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Aula 3

Misery está prestes a se casar em uma aliança política com os licanos, apesar das preocupações de seu irmão Owen sobre os perigos dessa união. O pai de Misery a pressiona a aceitar o casamento, enfatizando que não há como recuar. A cerimônia está prestes a começar, e Misery tenta manter a compostura diante da situação que mudará sua vida.

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Misery está prestes a se casar em uma aliança política com os licanos, apesar das preocupações de seu irmão Owen sobre os perigos dessa união. O pai de Misery a pressiona a aceitar o casamento, enfatizando que não há como recuar. A cerimônia está prestes a começar, e Misery tenta manter a compostura diante da situação que mudará sua vida.

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Ge do sangue dos licanos ?uíram juntos, brilhantes e belos como a ?

or que deu nome ao


massacre.
– Quem seria louco de entrar em um casamento de conveniência política depois disso?
– Eu, pelo que parece.
– Você vai viver entre os lobos. Sozinha.
– Vou. É assim que funciona a troca de reféns. – À nossa volta, os ternos veri?cam
apressadamente seus relógios. – Temos que ir...
– Sozinha para o abate. – O maxilar de Owen range; destoa tanto do seu jeito
despreocupado de sempre que franzo a testa.
– Desde quando você se importa?
– Por que você está fazendo isso?
– Porque uma aliança com os licanos é necessária para a sobrevivência do...
– Isso é o que o nosso pai fala. Não é o motivo para você ter concordado em seguir esse
plano.
Não é, mas não tenho intenção de admitir isso.
– Talvez você esteja subestimando o poder de persuasão do nosso pai.
– Não faça isso – sussurra ele. – É uma sentença de morte. Diga que mudou de ideia... Me
dê seis semanas.
– O que vai ter mudado em seis semanas?
Ele hesita.
– Me dê um mês. Eu...
– Algum problema? – Ambos damos um pulo com o tom brusco do nosso pai.
Por uma fração de segundo, somos outra vez crianças, novamente repreendidas por existir.
Como sempre, Owen se recupera mais rápido.
– Não. – O sorriso vazio está de volta aos lábios do meu irmão. – Eu só estava dando
algumas dicas para a Misery.
Meu pai abre caminho entre os guardas e coloca minha mão em seu braço com
desembaraço, como se não tivesse se passado uma década desde nosso último contato
físico. Eu me obrigo a não me encolher.
– Está pronta, Misery?
Inclino a cabeça. Estudo seu rosto severo. E pergunto, mais por curiosidade:
– Faz diferença?
Não deve fazer, porque ele ignora a pergunta. Owen observa enquanto nos afastamos,
inexpressivo, e então grita às nossas costas:
– Espero que você tenha colocado um rolo tira-pelos na mala! Ouvi dizer que eles soltam
muitos pelos.
Um dos agentes nos detém diante das portas duplas que levam ao pátio.
– Conselheiro Lark, Srta. Lark, um momento. Eles ainda não estão prontos.
Esperamos lado a lado por alguns minutos desconfortáveis, então papai se vira para mim.
Os estilistas me obrigaram a usar saltos, então estou quase da altura dele, e seus olhos
facilmente capturam os meus.
– Você deveria sorrir – ordena ele na Língua. – Segundo os humanos, o casamento é o dia
mais bonito da vida de uma noiva.
Meus lábios se contraem. Há algo de grotescamente engraçado em tudo isso.
– E o pai da noiva?
Ele suspira.
– Você sempre foi desnecessariamente contestadora.
Meus fracassos não têm limites.
– Não há como recuar, Misery. Assim que o casamento for concluído, você será a esposa
dele – acrescenta ele, mas sem seu costumeiro tom rude.
– Eu sei. – Não preciso ser tranquilizada ou encorajada. Tenho sido nada menos que
inabalável em meu comprometimento com essa união. Não sou propensa a pânico, medo
ou mudanças de última hora. – Já ?z isso antes, lembra?
Ele me observa por alguns instantes, até que as portas se abrem para o que resta da minha
vida.
É uma noite perfeita para uma cerimônia ao ar livre: ?os de luz, brisa suave, estrelas
cintilando. Respiro fundo, prendo o ar e escuto a Marcha Nupcial, interpretada por um
quarteto de cordas. De acordo com a esfuziante cerimonialista que vem lotando meu
telefone com links nos quais

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