Filosofia: Liberdade e Política
Filosofia: Liberdade e Política
FILOSOFIA II
ÍNDICE
LIBERDADE.............................................................................................................................3
FILOSOFIA POLÍTICA...............................................................................................................5
FILOSOFIA E DEMOCRACIA...................................................................................................10
PODER..................................................................................................................................12
O QUE É ARTE?.....................................................................................................................17
AMOR E FILOSOFIA...............................................................................................................24
REFERÊNCIAS........................................................................................................................26
2
LIBERDADE
T. Hobbes afirma que o “homem livre é aquele que não é impedido de fazer o que tem
vontade, no que se refere às coisas e que pode fazer por sua força e capacidade”.
Kant diz que ser livre é ser autônomo, isto, é dar a si mesmo as regras a serem
seguidas racionalmente. Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é a condição ontológica do ser
3
humano. O homem é, antes de tudo, livre. O homem é nada antes de definir-se como algo, e é
absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo.
4
FILOSOFIA POLÍTICA
Com a filosofia política não é diferente, pois os filósofos desse campo do pensamento
sempre buscaram estabelecer críticas e fomentar novas ideias que dessem movimento ao
campo intelectual que se atreve a pensar e questionar o campo da organização política.
A filosofia política, ao diferenciar-se da ciência política por não haver uma pretensão
metódica e científica, permitiu aos vários pensadores elaborar diferentes teorias sobre a
organização política, mas sempre questionando e dialogando com o conhecimento anterior e
estabelecendo novos conceitos acerca dos problemas políticos.
Governo e Estado
Questão antiga para a filosofia política, as noções de governo e Estado são essenciais
para a formação de qualquer pensamento, teoria, técnica ou doutrina política e econômica.
5
Desde os estudos de política empreendidos por filósofos clássicos, como Platão e Aristóteles,
há um consenso na determinação mais básica desses conceitos, mudando apenas as
atribuições de cada um no âmbito político. Podemos assim conceituá-los:
Estado
Governo
Assim como a própria filosofia, que é vasta de pensadores e suas diferentes teorias a
respeito dos mais variados temas, com a filosofia política não poderia ser diferente. Desse
modo, temos, ao longo dos mais de dois mil anos de tradição filosófica, diversos autores que
formularam diferentes pensamentos acerca do modo como governo, Estado, âmbito público,
direitos, deveres e liberdade devem ser organizados. Listamos abaixo os principais pensadores
da filosofia política e suas respectivas ideias:
Platão
6
Os mais aptos à intelectualidade estariam também mais aptos ao governo da cidade,
tornando-se o que Platão chamou de “Reis Filósofos”. Estes receberiam a educação formal e a
instrução política e filosófica até passarem dos 40 anos de idade, época em que poderiam ser
testados enquanto governantes. Platão era avesso à democracia como forma de governo e
acreditava que a aristocracia chefiada pelo melhor e mais apto (o rei filósofo) deveria ser o
governo adotado na cidade perfeita. Para saber mais sobre a obra e as diferentes
contribuições filosóficas platônicas, acesse: Platão.
Aristóteles
Maquiavel
Maquiavel defende uma estranha separação entre ética e política. Acontece que
Maquiavel está pensando na teoria política como um suporte à manutenção do governo por
parte do governante em seu livro O Príncipe. Para Maquiavel, o líder político deveria ser uma
espécie de estadista estratégico e populista, procurando sempre o apoio político por parte do
povo.
Ele acreditava que era melhor que o governante fosse amado pelo povo do que
temido. No entanto, quando o amor não viesse ou quando a situação não permitisse que o
povo nutrisse sentimentos positivos por seu governo, o governante poderia usar o temor
como forma de garantir a submissão do povo e a sua conseguinte governabilidade.
7
Como medida de governabilidade, Maquiavel defendia, por exemplo, que ações boas e
positivas do governante deveriam ser tomadas aos poucos e gradativamente, assim ele
manteria sempre boas lembranças ao seu povo. Ações negativas e ruins (se necessário fossem)
deveriam ser feitas de uma vez, pois assim o povo esqueceria logo o que se passou. Conheça
mais detalhes da teoria desse importante filósofo político lendo: Maquiavel.
Contratualistas
O pacto, ou contrato, social era o marco entre o estado de natureza e o estado civil e
era firmado para garantir o cumprimento dos direitos naturais dos cidadãos e resolver as
questões não solucionadas pelo direito natural. São filósofos contratualistas modernos o inglês
Thomas Hobbes, o inglês John Locke e o franco-suíço Jean-Jacques Rousseau. Se quiser se
aprofundar nessa forma de pensamento político, acesse: contratualismo.
Iluministas
8
Escola de Frankfurt
A política empreendida pelo capitalismo, na ótica dos autores, era responsável pelo
mesmo tipo de pensamento que desencadeou o totalitarismo. Saiba mais detalhes sobre esse
movimento filosófico e sociológico acessando: Escola de Frankfurt.
Hannah Arendt
Judia e alemã, a filósofa e teórica política Hannah Arendt é uma das principais vozes do
pensamento filosófico político contemporâneo. Arendt empreendeu um dos maiores estudos
filosóficos sobre o totalitarismo, o livro As Origens do Totalitarismo. Ela também traçou
estudos específicos sobre o totalitarismo e a política contemporânea.
Uma de suas obras mais difundidas, o livro Eichman em Jerusalém, traça uma análise
do perfil, da defesa e do julgamento do criminoso nazista Adolf Eichman, foragido e capturado
pelo serviço secreto israelense em 1962 e julgado e condenado em um tribunal de exceção.
Conheça melhor essa filósofa política e sua importante teoria lendo: Hannah Arendt.
9
FILOSOFIA E DEMOCRACIA
Toda essa capacidade exigida desse novo cidadão abriu espaço para que os jovens
fossem preparados para o exercício da cidadania. Foi nesse período em que surgiram os
sofistas que criticaram sistematicamente os pensadores cosmologistas. Esses filósofos tinham
a pesada preocupação de explicar racionalmente as origens do mundo, a personalidade do
homem e a ordenação da natureza. Em contrapartida, os sofistas ignoravam essas questões
dizendo que o convencimento das ideias era o que importava.
Essa concepção oferecida pelos sofistas ganhou grande espaço no regime democrático,
já que as assembleias eram dotadas por discussões onde os cidadãos decidiam a aprovação
das leis. Entre os principais mestres do sofismo destacava-se Isócrates de Atenas, Protágoras
de Abdera e Górgias de Leontini. Mesmo conseguindo arrebanhar diferentes seguidores, os
sofistas sofreram a crítica sistemática de outros filósofos como Sócrates.
Segundo esse filósofo grego, as ideias deveriam contar com um profundo processo
reflexivo para que pudessem alcançar um critério de verdade. Por isso, Sócrates convocava os
cidadãos de Atenas a conhecerem a si mesmos. O poder de convencer por meio das ideias
demonstrava um distanciamento entre os convincentes discursos sofistas e a reflexão do
pensamento socrático.
10
De fato, esse tipo de situação desenvolvida na Grécia Antiga nos demonstra como a
instalação do regime democrático e a discussão das ideias promoveu uma interessante etapa
no desenvolvimento da filosofia. Mais importante do que saber quais destes pensadores
tinham razão, devemos ver que a filosofia não nasce por meio de ideias puras, mas se
desenvolve com o auxílio de outras instâncias que promovem o debate filosófico.
11
PODER
Poder é uma palavra originada do latim e tem a mesma raiz que a palavra potência.
Ambas remetem à capacidade de fazer algo, de empreender algo. Com o passar do tempo,
poder também passou a significar a capacidade de impor, de mandar e de submeter os outros
à própria vontade. Podendo ser político, econômico, familiar ou de persuasão, esse elemento
social acompanha a humanidade desde os seus primórdios. A fascinação com o poder rendeu
boas teorias filosóficas, antropológicas e sociológicas na tentativa de desvendar o que há por
trás dele.
Poder é potência, não é à toa que as duas palavras têm a mesma origem e
praticamente o mesmo significado. A única diferença semântica de potência para poder é que
a primeira denota uma capacidade futura, virtual, de transformar-se ou fazer-se. A palavra
poder denota a capacidade presente de fazer.
Diante de tanto fascínio com algo tão singular e tão sedutor na humanidade, vários
pensadores tentaram explicar, racionalizar, entender o poder. Nesse sentido, os filósofos
Aristóteles, Nicolau Maquiavel, Friedrich Nietzsche, Karl Marx, Norberto Bobbio e Michel
Foucault desenvolveram curiosas e intensas teorias sobre o poder, entendendo-o como
artifícios do âmbito político e social e como um aspecto natural da vida.
Para o filósofo grego antigo Aristóteles, o poder é um elemento natural que permeia
as relações animais, mas há um animal que transpassa o meio selvagem com o poder
justamente por sua capacidade de falar: o ser humano. Nesse sentido, o poder não é somente
12
o ato de dominação pela força, mas um atributo que o ser humano leva consigo como
elemento-chave para o entendimento das relações sociais.
As teorias que explicam o poder de maneira mais próxima com a nossa sociedade
parecem ser a de Norberto Bobbio, filósofo italiano, e a de Michel Foucault, filósofo francês
(ambos contemporâneos). Para Bobbio, o poder é uma teia de relações entre elementos em
diferentes posições na sociedade, enquanto, para Foucault, o poder é uma relação que se dá,
na contemporaneidade, entre pessoas e instituições. A esse fenômeno, Foucault denominou
microfísica do poder, pois, ao contrário do que ocorria no antigo regime, o poder deixa de ser
central e dissolve-se na humanidade por meio das diversas relações.
Formas de poder
Os filósofos ingleses Thomas Hobbes e John Locke já discutiam esse tema em meio à
situação em que se encontrava a Inglaterra naquela época (contexto da Revolução Gloriosa e
da luta contra o absolutismo inglês). Hobbes defendia o poder total do Estado por um governo
monarquista, enquanto Locke defendia um poder dissolvido nas instituições para garantir
certos direitos à população. O poder, nesse caso, era iminentemente político e do âmbito do
domínio pela esfera estatal.
Karl Marx, situado historicamente no século XIX, entendeu o poder como uma relação
de dominação econômica. O pensador via na história da humanidade uma relação material e
contraditória, de maneira dialética, que sintetizava a vida e o desenvolvimento na luta entre
diferentes camadas da população. Isso se evidenciou na Europa industrializada de seu tempo,
que dividiu as pessoas em duas classes sociais: burguesia (os donos dos meios de produção) e
13
proletariado (os trabalhadores). A luta dessas classes mostrava o conflito de poder como uma
relação essencialmente econômica.
Para o sociólogo alemão Max Weber, poder é a imposição da vontade de uma pessoa
ou instituição sobre os indivíduos. Essa imposição é direta e deliberada e pode ter aceitação
como força de ordem ou não. Quando as pessoas submetidas ao poder de alguém aceitam a
ordem, há uma transição de forças do âmbito do poder para o âmbito da dominação, sendo
que a pessoa que aceita a imposição de ordem fica submetida à autoridade da outra.
Para Bourdieu, há um poder por trás disso tudo que faz com que as pessoas,
inconscientemente, busquem consumir, gostar, adequar-se a certos elementos em detrimento
de outros. O comando coletivo e inconsciente dessas preferências confere a certos atores um
poder econômico ou social no sentido em que criam representações simbólicas a serem
seguidas por outras pessoas.
Poder econômico: é exercido por quem possui a propriedade privada. Quem tem terras,
dinheiro e bens exerce influência sobre os despossuídos.
14
Poder ideológico: é exercido por quem pode criar e influenciar as massas com suas criações,
seja no âmbito midiático, seja no religioso. Geralmente, os atores desse tipo de poder
trabalham para os atores dos outros dois poderes: o político e o econômico.
Poder político: é exercido pelas instituições oficiais, ligadas ao Estado. Pode ser legítimo,
quando visa a finalidade da vida política, ou ilegítimo, quando é usurpado para gerar uma
situação de dominação simples de certas classes ou pessoas.
Exemplos de poder
Ficou exposto que o poder dá-se, em nosso tempo, como uma relação que passa pelos
âmbitos públicos e privados da vida. Nesse sentido, ter poder é exercer mando sobre alguém
por meio da posse (material ou imaterial) de algo.
Chefe de família e filhos: uma mãe ou um pai que chefia uma família exerce poder sobre seus
filhos. Durante muito tempo, a nossa sociedade entendeu esse poder como pátrio (patriarcal,
delegado naturalmente ao homem). No entanto, hoje percebemos que em muitos lares é uma
mulher quem exerce poder sobre a prole.
Patrão e empregado: nessa relação, temos uma força poderosa de poder emanada por quem
detém a posse (patrão) sobre quem trabalha para o que possui (empregado).
Governante e governado: no âmbito político, aquele que governa e os que são governados
têm poderes distintos. Para solucionar o problema da falta de distribuição do poder nessa
15
relação, as democracias contemporâneas deram aos governados a capacidade de escolher
seus governantes.
16
O QUE É ARTE?
Arte é uma palavra que se origina do vocábulo latino ars e significa técnica ou
habilidade. Podemos dizer que é uma manifestação humana comunicativa muito antiga.
Definição de arte
Vale salientar que a arte tem uma importante função social na medida que expõe
características históricas e culturais de determinada sociedade, tornando-se um reflexo da
essência humana.
Ela existe em todas as culturas e sua definição foi e continua sendo discutida
incansavelmente.
Para o filósofo grego Aristóteles a arte era uma imitação da realidade. Esse conceito,
mais tarde, foi duramente refutado por diversas correntes artísticas que compreendiam que a
arte não era somente baseada na imitação da realidade, e sim, na criação.
A primeira era considerada inferior à segunda, pois a arte somente era criada a partir
do intelecto.
Se pensarmos nessa questão hoje em dia, notamos que ela está mais desenvolvida; no
entanto, o trabalho manual ainda é subjugado pelo trabalho intelectual.
Essa analogia da "arte erudita" e da "arte popular" permanece até os dias de hoje,
sendo pauta de discussão de muitos estudiosos.
17
O que é Estética na Filosofia?
É uma forma de conhecer (apreender) o mundo através dos cinco sentidos (visão,
audição, paladar, olfato e tato).
Importante saber que o estudo da estética, tal como é concebido hoje, tem sua origem
na Grécia antiga. Entretanto, desde sua origem, os seres humanos mostram possuir um
cuidado estético em suas produções.
Mas, foi por volta de 1750, que o filósofo Alexander Baumgarten (1714-1762) utilizou e
definiu o termo "estética" como sendo uma área do conhecimento obtida através dos sentidos
(conhecimento sensível).
A estética passou a ser entendida, ao lado da lógica, como uma forma de conhecer
pela sensibilidade.
Desde o início dos tempos, a ideia de beleza e de bem fazer estão interligadas à
produção e transformação da natureza.
Com isso, o filósofo grego Platão (427-347) buscou relacionar a utilidade com a ideia
da beleza. Ele afirmou a existência do "belo em si", uma essência, presente no "mundo das
ideias", responsável por tudo o que é belo.
Muitos dos diálogos platônicos têm como discussão o belo, sobretudo O Banquete.
Nele, Platão se refere ao belo como uma meta a ser alcançada por todo o tipo de produção.
Entretanto, o filósofo une o belo à sua utilidade e ataca a poesia e o teatro grego. No
pensamento platônico, esse tipo de atividade não possuía utilidade e gerava confusão acerca
dos deuses e dos objetivos das ações humanas.
18
Em seu livro A República, Platão deixa claro que na formulação de sua cidade ideal, a
poesia grega seria afastada da formação dos homens por desvirtuar os indivíduos.
Sendo assim, passa a ser entendido como arte, tudo o que passa por essas três
dimensões, todo o tipo de trabalho e tudo aquilo que produz algo novo.
Entretanto, há uma forte hierarquia entre as artes gregas. As artes da razão, que
trabalham com o intelecto, são entendidas como superiores às artes mecânicas, que
trabalham com as mãos.
A beleza era entendida pelos gregos em sua objetividade. Essa concepção foi mantida
durante toda a Idade Média e estendida em sua relação com a religião. A ideia de perfeição e
beleza estiveram relacionadas à manifestação da inspiração divina.
Durante o período, a arte foi utilizada como um instrumento a serviço da fé. Seu
principal objetivo era revelar o poder da Igreja e expandir a religião cristã. A beleza em si
mesma passou a ser relacionada ao pecado.
19
O Homem Vitruviano (c.1490). A produção de Leonardo da Vinci mostra a estreita
relação entre arte e matemática no período. Na imagem, observam-se diversas invenções e ao
centro, um corpo humano inscrito em figuras geométricas.
Em boa parte, isso se deu pelo fato da arte ter se estabelecido como um ato de
produção que pode estar associada a um valor econômico.
Para atribuir um valor a uma obra é necessária uma compreensão da arte que vai além
do simples gosto. Baumgarten buscou estabelecer regras capazes de julgar o valor estético da
natureza e da produção artística.
As bases definidas pelo filósofo propiciaram que ao longo do tempo a arte fosse
concebida para além de sua relação com a beleza. A arte passa a se relacionar com outros
sentimentos e emoções, que influenciam a identificação do que é belo e de seu valor.
20
Kant e o Juízo de Gosto
O filósofo Immanuel Kant (1724-1804) propôs uma importante mudança no que diz
respeito à compreensão da arte. O filósofo tomou três aspectos indissociáveis que possibilitam
a arte como um todo.
É a partir do pensamento do filósofo que a arte assume o seu papel como instrumento
de comunicação. Para ele, a existência da arte depende de:
Kant desenvolve uma ideia de que o gosto não é tão subjetivo como se imaginava. Para
haver gosto, é necessário que haja educação e a formação desse gosto.
O artista, por sua vez, é compreendido como gênio criador, responsável por
reinterpretar o mundo e alcançar a beleza através da obra de arte.
O filósofo buscou resolver essa questão através da ideia de que para alguma coisa ser
considerada bela, é necessário antes, compreender o que ela realmente é. Sendo assim, a
educação seria responsável pela compreensão da arte e, a partir daí, a formação do gosto.
Escola de Frankfurt
Um importante ponto de mudança no estudo da estética foi introduzido por uma série
de pensadores da Universidade de Frankfurt, na Alemanha.
Nela, o filósofo afirma que a possibilidade de reproduzir obras de arte faria com que
ela perdesse sua "aura" de originalidade, unicidade e de exclusividade das aristocracias.
Essa mudança poderia permitir o acesso à obra de arte pela classe trabalhadora, que
antes estaria completamente excluída.
21
Por outro lado, dentro do sistema capitalista, a reprodução técnica da arte centraria
seus esforços no lucro gerado pela distribuição massiva de reproduções. O valor da obra é
transportado para sua capacidade de ser reproduzida e consumida.
Benjamin chama a atenção para o apelo à exposição e fala sobre uma nova forma de
cultura que busca reproduzir a estética da arte. A política e a guerra, por exemplo, passam a
suscitar emoções, e paixões, que antes eram próprias da arte, através da propaganda e dos
espetáculos de massa.
Esse tipo de força estética pode ser observado na propaganda, nas paradas militares e
nos discursos que continham uma multidão de pessoas presentes realizados pelo partido
nazista.
Com o fim da segunda guerra mundial, o nazismo foi derrotado, mas sua forma de
propaganda e a massificação de elementos estéticos permaneceu e desenvolveu-se na
chamada indústria cultural.
A estética, desde sua relação com o belo entre os gregos, sua definição como área do
conhecimento por Baumgarten, até os dias de hoje, vem se transformando e buscando
compreender os principais fatores que levam os indivíduos a possuírem um "pensamento
estético".
Hoje em dia, boa parte das teorias estéticas são produzidas, também, por artistas que
visam unir a prática e a teoria na produção do conhecimento.
22
É o caso de Ariano Suassuna (1927-2014), dramaturgo, poeta e teórico da estética.
23
AMOR E FILOSOFIA
Jean–Paul Sartre, filósofo mais recente, dizia que o amor é um “ideal irrealizável”. Isso
porque queremos algo impossível das pessoas que amamos: somos atraídos pela liberdade e
independência que detectamos nelas. No entanto, ficamos tão apavorados que tentamos
privá-las desses atributos quando estabelecemos uma relação amorosa. “O amante quer ser
amado pela liberdade, mas exige que essa liberdade, como liberdade, não seja mais livre”.
Muitos outros filósofos tentaram traduzir em palavras o sentimento amoroso, mas parece ter
sido os poetas aqueles que melhor conseguiram expressá-lo, conforme os versos de Quintana:
“O amor é quando a gente mora um no outro.”
Para começar temos as 3 divisões básicas do amor, Philia, Ágape e Eros. Philia é
descrito por Aristóteles (em Ética a Nicômago) como um tipo de amor direcionado a nossos
afetos mais comuns, tais como família e amigos. É aquele sentimento que você desenvolve
intensamente por um animalzinho de estimação ou pelo seu amigo de infância, com quem
passou por tanta coisa junto. O amor philos (ou philia) é necessário na vida de todos que
24
buscam a felicidade, segundo Aristóteles, pois ninguém é feliz sem amigos. A felicidade não
está na genuína solidão.
Ágape é o amor “divino”. Está presente até na Bíblia – podemos fazer a conexão do
amor de Deus, do nosso para com Deus e para com o próximo. É um amor genuíno e
voluntário. Podemos entender seu conceito como um amor que não busca um fim, que não
busca seus próprios interesses, que requer entrega e submissão, está além de um
sentimento/emoção. Pensa em um amor puro o suficiente para amar aquele ex que te fez
sofrer o pior veneno do mundo.
25
REFERÊNCIAS
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
26