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Entendendo o Eclipse Solar: Tipos e Fases

O documento explica que o Sol é uma estrela que gera energia por fusão nuclear, enquanto a Lua, um satélite da Terra, não possui luz própria e brilha apenas por refletir a luz solar. Os eclipses solares ocorrem durante a Lua Nova, mas nem toda Lua Nova resulta em um eclipse devido ao ângulo entre os planos orbitais da Terra e da Lua. O texto também descreve os tipos de eclipses solares (total, parcial e anular) e os cuidados necessários para observá-los com segurança.
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Entendendo o Eclipse Solar: Tipos e Fases

O documento explica que o Sol é uma estrela que gera energia por fusão nuclear, enquanto a Lua, um satélite da Terra, não possui luz própria e brilha apenas por refletir a luz solar. Os eclipses solares ocorrem durante a Lua Nova, mas nem toda Lua Nova resulta em um eclipse devido ao ângulo entre os planos orbitais da Terra e da Lua. O texto também descreve os tipos de eclipses solares (total, parcial e anular) e os cuidados necessários para observá-los com segurança.
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Eclipse Solar

O Sol é uma estrela

Embora visto de dia, o Sol é uma estrela como tantas outras visíveis à noite. Assim, o Sol irradia
luz própria, diferindo dos planetas e seus satélites que brilham porque refletem a luz do Sol que
incide neles.

Na região central do Sol há uma poderosa usina geradora de energia por fusão nuclear: 4
núcleos de hidrogênio (H) se fundem He. O He resultante tem 1% menosformando 1 núcleo
de hélio (He), ou seja, 4H massa que 4 H. É a massa desaparecida que se transforma em
energia, conforme a famosa equivalência de Einstein entre energia E e matéria com massa m:
E=mc2 (c denota a velocidade da luz). Assim o Sol já se manteve aceso 5 bilhões de anos,
devendo continuar por outro período equivalente.

A Lua, nosso satélite, não tem luz própria

A Lua é o satélite natural da Terra (FICHA No.12). Muito menor do que o Sol e as demais
estrelas, ela é incapaz de gerar luz própria. Ela brilha apenas porque reflete a luz do Sol. Sendo
aproximadamente esférica, o hemisfério da Lua voltado para o Sol está sempre iluminado,
enquanto que o outro permanece escuro (Figura 1). A metade não-iluminada está sempre
associada a um cone de sombra.

Estando dentro do cone de sombra o observador não pode ver o Sol, pois ele estará totalmente
eclipsado pela Lua (Figura 1). O cone de sombra está embutido no cone de penumbra. Estando
fora do cone de sombra, mas dentro do cone de penumbra, o observador só pode ver uma parte
do Sol. Portanto, para presenciarmos um eclipse do Sol, precisamos estar numa localidade do
globo atingida pelo cone de sombra ou de penumbra.

Além do Sol, a Lua pode ocultar também planetas, satélites, asteróides (FICHA No.27), estrelas
etc. Nesse caso fala-se de ocultação pela Lua.

Figura 1 (fora de escala). Os cones de sombra e de penumbra da Lua. O termo latino umbra significa
sombra e penumbra quer dizer quase sombra. A altura h do cone de sombra é a distância média da Lua
ao Sol dividida por 400 que, por sua vez, é a razão entre os diâmetros do Sol e da Lua.

Todo eclipse solar ocorre na Lua Nova...

A Terra orbita ao redor do Sol, mas a Lua também orbita ao redor da Terra. Enquanto a Lua
descreve sua órbita ao redor da Terra, vemos o hemisfério iluminado da Lua sob diferentes
ângulos, o que ocasiona as diferentes fases da Lua (Nova, Crescente, Cheia e Minguante). É na
Lua Nova que o hemisfério escuro fica voltado para nós, e o cone de sombra ou de penumbra
pode atingir a Terra.

...mas, há Luas Novas sem eclipse solar

Se o plano da órbita da Lua coincidisse com o plano da órbita da Terra (eclíptica), a cada Lua
Nova ocorreria um eclipse do Sol. Mas, não é isso que acontece. Entre esses dois planos forma-
se um ângulo de 5,15o (Figura 2). Conquanto pequeno, esse ângulo faz com que eclipses do Sol
ocorram apenas em algumas Luas Novas. Na Terra, num ano, ocorrem pelo menos 2 eclipses
do Sol, porém não mais que 5.

Figura 2 (fora de escala). A Terra orbita ao redor do Sol no plano da eclíptica. Com esse plano, o plano
da órbita da Lua faz um ângulo de 5,15o que foi exagerado na Figura para mostrar que, apesar de a Lua
ser Nova (entre o Sol e a Terra), o alinhamento Sol-Lua-Terra é imperfeito de modo que o cone de
sombra não atinge a Terra.

A intersecção entre dois planos sempre define uma reta. A intersecção entre os planos orbitais
da Terra e da Lua define a reta chamada linha dos nodos (Figura 2). Para que eclipses ocorram,
a linha dos nodos precisa unir Sol e Terra. Na representação da Figura 2 isso acontecerá
quando a Terra caminhar mais uns 90o. Então a Lua Nova poderá se encontrar na eclíptica, ou
perto dela, ocasionando um eclipse solar. Este fato explica a raiz comum das palavras eclipse e
eclíptica.

Um eclipse solar não exige um alinhamento perfeito entre Sol, Lua e Terra. Ele pode ocorrer até
19 dias antes ou depois do alinhamento do Sol e da Terra com a linha dos nodos. Se a direção
da linha dos nodos fosse fixa, os eclipses aconteceriam rigorosamente a cada 6 meses. Mas ela
dá um giro a cada 18 anos e 7 meses, no sentido que faz o alinhamento se repetir 9,3 dias antes
de se completar 6 meses. Portanto ela gira no sentido oposto à traslação da Terra.

Eclipse total, parcial e anular do Sol

Quando o cone de sombra atinge a superfície da Terra, o eclipse solar é total, embora esse
eclipse seja verdadeiramente total só dentro do cone de sombra que na Terra tem um diâmetro
de apenas 200 km em média. Fora do cone de sombra, mas dentro do cone de penumbra cujo
diâmetro atinge milhares de km, o eclipsamento do Sol é parcial. Quando a Terra é atingida pelo
cone de penumbra sem ser atingida pelo cone de sombra, o eclipse é classificado como parcial.
A distância média da Lua à Terra é 384.400 km. Como a órbita lunar não é circular, mas elíptica,
essa distância varia de 363.300 a 405.500 km. Não é difícil acontecer que a Terra fique mais
afastada da Lua do que o vértice do cone de sombra (375 mil km). Nesse caso o eclipse é
anular. No auge do eclipse se vê o disco lunar ocultando só a parte central, deixando exposto
um anel periférico do disco solar.

O eclipse total visto da Terra

Os cones de sombra e de penumbra não permanecem estacionários, mas varrem a superfície


da Terra a milhares de km/h, aproximadamente de Oeste para Leste, devido sobretudo ao
movimento da Lua em torno da Terra. Para um observador num ponto da Terra, em qualquer dia
o Sol aparenta mover-se no céu de Leste para Oeste, assim como a Lua. Mas, a Lua caminha
mais devagar do que o Sol. Tanto que, de um dia para o outro, a Lua nasce atrasada cerca de
50 minutos em relação ao Sol. Num eclipse o observador vê, portanto, a Lua eclipsando primeiro
o bordo Oeste do Sol. No auge do eclipse, onde o eclipse for total, o Sol ficará totalmente oculto
por 7,5 min, no máximo. O eclipse termina com a Lua descobrindo o bordo Leste do Sol. Onde o
eclipse é total, ele demora cerca de 2,5 h.

Eclipse total do Sol de 26 de fevereiro de 1998

Começando no Pacífico, perto do Equador, a sombra desse eclipse passará pelas Ilhas
Galápagos, Panamá, Colômbia, Venezuela e várias ilhas do Caribe (Aruba, Curaçao, Antigua,
Montserrat e Guadalupe). A penumbra atingirá o Brasil na parte da tarde, ao norte dos estados
de Mato Grosso, Tocantins, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Cuidados com os olhos!

A observação do Sol é perigosa em qualquer dia. Pode causar até cegueira! Em eclipses as
chances de riscos aumentam pela curiosidade que o fenômeno desperta. O eclipse solar pode
ser visto sem proteção especial para os olhos somente quando o disco solar estiver totalmente
eclipsado. Fora disso, a observação recomendada é a indireta (através de imagem projetada),
ou através de filtros tecnicamente recomendados.

O último eclipse total do Sol deste milênio

Será em 11 de agosto de 1999. Começará a leste dos Estados Unidos, cruzará a Europa
(Inglaterra, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Hungria, Romênia e Bulgária),
Turquia, Iraque, Irã, Paquistão e Índia.

Interessante coincidência

O leitor mais atento deve ter notado que o Sol tem um diâmetro 400 vezes maior do que a Lua,
todavia está 400 vezes mais distante da Terra do que a Lua. É por isso que, no céu, ambos os
astros acabam tendo praticamente o mesmo diâmetro angular (FICHA No.6) de
aproximadamente 0,5o.

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