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Comunicação de Massa: Teorias e Efeitos

A comunicação de massa é uma forma de transmitir mensagens a um grande público de maneira anônima e heterogênea, utilizando meios como TV e internet. O estudo da comunicação evoluiu ao longo do tempo, abordando como a mídia influencia as pessoas e quais efeitos ela causa, com teorias que vão desde a agulha hipodérmica até a teoria dos efeitos limitados. Além disso, a comunicação molda a sociedade, reforçando normas sociais e transmitindo cultura, enquanto a destribalização e tribalização refletem mudanças nas interações sociais contemporâneas.

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Comunicação de Massa: Teorias e Efeitos

A comunicação de massa é uma forma de transmitir mensagens a um grande público de maneira anônima e heterogênea, utilizando meios como TV e internet. O estudo da comunicação evoluiu ao longo do tempo, abordando como a mídia influencia as pessoas e quais efeitos ela causa, com teorias que vão desde a agulha hipodérmica até a teoria dos efeitos limitados. Além disso, a comunicação molda a sociedade, reforçando normas sociais e transmitindo cultura, enquanto a destribalização e tribalização refletem mudanças nas interações sociais contemporâneas.

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O que é comunicação de massa?

É quando uma mensagem consegue atingir um grande número de pessoas, seja pela
TV, rádio, internet, redes sociais.
A comunicação de massa tem 3 características principais:
Grande: público muito numeroso.
Heterogêneo: ou seja, pessoas de várias idades, sexos, grupos sociais.
Anônimo: quem emite a mensagem não conhece a pessoa que a recebe.

Mass Communication Research

A comunicação começou a ser estudada como ciência nos anos 1910.


O objetivo era entender:

 Como a mídia influencia as pessoas?

 Quais efeitos ela causa?

 Como as mensagens são recebidas?

Modelo de Lasswell

Quem diz o quê, por qual canal, para quem, com que efeito?

 Quem: um jornalista da Globo

 Por qual canal? TV

 Para quem? população do Brasil

 Com que efeito? informar, engajar, manipular

Funcionalismo

O funcionalismo é uma teoria influenciada pelo positivismo. Ela diz que a comunicação
é algo positivo para manter a sociedade funcionando bem. É uma peça de uma grande
engrenagem social.

Função de Atribuição de Status:


Quando a mídia dá destaque para alguém (pessoa ou empresa), ela automaticamente
vai ganhar credibilidade com o público e será vista como alguém importante. Essa
pessoa nem precisa ser tão boa assim, mas a mídia a transforma em referência.

Função de Reforço das Normas Sociais:


A mídia ensina à sociedade o que é certo e errado. Mostra comportamentos aceitos e
não aceitos. Ex: vilão de novela sempre tem um final trágico. Personagem que bebe e
morre dirigindo. A mídia reforça comportamentos.

Função de Vigilância do Ambiente:


A mídia informa tudo o que é mais importante no mundo.

Função de Transmissão da Herança Cultural:


A mídia transmite conteúdos que valorizam a cultura nacional. Ex: transmissão do
desfile das escolas de samba, programas sobre o folclore.

Teoria da Informação

Criada por Claude Shannon e Warren Weaver para entender como as mensagens
surgem de forma clara e eficiente.

Comunicação linear:
🔊 Emissor → 📤 Mensagem → 📡 Canal → 🧏 Receptor

 Emissor: quem envia a mensagem

 Mensagem: a informação

 Canal: meio onde a mensagem passa (TV, celular, rádio)

 Receptor: quem recebe

 Ruído: algo que atrapalha e faz o receptor entender errado

Essa teoria busca diminuir ao máximo o ruído, para que o público compreenda bem.
Ex: o Jornal Nacional usa linguagem simples, explica bem e traz imagens, tudo para
evitar dúvidas.

Teorias dos Efeitos da Comunicação

O que a mídia faz com as pessoas?


Essa teoria tenta entender os efeitos das mensagens de massa no público.
Existem 3 grandes fases:

1. Teoria da Bala Mágica (ou Agulha Hipodérmica):


A mídia injeta conteúdo na mente das pessoas como se fosse uma agulha. O público
não questiona.
Ex: se a TV disser que refrigerante faz bem, as pessoas vão acreditar e comprar.

2. Teoria dos Efeitos Limitados (1940–60):


A mídia influencia, mas não convence totalmente. Cada um interpreta de acordo com
sua experiência, crenças, cultura e círculo social.
3. Teoria dos Efeitos Moderados ou Negociados (a partir de 1970):
O público dá sentido com base no próprio contexto.
Ex: uma série da Netflix mostra um relacionamento tóxico.

 Algumas pessoas percebem os sinais de abuso.

 Outras acham "normal" porque cresceram vendo isso.

Escola de Frankfurt

Grupo de pensadores alemães que criticavam o papel da comunicação na sociedade


capitalista.
Principais nomes:

 Theodor Adorno

 Max Horkheimer

 Herbert Marcuse

Indústria Cultural:
Ideia de Adorno e Horkheimer. A cultura virou mercadoria, feita em série, como
produto de fábrica.
Filmes, músicas, programas são feitos para gerar lucro, não pensamento crítico.
Consequências: público passivo, reforço de estereótipos, incentivo ao consumo.

Ex: músicas com letras fáceis, repetitivas, sem profundidade; programas


sensacionalistas que transformam notícia em espetáculo.

Metáfora da fábrica:
Cultura em “linha de montagem”. Filmes parecidos, músicas com o mesmo ritmo,
novelas com o mesmo enredo.
Resultado: as pessoas se acostumam com mais do mesmo e param de questionar o
mundo.

Marshall McLuhan – A Teoria dos Meios

“O meio é a mensagem”
Não importa só o que é dito, mas como é dito.
O meio molda a opinião do público.

Ex:
Notícia dita numa rádio desconhecida gera pouco impacto. Mas se o William Bonner
fala no Jornal Nacional, todo mundo presta atenção.
Outro exemplo:
Uma foto de bolo no Instagram dá fome. Uma reportagem de TV sobre bolo pode te
fazer lembrar aniversários – é mais emocional.

Os meios são extensões do ser humano:


Celular = memória
Carro = pernas

McLuhan classificou os meios em:

 Quentes: trazem a informação pronta, exigem pouca interpretação (ex: cinema,


TV)

 Frios: exigem participação, imaginação (ex: livros)

Ortega y Gasset – Sociedade de Massa

Homem-massa: não pensa por conta própria, só repete o que os outros fazem.
Com o crescimento das cidades e mídias, as pessoas ficam mais parecidas.
Ex: todo mundo ri de uma piada no cinema, mesmo que não seja tão boa.

Dissonância Cognitiva (Leon Festinger)

As pessoas querem coerência entre o que pensam, sentem e fazem.


Quando há conflito entre ideias, sentimos desconforto mental = dissonância.

Ex: você acredita que um político é honesto, mas surgem provas de corrupção.
3 formas de lidar:

1. Mudar de opinião (difícil)

2. Justificar: "todo mundo rouba, pelo menos ele faz algo"

3. Negar: "é mentira, invenção da Globo"

Mesmo com fatos, o emocional pode falar mais alto que a razão.

Modelo AIDA

Como convencer alguém:

 Atenção: usar imagem ou frase impactante

 Interesse: despertar curiosidade

 Desejo e Ação: mostrar que aquilo é desejável e incentivar a pessoa a agir


Agenda Setting (McCombs e Shaw)

A mídia não diz como pensar, mas sobre o que pensar.


Se o jornal só fala de futebol, o povo vai falar de futebol.
Se só falam de um crime, aquilo vira prioridade na sociedade.

Edward Bernays – Pai das Relações Públicas

Usava psicologia para influenciar a opinião pública.


Fez mulheres começarem a fumar associando isso ao empoderamento.

Tipos de Cultura

 Cultura erudita: ligada às elites, arte tradicional, intelectual, acadêmica

 Cultura de massa: feita para atingir muita gente, fácil de consumir, voltada ao
entretenimento. Ex: séries, reality shows, músicas pop

 Cultura popular: vem do povo e tradições, passada oralmente. Ex: festa junina,
bumba meu boi, cordel, samba de roda

Escola de Chicago

Estudava como as pessoas viviam, se relacionavam e se organizavam nas metrópoles.


Nos anos 1920, Chicago recebia muitos imigrantes.
A pergunta era: Como essas pessoas tão diferentes conseguem viver juntas?
Resposta: a comunicação.
A mídia ajudava a criar uma identidade comum e integrar os imigrantes.

Ex:
Um brasileiro chega em Chicago sem saber inglês.
Com o tempo, lendo jornais, ouvindo músicas e se misturando com os locais, ele
aprende e se integra.
🎯 Teoria dos Efeitos Limitados

🧠 O que é?

É uma teoria que quebra a ideia de que a mídia tem poder total sobre o público
(como dizia a teoria da agulha hipodérmica).
Ela mostra que a mídia tem efeito, sim — mas esse efeito é limitado, indireto e varia
muito de pessoa pra pessoa.

📅 Contexto histórico:

Surgiu nos anos 1940–1950, após pesquisas mais detalhadas sobre como as pessoas
realmente reagiam à propaganda e à mídia.
Os estudiosos perceberam que as pessoas não são tão manipuláveis quanto se
pensava.

💡 Principais ideias:

 O público não absorve tudo passivamente.

 Cada pessoa interpreta, filtra e reage de um jeito diferente às mensagens.

 A mídia influencia menos do que a família, amigos e grupos sociais.

 As pessoas tendem a buscar conteúdos que confirmem suas crenças (isso é


chamado de exposição seletiva).

📺 Exemplo simples:
Uma pessoa que não gosta de um partido político vê uma propaganda favorável a ele
na TV.
Ela pode:

 Ignorar o conteúdo

 Criticar

 Justificar por que não acredita

 Buscar outra fonte que confirme sua visão

➡️Ou seja: ela não muda de ideia tão facilmente. A mídia influenciou? Sim. Mas com
efeito limitado.

Os meios de comunicação mudaram o espço entre o publico e o provado. Antes


algumas informações eram restritas a um grupo especifco de pessoas, pro exempoo,
uma criança não teria acesso a conteúdos que não fossem inicdos para a sua idade.

Alem disso, a ptivfodade é cda vez menro. Uma figura publica poderia ter dois tipos de
personalzidade difenrtes. Na frnete das câmeras ele poderia ter uma postura mais
seria, na vida pessoal mais descontraída e nem ficaria sabendo. Atualmente, isso é
impsoivel.

Canal: o meio altera a orma como o conteúdo é passado.

Linguagem: a maneira como o conteúdo é esturddo, cofes, narração, o tiktok é


diferente d um jornal impresso.

É o contexto social e psicológico criado pelo uso da mídia. Ele transforma a maneira
como nos relacionamos, nos comportamos e até como percebemos o espaço público e
privado.

🌐 Destribalização

Pessoas pesam de forma individual e não mais seguem as tendencias que estao a sua
volta. Passou a existir princioalemnte pelo surgimento da impresa.

Tribalização: as opessoas se unem por interesses comuns, sejma cominidades


onlime, grupos e zap, etc.

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