Medidas e Avaliação
PSICOMETRIA: Conjunto de técnicas que permite a quantificação dos fenômenos
psicológicos. Aplica métodos científicos no estudo do comportamento.
MEDIR: atribuir magnitudes a certos objetos de acordo com regras preestabelecidas e com
ajuda de um sistema numérico.
RESULTADO: sempre numérico e não frases.
Não existe um ponto 0 para medir os construtos, tipo inteligência ou memória.
Símbolo: Representa o atributo medido (número, letra, palavra...)
Objeto: Elemento para o qual a mensuração se dirige (Psicologia: pessoas, animais)
Atributo/Construto: Característica do objeto aferida pela mensuração (inteligência, atitude,
atenção...)
Instrumento: Meio utilizado para medir o atributo do objeto (teste, entrevista...)
Regras: Formulações que indicam os procedimentos para a atribuição de símbolos aos
atributos dos objetos (atribuição de percentil em um teste de inteligência de acordo com o
número de pontos atingidos)
Situação-Padrão: Controle de variáveis que podem interferir no resultado da mensuração
(instruções padronizadas de aplicação de um teste)
Diferença da mensuração nas ciências Exatas e nas Ciências Sociais: Nas ciências
exatas há uma grande exatidão, já na psicologia geralmente não se trata de algo sempre
observável (que pode tocar);
No processo de mensuração pode haver:
1. Contaminação de variáveis do próprio sujeito (fadiga);
2. Fatores situacionais (variáveis na aplicação).
Quantificação: a medida permite uma descrição precisa do fenômeno. Considerando que
tudo o que existe , existe em certa quantidade, uma descrição que inclua uma referência à
extensão com que o fenômeno se mostra é uma descrição mais completa e precisa, pois
permite também, compará-lo com outros.
Comunicação: a medida permite uma melhor comunicação porque condensa informações
é mais precisa e objetiva; (Ex: ao dizer que a medida de uma mesa é de três metros, não
precisa dizer que ela é grande, pois isto já está implícito, pois foge do padrão existente).
Padronização: assegura a equivalência entre objetos com características diversas; (Ex: o
uso do percentil permite a formalização na expressão dos resultados de um teste - ocorre
uma unificação da linguagem, facilitando a comunicação).
Objetividade: permite classificações com menor ambiguidade. (Ex. ao se empregar em
uma pesquisa a expressão “idoso” no lugar de seu correspondente numérico relacionado a
idade, a descrição torna-se cientificamente mais ambíguo).
Um percentil indica a posição relativa do indivíduo na amostra de
padronização. Indica o quanto por cento de pessoas da amostra apresenta
resultados inferiores ao considerado. Quando dizemos que uma pessoa alcançou em um
teste de aptidão o percentil de 85, estamos indicando que ela ocupa uma posição no
grupo que deixa abaixo de si 85% dos componentes da amostra que serviu de norma para o
teste (o que significa que 15% dos componentes da mesma amostra alcançaram resultados
superiores ao do indivíduo).
A mensuração é ligada ao mundo real, a legitimidade de um sistema de medida
fundamentada empiricamente (pela experiência real). Quantificamos atributos ou variáveis
de objetos reais e utilizamos a linguagem do sistema matemático;
A matemática possui vocabulário ilimitado, seus sistemas são dedutivos (regras usadas
para manipulação de símbolos);
As fontes de erro na medida são múltiplas, mas podem ser reduzidas a
duas fontes principais:
1. Erros devidos ao próprio método da ciência (observação);
2. Erros devido a amostragem (a partir dos resultados obtidos na amostra, generaliza-se
para toda a população da qual a amostra foi tirada).
Teste Expressivo: busca a compreensão dos movimentos expressivos, a projeção é dada
a partir de estímulos não estruturados. Está ligado ao comportamento e manifestação do
consciente.
Técnica expressiva: investiga traços da personalidade através dos padrões de movimentos
corporais.
Teste Projetivo: é um teste livre, no qual é manifestado o inconsciente.
“Psicólogos criaram testes de personalidade projetivos no qual, por meio de manchas de
tinta, figuras, palavras, desenhos e outras coisas têm sido usados como estímulos
projetivos. Essas técnicas são métodos indiretos de avaliação da personalidade, os
avaliandos não são solicitados diretamente a revelar informações sobre si mesmos. Antes,
a tarefa do indivíduo é falar sobre outra coisa (como manchas de tinta ou figuras). Por meio
dessas respostas, indiretas, o avaliador faz deduções sobre sua personalidade.
VALIDADE: comprimento da tarefa de medir o que foi proposto, comprovação que o teste é
válido para mensurar os construtos citados no manual. Grau que as interpretações obtidas
dos dados empíricos encontram uma base científica. “A validade de um teste diz respeito
a o que o teste mede e com que eficiência ele faz.”
VALIDADE DO CONTEÚDO: os itens do teste representam a característica que se quer
avaliar? Busca a relação do conteúdo do teste e o que se quer avaliar
VALIDADE DE CRITÉRIO: as evidências encontradas no teste condiz com a proposta?
VALIDADE DE CONSTRUTO: os itens realmente medem uma determinada característica?
PRECISÃO: conhecida como fidedignidade, refere-se à estabilidade dos resultados do teste
e a capacidade que tem de medir com a menor taxa de erro possível.
Como exigência do CFP, os testes devem possuir fundamentação teórica do instrumento e
evidências empíricas (baseado em experiências) relatadas no manual para que seja
aprovado para uso profissional.
Os conceitos se popularizaram em 2001 pelo movimento do Conselho Federal de
Psico, por causa da crise dos testes em 1960, na qual muitos passaram a
desacreditar na veracidade dos testes.
NA INFÂNCIA:
Alguns Desafios:
- fechar diagnóstico, (muito complexo)
- limitação do uso de algumas técnicas e métodos
- padronização de instrumentos pouco numerosos,
- lidar com as expectativas e frustrações dos pais,
- necessidade de constante qualificação profissional.
NO ADULTO:
Desafios:
- Resistência: fator relacionado ao descrédito que a saúde mental tem.
-Estereótipo: fator relacionado pelo fato do indivíduo já ter seus valores firmados,
influenciado pela cultura.
-Negação: afirmar que não precisa de ajuda, pois pode resolver sozinho (alinhado ao fato
de não acreditar na importância de ir a uma consulta com psicólogo)
NO IDOSO:
- Falta de testes específicos
- Falta de suporte para indivíduos da terceira idade, no auxílio de suas comorbidades
NO TRATAMENTO DE USO DE SUBSTÂNCIAS
- Avaliação específica para essa área
- dificuldade no apoio no tratamento multidisciplinar (vários profissionais)
- o tratamento das comorbidades
- estigmatização (pelo fato dos viciados serem recriminados e possuírem vergonha de
admitir)
- falta de recursos governamentais para o apoio da avaliação
TRANSTORNO ALIMENTAR:
Influência da mídia ao imputar padrões de beleza
Limitação na qualidade das avaliações, por falta de estudo e seguimento das regras
padronizadas
Recusa e negação em admitir o problema, ligado a distorção de imagem.
Facilidade e popularização do comércio de fast food e vergonha de comer em público.