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Fundamentos de Magnetismo e Eletromagnetismo

O documento aborda o magnetismo e eletromagnetismo, explicando conceitos como ímãs naturais e artificiais, campos magnéticos e suas grandezas, além das leis da indução eletromagnética. Destaca a relação entre corrente elétrica e campos magnéticos, incluindo experimentos históricos e regras para determinar direções de forças. O texto também menciona a auto-indução e sua aplicação em bobinas, enfatizando a importância desses fenômenos na eletrotecnia.

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Fundamentos de Magnetismo e Eletromagnetismo

O documento aborda o magnetismo e eletromagnetismo, explicando conceitos como ímãs naturais e artificiais, campos magnéticos e suas grandezas, além das leis da indução eletromagnética. Destaca a relação entre corrente elétrica e campos magnéticos, incluindo experimentos históricos e regras para determinar direções de forças. O texto também menciona a auto-indução e sua aplicação em bobinas, enfatizando a importância desses fenômenos na eletrotecnia.

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ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS NÁUTICAS

DEPARTAMENTO DE MÁQUINAS
CADEIRA: ELECTROTECNIA
Turma:1 0EMM Ano lectivo: 2023
MAGNETISMO

MAGNETISMO- É ramo da ciência que estuda os fenomenos magnéticos.


Há muito tempo se observou que certos corpos tinham a propriedade de atrair pedaços de
ferro. Esta propriedade dos ímans foi observada pela primeira vez com o minério de ferro
(magnetite) , numa região da Ásia, chamada Magnésia. As substâncias com estas
propriedades receberam o nome de ímans ou magnetos.
Os imans podem ser:
Naturais
A magnetite é o íman que se encontra na natureza, é um íman natural, isto é, não foi
submetido a nenhum tratamento para adquirir o magnetismo.
Artificiais
Adquirem o magnetismo depois de submetidos a um tratamento [Link] podem
ser:
Ímanes permanentes- Mantém a propriedade magnética por muito tempo, até por muitos
anos, depois que cessa a causa da magnetizadora.
Ímanes temporários-Perdem as propriedades magnéticas logo depois que cesse a causa
da magnetização.
Os magnetos possuem dois pólos que apresentam efeitos opostos, os quais recebem os
nomes de pólo sul e pólo norte, de acordo com a sua orientação com o campo magnético
da terra, sendo que pólo sul do íman o atraído pelo pólo norte da terra e o seu norte,
atraído pelo sul da terra .
Pólos magnéticos- São os extremidades do iman,onde as propriedades magnéticas são
mais intensas, isto é, onde o magnetismo é mais concentrado.
Não é possível separar os pólos de um ímam. Ao se dividir um íman em duas partes,
obtém-se sempre dois ímans, ambos com os pólos norte e sul.
Linha neutra-É a região do iman onde a sua acção é nula.

Fig1 - Orientação do Campo Magnético

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 1


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Campo magnético – É a zona do espaço onde se fazem sentir as acções magnéticas do


íman.
O campo magnético é invisível, podendo se tornar visível através do uso de limalha de
ferro.
Colocando uma superfície plana sobre um íman e, polvilha-la com limalha de ferro, vê
que as de limalhas se dipõem em linhas, bem determinadas, indo de um pólo para o outro
( Figura 2). Estas linhas tornadas visivéis pelas limalhas são chamadas linhas de força.
.

Figura 2 - Visão do campo magnético com limalha.

GRANDEZAS MAGNÉTICAS
As principais grandezas magnéticas são:
Fluxo magnéetica (Ф)- é o conjunto das linhas dem força que saem do pólo norte e
entram no pólo sul.
O Fluxo magnético através duma superficie é dada por:
Ф=H*S
(Ф)- em Maxwel (Mx); H- Intesidade do campo magnético Oerted (Oe); S- em cm
Indução magnética (B) – É numero de linhas de força que atravessa uma dada área.
B=μ*H ou B= Ф/S
B- Indução magnética em Tesla (T); Ф- emWebber (Wb); S- em metro (m)
Intesidade do campo magnético (H)-É a força que é resultante das forças de atracção e
repulsão com que uma massa magnética igual a unidade, é atraida pelos pólos norte e sul
dum iman colocado no mesmo espaço. A direcção e o sentido dessa força resultante será
a direcção e o sentido do campo magnético.
Permeabildade magnética (μ)- É a propriedade que os materiais têm de se deixarem
atravessar pelas linhas de força.
μ= B/H
No vacuo, constante de permeabilidade magnética µo= 4 π *10-7 ;

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 2


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ELECTROMAGNETISMO

Estuda o comportamento da corrente eléctrica na formação de campos magnéticos


capazes de atrair corpos que contenham ferro e vice-versa; o comportamento de
condutores dentro de campos magnéticos; formação de f.e.m. induzidas.
Os três fenómenos electromagnéticos
1o) Uma corrente eléctrica, passando por um condutor, produz um campo magnético ao
redor do condutor, como se fosse um íman;
2o) Um condutor, percorrido por corrente eléctrica, colocado em um campo magnético,
fica sujeito a uma força;
3o) Suponhamos que um condutor fechado, seja colocado em um campo magnético se,
por uma causa qualquer esse fluxo variar, aparecerá no condutor uma corrente elétrica.

1-Campo magnético produzido por corrente elétrica


Experiência de Oersted

Em 1819 o físico Dinamarquês Oersted observou


que, quando a agulha magnética (bússola) é
colocada próxima dum condutor com corrente
eléctrica, esta é desviada da sua posição.
O deslocamento da agulha só se explica pela
formação de um campo magnético em torno do
condutor percorrido pela corrente eléctrica.

Figura3-experiencia Oersted

Determinação do sentido do campo magnético


Regra do saca-rolhas,ou Maxwell
O sentido do campo magnético produzido por uma corrente é aquele em que o sentido
de rotação do saca-rolhas coincede com o sentido do campo magnético a penetração o
sentido da corrente no condutor( fig.4).

Regra da mão direita


Imagine o polegar da mão direita esticado e apontando no sentido da corrente, e os outros
quatro dedos fechados sobre o condutor. Então esses quatro dedos acompanham o sentido
do campo (fig.5).

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 3


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Regra de Amper
Imagine um observador voltado para o condutor (olhando para um ponto A), colocado
paralelamente à corrente, de tal maneira que a corrente entre pelos pés e saia pela cabeça.
Vê o polo norte, desviando para a sua esquerda (fig.6).

Figura 4- Regra do saca-rolhas, ou Maxwell Figura 5- Regra da mão direita

Figura 6- Regra de Amper

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 4


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condutor rectilíneo
Seja uma corrente eléctrica de intensidade i atravessando um condutor rectilíneo.
Suponhamos que esse condutor seja atravessado por um cartão, colocado perpendi-
cularmente a ele (fig.7).
Polvilhando limalhas de ferro sobre o cartão, elas, se orientarão no campo magnético
segundo as linhas de força do campo, formando circunferências concêntricas, cujo centro
está no próprio condutor. Isso mostra que as linhas de força do campo magnético criado
pelo condutor rectilíneo são circunferências concêntricas, com o centro no próprio
condutor.

Figura 7- Espectro do Campo magnético produzido por corrente elétrica nun condutor rectilíneo

- Intensidade do campo magnetico: H = i / 2π r


r – distância do condutor ao ponto em questão em metros; i em Amperes (A).
Campo criado por condutor circular
Para visualizarr a forma das linhas de força dum campo magnético, de um condutor
circular com corrente de intensidade i pode –se atravessar o condutor por um cartão, e
polvilha-lo com limalhas de ferro. As limalhas de ferro se dispõem em circunferências
concêntricas cujos centros são os pontos A e B, onde o condutor fura o cartão (fig. 8).

Figura 8- Espectro do Campo magnético produzido por corrente elétrica nun condutor

Intensidade do campo magnetico: H = i / 2r


r – Raio da espira em metros; i em Amperes (A).

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 5


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Campo criado por um solenóide
Chama-se solenóide a um condutor enrolado em espiral.
Se as espiras estão bastante próximas umas das outras, podemos considerar cada espira
como um condutor circular. Para visualizar as linhas de força do campo criado pelo
solenóide, atravessamos o solenóide por um cartão e polvilhamos limalha de ferro. Como
o campo resultante é a soma dos campos produzidos pelas espiras, obtemos a disposição
da figura 9.

Figura 9- Espectro do Campo magnético produzido por corrente elétrica nun solenóide

As linhas de força do campo magnético produzido por um solenóide são idênticas aos do
campo magnético produzido por um íman.

Figura 10-Pólos do solenóide

Intensidade do campo magnetico: H =n . i / L


n - Número de espiras; L - Comprimento do solenóide em metros; H- em Amper volta
por metro( Av/m); i em Amperes (A).

INDUÇÃO ELECTROMAGNÉTICA
Vimos anteriormente que uma corrente electrica produz um campo magnetico.
Vamos agora ver, que um campo magnetico pode, em certas condiçoes, produzir uma
força electromotriz ou força magetomotriz.

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 6


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Leis da indução magnética


As leis que regulam a indução electromagnética são:
Lei de Faraday- Toda a varição da do fluxo magnético no através dum circuito, desen-
volve nesse mesmo circuito uma f.e.m. que se chama força electromotriz de indução ou
induzida.
Se a variação do fluxo (Δ Ф) decorrer uniformente ao longo dum intervalo de tempo
(ΔT), valor da f.e.m. (E) induzida será:
E= -ΔФ/ Δt=-(Ф2-Ф 1)/ t2 -t1
Δ Ф- em Wb; Δt - em segundo (s); o sinal (-) indica que o sentido é contrario a causa que
lhe deu origem.
Lei de Lenz- A força electromotriz induzida, tende a gerar uma corrente elétrica indu-
zida de sentido tal que, se opõe à causa que lhe produziu.

2-Condutor, percorrido por corrente eléctrica, colocado em um


campo magnético
Colocando um condutor percorrido por corrente eléctrica no interior do campo
magnético, verifica-se que este movimenta-se dentro deste campo magnético.
Este movimento é devido a inteiração dos dois campos magnéticos (campo magnético do
íman e campo magnético da corrente eléctrica no condutor).
O movimento do condutor é devido a acção da força electromagnética, sendo dada pela
formula:
F = [Link] α
F - força (N); L-Comprimento do condutor (m); B-Indução magnética (T);
Senα-Seno do ângulo entre o condutor e as linhas de força do campo magnético;
I-Intensidade de corrente no condutor (A).
A força que um campo magnético exerce sobre um condutor percorrido por corrente pode
ser utilizada para realizar trabalho. É o que ocorre nos motores eléctricos, que transfor-
mam a energia elétrica em energia mecânica. Essa força também é usada para fazer
funcionar uma grande variedade de aparelhos elétricos de medida.
A determinação do sentido da força electromagnética é feita com base na regra dos três
dedos da mão direita:
Com os dedos polegar e o indicador da mão dereita formando um entre si um ângulo
recto e com o dedo médio na direcção perpendicular, coloca-se o polegar na direcção e
sentido do campo, o médio na direcçaõ e sentido da corrente. O indicador da o sentido
do deslocamento do condutor.

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 7


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Figura 11 -Obtenção da força electromagnética. Figura 12 -Regra dos 3 dedos da mão direita

3-Condutor colocado num campo magnético


Variando o fluxo através do condutor, quer por movimento perpendicular deste em
relacção as linhas de força, quer por movimento do campo, quer ainda por aumento ou
diminuição da intensidade do campo, desenvolve-se no condutor uma f.e.m. Esta f.e.m.
só dura enquanto durar a variação do fluxo.
Portanto, para se obter ou prduzir uma corrente é necessário dispor de um campo
magnético e um circuito através do qual seja possivel fazer variar o fluxo.
O valor da f.e.m. induzida no condutor (E) em movimento num campo uniforme
depende da velocidade do movimento do condutor (V),do seu comprimento útil (L), e da
indução magnética (B).

E =- [Link] α

E –em volts; L-em metros; B- (Tesla); Senα-Seno do ângulo entre o condutor e as linhas
de força do campo magnético;
A determinação do sentido da força electromotriz é feita com base na regra dos três dedos
da mão esquerda:
Com os dedos polegar e o indicador da mão esquerda formando um entre si um ângulo
recto e com o dedo médio na direcção perpendicular a eles, coloca-se o polegar na
direcção e sentido do campo (B), o indicador da o sentido do deslocamento do condutor
(V). O dedo médio da-nos na direcção e sentido da corrente induzida.

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 8


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Figura 13 – Obtenção da f.e.m. induzida Figura 14-Regra dos 3 dedos da mão esquerda

Auto-indução ou indução própria


Quando uma corrente I passa por um condutor ela produz um campo magnético. O
condutor fica situado dentro desse campo magnético produzido pela sua própria corrente.
Esse campo produz no próprio condutor um fluxo (fig. 15).
Se a corrente I for variável, o seu fluxo será variável e, consequentemente no condutor,
aparece no condutor uma corrente induzida. Esse fenómeno é chamado auto-indução, ou
indução própria.
Portanto, auto-indução é o fenómeno pelo qual um condutor produz indução
electromagnética em si mesmo quando é percorrido por uma corrente variável.

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 9


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A auto-indução é muito intensa nas bobinas, porque como elas possuem muitas espiras, o
fenómeno se dá em todas as espiras e é mais intenso do que numa espira só.

Figura 15

Indutância, ou coeficiente de auto-indução L


A corrente primitiva i produz um campo de indução magnética B proporcional a I. O
fluxo é proporcional a B. Logo, o fluxo é proporcional a I, isto é:

L –em Henry (H); Φ- Weber (Wb); I- em Ampere (A):

FEM da auto-indução
De acordo com as leis da indução electromagnética a fem induzida é:
E
De acordo com a expressão do coeficiente de auto-indução, o fluxo e proporcional a
intensidade da corrente Φ=LI, as variações do fluxo também o são desde que L seja
constante:
∆Φ=L*∆I
Pelo que:
E=-
E- em V; L- em H; ∆I- em A; ∆T-em s

Indução mútua
Suponhamos duas bobinas e próximas. Se que a bobina não está ligada a nenhum
gerador, mas, possua um galvanómetro G que indica quando ele é percorrido por corrente
eléctrica e que esteja ligada a um gerador que lhe forneça corrente (figura 16). Essa
corrente produz um campo magnético de indução magnética. A bobina , estando
próxima, ficará dentro desse campo e será atravessado por um fluxo Φ. Se este fluxo for
variável, a bobina haverá indução electromagnética e aparecerá uma corrente que o

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 10


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galvanómetro acusa. Portanto, uma bobina pode provocar indução electromagnética


numa bobina próxima desde que faça com que esta seja atravessado por um fluxo
variável. E isso pode ser conseguido de dois modos:
1o) se a corrente for variável: pois então ela produzirá um campo variável, e este, um
fluxo variável;
2o) se a corrente for constante, a variação de pode ser obtida deslocando-se
sucessivamente um circuito em relação ao outro.

Figura 16

Coeficiente de indução mútua


É o quociente do fluxo da indução magnética que uma corrente de um circuito determina
num outro circuito, pela intensidade de corrente no primeiro circuito isto é: M=

F.E.M. de indução mútua


Estando as duas bobinas próximas uma da outra, as variações da corrente numa bobina
produzem uma variação do fluxo na outra sendo esta uma f.e.m. induzida:

De acordo com a expressão do coeficiente de indução mútua, o fluxo e proporcional a


intensidade da corrente Φ12=MI1; Φ21=MI2

Considerando M constante: Φ12=M∆I1 ; Φ21=M∆I2


Pelo que as expressões da f.e.m. de indução mútua tomam a forma:
;
E1- fem induzida na bobina 1 devido a variação da corrente que percorre a bobina 2.
E2- fem induzida na bobina 2 devido a variação da corrente que percorre a bobina 1.

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 11


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Correntes de Foucault
Suponhamos, por exemplo, que um bloco de ferro seja colocado com a face plana ABCD
perpendicular a um campo magnético variável. Sendo S a área dessa face, ela é
atravessada por um fluxo.
Se a indução do campo for variável, então o fluxo será variável. Neste caso, o bloco
de ferro estará sujeito a um fluxo variável e consequentemente induzir-se-ão nele
correntes eléctricas induzidas.
Chamam-se corrente de Foucalt a essas correntes que aparecem por indução em blocos
metálicos. A energia perdida num bloco metálico por causa das correntes de Foucalt é
proporcional ao quadrado da espessura BC do bloco.
Para diminuir essa perda nós laminamos o bloco, isto é, em vez de fazermos um bloco
metálico maciço, juntamos um grande número de lâminas finas, como indica a figura
17b.
Para diminuir as perdas de energia por correntes de Foucalt, as partes de ferro das
máquinas eléctricas são sempre laminadas, e nunca são blocos maciços. Assim são os
núcleos de ferro dos transformadores.

Figura 17

Elaborado por: dra Hermínia Solomone 12

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