIGO?

O TC deverá ser organizado e entregue seguindo as seguintes normativas:


ƒ capa;
ƒ elementos pré-textuais ou preliminares;
ƒ elementos textuais;
ƒ elementos pós-textuais.

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8.1 Elementos que compõem o TC

Após o aluno ter cursado a disciplina Projeto Técnico-científico Interdisciplinar, a sequência


do trabalho dar-se-á na disciplina de Produção Técnico-científica Interdisciplinar que deverá
ser cursada no semestre em que a disciplina estiver sendo oferecida, ou seja, no 8º semestre.
Como o tema de investigação e diversos outros aspectos da pesquisa já foram definidos
na 1a etapa durante a disciplina Projeto Técnico-científico Interdisciplinar (PTCI 1), o aluno
continuará a desenvolvê-lo, agora atendendo ao que se solicita na etapa 2, objetivando a
finalização e entrega do TC final.
O aluno também será acompanhado nessa 2a etapa pelo professor orientador que lhe
oferecerá os subsídios para que bem possa prosseguir com seus estudos. O aluno deverá
estar atento ao calendário de postagens, bem como a cada uma das fases requeridas para
cada período, de forma que o professor possa efetuar sua orientação. Nessa 2a etapa, é
chegado o momento de o aluno desenvolver com mais propriedade, e maior profundidade,
o tema escolhido. Na forma de artigo científico, o TC deverá ser apresentado seguindo os
elementos destacados a seguir:

Elementos pré-textuais
ƒ Capa
ƒ Folha de rosto e folha de aprovação

Elementos textuais
ƒ Resumo
ƒ Abstract
ƒ Introdução (contextualização do tema, problema de pesquisa, justificativa, hipóteses
e referencial teórico)
ƒ Objetivos

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ƒ Metodologia
ƒ Resultados e discussão
ƒ Considerações finais ou conclusões

Elementos pós-textuais
Referências bibliográficas

8.1.1 Elementos pré-textuais

Cada um dos elementos a seguir deverá ser indicado em folha distinta.


a) Capa
Contém elementos que auxiliam na identificação do trabalho como:
ƒ Nome da Instituição de Ensino;
ƒ Departamento;
ƒ Nome e RA do aluno;
ƒ Título e subtítulo do trabalho (se houver);
ƒ Local e ano de produção do trabalho;
ƒ Margens: sup. – 3 cm; inf. – 2 cm; esq. – 3 cm; dir. – 2,5 cm.

16
CAPA

Fonte: adaptado de: [Link]

17
b) Folha de rosto ou contracapa
Contém os elementos mais significativos relativos à identificação dos indicados na capa
e mais alguns secundários importantes para identificação do trabalho, além de apresentar a
finalidade acadêmica do estudo seguindo o exemplo para PTC1 (Projeto) e PTC2 (Produção).
Seguir a distribuição do texto, com pequenas modificações:
ƒ alto da página: nome do autor;
ƒ centro, acima da página: título do trabalho;
ƒ à direita, abaixo do título: explicação sobre a natureza do trabalho.

Se PTCI 1 (Projeto) – 7º semestre: usar texto a seguir (ver modelo)

“Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à [Nome da Universidade] como


requisito para obtenção do título de Bacharel em Nutrição”

Se PTCI 2 (Produção) – 8º semestre: usar texto a seguir (ver modelo)

“Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à [Nome da Universidade] como requisito


para obtenção do título de Bacharel em Nutrição”

ƒ Local e data;
ƒ Margens: sup. – 3 cm; inf. – 2 cm; esq. – 3 cm; dir. – 2,5 cm.

18
CONTRACAPA

Fonte: adaptado de: [Link]

19
Fonte: adaptado de ABNT([Link])

20
8.1.2 Elementos textuais

a) Título do trabalho e identificação dos autores


A primeira página logo após a contracapa deve iniciar com o título do trabalho na
língua vernácula e em língua estrangeira, nome dos autores (no caso, aluno e orientador) e
informações da instituição a quem ambos estão ligados. Na sequência apresenta-se o resumo,
o abstract e as palavras-chave (descritores) na língua vernácula e na língua estrangeira,
conforme modelo que segue:

Fonte: [Link]
de-ciencias-da-saude/analise-qualitativa-do-cardapio-pelo-metodo-avaliacao-qualitativa-das-
preparacoes-do-cardapio-aqpc-indice-de-resto-e-pesquisa-de-satisfacao-dos-clientes-de-uma-
unidade-de-alimentacao-e-nutricao-ins/

21
Essa é uma página importante do trabalho monográfico. É ela que, em um primeiro
momento, convida o leitor a mergulhar no texto apresentado. Deve ser um texto conciso,
escrito em parágrafo único com, aproximadamente, 300 palavras – em fonte Arial ou Times
New Roman, tamanho 12 e espaçamento entrelinhas simples –, em que o autor apresenta
uma síntese do conteúdo do trabalho, destacando os aspectos mais relevantes, ou seja,
uma breve contextualização do tema, objetivo principal do trabalho, metodologia utilizada,
principais resultados e conclusão do trabalho. O resumo visa fornecer ao leitor elementos
que lhe permitam decidir sobre ler ou não o trabalho, em função da relevância para seu
próprio contexto.
O resumo deve ser escrito na língua em que está redigido o trabalho, organizado por
meio de frases e nunca em tópicos enumerados. Após o texto do resumo, deverão aparecer
as palavras-chave (descritores) sugeridas pelo autor como referência do trabalho em
meio eletrônico.

Lembrete
As informações extraídas da literatura devem ser devidamente citadas e
documentadas no texto dos trabalhos acadêmicos e científicos. Essas informações
são denominadas citações. Citação é, portanto, a menção no texto de informação
extraída de outros documentos, com o objetivo de colocar o trabalho no contexto
da temática, conferir a ele credibilidade, confrontar dados, fatos e argumentos, e
registrar opiniões similares ou conclusões opostas. Usa-se quando há necessidade
de provar autoridade, originalidade ou fidedignidade. Assim, lembre-se de que,
de acordo com as normas ABNT, quando você apresenta a ideia de outro autor
para compor o seu texto, com as suas palavras, você deve apresentar a citação da
referência utilizada. Incorporar ideias, dados e frases de outros autores, transcritos
ou não, sem fazer menção a fonte original, constitui plágio, o que implica em
sérias consequências para o autor do trabalho.

22
As citações de textos extraídas de outros trabalhos podem ser feitas de forma direta
(transcrição literal) e indireta (paráfrase), devidamente documentadas com a indicação do
nome do autor da fonte original, grafado em letras maiúsculas para melhor visualização
no texto.

Exemplos de citação:

Citação direta de até 3 linhas:


Devem estar contidas entre aspas duplas. As aspas simples são utilizadas para indicar
citação no interior da citação.
Segundo a OMS (2018), “no Brasil, o processo de transição nutricional e epidemiológica
é antagônico, coexistindo doenças carenciais, infectocontagiosas e doenças crônicas não
transmissíveis (DCNT)”.
Ou
“No Brasil, o processo de transição nutricional e epidemiológica é antagônico, coexistindo
doenças carenciais, infectocontagiosas e doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)
(OMS, 2018).

Citação direta com mais de 3 linhas:


Recomenda-se destacar com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que
a do texto e sem as aspas.

Exemplo:
Por ser um evento complexo, a alimentação não é facilmente avaliada, devendo
ser observada dentro de um sistema alimentar, em que há relações bilaterais entre
o indivíduo e seu contexto. A alimentação é influenciada por motores sociais,
econômicos, culturais e ambientais, que influenciam nas escolhas dos alimentos,
contribuindo para padrões alimentares adequados ou não e condições de saúde
associadas (Silva et al., 2024, p.9).

23
Citação indireta: Baseado na obra do autor consultado. Nas citações indiretas a indicação
das páginas é opcional.
Exemplos:
A citação indireta, também denominada paráfrase, consiste na utilização de trechos de
outros trabalhos, conservando-se as idéias do original, com palavras do autor da tese, sem
distorções ou ênfases impróprias e em substituição às transcrições.

Exemplo:

Texto original: Em meio à epidemia de obesidade e excesso de peso, países em


desenvolvimento enfrentam a fome e a desnutrição; a concomitância destas condições
caracteriza o que se conhece por múltipla carga de doenças, que afeta especialmente as
populações mais pobres (Buoncristiano et al., 2021).

Paráfrase: Buoncristiano et al (2021) afirmam que diante da epidemia de obesidade


e excesso de peso, a fome e a desnutrição ainda são desafios enfrentados por países em
desenvolvimento. A chamada múltipla carga de doenças atinge sobretudo as populações mais
vulneráveis e pode ser definida pela coexistência dessas condições distintas. <Lembrete fim>

b) Resumo em língua estrangeira e palavras-chave


Preferencialmente na língua inglesa, com as mesmas características do resumo, seguidas
das palavras representativas, no caso, keywords ou descriptors.

c) Introdução
Iniciada em uma nova página, a introdução da monografia merece atenção especial do
autor. Muitas vezes, ela é considerada de pouca importância, mas é exatamente nessa seção
que todo o conteúdo do trabalho é apresentado ao leitor. Duas ou três páginas deverão ser

24
reservadas para a introdução e é aí que o autor delimitará o assunto sobre o qual versará
o trabalho e o justifica.
Segundo Machado (2001),

é preciso compreender que apresentar justificativas para um determinado trabalho


de pesquisa não é simplesmente dizer o que o motivou, do ponto de vista pessoal,
a fazê-lo, isto é, por que fez o trabalho (por que gostou do tema, por que viveu
a experiência,), mas sim, dizer para que serve o trabalho, qual é a sua relevância,
tendo em vista a problemática maior em que se insere, os estudos que já foram
feitos a respeito, as lacunas que esses estudos ainda deixaram.

Na introdução do artigo, o autor deve apresentar:

ƒ em linhas gerais, o tema do trabalho, oferecendo ao leitor não somente a possibilidade


de estabelecer relações entre esse estudo e outros de seu conhecimento, mas também a
opção pela leitura do trabalho, em relação aos seus interesses e ao contexto de atuação;
ƒ a delimitação do assunto, isto é, a extensão e a profundidade com que o trabalho
tratará o assunto escolhido;
ƒ a justificativa da escolha do tema, evidenciando sua importância para o contexto
no qual se encontra inserido; vale lembrar que justificar a escolha de um tema não
significa dar a ele importância incomensurável e enaltecer sua complexidade de
forma exagerada, mas apontar como esse estudo pode ser fator contribuinte para o
desenvolvimento da área em que se encontra inserido, ainda que não se proponha a
ser conclusivo.

Carmo-Neto (1996) nos oferece algumas pistas para construirmos as justificativas de


nosso trabalho:
ƒ Por que mais um trabalho sobre esse tema?

25
ƒ Em que este é diferente dos outros?
ƒ Por que essa diferença é relevante?
ƒ O que meu trabalho muda no conjunto de textos sobre o mesmo assunto?
ƒ Por que ele deve ser lido? Por quem?
ƒ O que o leitor vai encontrar de interessante, de substancial e atrativo em
meu trabalho?

ƒ Conceituação e relevância, explicitando ao leitor a fundamentação teórica que


apoiará as discussões, seguida de breves enunciados sobre conceitos fundamentais
discutidos e de sua relevância para o estudo realizado; reserva-se a esse item, ainda, a
necessidade de apresentar um resumo de obras e/ou pesquisas cujo tema se relaciona
diretamente com o estudado, estabelecendo comparações a fim de possibilitar a
discussão das lacunas que os demais trabalhos ainda não preencheram.

d) Hipótese
De forma bastante direta, a hipótese do trabalho acadêmico – seja um artigo científico, um
ensaio, um TC, dissertação ou tese -, é uma afirmativa que busca responder ao problema de
pesquisa. Em outras palavras, é uma afirmação que pode ser desafiada ao longo da pesquisa.
Isso porque as hipóteses orientam o andamento do trabalho, sempre na tentativa de testá-la
para que, ao final, na conclusão do trabalho, seja possível confirmá-la ou afastá-la.

Você pode entender a hipótese da pesquisa como aquelas teorias que você cria em relação
ao enredo e aos personagens de uma série que você gosta. Você faz diversas suposições de
como vai ser o final da série, não é mesmo?

Pois bem. A hipótese da pesquisa tem essa característica: olhe para ela como uma
possibilidade que, depois do desenvolvimento do trabalho, você pode comprovar ou não.

26
Exemplo: Vamos supor um projeto de pesquisa em que se diz que uma planta cresce
mais rápido quando exposta à luz. A hipótese é, portanto, que a planta cresce X por
cento mais quando exposta à luz.

A sugestão é que nessa etapa você redija um texto fundamentado em material bibliográfico
referendado e atual e ao término elenque suas hipóteses de “o que”, como no exemplo
acima pretende comprovar com a elaboração de sua pesquisa. Podem ser elencadas várias
hipóteses na forma de pergunta que na etapa 2 (Produção) poderão ou não ser comprovadas,
porém todas deverão ser pesquisadas a fim de comprovação ou não, ou seja, uma vez que
uma hipótese é elencada, no seu trabalho 2 de TC, na etapa de produção, deverá, na etapa
de resultados, apresentar se tais hipóteses foram comprovadas ou refutadas com base no
material ou pesquisa realizada.

e) Justificativa – evidenciar qual a importancia do seu trabalho considerando as pessoas


envolvidas com o assunto e a ciência da Nutrição. Para o Projeto a justificativa deverá ser
colocada no final da introdução, pois ela servirá para dar suporte para o entendimento dos
objetivos do trabalho

f) Objetivos
Muitas vezes, o autor opta por retomar o objetivo em muitos momentos do desenvolvimento
do texto, correndo o risco de apresentá-lo de diferentes maneiras e, inclusive, de cair em
contradições. Para que isso não ocorra, sugerimos que sempre que o objetivo do trabalho for
explicitado no texto, seja destacado ou indicado a partir de uma marca gráfica, possibilitando,
no momento de revisão final, comparar tais enunciados e corrigir inadequações e/ou
contradições.
No entanto, vamos utilizar os objetivos em um tópico separado e da seguinte forma:
gerais (relacionados ao tema – contexto macro) e específicos (relacionados ao assunto
escolhido – contexto micro).

27
g) Metodologia
Nesse capítulo, o autor deverá descrever, em detalhes, os procedimentos utilizados
nas diversas fases da pesquisa e da elaboração do texto. Procedendo dessa forma, dará
oportunidade a outros pesquisadores e aos leitores do trabalho de acompanhar todos os
passos e pensamentos do autor, entender sua lógica de pensamento em relação à análise dos
dados e até mesmo iniciar uma nova pesquisa, com base no encaminhamento apresentado.
Quando, na metodologia, o autor explicita claramente os procedimentos escolhidos para a
condução da pesquisa, o leitor – mesmo que não conheça a teoria na qual o trabalho está
sustentado – é capaz de compreender os resultados de sua análise de dados. Pressupõe-se
também que, quando a metodologia é apresentada de maneira clara, objetiva e detalhada,
outros pesquisadores podem replicar o trabalho.
Um procedimento interessante para os pesquisadores é a manutenção de um diário de
pesquisa, anotando tudo o que estiver sendo feito para chegar aos resultados da pesquisa.
Frequentemente, fazemos muito mais coisas do que dizemos ter feito no capítulo de
metodologia. Por isso, notas do diário poderão ser muito úteis (Machado, 2001).

Aspectos essenciais no capítulo da metodologia dizem respeito a:


ƒ contexto da pesquisa – descrição detalhada da situação (física/social) da pesquisa;
ƒ procedimentos/instrumentos de coleta de dados – meios pelos quais os dados foram
ƒ coletados, como: livros (datados dos últimos 10 anos), periódicos.
ƒ procedimentos de seleção de dados – critérios utilizados para escolher os dados a
serem analisados (por que esses dados e não outros?);
ƒ método de análise e categorias utilizadas.

h) Resultados e discussão
Nesse capítulo, o autor de um artigo apresenta seus resultados e não só exercita sua
capacidade de argumentação, mas também trabalha com critérios de coerência e coesão na

28
elaboração do texto, aspectos muito importantes para dar validade científica ao trabalho
apresentado.
Os dados, analisados à luz da teoria apresentada na fundamentação teórica, estarão à mercê
dos argumentos do autor. Para isso, ele recorrerá a explicações, análises, esclarecimentos de
ambiguidades, descrições, que ofereçam ao leitor condições de compreender o encaminhamento
do raciocínio na busca por comprovações do aspecto pesquisado. É importante ressaltar
que discussões com base nas posições teóricas vão requerer sempre que o autor examine
posições contrárias, estabeleça confrontos, compare, fazendo uso de um processo dialógico
na elaboração do texto.
As análises realizadas deverão ser rigorosamente orientadas pelos professores orientadores
de acordo com sua área de saber metodológico e acadêmico.
Vale lembrar ainda que o capítulo de discussão dos resultados requer do pesquisador a
habilidade de tecer uma rede de significados que perpassem as informações, os dados, as
teorias apresentadas no decorrer da monografia. É o momento de assumir posicionamentos
e buscar a integração teoria/prática, em direção ao objetivo proposto no início do trabalho.
Esse fator é o mais relevante em se tratando de aferir os resultados da pesquisa e avaliar o
seu significado para o crescimento do conhecimento científico (Severino, 2002).
E mais: o capítulo de discussão é, fundamentalmente, um capítulo pautado em debates
e questionamentos. Assim, o pesquisador precisa estar preparado para responder seus
próprios porquês e apresentar essas respostas com clareza, pois serão elas, quando bem
fundamentadas, que farão emergir os resultados da pesquisa.
No projeto, o texto deverá ser escrito com o tempo verbal futuro, haja visto que o
trabalho ainda não foi desenvolvido. No artigo final (da Produção), o tempo verbal deverá
ser o passado, uma vez que estão sendo apresentados os resultados do trabalho já concluído.

29
i) Considerações finais ou conclusão

As conclusões, mesmo sendo a parte menos extensa, apresentam importância fundamental.


Devem conter considerações e síntese a respeito das análises, apresentando aspectos
convergentes e/ou divergentes observados ao longo do desenvolvimento do trabalho, além
de comentários sobre sua aplicabilidade e contribuição.
“A conclusão não é uma ideia nova, um pormenor ou apêndice que se acrescenta ao
trabalho; nem tampouco um resumo dele” (Guidin, 2003, s.p.). O tema discutido, anunciado
na introdução do trabalho e retomado em seu desenvolvimento, desemboca na conclusão, de
forma lógica e natural, como decorrência. É nela que proporcionamos ao leitor recapitular
os passos significativos do trabalho e, para isso, faz-se necessário retomar não somente o
objetivo, mas também a caminhada do trabalho. A conclusão situa o leitor em relação às
partes do trabalho.
Cabe ao pesquisador colocar os pontos concordantes e, se houver, discordantes, entre os
autores (havendo necessidade de se colocar as citações dos autores comentados).
É na conclusão, momento culminante da monografia ou artigo, que as experiências
pessoais e novas perspectivas dos autores podem vir à tona, de certo modo, resgatando os
objetivos propostos inicialmente e as lacunas suscitadas na introdução.
Interessante lembrar que, enquanto na introdução existe a preocupação com a delimitação
do tema, na conclusão, o sentido maior está em vislumbrar novas possibilidades para
tratamento desse mesmo tema. Essas possibilidades podem ser oferecidas ao leitor como
sugestões para pesquisas posteriores.

Quanto às qualidades do texto referente às conclusões, é importante lembrar que suas


características são:
ƒ Brevidade: a conclusão deve ser breve e exata, concisa e convincente;
ƒ Objetividade: a conclusão é a síntese interpretativa dos elementos essenciais
discutidos e analisados no transcurso do artigo;

30
ƒ Personalidade: a conclusão deve apontar claramente o ponto de vista dos autores,
por meio de marcas pessoais, não deixando de apresentar novas rotas para a continuidade
do trabalho.

8.1.3 Elementos pós-textuais

Os elementos pós-textuais, também denominados elementos referenciais, compreendem


a referência bibliográfica, os anexos e os apêndices, quando necessários. Esses são elementos
orientadores para os leitores, que a eles recorrem, sempre que, no decorrer da leitura do
corpo do trabalho, houver indicações que lhes suscitem a curiosidade ou que possam auxiliar
na compreensão da caminhada do pesquisador.

a) Referências bibliográficas
A exigência, em qualquer publicação científica, é que seja elaborada uma seção de
referências bibliográficas. No entanto, é importante que o autor conheça a diferença entre
referências bibliográficas e bibliografia.

Referências bibliográficas se referem às obras (livros, artigos impressos ou presentes


em fontes eletrônicas) que foram citadas no corpo do trabalho. Isso significa que, ao fazer
uso das vozes de diferentes autores, quer textualmente, quer parafraseando-os, o autor
da monografia deve citá-los no corpo do trabalho e referenciá-los na seção referências
bibliográficas.

Bibliografia, usada como referencial em ementas de cursos ou em textos para uso


didático, inclui todas as obras lidas e estudadas pelo autor, para a elaboração do texto em
questão.
As citações estão diretamente relacionadas às referências bibliográficas. Exemplos -

31
Normas ABNT, 2023:

1) A indicação de autoria de pessoa física deve ser realizada entre parênteses e em


letras maiúsculas e minúsculas.

(Freire, 1982)

(Sartori; Debastiani; Oliveira, 2022)


2) A indicação de autoria jurídica deve ser realizada entre parênteses e pela sigla ou nome
completo, em letras maiúsculas e minúsculas. Recomenda-se que as siglas sejam grafadas
em letras maiúsculas.
Exemplo:

(PUCRS, 2023)

(Organização das Nações Unidas, 2023, p. 15)

3) A indicação de autoria governamental deve ser realizada pela jurisdição ou nome


do órgão superior, em letras maiúsculas e minúsculas, entre parênteses.

Exemplo:

(Rio Grande do Sul, 2020) (Banco Central do Brasil, 2023)


4) Em indicação de autoria de citação com mais de três autores, é opcional o uso da
expressão et al. para reduzir o texto. Mesmo que na referência constem todos os autores.
Exemplo no texto:

(Araújo; Magnus; Selbach; Debastiani; Handke, 2021) OU

32
(Araújo et al., 2021)
Exemplo nas referências:

ARAÚJO; Débora Kraemer de; MAGNUS, Ana Paula Medeiros; SELBACH, Clarissa Jesinska;
DEBASTIANI, Aline Matte; HANDKE, Fernanda Becker. O papel social das bibliotecas
universitárias: iniciativas da Biblioteca Central Irmão José Otão da PUCRS. Páginas a&b,
Porto, série 3, n. 16, p. 97-118, 2021. Disponível em: [Link]
paginasaeb/article/view/10887/10175. Acesso em: 26 jul. 2023.

LEMBRE-SE! IMPORTANTE:

Entregas de Projeto e Produção são diferentes. Leia com ATENÇÃO sobre as entregas
referentes a cada etapa (TCC1 e TCC2):
NA ETAPA DE PTCI 1 (PROJETO), DEVERÁ SER ENTREGUE, AO FINAL DO SEMESTRE
LETIVO, O TRABALHO CONTENDO OS SEGUINTES ELEMENTOS:

PRÉ-TEXTUAIS:
CAPA (seguir modelo)
CONTRACAPA (SEM OS DADOS DA BANCA EXAMINADORA) (seguir modelo)

TEXTUAIS:
INTRODUÇÃO OBJETIVOS METODOLOGIA
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO (ver modelo)

PÓS-TEXTUAIS:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (conforme exemplos)
Obs.: O trabalho completo deve ser entregue APENAS na etapa de PTCI2.
Desta maneira, trabalhos completos entregues em PTCI1 receberão nota 0,0.

33
NA ETAPA DE PTCI 2 (PRODUÇÃO)

Os itens - Resultados e Discussão; - Conclusão: devem fazer parte de PTCI2, ou


seja, nesta etapa o trabalho deverá ser completo.

DEVERÃO SER ENTREGUES TODOS OS ITENS FINALIZADOS E REVISADOS PARA


AVALIAÇÃO.

O TRABALHO DEVERÁ CONTER NO MÍNIMO 15 (QUINZE) PÁGINAS, EXCLUINDO-SE


A CAPA E AS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (FORA DESSE PADRÃO, O TRABALHO
SOMENTE SERÁ ACEITO COM ANUÊNCIA DO PROFESSOR ORIENTADOR).

9. A LINGUAGEM DO ARTIGO CIENTÍFICO

Uma discussão relevante para a elaboração do texto diz respeito à escolha da pessoa do
discurso. Embora haja práticas legitimadas sobre esse aspecto, cada vez mais, os textos da
introdução de trabalhos e das seções de desenvolvimento vêm sendo escritos em primeira
pessoa (eu/nós). É importante, no entanto, que esse aspecto seja discutido com o orientador
do trabalho.
Vale lembrar que, caso a opção seja pela linguagem científica, o autor deve redigir o
texto na voz passiva – foi observado, foi elaborado –, na terceira pessoa do singular com o
pronome se, ou por expressões como o presente estudo, a presente pesquisa.
Há, ainda, a opção de desenvolver o texto em primeira pessoa do plural, considerando-se
que o trabalho tenha sido desenvolvido pelo aluno e por seu orientador.

Ao desenvolver o texto em primeira pessoa do singular, o autor não necessariamente


deve prescindir de fazer referência a outros estudos ou de se posicionar como pertencente
a um grupo com determinadas convicções e posicionamentos teóricos.

34
Considerando-se as diferentes partes que compõem o texto de um artigo científico, é
importante ressaltar que a linguagem se presentifica de diferentes e bem marcadas formas,
influenciando na qualidade e na validade do texto construído.
É possível perceber que a linguagem caminha por diferentes tipos de discurso, com marcas
ora expositivas, ora narrativas, percorrendo a descrição, a análise e a crítica (Brandão, 2001).

9.1 Linguagem expositiva

A linguagem expositiva se caracteriza pelo discurso teórico presente tanto na introdução


quanto na fundamentação teórica. A exposição exige que o autor seja objetivo, que apresente
os conceitos teóricos relevantes ao trabalho, atribuindo a ele próprio ou a outros autores a
responsabilidade enunciativa. Segundo Brandão (2001, p. 30):
Essa função “objetiva” não impede, entretanto, que seja permeada de elementos analíticos,
argumentativos ou críticos. Em verdade, a participação do pesquisador se concretiza – o que
não é pouco – desde a seleção do material, isto é, quando faz os recortes teóricos, criativos
ou críticos incorporados em seu texto e no modo como distingue esses dados “objetivos” das
suas próprias interpretações sobre eles. Embora, rigorosamente falando, não exista em estado
“puro”, podemos chamar de “objetiva” aquela linguagem que procura apreender os fatos ou
outra linguagem em seus próprios elementos constitutivos, independentes de interpretação
do pesquisador e “subjetiva” aquela linguagem que expressa reflexões pessoais, opiniões ou
propostas do pesquisador, devidamente fundamentadas, e não confundidas com afirmações
que apenas denunciam reações afetivas de agrado ou desagrado.

9.2 Linguagem descritiva

A linguagem descritiva se caracteriza pelos relatos fortemente presentes na metodologia.


Nesse capítulo, o autor é convidado a detalhar os fatos relacionados ao contexto de pesquisa
e a todos os procedimentos que vão desde a escolha do corpus para estudo e/ou coleta de

35
dados aos critérios escolhidos para análise. A linguagem descritiva pressupõe a ausência de
julgamentos e juízos de valor por parte do autor.

9.3 Linguagem analítica

A linguagem analítica se caracteriza pelo uso da explicação e da argumentação. Nesse


sentido, faz uso de relações lógicas entre os elementos que se encontram explícitos no texto
e aqueles implícitos, mas provocadores de sentido em relação ao objetivo da pesquisa. É
possível dizer que a linguagem analítica se presentifica com maior intensidade no capítulo
de resultados e discussão, no qual são discutidos e sustentados os pontos de vista do autor
do trabalho, à luz dos fundamentos teóricos selecionados.

9.4 Linguagem crítica

A linguagem crítica se caracteriza pela emissão de opiniões e conclusões do autor, após


o exaustivo questionamento a que submeteu os dados coletados ou o corpus de análise.
Segundo Brandão (2001, p. 31):

É pela linguagem crítica que o estudioso pode efetivamente contribuir para


o avanço das ideias em relação a determinado campo do saber, apresentando
reflexões originais, nascidas seja de novos enquadramentos a partir dos elementos
já conhecidos, seja aprofundando ou ampliando os referenciais de pesquisa para
aspectos ou setores ainda não considerados.

36
10. AVALIAÇÃO DO TRABALHO (ETAPAS 1 E 2 – PROJETO E PRODUÇÃO)

Respeitando o calendário previamente estabelecido para o atual semestre letivo,


os alunos deverão postar na etapa de Projeto Técnico-científico Interdisciplinar as etapas
descritas no capítulo 8, item 8.1.3, e, na Produção Técnico-científica Interdisciplinar, o
trabalho completo finalizado e revisado.
Em cada uma das etapas, o trabalho será avaliado conforme os critérios descritos a seguir.
Avaliação do Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (PTCI-1) – 7º semestre
Na avaliação do seu projeto de trabalho entregue no sistema, serão levados em
conta os seguintes quesitos:
a) Participação do aluno: 15%
ƒ cumprimento do cronograma;
ƒ disciplina do aluno na elaboração do projeto;
ƒ assiduidade na elaboração do projeto e na orientação (participação em
fóruns e chats).

b) Apresentação: 15%
ƒ aspectos formais;
ƒ redação do trabalho.

c) Pesquisa bibliográfica: 70%


ƒ pertinência dos textos escolhidos;
ƒ leitura crítica dos textos;
ƒ redação adequada da introdução;
ƒ explanação minuciosa dos objetivos e da metodologia.

37
Avaliação do Trabalho de Conclusão de Curso Finalizado – PRODUÇÃO (PTCI-2) -
8º semestre

Na avaliação do seu trabalho entregue no sistema, serão levados em conta os


seguintes quesitos:

a) Participação do aluno: 10%


ƒ cumprimento do cronograma;
ƒ disciplina do aluno na elaboração do projeto;
ƒ assiduidade na elaboração do artigo e na orientação (participação em fóruns e chats).

b) Apresentação: 10%
ƒ aspectos formais;
ƒ redação do trabalho.

c) Elaboração do trabalho: 50%


ƒ redação adequada de todos itens;
ƒ coesão e coerência;
ƒ argumentação sólida dos resultados;
ƒ conclusões objetivas e condizentes com a proposta de estudo e apresentação de
perspectivas futuras.

38
d) Banca: 30%
ƒ capacidade de explanação e de arguição;
ƒ domínio do tema.

11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (DESTE MANUAL)

BRANDÃO, R. de O. Elementos de metodologia em nível de pós-graduação. Áreas de


Letras. São Paulo: Humanitás; FFLCH/USP, 2001.

CARMO-NETO, Dionísio. Metodologia científica para principiantes. 3. ed. Salvador: Ed.


Universitária Americana, 1996.

DIAS, R.; TRALDI, M. C. Monografia passo a passo. 1. ed. Campinas/São Paulo: Editora
Alínea, 1998.

D’ONOFRIO, Salvatore. Metodologia do trabalho intelectual. São Paulo: Atlas, 1999.


GUIDIN, Márcia Lígia Di Roberto. Manual de TCCC – UNIP, 2003.

HUBNER, M. M. Guia para elaboração de monografias e projetos de dissertação de


mestrado e doutorado. São Paulo: Mackenzie, 1998.

LEFFA, V. J. Como produzir materiais para o ensino de línguas. Disponível em: http://
[Link]/textos/trabalhos/prod_mat.pdf. Acesso em: 28 jun. 2013.

MACHADO, Anna Rachel (notas de aula). Gênero Tese. LAEL – PUC-SP, 2001.
SALOMON, Décio Vieira. Como fazer uma monografia. 3. ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1995.

39
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 1997.

VICTORIANO, Benedicto A. D.; GARCIA, Carla C. 1996. Produzindo monografia. São Paulo:
Publisher Brasil, 1999.

VOCABULÁRIO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA. 2. ed. Rio de Janeiro: ABL/Block/


Imprensa Nacional, 1998.

12. BIBLIOGRAFIA

BRANDÃO, R. de O. Elementos de metodologia em nível de pós-graduação. Áreas de


Letras. São Paulo: Humanitás; FFLCH/USP, 2001.

BRASILEIRO, M. E.; SILVA, L. C. S. Metodologia da pesquisa científica aplicada à Biomedicina.


Goiânia: AB, 2011.

BREVIDELLI, M. M.; DOMENICO, E. B. L. Trabalho de conclusão de curso: guia prático para


docentes e alunos da área de saúde. 4. ed. São Paulo: Iatria, 2013.

DEMO, P. Pesquisa: princípio científico e educativo. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

MINAYO, M. C. S.; DESLANDES, S. F.; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e


criatividade. 32. ed. Petrópolis: Vozes, 2012.

PEREIRA, J. C. R. Análise de dados qualitativos: estratégias metodológicas para as ciências


da saúde, humanas e sociais. 3. ed. São Paulo: Edusp, 2004.
RUIZ, J. A. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2011.

40
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 24. ed. São Paulo: Cortez, 2016.

Guia de normalização para apresentação de trabalhos acadêmicos da Universidade


Paulista: ABNT / Biblioteca da Universidade Paulista – UNIP. – 2024. Disponivel em: https://
[Link]/servicos/biblioteca/assets/download/manual_de_normalizacao_abnt.pdf.

Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública.


Guia de apresentação de teses [recurso eletrônico] / Angela Maria Belloni Cuenca.
[et al.]. 2. ed. atual. São Paulo : Faculdade de Saúde Pública da USP, 2017.

41
ANEXO 1

O MODELO DE CRONOGRAMA A SEGUIR DEVE SER ENTREGUE ANEXO AO


PROJETO CIENTÍFICO E TAMBÉM COMO PARTE DAS POSTAGENS QUE SE FARÃO
NECESSÁRIAS AO LONGO DE TODO O PROCESSO

PERÍODO DE REALIZAÇÃO

ETAPAS DO TRABALHO Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Ago. Set. Out. Nov. Dez.

Levantamento bibliográfico X X X

Obtenção de dados e
X X
documentos
Análise e interpretação de
X X
dados/resultados

Redação do artigo científico X X X

Revisão da redação X X

Divulgação dos resultados/


X X
defesa, se houver
**Outros itens que julgar
descrever/relacionar

*Submissão ao CEP obrigatória nas pesquisas que envolvam seres humanos/Ceua –


pesquisas com animais.
**Inserir número de linhas suficientes para descrever etapas que fazem parte do seu
planejamento de pesquisa (a critério do pesquisador).
NÃO INSERIR ATIVIDADES EM CRONOGRAMA NOS MESES DE JANEIRO E JULHO:
PERÍODO DE FÉRIAS/ RECESSO.
Para esclarecimento: os “X” são uma representação de indicação de quando se planeja
executar determinada tarefa, sendo que cada tarefa pode durar mais do que um período. Por
exemplo, na tabela, o item REDAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO está indicando que a redação
da monografia ocorrerá de agosto a outubro; isso posto, se o autor entender que necessitará
de mais tempo para cumprir essa etapa, deve indicar no cronograma adicionando o “X”, por
exemplo, nas colunas Nov/Dez.

Outro detalhe importante é que a descrição das etapas como apresentado na tabela
anterior de 1 a 8 pode ser elaborada a critério do pesquisador conforme planeja executar
a pesquisa, não existe regra, mas lembre-se de que cronogramas são para serem seguidos.

O cronograma na forma de tabela como apresentado anteriormente deverá estar


anexo em todas as postagens que forem realizadas ao longo do PTCI1 e PTCI2, conforme
pode ser observado na leitura detalhada das etapas de postagens constantes do anexo 2
(cronograma de postagens e mínimo requerido para disciplina de PROJETO - PTCI-1) e anexo
3 (cronograma de postagens e mínimo requerido para disciplina de PRODUÇÃO - PTCI-2).
ANEXO 2

A seguir é apresentado o descritivo do mínimo requerido em cada etapa de postagem


do PTCI-1 (etapa da disciplina de PROJETO).

As datas de chat com orientador e os períodos de postagem deverão ser acompanhados


diretamente no AVA.

Cronograma de Projeto Técnico-científico


Período de
Postagem Chat Mínimos Requisitos
Postagem

ƒ Capa e contracapa (seguir modelo manual)


1ª ------------- ------------- ƒ Apresentação e delimitação do tema
ƒ Problema e Justificativa

Postar tudo que foi solicitado para a postagem 1 e


acrescentar na sequência:
2ª ------------- -------------
ƒ Objetivos da Pesquisa
ƒ Introdução Teórica

Postar tudo que foi solicitado para a postagem 1 e


2 e acrescentar na sequência:
3ª ------------- ------------- ƒ Metodologia (Revisão bibliográfica,
apresentando as bases de pesquisa)
ƒ Hipótese

Postar tudo que foi solicitado para a postagem 1 e


2 e 3 e acrescentar na sequência:
4ª ------------- ------------- ƒ Cronograma de Pesquisa
ƒ Lista de todas as bibliografias utilizadas na
construção do projeto nas normas da ABNT
ANEXO 3

A seguir é apresentado o descritivo do mínimo requerido em cada etapa de postagem do


PTCI-2 (etapa da disciplina de PRODUÇÃO de trabalho de conclusão de curso).

As datas de chat com orientador e os períodos de postagem deverão ser acompanhados


diretamente no AVA.
Cronograma de Produção Técnico-científica
Postagem Chat Período de Postagem Mínimos Requisitos
Inserir o Projeto Final postado e validado na
etapa de Projeto Técnico-cientifico com todos
os itens, a saber:
ƒ Capa e contracapa (seguir modelo manual)
ƒ Apresentação e delimitação do tema
ƒ Problema e Justificativa
ƒ Objetivos da Pesquisa
ƒ Introdução Teórica
ƒ Metodologia (Revisão bibliográfica,
1ª ------------- -------------
apresentando as bases de pesquisa)
ƒ Hipótese
ƒ Cronograma de Pesquisa atualizado para
esta etapa
ƒ Lista de todas as referências utilizadas na
construção do projeto nas normas da ABNT
ƒ Acrescentar na sequência:
ƒ Resultados parciais /totais da pesquisa
bibliográfica realizada.
Postar tudo que foi solicitado para a postagem
1 e acrescentar na sequência:
2ª ------------- -------------
ƒ Discussão dos resultados obtidos até o
momento
Postar tudo que foi solicitado para a postagem
1 e 2 e acrescentar na sequência:
3ª ------------- -------------
ƒ Resultados e Discussão já finalizados
ƒ Considerações Finais

Postar tudo que foi solicitado para a postagem


1 e 2 e 3 e acrescentar na sequência:
4ª ------------- -------------
ƒ Lista de todas as bibliografias utilizadas na
construção do projeto nas normas da ABNT

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