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Orientações sobre Esporotricose Humana e Animal

A Nota Técnica nº 3/2024 fornece orientações sobre a vigilância epidemiológica da esporotricose humana e animal, uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix. A doença é de notificação compulsória e pode afetar tanto humanos quanto animais, com diferentes manifestações clínicas e modos de transmissão. O documento detalha diagnóstico, tratamento e medidas de prevenção, destacando a importância do controle da doença em felinos para evitar a disseminação para humanos.
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Orientações sobre Esporotricose Humana e Animal

A Nota Técnica nº 3/2024 fornece orientações sobre a vigilância epidemiológica da esporotricose humana e animal, uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix. A doença é de notificação compulsória e pode afetar tanto humanos quanto animais, com diferentes manifestações clínicas e modos de transmissão. O documento detalha diagnóstico, tratamento e medidas de prevenção, destacando a importância do controle da doença em felinos para evitar a disseminação para humanos.
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Centro Estadual de Vigilância em Saúde

Divisão de Vigilância Epidemiológica

Nota Técnica nº 3/2024

Assunto: orientações de vigilância epidemiológica sobre Esporotricose Humana enquanto


agravo de Notificação Compulsória Estadual e orientações de vigilância sobre
Esporotricose Animal
Publicação: 28 de junho de 2024

Características gerais

Descrição
É uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix, que acomete humanos e
várias espécies animais. É também conhecida como "doença do jardineiro", pois o fungo
está presente no ambiente, no solo rico em material orgânico, nos espinhos de arbustos,
em árvores e vegetação em decomposição.

Agente etiológico
Atualmente, o Sporothrix brasilienses é a espécie envolvida na transmissão
zoonótica da doença e também a mais virulenta.
Já o Sporothrix schenckii é mais associado à transmissão sapronótica, ou seja,
diretamente a partir do ambiente, com menor envolvimento animal.

Fontes de infecção
Além do ambiente, animais infectados também são fonte de infecção. Os felinos
(gatos) são a espécie que mais comumente carreiam o fungo, principalmente aqueles com
livre acesso a ambientes externos, devido aos seus hábitos de afiar as unhas em árvores,
escavar a terra e brigarem por territórios entre si.
Nesses animais, a doença pode ser subclínica, com a colonização fúngica das
garras e da cavidade oral por leveduras, que é a forma infectante do fungo (GREMIÃO et
al., 2014).

Modo de transmissão
O Sporothrix spp não é capaz de penetrar a pele sem lesão e a infecção ocorre,
principalmente, pela entrada no organismo por meio de mucosa ou trauma na pele,
decorrente de acidentes com espinhos, palha ou lascas de madeira e contato com vegetais
em decomposição.
A transmissão pelos animais pode acontecer pela arranhadura, mordedura e
também por tosse ou espirro. Todo o animal doente com suspeita de esporotricose deverá
ser levado ao médico veterinário para a confirmação do diagnóstico e tratamento.

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Período de incubação
Frequentemente de 1 semana a 1 mês, podendo chegar a 6 meses.

Suscetibilidade, vulnerabilidade e imunidade


As formas clínicas da doença vão depender de fatores como a espécie fúngica
envolvida, o estado imunológico do indivíduo e a profundidade da lesão.

Manifestações clínicas em humanos


O desenvolvimento da lesão inicial é similar a picada de inseto, podendo evoluir
para cura espontânea ou então apresentando as seguintes possibilidades de localização:
Cutânea: uma ou múltiplas lesões, localizadas principalmente em mãos e braços;
Linfocutânea: é a forma clínica mais frequente. Pequenos nódulos localizados na
camada da pele mais profunda, seguindo o trajeto do sistema linfático da região
corporal afetada. A localização preferencial é nos membros superiores e inferiores;
Extracutânea: em outros locais do corpo, como ossos, mucosas, entre outros, sem
comprometimento da pele;
Disseminada: em outros locais do organismo, com comprometimento de vários
órgãos e/ou sistemas (pulmão, ossos, fígado).

Complicações da doença em humanos


Em casos mais graves, quando o fungo afeta os pulmões, por exemplo, pode surgir
tosse, falta de ar, dor ao respirar e febre. Na forma pulmonar, os sintomas se assemelham
aos da tuberculose.
Pode também afetar os ossos e articulações, manifestando-se como inchaço e dor
aos movimentos, bastante semelhante à artrite infecciosa.

Manifestações clínicas em animais


Em gatos, o principal sinal clínico observado é a presença de nódulos e lesões (uma
ou várias) cutâneas ulceradas disseminadas por toda a superfície corporal, podendo haver
o comprometimento das mucosas, principalmente da face (Fotos 1 e 2 do Apêndice A)
(BRASIL, 2023).
É comum que os animais apresentem rinite e/ou dispneia quando há o
acometimento da cavidade nasal (GREMIÃO et al., 2014).
Em cães, o principal sinal clínico observado é a presença de lesões cutâneas
(nódulos ou úlceras), principalmente na região da cabeça (BRASIL, 2023).

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Complicações da doença em animais


Com a evolução da doença, ocorre a piora da condição corporal e do estado geral
do animal.

Diagnóstico
A esporotricose pode ser diagnosticada por meio de uma correlação entre os dados
clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. O diagnóstico clínico-epidemiológico é possível
quando o quadro clínico é compatível com esporotricose e existe o histórico de vínculo
epidemiológico com um caso confirmado (animais e/ou humanos) por meio de exame
laboratorial, ou caso oriundo de área com histórico de transmissão (área de ocorrência de
casos autóctones).

Diagnóstico em humanos
A confirmação diagnóstica laboratorial em humanos é feita por meio do isolamento
do fungo obtido de material de biópsia ou aspirado de lesões. Nos casos mais graves,
outras amostras, tais como escarro, sangue, líquido sinovial e líquor podem ser analisadas,
de acordo com os órgãos afetados.
O exame é disponibilizado pelo Laboratório Central do Estado (LACEN/RS),
mediante cadastro no Sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL),
solicitando cultura de fungos. A coleta e o transporte devem estar de acordo com as
Instruções de Coleta e Transporte de Amostras para o LACEN/RS-2024.
Diagnóstico diferencial: sífilis terciária, leishmaniose cutânea, entre outras lesões de
pele.

Diagnóstico em animais
Nos animais, o diagnóstico laboratorial é realizado por meio de amostra clínica com
isolamento do fungo. Em gatos, pela alta carga de leveduras presente nas lesões, é
possível realizar o exame citopatológico para o diagnóstico.
Um resultado citopatológico positivo possibilita o início imediato do tratamento; já em
caso negativo, é necessário realizar a cultura fúngica para a definição da conduta.
Diagnóstico citológico é a técnica recomendada para triagem ou diagnóstico, quando
houver a impossibilidade de realizar o isolamento e cultura fúngica. A amostra pode ser
obtida a partir de swab com posterior esfregaço em lâmina ou imprint (Figuras 3 e 4 do
Apêndice A), evitando as lesões contaminadas por pelos, sujidades e crostas.
Isolamento e cultura fúngica é a metodologia considerada o padrão-ouro para
diagnóstico da esporotricose, recomendada para os casos suspeitos ou que apresentaram
diagnóstico citológico negativo.

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A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS) não fornece o


diagnóstico animal, sugerindo-se a parceria ou convênio das prefeituras municipais com
laboratórios públicos, privados ou universidades para a realização de exames. A proposta
de confirmação laboratorial em animais está descrita no Fluxo de Atendimento da
Esporotricose Felina (Fluxograma 1), e as ações frente aos casos com diagnóstico
confirmado (Fluxograma 2) estão dispostas no Apêndice A.

Tratamento em humanos
O tratamento humano deve ser realizado após a avaliação clínica, com orientação e
acompanhamento médico. A duração do tratamento pode variar de 3 a 12 meses até a
cura do indivíduo.
Os antifúngicos utilizados para o tratamento da esporotricose humana são o
Itraconazol, o Iodeto de Potássio e a Terbinafina; para as formas graves, disseminadas, o
Complexo Lipídico de Anfotericina B. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece
gratuitamente o Itraconazol (componente que deve ser de responsabilidade da atenção
básica) e o Complexo Lipídico de Anfotericina B.
As solicitações de antifúngicos para tratamento de micoses endêmicas e
oportunistas devem ser realizadas por meio do Formulário de solicitação de
medicamentos antifúngicos para pacientes com micoses endêmicas e oportunistas.
As Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) definirão se o preenchimento de
solicitação será feito pelo município ou pela própria CRS. Independentemente de quem
preencher o formulário, as entregas das medicações ficarão centralizadas nas CRSs e na
Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre,
por questões logísticas do Ministério da Saúde (MS). Para isso, nos campos do formulário
indicados na Figura 1, deverão ser informados os dados da CRS ou, no caso da Capital, os
dados da DVS.

Figura 1. Campos a serem preenchidos pela SES/RS (CRS) ou SMS (DVS)


Fonte: Formulário de solicitação de medicamentos antifúngicos para pacientes com
micoses endêmicas e oportunistas

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Tratamento em animais
O tratamento da esporotricose felina tem duração de 3 a 6 meses e deve ser
mantido por, pelo menos, mais 1 mês após a cicatrização de todas as lesões. Considera-
se curado o animal com a remissão completa de todas as lesões e outros sinais clínicos
relacionados à esporotricose após o último mês de tratamento.
A administração da medicação deve ser diária e ininterrupta, com acompanhamento
veterinário periódico. O medicamento para tratamento de animais com esporotricose
não é oferecido pelo SUS.
Em alguns casos, o tratamento poderá ser considerado inviável pelo médico
veterinário após a avaliação clínica individual, quando se consideram: o bem-estar e a
qualidade de vida do animal, a evolução e a gravidade da doença, a falta de resposta e
ineficácia do tratamento e ocorrência de recidiva, a incapacidade e dificuldade de
tratamento e manipulação do animal e o risco à saúde pública (BRASIL, 2022). Destaca-se
que para a realização da eutanásia é necessário que o “Termo de consentimento livre e
esclarecido para realização de eutanásia” (conforme modelo disponibilizado em Nota
Técnica de 2022 pelo CFMV) seja preenchido e assinado pelo médico veterinário e pelo
responsável pelo animal.

Vigilância epidemiológica

Definições de casos humanos


CASO SUSPEITO
Paciente com nódulos e/ou úlceras que não cicatrizam, com ou sem comprometimento
linfático E histórico de ter
 manipulado matéria orgânica (solo, terra, jardim, plantas) OU
 nos últimos 6 meses contato com gatos, cão ou outro animal com lesões nodulares
e/ou ulceradas e/ou diagnóstico de esporotricose.

CASO CONFIRMADO
Laboratorial: Caso suspeito com exame micológico direto, cultura ou PCR positivo para
Sporothrix sp.
Clínico Epidemiológico: Todo caso suspeito e com história de contato com animal com
esporotricose confirmado pelo critério laboratorial ou contato com material orgânico.

CASO DESCARTADO
Todo paciente suspeito com cultura negativa e que não possui vínculo epidemiológico
com animal confirmado ou história de trauma com material orgânico.

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Notificação de casos humanos


A esporotricose humana é doença de notificação compulsória (DNC) de interesse
estadual, devendo ser notificada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação
(SINAN) NET usando o CID B42 Esporotricose. A notificação é individual, com
periodicidade semanal, com prazo de encerramento de 60 dias.
O serviço de atendimento deve realizar a notificação de todos os casos suspeitos de
esporotricose humana, por meio da Ficha “NOTIFICAÇÃO / CONCLUSÃO” (Anexo A).
Esta ficha deve ser encaminhada para a Vigilância Epidemiológica Municipal, conforme
os fluxos estabelecidos.
A ficha de notificação/conclusão deve ser preenchida adequadamente, com todas
as informações da exposição do paciente, diagnóstico e conduta. Utilizar o campo
“Observação” para o preenchimento destas informações:
• Fonte de infecção: se teve contato com felinos ou outro animal com nódulos e/ou
úlceras; se o animal é positivo e já está em tratamento ou se é negativo ou
óbito/desaparecido; se está relacionado a contato com material vegetal;
• Local e descrição da lesão: local anatômico (mãos, pés, dedos, tronco, pernas,
etc), cutâneo fixa (quando fica apenas no local da inoculação), cutâneo linfática,
etc;
• Diagnóstico laboratorial com resultado (citologia, biopsia, cultura, micologia);
• Data do início do tratamento e medicação prescrita.

Investigação
Todo caso suspeito deve ser investigado de forma cuidadosa, especialmente em
relação à forma e ao local provável de infecção, assim como o tratamento e a evolução.
Após confirmação de diagnóstico animal e/ou humano, recomenda-se realizar a
investigação epidemiológica com busca ativa (caso humano e/ou animal) em um raio de
200 metros a partir do local de provável infecção (LPI) (exemplo: domicílio animal e/ou
humano), com monitoramento periódico da área de transmissão (Fluxograma 4 do
Apêndice A).

Notificação de casos animais


Recomenda-se notificar todos os casos animais com diagnóstico confirmado para
esporotricose (Fluxograma 3 do Apêndice A) pelo critério clínico-epidemiológico ou exame
laboratorial, por meio da Ficha de Notificação/Investigação de Esporotricose Animal
(REDCap).
Recomenda-se, ainda, o preenchimento e a assinatura do TERMO DE
RESPONSABILIDADE DO(A) TUTOR(A) DE ANIMAL SUSPEITO OU ACOMETIDO PELA
ESPOROTRICOSE (página 7 do Apêndice A), indicando ciência sobre a doença do animal,

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a necessidade e a importância do tratamento e as implicações deste agravo para a saúde


pública.

Medidas de prevenção e controle


O animal com esporotricose atua como sentinela de novos casos em animais e
humanos, sendo a sua detecção uma importante medida de prevenção e controle da
doença.
As intervenções em humanos devem incluir o controle da doença nesses animais e
a busca de novos casos felinos para impedir a disseminação do fungo (PAIVA, 2020).

Cuidados em relação ao risco biológico

Profissionais mais expostos ao risco


Diante da evidência da transmissão zoonótica da esporotricose, os profissionais de
saúde mais expostos ao risco de infecção pelo fungo são os médicos veterinários, técnicos
e estudantes de veterinária, assim como demais especialidades médicas (dermatologia,
oftalmologia, outras). Também estão sujeitos a maior risco de infecção os donos de gatos,
protetores, tratadores e profissionais de laboratório que manipulam culturas de Sporothrix
spp. Trabalhadores que lidam com a terra, o solo e as plantas também podem estar mais
propensos à transmissão sapronótica da doença ao não utilizarem Equipamentos de
Proteção Individual (EPIs).

Manejo de animais suspeitos


Para o atendimento clínico, manejo coleta de amostras envolvendo animais
suspeitos, é necessária a utilização de EPIs: avental descartável com punhos com
elásticos, luvas de procedimento descartáveis, máscara N95 ou PFF2, óculos de proteção,
calçados fechados e luvas de raspa de couro (para quem realiza a contenção do animal).

Higienização após contato com animal suspeito


Sempre que houver o contato com animal suspeito para esporotricose, é importante
lavar as mãos com água e sabão após a retirada das luvas. Os instrumentais usados nos
atendimentos devem ser lavados com água e sabão e, posteriormente, aqueles
considerados críticos, que penetram na pele e mucosas adjacentes (como os materiais
cirúrgicos), devem ser autoclavados. Os materiais que não necessitarem de autoclavagem
devem ser lavados com água e sabão, seguido de hipoclorito de sódio a 1% (SILVA et al.,
2012).
Considerando que a água sanitária comercial apresenta a concentração de
hipoclorito de sódio a 2,5%, para obter a concentração de 1% é necessário diluir duas
partes da água sanitária em três partes de água (exemplo: duas xícaras de água sanitária
adicionadas a três xícaras de água).

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A desinfecção de superfícies como mesa de atendimento, bancadas, pisos e


paredes deve ser feita com hipoclorito de sódio 1%, assim como a limpeza do chão e das
paredes das residências de tutores que mantêm os animais com esporotricose
domiciliados e isolados. Panos e cobertas utilizadas pelo animal devem ser deixados de
molho em solução de hipoclorito de sódio 1% e, depois, lavados separadamente e
expostos ao sol durante a secagem.

Destinação de cadáveres animais contaminados


Conforme a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 222/2018 da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (ANVISA) (BRASIL, 2018), os cadáveres dos felinos com
esporotricose enquadram-se como Resíduos de Serviço de Saúde do Grupo A. Torna-se
necessário definir alguns pontos críticos deste descarte, como os cadáveres são
armazenados e identificados, transportados e eliminados.
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) (2018), a recomendação para o
tratamento de resíduos e cadáveres de animais com esporotricose consiste na incineração
ou autoclavagem destes materiais biológicos, uma vez que o descarte em aterro sanitário
ou o enterro dos cadáveres leva à multiplicação do fungo no solo e à disseminação da
doença no meio ambiente (SILVA et al., 2012). Dessa forma, é fundamental que o
município destine os cadáveres dos animais com suspeita ou confirmação de esporotricose
corretamente.
Para manipular o cadáver, é obrigatório o uso de EPI. O corpo deverá ser
acondicionado em saco apropriado para lixo infectante com símbolo de risco biológico e
mantido refrigerado até a incineração ou autoclavagem.

Referências
ALMEIDA-PAES, R. et al. Refractory sporotrichosis due to Sporothrix brasiliensis in humans
appears to be unrelated to in vivo resistance. Medical Micology, Oxford, v. 55, n. 5, p. 507-517, jul.
2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria
Colegiada – RDC nº 222, de 28 de março de 2018. Regulamenta as Boas Práticas de
Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras providências. Brasília, 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e
Doenças Transmissíveis. Coordenação-Geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de
Transmissão Vetorial. Nota Técnica nº 14/2022-CGZV/DEIDT/SVS/MS. Brasília, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Nota Técnica nº 60,
de 24 de maio de 2023. A respeito das recomendações sobre a vigilância da esporotricose
animal no Brasil. Brasília, 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação
Estratégica de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 5 ed. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Esporotricose humana. Disponível em:
[Link]

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CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA. Nota Técnica de 6 de junho de 2022.


Presta esclarecimentos e orientações no que compreende às competências dos médicos-
veterinários e aos aspectos operacionais e documentais para realização de eutanásia por
parte desses profissionais que atuam nos canis públicos e estabelecimentos oficiais
congêneres, nos termos do disposto na Lei Federal nº 14.228/2021. Brasília, 2022.
FERREIRA, V. C. D. Distribuição espacial e temporal da esporotricose humana e animal na região
metropolitana do Rio de Janeiro de 2013 a 2020. Dissertação (Mestrado em Ciências). Escola
Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, p. 87.
2022.
FIOCRUZ. O gato com esporotricose deve ser sacrificado (eutanásia)? 2018. Disponível em:
[Link]
GREMIÃO, I. D. F. et al. Feline sporothrichosis: epidemiological and clinical aspects. Medical
Micology, Oxford, v. 00, p. 1-7, dec. 2014.
PAIVA, M. T. et al. Spatial association between sporotrichosis in cats and in human during a
Brazilian epidemics. Preventive Veterinary Medicine, v. 183, p. 105125, 2020.
SILVA, D. T. et al. Esporotricose zoonótica: procedimentos de biossegurança. Acta Scientiae
Veterinariae, v. 40, n. 4, p. 1067, 2012.

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Centro Estadual de Vigilância em Saúde
Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde

APENDICE A

Figura 1 – Felino com lesões cutâneas disseminadas, com a


presença de nódulos e úlceras, inclusive na região nasal.
Fonte: Centro Estadual de Vigilância em Saúde - SES/RS

Figura 2 – Felino com acometimento da cavidade nasal.


Fonte: Centro Estadual de Vigilância em Saúde - SES/RS

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Figura 3 – Coleta de amostra utilizando swab em lesão ulcerada


com exsudato.
Fonte: Centro Estadual de Vigilância em Saúde - SES/RS

Figura 4 – Coleta de amostra por imprint de lâmina em lesão ulcerada


com exsudato.
Fonte: Centro Estadual de Vigilância em Saúde - SES/RS

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FLUXOGRAMA 1

Atendimento e diagnóstico da esporotricose animal

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FLUXOGRAMA 2

Ações frente ao diagnóstico animal

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FLUXOGRAMA 3

Notificação de casos confirmados de esporotricose animal no Rio Grande do Sul

Página 5 de 7
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FLUXOGRAMA 4
Investigação de caso confirmado

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TERMO DE RESPONSABILIDADE DO(A) TUTOR(A) DE ANIMAL SUSPEITO


OU ACOMETIDO PELA ESPOROTRICOSE

Declaro que fui informado (a) pela Vigilância em Saúde do meu município sobre a
esporotricose, doença de importância para a saúde pública. Estou ciente dos itens citados
abaixo:

 O (A) tutor (a) do animal acometido pela esporotricose se responsabiliza pelo


tratamento devido do animal prescrito por Médico (a) Veterinário (a) até a cura da
doença;
 Em se tratando de uma zoonose, pode ocorrer transmissão da doença de animais
para humanos. Caso haja surgimento de lesões de pele em pessoas que têm
contato com animal, o indivíduo deve procurar a unidade de saúde mais próxima;
 O animal infectado deve ser segregado de outros saudáveis e mantido domiciliado,
abrigado e seguro;
 É obrigatório o uso de luvas para contato direto com o animal, principalmente em
contato com as feridas;
 O animal considerado curado deve ser mantido domiciliado e preferencialmente
castrado para evitar que ocorra recontaminação;
 Em caso de óbito do animal, o cadáver não poderá ser enterrado, sendo
obrigatória a destinação com tratamento térmico, a fim de evitar a contaminação do
solo. Notifique o órgão de saúde do seu município caso o óbito ocorra em casa.

Dados do animal
Nome:
Pelagem: Sexo:
Idade: Filhote ( ), Jovem ( ), Adulto ( ), Idoso ( )
Local de tratamento:

Dados do Proprietário
Nome: RG ou CPF:
Endereço: N°
Bairro: Fone:

, de de

Assinatura do (a) tutor (a) do animal

Página 7 de 7
ANEXO A
República Federativa do Brasil SINAN
Ministério da Saúde SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO Nº
FICHA DE NOTIFICAÇÃO/CONCLUSÃO
1 Tipo de Notificação
2 - Individual

2 Agravo/doença Código (CID10) 3 Data da Notificação


Dados Gerais

ESPOROTRICOSE B42 | | | |
| | |
4 UF 5 Município de Notificação Código (IBGE)
| | | | | |
6 Unidade de Saúde (ou outra fonte notificadora) Código 7 Data dos Primeiros Sintomas

| | | | | | | | | | | | |
8 Nome do Paciente 9 Data de Nascimento
| | | | | | |
Notificação Individual

1 - Hora
11 Sexo M - Masculino 12 Gestante 13 Raça/Cor
10 (ou) Idade 2 - Dia 1-1ºTrimestre 2-2ºTrimestre 3-3ºTrimestre
3 - Mês F - Feminino
I - Ignorado 4- Idade gestacional Ignorada 5-Não 6- Não se aplica 1-Branca 2-Preta 3-Amarela
| | 4 - Ano 9-Ignorado 4-Parda 5-Indígena 9- Ignorado
14 Escolaridade
0-Analfabeto 1-1ª a 4ª série incompleta do EF (antigo primário ou 1º grau) 2-4ª série completa do EF (antigo primário ou 1º grau)
3-5ª à 8ª série incompleta do EF (antigo ginásio ou 1º grau) 4-Ensino fundamental completo (antigo ginásio ou 1º grau) 5-Ensino médio incompleto (antigo colegial ou 2º grau )
6-Ensino médio completo (antigo colegial ou 2º grau ) 7-Educação superior incompleta 8-Educação superior completa 9-Ignorado 10- Não se aplica

15 Número do Cartão SUS 16 Nome da mãe

| | | | | | | | | | | | | |
17 UF 18 Município de Residência Código (IBGE) 19 Distrito
| | | | | |
Dados de Residência

20 Bairro 21 Logradouro (rua, avenida,...) Código

| | | | |
22 Número 23 Complemento (apto., casa, ...) 24 Geo campo 1

25 Geo campo 2 26 Ponto de Referência 27 CEP


| | | | - | |
28 (DDD) Telefone 29 Zona 1 - Urbana 2 - Rural 30 País (se residente fora do Brasil)
| | | | | | | | | 3 - Periurbana 9 - Ignorado

Conclusão
31 Data da Investigação 32 Classificação Final 33 Critério de Confirmação/Descarte
1 - Confirmado
| | | | | | | 2 - Descartado 1 - Laboratorial 2 - Clínico-Epidemiológico
Local Provável da Fonte de Infecção
34 O caso é autóctone do município de residência? 35 UF 36 País
1-Sim 2-Não 3-Indeterminado
Conclusão

|
37 Município Código (IBGE) 38 Distrito 39 Bairro

| | | | |
40 Doença Relacionada ao Trabalho 41 Evolução do Caso
1 - Sim 2 - Não 9 - Ignorado 1 - Cura 2 - Óbito pelo agravo notificado 3 - Óbito por outras causas 9 - Ignorado
42 Data do Óbito 43 Data do Encerramento
| | | | | | | | | | | | | |
Informações complementares e observações
Observações adicionais

FONTE DE INFECÇÃO:
LOCAL E DESCRIÇAO DA LESÃO:

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL COM RESULTADO:


DATA DO INÍCIO DO TRATAMENTO E MEDICAÇÃO PRESCRITA:

Município/Unidade de Saúde Cód. da Unid. de Saúde


Investigador

| | | | | |
Nome Função Assinatura

Notificação/conclusão Sinan NET SVS 27/09/2005

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