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Teorias Políticas e Representação Social

O documento aborda a política sob diferentes perspectivas, destacando conceitos de instituições, recursos, processos e funções. Discute a natureza do poder, dominação, ideologias políticas e suas implicações na sociedade, além de explorar críticas ao liberalismo e ao neoliberalismo. A análise inclui a importância da participação cidadã e a relação entre esferas pública e privada na busca por justiça e igualdade.

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Teorias Políticas e Representação Social

O documento aborda a política sob diferentes perspectivas, destacando conceitos de instituições, recursos, processos e funções. Discute a natureza do poder, dominação, ideologias políticas e suas implicações na sociedade, além de explorar críticas ao liberalismo e ao neoliberalismo. A análise inclui a importância da participação cidadã e a relação entre esferas pública e privada na busca por justiça e igualdade.

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SCHMITTER
A política pode ser definida em 4 campo, instituições, recursos, processos e
funções

Instituições: ESTADO E GOVERNO

recursos: meios utilizados pelos autores (PODER, INFLUÊNCIA & AUTORIDADE)

Poder: força física / influência; manipulação / autoridade: uso dos dois (submissão
de forma natural)

Processos: como tal política é aplicada e adotada e porque.

Funções: resolução não violenta dos problemas

ATO POLÍTICO:

necessário: conflito (controverso ou de discordância entre as partes) & integração/


cooperação (ambas as partes tem que reconhecer suas limitações)

• Os elementos de uma sociedade política são heterogêneos

• A política é o conflito entre atores para determinação de escolhas


dentro de um quadro de integração

Contemporânea: vontade de ser científica, usando estudos teóricos porém não


buscando dizer apenas uma única verdade

Maquiavel
Fortuna: é o caminho, conjunto de circunstâncias

Virtú: capacidade de criar barragens para o objetivo olhando a realidade

• A qualidade capaz de dominar a fortuna é a virtu e essa tarefa cabe ao


príncipe

• política deve ser autônoma e laica

Quem busca a política deve está disposto a desconsiderar a moral

Formações políticas: república e principado

Weber

• O estado é detentor da violência legítima

• política (exercer liderança o influência) / estado (meio de ação) /


poder (recurso)

Viver para a política: transformar a política, encontrar uma forma de mudança e ao


mesmo tempo ter um apego “sentimental” a política

Viver da política: uma fonte de renda, ver a política como um benefício monetário

Convicção: não pensa nos outros e sim nos seus próprios valores
Responsabilidade: pensa nos outros, responsável por suas ações

Política: forma de dominação do homem pelo homem, quem busca política busca poder

O homem político: vive da política e com responsabilidade, sabe de seus valores,


não ver a política como uma forma de renda e pensa nas consequências de suas ações

TIPOS DE DOMINAÇÃO: Tradicional, carismático, racional legal

Tradicional: a autoridade é passado de geração ou cultural, como antigas


tradições e costumes Ex: monarquia britânica

Carismático: a autoridade vem da admiração por uma pessoa EX: profetas

Racional Legal: a autoridade vem de normas e regras EX: a legislação

Hanna Arendt

Mais poder = menos violência (opostos)

Poder: habilidade de agir e pertencer a um grupo, depende de uma autorização


coletiva

Vigor: poder, a qualidade de algo (uma pessoa poderosa)

Força: energia uma força da natureza (não pode ser controlada)

Autoridade: obediência natural, dependem do reconhecimento como professor e aluno

Violência: usada para afirma o vigor (caráter instrumental) - a violência pode ser
justificada mas nunca legitimada

Burocracia: domínio de ninguém, divisão em departamento sem responsável

Democracia X liberalismo

Democracia: igualdade (distribuição de poder, o poder não está na mão de um só ou


de poucos, e sim da maioria)

Liberalismo: liberdade (limitação de poder, o Estado tem poder e funções limitadas)

Democracia e liberalismo entram em divergência em relação ao indivíduo e a


sociedade, o liberalismo da ênfase no indivíduo a expansão da personalidade
individual já para a democracia é o desenvolvimento da comunidade em conjunto

Liberal: contra o estado

CARNOY

MARX: a sociedade que molda o estado / estado está envolvido nos conflitos de
classes

Estado: é o branco repressivo da burguesia / a classe dominante utiliza para


oferecer ilusão da participação das massas sobre o estado

SELL - IDEOLOGIA
Ideologias políticas:
• Sentido negativo: falsas ideias, falsas representações que tem como
objetivo primordial difundir os interesses das classes dominantes. De acordo com
Marx as ideologias são justamente ideias que as classes prioritárias dos meios de
produções difundem para legitimar e perpetuar a sua dominação.

1. instrumentalista: o objetivo da classe dominante aqui é legitimar seu


domínio e mascarar os fundamentos reais da sociedade. Para isso, eles criam as
ideologias que seriam falsas representações da realidade.

2. sistêmica: aqui a ideologia é vista como “ilusão socialmente


necessária”. Ela é fruto do sistema social.

⁃ Sentido positivo: projetos políticos

1. Para Bobbio, no sentido positivo de ideologia, ela é um conjunto de


idéias e de valores respeitantes à ordem pública e que tem como função orientar os
comportamentos políticos coletivos. Seria então um conjunto de propostas ou
projetos políticos.

Os ideias da 1º modernidade

3 ideologias: socialismo, liberalismo e social-democracia

Liberalismo: capitalismo livre de mercado, competicacao de mercado

Socialismo Marx: substituição do capitalismo pelo comunismo, sem divisão de


trabalho

Socialismo soviético: (Lenin & Stálin)

Social-democracia: capitalismo regulado pelo estado, nasce de uma divisão de


esquerda, garantir benefícios sociais

Novo modelo

Extrema direita - Direita / centro / esquerda - extrema esquerda

Ideologias possuem pontos de contato

Uso da violência como estratégia política

Representação 3D

Elementos para uma teoria ampliada


da representação política

A maioria das pessoas vê a política apenas pelo o que se pode enxergar e não ela
completa.

1º DIMENSÃO DO PODER

Elitistas: Domínio político de minoria integrada


com valores compartilhados.

Pluralistas: vários poderes, Multiplicidade de


polos de poder, sem que algum consiga impor domínio.
1ª dimensão do poder se refere à tomada de
decisão

2º DIMENSÃO DO PODER

• A tomada de decisão uma face oculta: o impedimento da expressão do


conflito político;

• Aborda o processo de não tomada de decisão, ou seja, a “mobilização do


viés sobre uma questão latente” (esconde um problema, usar ponto de vista
particular para manipular a situação)

2ª dimensão do poder se refere ao controle da agenda pública. (Controlar quais


temas são importantes de debatidos em sociedade)

3º DIMENSÃO DO PODER

• Ênfase na capacidade de fazer com que grupos e indivíduos tenham


desejos contrários aos seus verdadeiros interesses;

• Impede eclosãode conflito não só em arena pública, mas inclusive na


consciência dos agentes sociais;

3ª dimensão do poder se refere à


capacidade de manipulação das vontades alheias.

1º DIMENSÃO DA REPRESENTAÇÃO

• escolha de delegados que tomem decisões em nosso nome; (voto)

2º DIMENSÃO DA REPRESENTAÇÃO

• fixação, composição e hierarquização da agenda, necessidade da


contribuição de diferente grupo e a importância da informação midiática

3º DIMENSÃO DA REPRESENTAÇÃO

• formulação de preferências autônomas; Agentes coletivos devem produzir


as próprias preferências a partir de entendimento compartilhado sobre suas
situações no mundo em processo dialógico. - Grupos devem decidir o que querem com
base em um acordo sobre a realidade que todos enfrentam.

• Primeira dimensão: É a que a gente mais conhece: as eleições, quando


escolhemos nossos representantes.

• Segunda dimensão: É quem decide quais peças vão entrar no jogo e como
elas vão se mover. Por exemplo, a mídia tem muito poder nessa parte, escolhendo
quais temas são importantes e como são apresentados.

• Terceira dimensão: É a capacidade de influenciar o que as pessoas


pensam sobre a política e seus interesses. Muitas vezes, a gente nem percebe que tá
sendo influenciado!

Valores norteadores

• ampliação do pluralismo político; reconhecimento do valor da autonomia.


Possível resolução da crise de
representação

• passar por lugares externos aos fóruns de tomada de decisão;

• acesso ao debate público e aos meios de comunicação;

• auto-organização da sociedade civil; *propiciar condições materiais


mínimas que possibilite participação política.

DEMOCRACIA

Nova direita :

● A "democracia legal" é um modelo que se


caracteriza pela ênfase nas instituições
legais e no estado de direito na governança.

Nova esquerda :

● A Nova Esquerda consiste de ideias


inspiradas por Rousseau, pelos anarquistas
e pelas posições marxistas “libertárias”e
“pluralistas”.

Democracia clássica :

● Exemplificada pela Atenas antiga, é um


modelo de participação direta dos cidadãos
nas decisões políticas, mas exclui grupos
como mulheres e escravos.

Democracia participativa :

● Enfatiza a inclusão e o empoderamento de


todos os cidadãos, promovendo sua
participação ativa em processos de
deliberação e decisão sobre questões
públicas.

PATEMAN: Crítica ao Liberalismo Tradicional, os indivíduos “livres e iguais”,


ignora as diversidades reais que existem nas relações sociais / Estado está preso
a manutenção e reprodução da desigualdade no dia a dia

POULANTZAS: Crítica à “engenharia social” sugere que a transformação do Estado deve


incluir a democratização das instituições estatais e a promoção de formas de luta
mais profunda contra as desigualdades estruturais

MACPHERSON: Reorganização do sistema partidário/ tornando os líderes dos partidos


diretamente responsáveis perante seus membros/ Operação de "partidos
participativos”

Aspectos chaves

• Participação direta dos cidadãos na regulamentação de instituições-


chave da sociedade, inclusive o local de trabalho e a comunidade local
• Reorganização do sistema partidário tornando os líderes dos partidos
diretamente responsáveis perante seus membros

Condições gerais

• Melhoria direta da fraca base de recursos de muitos grupos sociais por


da redistribuição dos recursos materiais

• Um sistema de informações aberto para assegurar decisões informadas

NEOLIBERALISMO

• Alcance. Expandiu-se a ponto de se converter em mero pano de fundo da


época, com problemas devido a falta de especificidade.

• Profundidade. Consolidaram-se uma pluralidade de variações específicas


e aponta para fenômenos descentralizados.

Foucaultiana: Vai além das políticas econômicas tradicionais, O neoliberalismo


reorganiza a sociedade sob uma
perspectiva de eficiência, desempenho e
competição (uma visão passiva).

Marxista: neoliberalismo é entendido como uma ideologia que perpetua a


exploração e a desigualdade inerentes ao
capitalismo.

Bourdieu: O neoliberalismo amplia o mercado e insere uma lógica disciplinar nas


políticas sociais.

Weber: Explicita a racionalização e burocratização das práticas sociais e


econômicas sob o neoliberalismo. ( Mostra como o neoliberalismo torna tudo mais
regrado e burocrático, tanto na vida social quanto na economia.)

Foucault: Acusado de adotar uma


posição simpática ao neoliberalismo.

Bordieu: Com relação a centralidade


que este atribuiu ao erro teórico, Busca por uma ciência “mais verdadeira”
Intelectuais como centro da resistência.

Marx: Refere-se à sua incapacidade de


captar a novidade do conceito.

IMPLICAÇÕES

• Redução do papel do Estado, Privatizações, Desregulamentação de


mercados, Corte em políticas públicas, Intensificação da exploração e da
desigualdade social, Concentração de poder entre classes, ampliando disparidades
econômicas

Apesar da retórica de “menos Estado o neoliberalismo exige um Estado que garanta as


condições de funcionamento do mercado,perpetuando uma lógica de controle social

PÓS -COLONIALiSTA

• VARIAÇÕES DO NEOLiBERALISMO

• CADA PAÍS ADOTA O NEOLIBERALISMO DE UMA FORMA


HIBRIDISMO GOVERNAMENTAL

• Neoliberalismo híbrido, não existe uma forma única

• Adaptações em cada lugar

NEORREGULACIONISTA

• NEOLIDERAUSMO HETEROGÊNEO

• CRÍTICO AO ESTADO, MODELO KEYNESIANO

PRIVADO E PÚBLICO

• esfera pública = universal, impessoal e homogênea.

• a igualdade na esfera pública só é possível se não houverem


desigualdades na esfera privada. Esfera pública e privada não deveriam ser
diferenciadas

• Mulher é alvo de violência em ambas as esferas Lei Maria da Penha


Revolução sexual --> polêmico e complexo

• esfera privada = individualidades e heterogênea.

• Preservar a esfera privada da intervenção da esfera pública significou


a preservação de relações de autoridade que limitaram a autonomia feminina
(necessário intervenção da esfera pública)

• Os princípios de justiça não se aplicam na esfera privada, pois


predomina o afeto nas relações.

Common questions

Com tecnologia de IA

Democracy and liberalism diverge primarily in their treatment of individual vs. collective priorities. Democracy emphasizes the development and empowerment of the collective community, often seeking to distribute power equitably across society . It prioritizes majority rule and collective decision-making for societal benefit. Conversely, liberalism prioritizes individual freedoms and the expansion of personal autonomy, advocating for the limitation of state power to prevent encroachment on personal liberties . This often leads to tensions when individual rights appear at odds with collective interests or state interventions aimed at fostering equal opportunities.

The three dimensions of political power include decision-making, agenda-setting, and preference-shaping. The first dimension focuses on direct decision-making, where visible contests of power occur in determining collective choices and policies . The second dimension involves agenda-setting, which controls which issues are prioritized in public debate, often reflecting underlying power structures that prevent certain conflicts from surfacing . The third dimension, preference-shaping, concerns the manipulation of public perception and desires to align with power holders’ interests, often unbeknownst to those being influenced . Together, these dimensions elucidate how power extends beyond visible participation to include subtle influences that shape political reality at multiple levels.

Pateman criticizes liberalism for its theoretical premise of treating individuals as 'free and equal,' which overlooks the actual diversity and social inequalities present in society . She argues that liberal frameworks often maintain and reproduce existing power structures, failing to address disparities in race, gender, and class that affect participation and representation. This results in a misalignment between liberal ideals and social realities, leading to calls for reimagining political theories that genuinely reflect and accommodate societal diversities and power imbalances.

The concept of 'voto' in the first dimension of political representation pertains to electing representatives who act on behalf of the citizenry in democratic governance . This electoral mechanism ensures accountability, as elected officials are expected to reflect the electorate’s preferences and interests. It provides legitimacy to the governing bodies and is foundational to the democratic process, promoting participation and transparency. However, its effectiveness relies on informed voter engagement and fair electoral processes that truly represent diverse societal interests.

Weber classifies authority into three types: traditional, charismatic, and rational-legal. Traditional authority is based on long-standing customs and practices, exemplified by systems like monarchies, where authority passes down generations . Charismatic authority arises from the personal qualities and influence of an individual, such as religious prophets . Rational-legal authority derives from established laws and norms, akin to modern bureaucratic governments . These conceptions of authority shape political structures by determining how power is legitimized and maintained within societies, affecting governance systems through the reliance on tradition, personal charisma, or codified legal frameworks.

Machiavelli's concepts of 'fortuna' (fortune or circumstances) and 'virtù' (skill or ingenuity) suggest that successful political leaders must skillfully navigate and manipulate circumstances to achieve their goals . In modern contexts, political leaders apply 'virtù' by crafting strategic policies and coalitions that adapt to shifting dynamics, such as economic challenges or public opinion fluctuations, essentially 'building dams' to control the flood of 'fortuna' . The ability to balance opportunism and pragmatism in the face of unforeseen challenges reflects Machiavellian principles in contemporary political strategy.

Feminism plays a crucial role in highlighting and bridging disparities between the public and private spheres. It critiques how the public sphere—characterized by universality and transparency—often ignores inequalities inherent in the private sphere, where personal relations and authority dynamics persist . Feminist efforts advocate for public intervention to transform private practices that limit autonomy, particularly around gender dynamics. By pushing for legal and cultural changes, feminism seeks to dismantle traditional hierarchies, advocating for equal rights and opportunities across both spheres, thus promoting comprehensive social justice.

Pluralist perspectives view political power as dispersed among multiple groups and interests, allowing for a diversity of influences and voices in policy-making. Pluralists believe in a flexible balance where no single group dominates completely . In contrast, elitist perspectives argue that power is concentrated in a small, integrated minority who share similar values, effectively controlling decision-making processes without significant competition from outside groups . These differing views shape debates over the fairness and equity of democratic processes.

Neoliberalism, characterized by market deregulation, privatization, and reduced state intervention, has diverse implications for social equity. From a Marxist perspective, neoliberal policies exacerbate exploitation and deepen economic inequalities by favoring capital over labor . Bourdieu highlights how neoliberalism extends market logic into social policies, enforcing a disciplinary structure that might limit social freedoms . Foucault discusses neoliberalism's role in reshaping societal norms towards efficiency and competition, potentially undermining communal and democratic principles . These perspectives reveal a broader critique of how neoliberalism might entrench power dynamics that disadvantage marginalized groups while attempting to maintain a facade of free market fairness.

Hannah Arendt posits that power and violence are fundamentally oppositional forces; where power is legitimate and arises from group solidarity and collective consent, violence is an instrumental force that can never give rise to genuine power despite potentially justifying its use in certain contexts . Traditional views often conflate power with the ability to exert force or compulsion, such as Weber's concept of the state's monopoly on legitimate violence . Arendt's distinction emphasizes the inherent frailty and transitory nature of violence in achieving political goals, challenging the idea that sustained authority can be derived from coercion.

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