0% acharam este documento útil (0 voto)
13 visualizações48 páginas

Cálculo Diferencial em Várias Variáveis

O documento aborda o cálculo diferencial e integral de várias variáveis, introduzindo conceitos fundamentais como funções de várias variáveis, limites, continuidade e derivadas parciais. Ele explora a representação gráfica dessas funções em espaços tridimensionais e discute a importância das curvas de nível e suas interpretações. O material também inclui exemplos práticos para ilustrar os conceitos apresentados.

Enviado por

rafaellagrenfell
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
13 visualizações48 páginas

Cálculo Diferencial em Várias Variáveis

O documento aborda o cálculo diferencial e integral de várias variáveis, introduzindo conceitos fundamentais como funções de várias variáveis, limites, continuidade e derivadas parciais. Ele explora a representação gráfica dessas funções em espaços tridimensionais e discute a importância das curvas de nível e suas interpretações. O material também inclui exemplos práticos para ilustrar os conceitos apresentados.

Enviado por

rafaellagrenfell
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CÁLCULO DIFERENCIAL

E INTEGRAL DE VÁRIAS
VARIÁVEIS
Moacir Ribeiro Cordeiro

e-Book 1
Sumário
INTRODUÇÃO������������������������������������������������� 3

FUNÇÕES DE VÁRIAS VARIÁVEIS����������������� 4


DOMÍNIO�������������������������������������������������������������������������������� 6
CURVAS DE NÍVEL���������������������������������������������������������������� 8
LIMITES E CONTINUIDADE������������������������������������������������� 13
DERIVADAS PARCIAIS�������������������������������������������������������� 20
PLANO TANGENTE������������������������������������������������������������� 25
REGRA DA CADEIA�������������������������������������������������������������� 27
DERIVAÇÃO IMPLÍCITA������������������������������������������������������ 31
DERIVADAS PARCIAIS SUCESSIVAS��������������������������������� 33
FUNÇÕES VETORIAIS��������������������������������������������������������� 35
DERIVADAS DAS FUNÇÕES VETORIAIS���������������������������� 40

CONSIDERAÇÕES FINAIS���������������������������� 44

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS &


CONSULTADAS�������������������������������������������� 46
INTRODUÇÃO
O presente módulo tem por objetivo introduzir con-
ceitos relativos a um novo tipo de função real, com
diversas aplicações em várias áreas do conhecimento:
as funções de várias variáveis. Com elas, é possí-
vel expandir consideravelmente as possiblidades
de compreensão para além do que seria possível,
utilizando-se funções de apenas uma variável.

Iniciaremos por entender as principais característi-


cas das funções de várias variáveis. Sendo assim,
conceitos como domínio e curvas de nível serão
apresentados, a fim de conseguirmos visualizar
algumas das propriedades gráficas dessas funções.

Abordaremos, ainda, os conceitos de limites e


continuidade para essas funções. Na sequência,
entenderemos as derivadas parciais e suas notações,
para enfim utilizar esses conceitos em aplicações,
como o cálculo de planos tangentes a uma deter-
minada função.

Por fim, verificaremos que as derivadas parciais


podem ser utilizadas para calcular as derivadas
implícitas, regras da cadeia em várias variáveis e
até mesmo derivadas parciais sucessivas (de or-
dem superior). Dessa forma, apresentaremos as
funções vetoriais e entenderemos os mecanismos
de derivação para a nova classe de funções.

3
FUNÇÕES DE VÁRIAS
VARIÁVEIS
Quando estudamos as funções de uma variável,
é usual representar essas funções da seguinte
forma: y = f(x). Mas o que isso realmente significa?

Ao escrever y = f(x), estamos dizendo que “y é fun-


ção de x”, ou seja, o valor de ‘y’ depende do valor de
‘x’. Nesse caso, dizemos que ‘x’ é a variável e ‘y’ é
a função. Por exemplo, y = x2 - 3x é o caso de uma
função de uma variável. Para um dado valor de ‘x’, é
possível encontrar um valor de ‘y’ correspondente.

Quando falamos de funções de várias variáveis,


estamos nos referindo às funções que têm duas
ou mais variáveis. Uma função de duas variáveis,
por exemplo, é comumente representada desta
forma: z = f(x,y).

Nesse caso, estamos dizendo que “z é função de x


e de y”, ou seja, o valor de ‘z’ depende do valor de
‘x’ e do valor de ‘y’. Agora, ‘x’ e ‘y’ são as variáveis
e ‘z’ é a nossa função. A título de exemplo,

z = x3 + 2y é uma função de duas variáveis. Uma


vez dados os valores de ‘x’ e de ‘y’, é possível en-
contrar um valor de ‘z’ correspondente.

Se pensarmos em uma função de três variáveis, é


comum representá-la assim: w = f(x, y, z). Aqui ‘x’,

4
‘y’ e ‘z’ são variáveis e ‘w’ seria a função. Na ver-
dade, essa ideia pode ser estendida para qualquer
número de variáveis. Entretanto, dedicaremos uma
atenção especial às funções de duas variáveis.

Como seria o gráfico de uma função de duas


variáveis?

Visando a responder a essa pergunta, poderíamos


pensar da seguinte forma: para esboçar o gráfico
de uma função de uma variável do tipo y = f(x),
necessitamos de dois eixos coordenados (no caso,
os eixos ‘x’ e ‘y’). Portanto, para representarmos
essa função, necessitamos de duas dimensões
espaciais. Assim, o gráfico de uma função y = f(x)
será representado por uma curva no plano.

Já se pensarmos em uma função de duas variáveis


z = f(x,y) necessitamos de três eixos coordenados
(‘x’, ‘y’ e ‘z’) para representá-la e, portanto, o gráfico
dessa função encontra-se em um espaço tridimen-
sional, representado por uma superfície no espaço.

Pode-se afirmar, então, que o Cálculo de funções


de duas variáveis, de certa forma, é o cálculo de
superfícies em um espaço tridimensional!

Na Figura 1, apresentamos um gráfico de uma


função de duas variáveis:

5
Figura 1: Gráfico de uma função de duas variáveis (paraboloide).

Fonte: Elaboração própria.

FIQUE ATENTO
REFLITA
SAIBA MAIS

Observe algumas semelhanças e diferenças entre as


funções de uma e de duas variáveis. Por exemplo, a
função de uma variável y=x2 possui como gráfico uma
curva no plano xy (no caso, uma parábola). Por sua
vez, a função de duas variáveis z = x2 + y2 possui como
gráfico uma superfície no espaço xyz (essa superfície
é chamada de paraboloide). Um paraboloide pode ser
obtido imaginando-se uma rotação de uma parábola ao
redor de seu eixo de simetria.

DOMÍNIO
Se pensarmos em uma função de duas variáveis
do tipo z = f(x,y) podemos informalmente entender

6
o domínio dessa função como o conjunto de todos
os pares (x,y) para os quais a função existe.

O domínio de uma função está ligado ao concei-


to de condição de existência. O domínio de uma
função de duas variáveis corresponde ao conjunto
dos pares (x,y), a tal ponto que nenhuma condição
de existência da função seja violada.

A fim de contextualizar o que foi dito, apresenta-


mos pequenos exemplos de cálculo de domínio a
duas variáveis:

Exemplo 1: Encontre o domínio da função

Se analisarmos essa função, verificaremos que


existe um termo x+y no denominador da função.
Devemos lembrar que há uma condição de exis-
tência associada ao denominador, nos dizendo
que o denominador nunca poderá ser igual a zero.
Portanto, podemos afirmar que:
x+y ≠ 0 ⇒ y ≠ - x
Essa é a única restrição à nossa função. ‘y’ deve
ser diferente de ‘x’, a fim de que o denominador não

7
seja nulo. Então, podemos apresentar o domínio
da função:
Dom z = {(x,y) ∈ | y ≠ - x}
Lemos isso da seguinte forma: O domínio de z é
o conjunto de todos os pares (x,y) pertencentes a
tal que ‘y’ seja diferente de ‘x’.

Exemplo 2: Encontre o domínio da função

Nesse caso, devemos lembrar que há uma con-


dição de existência associada às raízes de índice
par (raiz quadrada, raiz quarta etc.). No conjunto
dos números reais, não podemos ter números
negativos dentro da raiz. Logo:
y - 2x2 ≥ 0 ⇒ y ≥ 2x2
Dentro da raiz quadrada, podemos ter um valor
positivo ou zero, mas nunca um valor negativo.
Apresentamos, então, o domínio da função:
Dom f = {(x,y) ∈ | y ≥ 2x2}

CURVAS DE NÍVEL
As curvas de nível são ferramentas que auxiliam
na compreensão do comportamento gráfico de
diversas funções de várias variáveis. No geral, o
estudo completo das curvas de nível de uma função
envolve três etapas:

8
I) a obtenção da equação geral das curvas de
nível;

II) o esboço dessas curvas em um plano xy; e

III) a interpretação do significado dessas curvas.

Com vistas a tornar esses conceitos um pouco


mais claros neste momento, apresentaremos um
exemplo por meio do qual será feita uma análise
completa envolvendo as curvas de nível de uma
função:

Exemplo 3: Faça um estudo sobre as curvas de


nível da função .

A primeira coisa que devemos fazer é encontrar a


equação geral das curvas de nível. Para isso, de-
vemos realizar um procedimento: trocar a função
‘z’ por uma constante ‘k’ e reescrever a expressão
de uma maneira conveniente:

Pronto! A expressão:

é chamada de equação geral das curvas de nível.


Note que as curvas de nível, nesse caso, correspon-
dem a circunferências com centro na origem e raio

9
R = 1/k . O que acabamos de fazer é o procedimento
para encontrar as curvas de nível da função.

A próxima etapa consiste em esboçar as curvas


de nível da função. É comum esboçar pelo menos
três curvas de nível. Para tanto, escolheremos três
valores quaisquer para a constante ‘k’ e substitui-
-los na equação das curvas de nível, encontrando
as curvas correspondentes:

Essas são as curvas de nível k= 1,k, k= 2 e k= 4 e


da função. Agora vamos esboçá-las em um plano
xy (Figura 2):

10
Figura 2: Exemplo de curvas de nível.

0.8
k=1
0.0

0.4
k=2
0.2
k=4
-1.6 -1.4 -1.2 -1 -0.8 -0.6 -0.4 -0.2 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
-0.2
-0.4
-0.6
-0.8

-1
-1.2

Fonte: Elaboração própria.

Essa foi a segunda etapa de nossa análise, isto é,


o esboço de algumas curvas de nível da função.
Mas qual é a interpretação geométrica das curvas
de nível?

Devemos ter em mente que o gráfico de uma fun-


ção de duas variáveis é uma superfície no espaço
tridimensional. As curvas de nível são, na verdade,
uma ferramenta 2D para tentarmos descrever algo
que na verdade é 3D.

Visando a interpretar essas curvas, podemos en-


carar o valor da constante ‘k’ como uma altura em
relação ao plano da folha (chamado de cota). Por
exemplo, a curva de nível k=1 estaria ocorrendo
a uma altura 1 em relação ao plano da folha, já a

11
curva de nível k=2 estaria ocorrendo a uma altura
2 e assim por diante.

Se entender essa lógica e verificar novamente o


gráfico das curvas de nível, nota-se que as alturas
estão crescendo conforme nos aproximamos da
origem. Com isso, tem-se uma noção a respeito
de como se comporta o gráfico da superfície. Eis
a interpretação das curvas de nível de uma função.

A fim de aumentar a compreensão sobre a relação


entre as curvas de nível e o gráfico da superfície,
apresentamos o gráfico 3D da função estudada
na Figura 3:
Figura 3: Gráfico da função com as respectivas curvas de nível.

Fonte: Elaboração própria.

Nessa figura, tem-se o gráfico da função

12
juntamente com as curvas de nível
obtidas com o estudo. Você consegue notar que
o comportamento da superfície está em conformi-
dade com o que dizem as curvas de nível?

LIMITES E CONTINUIDADE
Nesta seção, expandiremos os conceitos de limites
para funções, ou seja, trataremos dos limites para
funções de várias variáveis, sem com isso apre-
sentar os aspectos mais árduos que envolvem a
teoria e as definições desse conceito para funções
de várias variáveis. Trabalharemos, portanto, de
maneira mais prática e intuitiva.

O limite de uma função de duas variáveis pode ser


expresso com esta notação:

Nesse caso, estamos dizendo que o limite da


função f(x,y) quando ‘x‘ tende a ‘a‘ e ‘y‘ e ‘’ tende
a ‘b’ é igual a L. A ideia é que, à medida que nos
aproximamos do ponto (a,b), a função se aproxime
cada vez mais do valor ‘L’.

Cálculo de limites
Apresentamos, a seguir, alguns exemplos envol-
vendo o cálculo de limites a duas variáveis:

13
Exemplo 4: Calcule .

A primeira coisa a se fazer é substituir os valores


para os quais ‘x’ e ‘y’ estão tendendo na função
fornecida:

Nesse caso simples, o limite não era do tipo in-


determinado; portanto, a mera substituição dos
valores em ‘x’ e ‘y’ nos levou à resposta.

Exemplo 5: Calcule .

Nesse caso, se tentarmos substituir o valor zero


nos lugares de ‘x’ e ‘y’, chegaremos a uma indeter-
minação do tipo .

Usaremos, então, as propriedades de fatoração, a


fim de reescrever a expressão:

Exemplo 6: Calcule .

14
Nesse caso, reescreveremos a expressão de modo
a utilizar um argumento matemático interessante:

Observe que escrevemos a expressão como um


produto de dois termos:

x4 e .
Vamos analisar cada um dos termos separada-
mente: o termo x4 claramente tende a zero, mas o
que podemos dizer do termo ?

Dizemos que consiste em uma função limi-


tada, pois seu valor é sempre compreendido entre
0 e 1, ou seja:

.
Como todos os expoentes são pares, sabemos
que o termo nunca será negativo. Além disso,
sabemos que o numerador sempre será menor ou
igual ao denominador, fazendo com que a fração
seja menor ou igual a 1. É possível compreender
esse argumento?

Voltando ao problema, o limite

15
tem um produto entre uma função que tende a
zero (x4) e outra que se limita entre 0 e 1 .
Portanto, temos que:

É bastante comum que os limites que tenham


termos como

sejam resolvidos dessa forma.

Limites que não existem


Quando estudamos os limites das funções de duas
variáveis, frequentemente nos deparamos com
situações em que o limite de uma função em um
dado ponto não existe. A fim de compreender por
que é razoavelmente comum que um limite desses
não exista, faremos uma comparação entre limites
de funções de uma e de duas variáveis:

Quando estudamos o limite de uma função de uma


variável, podemos tender a um ponto x=a de duas
maneiras: ‘x’ pode tender a esse ponto pela direita
(x + a +) ou pode tender a esse ponto pela esquerda
(x + a -). Em outras palavras, são limites laterais.

16
Para que o limite da função no ponto ‘a’ exista, é
necessário que ambos os limites laterais apresen-
tem o mesmo resultado. Se nos aproximarmos
pelos dois lados e obtivermos valores diferentes,
isso significa que o limite da função naquele ponto
não existe.

Uma dificuldade adicional que surge quando es-


tudamos os limites de funções de duas variáveis
é que podemos nos aproximar de um ponto de
infinitas maneiras. Por exemplo, podemos nos
aproximar do ponto (0,0) de infinitas maneiras
dentro do plano xy.

A Figura 4 exemplifica essas possibilidades:

17
Figura 4: Diversas formas de fazer (x,y) → (0,0)

y
2

1,5

0,5

0 0 x
-2 -1,5 -1 -0,5 0 0,5 1 1,5 2

-0,5

-1

-1,5

-2

Fonte: Elaboração própria.

Note que poderíamos nos aproximar do ponto (0,0)


segundo todas as retas desenhadas, mesmo assim,
poderíamos nos aproximar de diversas maneiras
que não estão representadas na figura.

A conclusão é que o limite de uma função f(x,y)


no ponto (0,0) só existe se, de todas as infinitas
maneiras em que nos aproximarmos, o resultado
der sempre o mesmo valor. Caso isso não ocorra,
o limite da função no ponto (0,0) não existe. Usare-
mos essas ideias para tentar provar que um limite
não existe no exemplo a seguir:

18
Exemplo 7: Calcule .

Vamos propor que nos aproximemos do ponto (0,0)


segundo uma reta qualquer de inclinação ‘m’, cuja
equação será: y = mx .

O que significa esse resultado? Ora, significa que


o resultado desse limite depende da inclinação
da reta. Se nos aproximarmos do ponto (0,0) por
diferentes retas, obteremos diferentes resultados,
o que prova que o limite em questão não existe.

Continuidade
Abordamos aqui a definição de continuidade para
funções de duas variáveis. Uma função f(x,y) será
contínua em um ponto (a,b), se:

A seguir, mostraremos um exemplo de estudo de


continuidade:

Exemplo 8: Verifique se a função

19
é contínua no ponto (0,0).

Vamos resolver o limite:

Na definição da função, temos que f(0,0)= 0 . En-


tão, temos:

Logo, a função f(x,y) é contínua em (x,y) = (0,0).

DERIVADAS PARCIAIS
Nesta seção, passamos a explorar as possibili-
dades que envolvem a derivação de funções de
várias variáveis. No cálculo de funções de uma
variável, aprendemos que a derivada se relaciona
com a inclinação da reta tangente ao gráfico de
uma função, ou mesmo como a taxa de variação

20
de certa grandeza. Então, como poderíamos definir
essas derivadas para funções de duas variáveis?

Uma vez que as funções podem depender de ‘x’ e


‘y’ (z = f(x,y)), é possível derivar uma expressão em
relação à variável ‘x’ ou mesmo em relação à variá-
vel ‘y’. Essas derivadas são as derivadas parciais.

A notação utilizada é: , derivada parcial de ‘f’


em relação à ‘x’ e representa a taxa de variação da
função ‘f’ em relação a ‘x’, ou mesmo a inclinação
do gráfico de ‘f’ se caminharmos na direção do
eixo ‘x’.

Da mesma forma, será a derivada parcial de ‘f’


em relação à variável ‘y’, representando a taxa de
variação da função ‘f’ em relação a ‘y’ ou a inclina-
ção do gráfico de ‘f’ se caminharmos na direção
do eixo ‘y’.

Essas interpretações são bastante similares às


das funções de uma variável, com a diferença que,
agora, como temos duas varáveis ‘x’ e ‘y’, podemos
definir a operação de derivação tanto em relação
à variável ‘x’ quanto à variável ‘y’.

Apresentamos, a seguir, a definição de derivada


parcial. O cálculo de derivadas parciais pela defi-
nição envolve a resolução de um limite. Entretanto,
não se assuste caso ache os cálculos difíceis, pois
na sequência calcularemos derivadas parciais

21
de forma mais simples e intuitiva, sem que seja
necessário utilizar sua definição.

Esta é a definição das derivadas parciais em um


dado ponto:

Exemplo 9: Dada a função

calcule as derivadas parciais e no ponto (0,0)


usando a definição:

22
Não se assuste! A partir de agora, vamos aprender
a calcular derivadas parciais de forma mais prática,
sem que seja necessário o uso dessa definição.

Para calcular as derivadas parciais de maneira mais


simples e direta, podemos calcular as derivadas
da mesma forma que fazíamos no Cálculo de
uma variável. O único detalhe que devemos ter em
mente é que, quando calculamos uma derivada em
relação a uma das variáveis, a outra variável deve
ser considerada como se fosse uma constante.
Comentaremos essa parte nos exemplos a seguir:

Exemplo 10: Dada a função f(x,y) = x2 + y3 + senx,


calcule as derivadas parciais e .

Para tanto, usaremos aqui as técnicas de derivação


aprendidas no Cálculo de uma variável:

Note que, quando derivamos em ‘x’ termos que de-


pendam de ‘y’, são considerados como se fossem
constantes (e a derivada de uma constante vale

23
zero), por isso, dizemos que a derivada do termo
y3 deve valer zero!

A mesma lógica se aplica aqui. Dado que esta-


mos derivando em relação a ‘y’, os termos que
dependem de ‘x’ são considerados constantes,
cuja derivada deve valer zero. Portanto, podemos
usar essas ideias para calcular derivadas parciais
sem precisar usar sua definição. Compreende?

Exemplo 11: Dada a função f(x,y) = x4y3, calcule


as derivadas e .

Quando derivamos essa função em ‘x’, o termo x4


que se encontra multiplicando y3 é constante e,
portanto, pode ser deixado “de lado” multiplicando
enquanto derivamos a função y3.

Da mesma forma, quando derivamos essa função


em ‘y’, o termo x4 que se encontra multiplicando
y3 é constante; logo, pode ser deixado “de lado”
multiplicando enquanto derivamos a função y3.

Exemplo 12: Calcule as derivadas parciais da


função f(x,y) = 6x5 - x8 cosy

24
PLANO TANGENTE
Uma grande aplicação do conceito de derivadas
parciais envolve o cálculo do plano tangente a
uma determinada superfície em um dado ponto. A
equação do plano tangente a uma função z=f(x,y)
em um ponto (x0,y0,z0 ) pode ser descrita por meio
desta fórmula:

Agora que aprendemos a calcular derivadas par-


ciais, podemos encontrar mais facilmente o plano
tangente a uma dada função de duas variáveis.
Observe o exemplo a seguir:

Exemplo 13: Determine a equação do plano tan-


gente à função z = 4 - x2 - y2 no ponto (1,-1,2).

Como o exercício nos deu um ponto, sabemos que:

25
Agora, calcularemos as derivadas parciais no
ponto (1,-1,2):

Assim, substituiremos as informações na equação


do plano tangente:

z-2 = (-2)(x-1) + 2(y - (-1))


z-2 = (-2)(x-1) + 2(y +1)
z-2 = (-2x + 2) + (2y +2)
z = -2x +2y +6 ou 2x - 2y +z - 6 = 0
Essa é a equação do plano tangente. A partir de
agora, somos capazes de calcular o plano tangente
em qualquer superfície, basta conhecer a função
que descreve a superfície e saber calcular as de-
rivadas parciais.

A seguir, temos o gráfico da função dada juntamente


com o plano tangente (Figura 5):

26
Figura 5: Gráfico da função com seu plano tangente.

Fonte: Elaboração própria.

Lembrando que o plano tangente é aquele toca a


superfície em apenas um único ponto. Repare se
consegue visualizar isso nessa figura.

REGRA DA CADEIA
A regra da cadeia consiste em uma importante
ferramenta que possibilita calcular a derivada de
uma composta de duas ou mais funções. Apresen-
tamos agora a versão dessa regra para as funções
de várias variáveis.

Com vistas a contextualizar a aplicação da regra,


seus aspectos são discutidos dentro do exemplo
a seguir:

Exemplo 14: Dada a função f(u,v) = u2 - v3 , onde

27
, determine o valor de no

ponto (x,y) = (2,0).

Para entender o problema, deve-se inicialmente vi-


sualizar a relação de dependência entre as variáveis:
y A função f depende de u e v.
y u e v, por sua vez, dependem das variáveis
x e y.

Essa relação de interdependência pode ser obser-


vada na Figura 6:

Figura 6: Composta de funções de duas variáveis (grafo).

u v

x y x y

Fonte: Elaboração própria.

Essa figura chama-se grafo, mostrando-se bastan-


te útil para compreender o problema. Finalmente,

28
apresentamos a regra da cadeia para o cálculo
das derivadas parciais:

Vamos observar o grafo e tentar entender o meca-


nismo de utilização da regra da cadeia. Se quiser-
mos derivar a função f em relação a x , devemos
“percorrer”, através do grafo, todos os caminhos
que começam em f e terminam em x , passando
por todas as variáveis intermediárias (nesse caso,
u e v ).

Da mesma forma, se quisermos derivar a função


f em relação a y, devemos “percorrer” todos os
caminhos que começam em f e terminam em y,
passando pelas variáveis intermediárias u e v.

Com isso, conseguimos entender como escreve-


mos, a partir do grafo, as duas equações. Essa é
a ideia da regra da cadeia.

Então vamos calcular :

29
Sabemos pelo enunciado que x = 2 e y = 0. Calcule-
mos, então, os valores de u e v : .

Agora, vamos substituir na expressão da derivada


parcial em x:

Pronto! Esse é o valor da derivada parcial em x


nas condições do problema. Assim, calculemos
a derivada parcial em y:

Substituindo os valores:

Portanto, concluímos que, nas condições do pro-


blema, ,e .

Note que, nesse exemplo, é como se tivéssemos


duas funções de duas variáveis “dentro” de outra
função de duas variáveis

.
É o que chamamos uma composta de funções
a várias variáveis f(u,v) = u2 - v3. Assim, a regra

30
que aprendemos se mostra bastante adequada
nesses casos.

DERIVAÇÃO IMPLÍCITA
Com o conhecimento adquirido sobre cálculo de
derivadas parciais, somos capazes de calcular as
derivadas mais rápida e eficientemente. Imagine
que alguém, por ventura, peça a você que calcule
as derivadas para a expressão z2 x+y3
+zcos(x) = 2 .

Como poderíamos calcular as derivadas nesse


caso?

Devemos ter em mente que z = f(x,y) , ou seja, ‘z’ é


uma função de ‘x’ e ‘y’. O problema é que, como as
três letras aparecem completamente “misturadas”
na expressão, não temos como saber exatamente
qual é a função ‘z’. A única coisa que sabemos é
a igualdade: z2 x+y3 +zcos(x) = 2 .

Em casos assim, fazemos uso da técnica de de-


rivação implícita. Essa técnica é particularmente
útil quando temos as letras (x, y, z) misturadas
em uma expressão. Para resolver esse problema,
devemos inicialmente agrupar todas as letras do
mesmo lado da igualdade e, em seguida, associ-
á-las a uma função F(x,y,z). Nesse caso, a função
será F(x, y, z) = z2x + y3 +zcos(x) .

31
A teoria diz que as derivadas parciais podem ser
calculadas através das seguintes equações:

Então, lembremos que, nesse exemplo, F(x,y,z) =


z2x+y3 + zcosx e calculemos as derivadas

Note que, ao usar essas equações, somos capazes


de calcular as derivadas parciais de uma função
que esteja escrita em sua forma implícita.

Exemplo 15: Dada a expressão exy 3+z 5= x 4y 3z 2,


calcule o valor das derivadas parciais no
ponto (0, 2, 1).

32
Inicialmente, vamos agrupar todas as letras do
mesmo lado da igualdade:
exy3+z5 - x4y3z2 = 0
Nossa função F(x, y, z) será F(x, y, z) = exy3 +z5 - x4y3z2

Calculemos as derivadas parciais e, ao final, subs-


tituímos as coordenadas do ponto (0,2,1):

DERIVADAS PARCIAIS SUCESSIVAS


Nesta seção, apresentamos os conceitos referen-
tes às derivadas parciais de ordens superiores, ou
derivadas parciais sucessivas. Essas derivadas são,
na verdade, operações em que calculamos uma de-
rivada parcial duas ou mais vezes sucessivamente.

Para tanto, introduziremos uma nova notação: o


símbolo fxx , que representa a derivada segunda
em relação a ‘x’, ou seja, para calcular fxx, devemos
pegar a função f e derivar parcialmente duas vezes

33
em relação a ‘x’. Do mesmo modo, para calcular fyy,
devemos efetuar duas derivações em relação a ‘y’.

É possível definir, ainda, as derivadas parciais mistas.


Por exemplo, para encontrar fxy, devemos efetuar
uma derivada parcial em ‘x’ seguida de uma deri-
vada parcial em ‘y’. A dinâmica de cálculo dessas
derivadas é relativamente simples, uma vez que a
ideia de derivada parcial tenha sido previamente
assimilada.

Exemplo 16: Considere a função f(x,y) = x4 +3xy3


+y2. Calcule fxx, fxy e fyy.

Primeiramente, vamos calcular as derivadas par-


ciais de primeira ordem:

Agora, calculamos as derivadas de segunda ordem.


Para calcular fxx, pegaremos a derivada em ‘x’ e
derivaremos novamente em ‘x’:
fxx = 4x(x3)’+ 0 = 4(3x2) = 12x2
Para calcular fyy , a derivada em ‘y’ será derivada
novamente em ‘y’:

34
fyy = 9x(y2)’+ 2(y) = 9x(2y) +2(1) = 18xy +2
Para fxy, a derivada em ‘x’ será derivada agora em
relação a ‘y’:
fxy = 0 +3 (y3)’= 3(3y2) = 9y2

Exemplo 17: Dada a função de três variáveis


f(x,y,z) = x3 + 2senx.z2 - ezy5 .
Determine fxx, fyy e fzz :

FUNÇÕES VETORIAIS
Apresentamos os conceitos básicos que dizem
respeito a uma nova classe de funções: as funções

35
vetoriais. Podemos entender uma função vetorial
como uma função que apresenta como resultado
um vetor. Vamos comparar essas funções vetoriais
com as funções tradicionais (escalares) já conhe-
cidas, com o intuito de depreender as semelhanças
e diferenças.

Uma função escalar típica pode ser representada


por: f(t)=t2 +3t. Mas o que acontece com uma
função assim?

Na verdade, você entra com um número ‘t’, e a


função retorna outro número ‘f’. Por exemplo, se
entrarmos com o valor t=1 , a função retorna f=4 .

De que modo funciona uma função vetorial? Um exemplo


de função vetorial seria . Nesse
caso, se “entrarmos” com o valor t = 1, a função retorna
o vetor .

Em outras palavras, em uma função vetorial para


cada número ‘t’ associamos um vetor . Dizemos
que o domínio dessa função é um conjunto de
números reais (valores de ‘t’) e a imagem é um
conjunto de vetores (vetores ).

Funções Vetoriais Básicas


Uma vez entendidas as características básicas das
funções vetoriais, podemos apresentar as funções
vetoriais elementares e suas propriedades básicas.

36
Sabemos que todo vetor pode ser representado como
uma flecha partindo da origem de um sistema de
coordenadas. Se substituirmos diversos valores de
‘t’, encontramos diversos vetores correspondentes.

Sendo assim, se formos capazes de ligar as pontas


de todos os possíveis vetores , podemos determi-
nar uma curva (Figura 7). Essa curva corresponde
ao gráfico da função vetorial.
Figura 7: Gráfico de uma função vetorial.

y
6

0 x
0 1 2 3 4 5 6

Fonte: Elaboração própria.

Reta
A primeira função vetorial que estudaremos é a
que representa uma reta. Uma reta corresponde a
uma função do primeiro grau que pode ser escrita
na forma y = ax + b, em que ‘a’ e ‘b’ são números

37
reais quaisquer. A representação da função vetorial
associada a uma reta pode ser:

Nesse caso, se encontrarmos todos os possíveis


vetores e ligarmos suas extremidades, teremos
o gráfico da reta . A função é, portanto, a função
vetorial que representa a reta .

Circunferência
Uma circunferência é uma curva que pode ser
representada assim: (x - x0)2 + (y- y0)2 = R2.

Onde C = (x0, y0) são as coordenadas do centro


da circunferência e R é o valor do raio. A função
vetorial que representa uma circunferência pode
ser escrita assim:

Desde que conheçamos os valores de x0, y0 e R ,


podemos escrever a função vetorial associada a
uma circunferência.

Elipse
Uma elipse é uma curva fechada que pode ser
representada desta maneira:

38
.
Onde C = (x0, y0) são as coordenadas do centro da
elipse e a e b são os semieixos maior e menor da
elipse. A função vetorial que representa uma elipse
pode ser escrita da seguinte maneira:

Conhecendo os valores de x0, y0, a e b, podemos


escrever a função vetorial de uma elipse. Por
exemplo, na Figura 8 temos gráficos para retas,
circunferências e elipses, juntamente com as suas
funções vetoriais:

39
Figura 8: Gráficos de reta, circunferência e elipse com suas
funções vetoriais.

r(t) = (t) i + (t) j


r(t) = (3cost) i + (3sent) j 3

-5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6

-1

-2
r(t) = (4cost) i + (2sent) j
-3

Fonte: Elaboração própria.

DERIVADAS DAS FUNÇÕES


VETORIAIS
As funções vetoriais que apesentamos também
podem ser derivadas. Na verdade, o mecanismo
de derivação de uma dada função vetorial é idên-
tico ao que já foi trabalhado anteriormente para
outros tipos de funções, com a diferença de que
o resultado da derivada para esse tipo de função
também será um vetor ( ).

Qual seria, então, o significado da derivada de uma


função vetorial?

40
O Cálculo de uma variável afirma que uma das in-
terpretações sobre as derivadas é que ela fornece
a inclinação da reta tangente a uma dada função
em certo ponto.

Quando tratamos de funções vetoriais, podemos


dizer que a derivada dessa função em um ponto
fornece um vetor tangente ao gráfico da função
nesse ponto. Podemos facilmente encontrar um
vetor tangente a uma dada curva por meio do cál-
culo das derivadas de funções vetoriais.

Apresentaremos, a seguir, um exemplo para o que


foi exposto acima:

Exemplo 18: Encontre um vetor tangente à curva


definida por

no ponto .

Analisando a função dada, podemos identificar


que: . Vamos substituir x = 2 na primeira
equação:

Encontramos o valor de ‘t’. Caso alguém optasse


por substituir na segunda equação, encon-
traria também o mesmo valor de ‘t’. Calculemos a
derivada da função vetorial:

41
Essa é a derivada da função vetorial . Agora, vamos
substituir o valor de ‘t’ associado ao ponto dado:

Essa é a derivada da função vetorial no ponto dado.


O vetor é o vetor tangente ao gráfico da função
no ponto . Observe tais aspectos na
Figura 9:

42
Figura 9: Gráfico da função vetorial juntamente com seu vetor
tangente.

3 r'(t) = (-2√3) i+(1) j

2 P

-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6

-1

-2
r'(t) = (4cost) i+(2sent) j
-3

Fonte: Fonte: Elaboração própria.

Assim, é possível calcular um vetor tangente a uma


dada curva em certo ponto, desde que conheçamos
a função vetorial que descreve essa curva.

43
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste módulo, entramos em contato com uma
nova classe de funções de enorme importância
em toda a Matemática e áreas afins: as funções
de várias variáveis.

Para isso, essas funções foram apresentadas


inicialmente e, a partir disso, fomos capazes de
compreender os aspectos referentes ao domínio
da definição dessas funções, bem como realizar
estudos sobre suas curvas de nível, visando a obter
certa compreensão a respeito das propriedades
gráficas das funções.

Em seguida, conseguimos estender os conceitos de


limites e continuidade já conhecidos a uma variável,
com o objetivo de abranger também as funções de
várias variáveis. Os processos de derivação para
essas funções também foram estabelecidos por
meio de um conceito fundamental: o de derivada
parcial.

Uma vez estudado o conceito de derivadas parciais,


foi possível desenvolver o estudo do cálculo de
planos tangentes a uma dada superfície, assim
como calcular as regras da cadeia, derivadas de
funções implícitas e derivadas parciais sucessivas
a várias variáveis.

44
Por fim, estudamos as funções vetoriais e suas
características. As principais funções vetoriais
foram apresentadas, com isso, fomos capazes de
derivar as funções e calcular um vetor tangente a
uma curva definida pela nova classe de funções.

45
Referências Bibliográficas
& Consultadas
BRANNAN, J. R.; BOYCE, W. E. Equações
diferenciais: uma introdução a métodos
modernos e suas aplicações. Rio de Janeiro:
LTC, 2008 [Minha Biblioteca].

BRONSON, R.; COSTA, G. Equações diferenciais.


3. ed. São Paulo: Bookman, 2008 [Minha
Biblioteca].

CENGEL, Y. A.; PALM III, W. J. Equações


diferenciais. Porto Alegre: AMGH, 2014 [Minha
Biblioteca].

DE MAIO, W.; BARBONI, A.; PAULETTE, W.


Cálculo e análise: cálculo diferencial e integral
a duas variáveis com equações diferenciais. Rio
de Janeiro: LTC, 2013 [Minha Biblioteca].

GONÇALVES, M. B.; FLEMMING, D. M. Cálculo B:


funções de várias variáveis integrais múltiplas
integrais curvilíneas e de superfície. 2. ed. Rio
de Janeiro: Pearson, 2007 [Biblioteca Virtual].

NAGLE, R. K. Equações diferenciais. 8 ed.


São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012
[Biblioteca Virtual].
THOMAS, George B. et al. Cálculo. 12. ed. São
Paulo: Pearson Education, 2012 [Biblioteca
Virtual].

STEWART, J. Cálculo. São Paulo: Cengage


Learning, 2016 [Minha Biblioteca].

Você também pode gostar