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O documento discute a transformação da psicologia tradicional para a psicologia positiva, enfatizando a importância de focar no que funciona em vez de apenas no negativo. Relata a experiência de um professor que, ao lecionar um curso de Psicologia Positiva em Harvard, percebeu que os alunos estavam em busca de felicidade imediata, apesar de suas conquistas. A narrativa destaca a necessidade de abordar a experiência humana de maneira mais saudável e construtiva.

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O documento discute a transformação da psicologia tradicional para a psicologia positiva, enfatizando a importância de focar no que funciona em vez de apenas no negativo. Relata a experiência de um professor que, ao lecionar um curso de Psicologia Positiva em Harvard, percebeu que os alunos estavam em busca de felicidade imediata, apesar de suas conquistas. A narrativa destaca a necessidade de abordar a experiência humana de maneira mais saudável e construtiva.

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uma pessoa, muitos médicos aspirantes de repente se convencem de que são vítimas de

TODAS elas. Alguns anos atrás, meu cunhado me ligou da Faculdade de Medicina de Yale
me dizendo que tinha lepra (o que, até na Yale, é extremamente raro). Mas eu não fazia
ideia de como consolálo, porque ele tinha acabado de se recuperar de uma semana de
menopausa e ainda estava extremamente sensível! A questão é que, como veremos ao
longo deste livro, o objeto ao qual dedicamos nosso tempo e focamos nossa energia
mental pode de fato se transformar na nossa realidade. Não é saudável nem
cientificamente responsável nos limitarmos a estudar a parte negativa da experiência
humana. Em 1998, Martin Seligman, então presidente das American Psychological
Association, anunciou que finalmente havia chegado a hora de revolucionar a abordagem
tradicional da psicologia, concentrando-se mais no lado positivo da curva. Que tínhamos
de estudar o que funciona, e não só o que emperrou. E assim nasceu a “psicologia
positiva”. MORRER DE FOME EM HARVARD Em 2006, o dr. Tal Ben-Shahar me perguntou se
eu estaria disposto a atuar como professor bolsista para ajudá-lo a conceber e lecionar
uma disciplina chamada Psicologia Positiva. Na ocasião, Tal ainda não era
internacionalmente famoso; seu livro best-seller Happier só viria a ser publicado na
primavera seguinte. Considerando as circunstâncias, achamos que teríamos sorte se
conseguíssemos atrair uma centena de estudantes da graduação ousados o suficiente para
arriscar abrir mão de créditos em, digamos, teoria econômica, para fazer um curso sobre a
felicidade. Quando entramos na sala de aula no primeiro dia do curso, quase mil alunos de
graduação estavam apinhados no auditório à nossa espera – representando aquele um de
cada sete alunos de uma das universidades mais exigentes do mundo. Percebemos
rapidamente que aqueles alunos estavam lá porque estavam com fome. Estavam famintos
por mais felicidade, não em algum momento no futuro, mas, sim, no presente. E eles
estavam lá porque, apesar de todas as vantagens que tinham, ainda não se sentiam
realizados. Pare por um momento para imaginar um desses alunos: já no primeiro ano de
idade, muitos podiam ser vistos deitados no berço usando um babador com os dizeres
“Com destino a Harvard” ou talvez um bonezinho da Yale (caso algo terrível

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