0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações13 páginas

Impactos da Obesidade Infantil na Saúde

O trabalho aborda os impactos da obesidade infantil na saúde e qualidade de vida das crianças, destacando suas consequências físicas, emocionais e sociais. A obesidade é um problema de saúde pública crescente, associada a diversas comorbidades e estigmas sociais que afetam o desenvolvimento das crianças. O estudo visa identificar essas implicações e promover uma abordagem multidisciplinar para a prevenção e intervenção, envolvendo famílias, escolas e comunidades.

Enviado por

p6gfm4r5sc
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações13 páginas

Impactos da Obesidade Infantil na Saúde

O trabalho aborda os impactos da obesidade infantil na saúde e qualidade de vida das crianças, destacando suas consequências físicas, emocionais e sociais. A obesidade é um problema de saúde pública crescente, associada a diversas comorbidades e estigmas sociais que afetam o desenvolvimento das crianças. O estudo visa identificar essas implicações e promover uma abordagem multidisciplinar para a prevenção e intervenção, envolvendo famílias, escolas e comunidades.

Enviado por

p6gfm4r5sc
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO


BACHARELADO EM NUTRIÇÃO

IMPACTOS DA OBESIDADE NA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DAS CRIANÇAS

RAYANE DUDA PEREIRA

Arapiraca - AL
2025
2

RAYANE DUDA PERIRA

IMPACTOS DA OBESIDADE NA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DAS CRIANÇAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como


requisito parcial para a obtenção do título de bacharel em
Nutrição.

Orientadora: Julianna Matias Vagula

Arapiraca - AL
2025
3

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

OMS Organização Mundial Da Saúde.


IMC Índice de massa corporal.

SUMÁRIO
4

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................5
1.1 PROBLEMA................................................................................................6
2. JUSTIFICATIVA................................................................................................6
3. OBJETIVOS......................................................................................................7
3.1 GERAL........................................................................................................7
3.2 ESPECIFICO..............................................................................................7
4. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA........................................................................8
5. METODOLOGIA DE PESQUISA....................................................................10
6. CRONOGRAMA..............................................................................................11
7. REFERENCIAS...............................................................................................12
5

[Link]ÇÃO

A obesidade infantil é um dos principais desafios de saúde pública enfrentados


globalmente, apresentando um aumento alarmante nas últimas décadas.
Caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, a obesidade não é apenas
uma questão estética, mas um problema complexo que afeta a saúde física, mental e
emocional das crianças.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência de
obesidade entre crianças e adolescentes tem crescido de forma exponencial,
tornando-se uma preocupação significativa para profissionais de saúde, educadores
e formuladores de políticas.
Os impactos da obesidade na saúde das crianças são profundos e variados.
Crianças obesas estão em maior risco de desenvolver uma série de condições de
saúde, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e problemas
ortopédicos. Além das consequências físicas, a obesidade também pode afetar a
saúde mental e emocional das crianças, contribuindo para o desenvolvimento de
transtornos como ansiedade, depressão e baixa autoestima. O estigma social
associado ao excesso de peso pode levar ao bullying e à exclusão social,
exacerbando ainda mais os problemas emocionais.
Além das implicações diretas na saúde, a obesidade infantil também impacta a
qualidade de vida das crianças. A limitação na participação em atividades físicas e
sociais pode resultar em um estilo de vida sedentário, prejudicando o desenvolvimento
social e emocional. A obesidade pode interferir na capacidade das crianças de se
envolverem em brincadeiras e esportes, atividades essenciais para o desenvolvimento
saudável e a construção de relacionamentos interpessoais.
Sendo assim, a obesidade pode interferir nas interações sociais e na capacidade
de formar relacionamentos saudáveis, resultando em isolamento e exclusão. A falta
de envolvimento em atividades recreativas e esportivas pode comprometer o
desenvolvimento social e emocional, essenciais para o crescimento saudável das
crianças.
Diante desse cenário, é fundamental compreender os múltiplos impactos da
obesidade na saúde e na qualidade de vida das crianças, a fim de desenvolver
estratégias eficazes de prevenção e intervenção. Este trabalho tem como objetivo
explorar as consequências da obesidade infantil, destacando a importância de uma
abordagem multidisciplinar que envolva a família, a escola e a comunidade na
promoção de hábitos saudáveis e na melhoria da qualidade de vida das crianças.
6

1.1 PROBLEMA

Como a obesidade pode afetar a vida e o desenvolvimento das crianças?

[Link]

A obesidade infantil é um dos problemas de saúde pública mais alarmantes da


contemporaneidade, com implicações profundas e duradouras na saúde e na
qualidade de vida das crianças.
A crescente prevalência dessa condição, que afeta milhões de crianças em todo
o mundo, justifica a necessidade urgente de investigar seus impactos e desenvolver
estratégias eficazes de prevenção e intervenção.
Primeiramente, a obesidade infantil está associada a uma série de comorbidades que
podem comprometer a saúde física das crianças, como diabetes tipo 2, hipertensão,
doenças cardiovasculares e problemas ortopédicos.
Essas condições não apenas afetam a saúde imediata, mas também aumentam
o risco de complicações na vida adulta, resultando em um ciclo vicioso de problemas
de saúde que podem ser evitados. Portanto, compreender os impactos da obesidade
na saúde é crucial para a formulação de políticas públicas e programas de saúde que
visem a prevenção e o tratamento eficaz dessa condição.
A obesidade na infância pode levar a problemas de saúde que persistem na vida
adulta, resultando em perda de produtividade e aumento dos custos sociais
Além das consequências físicas, a obesidade também tem um impacto
significativo na qualidade de vida das crianças. O estigma social associado ao excesso
de peso pode levar a problemas emocionais, como baixa autoestima, ansiedade e
depressão. Crianças obesas frequentemente enfrentam bullying e exclusão social, o
que pode prejudicar seu desenvolvimento emocional e social.
A qualidade de vida, que abrange aspectos físicos, emocionais e sociais, é
fundamental para o crescimento saudável e o bem-estar das crianças. Assim, é
essencial investigar como a obesidade afeta esses diferentes aspectos da vida infantil.
Por fim, a análise dos impactos da obesidade na saúde e na qualidade de vida
das crianças é vital para promover uma abordagem multidisciplinar que envolva
famílias, escolas e comunidades.
A conscientização sobre a importância de hábitos alimentares saudáveis e da
prática regular de atividades físicas pode contribuir para a formação de um ambiente
que favoreça o desenvolvimento saudável das crianças.
Este trabalho, portanto, busca não apenas elucidar as consequências da
obesidade infantil, mas também contribuir para a discussão sobre estratégias de
prevenção e promoção da saúde, visando melhorar a qualidade de vida das futuras
gerações.
7

[Link]

3.1 GERAL

Identificar as principais comorbidades associadas à obesidade infantil: Examinar as


condições de saúde que frequentemente acompanham a obesidade, como diabetes
tipo 2, hipertensão e problemas ortopédicos, e como essas condições afetam a saúde
geral das crianças.

3.2 ESPECÍFICOS

•Avaliar as consequências emocionais e sociais da obesidade;


•Analisar a relação entre obesidade e qualidade de vida
•Explorar como a obesidade influencia a capacidade das crianças de
participar de atividades físicas e recreativas, afetando seu
desenvolvimento social e emocional.
8

[Link]ÇÃO TEORICA

Os impactos da obesidade infantil vão além das condições físicas, afetando


também o bem-estar psicológico e social. Rezende et al. (2022) e Alexandre et al.
(2021) destacam como a baixa autoestima e os transtornos psicológicos, como a
depressão, estão frequentemente associados à obesidade infantil.
Justino et al. (2020) complementa essa análise, enfatizando que a distorção da
imagem corporal pode levar a comportamentos prejudiciais à saúde, como restrições
alimentares extremas ou episódios de compulsão.
A estigmatização, analisada por Newson et al. (2024) e Tarozo e Pessa (2020),
agrava ainda mais esses problemas, criando um ciclo de exclusão social e piora da
saúde mental.
O excesso de peso em crianças e adolescentes é um fator que impacta
negativamente na qualidade de vida desse público, principalmente no âmbito da
saúde fisiológica e psicológica, levando, geralmente, essa criança a uma vida de
inatividade e maus hábitos alimentares, além de sofrer estigmas nos ambientes
sociais e escolares onde frequenta, logo, torna-se de extrema importância o rastreio
de crianças e adolescentes com sobrepeso ou com obesidade, haja vista que a
identificação precoce pode corroborar com desfechos positivos na vida adulta,
evitando algumas doenças crônicas adquiridas e, com as medidas nutricionais
corretas, promovendo um ganho na autoestima desse individuo (GOUVEIA MJ, et
al., 2016; BACCHINI D, et al., 2017).
A obesidade infantil representa uma preocupação devido às suas implicações
de longo prazo para a saúde e o bem-estar das crianças. Caracterizada pelo
acúmulo excessivo de gordura corporal, a obesidade infantil é definida pela OMS
como um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior ao percentil 95 para a
idade e o sexo da criança.
Esta condição não apenas aumenta o risco de desenvolvimento de doenças
crônicas na vida adulta, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, mas
também está associada a uma série de complicações imediatas, incluindo problemas
psicossociais, como baixa autoestima e bullying (JARDIM & DE SOUZA, 2017,
LOURO et. al., 2022).
Entre os fatores de risco individuais, destacam-se hábitos alimentares
inadequados, como o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e ricos em
calorias, e a falta de atividade física. Além disso, predisposições genéticas e
condições médicas subjacentes podem aumentar o risco de desenvolvimento da
obesidade.
9

No entanto, o ambiente familiar e comunitário desempenha um papel


significativo, com fatores como baixa renda, acesso limitado a alimentos saudáveis,
falta de espaços seguros para brincar e desigualdades sociais contribuindo para o
aumento do risco de obesidade infantil. A publicidade de alimentos pouco saudáveis
dirigida às crianças e a falta de políticas públicas eficazes para promover ambientes
alimentares saudáveis também são fatores importantes a serem considerados.
Discute-se, inclusive, se a amamentação pode estar ou não relacionada a
obesidade (CORRÊA et. al., 2020, REIS; ARAGÃO; FARIAS, 2011).
Em estudo realizado por Arpini LSB, et al. (2015), mostrou que os determinantes
socioeconômicos influenciaram diretamente na qualidade da alimentação dos
escolares. Algumas das variáveis socioeconômicas que estiveram associadas à
qualidade da dieta ingerida pelos escolares foram classe socioeconômica e
escolaridade materna.
As crianças das classes socioeconômicas média apresentaram, em média, 51%
mais chances de baixo índice de qualidade da dieta. Os escolares cujas mães
relataram menos do que três anos de estudo apresentaram o triplo de chances de
apresentar baixa qualidade da dieta.
A formação dos hábitos alimentares saudáveis na infância é de grande
relevância, devido à possibilidade de continuidade na vida adulta desses hábitos,
isso vai influenciar diretamente no estado nutricional.
Devido a mudança no perfil nutricional que vem ocorrendo nos últimos anos e com a
formação de hábitos alimentares inadequados, a obesidade infantil, bem como o
risco de desenvolvê-la vem aumentando consideravelmente (PORTO ACV, et al.,
2013).
A participação dos pais no tratamento e no acompanhamento da obesidade de
seus filhos é crucial para o sucesso das intervenções, o acompanhamento familiar
necessita da promoção de hábitos saudáveis e apoio para lidar com as repercussões
negativas da obesidade.
Enfatiza-se a importância da sensibilização e a conscientização da família, assim
como a participação da escola e da sociedade no incentivo da promoção da saúde,
como alimentação adequada e práticas de exercício físico (VITORINO SVZ, et al.,
2015; LIRA RCM, et al., 2016).
Os comportamentos relacionados à saúde das crianças permaneçam sob a
influência e o controle dos seus pais, enfrentar a epidemia da obesidade infantil se
mostra difícil e é necessário, portanto, aprimorar o entendimento das consequências
desse problema de saúde entre os pais (APARÍCIO G, et al., 2011).
Um desafio vital para a família de crianças obesas é proporcionar apoio e
proteger a autoestima de seus filhos, ao mesmo tempo que se orienta
adequadamente quanto às práticas alimentares mais apropriadas, notando uma
necessidade de entender o indivíduo por completo para assim desenvolver um plano
terapêutico efetivo para cada criança, adequando as necessidade dela e de todos
envolvidos no contexto familiar (MELO VLC, et al., 2010).
10

[Link] DE PESQUISA

O método utilizado buscou explicitar o tema em estudo, e analisá-lo


comparativamente ao contexto que se procurou evidenciar. O presente estudo tem
característica de pesquisa básica, que visam ampliar os conhecimentos teóricos sobre
o tema, além de ter caráter descritivo, bibliográfico e interdisciplinar. O método
utilizado foi de revisão de literatura em livros e artigos relacionados á obesidade
infantil. Para tal, foram realizadas buscas na base de dados Google Acadêmico, no
período do mês de Janeiro e Fevereiro de 2025, excluindo artigos anteriormente ao
ano de 2010 e excluindo aqueles que não atendesse a temática proposta. Os
descritores utilizados foram: obesidade; saúde ; crianças; qualidade de vida.
11

[Link]

DATAS

Atividades Fevereiro Março Abril


Escolha do tema; X
Levantamento bibliográfico; X
Construção textual; X
Revisão; X
Entrega do TCC 1. X
12

[Link]ÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALEXANDRE et al. Os impactos psicossociais da obesidade infantil. Brazilian Journal


of Health Review, Curitiba, v. 4, n. 5, p. 19757-19761, set./out. 2021.

ARPINI LSB, et al. Associação entre a percepção materna do estado nutricional do


filho e a qualidade da dieta de escolares. DEMETRA: alimentação, nutrição e saúde,
2015;10(2): 299-314.

BACCHINI D, et al. The interplay among BMI Z-score, peer victimization, and self-
concept in outpatient children and adolescents with overweight or obesity. Jornal of
Childhood Obesity, 2017; 13: 242-249.

CORRÊA, V. P. et. al. O impacto da obesidade infantil no Brasil: revisão sistemática.


RBONE - Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, v. 14, n. 85, p.
177–183, 2020.

GOUVEIA MJ, et al. Imagem corporal e qualidade de vida na obesidade pediátrica.


Psicologia, Saúde e Doença,
2016; 17: 52-59.

JARDIM, J. B.; DE SOUZA, I. L. Obesidade infantil no Brasil: uma revisão integrativa.


Journal of Management and Primary Health Care, v. 8, n. 1, p. 66–90, 20 ago. 2017.

JUSTINO; ENES; NUCCI. Imagem corporal autopercebida e satisfação corporal de


adolescentes. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, Recife, v. 20, n. 3, p. 725-
734, jul.-set. 2020. Disponível em: [Link]

LIRA RCM, et al. Experiência de abordagem sobre alimentação entre crianças.


SANARE, 2016; 15(1): 69-73.

LOURO, M. B. et. al. Association between rapid weight gain and overweight in children
aged 0 to 5 years in Latin America. Rev. Bras. Saúde Mater. Infant. (Online), p. 95–
104, 2022.

MELO VLC, et al. Obesidade infantil: impactos psicossociais. Rev Méd Minas Gerais,
2010; 20(3): 367-370.

NEWSON et al,.The psychosocial beliefs, experiences and expectations of children


living with obesity. Health Expectations, v. 27, n. 1, 18 jan. 2024.

PORTO ACV, et al. Frequência de consumo de fast food em crianças de uma escola
pública e uma escola privada do
município de Nova Iguaçu no Rio de Janeiro e sua influência no perfil nutricional. Acta
Pediátrica Portuguesa, 2013;
44(6): 301-305.

PRÍCIO G, et al. Olhar dos pais sobre o estado nutricional das crianças pré-escolares.
Millenium, 2011; 20(40): 99- 113.
13

REIS, E. G.; ARAGÃO, I.; FARIAS, J. Políticas públicas de nutrição para o controle da
obesidade infantil. Revista Paulista de Pediatria, v. 29, n. 4, p. 625–633, 1 dez. 2011.

REZENDE et al. Factors associated with satisfaction and distortion of body image
among children from 7 to 10 years of age. J. Phys. Educ., 2022, v. 33, e3356.

TAROZO; PESSA. Impacto das consequências psicossociais do estigma do peso no


tratamento da obesidade: uma revisão integrativa da literatura. Psicologia: Ciência e
Profissão, 2020, v. 40, e190910, p. 1-16. DOI: [Link]
3703003190910.

VIROTINO SVZ, et al. Viver com obesidade infantil: a experiência de crianças inscritas
em programa de
acompanhamento multidisciplinar. Revista RENE, 2015; 15(6): 980-989.

Você também pode gostar