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Cronograma de Aulas e Avaliações de Direito

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Ricardo Fernando
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PROFESSOR WEVERTON GUSMÃO

Advogado.
Especialidades em Direito e Processo do Trabalho; Direito
Contratual.
Diversos Cursos de Extensão em Direito Desportivo e leilão de
imóveis judicial e extrajudicial.
Professor Universitário.
Contato: (12) 99133-1443
E-mail:
[Link]@[Link] OU
[Link]@[Link]

@[Link]
CRONOGRAMA – 1º BIMESTRE
AVALIAÇÃO – 1º BIMESTRE

PROVA – pontos
DIA 25 DE SETEMBRO

TRABALHO 1 –pontos

Tema do trabalho: Qualquer AULA DO BIMESTRE


Apresentação e Discussão – 18 de SETEMBRO

Entrega via e-mail : [Link]@[Link] OU


[Link]@[Link]
CRONOGRAMA 2º BIMESTRE
AVALIAÇÃO – 2º BIMESTRE

PROVA – pontos
Dia: 20 DE NOVEMBRO

TRABALHO 2 – pontos
Tema do trabalho: Discorrer sobre um Tema da Matéria e revisão para prova com exercícios
➢Entrega – 13 DE NOVEMBRO

Individual
Nome completo
Entrega imediata
Máximo 30 linhas
AVALIAÇÃO – 2º CHAMADA
PROVA – pontos
Dia: 02 A 04 DE DEZEMBRO

AVALIAÇÃO – EXAME FINAL


PROVA – pontos
Dia: 09 A 11DE DEZEMBRO
DIREITO COLETIVO DO
TRABALHO

AULA 6

Professor Weverton Gusmão

9
DIREITO DO TRABALHO COLETIVO

Bibliografias:
Mauricio Godinho; Delgado
Ives Gandra Martins
Sérgio Pinto Martins
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO

Metodologia de ensino:

Apresentação de conteúdo
Exercícios OAB e Concurso
Exercícios e Dinâmica em sala de aula
DIREITO DO TRABALHO

Aula – 7

Professor Weverton Gusmão

12
Greve e Lockout
Greve e Lockout
Greve e Lockout
A GREVE: EVOLUÇÃO HISTÓRICA.
[Link]
Histórico

Somente no século XIX que observamos o nascer da greve


com a Revolução Industrial surgindo assim o liberalismo
econômico.

O instrumento para alcançar esta afirmação foi o uso da


greve. Historicamente, a paralisação de atividades ou
serviços é um dos recursos mais eficazes, à disposição dos
trabalhadores ou do povo em geral, como meio de pressão
para se obter determinada reivindicação.

No Brasil, em menos de cem anos a greve que era


considerada crime, converteu-se em direito fundamental
assegurado pela nossa Lei Maior.
A GREVE NO BRASIL
No Brasil, tornaram-se célebres as revoltas dos escravos, na época Colonial, contra a
opressão e exploração, quando na época se organizavam em revoltas ou quilombos. Em
1890 a greve era proibida no Brasil pelo Código Penal.

Na época as greves representavam uma ameaça aos governos totalitários que insistiam
em exercer seu poder através de sanções.

Porém, a partir de 1900, quando o sistema político caracterizou-se pela idéia liberal que
defendia a confiança no indivíduo e não no Estado, a greve exerceu-se como uma
liberdade dos trabalhadores, sem leis que a restringissem ou a disciplinassem.

Com a implantação do Estado Novo e a Constituição de 1937 a greve tornou a ser


considerada um delito. Ao ser instituída a Justiça do Trabalho pelo Decreto-lei
nº 1.237/39 ficou fixado que a greve seria passível de punições que podiam ser de
despedida e suspensão até prisão.

A Carta Magna vigente assegurou amplo exercício do direito de greve, estabelecendo


que a lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das
necessidades inadiáveis da comunidade, sendo que os abusos cometidos sujeitam os
responsáveis às penas da lei.
Conceito

A "GREVE É INSTRUMENTO DE PRESSÃO, OU MESMO COERÇÃO,


DIRIGIDO PELA COLETIVIDADE DOS TRABALHADORES SOBRE O
PATRONADO” é um o exercício de um poder de fato dos trabalhadores
com o fim de realizar uma abstenção coletiva do trabalho subordinado.

Sob o ponto de vista do empregador, greve é um mal que acarreta


prejuízos a produção, daí a sua força enquanto instrumento de
reivindicação de melhores condições de trabalho.

A greve é considerada em nossa legislação, como a suspensão


coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de
serviços a empregador (art. 2º da lei nº 7.783/89).

A greve é uma garantia constitucional, considerada um DIREITO


SOCIAL dos trabalhadores, tratando-se de garantia fundamental.
Greve e Lockout (FINALIDADE)
GARANTIA E PREVISÃO AO DIREITO DE GREVE ( Art. 9, CF/99 e Lei de
Greve nº 7.783/89).

A Constituição Federal prevê em seu art. 9º:“

É ASSEGURADO O DIREITO DE GREVE, COMPETINDO AOS


TRABALHADORES DECIDIR SOBRE A OPORTUNIDADE DE EXERCÊ-
LO E SOBRE OS INTERESSES QUE DEVAM POR MEIO DELE
DEFENDER".

- É dado aos trabalhadores decidir sobre a OPORTUNIDADE de exercer


o direito de greve.
- É um Direito Social

Quer dizer, o trabalhador pode recorrer à greve para obter o


atendimento a uma reivindicação de natureza trabalhista, NUNCA para
buscar o atendimento de reivindicações políticas ou outros ideais.
NATUREZA JURÍDICA

A natureza jurídica da greve é a de um DIREITO FUNDAMENTAL DOS


TRABALHADORES, reconhecido pela CF/88, no artigo 9º. A greve é um
direito coletivo que resulta da autonomia privada coletiva, da liberdade
de trabalho, da liberdade associativa e sindical, e da autonomia dos
sindicatos.

A greve é sem dúvida uma forma de autotutela, de coerção coletiva.

Mas foi através de seu reconhecimento como direito fundamental que


esta além de força recebeu “civilidade”.

Diante disto, alguns doutrinadores têm o instituto da greve como um


SUPERDIREITO, contudo a presente denominação pode ensejar
enganosa visão a respeito de não haver limites para sua prevalência, o
que de fato está totalmente errado.
LIMITAÇÕES AO DIREITO DE GREVE

A Constituição impõe limites a esse direito, tendo em vista que,


antes de tudo, a nossa Lei Maior assegura O direito à vida, à
liberdade, à segurança (art. 5º).

OBS: “ a greve não é um direito absoluto”.

A lei nº 7.783/89 também impõe limites ao direito de greve. Em seu


art. 2º esclarece que a greve DEVE SER PACÍFICA, vedando,
portanto, greves violentas, inclusive por meio de tortura ou de
tratamento desumano.

Em seu art. 6º protege também a propriedade, não sendo possível


causar dano a propriedade ou a pessoa. A moral e a imagem da
pessoa também são protegidas pela nossa Constituição, portanto,
se a greve ofendê-las, as vítimas terão que ser indenizadas.
OUTRAS LIMITAÇÕES:

- Os militares estão proibidos de fazer greve (art. 142, §


3º, IV da CF). Contudo, é permitido aos funcionários
públicos exercerem o direito de greve, obedecendo aos
limites definidos em lei específica (art. 37, VII da CF).

- O abuso de direito na greve, isto é, a greve abusiva,


ocorre quando ultrapassar os limites normais de
civilidade, de respeito ao patrimônio particular alheio e
dos bons costumes tais como: - ocupação ameaçadora
de estabelecimentos; - sabotagem nas instalações e
serviços da empresa;
- As ATIVIDADES ESSENCIAIS também não podem ser paralisadas.

Tais atividades, de acordo com a Constituição Federal devem ser


conceituadas e determinadas pela legislação específica.

A lei nº 7.783/89 descreve taxativamente, em seu art. 10, as


atividades ou serviços essenciais:

O artigo 9, parágrafo primeiro da CF e na Lei da Greve que dispôs:


“os sindicatos, os empregados e os trabalhadores ficam obrigados
de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos
serviços indispensáveis aos atendimento das necessidades da
comunidade” (art. 11, Lei n. 7.7783/89).

O doutrinador GODINHO expressa que “a lei tem de ser interpretada


em harmonia com a Constituição: direitos e garantias, em nenhuma
hipótese, poderão, efetivamente, ser violados ou constrangidos”.
Greve e Lockout (Serviços Essenciais)
Greve e Lockout (Serviços Essenciais)
GARANTIAS DOS ENVOLVIDOS NA PARALISAÇÃO:

São assegurados aos grevistas durante a greve:

- o emprego de meios pacíficos de persuasão;


- a arrecadação de fundos, bem como, a livre divulgação do
movimento.
- As empresas não podem frustrar a divulgação do movimento, assim
como, adotar meios que forcem o empregado a comparecer ao
trabalho.
- Ao mesmo tempo em que os grevistas não podem proibir o acesso
ao trabalho daqueles que quiserem fazê-lo.
- Ainda, é vedada a rescisão do contrato de trabalho durante a greve
não abusiva, da mesma forma que contratar trabalhadores
substitutos.
- Os salários e demais obrigações trabalhistas relativas ao período
grevista serão regulados por acordo com o empregador. Trata-se de
hipótese SUSPENSIVA DOS CONTRATOS DE TRABALHO.
Greve e Lockout (Direitos e Deveres)
GARANTIAS DOS EMPREGADORES

O empregador tem o direito de saber antecipadamente


sobre a futura paralisação na empresa.

Não havendo acordo, é assegurado ao empregador,


enquanto perdurar a greve, o direito de contratar
diretamente os serviços necessários para esse fim.

Cabe ainda, contar com os serviços dos não grevistas.


Durante a greve, o sindicato ou a comissão de
negociação, manterá em atividade equipes de
empregados com o propósito de assegurar os serviços
cuja paralisação resultar em prejuízo irreparável.
GARANTIAS DOS EMPREGADORES

É importante destacar que os trabalhadores que quiserem trabalhar


não podem ser impedidos pelos grevistas.

Contudo é permitido o piquete que é uma forma de pressão para os


trabalhadores que não se interessam na greve, aderirem à
paralisação.

Já a sabotagem não será permitida, que é o emprego de meios


violentos para que o empregador ceda às vantagens reivindicadas
pelos trabalhadores.

O empregador também tem que respeitar alguns limites como o de


não constranger o empregado a trabalhar nem frustrar a divulgação
da greve.
É proibido também ao empregador contratar substitutos para os
grevistas, de acordo com o art. 7º da lei nº 7.783/89.
Greve e Lockout – TIPOS DE GREVE
Greve e Lockout (Requisitos)
Greve e Lockout (Requisitos)
A lei ordinária 7.783/89 brasileira traz os seguintes requisitos legais para que
seja reconhecido o exercício da greve:

[Link]ção e/ou realização de assembleia geral da categoria;

[Link] de quórum mínimo para deliberação;

[Link] da negociação coletiva sobre o conflito instaurado;

[Link]ção prévia aos empresários e à comunidade (nas greves em serviços


essenciais);

[Link]ção em funcionamento de maquinário e equipamentos, cuja paralisação


resulte prejuízo irreparável;

[Link] das necessidades inadiáveis da comunidade (nas greves em


serviços essenciais);

[Link] pacífico;

[Link] de liberdade de trabalho dos não grevistas;


Greve e Lockout (Requisitos)

GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO

O Poder Constituinte distinguiu o servidor público civil do empregado CLT no


que diz respeito ao exercício do direito de greve.

Os servidores públicos têm seu direito de greve disciplinado pelo art. 37, VII,
da CRFB: “Art. 37, VII – o direito de greve será exercido nos termos e nos
limites definidos em lei especifica;”

OBS: Há uma omissão de lei quando se trata do direito a greve para os


servidores estatutário, ficando eles assim sujeito as definições da lei de
greve dos empregados celetistas, uso da analogia.

O STF, tem entendido, que, é plenamente aplicável, observando os limites


impostos atualmente ao instituto, até que sobrevenha lei regulamentadora
especifica.

Portanto, atualmente deve-se aplicar também aos servidores públicos, no que


couber, a lei nº 7. 783/1989 (lei da greve).
PRATICANDO

1- Um grupo de servidores públicos do município de Rio Branco/AC


da área da educação articula, junto ao sindicato a que pertencem, um
movimento de greve demandando reposição salarial e melhoria das
condições de trabalho. Em razão da greve, as aulas são paralisadas
na rede municipal de ensino. Considerando o que prevê a legislação
vigente e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o direito de
greve dos servidores públicos:

A- está regulamentado expressamente por legislação específica,


atendendo ao que determina a Constituição Federal.
B- será limitado nas situações de abuso, que não existe quando o
movimento grevista persiste após decisão da Justiça do Trabalho
determinando sua cessação.
C- está sujeito à legislação extravagante que disciplina o direito de
greve para os trabalhadores em geral, por força de decisão do
Supremo Tribunal Federal.
D- impedirá, quando exercido, o desconto ou a compensação de dias
não trabalhados enquanto perdurar o movimento grevista.
PRATICANDO
Ano: 2024 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Rio Branco - AC Prova: IV - UFG - 2024 - Prefeitura
de Rio Branco - AC - Analista Processual
1- Um grupo de servidores públicos do município de Rio Branco/AC
da área da educação articula, junto ao sindicato a que pertencem, um
movimento de greve demandando reposição salarial e melhoria das
condições de trabalho. Em razão da greve, as aulas são paralisadas
na rede municipal de ensino. Considerando o que prevê a legislação
vigente e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o direito de
greve dos servidores públicos:

A- está regulamentado expressamente por legislação específica,


atendendo ao que determina a Constituição Federal.
B- será limitado nas situações de abuso, que não existe quando o
movimento grevista persiste após decisão da Justiça do Trabalho
determinando sua cessação.
C- está sujeito à legislação extravagante que disciplina o direito de
greve para os trabalhadores em geral, por força de decisão do
Supremo Tribunal Federal.
D- impedirá, quando exercido, o desconto ou a compensação de dias
não trabalhados enquanto perdurar o movimento grevista.
PRATICANDO

GAB.C

A. ERRADO. O direito de greve dos servidores públicos está garantido pela


CF (Art. 37, inciso VII), mas a regulamentação específica ainda não está
totalmente definida para todos os setores. A Constituição estabelece que a
greve é um direito dos servidores, mas a legislação que regulamenta a greve
deve ser criada e adaptada conforme as necessidades dos setores e
categorias específicas.

B. ERRADO. A greve dos servidores públicos pode ser limitada em casos de


abuso, mas a Justiça do Trabalho não se aplica diretamente aos servidores
públicos. A Justiça pode intervir em casos de abusos, mas a greve é
regulamentada por leis específicas para os servidores públicos e não se
submete diretamente às decisões da Justiça do Trabalho.

D. ERRADO. A Constituição permite o desconto dos dias não trabalhados


durante a greve. Embora a legislação possa prever algumas condições sobre
a compensação ou recuperação dos dias de greve, o desconto salarial é uma
prática comum durante períodos de greve.
Greve e Lockout (Efeitos)
Lockout (Conceito) - VEDADO NO NOSSO ORDENAMENTO
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