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Acompanhamento Nutricional na Gastroplastia

O trabalho aborda a importância do acompanhamento nutricional antes e após a cirurgia bariátrica, especificamente a Gastroplastia em Y de Roux. A pesquisa destaca a prevalência da obesidade e suas comorbidades, além de identificar deficiências nutricionais que podem ocorrer no pós-operatório. O objetivo é apresentar a relevância da nutrição na recuperação e manutenção da saúde dos pacientes bariátricos.
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Acompanhamento Nutricional na Gastroplastia

O trabalho aborda a importância do acompanhamento nutricional antes e após a cirurgia bariátrica, especificamente a Gastroplastia em Y de Roux. A pesquisa destaca a prevalência da obesidade e suas comorbidades, além de identificar deficiências nutricionais que podem ocorrer no pós-operatório. O objetivo é apresentar a relevância da nutrição na recuperação e manutenção da saúde dos pacientes bariátricos.
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Centro Universitário São Camilo

Curso de Nutrição

Ana Beatriz de Matheus David


Fernanda Francischetti
Maria Antonia Bispo

Acompanhamento nutricional antes e após Gastroplastia em Y de Roux

São Paulo
2024

1
Centro Universitário São Camilo

Curso de Nutrição

Ana Beatriz de Matheus David


Fernanda Francischetti
Maria Antonia Bispo

Acompanhamento nutricional antes e após Gastroplastia em Y de Roux

Trabalho de Conclusão de Curso


Apresentado ao Centro Universitário São
Camilo, orientado pela Prof. Priscila Kobal,
como requisito de avaliação de estágio
obrigatório em Instituições Diferenciadas.

São Paulo
2024

2
RESUMO

Palavras-chave:

3
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO………………………………………………………………………5
2. OBJETIVO…………………………………………………………………………...7
3. METODOLOGIA…………………………………………………………………….8
4. DESENVOLVIMENTO……………………………………………………….……..9
4. 1. Principais micronutrientes envolvidos no processo da
inflamação…………………………………………………………………………………..9
1. Ácidos graxos e ômega-
3………………………………………………………………...…...9
2. Vitaminas antioxidantes (A,C e E)..…………………………..……….10
3. Vitamina D…………………………………………………...……...……..12
4. Zinco e Magnésio…………………………………………………………13
5. Cúrcuma……………………………………………………………………14
5. CONCLUSÃO………………………………………………………………………16
6. REFERÊNCIAS…………………………………………………………………….17

4
1. INTRODUÇÃO

Sobrepeso e obesidade são condições constantemente associadas ao


acúmulo de gordura corporal, no qual o peso ultrapassa o limite saudável em
relação a estatura e estrutura física, o que apresenta riscos à saúde humana. Nesse
sentido, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que
cerca de 13% da população mundial adulta seja obesa (ANO), o que equivale a
mais de 600 milhões de pessoas. No Brasil, a obesidade é considerada um
problema de saúde pública e aproximadamente 55,4% da população adulta está
acima do peso, sendo 19,8% considerada obesa (OMS, ).
O levantamento da OMS alerta que a obesidade é a causa de morte de 2,8
milhões de pessoas no mundo, e mostra-se ainda, um crescimento das doenças
não contagiosas relacionadas a esse quadro, como diabetes, hipertensão arterial e
doenças cardiovasculares, responsáveis por dois terços de mortes no mundo
(ABESO, 2012).
Tanto o sobrepeso quanto a obesidade resultam de um desequilíbrio entre a
ingestão e o gasto calórico. O indicador utilizado para avaliar o indivíduo em relação
ao peso adequado e a altura é denominado Índice de Massa Corporal (IMC), um
instrumento que fornece uma indicação geral da proporção de gordura corporal. É
calculado dividindo o peso da pessoa em quilogramas pela altura ao quadrado, em
metros. Fica determinado que o indivíduo que apresenta IMC acima de 25 kg/m²
possui excesso de peso, já acima de 30 kg/m² é considerado obesidade
(OMS,1997).
Dentre os fatores de risco para essa comorbidade, incluem-se as doenças
não transmissíveis como diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares,
hipertensão, acidente vascular cerebral e câncer. Desse modo, o tratamento deve
ser multidisciplinar, somado a mudanças nos hábitos alimentares e a prática de
atividade física, além da possibilidade de estar associado ao uso de medicamentos.
(OMS, )
Além disso, indivíduos obesos podem apresentar alterações
comportamentais, serem vítimas de preconceito e discriminação, o que gera
quadros de compulsão alimentar, ansiedade, depressão e distúrbios psicossociais.
Ademais, a baixa autoestima somada a influência da mídia acarretam
negativamente na imagem corporal, visto que a busca excessiva pelo corpo ideal
tem dificultado o tratamento da obesidade (ALMEIDA et al, 2012).
Ademais, a obesidade severa representa uma condição crônica resistente a
abordagens tradicionais de dieta e exercício físico, visto que pessoas nessa
situação apresentam uma história prolongada de excesso de peso e dificuldade em
manter o peso perdido. Diante desse cenário, somado às comorbidades associadas,
aumentam o número de indicações para a realização da cirurgia bariátrica no país.
Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em
2020 foram realizadas mais de 60 mil cirurgias bariátricas no Brasil.

Nesse contexto, critérios de elegibilidade foram intitulados para a realização desse procedimento, tal

5
50 kg/m2 (SBCBM, 2017). É indicado também aos jovens
entre 16 e 18 anos se comprovado a consolidação das epífises de crescimento
ósseo e para os idosos acima de 65 anos, se considerado a relação risco benefício,
visto que o risco de mortalidade aumenta com a idade mais avançada. (citar livro) ->
é o da SBCBM?
De acordo com a (SBCBM, 2022), mostra-se um aumento da obesidade pós
pandemia do coronavírus, comprovado que parte dos pacientes que já tinham
excesso de peso e doenças associadas, apresentaram um agravamento no quadro
depois desse período. Consequentemente, o estudo a partir do Diet & Health Under
Covid-19, afirma que o Brasil obteve uma porcentagem maior de pessoas que
ganharam peso durante a pandemia em relação aos demais países, resultando em
52% dos brasileiros, com uma média global de apenas 31%. Com isso, as diretrizes
de 2023 sugerem novas regras para indicação da cirurgia bariátrica e metabólica no
país. Assim, o Conselho Federal de Medicina (CFM) discute a ampliação do
procedimento cirúrgico para pessoas com IMC a partir de 35 kg/m2 sem a presença
de doenças.
Em contrapartida, condições clínicas precárias que elevam o risco de
mortalidade, torna o procedimento inapropriado, como em casos de retardo mental,
transtornos psiquiátricos graves e abuso ou dependência de álcool ou drogas. Além
da ausência de suporte familiar e baixo poder aquisitivo que também podem
comprometer a recuperação da cirurgia e a manutenção de um estilo de vida
saudável após o procedimento (Silva; Mura, 2016, p.875).

6
2. OBJETIVO

2. 1. Objetivo Geral

Apresentar, por meio de revisão bibliográfica, os aspectos nutricionais e a


importância do acompanhamento nutricional pré e pós nutricional em pacientes que
realizaram a cirurgia bariátrica, utilizando o método Gastroplastia em Y de Roux.

2. 2. Objetivos Específicos

● Compreender a importância do acompanhamento nutricional no pré-


operatório;
● Apresentar a evolução da dieta após a cirurgia;
● Pontuar a importância da adequação dos macronutrientes;
● Identificar as deficiências de micronutrientes pós cirúrgico;
● Descrever a necessidade de suplementação adequada.

7
● MATERIAIS E MÉTODOS

Foi realizada uma revisão bibliográfica diante do assunto estudado. A pesquisa foi
fundamentada e pautada em fontes e referências bibliográficas plausíveis com o tema, por
meio de plataformas onlines, como PubMed, Scielo, USP (?), e fontes da literatura, tendo
em vista exemplos como “Tratado de Alimentação Nutrição e Dietoterapia”, “Má Absorção e
Deficiências Nutricionais após Cirurgia Bariátrica”, “Distúrbios Vitamínicos e de Minerais no
Pré e Pós-operatório em Cirurgias Bariátricas”. O levantamento de dados foi realizado de
27/06/2023 à [....]
O trabalho se trata de uma revisão bibliográfica com características descritivas.

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REVISÃO DA LITERATURA

Apresentação da Técnica Bypass Y de Roux

Na atualidade, o Bypass Y de Roux é a principal técnica utilizada


mundialmente, sendo optada por 46,6% dos pacientes que se submetem a cirurgia
bariátrica. ( referenciar) É considerada padrão-ouro no tratamento da obesidade e
para a perda de peso corporal efetiva, sendo classificada como uma técnica mista,
com predomínio de restrição e presença de má absorção.
Durante a cirurgia, cria-se um reservatório gástrico de aproximadamente
20mL (denominada bolsa gástrica ou pouch), que consiste em uma limitação da
ingestão de nutrientes

8
Identificar as deficiências de micronutrientes pós cirúrgico

Os micronutrientes (vitaminas hidro/lipossolúveis e minerais) desempenham


papel importante na nossa saúde, a fim de facilitar as reações químicas que
ocorrem em nosso corpo. Nesse sentido, as vitaminas auxiliam na regulação das
funções celulares e imunológicas, além de serem necessárias no processo de
fornecimento de energia, enquanto que os minerais contribuem para a atividade
celular, formação de tecidos, contração dos músculos e transmissão de impulsos
nervosos. No caso da cirurgia bariátrica, a deficiência pré-operatória ocorre em 20%
dos indivíduos e pode-se agravar a longo prazo, como no caso do pós-operatório.
As deficiências podem variar de acordo com a frequência, o micronutriente e a
técnica empregada, no caso o Bypass Y de Roux.
Somado a isso, temos alguns sintomas clínicos, recomendações e
diagnósticos para tratar essas carências dos micronutrientes, com foco para o pós-
operatório.
Como ponto de partida, temos as principais vitaminas que são: A, B1, B2, B6,
B9, C, D.
A vitamina A apresenta de 8 - 11% de deficiência pós-operatória. Além disso,
apresenta como fatores de risco a perda de peso grave. Como manifestações
clínicas (sinais e sintomas) temos a nictalopia - perda de visão noturna, xeroftalmia,
cabelo seco e diminuição da imunidade.
Essa vitamina se faz presente em carotenóides, como por exemplo, o betacaroteno,
que se encontra em legumes e frutas, e o retinol, encontrado em produtos de origem
animal. Sua absorção ocorre no jejuno proximal. Na ausência de deficiência,
somente o uso do polivitamínico é suficiente.
A vitamina B1, também conhecida como Tiamina, apresenta até 49% de
deficiência pós-operatória. Fatores de risco associados são vômitos recorrentes e o
não uso de suplementação. Como manifestações clínicas (sinais e sintomas) temos
o Beribéri Cardíaco (dispneia aos esforços), além de taquicardia e edema, o Beribéri
Nervoso (fraqueza muscular), hipossensibilidade de pés e mãos, dor, disartria,
vômito, confusão mental e [Link] sugestão de suplementação e/ou
prevenção são os polivitamínicos padrões - com suplementação adicional de tiamina
100 mg/dia de 7-14 dias.
A Tiamina é uma vitamina hidrossolúvel, com absorção no duodeno e jejuno
proximal por processo ativo, mediado por carreador. Inicialmente, é fosforilada em
sua forma ativa, TDP (Difosfato de Tiamina). Nesse contexto, desempenha papel
fundamental fundamental e essencial no metabolismo dos CHOs (glicólise e
descarboxilação oxidativa), metabolismo lipídico e metabolismo dos AACRs
(Aminoácidos de Cadeias Ramificadas). Um dos principais fatores de risco pós-
operatório para a deficiência dessa vitamina é a ocorrência de vômitos persistentes
e pacientes que perdem peso rápido, sobretudo com a realização de procedimentos
restritivos. E, de certo modo, alimentação inadequada/insuficiente, o não uso de

9
suplementos orais, uso excessivo de álcool, problemas cardíacos, neuropatia e
encefalopatia, também desencadeiam deficiência deste micronutriente.
A vitamina B9, popularmente conhecida como Folato ou Ácido Fólico, é
absorvida no intestino e desempenha um papel crucial e de suma relevância, na
síntese de timidina e purina, bem como no metabolismo de vários aminoácidos
(homocisteína). Sua deficiência se torna bastante abrangente, no que tange
principalmente anemia megaloblástica, retardo no crescimento e defeitos congênitos
(tubo neural). Nessa linha, a prevalência de deficiência tem atingido em média de 9 -
38% após procedimentos restritivos e mistos, principalmente nos casos de mulheres
que engravidaram após a realização da cirurgia bariátrica. Dessa forma, as reservas
corporais de folato são mínimas e a deficiência pode se ocasionar no estágio
precoce do pós-operatório.
Sua absorção é de bastante relevância e bem incorporada desde o intestino
delgado e cólon. A carência está relacionada principalmente à baixa adesão
alimentar e isso pode ser solucionado através de suplementação oral. Portanto,
possuir níveis de folato abaixo do normal, pode acarretar em uma fraca adesão à
suplementação pós-operatória. Logo, o folato é essencial e crucial para a formação
do tubo neural em bebês e, posteriormente, mulheres que desejam engravidar após
cirurgia bariátrica, devem receber suporte de como suplementar.
Já a vitamina B12 ou Cobalamina,

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REFERÊNCIAS

[Link]
[Link]

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