0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações6 páginas

ATLS: Avaliação e Gestão de Trauma

O documento aborda o ATLS (Advanced Trauma Life Support), enfatizando a importância da preparação e avaliação em ambientes pré-hospitalar e hospitalar para o tratamento de traumas. Destaca a curva trimodal do trauma, triagem de pacientes, e a necessidade de intervenções rápidas para estabilização e ressuscitação. Além disso, discute a avaliação primária e reanimação, incluindo a manutenção das vias aéreas, controle de hemorragias e avaliação neurológica.

Enviado por

osanna viola
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações6 páginas

ATLS: Avaliação e Gestão de Trauma

O documento aborda o ATLS (Advanced Trauma Life Support), enfatizando a importância da preparação e avaliação em ambientes pré-hospitalar e hospitalar para o tratamento de traumas. Destaca a curva trimodal do trauma, triagem de pacientes, e a necessidade de intervenções rápidas para estabilização e ressuscitação. Além disso, discute a avaliação primária e reanimação, incluindo a manutenção das vias aéreas, controle de hemorragias e avaliação neurológica.

Enviado por

osanna viola
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ATLS

INTRODUÇÃO PREPARAÇÃO:::
• Entre as principais causas de mortalidade no / é mais voltado para a assistência intra hospitalar/
mundo. /acidentes automobilísticos/
• Jovens, alta produtividade. Ambiente PRÉ-HOSPITALAR
•Primeira causa: 1-44 anos. • Manutenção das vias aéreas.
•18% dos custos das doenças no mundo. • Controle de sangramento externo e choque.
• Imobilização do paciente.
• Transporte imediato:
⮚Notifica o hospital receptor antes do transporte.
⮚Mobilização de recursos humanos e materiais.
⮚Mecanismo e ambiente do trauma

Ambiente Hospitalar
• Planejamento antecipado.
• Equipamento de via aérea funcionante.
(inserir gráfico) • Soluções cristalóides aquecidas para infusão IV
/geralmente relacionado à traumas de alto impacto •Protocolo para acionar médicos ou outras
- veículos/ equipes.
Curva Trimodal do Trauma • Protocolo para transferência para centros de
→ Curva vermelha: mortes na hora do acidente, referência de trauma / > complexidade.
como evitar = prevenção (não beber e dirigir, ex)
→ Curva azul: mortes precoces, onde o ATLS TRIAGEM
consegue agir, são as consequências depois de • Tratamento Necessário x Recursos Disponíveis
algumas horas do trauma. ⮚Prioridades (A,B,C).
→ Curva roxa: são as mortes tardias, que ⮚Gravidade da lesão.
acontecem dias ou meses após o trauma, como ⮚Capacidade de sobrevivência.
prevenir = grandes hospitais e bons médicos. ECG <= 13
PAS <= 90 mmHg
FR < 10 ou > 29 ou VM
Múltiplas Vítimas:
• O número e a gravidade dos pacientes não
excede a capacidade da instituição prestar
atendimento.
• Pacientes mais graves (com a vida em risco e
com lesões múltiplas) são tratados primeiro.
Vítimas em Massa:
• O número de vítimas e sua gravidade excedem a
METAS capacidade da instituição.
• Avaliar a condição de um paciente com rapidez e • Neste caso, pacientes com maior chance de
precisão. sobrevida e menor gasto de tempo e recursos são
• Ressuscitar e estabilizar os pacientes de acordo atendidos primeiro.
com prioridade. /catástrofes e guerra/
• Determine se as necessidades de um paciente
excedem o recursos de uma instalação e / ou a AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E REANIMAÇÃO
capacidade de um assistente. • Avaliar e estabelecer prioridades de tratamento.
•Tratar primeiro a maior ameaça à vida!
AVALIAÇÃO E GESTÃO INICIAL • ABCD podem ser rapidamente avaliados:
• As avaliações primárias e secundária podem ser - Perguntar como se chama o paciente.
repetidas frequentemente. - Questionando o que aconteceu.
• Identificar mudança no estado do paciente que • Avaliação e tratamento em sequência priorizada.
indique a necessidade de intervenção adicional.
• Preparo
• Triagem
•ABCDE com intervenção nas lesões
potencialmente fatais.
• Exames auxiliares na avaliação primária.
• Necessidade de transferência.
• Monitorização e reavaliação.
• Cuidados definitivos.
ATLS

AIRWAY (A) - Materiais de Resgate; Via aérea cirúrgica


MANUTENÇÃO DAS VIAS AÉREAS COM (/preferencial traqueo e crico/)
RESTRIÇÃO DO MOVIMENTO DA COLUNA /via aérea definitiva: dispositivo com balonete
CERVICAL insuflado abaixo das cordas vocais e conectado
• Avaliar / melhorar PERVIEDADE em um sistema de ventilação enriquecida em
• Identificar corpos estranhos, fratura de face, oxigênio/
mandíbula e traqueia, secreções
• Ao mesmo tempo RESTRINGIR A
MOVIMENTAÇÃO DA COLUNA CERVICAL.
• Pacientes com TCE e GCS ≤ 8 tem indicação de
via aérea definitiva. (GCS < 9)
- Manobras iniciais - melhora da permeabilidade

• Ao gerenciar a via aérea cuidado para evitar


movimento excessivo da coluna cervical.
- Partir do princípio que existe lesão medular.
• Proteger a coluna cervical com colar cervical para
prevenir o surgimento ou progressão de um déficit.
• Caso necessário manipular as vias aéreas: retirar
o colar cervical e um membro da equipe estabiliza
a coluna cervical.
• Reavaliação frequente da pervidade das vias
aéreas é essencial.
– Identificar e tratar pacientes que estão perdendo
a capacidade de manter a via aérea adequada.
• Estabelecer uma via aérea cirúrgica se a
intubação for contraindicada ou não pode ser
realizada.
- Retirada Segura do Colar Cervical: Regra
Canadense
- Paciente Consciente = ECG: 15
- Sem cervicalgia
/os dois que são da regra/
- Mobilização assistida
(30-45 min pode ficar, risco de hipercapnia; 4:1 em
----
alto fluxo de oxigênio)
Aspiração, Máscara de Oxigênio Não Reinalante 12
L/min , Cânula de Guedel.
---

ARMADILHAS DA FASE A:
• Falha de equipamento
- Queima da lâmpada do laringoscópio (na membrana cricotireóidea, não pode ser feito em
- Ruptura do balão crianças abaixo de 12 anos ou fratura de laringe)
• Falha na IOT
• Grandes Traumas
• Fratura de Laringe > TQT
- Testes Prévios (prevenção)
ATLS

/se na prova pedir Rx vai tirar ponto/


− Conduta: drenar o conteúdo gasoso. Através
de 2 procedimentos: punção de alívio e
drenagem torácica. A punção de alívio pode
ser realizada com a inserção de uma agulha no
5º espaço intercostal, visando diminuir o
acúmulo de ar no espaço pleural para melhorar
a ventilação do paciente. Não é a terapia
definitiva, posteriormente deve-se realizar
drenagem torácica. Referencial (para ambos os
procedimentos): 5º EIC, entre linhas axilares
(pode se feito em crianças abaixo de 12 anos que
anterior e média.
não conseguiu intubar e em trauma de laringe sem
possibilidade de intubação)
Hemotórax Massivo

CHECKLIST - Trata- se de sangue na cavidade pleural.


❖ Colar Cervical Aplicado? Considera-se maciço quando o volume é
-Indicado maior que 1,5L. Assemelha-se ao
-Mantido pneumotórax hipertensivo, logo, o
❖ Vias Aéreas Pérvias? paciente também se mostra com dor
-Necessária VAD (via aérea definitiva) torácica, dispneia, possível desvio de
-IOT traqueia, macicez (e não timpanismo!) a
-VA Difícil percussão e abolição dos MV. A estase de
-Cirúrgica (crico) jugular pode estar presente (por conta do
aumento da pressão torácica), no entanto
BREATHING pode não estar, afinal, o paciente perdeu
RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO muito sangue. E, justamente por essa
• Uma via aérea pérvia não garante ventilação. perda, o paciente apresenta sinais de
• Ventilação requer função adequada dos pulmões, choque.
parede torácica e diafragma. - > 1500 ml (⅓ VS)
• Troca gasosa adequada - > 200 ml/h
- Oxigenação /sinais de congestão torácica, mv reduzido ou
- Eliminação de CO2 abolido, percussão maciça/
− Conduta: Drenagem torácica, porém,
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E REANIMAÇÃO considerando o choque associado, realiza-se
• Expor pescoço e tórax. reposição volêmica. Indica-se toracotomia
• Inspeção: distensão jugular, desvio de traquéia, exploratória urgente em qualquer das
expansibilidade da caixa torácica. seguintes situações: Sangramento inicial
• Ausculta - Fluxo aéreo. (1ªhora) > 1.500 ml; Sangramento > 200 mL/h
• Percussão. durante > 2 a 4 h e causa comprometimento
• Palpação para detectar anormalidades da caixa respiratório ou hemodinâmico ou a
torácica. necessidade de hemotransfusões repetidas.

Pneumotórax Aberto
− É aquele provocado por ferimento aberto na
parede torácica, que corresponde a mais de
/Diagnóstico Clínico: má exp torácica, turgência
2/3 do diâmetro da traqueia. O paciente
de veias, desvio de traquéia e hipotensão;
também se apresenta com dispneia e dor
percussão hiper timpânica, murmúrio vesicular
torácica, mas como o volume de ar costuma
abolido/
ser menor, ao exame físico só encontramos
→ Características: trauma torácico fechado +
timpanismo à percussão e MV abolidos a
agitação + traqueia desviada + murmúrio vesicular
ausculta.
abolido.
ATLS

− Conduta: Curativo de 3 pontas. Consiste na - tórax


criação de uma válvula unidirecional com um - abdome
material estéril e retangular que envolva a - retroperitônio
lesão e seja fixado em 3 dos 4 lados - pelve e ossos longo
possibilitando que o ar sob pressão saia pelo → TCE isolado não é fonte de sangramento.
lado aberto e o ar externo não entre por
oclusão da válvula. • Identificar a fonte por exame físico / exame de
imagem:
– Rx tórax
– Rx pelve
– FAST
– Lavado peritoneal.

• Manejo do sangramento pode incluir:


– Drenagem de tórax
– Estabilização de fratura de pelve ou fratura de
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E REANIMAÇÃO membro
• Oxigênio suplementar. – Tratamento cirúrgico
– Se não estiver intubado este será oferecido por – Controle definitivo + Reposição volêmica
máscara com reservatório. adequada são essenciais.
• Oxímetro de pulso •Acesso venosos periféricos de grosso calibre -
– Monitorar a saturação de oxigênio. 2 acessos, calibre 18, antebraço,/antecubitais
•Coleta de amostras para TS, BetaHCG,
CHECKLIST Gasometria, Lactato
-Oferta de O2 suplementar •Bolus de 1L de solução cristalóide aquecida -
-Função respiratória preservada? insucesso = protocolo de transfusão
-Emergência Respiratória: •Reanimação volêmica agressiva - controle de
1) Intervenção sangramento = maior qualidade de mortalidade e
2) Suporte morbidade
•Coagulopatia (30%) - pacientes graves >
CIRCULATION sobrevida com ácido tranexâmico 1g nas 3
CIRCULAÇÃO e CONTROLE DE HEMORRAGIA primeiras horas + 1g por 8h.
• Hemorragia: Causa importante de mortes
evitáveis (CHOQUE). Gráfico: Transamin - estudo Crash -2
• Identificar e controlar a hemorragia. Reposição - Pacientes hipotensos,
volêmica adequada. - Se até 3 h do trauma.
- 1g em boulos + 1g em 8 horas.
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E REANIMAÇÃO
• Após excluir pneumotórax hipertensivo como Protocolo de transfusão:
causa do choque considerar hipotensão por perda Reanimação hemostática (PTM): 1:1:1 (CH:
volêmica até que se prove o contrário. CP:PFC)
• Estado Hemodinâmico: ● Avaliação resposta inicial -> resposta
– Volume sanguíneo. ausente ou transitória
– Débito Cardíaco. ● ABC Score >= 2
– Sangramento. - PAS < 90 // FC > 120 // 1 FAST + // trauma
• Parâmetros Clínicos: penetrante
- Nível de consciência: má perfusão cerebral.
- Perfusão da pele: avaliação indireta da volemia.
- Pulso: qualidade, frequência e regularidade.
/principal causa de choque: hemorrágico, mas
antes excluir pneumotórax hipertensivo/

Hemorragia:
•A fonte deve ser identificada: Externa ou Interna?
•Externa: compressão manual
→torniquete (exceção): exsanguinação
maciça/lesão isquêmica.
•Interno:
ATLS

ARMADILHAS DA FASE C:
• CHOQUE x HIPOTENSÃO: choque é hipotensão
+ hipoperfusão tecidual
• Causa mais comum de choque no politrauma é
hemorragia.
– Fontes de sangramento: abdome é a mais
comum, por lesão de víscera sólida. Assim como
as fraturas pélvicas e hematomas retroperitoneais.
- Perdas sanguíneas podem ser subestimadas nas
lesões de partes moles - principalmente obesos e
idosos.

CHECKLIST
/No ATLS não utiliza a reatividade pupilar/
➔ Acessos Venosos + Exames iniciais
CHECKLIST
➔ Etapa Rápida de Reexpansão
➔ Escala de Coma de Glasgow
◆ Resposta
◆ TEM QUE SABER!
➔ Instabilidade Hemodinâmica
➔ Piora da Função Cognitiva
◆ Fonte presumível
◆ Rever indicação de VAD
◆ Indicada intervenção
◆ Protocolo de Transamin
EXPOSURE
EXPOSIÇÃO E CONTROLE DO AMBIENTE.
DISABILITY
• Despir completamente o paciente e realizar
DISFUNÇÃO (AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA)
exame completo.
Avaliação neurológica rápida.
• Após isso cobrir o paciente e mantê-lo aquecido
– Nível de consciência.
(fluidos aquecidos, ambiente aquecido).
– Tamanho e resposta pupilar.
• Evitar distúrbios de coagulação
– Determinar nível de lesão em medula espinhal, se
– Tríade letal AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E
presente.
REANIMAÇÃO - (coagulopatia, hipotermia,
• ECG - Rápido, simples e objetivo
acidose)
– Nível motor se relaciona com prognóstico
• Objetivo inicial no tratamento
MEDIDAS AUXILIARES NA AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
– Prevenção de lesão cerebral secundária, com
- MONITORIZAÇÃO
adequadas oxigenação e perfusão
• Eletrocardiografia,
• Tratamento em instituições com recursos
• Oximetria de pulso,
adequados
• Pressão arterial,
– Diagnóstico e manejo
• Frequência respiratória,
/resposta motora, mais relacionada ao prognóstico/
• Gasometria Arterial.

- CATETER URINÁRIO:
• DIURESE é sensível a volemia e reflete a
perfusão tecidual.
• SVD: monitorar débito urinário e guiar a expansão
volêmica
• Sondagem vesical pela uretra é contra-indicada
em trauma uretral.
– Nesses casos realizar uma uretrografia retrógrada
para avaliação.
ATLS

/clínica: queda com as pernas abertas , trauma – Cada região é completamente examinada.
perineal, uretrorragia/ • HISTÓRIA
o A - Alergias.
o M - Medicações em uso.
o P - Patologias pregressas / prenhez.
o L - Líquidos a alimentos (Last Meal).
o A - Ambiente / evento.

REAVALIAÇÃO
• Reavaliações devem ser constantes:
– Evita que uma lesão seja esquecida.
– Evidencia qualquer tipo de deterioração.
• Monitorização contínua de sinais vitais, saturação
de oxigênio e débito urinário.
• Controle álgico adequado.

- CATETER GÁSTRICO: Cuidados Definitivos x Transferência


• Descompressão gástrica, alívio da distensão, • Sempre que as necessidades de tratamento do
diminui o risco de aspiração, avalia o risco de paciente excederem a capacidade da instituição
hemorragia no TGI. receptora, a transferência é considerada.
• Em suspeita (ou confirmada) de fratura de lâmina • Esta decisão requer avaliação detalhada das
crivosa, inserir o tubo via oral. lesões do paciente e o conhecimento das
capacidades da instituição, incluindo
- Exames de Raio X e estudos diagnósticos. equipamentos, recursos e pessoal.
• Rx deve ser criterioso, não deve atrasar os • Instituições com atenção de alta complexidade
cuidados definitivos. → atendimento multiespecializado.
• Radiografias da avaliação inicial: tórax e pelve
em AP.
• Aparelho portátil, sem interromper a reanimação.

• FAST.

• LPD – desafio em gestantes, cirurgias prévias e


obesos

/1000ml de líquido e faz aspiração./

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA
• Não começa até que tenha terminado o ABCDE.
• Os ESFORÇOS PARA RESSUSCITAÇÃO JÁ
FORAM TOMADOS e a MELHORA DA VITALIDADE
DO PACIENTE já foi demonstrada.
• É uma avaliação da cabeça aos pés:
– História complementar.
– Exame físico.
– Reavaliação dos sinais vitais.

Você também pode gostar