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Diagnóstico e Manejo do TEP

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma obstrução dos vasos da circulação arterial pulmonar, frequentemente causada pela migração de trombos da trombose venosa profunda. Os principais fatores de risco incluem idade avançada, imobilização, e condições que favorecem a hipercoagulabilidade. O diagnóstico envolve a utilização de escores clínicos, exames de imagem como angioTC e D-dímero, além de avaliação dos sinais clínicos como dispneia e dor torácica.
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Diagnóstico e Manejo do TEP

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma obstrução dos vasos da circulação arterial pulmonar, frequentemente causada pela migração de trombos da trombose venosa profunda. Os principais fatores de risco incluem idade avançada, imobilização, e condições que favorecem a hipercoagulabilidade. O diagnóstico envolve a utilização de escores clínicos, exames de imagem como angioTC e D-dímero, além de avaliação dos sinais clínicos como dispneia e dor torácica.
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‭Tromboembolismo Pulmonar‬

‭(TEP)‬


‭ ‬3 ‭ ‭a‬ ‬ ‭causa‬‭de morte cardiovascular‬
‭➜‬ ‭Obstrução de vasos‬‭da circulação arterial pulmonar,‬
‭causada por migração de‬
‭êmbolo/coágulo‬‭para o‬
‭pulmão‬
🔹
‭ ‬ ‭Isquemia ➡‬
‭aumento de áreas‬
‭de‬‭espaço morto‬
‭(ventilação sem‬
‭perfusão) ➡‬
‭hipoxemia‬
🔹
‭ ‬ ‭↑Resistência vascular pulmonar‬‭(normal‬
‭seria ter resistência baixa) →‬‭↑Pós-carga do‬
‭VD‬‭→ Dilatação e hipocontratilidade do VD →‬
‭↓afluxo de sangue para o VE (↓‬‭pré carga do‬
‭VE‬‭) →‬‭↓‭D ‬ ébito cardíaco‬‭→‬‭Instabilidade‬
‭hemodinâmica‬‭(choque)‬
‭➜‬ ‭Principal causa:‬
🔹
‭ ‬ ‭Trombose venosa profunda‬
‭■ ‬ ‭Migração de trombo dos membros‬
‭inferiores‬

‭✔️O que deve levar a suspeitar dessa condição? 🕵️‍♂️‬

‭Fatores de risco‬
🔹
‭ ‬ ‭Sexo‬‭masculino‬
🔹
‭ ‬ ‭Idade avançada‬
‭229‬
🔹
‭ ‬ ‭TVP prévio‬
🔹
‭ ‬ ‭Fatores da‬‭tríade de Virchow‬
‭■ ‬ ‭Estase‬
🔹
‭ ‬ ‭Imobilização recente‬‭por‬‭>3 dias‬
‭■ ‬ ‭Viagem‬
‭■ ‬ ‭Pós-operatório‬
‭■ ‬ ‭Acamados‬
‭■ ‬ ‭Dano endotelial‬
🔹
‭ ‬ ‭Pós-procedimentos‬
‭■ ‬ ‭Cirurgias‬
‭■ ‬ ‭Fraturas‬
‭■ ‬ ‭Traumas‬
‭■ ‬ ‭Hipercoagulabilidade‬
🔹
‭ ‬ ‭Anticoncepcional, reposição hormonal‬
🔹
‭ ‬ ‭Gestação, puerpério‬
🔹
‭ ‬ ‭Coagulopatias‬
‭■ ‬ ‭Congênitos‬
🔹
‭ ‬ ‭Homozigose do fator V‬
‭de Leiden‬
🔹
‭ ‬ ‭Mutação do gene da‬
‭protrombina‬
🔹
‭ ‬ ‭Deficiência de proteína‬
‭C, S ou antitrombina‬
🔹
‭ ‬ ‭Hiper-homocisteína‬
🔹
‭ ‬ ‭Neoplasia‬
🔹
‭ ‬ ‭Fibrilação atrial‬
🔹
‭ ‬ ‭IAM‬
🔹
‭ ‬ ‭Síndrome do anticorpo antifosfolípide‬
‭Clínica‬
🔹
‭ ‬ ‭Dispneia aguda‬‭(‬‭súbita‬‭) (80%)‬
🔹
‭ ‬ ‭Dor torácica‬‭(50%)‬
‭■ ‬ ‭Pleurítica‬

‭230‬
‭ ‬ ‭Isquêmica‬

‭■ ‬ ‭Referida (ombro)‬
‭🔹‬ ‭Tosse seca‬
‭■ ‬ ‭Hemoptise (<10%)‬
‭🔹‬ ‭Febre‬
🔹
‭ ‬ ‭Síncope (17%)‬
🔹
‭ ‬ ‭Taquipneia‬
🔹
‭ ‬ ‭Taquicardia‬‭, instabilidade hemodinâmica‬
🔹
‭ ‬ ‭Sobrecarga do coração direito‬
‭■ ‬ ‭Hiperfonese de B2‬
‭■ ‬ ‭Turgência jugular‬
🔹
‭ ‬ ‭Sinais de TVP‬‭(ver mais no Manual MEDSimple de‬
‭Cirurgia Vascular)‬
‭■ ‬ ‭Edema e dor unilateral de membro inferior‬
‭■ ‬ ‭Sinal de Homans‬
🔹
‭ ‬ ‭Dor/desconforto na panturrilha à‬
‭dorsiflexão passiva do pé‬
‭■ ‬ ‭Sinal da Bandeira‬
🔹
‭ ‬ ‭Empastamento da panturrilha‬
‭■ ‬ ‭Sinal de Bancroft‬
🔹
‭ ‬ ‭Dor à palpação da panturrilha‬

‭✔️Como proceder para esclarecer o diagnóstico 🔎:‬

‭1.‬ ‭Escore de Wells‬


‭➜‬ ‭Simplificado‬‭é mais prático (e mesma‬
‭acurácia)‬
‭Critérios‬
‭■ ‬ ‭T‬‭VP ou TEP‬‭prévios‬
‭■ ‬ ‭T‬‭VP‬‭(sinais clínicos sugestivos)‬
‭■ ‬ ‭T‬‭aquicardia‬‭(FC ≥100)‬

‭231‬
‭‬
■ “‭ C‬‭em” outro diagnóstico‬‭mais provável‬
‭■ ‬ ‭C‬‭irurgia ou imobilização‬‭nas últimas 4‬
‭semanas‬
‭■ ‬ ‭“C‬‭of cof” (tosse) com sangue (‬‭hemoptise‬‭)‬
‭■ ‬ ‭C‬‭âncer‬‭ativo‬
‭Interpretação (simplificada):‬
‭■ ‬ ‭0-1 ➡ TEP improvável‬
‭■ ‬ ‭≥2 ➡ TEP provável‬

‭Escore de Wells original para TEP‬

‭Fonte: [Link]

‭Escore de Wells simplificado para TEP‬

‭232‬
‭ onte:‬
F
‭[Link]
‭tocolos-e-pops/hospital-universitario-walter-cantidio/protocolos/unidade-do-sistema-respiratorio/pro-ures-‬
‭[Link]‬

‭Se probabilidade‬‭baixa/TEP improvável:‬


‭2.‬ ‭Escore PERC‬
🔹
‭ ‬ ‭Se todas as respostas negativas ➡ descartar‬
‭TEP (chance de 1% e, se presente, boa‬
‭evolução natural)‬
🔹
‭ ‬ ‭Se alguma resposta positiva ➡ prosseguir‬
‭investigação‬

‭Escore PERC‬

‭233‬
‭ onte: Martins H S, Santos R , Arnaud F et al. Medicina de Emergência: Revisão Rápida. 1ª edição. Barueri, SP:‬
F
‭Manole, 2016.‬

‭Se não descarta pelo PERC:‬


‭3.‬ ‭D-Dímero‬
‭➜‬ ‭Produto da degradação da fibrina‬
‭■ ‬ ‭Negativo‬‭(≤500)‬‭➡ afasta TEP ➡‬‭investigar‬
‭outras causas (‬‭↑VPN)‬
‭■ ‬ ‭Positivo (≥500) ➡‬‭AngioTC‬
🔹
‭ ‬ ‭D-dímero não confirma TEP (não é‬
‭específico)‬
‭*Se >50 anos = considerar limite do D-dímero‬
‭10x[idade]‬
‭Outras‬‭causas de aumento de D-dímero‬‭:‬
🔹
‭ ‬ ‭Tromboembolismo‬
‭■ ‬ ‭Arterial‬
‭■ ‬ ‭Venoso‬
‭■ ‬ ‭IAM‬
‭■ ‬ ‭AVC‬
‭■ ‬ ‭Isquemia aguda do membro‬
‭■ ‬ ‭Trombose intracardíaca‬
‭■ ‬ ‭Trombose venosa profunda‬

‭234‬
‭ ‬ ‭CIVD‬

‭🔹‬ ‭Inflamação‬
‭■ ‬ ‭Sepse‬
‭■ ‬ ‭COVID-19‬
‭■ ‬ ‭Infecções severas‬
‭■ ‬ ‭CIVD‬
🔹
‭ ‬ ‭Cirurgia/trauma‬
🔹
‭ ‬ ‭Doença‬‭hepática/renal‬
🔹
‭ ‬ ‭Doença vascular‬
🔹
‭ ‬ ‭Malignidade‬
🔹
‭ ‬ ‭Terapia trombolítica‬
🔹
‭ ‬ ‭Gestação‬

*‭ Gravidade depende do tamanho do trombo e da reserva‬


‭cardiopulmonar do paciente‬

‭Se probabilidade‬‭alta/TEP provável:‬


‭2.‬ ‭AngioTC‬‭de tórax‬‭(exame de escolha) (⚠️exceto se‬
‭instável!)‬
‭➜‬ ‭Sensibilidade‬‭98%‬‭/ Especificidade‬‭94%‬
‭■ ‬ ‭Falhas de enchimento‬‭(trombo dentro do‬
‭vaso)‬
‭■ ‬ ‭Sobrecarga de câmaras direitas (dilatação,‬
‭septo retificado)‬
‭Limitações‬
‭■ ‬ ‭DRC‬
‭■ ‬ ‭Alergia a contraste‬

‭235‬
‭Tomografia de paciente com TEP‬‭(falhas de enchimento)‬

‭Fonte: [Link]

‭ e‬‭confirmado‬‭(ou se‬‭instável‬‭sem possibilidade de‬


S
‭angioTC)‬‭:‬
‭4.‬ ‭Ecocardiograma‬‭beira leito‬
‭➜‬ ‭Estratificação‬‭da doença‬
‭➜‬ ‭Casos de instabilidade hemodinâmica‬
‭(Diagnóstico diferencial)‬
🔹
‭ ‬ ‭Sobrecarga de câmaras direitas (‬‭pior‬
‭prognóstico‬‭)‬
‭■ ‬ ‭Diâmetro‬‭VD/VE ≥0,9‬
‭■ ‬ ‭TAPSE (excursão do anel tricúspide)‬
‭<16‬
‭➜‬ ‭Medida do deslocamento do‬
‭anel em relação ao ápice do VD‬
‭durante a sístole‬
‭*Se instável, suspeição alto e disfunção de câmaras‬
‭direitas ➡‬‭TEP alto risco‬‭(mesmo sem angioTC)‬

‭5.‬ ‭Laboratório‬
‭➜‬ ‭Marcadores de disfunção ventricular direita‬
🔹
‭ ‬ ‭Troponina‬
‭236‬
‭🔹‬ ‭BNP‬‭, NT-próBNP‬

‭Sobrecarga de câmaras direitas‬

‭ onte:‬
F
‭[Link]
‭view-1B_fig1_324901911‬

‭Outros exames:‬

‭🔹‬ ‭Radiografia de tórax‬


‭➜‬ ‭Baixa acurácia‬
‭➜‬ ‭Sinais pouco comuns‬
‭■ ‬ ‭Sinal de‬‭Westmark‬
🔹
‭ ‬ ‭Pobreza vascular (obstrução)‬
‭■ ‬ ‭Sinal de‬‭Palla‬
🔹
‭ ‬ ‭Aumento do calibre da artéria‬
‭pulmonar (dilatação por aumento do‬
‭fluxo)‬
‭■ ‬ ‭Sinal de‬‭Hampton‬
🔹
‭ ‬ ‭Opacidade triangular (base pleural e‬
‭vértice para o hilo)‬
🔹
‭ ‬ ‭Sugere infarto pulmonar‬

‭237‬
‭Sinais de TEP na radiografia‬

‭Fonte: [Link]

‭🔹‬ ‭Eletrocardiograma‬
‭■ ‬ ‭Achado mais comum ➡‬‭taquicardia‬
‭■ ‬ ‭S1Q3T3‬‭(10% dos casos)‬
🔹
‭ ‬ ‭Indica sobrecarga de coração direito‬
🔹
‭ ‬ ‭S em D1,‬
🔹
‭ ‬ ‭Q em D3‬
🔹
‭ ‬ ‭Inversão de T em D3‬
‭■ ‬ ‭Outros sinais de sobrecarga do coração‬
‭direito‬
🔹
‭ ‬ ‭Desvio do eixo para a direita‬
🔹
‭ ‬ ‭Bloqueio de ramo direito‬

‭238‬
‭Padrão S1Q3T3 no ECG‬

‭Fonte: [Link]

‭🔹‬ ‭Cintilografia pulmonar de V/Q‬


‭■ ‬ ‭Normal ➡ afasta TEP (VPN 95%)‬
‭Indicações‬
‭■ ‬ ‭Alergia/anafilaxia ao contraste‬
‭■ ‬ ‭Gestação‬
‭■ ‬ ‭Doença renal crônica‬

‭Cintilografia de perfusão pulmonar‬

‭239‬
‭Fonte: [Link]

‭🔹‬ ‭USG Doppler Venoso de MMII‬


‭➜‬ ‭Alternativa à angioTC se D-dímero positivo‬
‭➜‬ ‭Boa acurácia (sensibilidade 72-84% /‬
‭especificidade 53-74%)‬
‭Indicações‬
‭■ ‬ ‭Sinal hiperdenso dentro da veia‬
‭■ ‬ ‭Incompressibilidade venosa‬
‭■ ‬ ‭Color Doppler evidenciando ausência de‬
‭fluxo‬

‭🔹‬ ‭Angiografia pulmonar (invasivo!)‬


‭■ ‬ ‭Considerado “padrão-ouro”, porém muito‬
‭pouco utilizado‬
‭■ ‬ ‭Cateterização com constrante + Radiografia‬
‭mostrando falha de enchimento‬

‭✔️Classificação‬‭🗃️‬‭:‬

‭Estratificação de risco:‬
‭➜‬ ‭Determina a‬‭mortalidade intra-hospitalar‬‭ou‬‭em 30‬
‭dias‬

‭240‬
‭Se‬‭instável‬‭hemodinamicamente ➡‬‭Alto risco‬
‭➜‬ ‭Critérios de instabilidade:‬
‭■ ‬ ‭Choque obstrutivo‬
🔹
‭ ‬ ‭PAS <90 mmHg‬‭OU necessidade de‬
‭vasopressor para manter ≥90 mmHg‬
🔹
‭ ‬ ‭+ hipoperfusão orgânica‬
‭■ ‬ ‭Alteração do nível de‬
‭consciência‬
‭■ ‬ ‭Pele fria, pegajosa‬
‭■ ‬ ‭Oligo/anúria‬
‭■ ‬ ‭↑LDH‬
‭■ ‬ ‭Hipotensão persistente‬
🔹
‭ ‬ ‭PAS <90 mmHg‬‭ou‬‭queda‬‭↓≥40 mmHg‬
‭por‬‭>15 minutos‬

*‭ ⚠️Diagnóstico de TEP pode ser feito com disfunção de‬


‭câmaras direitas por EcoTT em vez de AngioTC nesses‬
‭casos‬

‭Se‬‭estável‬‭hemodinamicamente:‬
🔹
‭ ‬ ‭sPESI‬‭(PESI simplificado - mesma acurácia)‬
‭Critérios:‬
‭■ ‬ ‭1 epidemiológico:‬
🔹
‭ ‬ ‭>80 anos‬
‭■ ‬ ‭2 de comorbidades‬
🔹
‭ ‬ ‭História de‬‭câncer‬
🔹
‭ ‬ ‭Doença‬‭cardiopulmonar‬
‭■ ‬ ‭3 de exame físico‬
🔹
‭ ‬ ‭FC‬‭≥110 bpm‬
🔹
‭ ‬ ‭PAS‬‭<100 mmHg‬
🔹
‭ ‬ ‭SpO2‬‭<90%‬

‭241‬
‭Interpretação:‬
‭■ ‬ ‭≥1 ➡‬‭Moderado risco‬
🔹
‭ ‬ ‭Disfunção de VD (EcoTT)‬‭E‬
‭↑Troponina ➡‬‭Intermediário alto‬
🔹
‭ ‬ ‭Se não ➡‬‭Intermediário baixo‬
‭■ ‬ ‭0 ➡‬‭Baixo risco‬

‭PESI normal e simplificado (e risco de mortalidade em 30 dias)‬

‭ onte:‬
F
‭[Link]
‭8772965‬

‭242‬
‭Resumo estratificação de risco do TEP‬

‭ onte:‬
F
‭[Link]
‭mo-pulmonar-agudo/‬

‭✔️Conduta‬‭👩‍⚕‭:️‬‬

‭ luxograma para manejo do TEP confirmado‬‭(por angioTC‬‭ou, se‬


F
‭instabilidade, EcoTT)‬

‭Fonte: [Link]

‭243‬
‭ e‬‭alto risco‬‭(instabilidade hemodinâmica) e considerar no‬
S
‭intermediário-alto‬‭(disfunção de VD e ↑troponina):‬
‭1.‬ ‭Suporte‬
🔹
‭ ‬ ‭Hemodinâmico‬
‭■ ‬ ‭Reposição de volume‬
‭■ ‬ ‭Avaliar necessidade de drogas‬
‭vasoativas‬
🔹
‭ ‬ ‭Ventilatório‬
‭2.‬ ‭Heparina não fracionada‬
‭➜‬ ‭Ação mais curta e reversibilidade (melhor‬
‭para pacientes graves‬
‭➜‬ ‭Fazer controle do TTPa (manter 1,5 a 2x a‬
‭referência)‬
🔹
‭ ‬ ‭80 UI/kg (bolus) + 18 UI/kg/h IV‬
🔹
‭ ‬ ‭Antídoto: sulfato de protamina‬
‭3.‬ ‭Trombólise sistêmica‬
‭➜‬ ‭Em‬‭até 48h‬‭do início dos sintomas (mas pode‬
‭ser feita até 14 dias)‬
‭➜‬ ‭Boa resposta em‬‭90%‬‭dos casos‬
‭➜‬ ‭Ativadores do plasminogênio‬‭em plasmina‬
‭➡ degradação da fibrina‬
🔹
‭ ‬ ‭Alteplase‬
‭➜‬ ‭100 mg em 2h (10 mg em bolus + 50‬
‭mg na 1‬‭a‬ ‭hora + 40 mg na 2‬‭a‬ ‭hora)‬
🔹
‭ ‬ ‭Estreptoquinase‬
‭➜‬ ‭250.000 UI em bolus + 100.000 UI/h‬
‭por 24h‬
🔹
‭ ‬ ‭Tenecteplase‬
‭➜‬ ‭30-50 mg em bolus, ajustado por peso‬
‭(5 mg a cada 10 kg)‬
🔹
‭ ‬ ‭Uroquinase‬
‭➜‬ ‭4400 UI/kg + 4400 UI/kg/h por 24h‬

‭244‬
‭Contraindicações 🚫 (‬‭↑risco de sangramento‬‭)‬
🔹
‭ ‬ ‭Absolutas‬
‭■ ‬ ‭Sangramento ativo‬
‭■ ‬ ‭Coagulopatia‬
‭■ ‬ ‭TCE recente‬
‭■ ‬ ‭Doença estrutural intracranian‬
‭■ ‬ ‭AVCi (<90 dias), AVCh‬
‭■ ‬ ‭Cirurgia recente de SNC ou coluna‬
🔹
‭ ‬ ‭Relativas‬
‭■ ‬ ‭Gestantes‬
‭■ ‬ ‭>75 anos‬
‭■ ‬ ‭RCP prolongada‬
‭■ ‬ ‭PAS >180 mmHg ou PAD >110 mmHG‬
‭■ ‬ ‭Hemorragia ou cirurgia recente‬
‭Outras opções:‬
🔹
‭ ‬ ‭Trombólise guiada por cateter‬
‭➜‬ ‭Boa opção se alto risco de‬
‭sangramento‬
🔹
‭ ‬ ‭Embolectomia cirúrgica‬

‭Mecanismo de ação dos trombolíticos no sistema fibrinolítico‬

‭Fonte: [Link]

‭245‬
‭Se‬‭sem‬‭instabilidade hemodinâmica:‬
‭4.‬ ‭Se risco intermediário ➡‬‭Internação‬
🔹
‭ ‬ ‭Intermediário baixo ➡‬‭Enfermaria‬
🔹
‭ ‬ ‭Intermediário alto (alteração de troponina ou‬
‭EcoTT) ➡‬‭UTI‬
‭5.‬ ‭Anticoagulação‬‭(fase inicial - até 7 dias) conforme‬‭o‬
‭risco‬
‭➜‬ ‭Objetivo ➡ prevenir recorrência e estabilizar o‬
‭trombo‬
‭■ ‬ ‭Trombo é destruído pelo próprio‬
‭sistema fibrinolítico do organismo‬
‭Risco‬‭alto, intermediário alto‬‭:‬
🔹
‭ ‬ ‭Heparina não-fracionada (HNF)‬
‭➜‬ ‭Inibidor indireto da trombina‬
‭➜‬ ‭Ação mais curta e reversibilidade‬
‭(melhor para pacientes graves‬
‭Indicações:‬
‭■ ‬ ‭Alto risco‬‭e‬‭intermediário alto‬
‭■ ‬ ‭Clearance de creatinina ≤30 mL/min‬
‭■ ‬ ‭Obesos mórbidos (>120 kg)‬
‭Administração‬
‭■ ‬ ‭80 UI/kg (bolus) + 18 UI/kg/h IV‬
🔹
‭ ‬ ‭Off-label: 333 UI/kg SC bolus +‬
‭250 UI/kg 12/12h‬
‭*⚠️Não fazer dose de ataque se for‬
‭fazer o fibrinolítico!‬
‭■ ‬ ‭Fazer controle do TTPa (manter 1,5 a‬
‭2x a referência)‬
‭Outros (risco‬‭intermediário baixo ou baixo)‬
🔹
‭ ‬ ‭Heparina de baixo peso molecular (HBPM)‬
‭➜‬ ‭Inibidor do fator Xa‬

‭246‬
‭ ‬ ‭Enoxaparina‬

‭Administração‬
‭■ ‬ ‭SC 1 mg/kg 12/12h‬
‭■ ‬ ‭OU 1,5 mg/kg/dia‬
‭🔹‬ ‭Fondaparinu‬‭X‬
‭➜‬ ‭inibidor seletivo do fator‬ ‭X‬‭a‬
‭Administração‬
‭■ ‬ ‭<50 kg: 5 mg/dia SC‬
‭■ ‬ ‭51-100 kg: 7,5 mg/dia SC‬
‭■ ‬ ‭>100 kg: 10 mg/dia SC‬

‭Anticoagulante heparina e derivados‬

‭ onte: GOLAN, D.E. Princípios de Farmacologia – A base fisiopatologica da farmacologia, 3a Ed, Guanabara‬
F
‭Koogan, 2014.‬

‭🔹‬ ‭V‭a
‬ rfarina‬‭(ou outros‬‭inibidores de‬‭v‬‭itamina K‬‭)‬

‭247‬
‭➜‬ ‭Pico de ação em‬‭36-72h‬
🔹
‭ ‬ ‭Iniciar‬‭junto‬‭com heparina‬‭(e‬
‭depois suspender a heparina)‬
‭➜‬ ‭Dose inicial 5-10 mg/dia‬
‭VO‬
‭■ ‬ ‭Controlar‬‭INR‬‭(manter entre‬‭2 e 3)‬
‭■ ‬ ‭Interações medicamentosas‬
‭*Se SAAF, utilizar varfarina!‬
‭🔹‬ ‭DOACs‬‭(Anticoagulantes Orais Diretos)‬
‭■ ‬ ‭Rápido início de ação‬
‭■ ‬ ‭Mais seguros (menor risco de‬
‭sangramento)‬
‭Opções:‬
‭■ ‬ ‭Api‬‭Xa‬‭bana‬
🔹
‭ ‬ ‭10 mg VO 2x/dia nos primeiros‬
‭7 dias‬
🔹
‭ ‬ ‭Após: 5 mg VO 2x/dia‬
‭■ ‬ ‭Rivaro‬‭Xa‬‭bana‬
🔹
‭ ‬ ‭15 mg VO 2x/dia por 3 semanas‬
🔹
‭ ‬ ‭Após: 20 mg/dia‬
‭■ ‬ ‭Edo‬‭Xa‬‭bana‬
🔹
‭ ‬ ‭>60 kg: 60 mg VO 1x/dia‬
🔹
‭ ‬ ‭≤60 kg (ou ClCr 15-50): 30 mg‬
‭VO 1x/dia‬
‭*Apenas após anticoagulação com‬
‭hepatina‬
‭■ ‬ ‭Dabiga‬‭tr‬‭ana (inibidor da‬‭tr‬‭ombina)‬
🔹
‭ ‬ ‭Requer ponte com heparina 5‬
‭dias antes‬
🔹
‭ ‬ ‭150 mg VO 2x/dia‬
‭*Após anticoagulação com heparina 5‬
‭dias‬

‭248‬
*‭Antigamente chamados de NOACs (Novos‬
‭Anticoagulantes Orais)‬

‭6.‬ ‭Cuidados gerais‬


🔹
‭ ‬ ‭Oxigenoterapia (se SpO2 <90%)‬
🔹
‭ ‬ ‭Analgésicos‬
🔹
‭ ‬ ‭Dieta pobre em vitamina K (se for utilizar‬
‭varfarina‬

‭7.‬ D
‭ efinir‬‭tempo de tratamento‬
‭Calcular‬‭risco de recorrência:‬
🔹
‭ ‬ ‭Baixo‬‭(<3% ao ano)‬
‭■ ‬ ‭Fatores‬‭removíveis‬‭associados a risco‬
‭>10x‬‭para TEV (ex.: cirurgia, fratura,‬
‭trauma, imobilidade)‬
🔹
‭ ‬ ‭Intermediário‬‭(3-8% ao ano)‬
‭■ ‬ ‭Fator associado com risco de TEV‬‭<10x‬
🔹
‭ ‬ ‭Ex.: gestação, uso de‬
‭estrógeno, viagem prolongada‬
‭■ ‬ ‭Fator de risco‬‭persistente‬‭(mas não‬
‭associado a neoplasia)‬
🔹
‭ ‬ ‭Doença autoimune, DII‬
‭■ ‬ ‭Sem fatores de risco‬
🔹
‭ ‬ ‭Alto‬‭(>8% ao ano)‬
‭■ ‬ ‭Fatores não-removíveis associados a‬
‭risco >10x para TEV‬
🔹
‭ ‬ ‭Câncer em atividade‬
🔹
‭ ‬ ‭SAAF‬
‭Tempo conforme o risco:‬
🔹
‭ ‬ ‭1° episódio e com baixo risco ➡‬‭3 meses‬

‭249‬
‭🔹‬ ‭2° episódio e sem risco removível OU‬
‭trombofilia de alto risco ➡‬‭Prolongado‬
‭(tempo indefinido, avaliar caso a caso)‬
🔹
‭ ‬ ‭Se câncer ➡ enquanto‬‭ativo‬‭(mínimo 6‬
‭meses)‬
‭Medicações‬
🔹
‭ ‬ ‭DOACs‬
🔹
‭ ‬ ‭Inibidores da vitamina K‬

‭250‬
💡
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