UNIVERSIDADE LÚRIO
Faculdade de Ciências Agrárias
Curso de Licenciatura em Engenharia Zootécnica
4º Ano, 1º Semestre
Gestão Ambiental
TIPOS DE RECURSOS NATURAIS E SUAS FORMAS DE
GESTÃO E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE
Discente:
Verónica Augusto. Marqueza
Docente:
MSc. Dionísio Uele
Unango, Abril de 2025
Índice
I. Introdução.................................................................................................................. 2
1.1. Objectivos .......................................................................................................... 2
1.1.1. Geral ........................................................................................................... 2
1.1.2. Específicos .................................................................................................. 2
II. Revisão Bibliográfica ............................................................................................... 3
2.1. Conceitos ........................................................................................................... 3
2.2. Tipos de Recursos Naturais ............................................................................... 3
2.3. Gestão de recursos naturais................................................................................ 4
2.4. Biodiversidade ................................................................................................... 4
2.4.1. Níveis da biodiversidade ............................................................................ 5
2.4.2. Conservação da biodiversidade .................................................................. 6
III. Constatações ............................................................................................................. 7
IV. Referências bibliográficas ........................................................................................ 8
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I. Introdução
Os recursos naturais são elementos presentes na natureza que podem ser utilizados
pelo ser humano para atender às suas necessidades básicas e promover o desenvolvimento
econômico e social. Eles se dividem, principalmente, em recursos renováveis e não
renováveis. Os renováveis, como a água, o solo e as florestas, podem ser naturalmente
reabastecidos ao longo do tempo, desde que manejados de forma sustentável. Já os
recursos não renováveis, como o petróleo, os minerais e o gás natural, são finitos e, uma
vez esgotados, não podem ser regenerados em escala humana de tempo (Carvalho, 2011).
A gestão dos recursos naturais tem se tornado um tema cada vez mais relevante,
sobretudo diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, pelo crescimento
populacional e pela intensificação do consumo. Essa gestão envolve um conjunto de
práticas, políticas públicas e instrumentos que visam à conservação, ao uso racional e à
distribuição equitativa dos recursos, considerando tanto aspectos ambientais quanto
sociais e econômicos (Barbieri & Silva, 2010). Uma gestão eficiente requer a participação
integrada de governos, comunidades locais, setor privado e sociedade civil, promovendo
a sustentabilidade a longo prazo.
A implementação de práticas sustentáveis, como o maneio florestal responsável,
a agricultura conservacionista e a gestão integrada de bacias hidrográficas, contribui para
a conservação dos ecossistemas e para o equilíbrio entre o desenvolvimento e a
preservação ambiental (Dias, 2012).
1.1. Objectivos
1.1.1. Geral
Abordar em torno dos tipos de recursos naturais e suas formas de gestão e conservação
da biodiversidade.
1.1.2. Específicos
Identificar e caracterizar os principais tipos de recursos naturais;
Analisar práticas e estratégias de gestão de recursos naturais; e
Compreender o conceito de biodiversidade.
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II. Revisão Bibliográfica
2.1. Conceitos
Os recursos naturais são os elementos da natureza que podem ser utilizados pelo
ser humano para suprir suas necessidades vitais, econômicas e sociais.
Segundo Carvalho (2011), esses recursos compreendem todos os bens fornecidos
pela natureza, como água, solo, minerais, ar e biodiversidade, que servem de base para o
desenvolvimento das atividades humanas.
Dias (2012) amplia esse entendimento ao afirmar que os recursos naturais são
essenciais à vida e ao progresso das sociedades, mas seu uso excessivo e sem
planejamento pode levar ao esgotamento e à degradação ambiental. Dessa forma, ele
destaca a importância do uso racional e sustentável desses recursos.
Para Sachs (2008), os recursos naturais devem ser compreendidos como parte
integrante dos sistemas ecológicos, cujo equilíbrio é fundamental para a sobrevivência
humana. O autor ressalta que o modelo atual de exploração contribui para a intensificação
das desigualdades e da crise ambiental global.
Barbieri (2011), por sua vez, enfatiza que os recursos naturais não são apenas
elementos físicos, mas também possuem valor estratégico, econômico e social. Ele
defende a ideia de uma gestão integrada que combine instrumentos técnicos, políticas
públicas e participação social para garantir seu uso sustentável.
2.2. Tipos de Recursos Naturais
Segundo Carvalho (2011), os recursos naturais podem ser classificados de
diferentes formas, sendo a mais comum a distinção entre recursos renováveis e não
renováveis. Essa classificação leva em conta a capacidade de reposição natural dos
recursos em relação ao tempo de uso humano.
Os recursos naturais renováveis são aqueles que podem se regenerar em um curto
espaço de tempo, desde que sua exploração ocorra de maneira equilibrada. Exemplos
incluem a água, a fauna, a flora e a energia solar.
Dias (2012), embora sejam renováveis, esses recursos podem se tornar escassos
se forem usados de forma predatória, como ocorre com a água em regiões de escassez
hídrica. Os recursos não renováveis são formados em processos geológicos lentos e não
podem ser repostos em uma escala de tempo compatível com a vida humana. Isso inclui
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o petróleo, o carvão mineral, o gás natural e diversos tipos de minérios (Sachs, 2008). Seu
uso exige estratégias de substituição e maior eficiência para evitar o esgotamento.
Barbieri (2011) propõe outra abordagem, que diferencia os recursos em recursos
bióticos (de origem orgânica, como florestas e fauna) e abióticos (de origem inorgânica,
como minerais, água e solo). Essa classificação ajuda a compreender as interações entre
os diferentes tipos de recursos e os sistemas ecológicos em que estão inseridos.
2.3. Gestão de recursos naturais
A gestão de recursos naturais refere-se ao conjunto de práticas, políticas e
estratégias voltadas para o uso racional, conservação e recuperação dos elementos da
natureza utilizados pelas sociedades humanas. De acordo com Carvalho (2011), essa
gestão busca equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental,
promovendo o uso sustentável dos recursos e evitando sua degradação ou esgotamento.
Barbieri (2011) destaca que a gestão ambiental moderna deve considerar aspectos
ecológicos, sociais, culturais e econômicos, envolvendo diferentes setores da sociedade
governo, empresas e comunidades locais. Isso inclui o planejamento do uso do solo, o
maneio sustentável de florestas e águas, a recuperação de áreas degradadas e o controle
da poluição.
Segundo Dias (2012), a gestão dos recursos naturais também deve incluir ações
de educação ambiental, com o objectivo de sensibilizar a população sobre a importância
de conservar os ecossistemas. Para o autor, o envolvimento da sociedade civil é essencial
para o sucesso das políticas de gestão e para a construção de uma cultura de
sustentabilidade.
Já Sachs (2008) argumenta que a gestão dos recursos deve estar alinhada com o
conceito de desenvolvimento sustentável, isto é, atender às necessidades da geração
presente sem comprometer as possibilidades das gerações futuras.
2.4. Biodiversidade
A biodiversidade pode ser compreendida como a variedade da vida em todas as
suas formas, níveis e combinações, abrangendo diversidade genética, de espécies e de
ecossistemas. Segundo Wilson (1992), a biodiversidade representa a totalidade de todas
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as variações de formas de vida na Terra, desde genes até ecossistemas, ressaltando sua
amplitude e complexidade. Essa definição evidencia a interconexão entre os diferentes
níveis de organização biológica e sua importância para o equilíbrio dos sistemas naturais.
De acordo com Primack (2006), a biodiversidade também deve ser entendida
como um recurso essencial para o funcionamento dos ecossistemas e para o bem-estar
humano. O autor afirma que “a biodiversidade fornece serviços ecológicos fundamentais,
como a polinização, o controle biológico, a reciclagem de nutrientes e a purificação da
água”, o que reforça seu valor ecológico, econômico e social.
Para Odum et al. (2008), a biodiversidade é resultado de processos evolutivos ao
longo do tempo e reflete as interações entre organismos e seu ambiente. Eles argumentam
que “os padrões de diversidade biológica são influenciados por fatores ambientais, como
clima, solo e distúrbios naturais, além da história evolutiva das regiões”.
Barbosa (2010) destaca a importância da biodiversidade como indicador da
qualidade ambiental e da sustentabilidade dos ecossistemas. O autor define
biodiversidade como “um reflexo da capacidade de um ecossistema sustentar diferentes
formas de vida, sendo essencial para garantir a resiliência dos sistemas naturais diante das
mudanças ambientais”.
2.4.1. Níveis da biodiversidade
[Link]. Diversidade Genética
Conforme explica Frankham et al. (2002), a diversidade genética é a matéria-
prima da evolução e a base para a sobrevivência a longo prazo das populações naturais e
domesticadas.
Segundo Gaston et al. (2004), a diversidade de espécies sustenta processos
ecológicos fundamentais e influencia a produtividade e funcionamento dos ecossistemas.
De acordo com Heywood (1995), a diversidade de ecossistemas é essencial para
a manutenção dos processos ecológicos e do equilíbrio planetário, sendo muitas vezes
negligenciada em políticas de conservação.
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2.4.2. Conservação da biodiversidade
A conservação da biodiversidade é essencial para garantir a continuidade da vida
na Terra e o funcionamento equilibrado dos ecossistemas. A perda acelerada de espécies,
habitats e genes compromete os serviços ambientais indispensáveis à sociedade humana,
como o fornecimento de alimentos, água, regulação do clima e controle de pragas.
Conforme Soulé (1985), a biologia da conservação é uma crise-discipline, cujo objectivo
é preservar a diversidade biológica e os processos ecológicos fundamentais que a
sustentam.
As estratégias de conservação podem ser classificadas em in situ, que preserva
espécies no seu habitat natural, e ex situ, que envolve a conservação fora do ambiente
original, como em bancos de sementes, jardins botânicos e zoológicos. Ambas são
complementares e fundamentais em um cenário de degradação ambiental crescente.
Segundo Coppolillo et al. (2004), a conservação bem-sucedida exige uma
abordagem integrada, combinando o conhecimento científico com ações locais, políticas
públicas e participação comunitária.
Como destaca Maffi (2005), a diversidade biológica está profundamente
entrelaçada com a diversidade cultural, e sua preservação deve considerar os contextos
socioculturais em que se insere.
Segundo Primack (2006), a conservação da biodiversidade envolve três objectivos
principais:
1. Preservar a diversidade biológica,
2. Manter os processos ecológicos essenciais,
3. Assegurar o uso sustentável dos recursos naturais.
Ele destaca que a conservação da biodiversidade não é apenas uma questão ética, mas
também prática, pois dependemos da natureza para sobreviver seja por meio da
agricultura, da medicina, do fornecimento de água ou da regulação climática (Primack,
2006, p. 19).
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III. Constatações
Durante a realização do trabalho, com base nas literaturas bibliográficas, constatou-se
que:
Os recursos naturais podem ser classificados em renováveis e não renováveis,
sendo essa distinção essencial para compreender suas dinâmicas de uso e
reposição. Observou-se que, embora os recursos renováveis possam se regenerar
naturalmente, seu uso desordenado pode levar à escassez, exigindo maneio
sustentável. Já os recursos não renováveis, por sua natureza finita, demandam
estratégias de uso eficiente e alternativas tecnológicas.
Constatou-se que a biodiversidade vai além da variedade de espécies, incluindo
também a diversidade genética e de ecossistemas. Ela é indispensável para a
manutenção dos serviços ecossistêmicos, como a purificação da água, a
polinização e o controle biológico.
Verificou-se que a conservação da biodiversidade deve ser realizada por meio de
ações in situ e ex situ, considerando tanto os ambientes naturais quanto estruturas
como bancos genéticos e zoológicos.
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IV. Referências bibliográficas
Barbieri, J. C. (2011). Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos
(3ª ed.). Saraiva.
Barbieri, J. C., & Silva, D. (2010). Desenvolvimento sustentável e responsabilidade social
empresarial: o desafio para o século XXI (2ª ed.). Saraiva.
Barbosa, F. A. R. (2010). Ecologia e biodiversidade: Fundamentos e aplicações. Belo
Horizonte: Editora UFMG.
Carvalho, J. R. (2011). Meio ambiente e desenvolvimento sustentável. LTC.
Coppolillo, P. B., Gomez, H., Maisels, F., & Wallace, R. (2004). Selection criteria for
suites of landscape species as a basis for site-based conservation. Biological
Conservation, 115(3), 419–430. [Link]
Dias, G. F. (2012). Educação ambiental: princípios e práticas (11ª ed.). Gaia.
Frankham, R., Ballou, J. D., & Briscoe, D. A. (2002). Introduction to conservation
genetics. Cambridge: Cambridge University Press.
Gaston, K. J., & Spicer, J. I. (2004). Biodiversity: An introduction (2nd ed.). Oxford:
Blackwell Publishing.
Heywood, V. H. (1995). Global biodiversity assessment. Cambridge: Cambridge
University Press.
Maffi, L. (2005). Linguistic, cultural, and biological diversity. Annual Review of
Anthropology, 34, 599–617.
[Link]
Odum, E. P., & Barrett, G. W. (2008). Fundamentos de Ecologia (5ª ed.). Cengage
Learning.
Primack, R. B. (2006). Essentials of conservation biology (4th ed.). Sunderland, MA:
Sinauer Associates.
Sachs, I. (2008). Ecoeconomia: desenvolvimento sustentável – uma resposta à altura da
crise ambiental. Cortez.
Soulé, M. E. (1985). What is conservation biology? BioScience, 35(11), 727–734.
[Link]
Wilson, E. O. (1992). The diversity of life. Cambridge, MA: Harvard University Press.
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