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Causas da Desistência Escolar Feminina

O trabalho analisa as causas da desistência escolar de meninas nas escolas primárias de Quelimane durante o ano letivo de 2019, destacando a marginalização e as dificuldades enfrentadas por elas. A pesquisa busca promover a igualdade de oportunidades educacionais e propõe a criação de um ambiente escolar sensível ao gênero. A metodologia inclui uma abordagem qualitativa, com entrevistas e questionários para entender melhor o fenômeno da desistência escolar.

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Causas da Desistência Escolar Feminina

O trabalho analisa as causas da desistência escolar de meninas nas escolas primárias de Quelimane durante o ano letivo de 2019, destacando a marginalização e as dificuldades enfrentadas por elas. A pesquisa busca promover a igualdade de oportunidades educacionais e propõe a criação de um ambiente escolar sensível ao gênero. A metodologia inclui uma abordagem qualitativa, com entrevistas e questionários para entender melhor o fenômeno da desistência escolar.

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Letucha Luís Geraldo

Trabalho de MIC
Tema:
Licenciatura em ensino de português
1º Ano - Laboral

Trabalho de caracter avaliativo a ser


entregue na Faculdade de Letras e
Humanidades na cadeira MIC lecionada
pelo dr. Enisio Cuamba

Universidade Licungo
Quelimane
2020
1

Letucha Luís Geraldo

Trabalho de MIC
Tema: Causas da desistência escolar da rapariga, na escola primária do 1º e 2º Grau de
Quelimane no ano lectivo de 2019
Licenciatura em ensino de português com habilitações em Inglês
1º Ano - Laboral

Universidade Licungo
Quelimane
2020
2

Índice Pag:

Capítulo I. Introdução .................................................................................................................3

1. Introdução ........................................................................................................................3

1.2. Contextualização e Problematização .............................................................................4

1.3. Justificativa ...................................................................................................................4

1.4. Objectivos .....................................................................................................................5

1.4.1. Objectivo Geral .........................................................................................................5

1.4.2. Objectivos específicos ...............................................................................................5

Capítulo II. Metodologia ..........................................................................................................6

2.2. Quanto a Abordagem do Problema ....................................................................................6

2.3. Quanto aos Objectivos ......................................................................................................6

2.4. Quanto aos Procedimentos Técnicos .................................................................................6

2.5. Técnicas de Recolha e Análise de Dados ...........................................................................6

Capitulo III. Enquadramento Teórico .......................................................................................7

3.1 Educação ...........................................................................................................................7

3.2. Direito ..............................................................................................................................7

3.3. Desistência Escolar ...........................................................................................................7

3.4. Educação como um direito ................................................................................................8

3.5. Causas da Desistência Escolar...........................................................................................9

6. Referencias Bibliográficas .............................................................................................. 10


3

Capítulo I. Introdução
1. Introdução
As desistências são uma realidade no país e constituem uma grande preocupação para as
estruturas educacionais, pais e encarregados de educação.
As desistências têm comprometido o processo de ensino e aprendizagem e o rendimento escolar
dos alunos, principalmente da rapariga o que acaba atingindo o seu futuro, e isso levou-nos a
questionar as reais causas por detrás deste fenómeno dentro das escolas moçambicanas. A
UNESCO, refere que 67 milhões de crianças estavam fora da escola em 2012, e das quais mais
de um terço viviam em países de renda baixa como é o caso de Moçambique. (UNESCO,
2015:40)
A Constituição da República de Moçambique, no artigo 122, afirma que “o Estado promove,
apoia e valoriza o desenvolvimento da mulher e incentiva o seu papel na sociedade, em todas as
esferas da actividade política, económica, social e cultural”. A educação estando inclusa, pois
estamos de acordo que uma população educada é fundamental para o desenvolvimento nacional,
e que a educação é um factor chave na promoção do bem-estar social e na redução da pobreza.
A rapariga encontra-se sempre em grande desvantagem no que diz respeito a retenção e
conclusão do ciclo escolar, 43% dos homens são alfabetizados contra 13% das mulheres
alfabetizadas no centro do país, e a média dos homens alfabetizados é de 38% contra 27% das
mulheres em todo país. (FDC, 2015:11)
4

[Link]ção e Problematização
Ao estabelecer o ensino gratuito e priorizar o campo da educação, o governo moçambicano
comprometeu-se a garantir a igualdade de acesso a escola para rapazes e raparigas, mais na
prática a realidade escolar ainda é muito hostil e perigosa para a rapariga.
Segundo o Relatório de avaliação do Plano Estratégico de Educação e Cultura (2006-2010/12), a
rede escolar tem sofrido uma expansão desde a assinatura dos acordos de paz em 1992 e a taxa
de admissão no EP1, quase atingiu proporções universais, durante esse período, a taxa bruta de
admissão na 1ª classe aumentou 59% para 123%, enquanto a taxa bruta de escolarização
aumentou de 60% para 112,7% e o número de escolas aumentou de 2800 para mais de 8000.
Contudo, os índices internos de qualidade e eficiência não apresentam o mesmo padrão de
desenvolvimento. Desde 1992 os indicadores de eficiência e qualidade, tais como as taxas de
reprovação e desistência, a proporção de professores qualificados, o número de turmas e o
número de horas diárias de instrução não desenvolveram. (idem)
O nível de acesso no EP1 é muito alto, mas as taxas de conclusão e reprovação não apresentam o
mesmo grau de sucesso. A proporção dos alunos que concluem o ciclo completo do ensino
primário (1ª a 7ª classes) permanecem baixas, dos 100 alunos que ingressaram na 1ª classe,
apenas 37 sobrevivem ate a 5ª classe, na 7ª classe apenas 15 alunos permanecem no sistema.
(Idem)
Mas ainda assim, a rapariga continua sendo marginalizada dentro e fora do sistema educacional
pois, se consegue ter o acesso a educação, por outra, encontra dificuldades para continuar na
escola, daí que surge a seguinte questão de pesquisa:
Quais são as causas da desistência escolar da rapariga, na escola primária do 1º e 2º Grau de
Quelimane no ano lectivo de 2019?

1.3. Justificativa
Esta pesquisa surge da necessidade de promover a igualdade e equidade de oportunidade no
acesso a educação. Medidas concretas passam necessariamente pela criação de um ambiente
escolar sensível ao género, através da identificação e definição das modalidades de organização
do processo educativo, sensibilização da sociedade para a redução da carga de trabalho
doméstico da rapariga providenciando o acesso a água e a diminuição dos gastos em combustível
lenhoso através de fogões melhorados; aumento de numero de professoras, recrutando-as nas
5

respectivas comunidades e melhorando as condições de vida e de estudos nos centros de


formação e concessão de apoio financeiro para compra de material escolar (Politica Nacional de
Educação e Estratégias de Implementação -1995).

[Link]

1.4.1. Objectivo Geral


 Analisar as causas da desistência escolar da rapariga na Escola Primária do 1º e 2º Grau
de Quelimane

1.4.2. Objectivos específicos


 Discutir as causas da desistência escolar;

 Identificar os índices de desistência escolar da rapariga na Escola Primária do 1º e 2º


Grau de Quelimane;

 Compreender o posicionamento dos professores e membros da direcção face ao abandono


escolar da rapariga da Escola Primária do 1º e 2º Grau de Quelimane.
6

Capítulo II. Metodologia

É na metodologia onde traçamos os passos a seguir para testar as hipóteses do estudo, como
também alcançar os objectivos. Desse modo, para a presente pesquisa, iremos detalhar a nossa
pesquisa, seguindo a lógica da pesquisa quanto a natureza, ao problema, aos objectivos,
procedimentos técnicos, população e amostra de estudo, sendo que na última fase iremos
detalhar as técnicas de recolha.

2.2. Quanto a Abordagem do Problema

MARCONI & LAKATOS (2010), considerando o rumo que o problema toma, refere que
podemos discutir a abordagem do problema de pesquisa, tendo em conta a visão qualitativa e
quantitativa.
A nossa pesquisa orienta-se na visão qualitativa pois procura analisar dados sem ter o enfoque de
traze-los sob forma numérica, mas sim traduzi-los em inferências.

2.3. Quanto aos Objectivos


Quantos aos objectivos, a presente pesquisa enquadra-se na pesquisa exploratória, pois
pretendemos buscar maior familiaridade com o problema de pesquisa, considerando que a
mesma irá ao campo para confirmar esse problema. Podemos ainda assumir uma parte descritiva
dos nossos objectivos considerando que buscamos também discernir aquilo que são as causas.

2.4. Quanto aos Procedimentos Técnicos


Quanto aos procedimentos, cingir-se-á na pesquisa bibliográfica. Pois segundo GIL (1994), o
presente método consiste no desenvolvimento do estudo a partir de material já publicado, como
livros, artigos, periódicos, Internet.

2.5. Técnicas de Recolha e Análise de Dados


Para o alcance da pesquisa, vai se basear preferencialmente em duas técnicas de recolha de dados
entrevista e questionário. Quanto a técnica de entrevista a mesma será aplicada aos membros da
direcção escolar. De salientar que será uma entrevista estruturada. GIL (1994) refere que esse
tipo de entrevista oferece um roteiro formalizado, daquilo que vai ser o desenvolvimento da
entrevista, e ainda traz vantagens, no sentido de proporcionar contacto directo com o
entrevistado. Quanto ao questionário, esta técnica tem como objectivo conhecer as opiniões,
crenças, sentimentos, interesse, expectativas, situações vivenciadas, (GIL, 1999).
7

Capitulo III. Enquadramento Teórico

3.1 Educação
COTRIM & PARISI (1985), consideram educação como um processo de adquirir experiências
que actuam sobre a mente e o seu físico. Essas experiências influenciam o comportamento em
termos de ideias ou acções, enquanto outros poderão ser rejeitados e não assimilados.
NÉRCI (1989), considera a educação como um processo de capacitação do indivíduo no sentido
de orientá-lo a agir conscientemente mediante as diversas situações do quotidiano,
correlacionando aprendizagens anteriores com o intuito de garantir a fácil integração de cada
indivíduo, com isso não excluindo as necessidades indivíduas nem colectivas.
Para DURKHEIM (2001), a educação é uma interacção entre gerações novas e adultas. Sendo as
adultas as que orientam as novas no sentido de prepará-los para a vida social, com intuito de lhe
fornecer certos estados físicos, intelectuais e morais.
E desta forma, o papel da educação consiste em integrar a pessoa no meio social onde ela vive,
convive, trabalha e se diverte, por meio da educação a pessoa socializa-se, adquire
conhecimentos que poderão ser úteis no presente e no futuro.
3.2. Direito
Segundo KELSEN (1998), direito é uma ordem normativa da conduta humana, ou seja, um
sistema de normas que regulam o comportamento humano.
GUSMÃO (2002) define direito como um conjunto de normas executáveis coercivamente,
reconhecidas ou estabelecidas e aplicadas por órgãos institucionais
Assim pode se afirmar que, direito é um sistema de disciplina social fundado na natureza humana
que estabelecendo nas relações entre homens uma proporção de reciprocidade nos poderes e
deveres que lhe atribui, regula as condições de existência dos indivíduos e dos grupos sociais e
em consequência da sociedade mediante normas coercivamente impostas pelo poder público.

3.3. Desistência Escolar


Etimologicamente, a palavra desistência vem do latim, o que significa “malogro, mau êxito, falta
de sucesso que se desejava” ou ainda desastre fracasso. O termo desistência ou fracasso é
habitualmente referenciado por analogia ao termo abandono que advêm do latim, o qual assume,
entre outros, os seguintes significados “o mau êxito, perda, malogro”.
8

BENAVENTE (1976), a partir de diversos estudos, reuniu para esta designação vários termos
nomeadamente, abandono, desperdício, desadaptação, desinteresse, desmotivação fracasso. Face
a esta terminologia pode-se afirmar que o termo desistência escolar refere-se ao abandono da
escola pelos alunos sem atingirem a meta desejada, pois a desistência leva as reprovações,
repetências e mau rendimento escolar, originando o insucesso escolar.
O mesmo autor refere que a questão de desistência escolar pressupõe a coexistência de inúmeros
factores que incluem as políticas educativas, as questões de aprendizagem, aos conteúdos e
mesmo a relação pedagógica que se estabelece. Contudo da ênfase aos problemas que os alunos
não conseguem resolver nomeadamente:

 Entre a escola e a realidade em que vivem;

 Entre as aprendizagens exigidas pela escola e as da família e do meio social;

 Entre as aspirações, normas e valores da família e as exigências da escola;

MARCHESI & PEREZ (2004) defendem que o termo de desistência escolar é ainda mais
discutível por enquanto encerra algumas ideias: em primeiro lugar, a ideia de que o aluno
“fracassado” não progrediu praticamente nada em âmbito dos seus conhecimentos escolares, nem
a nível pessoal e social, o que não corresponde em absoluto a realidade. Em segundo lugar,
porque o termo “fracasso” oferece uma imagem negativa do aluno ao mesmo tempo que centra
neste, toda a responsabilidade do insucesso escolar, esquecendo a responsabilidade de outros
agentes e instituições como condições sociais, a família, o sistema educativo ou a própria
escola”.
Depois de discutido a terminologia da desistência escolar, os autores acima encaram o presente
termo de forma unânime ao considera-lo como sendo um acto de deixar ou abandonar os estudos
ou a escola antes do término do período/ciclo, sem atingir os objectivos pretendidos.
3.4. Educação como um direito
Segundo GUSMÃO (2002), a história do direito a educação escolar é semelhante a luta por uma
legislação protectora dos trabalhadores das indústrias nascentes, pois em ambos os casos foi no
século XIX, que se lançaram as bases para os direitos sociais como integrantes da cidadania. O
autor reafirma ainda que a educação é um pré-requisito do exercício de outros direitos civis e
para tal o saber ler e escrever é indispensável.
9

A existência de um direito, seja em sentido forte ou fraco, implica sempre a existência de um


sistema normativo onde por existência, deve entender tanto o simples factor externo de um
direito histórico ou vigente, quanto ao reconhecimento de um conjunto de normas como guia da
própria acção. A figura do direito tem como correlato a figura de obrigação, (BOBBIO, 1992).
A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, no seu artigo 26, defende que:
1. Toda a criança tem o direito a educação. A educação será gratuita, pelo menos no ensino
primário. A educação primária será obrigatória (…).

2. A educação será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e


do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais (…)
O direito a educação representa assim a possibilidade de todos os cidadãos verem garantidas as
condições para realizarem-se como pessoas, consciencializando-se face a importância de
respeitarem os direitos e deveres fundamentais que regem a vida social, de assimilarem e
praticarem os valores e padrões de vida comunitária.

3.5. Causas da Desistência Escolar


NEVES (2012), na sua dissertação, resume o ponto de inicio das causas de desistência escolar,
onde recorre ao indivíduo, família, escola e meio envolvente, defendendo que as causas da
desistência escolar tem origem nas interacções desses quatro sistemas, e que esta correlação pode
ditar o abandono escolar, primeiro pelos aspectos sócio culturais exigidas pela escola e ainda
pelo perfil do aluno que esta escola necessita, obviamente quem não se adequar ao padrão, terá
incidência de afastar desse meio. Nessa visão iremos correlacionar o ambiente externo
considerando os aspectos sócio-culturais, para aferirmos as causas e o ambiente interno a escola.
10

6. Referencias Bibliográficas
 AVANZINI, G. O insucesso escolar. Lisboa: editorial pórtico. 1967
 BENEVANTE, A. A escola na sociedade de classes: Lisboa, livros horizontes
 Paulo. 1976
 BOBBIO, N. A era dos direitos. Rio de Janeiro. 1992
 BOURDIEU, P. A Escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura.1998
 BRANDÃO, C. Casa de Escola: Cultura Camponesa e Educação Rural. Campinas.1983
 CALDAS, E. Combatendo a evasão escolar. São Paulo.2000
 CUNHA, L. Educação para a democracia: uma lição de política prática.1997
 DURKEIN, E. Sociologia, educação e moral. Porto, Portugal: Rés editora .2001
 DUPOINT & OSSANDOM. Prevenir l’abandon scolaire. Revue francaise de
pedagogie.1987
 FOLQUIE, P. Dicionário da língua pedagógica, livros horizontes. Lisboa.1971
 FUKUI, L. Educação e meio rural. Brasília.1982
 GIL, A. Métodos e técnicas de pesquisa social, [Link]. São Paulo: atlas editor.1999
 GUERREIRO, S. Insucesso e abandono escolar. Porto: centro social e paroquial nossa
senhora da vitória. 1998
 GUSMÃO. P. Introdução ao estudo do direito. 32ª ed. revista. Rio de Janeiro.2002
 JONASZ, M. Abandono escolar na adolescência: factores e trajectórias múltiplas. Revista
portuguesa de pedagogia.1999
 LAKATOS & MARCONI. Metodologia de trabalho cientifico.4ª edição. São Paulo. 19992
 LIBANÊO, J.C. Didáctica. São Paulo.1994
 MARCHESI, A. O que será de nós, os maus alunos. Porto Alegre. 2006
 MARCHESI, A. Perez, E. (2004). A compreensão do fracasso escolar.2004
 MONTAGNER, H. Acabar com o insucesso na escola. 1996
 NERICI, I. Didáctica, uma introdução. Atlas editor. São Paulo.1989
 PILLET, C. Didáctica geral. Editora ática. São Paulo.2003
 QUEIROZ, B. et all. Sistema Inteligente Multi-agente para Educação à Distância.2002
 RUMBERGUER ,R. Why students drop out: are view of 25 years of research California
drop out research project. 2008
 SIL, V. Alunos em situação de insucesso escolar. Lisboa. 2004
 VAZ, J. A violência na escola: como enfrenta-la. São Paulo. 2010

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Education plays a crucial role in the development and empowerment of women in Mozambique by serving as a key factor in promoting social well-being and reducing poverty. An educated female population can lead to a more equitable society by increasing women's participation in various societal roles. Through education, women gain critical skills and knowledge that empower them to contribute to economic development, assert their rights, and improve their families' quality of life. The Mozambican government prioritizes women's education as an essential element in achieving broader national development goals .

The primary factors contributing to school dropout rates among girls in Quelimane include socio-cultural challenges, economic hardships, and insufficient school infrastructure. Socio-cultural norms may prioritize domestic responsibilities over education for girls, leading to increased dropout rates. Economic hardships can prevent families from affording educational expenses or may require girls to contribute to household income. Additionally, inadequate school infrastructure, such as lack of female teachers or insufficient sanitation facilities, can discourage girls from continuing their education .

To reduce dropout rates of girls in Quelimane's primary schools, societal changes could include the promotion of gender-sensitive policies, improving access to basic services like clean water, and reducing domestic workload for girls. Increasing awareness about the importance of girls' education among parents and communities can shift societal norms. Additionally, providing financial assistance for educational materials and supporting infrastructure improvements, such as better sanitation facilities, could remove common barriers to girls' continued education .

While the expansion of access to education in Mozambique has increased school admission rates, it has not proportionally improved the quality and efficiency of the educational system. Despite the dramatic increase in student enrollment and school facilities, the system still struggles with high dropout and failure rates. Quality indicators like teacher qualifications, class size, and instructional time have not kept pace with the increased access, leading to limited educational outcomes. Addressing quality and efficiency requires targeted investments in teacher training, curriculum development, and school infrastructure improvements .

Socio-cultural norms significantly influence girls' education in Mozambique, creating barriers such as prioritization of domestic responsibilities and early marriages over education. These norms may discourage families from investing in girls' education due to traditional beliefs about gender roles. Cultural pressures can also limit girls' school attendance and participation, ultimately leading to increased dropout rates. Breaking these norms requires targeted awareness campaigns, involving local leaders, and implementing policies that support girls' equal access to education .

Integrating female teachers into the school system in Quelimane can positively influence girls' educational outcomes by providing role models that encourage female students to pursue education actively. Female teachers can help create a more inclusive and supportive school environment, addressing specific challenges girls face, such as gender biases and lack of confidence. Moreover, female teachers are generally more likely to understand and mitigate socio-cultural pressures on girls, thus reducing dropout rates and enhancing retention in the educational system .

Educational rights in Mozambique align with broader social rights by promoting equality and equity, particularly for girls' education. As education is considered a fundamental human right under the Universal Declaration of Human Rights, it serves as a prerequisite for exercising other civil rights, empowering individuals to participate fully in society. Mozambique's commitment to these rights includes making primary education free and compulsory, intending to reduce gender disparities and improve females' socio-economic conditions by equipping them with skills for personal and collective development. However, the effectiveness of these rights depends on consistent implementation and addressing socio-cultural barriers that hinder girls’ educational attainment .

The recommended methodological approaches for analyzing the causes of school dropout among girls in Quelimane include a qualitative approach, focusing on exploratory research to gain familiarity with the problem. This involves using structured interviews and questionnaires for data collection, targeting school administration and other stakeholders. The mixed methods encompass exploring both qualitative insights and quantitative data to triangulate findings effectively .

Labeling student dropouts as 'failures' can have damaging implications, as it places undue blame and negative stereotypes on the students themselves rather than considering systemic issues. This perspective overlooks the role of socio-economic factors, educational policies, and cultural contexts that contribute to dropout rates. It can perpetuate stigma and discourage students from re-engaging with education or acquiring new skills. A more balanced view should acknowledge these broader influences and promote supportive measures to address students' obstacles without stigmatizing them .

Since 1992, the expansion of the school network in Mozambique has significantly increased admission rates, almost reaching universal proportions for primary education (EP1). For instance, admission rates rose from 59% to 123%, and the number of schools increased from 2,800 to over 8,000. However, this expansion did not translate into improved completion rates. Only 37% of students who started school made it to the 5th grade, and just 15% completed the 7th grade, indicating that while access improved, retention and completion rates remained low .

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