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Estrutura e Tratamentos da Pele

O documento aborda a anatomia e fisiologia da pele, incluindo suas camadas e funções, além de discutir as discromias e seus tipos, como hipercromias e hipocromias. Também explora o conceito e a classificação de peelings, bem como o tratamento de estrias e a importância da fotoproteção. A obra é uma referência para a cosmetologia estética, com ênfase em peeling e cuidados com a pele.

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Estrutura e Tratamentos da Pele

O documento aborda a anatomia e fisiologia da pele, incluindo suas camadas e funções, além de discutir as discromias e seus tipos, como hipercromias e hipocromias. Também explora o conceito e a classificação de peelings, bem como o tratamento de estrias e a importância da fotoproteção. A obra é uma referência para a cosmetologia estética, com ênfase em peeling e cuidados com a pele.

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Conteúdo

Pele ...................................................................................................................................................... 3
Conceito .......................................................................................................................................... 3
Camadas da pele ............................................................................................................................. 3
Epiderme ..................................................................................................................................... 3
Derme .......................................................................................................................................... 4
Noções básicas da fisiologia da pele ............................................................................................... 4
Camada epicutânea ..................................................................................................................... 4
Conceito de pH ............................................................................................................................ 4
Pigmentação da pele ................................................................................................................... 5
Discromias ........................................................................................................................................... 8
Hipercromias - Generalizadas ......................................................................................................... 8
Hipercromias - Localizadas .............................................................................................................. 8
Melasma ...................................................................................................................................... 8
Lentigo ou Manchas Senis ........................................................................................................... 8
Efélides ou Sardas ....................................................................................................................... 8
Fitofotomelanoses....................................................................................................................... 9
Hipercromia Pós Inflamatória ..................................................................................................... 9
Etiologia da hipercromia ................................................................................................................. 9
Diagnóstico ...................................................................................................................................... 9
Peeling ............................................................................................................................................... 11
Conceito ........................................................................................................................................ 11
História do peeling ........................................................................................................................ 11
Como age o peeling ? .................................................................................................................... 11
Classificação dos peelings quanto ao tipo..................................................................................... 12
Peeling mecânico ou físico ........................................................................................................ 12
Peelings físicos cosméticos ................................................................................................... 12
Peelings mecânicos – aparelhos............................................................................................ 12
Aparelho de Microdermoabrasão ......................................................................................... 12
Peeling de diamante.............................................................................................................. 13
Peeling Ultra Sônico .............................................................................................................. 14
2

Peeling enzimáticos ................................................................................................................... 14


Peeling laser .............................................................................................................................. 14
Peeling químico ......................................................................................................................... 14
Ácidos .................................................................................................................................... 14
Fatores que influenciam na profundidade dos peelings ....................................................... 15
Classificação dos peelings quanto a profundidade ............................................................... 16
Ácidos mais utilizados nos peelings químicos ....................................................................... 16
Mecanimo de ação dos peelings químicos............................................................................ 25
Escolhendo o peeling correto para cada cliente ................................................................... 25
Ficha de Amamnese .............................................................................................................. 26
Período entre as sessões ....................................................................................................... 27
Contra-indicação do peeling químico ................................................................................... 28
Pós peeling químico .............................................................................................................. 28
ANVISA .................................................................................................................................. 28
Estrias .....................................................................................................Erro! Indicador não definido.
Definição ............................................................................................Erro! Indicador não definido.
Incidência ...........................................................................................Erro! Indicador não definido.
Etiologia ..............................................................................................Erro! Indicador não definido.
Classificação clínica das estrias ......................................................Erro! Indicador não definido.
Rosadas ......................................................................................Erro! Indicador não definido.
Atrófica .......................................................................................Erro! Indicador não definido.
Tratamento.........................................................................................Erro! Indicador não definido.
Ácidos utilizados no tratamento das estrias ..................................Erro! Indicador não definido.
O Sol .................................................................................................................................................. 30
Fotoprotetores .............................................................................................................................. 30
Quais são os tipos de proteção solar e como atuam?............................................................. 30
Filtro solar ................................................................................................................................. 30
Entendendo radiações x proteção solar.................................................................................... 30
Bibliografia ........................................................................................................................................ 33

Cosmetologia estética com ênfase em peeling Profa. Tricia Alethea


3

Pele

Conceito
A pele é o órgão de revestimento do corpo, membrana flexível e resistente, representa 16% do
peso corporal de um adulto médio. Possui funções múltiplas e precisas, vital para o nosso
organismo.

Camadas da pele

Epiderme
A epiderme é a camada mais externa da pele e subdivide-se em 5 outras camadas, que são:

Camada basal ou germinativa – é a camada que dá origem a todas as células da epiderme,


responsável pela renovação celular. Nesta camada encontram-se além dos queratinócios, os
melanócitos que são as células responsáveis pela produção de melanina;

Camada espinhosa ou Malpighi – Apresenta um sistema de adesão celular através de tonofibrilas,


que dá o formato espinhoso às células nela presentes (ligeiramente achatadas, com núcleo
central). disposta em 04 a 05 fileiras, que tem função de união das camadas;

Camada Granulosa – O núcleo das células é central (achatadas). Nessa camada, começa a
produção de queratina, para impermeabilização, não ocorre a passagem de água. É formada por
03 a 05 camadas de células achatadas;

Camada lúcida – É a parte mais profunda e compacta da capa córnea, onde encontraremos a
verdadeira barreira epidérmica, é constituída por células achatadas, mortas e sem núcleo;

Camada córnea – As células não possuem mais núcleos e organelas, e o seu citoplasma está cheio
de uma escleroproteína denominada queratina. A queratina é uma proteína resistente e
impermeável responsável pela proteção.

Ainda na epiderme encontram-se:

Melanócitos: que são células que se originam da crista neural do embrião e invadem a pele entre a
12ª e a 14ª semana de vida intra-uterina.

Célula da pele produtora de melanina.

Localizada na epiderme, sobre a membrana basal.

Mantém contato com os queratinócitos.

Seu número é igual em todas as raças ao nascimento.

Produz dois tipos de melanina: eumelanina e feomelanina.

Cosmetologia estética com ênfase em peeling Profa. Tricia Alethea


4

As radiações U.V aumentam a produção de melanina.

Todas as raças apresentam basicamente o mesmo número de melanócitos.

Um melanócito se intercala com 6 a 9 células basais.

Cada melanócito fornece melanina para cerca de 36 a 40 queratinócitos.

Derme
Derme é camada intermediária da pele, e subdivide-se em:

Derme papilar: é a porção superior que acompanha as depressões da epiderme; é delgada;


superficial; possui fibrilas especiais de colágeno que teriam a função de prender a derme à
epiderme;

Derme reticular: é a camada mais abaixo, que vai até a hipoderme; é espessa; mais profunda.
Essas duas camadas (papilar e reticular) têm limites pouco distintos.

O colágeno confere resistência à pele; as fibras elásticas, elasticidade, e a substância fundamental,


resistência à compressão.

Noções básicas da fisiologia da pele


Para entendermos melhor o mecanismo do trabalho epidérmico, precisamos conhecer alguns
conceitos:

Camada epicutânea
Através da renovação celular (queratinização), a pele descama naturalmente.

Normalmente ela não se apresenta branca ou esfarelada, nem áspera ao tato, pois as escamas que
se soltam são englobadas pela secreção sudoral e sebácea, secreção esta que constitui o
“cosmético natural” ou a também chamada camada fisiológica.

A camada fisiológica é denominada manto hidrolipídico.

A camada epicutânea é invisível a olho nu.

Esta camada situa-se sobre a epiderme e é formada por água, suor e sebo.

Conceito de pH
O pH significa potencial de hidrogênio e mede o grau de acidez de um meio, tendo como
parâmetro a seguinte escala.

Cosmetologia estética com ênfase em peeling Profa. Tricia Alethea


5

Escala de pH

ácido neutro alcalino

0--------------------------------------7-----------------------------------14

meio ácido meio alcalino

O pH de uma pele normal situa-se em torno de 5,4 a 5,6 . Portanto, um valor ácido.

Nas peles oleosas (lipídica) o pH é alcalino.

Nas peles secas (alípicas) o pH é ácido.

Pigmentação da pele
Conforme citado anteriormente a célula melanócito é a célula responsável pela produção de
melanina.

A melanina é responsável pela pigmentação da pele, cabelos, olhos, sobrancelhas, cílios e afins.

As estruturas responsáveis pela produção de


melanina são:

Tirosinase: enzima responsável pela síntese de


melanina

Melanossomas: vacúolos que armazenam e


transportam a melanina produzida para os
queratinócitos

Aparelho de Golgi e Retículo Endoplasmático:


são organelas que sintetizam a enzima
tirosinase.

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Processo de síntese da melanina

O formação da síntese de melanina é chamado melanogênese, e a formação da melanina ocorre


por um processo chamado oxidação.

A melanina se forma a partir de um aminoácido chamado tirosina na presença de uma enzima


chamada tirosinase.

Depois de algumas reações intermediárias formam-se as melaninas do tipo Feomelanina que dá


origem a cor branca e Eumelanina que dá origem a cor escura.

Obs: O percentual de cada tipo de melanina a ser produzida é uma questão genética.

Melanogênese

Na presença do íon COBRE o aminoácido L-TIROSINA é catalisado pela enzima TIROSINASE.

A Tirosinase catalisa as duas primeiras etapas da reação bioquímica: oxidando a L-Tirosina em


DOPA e esta em DOPA-QUINONA.

A seguir no interior dos melanossomas, a DOPA-quinona pode se combinar com o oxigênio,


resultando em EUMELANINA, ou pode se combinar com enxofre, resultando em FEOMELANINA.
(Sittart e Pires – 1998)

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Pigmentação da pele

O papel fisiológico da melanina é principalmente a fotoproteção. Produzida pelo melanócito, as


melaninas são transferidas para os queratinócitos adjacentes.

Seja qual for a raça a quantidade de melanócitos por unidade de superfície é a mesma, porém
existem diferenças no tamanho, composição e distribuição dos melanossomas.

Nos indivíduos caucasianos, os melanócitos funcionam mais lentamente e fabricam melanossomas


de aproximadamente 400nm que permanecem reunidos em pequenos grupos no interior dos
queratinócitos.

Estes melanossomas, nos quais predomina a feomelanina, são degradados antes de atingir a
camada córnea.

Nos negros, os melanócitos produzem permanentemente melanossomas de 800nm, os quais


ficam dispersos individualmente no citoplasma. Estes estão repletos de eumelanina e
praticamente não são degradados antes de atingir a camada córnea.

Nos orientais existe uma mistura de melanossomas pequenos e grandes.

Fototipo cutâneo Classificação de Fitzpatrick

Fototipo I BRANCA Queima com facilidade, nunca bronzeia Muito sensível

Fototipo II BRANCA Queima com facilidade, bronzeia muito pouco. Sensível

Fototipo III MORENA CLARA Queima e bronzeia moderadamente Normal

Fototipo IV MORENA MODERADA Queima pouco, bronzeia com facilidade Normal

Fototipo V MORENA ESCURA Queima raramente, bronzeia bastante Pouco sensível

Fototipo VI NEGRA Nunca queima, totalmente pigmentada Insensível

Cosmetologia estética com ênfase em peeling Profa. Tricia Alethea


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Discromias
Quaisquer alterações que aconteçam no processo da formação ou transporte de melanina,
acarretara na formação de uma discromia, ou seja, de uma alteração na coloração normal da pele.

Esta discromia poderá ser do tipo Acromia, do tipo Hipocromia ou ainda do tipo Hipercromia.

As acromias são o resultado da ausência de produção de melanina, levando o indivíduo a um


esbranquiçamento generalizado. Exemplo clássico de acromia: albinismo

As hipocromias resultam da deficiência na produção de melanina, isso quer dizer que o melanócito
produz melanina, mas de forma insuficiente, levando ao surgimento de lesões mais claras que a
tonalidade da pele. Exemplo de hipocromias: vitiligo e ptiríases

As hipercromias resultam do excesso na produção de melanina, ou seja, o melanócito produz mais


melanina do que deveria e isso leva ao surgimento de lesões mais escuras que a tonalidade da
pele e que por sua freqüência em muito maior escala que as acromias e as hipocromias, veêm a
ser o foco de nossa abordagem mesmo porque quase nada pode ser feito em caráter
cosmetológico para controle de acromias e de hipocromias.

Hipercromias - Generalizadas
São manchas de grande extensão, que normalmente apresentam comprometimento sistêmico e
na maioria das vezes não são melânicas, neste caso não é indicado o tratamento cosmetológico.

Hipercromias - Localizadas
São manchas em locais específicos e podemos utilizar tratamento cosmetológico.

As hipercromias localizadas mais comuns são:

Melasma
Também conhecido como cloasma, possui como manifestações clínicas o surgimento de lesões
castanhas na face, principalmente nas regiões malares (maçãs do rosto), na testa, nariz, lábio
superior e têmporas.

Aparece bastante em gestantes, mas encontra-se também relacionado à utilização de alguns


contraceptivos e a problemas de ovário, apresentando intensificação com a exposição solar.

Lentigo ou Manchas Senis


Geralmente surgem nos dorsos das mãos, no ante-braço e na face de indivíduos com idade
superior a 40 anos.
É circunscrita e resultante de uma proliferação dos melanócitos devido à exposição solar crônica.
São resultado do acúmulo de danos causados pelos raios solares ao longo da vida.

Efélides ou Sardas
Possuem caráter hereditário e embora consideradas manchas charmosas, devem ser tratadas, pois
com o passar dos anos podem se transformar em manchas senis ou o que é pior: estudos dizem
que indivíduos portadores de efélides, possuem maior propensão a desenvolver o câncer de pele.

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Fitofotomelanoses
São formadas pelo contato direto de substâncias cítricas com a pele e subseqüente exposição à
radiação, formando manchas marrons, que as pessoas chamam vulgarmente de manchas de
limão.

Hipercromia Pós Inflamatória


Como o próprio nome sugere, ocorre normalmente após algum processo inflamatório como acne
e picada de insetos. É mais freqüente em peles morenas e negras.
A causa deste tipo de pigmentação são as citoquinas liberadas no processo inflamatório que
estimulam a melanogênese. (AC Mühlmann, JC Macedo Fonseca, G. Baião Fernando, L. Chiara
Moço,2010)

Hipercromia por hemossiderina


Onde ocorreu um extravasamento de sangue, como um hematoma.
As hemácias são fagocitadas por macrófagos que liberam o ferro, e este se acumula como
hemossiderina no citoplasma destes(Monteiro EO,2010). Podendo gerar uma mancha de cor
castanha escura ou preto.

Etiologia da hipercromia
Identificar os fatores causais é meio caminho andado para que o tratamento seja elaborado de
forma correta e funcione.

As pesquisas mostram que dentre os muitos fatores envolvidos no processo de formação das
hipercromias, podemos dar destaque significativo para:

 Alterações Hormonais

 Determinadas Medicações

 Excesso de exposição solar: sem a devida fotoproteção.

 Distúrbios Psico-Emocionais

 Supressão Imunológica.

Diagnóstico
O diagnóstico das hipercromias é através de exame clínico, fundamental para o planejamento do
protocolo mais adequado de tratamento, pois é neste momento que conseguimos detectar a
profundidade do depósito do pigmento que pode ser epidérmico (superficial) ou dérmico
(profundo).

Muita Atenção para este detalhe, pois aqui mora um dos grande segredos do tratamento:

Quanto mais superficial o depósito do pigmento, mais rápido o resultado, quanto mais profundo
mais lento o resultado.

Uma boa ferramenta de diagnóstico é a lâmpada de wood que com sua luz ultravioleta mostrará
esta profundidade : ela realça a hipercromia epidérmica e mascara a dérmica.

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Dessa forma, podemos projetar aproximadamente como serão os resultados.

CUIDADO!!!

O tratamento demanda mudança de hábito!

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Peeling

Conceito
A esfoliação é conhecida também como gommage em francês, raspagem da pele, ou peeling, do
inglês to peel (esfoliar, tirar a pele,despelar, descamar).

Os peelings constituem uma forma acelerada de esfoliação induzida por diversos agentes,
resultando na destruição controlada de porções da epiderme e/ou derme com subseqüente
regeneração de novos tecidos.

História do peeling
Não é de hoje que os ácidos são empregados na estética, desde antigamente os povos já
buscavam maneiras “caseiras” de tratar a pele.

Naquela época as mulheres egípcias banhavam-se em leite fermentado para amaciar a


pele.(peeling suave de alfa-hidroxiácido, ácido lático).

Na Idade Média, mulheres usavam o vinho azedo (ácido tartárico) para promover uma pele limpa,
acetinada e rosada.

Na Índia, as mulheres misturavam urina com pedra-pomes para aplicar na pele e descamar.

Como age o peeling ?


Alterações da pele gerada pelos peelings :

A descamação superficial das camadas mais externas ativa um mecanismo biológico que estimula
a renovação e o crescimento celular resultando na aparência externa mais saudável e bonita, pelas
alterações profundas na arquitetura celular tais como:

 hiperplasia dos queratócitos


 aumento da espessura da epiderme
 diminuição da quantidade de melanina depositada
 aumento na produção de fibras colágenas, na irrigação sangüínea e na compactação do
estrato córneo.

Além de aumenta a permeabilidade cutânea, favorecendo a penetração de princípios ativos


coadjuvantes no tratamento pós peeling necessários para a reepitelização completa.

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Classificação dos peelings quanto ao tipo

Peeling mecânico ou físico


Consiste no emprego de substâncias abrasivas para o arraste de células mortas, age por atrito na
camada córnea.

Peelings físicos cosméticos


As substâncias abrasivas são veiculadas em gel, creme, emulsões ou loções.

Peeling Sílica: minerais pulverizados

Peeling Naturais: sementes de frutas

Peeling Sintético: microesferas de polietileno

Cristais de óxido de aluminio

Gommage: espécie de látex, que forma grumos sobre a pele (para peles sensíveis)

Argilas: substâncias terrosas

Peelings mecânicos – aparelhos


 Aparelho de microdermoabrasão
 Peeling de diamantes
 Peeling ultra sônico

Aparelho de Microdermoabrasão
História da microdermoabrasão

A microdermoabrasão nasceu da dermoabrasão.

A Dermoabrasão foi descrita por Macedo (1998) é um procedimento mecânico considerado


“invasivo”, que só pode ser feito por médicos, pois necessita de anestesia local e repouso do
cliente por 30 dias pós procedimento. (resolução CFM – Ato Médico n.º 1627 - 2001).

A grande diferença entre dermoabrasão e microdermoabrasão é a profundidade de ação, a


recuperação tecidual e os riscos pós lixamento.

Como age o aparelho de microdermobrasão?

O aparelho de microdermoabrasão trabalha com pressão positiva e negativa.

A ponteira jateia sobre a pele microgrânulos de óxido de alumínio (pressão positiva), a uma
grande velocidade (ajustável a cada caso), provocando erosão nas camadas mais superficiais da
epiderme, sendo, ao mesmo tempo, sugadas através da pressão negativa.

Fatores que alteram a profundidade do peeling de microdermoabrasão

Cosmetologia estética com ênfase em peeling Profa. Tricia Alethea


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A quantidade dos microcristais jateados sobre a pele pode ser ajustada em alguns aparelhos.

A freqüência da aplicação.

A espessura da epiderme.

A velocidade da aplicação da cânula sobre a pele.

A quantidade de vezes que se passa a cânula sobre a mesma região.

Os pontos de impacto dos microcristais sobre a pele não são uniformes, e a abrasão provocada
pode não se situar em nível de profundidade idêntica

Peeling de diamante
Aparelho composto por uma caneta e diferentes ponteiras diamantadas com granulometrias
diferentes.

Este aparelho opera com pressão negativa, gerando uma sucção da pele no centro da ponteira
diamantada, promovendo um “lixamento” da pele.

Fatores que alteram a profundidade do peeling de diamante.

As ponteiras diamantadas podem variar de 50 a 200 micras, sendo que, quanto maior a micragem
utilizada, mais invasiva será a abrasão.

A freqüência da aplicação.

A espessura da epiderme.

A pressão do aparelho.

A quantidade de vezes que se passa a caneta sobre a mesma região.

Cuidados durante a aplicação dos aparelhos

Como cuidado especial por parte do profissional com o aparelho, não se deve atingir o tecido
conjuntivo, evitando-se desta forma, sangramentos.

Evitar a exposição solar 48 horas antes e após cada sessão.

É imprescindível que seja feita a cada atendimento a troca da ponteira ou cânula.

Os microcristais de óxido de alumínio nunca poderão ser reutilizados.

É comum observarmos um leve eritema e raramente um edema suave.

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Peeling Ultra Sônico


Também chamada de microvibração de alta frequência, é uma técnica que baseia-se na utilização
de uma vibração mecânica de pequena amplitude e alta frequência, aplicada na superfície da pele
através de uma espátula metálica.

O movimento vibratório ocorre de tal maneira que quando aplicado na pele, promove a retirada
de células da camada córnea.

A espátula do peeling ultra sônico não é plana, pois apresenta um ângulo aberto no centro , para
criar duas áreas de aplicação.

Quando utilizamos a ponta da espátula ela realiza uma esfoliação.

Quando utilizamos a parte plana da espátula, promove uma micropercussão na pele,


proporcionando uma micromassagem cutânea elevando ligeiramente a temperatura, melhora a
circulação sanguinea periférica e aumenta a permeação de produtos cométicos.(Borges,2006)

Se o equipamento tiver associado a um sistema de corrente gâlvanica, a espátula atuará como um


eletrodo, de pólo positivo ou negativo, podendo atuar como iontoforese.

Peeling enzimáticos
Utilização de princípios naturais com capacidade de hidrolisar a queratina, como enzimas do
mamão (papaína) do abacaxi (bromelina ) e abóbora(quimiotripsina).

Peeling laser
Promove a retirada da pele com a ação da energia luminosa do Laser.

Peeling químico
Utilização de substâncias químicas como ácidos, para promover a descamação e a esfoliação da
pele.

Ácidos
A palavra ácido, tem origem do latim “acidus“, que significa azedo.

Em química ácidos são todas as substâncias que possuem seu pH inferior a 7 conforme a definição
de pH.

A palavra ácido, no senso comum, nos remete a substâncias corrosivas, mas isso nem sempre é
verdade, pois existem uma séries de tipos de ácidos na natureza e até os que são sintetizados pelo
nosso organismo: ácido clorídrico, ácido úrico.

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A grande diferença esta nos os ácidos orgânicos e os inorgânicos e é muito importante não
confundi-los.

Os ácidos inorgânicos em sua maioria são corrosivos,tóxicos e degenerativos, como o ácido


sulfúrico. Esses ácidos não são empregados nos tratamentos estéticos.

As substâncias orgânicas são todas aquelas compostas de cadeias carbônicas (C-C-).

Para fins dermato-cosmetico, só utilizamos os ácidos orgânicos, ou mais especificamente os


alfahidroxiacidos, betahidroxiacidos e polihidroxiácidos que são ácidos geralmente fracos e
obtidos de fontes naturais.

Os ácidos utilizados para tratamentos estéticos, são os ácidos orgânicos, ou seja, aqueles que
contém átomos de Carbono.(C)

Ácidos carboxílicos ou carboxiacidos, são compostos orgânicos com um ou mais radicais.

Todo AHA ou BHA possui a presença de um elemento chamado hidroxila (OH).

Quando a hidroxila esta posicionada no carbono alfa, o ácido é alfa hidroxiácido.

Quando a hidroxila esta posicionada no carbono beta, o ácido é um beta hidroxiácido.

Os HAH´s por estarem mais próximos da cadeia principal do ácido, são mais fortes que os BHA´s.

Assim como os AHAs, os poli-hidroxiácidos (PHAs) são ácidos carboxílicos que possuem dois ou
mais grupamentos hidroxila, não necessariamente na posição alfa.

Fatores que influenciam na profundidade dos peelings


A profundidade de uma descamação depende de muitas variáveis:

• Concentração do ácido

• PH do ácido

• Peso molecular do ácido

• Duração do contato do ácido na pele

• Agente Esfoliante: camadas; frequência de aplicação; a procedência dos agentes químicos.

• Integridade da Epiderme : até que ponto a pele foi limpa e desengordurada antes do
peeling e até que ponto a pele foi preparada nas semanas que antecedem o
peeling(aclimatação).

• Espessura de Epiderme: o tipo de pele da paciente ( fina ou espessa), a localização


anatômica da descamação ( face ou não)

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Classificação dos peelings quanto a profundidade


Muito Superficial: esses peelings afinam ou removem o estrato córneo e não criam lesões abaixo
do estrato granuloso.

Superficial : esse peelings produzem necrose de parte ou de toda epiderme, em qualquer parte do
estrato granuloso até a camada de células basais.

Médio: esses peelings produzem necrose da epiderme ou de toda derme papilar

Profundo: esses peelings produzem necrose da epiderme e derme papilar que se estende até a
derme reticular.

Quando indicamos o peeling ?

• Fotoenvelhecimento Cutâneo: Rugas finas leves a moderada


• Retarda o envelhecimento :pelarenovação da pele
• Discromias
• Efélides,lentigo,melasmas,pigmentação pós inflamatória.
• Cicatrizes Superficiais
• Pós trauma,pós cirurgia,pós acne.
• Adjuvante do tratamento da acne vulgar
• Adjuvante de outros procedimentos estéticos;
• Facilita a extração na limpeza de pele;
• Melhora a permeabilidade cutânea;

Ácidos mais utilizados nos peelings químicos


Ácido Glicólico: Cana de açúcar, Beterraba, Uva, Alcachofra e Abacaxi.

Ácido Lático: Fermentação bacteriana da glicose. (leite e mel)

Ácido Málico: Maçãs e peras

Ácido Tartárico: Uva e vinhos azedo (fermentação bacteriana)

Ácido Cítrico: Laranja, Limão, Kiwi, Acerola.

Ácidos utilizados nos peelings químicos

Ácido Ascórbico: laranja

Ácido Pirúvico: sintetizado em laboratório

Ácido Retinóico: acidificação da vitamina A

Ácido Fítico: algodão, aveia, arroz, trigo, milho.

Kójico: Arroz (fermentação fungica)

Ácido Mandélico: Amêndoa Amarga

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ALFA-HIDROXIÁCIDOS (AHA's):

São ácidos carboxílicos, formados a partir de aminoácidos, constituem um grupo de compostos


orgânicos que possuem em comum a hidroxila na posição alfa e uma cadeia carbônica de
comprimento variável.

Estes compostos são encontrados na natureza, em frutas,cana-de-açúcar e iogurte os mais usados


são o ácido glicólico, o ácido láctico, o ácido málico, o ácido tartárico e o ácido cítrico, mais
também podem ser sintetizados. (NARDIN, P.; GUTERRES, S. S, 1999)

Mecanismo de ação:

Segundo Ribeiro, 2006, o mecanismo de ação pelo qual os alfahidróxiácido atuam como esfoliante
ainda não esta completamente compreendido.
Eles reduzem a coesão das células pela interferência na ligação iônica intercelular;
Quelam o cálcio da moléculas de adesão das células dependentes deste cátion, promovendo uma
diminuição da coesão dos desmossomas.

Ácido Glicólico

AHA de menor estrutura, apresenta dois átomos de carbono na sua estrutura molecular.

Por apresentar o menor peso molecular, é, conseqüentemente, o que tem a melhor penetração,
sendo de rápida absorção no local da aplicação.

São propriedades do ácido glicólico o baixo poder de fotossensibilização, a baixa capacidade de


desencadear respostas imunológicas (alergia), a capacidade de penetrar e induzir a alterações
dérmicas.

Favorece a deposição de colágeno.

Mecanismo de ação do Ácido Glicólico:

Ação queratolítica (descompactação dos queratinócitos epidérmicos, sem desagregação das


camadas, com isto aumenta o espaço intersticial nas camadas mais internas, possibilitando um
melhor aporte de fixação de moléculas de água, tornado a pele hidratada, flexível, macia e com
turgor), devido ao pequeno tamanho de molécula tem grande penetração através dos planos
epidérmicos e intracelular.

Quanto maior a concentração , maior a profundidade de penetração.

Pode causar irritação,ardência,eritema, fotossensibilidade ou ardor.

Indicação do ácido glicólico:

Indicada a todos os tipos de pele e em qualquer região do corpo, para tratar:

Ceratoses actinicas, (lesões da pele em regiões expostas ao sol)

Melasma,

Acne,

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Estrias

Rugas finas

Lesões de fotoenvelhecimento

Ácido Láctico :

AHA derivado da fermentação bacteriana do leite, é o Ácido mais fisiológico que existe, tem alto
poder de hidratação.

É regeneradora , hidratante e rejuvenescedora, indicado para pele negras.

Utilizado nos tratamentos:

Ictiose (Doença de origem genética que tem como característica principal o ressecamento e a
descamação da pele)

Xerose (ressecamento anormal de um tecido)

Hiperqueratose ( endurecimento da pele gerada por excesso de queratina)

Verrugas

Ácido Málico :

Alfahidroxiácido presente em maçãs,pêras e outras frutas.

Tem ação antioxidante, esfoliante, adstringente e hidratante.

Pode ser utilizado em peelings muito superficial.

Concentração : 2 a 10% uso diário

50% em peeling

Nome comercial : MLC Apple Acid (Galena)

(Bianco e Garcia,2006)

Ácido Mandélico:

Derivado da hidrólise de um extrato de amêndoas amargas.

É considerado uns dos AHA de maior peso molecular, portanto tem penetração lenta na derme.

Baixo potencial irritativo

Tem um efeito uniforme,atua de maneira homogênea e superficial.

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Pode ser utilizada com segurança em peles tipo I à VI, segundo a classificação de Fitzpatrick.

Indicação do ácido mandélico:

Tratar acne inflamatória

Rejuvenescimento

Prepara a pele para peeling laser

Ajuda a cicatrização

Tem ação anti-séptica e antimicrobiana, antiinflamatória

Modula a atividade da glândula sebácea

Evita hipercromias provocadas pela ação de agentes esfoliantes

Maior grau de hidratação da epiderme (hidrofilico)

Hiperpigmentação – inibe a melanogênese bloqueia a ação da tirosinase e ainda degrada a


melanina já depositada.

Ácido fítico:

Obtido de cereais como o trigo, a aveia, o algodão e o arroz.

Ação do ácido fítico:

Inibe a síntese da tirosinase,

Tem ação antioxidante,

Gera Rejuvenescimento,

Hidratante e suavizante de rugas. Pode ser usado em peles que apresentam grande sensibilidade e
discreto grau de eritema ( como no pós operatório de peelings com laser (CO2 ).

Potente antiinflamatório

Indicações :

Eritema pós laser e pós peeling.

Manchas solares e senis.

Manchas hipercrômicas ( melasmas ou cloasmas ),

Contra-Indicação :

Não aplicá-los em feridas abertas e herpes ativo.

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O paciente que se predispõe ao tratamento com ácido fítico, deve ter paciência, pois ele é eficaz,
porém lento.

Ácido Kójico:

Agente despigmentante, obtido através da fermentação do arroz.

Ação do ácido Kógico

Trabalha inativando a enzima tirosinase por quelação do íon cobre, que funciona como co-fator
para esta enzima desenvolver sua função diminuindo assim o processo da melanogênese.

Também atua bloqueando processos oxidativos importantes para a formção de melanina.

Não é citotóxico e nem apresenta efeito irritativo.

Ácido Ascórbico (Vit C):

O ácido ascórbico age na micro circulação e aumenta a atividade celular.

Tem efeito antioxidante, diminui manchas e aumenta a produção de colágeno e elastina.

Muito instável, em contato com o ar,radiação UV,meio aquoso,elevadas temperaturas,altos pHs e


oxigênio dissolvido no meio aceleram a degradação desta vitamina.

Mecanismo de ação do ácido ascórbico:

O ácido ascórbico e seus derivados agem como despigmentantes pois reverte as reações de
oxidação que convertem a DOPA em [Link] a conversão de DOPA em
DOPAQUINONA.

Portanto até que a Vitamina C seja oxidada, a melanina não pode ser formada pela ação da
tirosinase.(Ribeiro,2006)

Indicação do ácido ascórbico:

Tratamento de hipercromia

Rejuvenescimento

Estrias

Ácido retinóico:

Também denominado de Vitamina A ácida, causa proliferação epidérmica e neocolagênese.

Este colágeno permanece intacto histológicamente por pelo menos quatro meses após a última
aplicação.

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Tem aspecto amarelado, sua aplicação deve ser homogênea em todo o rosto e permanecer por 6 a
12 horas, quando deve ser lavado.

Mecanismo de Ação:

Afina e compacta a camada córnea, proporcionando uma pele mais delicada e macia.

Combate as atípias dos queratinócitos evitando ou erradicando as queratoses.

Dispersa a melanina por toda a epiderme homogeneizando o padrão cromático da pele

Estimula a deposição de colágeno na derme aumentando a espessura e firmeza da pele

Aumenta a produção de glicosaminoglicanos aumentando a espessura da pele

Aumenta a neo vascularização na derme conferindo aspecto mais vivo à face

Indicação do ácido retinóico:

Tratamento do fotoenvelhecimento

Tratamento da acne por ter ação comedolítica e esfoliante

Tratamento de hiperqueratose

Estrias

Hiperpigmentação

Contra indicação do ácido retinóico:

Praticamente seu uso esta restrito em pele com intensa arborização vascular, aumento da
circulação e agravamento das telangietasias.

O ácido retinóico produz eritema, descamação e é fotossensibilizante, deve ser usado à noite.

Durante o dia, recomenda-se uso de filtro solar.

Beta-hidróxiacido BHA´s:

Ácido salicílico:

Agente queratolítico, com aspecto claro transparente e homogêneo. Encontrato na casca do


salgueiro ou sintetizado em laboratório.

Provoca um ardor intenso nos primeiros 2-3 minutos da aplicação, que corresponde à precipitação
dos sais; após a precipitação a dor diminui e não há mais penetração.

O produto não é neutralizado, devendo ser lavado. Pode ser realizado semanalmente, e é
especialmente indicado para peles oleosas e acnéicas.

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Não deve ser realizado em pacientes alérgicos ao ácido acetilsalicílico.(aspirina)

Ação do ácido salicílico:

Antimicrobiana

Fungicida

Queratolitica

Antiinflamatória

Indicação do ácido salicílico :

Queratose

Acne

Regula a oleosidade

Polihidroxiácidos PHA:

A nova geração dos hidroxiácidos, ou seja, os poli-hidoxi-acidos (PHA), surgiram para minimizar
efeitos adversos, sendo utilizada para os mesmos fins, mas com alguns benefícios sobre os AHAs.

Assim como os AHAs, os poli-hidroxiácidos (PHAs) são ácidos carboxílicos que possuem dois ou
mais grupamentos hidroxila, não necessariamente na posição alfa.

Vantagem dos PHAs sobre os AHAs e Betahidroxiácidos:

Não irritantes

Causam menos ardência e queimação

Permeiam mais lentamente

Tem ação hidratante e umectante

Removem radicais livres

Fortalecem a barreira cutânea

São eles:

Àc. Lactobiônico e Gluconolactona

Gluconolactona :

É um componente natural da pele e não-tóxico.

Tem efeito semelhando aos dos AHA tradicionais, possui poucos efeitos colaterais indesejáveis.

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Por possuirem mais hidroxilas que atraem moléculas de água, possuem atividade umectante e tem
ação antioxidante.

Apresenta boa tolerabilidade na área dos olhos e face e em peles sensíveis, incluindo pele atópica
e com rosácea.

Ácido Lactobiônico:

É um polihidroxiácido complexo formado a partir da oxidação da lactose (açúcar do leite).

Era utilizado na medicina como ativo principal em solução para preservação de órgãos para
transplante, suprimindo danos teciduais causados por radicais hidroxila durante o armazenamento
do órgão.

Ação do ácido lactobiônico:

Antioxidante

Cicatrizante

Combate as MMPs

Efeito antienvelhecimento

Esfoliante suave

Hidratante

Ácidos utilizados nos peelings químicos

Hidroquinona:

Um dos agentes despigmentante mais utilizado na área farmacêutica desde 1961.

Proibida em alguns países, como Japão e comunidade européia por sua ação citotóxica.

Mecanismo de ação:

Atua na biossíntese da melanina por inibição enzimática da oxidação da tirosina, que é precursora
da melanina, e supressão de outros processos metabólicos dos melanócitos.

Provoca alterações etruturais nas membranas das organelas do melanócitos,degradando os


melanossomas.

Decompõe a melanina formada;

Pode degradar os melanossomas e destruir os melanócitos,daí seu efeito citotóxico.

Tem ação temporária, necessitando de reaplicação em intervalos frequentes.

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Importante a utilização de bloqueadores solares durante sua utilização.(Ribeiro ,2006)

Contra-indicação da hidroquinona:

Pacientes que tenham atividade ao sol;

Feridas abertas;

Não deve ser aplicada ao redor dos olhos.

Ácido tricloroacético (TCA):

Peeling superficial até 10%, de 10 a 30% médio 35% a 50% profundo. (médico)

É o agente mais utilizado para peelings e pode ser usado em associações com outros agentes.

Após sua aplicação, ocorre um "frost" (branqueamento) na face, devido à coagulação intensa das
proteínas e, quanto mais intenso, maior penetração.

Após o peeling, forma-se uma crosta aderente que se solta em média após uma semana.

Indicação do TCA:

Cicatrizes de acne

Queratoses actínicas (lesões provocadas pela exposição solar)

Rugas finas

Fotoenvelhecimento

Contra indicação do TCA:

Presença de qualquer processo inflamatório sobre a pele a ser tratada,

Infecção herpética recidivante,

Vida ativa ao sol,

Paciente em desequilibro mental.

Solução de Jessner:

Solução alcoólica que mistura um alfahidroxiácido (ácido lático) resorcinol (derivado do fenol) e
ácido salicílico.(peeling médico)

Sua aplicação provoca discreto avermelhamento e ardor, e com várias passadas o eritema torna-se
intenso, podendo chegar a um "frost" verdadeiro. Proporciona leve descamação nos dias
subseqüentes ao peeling.

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Causa grande esfoliação, o que alguns pacientes não gostam de ver;

Útil no tratamento de discromias por provocar uma boa esfoliação quando o intuito é diminuir o
número de queratinócitos que contém melanina;

Causa ardor e queimação significativos e é mais incômodo do que o processo realizado com ácido
tricloroacético (TCA) a 10%.

Indicação do Jesnner:

Tratamento da acne,

Fotoenvelhecimento,

Melasma,

Hiperpigmentação pós inflamatória,

Queratoses actínicas.

Fenol:

Peeling profundo o paciente deve ser submetido a uma sedação leve e, após limpeza e
desengorduramento da pele, inicia-se a aplicação da solução(peeling médico).

A sua principal desvantagem é a sua cardiotoxidade, nefrotoxidade e depressora do Sistema


Nervoso Central; havendo a necessidade de ser realizada em ambiente hospitalar devido a
obrigatoriedade de sedação por ser muito dolorida para o paciente.

Mecanimo de ação dos peelings químicos


Remoção da camada córnea – estimula a reorganização da derme

Inflamação – estimulo da formação de colágeno

Regeneração – melhora de textura e viço, pele mais nova.

Todo peeling químico rejuvenesce, mas nem todos tem ação despigmentante.

Escolhendo o peeling correto para cada cliente


Algumas etapas são consideradas fundamentais na escolha do peeling mais apropriado para cada
cliente. Dentre elas:

• A anamnese detalhada,

• O registro da(s) lesão(ões) a ser(em) tratada(s),

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• O fornecimento de instruções e orientações quanto ao procedimento e período pós-


peeling,

• Assinatura do termo de responsabilidade para a realização do mesmo.

Ficha de Amamnese
História de infecção pelo vírus do herpes simples (podem ocorrer recidivas);

Tendência à formação de quelóides

Uso de nicotina – diminui o suprimento sanguíneo para a pele retardando a cicatrização

Tratamento com isotretinoína oral (se tratados, devem aguardar 6 meses para realização de
peelings superficiais)

Realização de lifting facial (aguardar 6 meses para início das sessões de peeling)

Presença de dermatite seborréica e psoríase

Uso de protetor solar diário – a educação do cliente em relação ao uso do protetor solar irá ajudar
a minimizar os riscos de hiperpigmentação pós-inflamatória e ajudará a atenuar o fotodano
adicional.

Atividade de lazer do cliente

Atividade de trabalho do cliente

Cosméticos utilizados em domicilio

Orientações pós peeling

Dermatite átopica

Evitar depilação durante o tratamento

Aclimatação

A aclimatação é um procedimento realizado em domicilio; que tem como função principal:

• Aumentar a profundidade de penetração do peeling realizado em consultório;

• Diminuir o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória;

• Realizado de 5 a 20 dias antes da aplicação em consultório;

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Pré Peeling

Precisamos preparar a pele para que ela tenha uma absorção uniforme dos produtos utilizados no
peeling.

Ambiente (local do procedimento) bem iluminado com luz fria (lâmpadas fluorescentes) para
evitar sombras.

Preparação da pele antes do peeling:

Realizar uma limpeza de pele caso seja necessário e uma hidratação (pelo menos 7 dias antes do
peeling).

No dia da aplicação:

 Demaquilar;
 Higienizar ;
 Delipidar (alcool 70%, acetona ou solução pré peeling);
 Aplicar o ácido.

Sequência de aplicação

Período entre as sessões


O período entre as sessões dependerá:

• Do protocolo utilizado,

• Dos cosméticos empregados

• Da profundidade do peeling realizado

• Do processo inflamatório.

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Contra-indicação do peeling químico


Doença de pele ou infecção ativa

Pacientes que fizeram uso de medicamentos à base de isotretinoína (acutane, roacutane).

Gravidez: Neste período o tratamento é contra-indicado devido a mudança hormonal que altera
naturalmente a pigmentação da pele, aumentando as chances de surgirem manchas decorrentes
do procedimento.

Pele bronzeada: O escurecimento da pele prejudica o resultado do peeling. Deve-se portanto adiar
o tratamento até que a pele volte à cor normal.

Eritema solar

Pós depilação

Eczemas e Dermatites: Neste caso é contra-indicado. Deve-se tratar a pele antes do peeling.

Herpes: Durante a crise deve-se evitar o tratamento.

Antecedentes de cicatrizes hipertróficas e quelóides – evitar peelings médio e profundo.

História de radioterapia – promove redução da reepitelização.

Dano recente a pele/ procedimentos cirúrgicos prévios – aguardar o período mínimo de 3 a 6


meses dependendo do procedimento realizado.

Doenças imunossupressoras

Expectativas irreais quanto ao resultado.

Pós peeling químico


Aplicar uma máscara calmante (pós peeling imediato);

Indicar um hidratante específico para peles sensibilizadas .

Utilizar filtro solar contra raios UVA e UVB durante todo o tratamento;

Indicar um higienizante, uma loção tônica, um hidratante e um filtro solar, para cuidados diários
(após processo inflamatório).

ANVISA
A concentração de uso e pH dos ácidos em cosméticos, é regulamentada pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária.

Regulamentação:

Qualquer Alfahidroxiácido em cosmético deve ter uma concentração máxima de 10% com pH
mínimo de 3,5.

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Para o Betahidroxiácido a concentração permitida é de 2% com pH mínimo de 3,5 (Ribeiro,2006).

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O Sol

Fotoprotetores

Quais são os tipos de proteção solar e como atuam?


Toda barreira física oferece um determinado nível de proteção.

• Vestuário

• Sombrinha

• Insulfilmes

• Fotoprotetores que são os filtros solares

Filtro solar
São substâncias químicas com propriedades de absorver, refletir e dispersar a radiação que incide
sobre a pele, estas substâncias estão divididas em 2 categorias:
Filtros orgânicos ou químicos- atuam por absorção da radiação UV.
Filtros inorgâmicos ou físicos - atuam como espelho refletindo ou dispersando a radiação UV.

Entendendo radiações x proteção solar


A radiação UVB é, em sua maioria, absorvida pela pele e é a responsável pelo eritema
(vermelhidão), além de contribuir para o desenvolvimento do câncer de pele. É medida pelo FPS
in vivo (em humanos), fator que determina o grau de vermelhidão de uma pele exposta a
radiação UVB.

A radiação UVA potencializa os danos dos raios UVB, e penetra mais profundamente na pele que a
anterior. É a principal responsável pela perda de elasticidade, firmeza e consequentemente, pelo
envelhecimento precoce da pele (fotoenvelhecimento). Não é capaz de deixar a pele vermelha,
mas sim de promover a pigmentação (escurecimento) da pele.

A radiação UVA normalmente é medida pelo percentual de proteção, um índice de laboratório,


não testado em voluntários.

No entanto, um método mais criterioso e confiável é a medida de PPD (Persistent Pigment


Darkening), pois é testada em humanos. Este índice determina o grau de pigmentação de uma
pele exposta a radiação UVA.

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PPD – PERSISTENT PIGMENT DARKENING( Pigmentação Duradoura)

O método in vivo para determinação da proteção contra a radiação UVA é o PPD.

Este método se baseia no aparecimento de uma pigmentação imediata, decorrente do estímulo de


produção da melanina logo após alguns minutos de exposição solar, que se mantém por algumas
horas.

É recomendável que a relação do valor de PPD/FPS seja de no mínimo 1/3, considerado o ponto de
equilíbrio entre proteção na faixa do UVA e UVB.

Ex.: Para um fotoprotetor com FPS 30, o ideal é que possua um PPD de no mínimo 10.

Fotoprotetores

Um sistema filtrante contém uma associação de filtros químicos e físicos que se complementam
para garantir uma proteção efetiva sobre o espectro de radiação solar.

FILTROS ORGÂNICOS (químicos ou absorventes)- absorvem radiação UVA e UVB

FILTROS INORGÂNICOS (físicos ou refletores) - refletem e dispersam os raios solares

Ex: Dióxido de Titânio e Óxido de Zinco

NITRETO DE BORO – absorve a radiação IV

Quantidade de aplicação

O valor do FPS de um filtro solar é determinado em laboratório aplicando-se uma medida padrão
de filtro solar, recomendada pelo FDA*, de 2mg de produto por cm2 de área corporal. Isso
equivale, para o rosto e colo, a utilização de 1 colher de chá de filtro solar por aplicação.

No entanto, sabe-se que a maioria das pessoas não utiliza essa quantidade no dia-a-dia, aplicando
em média, de 20 a 50% dessa medida. Isso implica em dizer que a proteção conferida ao usuário
também diminui nessa mesma proporção.

* FDA: Food and Drug Administration – Órgão americano regulamentador de indústrias


alimentícias e de medicamentos

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Fotoestabilidade

A Fotoestabilidade indica a capacidade de manutenção do FPS e da atividade dos filtros solares


frente a exposição à radiação solar.

Sendo assim, nas condições de laboratório (sem transpiração, roupas, etc) os fotoprotetores são
capazes de se manterem estáveis, exercendo seu efeito protetor por um tempo determinado.

No entanto, no dia-a-dia, com a transpiração e outros fatores que favorecem a retirada do filtro da
pele, não se pode garantir que o produto proteja por este mesmo tempo, havendo a necessidade
de reaplicação do produto em intervalos menores de tempo.

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