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Entendendo a Sífilis: Tipos e Tratamento

O documento aborda a sífilis, uma infecção bacteriana crônica e curável, destacando suas formas de transmissão, especialmente a vertical durante a gestação, e suas consequências para o feto. A classificação da sífilis em estágios (primário, secundário, latente e terciário) orienta o tratamento e monitoramento, sendo crucial o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para evitar complicações. O protocolo enfatiza a importância do rastreio em gestantes e o tratamento imediato para prevenir a transmissão congênita.

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Entendendo a Sífilis: Tipos e Tratamento

O documento aborda a sífilis, uma infecção bacteriana crônica e curável, destacando suas formas de transmissão, especialmente a vertical durante a gestação, e suas consequências para o feto. A classificação da sífilis em estágios (primário, secundário, latente e terciário) orienta o tratamento e monitoramento, sendo crucial o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para evitar complicações. O protocolo enfatiza a importância do rastreio em gestantes e o tratamento imediato para prevenir a transmissão congênita.

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Sífilis Adquirida, Congênita e

Criança Exposta

Roberta Alessandra Gaino


Saúde Coletiva I
Votorantim, 13 de junho de 2022
MINISTÉRIO DA SAÚDE, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para
Atenção Integral as Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis;
Brasília-DF, 2020.
O que é Sífilis? (Definição)
Doença conhecida há séculos;

Infecção bacteriana sistêmica crônica, curável e exclusiva do ser humano;

Quando não tratada, evolui para estágios de


gravidade variada, podendo acometer diversos
órgãos e sistemas do corpo.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Descoberto em 1905, é o Treponema pallidum, subespécie pallidum.
Tal acometimento fetal provoca entre
30% a 50% de morte in útero, parto pré-
termo ou morte neonatal.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Transmissão da Sífilis
A transmissibilidade da sífilis é maior nos
estágios iniciais (sífilis primária e secundária),
diminuindo gradualmente com o passar do
tempo (sífilis latente recente/ tardia);

Em gestantes, a taxa de transmissão vertical de sífilis para o feto é de até


80% intraútero. Essa forma de transmissão ainda pode ocorrer durante o
parto vaginal, se a mãe apresentar alguma lesão sifilítica. A infecção fetal é
influenciada pelo estágio da doença na mãe (maior nos estágios primário e
secundário) e pelo tempo em que o feto foi exposto.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Epidemiologia - Sífilis Adquirida

[Link]
Epidemiologia - Sífilis em Gestantes

[Link]
Epidemiologia

[Link]
Epidemiologia - Sífilis Congênita

[Link]
Estágios da Sífilis
A sífilis é dividida em estágios que orientam o tratamento e monitoramento;

Sífilis recente (primária, secundária e


latente recente): até um ano de
evolução;

Sífilis tardia (latente tardia e terciária):


mais de um ano de evolução.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Classificação Clínica da Sífilis - Primária
O tempo de incubação é de 10 a 90 dias (média de três semanas);

A primeira manifestação é caracterizada por uma úlcera rica em


treponemas, geralmente única e indolor, com borda bem definida e regular,
base endurecida e fundo limpo, que ocorre no local de entrada da bactéria
(pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais do
tegumento), sendo denominada “cancro duro”.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Classificação Clínica da Sífilis - Secundária
Ocorre em média entre seis semanas a seis meses após a cicatrização do
cancro, ainda que manifestações iniciais, recorrentes ou subentrantes do
secundarismo possam ocorrer em um período de até um ano.

As manifestações são muito


variáveis, mas tendem a seguir uma
cronologia própria.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Mais adiante, podem ser identificados condilomas
planos nas dobras mucosas, especialmente na área
anogenital.
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020
Classificação Clínica da Sífilis - Latente
Período em que não se observa nenhum sinal ou sintoma;

A maioria dos diagnósticos ocorre nesse estágio. E faz-se exclusivamente pela


reatividade dos testes treponêmicos e não treponêmico;

Dividida em latente recente (até um ano de infecção) e


latente tardia (mais de um ano de infecção).

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Classificação Clínica da Sífilis - Terciária

Ocorre aproximadamente em 15% a 25% das infecções não tratadas, após


um período variável de latência, podendo surgir entre 1 e 40 anos depois
do início da infecção;

A inflamação causada pela sífilis nesse estágio provoca destruição tecidual.


É comum o acometimento do sistema nervoso e do sistema
cardiovascular;

Além disso, verifica-se a formação de gomas sifilíticas (tumorações com


tendência a liquefação) na pele, mucosas, ossos ou qualquer tecido. As
lesões podem causar desfiguração, incapacidade e até morte.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Manifestações Clínicas da Sífilis - Resumo
Toda erupção cutânea sem causa
determinada deve ser investigada
com testes para sífilis.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Diagnóstico da Sífilis
A presença de sinais e sintomas compatíveis com
sífilis (primária, secundária e terciária) favorecem a
suspeição clínica. Entretanto, não há sinal ou
sintoma patognomônico da doença.

Portanto, para a confirmação do diagnóstico é


necessária a solicitação de testes diagnósticos.

Nas fases sintomáticas, é possível a realização de


exames diretos, enquanto os testes imunológicos
podem ser utilizados tanto na fase sintomática
quanto na fase de latência.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Diagnóstico - Exames Diretos de Sífilis
Diagnóstico - Testes Imunológicos de Sífilis
Solicitação de Testes Imunológicos para Sífilis
Diagnóstico de sífilis: solicitação para rede laboratorial. Deve
ser solicitado na indisponibilidade do teste rápido no serviço.

Diagnóstico de sífilis após TR reagente: quando foi realizada


a testagem rápida no serviço de saúde e com resultado
reagente. Nesse momento, o laboratório iniciará a
investigação com o teste não treponêmico.

Monitoramento do tratamento de sífilis: quando o diagnóstico e


tratamento de sífilis já foram realizados e é necessário monitorar
os títulos dos anticorpos não treponêmicos.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020
Interpretação dos Testes Imunológicos e Tratamento
Interpretação dos Testes Imunológicos e Conduta

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Interpretação dos Testes Imunológicos e Conduta

Invertido?

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Interpretação dos Testes Imunológicos e Conduta
Tratamento da Sífilis

Gestante com alergia


comprovada a penicilina
deve ser encaminhada para
centro de referência, para
dessensibilizarão.
Quem deve ser tratado para neurossífilis?

*Indivíduos tratados para neurossífilis devem ser submetidos à punção liquórica de


controle após seis meses do término do tratamento. Na persistência de alterações
do LCR, recomenda-se o retratamento e punções de controle até a normalização da
celularidade e VDRL não reagente.
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020
Tratamento da Sífilis
Devido ao cenário epidemiológico atual, recomenda-se tratamento imediato, com
benzilpenicilina benzatina, após apenas um teste reagente para sífilis (teste
treponêmico ou teste não treponêmico) para as seguintes situações
(independentemente da presença de sinais e sintomas de sífilis):

Para pacientes sintomáticos com suspeita de sífilis primária e secundária e


impossibilidade de realização de qualquer teste diagnóstico, recomenda-se
tratamento empírico imediato para sífilis recente, assim como para as respectivas
parcerias sexuais.
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020
Monitoramento e Retratamento da Sífilis
Para o seguimento do paciente, os testes não treponêmicos, devem ser
realizados mensalmente nas gestantes e, no restante da população a cada
três meses até o 12º mês do acompanhamento do paciente (3, 6, 9 e 12
meses).

O monitoramento mensal das gestantes e da população geral aos três e aos


nove meses não tem o intuito de avaliar queda da titulação, mas
principalmente descartar aumento da titulação em duas diluições, o que
configuraria reinfecção/ reativação e necessidade de retratamento da pessoa
e das parcerias sexuais.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Gestante, Criança Exposta e Sífilis Congênita
Gestantes
Devem ser testadas para sífilis, no mínimo na primeira consulta de pré-natal, no
início do terceiro trimestre e na internação para o parto;

As gestantes com testes rápidos reagentes para sífilis deverão ser consideradas
como portadoras de sífilis até prova em contrário;

Na ausência de tratamento adequado, recente e documentado, deverão ser


tratadas no momento da consulta;

O retardo do tratamento no aguardo de resultados de teste complementar faz


com que o profissional perca tempo e a oportunidade de evitar a transmissão
vertical da sífilis.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020


Sífilis Congênita - Algumas Consequências
 Lesões cutâneas ;
 Periostite, osteíte, osteocondrite;
 Sofrimento respiratório com ou sem pneumonia;
 Anemia, trombocitopenia, leucopenia ou leucocitose;
 Hepatomegalia;
 Convulsão;
Crianças maiores:
 Fronte olímpica;
 Nariz em sela;
 Tíbia em "lâmina de sabre“;
 Surdez neurológica;
 Dificuldade no aprendizado.
Gestantes com Sífilis Adequadamente Tratada

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2021


Gestantes com Sífilis com Tratamento Inadequado ou não Tratada

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2021


Referências Bibliográficas
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção
Integral as Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis; Brasília-DF, 2020.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Fluxograma para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV,


Sífilis e Hepatites B e C nas Instituições que Realizam Parto; Brasília-DF, 2021.

COREN. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE Módulo 1:


Saúde da Mulher ; São Paulo-SP, 2019.

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