Índice
[Link]ção.......................................................................................................................2
[Link] geral............................................................................................................2
Objectivos Específicos......................................................................................................2
2. Motivação......................................................................................................................3
[Link] de motivação................................................................................................3
3. Abordagens do conceito motivação...............................................................................4
[Link] comportamentalista da motivação...........................................................4
[Link] metodológico ou behaviorismo clássico...........................................4
[Link] radical................................................................................................5
Exemplo de behaviorismo radical...................................................................6
[Link] humanista da motivação..........................................................................7
3.2.1. Princípios da abordagem humanista/necessidades humanas...................................7
3.3. Abordagem cognitivista da motivação.......................................................................8
Exemplos:..........................................................................................................................8
3.4. Abordagem de aprendizagem social da motivação....................................................9
4. Tipos de motivação........................................................................................................9
[Link]ção intrínseca...................................................................................................9
4.5. Motivação extrínseca................................................................................................10
5. O ciclo motivacional....................................................................................................10
5.1. Fases do ciclo motivacional......................................................................................10
[Link]ão.....................................................................................................................12
[Link]................................................................................................................13
[Link]ção
[Link] geral
Objectivos Específicos
2. Motivação
[Link] de motivação
A palavra motivação provém dos termos latins motus (“movido”) e motio
(“movimento”). Para a psicologia e a filosofia, a motivação são aquelas coisas que
incentivam uma pessoa a realizar determinadas acções e a persistir nelas até alcançar os
seus objectivos. O conceito também se encontra associado à vontade e ao interesse.
Por outras palavras, a motivação é a vontade para fazer um esforço e alcançar
determinadas metas.
A motivação implica a existência de alguma necessidade, seja ela absoluta, relativa, de
prazer ou de luxo. Quando uma pessoa está motivada a “algo”, considera que esse
“algo” é necessário ou conveniente. Visto isto, a motivação é o vínculo que leva essa
acção a satisfazer a necessidade.
Segundo Stephen P. Robbins(s.d), “motivação é o processo responsável pela
intensidade, direcção e persistência dos esforços de uma pessoa para alcançar
uma meta”.
A intensidade refere-se ao esforço que a pessoa despende, sendo um dos elementos que
mais nos referimos quando falamos em motivação. Já a direcção deverá ser conduzida
de uma maneira que beneficie a organização. Portanto precisamos considerar a
qualidade do esforço, tanto quanto sua intensidade. A persistência é uma medida de
quanto tempo uma pessoa consegue manter seu esforço.
Já na visão de Chiavenato (1999):
“A motivação é o desejo de exercer altos níveis de esforço em direcção a
determinados objectivos organizacionais, condicionados pela capacidade de
satisfazer objectivos individuais”.
A motivação depende da direcção (objetivos), força e intensidade do comportamento
(esforço) e duração e persistência.
Nesta ordem, motivação é o impulso que vem de dentro e que faz com que uma pessoa
tome uma acção.
3. Abordagens do conceito motivação
[Link] comportamentalista da motivação
Abordagem comportamentalista da motivação refere-se ao Behaviorismo, que é
segundo Pedro Menezes (s.d) “ uma teoria da psicologia que avalia o comportamento
de seres humanos e animais, a partir de análises fundamentadas e da observação de
fatos práticos como, por exemplo, reacções a estímulos”.
Também chamado de comportamentalismo ou psicologia comportamental, o
behaviorismo originou-se nos Estados Unidos no início do século XX, como uma ideia
de oposição ao conceito de psicologia introspectiva.
As primeiras manifestações da psicologia behaviorista surgiram pelas mãos de John
Watson (1878 - 1958), psicólogo americano que defendeu o estudo do comportamento
observável. Assim, diferentes tipos de behaviorismo foram identificados, sendo os
principais o behaviorismo metodológico e o behaviorismo radical.
[Link] metodológico ou behaviorismo clássico
O behaviorismo metodológico tem como base a valorização do que é objectivo em
detrimento do que é subjetivo.
As afirmações de Watson sobre o conceito de behaviorismo metodológico tinham como
base a teoria do condicionamento clássico, do fisiologista e médico russo Ivan Pavlov
(1849 - 1936).
Pavlov provou que após repetir por diversas vezes a experiência de tocar um sino e, em
seguida, mostrar a comida a seus cachorros, criou-se uma associação entre o som do
sino e o alimento.
Assim, mesmo que não vissem nenhuma comida, o simples som do sino já era
suficiente para fazer os cães salivarem.
Chamado de O cão de Pavlov, o experimento foi uma validação do condicionamento
clássico, que defende que o comportamento não pode ser controlado e funciona quase
como um reflexo involuntário.
Em outro experimento, chamado pequeno Albert, um bebê, que possuía um
comportamento calmo, foi exposto durante um longo período a situações de estresse
sonoro. Ao final do experimento, o bebê abandonou seu comportamento tranquilo e
passou a temer situações que antes não causavam nenhuma reacção adversa.
[Link] radical
O behaviorismo radical surgiu como oposição ao behaviorismo metodológico e afirmou
que sentimentos, emoções e outros factores mentalistas não dão origem à conduta; são,
na verdade, parte integrante dela.
Assim, o comportamento consistiria em uma mescla de manifestações externas desses
factores, e na consequência de actos praticados.
Desenvolvido por Burrhus Frederic Skinner (1904 - 1990), psicólogo e filósofo
americano, esse tipo de behaviorismo é baseado em um princípio chamado de
“condicionamento operante”.
Segundo ele, o indivíduo controla a forma como vai se comportar com base no que
aprende sobre a relação entre seu comportamento e as consequências que seus actos
acarretam possíveis consequências como:
Reforço positivo - um prêmio ou gratificação como estímulo pela ação realizada (por
exemplo: dar um biscoito ao cão, quando ele dá a pata)
Reforço negativo - retirada de um estímulo desagradável (por exemplo: deixar de
molhar ou interromper uma corrente elétrica).
Punição - sanção por um comportamento não desejado (por exemplo: castigos
físicos).
Então, é possível condicionar as acções a partir de associações com possíveis
consequências. Essas associações seriam suficientes para condicionar o comportamento.
É de se destacar o uso desse tipo de behaviorismo na educação, pois ele defende que a
teoria da aprendizagem está directamente relacionada aos estímulos recebidos pelos
alunos.
Dar um chocolate aos bons alunos (reforço positivo);
Permitir que os alunos que terminarem uma tarefa possam sair (reforço
negativo);
Suspensão ou castigos físicos como palmatória ou ajoelhar no milho (punições).
Desse modo, pretende-se criar condicionantes das acções e moldar o comportamento
dos alunos. Assim, considera-se que não existam habilidades inatas, e que todo
comportamento (incluindo o processo de aprendizagem) possa ser condicionado.
Exemplo de behaviorismo radical
A teoria de Skinner partiu de um experimento com animais chamado de Caixa de
Skinner ou Câmara de condicionamento operante. A caixa possuía um compartimento
com uma espécie de comando, que quando accionado respondia com um estímulo:
comida, água, luz, imagens ou choque eléctrico.
Os animais utilizados nas experiências recebiam os estímulos sob diferentes
circunstâncias de testes:
A cada vez que o comando era manipulado, na interacção com o comando
repetidamente, manipulações com a pata, manipulações com o bico ou focinho,
etc.
O experimento concluiu que os animais que participaram dos testes passaram a realizar
com mais frequência os movimentos que tinham como resposta os estímulos positivos..
Em resumo, a abordagem comportamentalista da motivação foca em estímulos externos,
como recompensas e punições, que influenciam o comportamento. Segundo essa
perspectiva, as pessoas são motivadas a agir de maneiras que maximizem as
recompensas e minimizem as punições. Por exemplo, em um ambiente de trabalho, a
motivação pode ser aumentada através de bônus ou promoções.
[Link] humanista da motivação
Abordagem humana da motivação, criada principalmente pelo Maslow, aborda que as
pessoas possuem múltiplas necessidades e, uma vez sanadas, conseguem alcançar um
nível elevado de bem-estar emocional e físico.
Elas são organizadas em grupos hierárquicos, por isso, as necessidades são satisfeitas
uma de cada vez. O ser humano só consegue chegar aos níveis mais altos da pirâmide
ao satisfazer as necessidades dos mais baixos.
3.2.1. Princípios da abordagem humanista/necessidades humanas:
Fisiológicas: são as necessidades mais básicas, como respirar, se alimentar,
descansar e dormir;
Segurança: formadas por estabilidades básicas, como segurança alimentar,
segurança de saúde, segurança financeira, segurança da integridade; entre
outros;
Sociais: relacionamentos interpessoais, como família, relações amorosas,
amigos, colegas de trabalho, entre outros. É necessário haver uma sensação de
conexão e pertencimento para as relações serem saudáveis;
Estima: composta não apenas pela autoestima e autoimagem, como também o
respeito dos outros e pelos outros, reconhecimento dos esforços, liberdade para
se expressar, amor-próprio, autoconfiança, entre outros;
Autorrealização: é a sensação de conquista de objetivos profissionais, modo de
vida idealizado, competências socioemocionais desejadas, entre outros.
Basicamente, a pessoa precisa estar feliz com quem ela é e com a vida que leva
em todas as áreas.
Como dito, o foco principal da abordagem humanista é o ser humano e a sua capacidade
de ser o agente mais importante da sua vida.
A autorrealização é o factor de maior importância na vida das pessoas, que vivem em
prol de alcançar os seus desejos. Não é o meio que controla o indivíduo, mas é o
indivíduo que cria o meio graças ao desenvolvimento de seus talentos.
3.3. Abordagem cognitivista da motivação
A abordagem cognitivista enfatiza a importância dos processos mentais, como
percepções e crenças, na motivação. Segundo essa perspectiva, as pessoas são
motivadas por suas interpretações e avaliações dos eventos ao seu redor. Por exemplo,
se alguém acredita que é capaz de realizar uma tarefa, isso pode aumentar sua
motivação para tentar.
Os defensores da teoria cognitiva da motivação afirmam que as expectativas das pessoas
guiam seu comportamento, geralmente, de maneiras que trariam resultados desejáveis.
Diz-se que a motivação cognitiva está enraizada em dois factores básicos.
O primeiro envolve informações disponíveis para o indivíduo. Inicialmente, um
indivíduo processará uma situação com base em qualquer entrada que esteja
imediatamente disponível para seus sentidos.
O segundo factor envolve a experiência passada do indivíduo, à qual a pessoa se
refere ao tentar compreender as informações disponíveis no momento e
determinar como responder ou se relacionar com a situação actual.
Exemplos:
Expectativas e Objectivos: As pessoas são motivadas por suas expectativas e
objectivos. Por exemplo, um estudante pode se sentir motivado a estudar para
uma prova porque espera obter uma boa nota, o que lhe dará acesso a um curso
desejado.
Atribuições Causais: As pessoas tendem a atribuir causas aos seus sucessos ou
fracassos. Se um funcionário acredita que seu sucesso é resultado de suas
habilidades, ele pode se sentir mais motivado a continuar trabalhando bem.
Auto-Eficácia: A crença na própria capacidade de realizar uma tarefa é um forte
motivador. Um atleta que acredita em sua capacidade de vencer uma corrida
pode se sentir mais motivado a treinar.
3.4. Abordagem de aprendizagem social da motivação
O conceito de aprendizagem social foi inicialmente desenvolvido pelo psicólogo Albert
Bandura em sua Teoria Social Cognitiva.
De acordo com Bandura, as pessoas aprendem comportamentos e habilidades
observando os outros, especialmente aqueles que consideram como modelos ou
referências.
Ele introduziu a ideia de que o aprendizado não acontece apenas pela experiência
directa, mas também pela observação e imitação.
A aprendizagem social, então, se baseia em quatro componentes principais: atenção,
retenção, reprodução e motivação.
Isso significa que o indivíduo primeiro presta atenção ao comportamento do modelo,
depois armazena a informação (retenção), pratica o comportamento (reprodução) e, por
fim, precisa de um incentivo ou motivação para repetir o comportamento aprendido.
A motivação é crucial para que o indivíduo decida imitar o comportamento observado.
Isso pode ser impulsionado por recompensas, reconhecimento ou outras formas de
incentivo
Por exemplo, no contexto corporativo, um colaborador pode aprender como
lidar com clientes observando como um colega experiente conduz uma reunião.
4. Tipos de motivação
[Link]ção intrínseca
Como seu nome indica, a motivação intrínseca provém de nós mesmos e visa explorar,
aprender e a obter recompensas internas satisfatórias (prazer, tranquilidade,
felicidade,...). De acordo com muitas teorias psicológicas, quando uma pessoa está
motivada intrinsecamente tem mais probabilidades de manter essa motivação em um
nível alto e, assim, alcançar seus objectivos.
Por exemplo, um aluno a fim de passar ao exame, estará motivado a estudar por
si só.
4.5. Motivação extrínseca
Nesse caso, apesar de ter uma orientação positiva, a motivação extrínseca tem sua
origem fora de nós, ou seja, é induzida por nosso ambiente. Esse tipo de motivação na
psicologia é definido como os impulsos e elementos do exterior que aumentam nossa
motivação e direccionam as acções para perseguir um estímulo externo positivo
(prêmios, dinheiro, aceitação social...)
Como exemplo desta, estudar por ter sido prometido um presente.
5. O ciclo motivacional
É um conceito que explica como as pessoas se movem em busca de seus objectivos e
necessidades. Segundo esse conceito, a motivação é um processo dinâmico e contínuo,
que envolve quatro fases:
Necessidade, Tensão, Acção e Satisfação.
5.1. Fases do ciclo motivacional
A primeira fase do ciclo motivacional é a necessidade, sendo o estado de
carência ou insatisfação que gera um impulso para a mudança. A necessidade
pode ser de origem fisiológica, psicológica ou social, e pode ser consciente ou
inconsciente. Por exemplo, a fome, a sede, o amor, o reconhecimento, a
segurança, etc.
A segunda fase do ciclo motivacional é a tensão, sendo o estado de desconforto
ou desequilíbrio causado pela necessidade. A tensão cria uma energia potencial
que busca uma forma de se liberar. Sendo assim, a tensão pode ser positiva ou
negativa, dependendo da forma como a pessoa lida com ela. Por exemplo, a
tensão pode gerar, medo, frustração, raiva, etc., ou pode gerar curiosidade,
interesse, desafio, entusiasmo.
A terceira fase do ciclo motivacional é a acção, a qual é o comportamento ou a
actividade que a pessoa realiza para reduzir a tensão e satisfazer a necessidade.
A acção pode ser planejada ou espontânea, racional ou emocional, individual ou
colectiva. Por isso, esta acção é influenciada por factores internos e externos,
como as habilidades, os valores, as crenças, as expectativas, os incentivos, os
obstáculos.
A quarta fase do ciclo motivacional é a satisfação, a qual é o estado de prazer ou
alívio que a pessoa sente ao atingir o seu objectivo ou satisfazer a sua
necessidade. A satisfação gera um feedback positivo que reforça o
comportamento realizado e estimula novas motivações. Sendo assim, esta
satisfação pode ser total ou parcial, dependendo do grau de congruência entre o
resultado esperado e o obtido.
O ciclo motivacional começa com uma necessidade, que gera um impulso para agir, e
termina quando a necessidade é satisfeita.
Por exemplo, um estudante pode sentir a necessidade de aprender uma nova habilidade,
o que o motiva a estudar. Após dominar a habilidade, a necessidade é satisfeita, e o
ciclo se completa.
[Link]ão
A motivação envolve fenómenos emocionais, biológicos e sociais e é um processo
responsável por iniciar, direccionar e manter comportamentos relacionados com o
cumprimento de objectivos.
Motivação é o que faz com que os indivíduos dêem o melhor de si, façam o possível
para conquistar o que almejam, e muitas vezes, alguns acabam até mesmo “passando
por cima” de outras pessoas.
A motivação é um elemento essencial para o desenvolvimento do ser humano. Sem
motivação é muito mais difícil cumprir algumas tarefas. É muito importante ter
motivação para estudar, para fazer exercício físico, para trabalhar, etc.
A motivação pode acontecer através de uma força interior, ou seja, cada pessoa tem a
capacidade de se motivar ou desmotivar, também chamada de auto-motivação,
ou motivação intrínseca. Há também a motivação extrínseca, que é aquela gerada pelo
ambiente que a pessoa vive, o que ocorre na vida dela influencia em sua motivação.
O ciclo motivacional começa com uma necessidade, que gera um impulso para agir, e
termina quando a necessidade é satisfeita.
[Link]