SONO E VIGÍLIA — comporta-se ativamente e postura dinâmica no tônus
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interrupção completa das funções sensoriais e motoras involuntárias
que unem cérebro e ambiente
● restabelecimento metabólico
● desenvolvimento de processos cognitivos e funções executivas
● consolidação da memória
SONO REM E NREM
Em situação ideal, se alternam em ciclos que variam de 90 a 110 minutos,
sendo de 4 a 6 no total. No REM há rápidos movimentos dos olhos e no
NREM não, sendo esse último dividido em quatro fases:
1. transição sono → vigília; indução do sono; sonolência superficial
2. relaxamento muscular; respiração regular
3. e 4. descanso muscular; sono profundo
Depois, vem o sono REM, no qual há sonhos, emissão de som, a respiração
e os batimentos cardíacos são irregulares e há dificuldade de despertar. É um
sono paradoxal porque se comporta como se estivesse em vigília, com uma
diferença: sistemas aminérgicos inativos em REM – ativação direta do córtex
EEG: Eletroencefalograma –
variação dos potenciais elétricos
EMG: Eletromiograma – atividade
elétrica muscular
EOG: Eletrooculograma – atividade
elétrica ocular
Exemplo: na vigília, EEG é dessincronizado e EMG e EOG estão ativos.
Conforme avançam as fases, maior quantidade de ondas lentas. No REM,
também há dessincronização de EEG, assim como EOG com movimentação
rápida, mas o EMG apresenta hipotonia ou atonia – perda do tônus muscular.
Ritmos circadianos
Fase de repouso: escuridão-sono
Fase de alerta (luz-atividade)
Relógio biológico endógeno se dá pelo núcleo supraquiasmático do
hipotálamo – reconhece oscilações (claro/escuro)
- durante o dia os neurônios são inibitórios e pineal secreta serotonina
- durante a noite são excitatórios e pineal secreta noradrenalina e ATP
(produção de melatonina)
Regiões encefálicas sono e vigília
Circuitos hipotálamo - tronco encefálico - tálamo - córtex
● Ponte: ativação do sono REM
● Bulbo: regulação do estado de vigília — SARA*
● Tálamo: sincronização do EEG
* Sistema Ativador Reticular Ascendente: locus ceruleus
(noradrenalina/norepinefrina), núcleos da rafe (serotonina)
e núcleo pedúnculo-pontino (acetilcolina)
Ramificação SARA
Dorsal: tálamo → córtex
Ventral: hipotálamo → córtex
Neurofisiologia nas fases do sono
Vigília: ativação acetilcolina, serotonina, noradrenalina, dopamina e
histamina e inativação de GABA
NREM: GABA inativa SAA (SARA + fibras hipotálamo – do ventral +
prosencéfalo – núcleo basal de meynert rico em acetilcolina); inibição de
aferências sensitivas que chegam ao tálamo
REM: pedúnculo-pontino e prosencéfalo desincronizan EEG; hipotálamo inibe
atividade neurônios monoaminérgicos do SARA, o que impede passagem de
impulsos sensitivos para o córtex
DISTÚRBIOS DO SONO
● Insônias, paralisias do sono — desordem em indução e manutenção
● Hipersonias — sonolência excessiva
● Desordem sono-vigília — quantidade de sono
● Parassonias — qualidade do sono
Insônia
- causada por aumento na alerta cerebral durante a noite
- de indução, manutenção ou despertar precoce
Na insônia primária, há uma retroalimentação:
situação de estresse → insônia → afeta aprendizado → manutenção insônia
Na insônia secundária, há relação com substâncias ou abstinência delas:
álcool → sono → reduz latência de sono REM durante primeiras horas →
fragmentação do sono e maiores pesadelos
Parassonia
- sonambulismo, narcolepsia
- pesadelos (sono REM)
Sonambulismo: não é genético; tendência a desaparecer com a idade
Narcolepsia: ataques de sono que duram de 5 a 30 minutos por dia; súbita
interrupção de características de aflexia muscular que acontecem durante
sono REM — apresentam pouco ou nada de neurônios orexina, que regula
vigília e sono