0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações3 páginas

Reflexões sobre Autobiografia e Autoficção

O curso propõe uma análise crítica da autobiografia e autoficção, questionando a dicotomia entre ficção e não-ficção na narração do eu. Através de obras de autores como Gertrude Stein e Primo Levi, o curso explora a subjetividade e as transformações na escrita autobiográfica contemporânea. O cronograma inclui discussões de textos fundamentais e avaliações sobre a temática da memória e identidade.

Enviado por

deisy.souza
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações3 páginas

Reflexões sobre Autobiografia e Autoficção

O curso propõe uma análise crítica da autobiografia e autoficção, questionando a dicotomia entre ficção e não-ficção na narração do eu. Através de obras de autores como Gertrude Stein e Primo Levi, o curso explora a subjetividade e as transformações na escrita autobiográfica contemporânea. O cronograma inclui discussões de textos fundamentais e avaliações sobre a temática da memória e identidade.

Enviado por

deisy.souza
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1

A vida está lá, na escrita?

Reflexões acerca da autobiografia, autoficção e formas de testemunhos

Lit 947 A – quintas, às 14, sala 4011


Professora: Sabrina Sedlmayer- [Link]@[Link]

Ementa:

Pretende-se problematizar o binarismo que muitos estudos sobre o assunto travaram a partir
da década de 1970, a saber: 1) que toda narração de um eu é uma forma ficcional inerente ao
cárater retórico da identidade; 2) que as autobiografias não são ficções. Avançar, através de
exemplos literários atuais, num campo que aposta na fluidez genológica e na expansão formal.

Tendo em vista a questão da subjetividade, o curso pretende partir das obras de Gertrude
Stein e Roland Barthes, que fizeram espécies de paródias e jogos irônicos com nomes próprios,
além de exibirem a fratura identitária do que se convencionou a chamar “a questão do
sujeito”. Em um segundo momento, passar por uma inflexão denominada, por Beatriz Sarlo,
de “guinada subjetiva” e analisar alguns testemunhos, tais como os do Primo Levi e do Cohen,
discorrendo sobre o mapa convulso dos estudos culturais. Por último, atermos na na
dispersividade atual, em que há uma extensão do campo ensaístico com a reiterada repetição
do termo “autoficção” (levando em consideração vozes autorais contrárias a tal denominação,
como Ernaux).

Programa:

1. Novo sujeito, nova ciência: Roland Barthes e Gertrude Stein


2. Cultura da memória e guinada subjetiva: Primo Lévi e Marcel Cohen
3. Os limites da biografia: Janet Malcolm lê Sylvia Plath
4. Nós, mulheres: Rachel Cusk e Annie Ernaux

Outros autores a serem consultados, para fins comparatistas, em sala de aula: Deborah Levy,
Jacques Fux, Laurent Binet e etc.

Cronograma

Agosto

 17: Introdução ao Curso. Leitura e discussão de dois textos, a saber: “Emília e uma
noites”, de António Lobo Antunes; “Configurações incontornáveis”, de Charles Taylor.
 24: “Da subjetividade literária”, capítulo inédito da minha Tese de Doutorado, de 2000.
Aula será gravada e postada no Moodle. * Estarei no Colóquio “Vestígio e Memória”,
em UFSJDR. Texto referência 1: “A razão desprendida de Descartes”. Charles Taylor.
 31: Discussão de Autobiografia de Alice Toklas, de Gertrude Stein. Texto referência 2:
“Epifanias do Modernismo”, Charles Taylor.
2

Setembro

 14: Discussão de Roland Barthes por Roland Barthes. Texto referência 3: “Roland
Barthes: um texto-cuerpo fragmentado”, de José María Yvancos.
 21: Discussão de É isto um homem? de Primo Levi. Texto referência 4: “Contra o
esquecimento”, de Frederico Cereja; Texto 5: excertos da entrevista com o autor
italiano, do livro Primo Levi: o dever da memória.
 28: Discussão sobre a “guinada subjetiva” (Beatriz Sarlo) e noções de testemunho
(Márcio Selligman-Silva). Texto referência 6: O que resta de Auschwitz, Giorgio
Agamben.

Outubro

 5: Discussão do livro A cena interior, de Marcel Cohen. Texto referência 7: “Escrita”,


Aleida Assmann.
 19: Tipologias textuais da memória do eu. Texto referência 8: “O espaço biográfico”,
Leonor Arfuch (excertos)
 28: O que é uma biografia? Discussão sobre A mulher calada. Sylvia Plath, Ted Hughes
e os limites da biografia, de Janet Malcolm.

Novembro

 09: Discussão de O acontecimento, de Annie Ernaux. Texto referência 9: El pacto


ambíguo: de la novela autobiográfica a la autoficción, de Manuel Alberca.
 16: Continuação Ernaux. Texto referência 10: Ensaios sobre a autoficção. Organização
Jovita Noronha (excertos).
 23: Discussão de a trilogia Esboço, Trânsito e Mérito, de Rachel Cusk. Pós-ficção?
 30: Discussão de a trilogia Esboço, Trânsito e Mérito, de Rachel Cusk. Pós-ficção?

Dezembro

 07: Apresentação sintética dos ensaios a serem avaliados no final do Curso.


 14: Apresentação sintética dos ensaios a serem avaliados no final do Curso.

Avaliações:

 Textos referência (questões): 25 pontos


 Apresentação sintética do ensaio: 25 pontos
 Ensaio final: 50 pontos
3

Bibliografia Básica

*Em todas as aulas bibliografia adicional será sugerida

ALBERCA, Manuel. El pacto ambíguo: de la novela autobiográfica a la autoficción. Biblioteca


Nueva, 2007.

ARFUCH, Leonor. O espaço biográfico. Dilemas da subjetividade contemporânea. Tradução


Paloma Vidal. Rio de Janeiro: ed. UERJ, 2020.

ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação. Formas e transformações da memória cultural.


Tradução Paulo Soethe. Campinas: Editora Unicamp, 2011.

BRUSS, Elizabeth. Autobiographical Acys: The changing Situation of a Literary Genre. John
Hopkins, 1976.

CAMARERO, Jésus. Autobiografia: escritura y existência. Barcelona: Anthropos, 2011.

CLIMENT-ESPINO, Rafael. “Novela autobiográfica Y metaliteratura: usos y maneras de la


escritura em Teresa de la Parra”. Iberoamericana. America Latina. España-Portugal. Volume
64. 2017ª, pp. 175-194

COLONA, Vicent. Autofiction et autres mythomanies littéraires. Tristam, 2004.

COHEN, Marcel. A cena interior. Tradução de Samuel Titan Jr. São Paulo: Editora 34, 2017.

COLLOQUE DE CERISY. Penser le sujet. Paris: Fayard, 1995.

ÉTUDES DE LITTERATURA ANCIENNE. L´invention de l´autobiographie. D’ Hésiode à Saint


Augustin. Paris: Presses de l´école normale superieure, 1993.

LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico. De Rousseau à Internet. Organização Jovita


Noronha. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.

MOLLOY, Sylvia. Acto de presencia. La escritura autobiográfica em Hispanoamerica. Mexico


D.F: Fondo de Cultura Rconomica, 1996.

NORONHA, Jovita Maria Gerheim. Ensaios sobre a autoficção. Belo Horizonte: Editora UFMG,
2014.

ROSSI, Paolo. O passado, a memória, o esquecimento: seis ensaios da história das ideias.
Tradução Nilson Moulin. São Paulo: Editora UNESP, 2010.

SARLO, Beatriz. Tempo passado. Cultura da memória e guinada subjetiva. Belo Horizonte; São
Paulo: Editora UFMG; Companhia das Letras, 2007.

SEDLMAYER, Sabrina. “Da subjetividade literária”. In: Quanto a mim, eu. Tese de Doutorado,
2000 (inédita).

TAYLOR, Charles. As fontes do self. A construção da identidade moderna. Tradução Adail


Ubirajara Sobral; Diana de Abreu Azevedo. São Paulo: Edições Loyola, 1994.

ZAMBRANO, María. La confesión. Género literario. Madrid: Ediciones Siruela, 1995.

Você também pode gostar