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Diretrizes de Diagnóstico e Tratamento da Hipertensão

As diretrizes de hipertensão de 2023 estabelecem critérios para diagnóstico e tratamento da hipertensão, incluindo a necessidade de medições repetidas e a utilização de MAPA ou MRPA para confirmação. O tratamento deve incluir mudanças no estilo de vida e, em casos de hipertensão grau II e III, terapia medicamentosa com fármacos como IECA, BRA e diuréticos. Emergências hipertensivas são definidas por lesão de órgão alvo e requerem tratamento imediato, enquanto urgências hipertensivas não apresentam lesão aguda e podem ser tratadas de forma ambulatorial.

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Diretrizes de Diagnóstico e Tratamento da Hipertensão

As diretrizes de hipertensão de 2023 estabelecem critérios para diagnóstico e tratamento da hipertensão, incluindo a necessidade de medições repetidas e a utilização de MAPA ou MRPA para confirmação. O tratamento deve incluir mudanças no estilo de vida e, em casos de hipertensão grau II e III, terapia medicamentosa com fármacos como IECA, BRA e diuréticos. Emergências hipertensivas são definidas por lesão de órgão alvo e requerem tratamento imediato, enquanto urgências hipertensivas não apresentam lesão aguda e podem ser tratadas de forma ambulatorial.

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HAS

Diretriz SBC 2023


 A PA deve ser inicialmente medida nos dois braços e idealmente estabelecida por
medição simultânea. Caso ocorra uma diferença > 15 mmHg
 São considerados hipertensos os indivíduos com PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90
mmHg em consultório. Quando utilizadas as medidas de consultório, o diagnóstico de
HA dever ser sempre validado por medições repetidas, em condições ideais, em duas
ou mais visitas médicas em intervalo de dias ou semanas; ou de maneira mais
assertiva, realizando-se o diagnóstico com medidas fora do consultório (MAPA ou
MRPA), excetuando-se aqueles pacientes que já apresentem LOA ou doença CV.
 A média de PA na MAPA de 24 horas é considerada elevada quando os valores são ≥
130 x 80 mmHg.
 Ou PA >18mmHg em única aferição
 Ou com lesão de órgão alvo
 Orientar MEV sempre - realizar, pelo menos, 150 minutos por semana de atividade
física moderada

Estágio III: Hipertensão grave >180/110

Diagnóstico

 PA de consultório 140-159/90-99  fazer MAPA e ou MRPA


 PA 160-179/100-109  Seja confirmado o mais rápido possível com MAPA ou MRPA
 PA de consultório >180/110 recomenda-se que o dg se faça por segunda medição em
mais de uma visita.
 Se fibrilação atrial não se deve usar os medidores automáticos oscilométricos pois
varia demais.

Tratamento medicamentoso
Objetivo do tratamento: proteção cardiovascular (CV)

Para hipertensão grau II e III independente do RCV precisa impor terapia medicamentosa junto
a mudança de estilo de vida.

 Os BB são úteis quando há certas condições clínicas específicas: pós-infarto agudo do


miocárdio (IAM) e angina do peito, IC com fração de ejeção reduzida (ICFEr), para o
controle da frequência cardíaca (FC) e em mulheres com potencial de engravidar
1. Monoterapia
a. Estágio 1 com risco CV baixo
b. Ou com PA 130-139/85-89 com risco CV alto
c. Ou idosos frágeis
 Diuréticos tiazídicos ou similares
 BCC
 IECA
 BRA
 BB indicações específicas

Primeira linha
1. IECA (“PRIL”)
 IRA – suspender se perda de função renal >30%
 Hipercalemia
 Contraindica em Cr>3 e K>5,5;
 Contraindica para gestantes
a. Captopril
b. Enalapril - Tosse seca e angioedema

2. BRA (“SARTAN”)
a. Losartana
b. Valsartana
c. Candesartana
Ambas têm: Indicações em doença renal, IC, pós IAM e brancos.

3. Diuréticos tiazídicos
a. Hidroclorotiazida
b. Clortalidona

Indicação em negros e idosos (pode causar disfunção erétil), e osteoporose

Lembrar das 4 hipos e das 4hiper

 Hipovolemia, hipocalemia, hiponatremia e hipomagnesemia


 Hiperglicemia, hiperlipidemia, hipercalcemia e hiperuricemia
4. BCC – diidropiridínicos e não diidropiridínicos
a. Anlodipino e Nifedipino - vasosseletivos
b. Verapamil e Diltiazen – cardiosseletivos
 Causam bloqueio dos canais de cálcio nas células musculares lisas das arteríolas,
levando à vasodilatação.
 Colateral como edema, cefaleia, tontura, dermatite ocre dose dependente
 Não diidropiridínicos – bradicardia e verapamil pode piorar constipação

Indicação em negros, idosos, antiangionoso, arteriopatia periférica – pelo efeito inotrópico e


cronotrópico

Drogas de segunda linha


1. BB
a. Carvedilol – não cardiosseletivo
b. Atenolol
c. Propranolol
d. Nebivolol
 Indicação pós IAM, ICFER, taquiarritmias, enxaqueca
 Contraindica se broncoespasmo (usar somente os cardiosseletivos em pct asma e
DPOC), BAV, IC descompensada
 EC: broncoespasmo, insônia, bradicardia, disfunção sexual.
2. Diuréticos de alça
a. Furosemida
 Indicações: Clcr < 30 mL/min; creatinina > 2 mg/dL; retenção de sódio e água;
3. Simpatolíticos de ação central
a. Clonidina
b. Metildopa
4. Alfabloq
a. Doxazosina
b. Prazosina
5. Vasodil. Diretos
a. Hidralazina
b. Minoxidil
Em gestantes os IECAS são contraindicados  substituição por Metildopa, Labetalol ou BCC
(nifedipina de liberação prolongada).
Exames de rotina paciente hipertenso:
- Parcial de urina – Em pesquisa de lesão de órgão alvo, por exemplo, pesquisa de albuminúria.

- Potássio – essencialmente se tomam diuréticos ou na busca de causas secundárias como o


hiperaldosteronismo secundário (K+ baixo) – uma das principais causas de HAS secundária;

- Creatinina

- Glicemia de jejum e glicada

- Perfil lipídico - CT, HDL e TG

- Ácido úrico – diuréticos tiazídicos aumentam no sangue;

- Microalbuminúria

Diretriz europeia de cardiologia 2024


 MRPA >135/85 para hipertensão
 PA dividida em pressão não elevada quando <120 por <70; Pressão elevada de 120-139
e 70-89; Hipertensão >140/90.
 Mudança da meta de tratamento de <130/80 para 120-129
 Monoterapia apenas em alguns casos de baixo risco CV ou pressão alterada sem
outras alterações

 PA de consultório 140-159/90-99mmHg - Estágio 1, fazer MAPA e/ou MRPA -> já está


na diretriz brasileira de aferição da pressão. Primeira medida no consultório e
confirmar no MAPA e MRPA;
 PA 160-179/100-109 – MAPA e MRPA mais rápido possível, em até 1 mês.
 PA de consultório >180/110 no Brasil já é diagnóstico, mas na europeia necessita de
mais aferições.
 Rastreamento para aldosteronismo primário pode ser considerada com medida de
renina e aldosterona sérico nos adultos com HAS confirmada PA>140/90
 Rastreio em pacientes <40 anos com obesidade, avaliar apneia obstrutiva do sono. Na
prática no Brasil tem dificuldade em fazer polissonografia nos pacientes de rede
pública.

Emergência x Urgência hipertensivas

Emergência quando há lesão de órgão alvo

Urgência quando há elevação de PA >180/90 em indivíduo clinicamente estável.

Anamnese

 Sintomas de lesões de órgão alvo (rins, cérebro, coração, aorta) e sobre fatores
desencadeantes (adesão ao tto, uso de drogas, gestação);
 Exame físico: também direcionar aos órgãos-alvo;

Emergência

 PAS ≥ 180 mmHg e/ou PAD ≥ 120 mmHg;


 Há lesão aguda em órgão alvo, com risco iminente de morte (risco de AVE, IAM, sd.
HEELP, edema agudo pulmonar, dissecção aguda de aorta, encefalopatia hipertensiva,
eclampsia);

Tratamento
 Nitroprussiato de sódio → potente vasodilatador arterial (escolha na maioria dos
casos, porém deve ser evitado em casos de síndromes coronarianas agudas, pois pode
causar “roubo de fluxo”, que é quando o sangue “desvia” da coronária doente e,
consequentemente, a coronária saudável recebe um fluxo aumentado).
 Nitroglicerina → vanodilatador e vasodilatador coronariano (opção nas síndromes
coronarianas agudas e no edema agudo de pulmão, menos nos casos de IAM do VD,
pois seu efeito venodilatador causaria redução da pré-carga).

Urgência

 PAS ≥ 180 mmHg e/ou PAD ≥ 120 mmHg;


 Possíveis sintomas: cefaleia, epistaxe, dispneia leve…
 Sem lesão aguda de órgão alvo, mas pode evoluir, se tornando emergência
hipertensiva;

Tratamento

 Controverso;
 VO;
 Captopril 25-50 mg;
 Clonidina 0,1-0,2 mg;
 Retorno ambulatorial em 7 dias;

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