Citra é o Avatar dos [[diabos]] e o representante da raça dos [[dragões]].
Citra foi criada com a contribuição de todos os lordes diabólicos, cada um
contribuindo com parte de sua magia e conhecimento, sacrificando diversas de suas
almas de contrato para aumentar seu poder, dando à avatar um conhecimento coletivo
de outras diversas vidas.
Citra, junto aos dragões, cumpriam seu propósito de adquirir poder e influência
para seus deuses de forma diferente. Apesar de sua grande resistência e
resiliência, os dragões não eram uma raça abundante, devido a sua própria anatomia
e necessidades biológicas, portanto, eles não eram eficientes em construir grandes
civilizações ou popular o plano material, gerando influência e energia para seus
respectivos planos de origem. Os seus lordes porém, reconheciam essa dificuldade, e
para contorna-la, a forma como Citra iria trazer influência seria alterada; Os
dragões seriam extensores de pactos. Dessa forma, seu modo de exercer influência
seria submeter outras raças à pactos diabólicos, cortando a energia que as
respectivas espécies gerariam para seus planos e os redirecionando aos nove
infernos.
Citra, com o conhecimento de diversas almas e capacidades superiores aos de
qualquer membro de sua espécie, se tornou a grande general e estrategista de sua
raça, não só pelo seus status mas pela sua grande competência, respeitada até mesmo
pelos mais egocêntricos e narcisistas de sua espécie, e ao seu comando, a prole dos
diabos se tornou uma das raças mais poderosas do plano material.
O princípio da guerra entre os dragões e os gigantes, segundo os dragões, teve
princípio pela intriga natural de ambas as espécies, tendo em vista seus criadores;
opostos no espectro da energia divina. As prioridades de Citra porém, nunca foram a
guerra. Apesar da fama de "maligna" que seus criadores existem, Citra mantinha uma
conduta neutra e estrita ao seu modo de adquirir energia. "Os termos dos pactos são
declarados e evidentes, a troca é feita de forma justa e imparcial. O
descontentamento de uma das partes perante as consequências não é da minha
jurisdição"
A crescente influência dos contratos chegou aos pés de [[Yorm, o Gárgula]] quando o
mesmo tomou ciência que sua própria corte ja havia feito pactos, oque o mesmo
considerou um ato de guerra contra a raça, alegando que "os diabos infectaram a
mente de meus companheiros", e assim, iniciou o embate contra os dragões.
Em comparação com o poderio bélico e união dos gigantes, os dragões não tinham
objetivos em comum. Dragões evitam contato com outros dragões, e por muitas vezes
brigavam entre si. O objetivo de cada um é dar poder para o seu lorde específico,
oque gerava diversas intrigas e conflitos entre os mesmos. Citra, então, diante da
necessidade de centralizar o poder para que a raça não seja massacrada pela força
dos gigantes, percebeu que a unica forma de convencer os outros dragões seria fazer
com eles oque sua linhagem faz de melhor, contratos.
Os princípios dos contratos diabólicos vem de uma troca, uma entidade tem algo que
outra carece e cobiça. Portanto, Citra precisaria tomar posse de algo que seria
interessante o suficiente para que a prole diabólica deixe suas brigas de lado para
se unirem, algo que nas mãos de um dragão poderia virar o jogo contra os gigantes,
algo que não só tornaria os répteis alados uma força imparável, como também seria
uma ferramenta eficiente para concretizar seus objetivos; A Magia
Aos dragões foi proibido a aptidão natural à magia, visto suas prévias
características. Sendo eles somente extensores dos contratos dos lordes diabólicos,
suas capacidades eram apenas de fornecer as magias infernais através dos contratos,
não de reproduzi-la. Citra porém, diferente dos outros de sua espécie, tinha em seu
sangue a energia divina, mesmo que em pequenas quantidades, comparado aos seus
lordes. À entidades divinas é reservado o poder dos contratos, e com essa
possibilidade, Citra considerou; para unificar os dragões, um pacto seria feito, eu
lhes darei a possibilidade de realizar a magia, e em troca, eles se subordinarão à
mim.
- A ideia foi permitida pelos lordes diabos, visto que o balanço da energia não
seria afetado. Os dragões teriam 2 lordes, seus respectivos quanto à seu croma, e
Citra; Toda a energia dos contratos de Citra seria distribuída igualmente entre os
lordes, como ja acontecia.
A tarefa agora seria adquirir a magia. Citra pensou inicialmente em simplesmente
estuda-la, mas mesmo com as proficiências inatas de sua espécie, o aperfeiçoamento
e maestria da magia levaria muito tempo, e o esforço de uma única vida estudando
não era valioso o suficiente para outros dragões. Não só isso, mas os ataques
contra os dragões se tornaram cada vez mais frequentes e poderosos, os lordes
estavam se enfraquecendo, e Citra precisava colocar seu plano em prática rápido.
Após muito pensar, Citra voltou sua atenção às [[magicias]]. As proles feéricas, em
desespero com a guerra que se instaurava, procurando um acordo de paz e conciliação
entre ambos os lados, seriam um grande aliado, dado seus valores e ideais, e as
suas propriedades mágicas especiais, a empatia feérica. Citra se aproximou de
[[Ayula]] com a proposta de uma união, visto à resistência do mesmo com os
gigantes. Citra argumentou que os dragões são vítimas de uma perseguição, motivada
pura e somente por ideais baseados no ódio dos celestiais contra os diabos, e
considerando os ataques organizados dos gigantes, seu poderio bélico superior em
comparação aos dragões, a falta de união dos mesmos e sua incapacidade de resistir
e repopular sua espécie, faria com que em poucas décadas, todos os dragões fossem
eliminados. A grande protetora, dotada de empatia e vontade de tornar o plano
material um lar à todos seus habitantes, decidiu conceder o conhecimento da magia à
Citra. A sabedoria conjunta de sua corte de fadas foi concedida à avatar infernal,
desde seus fundamentos à sabedoria feérica à ciência de domínios ainda inexplorados
e as ferramentas necessárias para ensina-los.
Com o domínio sobre o arcano agora adquirido, Citra e Ayulla reuniram os dragões,
demonstrando agora o poder adquirido e exercendo sua proposta, que foi rapidamente
abraçada por aqueles presentes. O pacto foi feito, não só entre a prole infernal,
mas também entre os dragões e as fadas, com a permissão de Ayulla; Com a aliança
das raças, os dragões seriam capazes de realizar magia, como também estuda-la,
porém, seu uso deveria ser direcionado somente como uma forma de defesa, afim de
equiparar a força contra os gigantes, e assim, caminhar para o fim da guerra.
Não demorou muito para que os dragões se acostumassem com a magia, e os próprios
iniciassem suas próprias pesquisas. O pacto deu aos dragões o conhecimento o
suficiente para se equiparar a um mestre mago, com séculos de estudos conjuntos em
magia, um poder suficiente para se defender dos avanços dos gigantes, que ao
receberem a notícia, temeram a ameaça dos dragões, e decidiram uma alternativa para
retomar sua dominação em cima da prole diabólica, que nesse momento contava com
somente 50% de sua população original. Em retaliação ao novo poder dos dragões, o
reino dos gigantes trabalhou para a criação de uma arma capaz de não só neutralizar
dragões com facilidade, mas também erradica-los de sua existência, com o intuito de
não só diminuir sua população, mas também encerrando os contratos estabelecidos
pelas criaturas, encerrando a energia gerada aos seus lordes, e impedindo a ida de
suas almas para os nove infernos, o martelo das tempestades, a arma suprema dos
gigantes, que representa o julgamento divino dos celestiais, ficando em posse do
avatar yorm, o gárgula.
A magnitude dos estragos causados pelo martelo das tempestades era inigualavel em
campo de batalha. Uma guerra que antes consideravelmente equiparada, foi de repente
desigualada com a criação de uma arma, e em poucas décadas, a população dos dragões
foi reduzida à 10% de sua formação original. O descontentamento dos lordes com a
performance de sua prole era aparente, e Citra sabia que isso era de sua
responsabilidade. Os lordes, na pior fase dos dragões, declararam em uma
conferência a possibilidade de recriar uma nova espécie, ou uma nova avatar, algo
mais poderoso e competente. Citra, então, por um momento, fugiu de sua natureza.
Como uma entidade neutra, sua vontade e desejos eram os de seus lordes, mas nesse
momento, perante essa possibilidade, O avatar infernal sentiu medo...medo por sua
vida.
Em um grito de desespero, Citra admitiu uma nova possibilidade; magia alienígena.
Em seus estudos com domínios não explorados da magia, Citra revela conhecimento da
possibilidade de um feitiço com propriedades de fora da roda, uma magia incapaz de
ser absorvida ou expelida pelos gigantes. Com um interesse de seus lordes, Citra se
apressou, pedindo ajuda de sua corte e de fadas aliadas, para a confecção do
feitiço.
O projeto Érebo foi iniciado, sua pesquisa levou 5 anos, a ajuda das fadas foi
valiosa, os voluntários tendo uma grande parte na concepção do feitiço, mesmo
contra as vontades de Ayula, ao ponto que Citra considerou incorporar as magicias
em sua corte, tornando-as [[Hags]]
A invocação do érebo seria contida por um círculo de abjuração feito entre as Hags
e Citra, libertando somente uma parte do poder do érebo, suficiente para impactar
as forças dos gigantes, os obrigando a recuar com sequelas.
Chegado a [[guerra do planalto]], Citra junto de suas [[Hags]], libertaram o érebo
em campo de batalha. O impacto foi maior do que o imaginado, onde todos falharam em
conter a expansão do mesmo, sua falha por culpa de uma propriedade não esperada que
surgiu durante a sua invocação; o Érebo tem vontade própria. Com isso, o selo foi
rompido, um dos tentáculos do Érebo desintegrando uma das Hags que faziam a
contenção do selo, liberando um poder maior do que poderia ser esperado, uma praga
que acometeu a todos presentes naquele campo, dizimando os mais próximas, e
calejando os demais...mas o pior ainda estava por vir.
Os malefícios do Érebo foram percebidos logo após sua liberação, o campo de batalha
se tornou uma fenda obscura que aumentava gradativamente, o funcionamento da magia
em volta era incerto, o tempo era volátil aos seus arredores e o terreno era
irregular. As sequelas da liberação foram sentidas pouco tempo depois; flashs de
eventos e épocas não reconhecidas/não vivenciadas pelo indivíduo, crises de pânico,
alucinações, irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração. Usuários de
magia afetados demonstravam dificuldade de invocar sua mana, e seus feitiços eram
descontrolados e estranho, e o pior de todos...era contagioso.
Citra, apesar de próxima ao ataque, não apresentou muitos dos sintomas mais
severos, mas seu comportamento se tornou errôneo. Não demorou muito para que a
prole diabólica reconhecesse que seus senhores os abandonaram. Seu contato foi
completamente cortado, seus poderes diminuídos e as viagens impossibilitadas.
Sentindo a sensação de medo novamente, intensificado pelo fracasso de seus planos,
Citra concorda com a proposta de Ayula para se juntar aos avatares e selar o érebo,
encerrando assim a guerra afim de evitar mais perdas. O ritual foi realizado, e
cada um utilizou de boa parte de sua divindade para conter o
érebo...temporariamente.
O fracasso de Citra marcou intensamente a sua psiquê, aquela que um dia foi firme e
confiante em suas próprias convicções, seus planos, suas intuições e palpites,
agora enfrentava constantes devaneios e uma perda de foco insuportável, oque a fez
perder o respeito de muitos dos outros dragões, que muito feridos, preferiram se
retirar ao isolamento, visto que seu propósito para servir aos seus mestres se
tornou inútil...ou era oque pensavam
Citra percebeu durante seus estudos e tentativas de contato com seus lordes que,
apesar das bases dos contratos serem mágicos, a energia transferidas pelos seus
links não estavam presas entre o plano material, mas se estendiam entre as
dimensões, oque significa que; apesar de ocultos, a energia continuaria sendo
transferida aos seus lordes. Citra encarou isso como uma alternativa feita pelos
lordes para continuarem se beneficiando, e essa falha seria uma mensagem à avatar
para manter seu trabalho.
A dragonesa, agora enfraquecida e sem tanto poder, decidiu exilar seus estudos, se
separando de sua corte e atuando nas sombras, se apoiando nas suas experiências
prévias para formular um novo plano, a longo prazo, que não só compensaria suas
antigas derrotas, como poderia cumprir seu objetivo principal; Aumentar a
influência diabólica no plano material.
Com a ascensão dos [[humanoides]], Citra investiu em grupos com ambição para o
poder e o potencial para torna-lo maior. Diferente de sua aproximação anterior com
os gigantes, Citra decidiu fazer de si mesma uma figura oculta, se misturando entre
os humanos, mantendo sua verdadeira forma oculta e suas intenções um mistério, mas
a proposta continuava sendo a mesma; o poder, instrução e conhecimento primordial,
se adaptando às necessidades do contratante, em troca de sua alma.
O maior alvo de Citra foram o clã [[Valois]], uma familia de guerreiros cujo poder
de batalha e estratégia tanto em campo quanto na diplomacia era valorizada tanto
pelos seus aliados e inimigos. A aproximação de Citra veio como uma confidente do
príncipe mais novo da linhagem, [[Kramel]], um jovem excluído pela sua própria
familia pelo seu comportamento antissocial e tendências egoístas. Citra patronizava
seus estudos, guiando-o como uma mestra em evocação, e ao mesmo tempo, nutrindo os
pensamentos de grandeza e mudança do garoto. Em pouco tempo, o jovem cedeu à oferta
de poder, demonstrando magnitude inesperada à dragonesa com o domínio da magia
diabólica, a inclusão das novas habilidades causando um grande reforço na confiança
do garoto, que ganhou admiradores entre a corte e conselheiros da familia,
considerando-o mais apto que seus irmãos ao trono, devido a seu pensamento
estratégico mais avançado, metódico e maquiavélico em comparação aos seus irmãos.
Com a ascensão do jovem ao trono, o império de Arvandor toma seus primeiros passos,
dominando territórios próximos, anexando famílias, e com o guia de Citra, o aumento
da influência diabólica, com a criação da [[Santa Tríade do Resplandecer]].
Com as décadas seguintes, Citra percebia como seu estado piorava, devido ao Érebo,
mas sua saúde pouco lhe importava, o império crescia, e com ele, mais seguidores
para seus lordes, e para si mesma. Dessa vez, um novo sentimento surge na
dragonesa...orgulho, esse que seria eventualmente a sua ruína.
Talvez pela falta de contato com seus lordes, ou pelo seu contato com o mundo
humano, fazendo sua visão da realidade se alterar, ou influência do érebo, Citra
passou a se considerar uma entidade poderosa nessa terra, visto a ausência de
outros seres divinos, com os outros avatares desaparecidos ou mortos, ninguem
poderia interferir no seu sucesso. Citra porém ficava gradativamente mais fraca, e
os rituais lhe eram desgastantes, e seu orgulho se tornava proporcional ao poder,
que para ela, era suficiente para impedir sua debilidade. Porém, em um determinado
momento, subestimando ambição dos súditos que a mesma ajudou a nutrir, Citra foi
colocada em um feitiço de sono pelos seus próprios sacerdotes durante um dos
rituais de transferências de poder, colocando-a em uma situação de vulnerabilidade,
onde os membros do clero poderiam mante-la viva, apesar do desgaste do érebo, mas
extrair mais do que lhe era concedido por ela, permitindo que os humanos seguissem
sem suas ordens.
Citra até o presente se encontra aprisionada, seu corpo preso nas catacumbas
místicas da igreja, mas sua presença podendo ser invocada para os rituais.