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Prevenção e Tratamento de ISTs 2022

O documento aborda a prevenção e tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e HIV, destacando a importância de intervenções combinadas e a periodicidade de testes para diferentes grupos populacionais. Também apresenta informações detalhadas sobre diversas ISTs, incluindo sífilis, candidíase, e gonorreia, com ênfase em sintomas, diagnósticos e tratamentos. Além disso, discute a cicatriz sorológica e a necessidade de notificação compulsória de casos confirmados.
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Prevenção e Tratamento de ISTs 2022

O documento aborda a prevenção e tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e HIV, destacando a importância de intervenções combinadas e a periodicidade de testes para diferentes grupos populacionais. Também apresenta informações detalhadas sobre diversas ISTs, incluindo sífilis, candidíase, e gonorreia, com ênfase em sintomas, diagnósticos e tratamentos. Além disso, discute a cicatriz sorológica e a necessidade de notificação compulsória de casos confirmados.
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IST

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IST
conjugação de diferentes ações de prevenção às IST/HIV.
Prevenção Combinação de três tipos de intervenções: biomédica,
Combinada comportamental e estrutural (marcos legais), aplicadas
ao âmbito individual e coletivo.
Não há hierarquização entre as estratégias
Usar preservativo;
Imunizar para HAV, HBV e HPV;
Conhecer o status sorológico para HIV dos parceiros;
Testar regularmente para HIV e outras IST;
Medidas de Tratar todas as pessoas vivendo com HIV – PVHIV
prevenção Realizar exame preventivo de câncer de colo do útero
Realizar profilaxia pré-exposição – PrEP, quando
indicado;
Conhecer e ter acesso aos métodos de anticoncepção e
concepção;
Realizar profilaxia pós-exposição – PEP, quando
indicado.
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GRUPO PERIODICIDADE
HIV Sífilis Clamídia e gonococo Hepatites B e C
Adolescentes e
jovens Ver frequência conforme outros subgrupos
Anual
populacionais ou práticas sexuais.
(≤ 30 anos)
Na primeira consulta do pré-natal Hepatite B: na primeira
(idealmente, no 1º trimestre de consulta do pré-natal e,
gestação). idealmente, no terceiro
No início do 3º trimestre (28ª semana). trimestre.
Gestante Na primeira consulta de
No momento do parto ou em caso de pré-natal.
aborto/ natimorto, Hepatite C: na primeira
independentemente de exames Gestantes ≤ 30 anos. consulta de pré-natal.
anteriores. Em caso de aborto/
natimorto, testar para sífilis,
independentemente de exames
anteriores.

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PERIODICIDADE
GRUPO HIV Sífilis Clamídia e Hepatites B e C
gonococo
Gays e HSH Ver frequência
Profissionais do sexo conforme outros Semestral a anual
Travestis/transexuais subgrupos
uso abusivo de álcool Semestral populacionais ou
e outras drogas práticas sexuais
Hepatite B: atendimento
inicial e de acordo com a
Violência sexual No atendimento inicial; 4 a 6 semanas profilaxia pós-exposição
após exposição e 3 meses após a instituída
No atendimento
exposição inicial e 4 a 6 Hepatite C: no
semanas após a atendimento inicial, 4 a 6
exposição semanas e 4 a 6 meses

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Resumo das principais ISTs

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SÍNDROME – CORRIMENTO URETRAL/VAGINAL
INFECÇÃO OBSERVAÇÕES SINTOMAS DIAGNÓSTICO TRATAMENTO
Miconazol creme a
Candidíase Fator de risco: Prurido, ardência, Citologia a fresco, utiliza- 2% ou outros
Candida albicans gravidez, DM, corrimento grumoso, se SF e KOH a 10%: derivados
Não é IST obesidade, uso de sem odor, dispareunia de presença de hifas e imidazólicos (7 dias)
corticoide, ATB, AO. introito vaginal e disúria esporos dos fungo. OU
externa pH <4,5 Nistatina por14 dias

Corrimento amarelo- Microulcerações no colo


Tricomoníase 30% dos casos são esverdeado, uterino, que dão um
Trichomonas vaginalis assintomáticos acinzentado, bolhoso e aspecto de morango Metronidazol
espumoso + odor fétido pH para 6,7 a 7,5.
sinusiorragia e exame a fresco
dispareunia
Vaginose bacteriana Associada à perda de Odor fétido (aminas pH > 4,5
Múltiplos agentes lactobacilos voláteis putrescina e Presença de clue cells Metronidazol
Gardnerella vaginalis Bacilos e cocos Gram- cadaverina). Teste Whiff + (odor Ácido bórrico 21 dias
Streptococcus agalactie anaeróbicos. Corrimento perolado fétido com KOH) (biofilme)
(grupo B) aumenta o risco de bolhoso.
Não é IST IST, DIP.
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Maior risco – uso DIU
Vaginose
bacteriana
pH > 4,5 ou teste
KOH (+)
Tricomoníase

pH
pH < 4,5 Candidíase

Possível causa
pH normal e KOH
fisiológica e/ou
(-)
não infecciosa.
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SÍNDROME – CORRIMENTO URETRAL/VAGINAL
INFECÇÃO COMPLICAÇÕES SINTOMAS DIAGNÓSTICO TRATAMENTO
Azitromicina
500mg, 2
Cervicite - Clamídia Dor à mobilização do comprimidos, VO,
Chlamydia trachomatis Dor pélvica colo, Detecção do material dose única
(sorovariantes D a K DIP Material genético dos agentes OU
Gravidez ectópica mucopurulento no infecciosos por biologia Doxiciclina
Infertilidade orifício externo do molecular 100mg, VO,
Oftalmia neonatal colo, Edema cervical e 2x/dia, por 7 dias
Sangramento ao toque
da espátula Ceftriaxona 1g IM
ou IV
Cervicite
Gonorreia MAIS
Neisseria gonorrhoeae Azitromicina
500mg, 2
comprimidos, VO,
dose única

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SÍNDROME – ÚLCERA
OBSERVAÇÕES SINTOMAS TRATAMENTO
ANOGENITAL
Linfogranuloma venéreo Fases:
1- inoculação – pápula
Chlamydia trachomatis 2. Disseminação – unilateral; Sequela – fístula, edema, obstrução Doxicilcina
(sorovariantes L1, L2 e L3) linfática

Cancroide Gram - Lesão dolorosa, múltipla, borda Azitromicina


Haemophilus ducreyi Cancro mole irregular, odor fétido, necrose
Vírus do Herpes simplex 1- perioral Lesões eritemo-papulosa, vesículas aciclovir
(tipo 2) - Vírus DNA 2 genital dolorosas, aumento dos linfonodos
Donovanose Granuloma inguinal Úlcera borda plana ou hipertrófica bem Azitromicina
Klebsiela granulomatis delimitada com fundo granuloso
1ª: lesão cancro duro benzilpenicilina benzatina
Recente (primária, 2ª: Lesões cutâneo-mucosas + ou doxiciclina
Sífilis secundária e latente linfonodos Neurossífilis
Treponema pallidum recente): < 1 ano ífilis 3ª: cutânea, óssea, cardíaca, neuro. Neurossífilis:
Tardia (latente tardia e Exames: Direto: bactéria na amostra. Benzilpenicilina
terciária): > 1 ano Imunológico: treponêmico e não potássica/cristalina
treponêmico
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SÍNDROME – VERRUGA ANOGENITAL

SINTOMAS
IST DIAGNÓSTICO TRATAMENTO

Condiloma Vírus DNA Lesões polimórficas, pontiaguda, couve ATA (80 a 90%, podofilina
acuminado Mais de 200 tipos flor, aveludada. 10 a 25% ou
Comum em mulheres eletrocauterização
Papilomavírus < 30 anos lesão pré-maligna de câncer (lesão
humano (HPV) precursora), vários tipos de cânceres,
como os do colo de útero, vagina, vulva,
ânus, pênis e orofaringe

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Sífilis

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SÍFILIS
Infecção bacteriana sistêmica, crônica, curável e exclusiva do ser humano. Pode ser assintomática ou
gerar problemas graves comprometendo especialmente os sistemas nervoso e cardiovascular.
Conceito
Incubação de 10 -90 dias – média 21 dias.
Agente: Treponema pallidum bactéria Gram-negativa, do grupo das espiroquetas, de alta
patogenicidade.
Transmissão: sexual (predominante), vertical ou sanguíneo (rara).
Exames diretos de sífilis- são aqueles em que se realiza a pesquisa ou detecção do T. pallidum em
amostras coletadas diretamente das lesões (pesquisa direta e exame em campo escuro)
Métodos (testes) Testes imunológicos – Testes treponêmicos: são testes que detectam anticorpos específicos
para o diagnóstico produzidos contra os antígenos de T. pallidum; Teste de imunofluorescência indireta (FTA-Abs);
da sífilis adquirida. Testes não treponêmicos: esses testes detectam anticorpos anticardiolipina não específicos para os
antígenos do T. pallidum. Permitem uma análise qualitativa e quantitativa. Ex. VDRL
Modo de Sexual, parenteral (sangue)
transmissão
Incubação 10 -90 dias – média de 21 dias
Transmissibilidade Requer a presença de lesão (cancro duro, condiloma plano, mucosas úmidas e placas na mucosa) em
decorrência da presença de treponemas nessas lesões, o contágio é maior nos estágios iniciais (1ª e
2ª). A transmissão vertical ocorre em qualquer fase gestacional.
Reservatório Humano
Imunidade A pessoa pode adquirir sífilis sempre que se expuser ao T. pallidum.
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• Gestantes;
Em quais situações deve-se • Vítimas de violência sexual;
iniciar o tratamento com • Pessoas com chance de perda de seguimento (que não retornarão ao
apenas um teste reagente? serviço);
• Pessoas com sinais/sintomas de sífilis primaria ou secundaria;
• Pessoas sem diagnóstico prévio de sífilis.
Periodicidade da notificação Semanal – caso confirmado
compulsória
A denominada cicatriz sorológica ou memória sorológica caracteriza-se pela
persistência de resultados reagentes nos testes treponêmicos e/ou nos testes
não Treponêmicos com baixa titulação após o tratamento adequado para sífilis,
O que é cicatriz sorológica? afastada a possibilidade de reinfecção.
Casos confirmados de cicatriz sorológica NÃO devem ser notificados.
Práticos e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30
minutos. Utilizam amostras de sangue total colhidas por punção digital ou
venosa.
Características do Teste Rápido
(TR) Se teste rápido positivo (reagente) – coletar amostra de sangue para realização
Conteúdo licenciado para Eduardo Barbosa Ferreira - 008.619.161-66 de um teste laboratorial (não treponêmico) para confirmação do diagnóstico.
ESTÁGIOS DA SÍFILIS
Sintoma: úlcera rica em treponemas, geralmente única e indolor, com borda bem definida e regular, base
endurecida e fundo limpo, que surge no local de entrada da bactéria “cancro duro”, linfadenopatia regional.
Sífilis Duração: 3 a 8 sem, e seu desaparecimento independe de tratamento. Pode não ser notada ou não ser
primária valorizada pelo paciente. Embora de modo menos frequente, em alguns casos a lesão primária pode ser
múltipla.
6 semanas e 6 meses após a cicatrização do cancro. Excepcionalmente, as lesões podem ocorrer em
concomitância com a manifestação primária. As manifestações são muito variáveis, mas tendem a seguir uma
cronologia própria. Inicialmente, uma erupção macular eritematosa pouco visível (roséola), principalmente no
Sífilis tronco e raiz dos membros. Nessa fase, são comuns as placas em mucosas, assim como lesões acinzentadas e
secundária pouco visíveis nas mucosas. As lesões cutâneas progridem para lesões mais evidentes, papulosas e eritemato
acastanhadas, que podem atingir todo o tegumento, sendo frequentes nos genitais. Habitualmente, acometem
a região plantar e palmar, com um colarinho de escamação característico, em geral não pruriginoso.
período em que não se observa nenhum sinal ou sintoma. O diagnóstico faz-se exclusivamente pela reatividade
dos testes treponêmicos e não treponêmicos. A maioria dos diagnósticos ocorre nesse estágio. A sífilis latente é
Sífilis latente dividida em latente recente (até um ano de infecção) e latente tardia (mais de um ano de infecção).
15% a 25% das infecções não tratadas, após um período variável de latência, podendo surgir entre um e 40 anos
Sífilis depois do início da infecção. A inflamação causada pela sífilis nesse estágio provoca destruição tecidual. É
terciária comum o acometimento dos sistemas nervoso e cardiovascular. Ex. gomas sifilíticas (tumorações com tendência
a liquefação) na pele, mucosas, ossos ou qualquer tecido. As lesões podem causar desfiguração, incapacidade e
até morte.
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ESTÁGIOS DA SÍFILIS ADQUIRIDA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Sífilis primária Cancro duro (úlcera genital) e Linfonodos regionais
Lesões cutâneo-mucosas (roséola, placas mucosas, sifilides papulosas, sifilides
palmoplantares, condiloma plano, alopecia em clareira, madarose, rouquidão).

Sífilis secundária Micropoliadenopatia


Linfadenopatia generalizada
Sinais constitucionais
Quadros neurológicos, oculares, hepáticos.
Sífilis latente recente (até 1 ano) Assintomática
Sífilis latente tardia (> 1 ano) Assintomática
Cutâneas: lesões gomosas e nodulares, de caráter destrutivo.
Ósseas: periostite, osteíte gomosa ou esclerosante, artrites, sinovites e nódulos
justa-articulares.

Sífilis terciária Cardiovasculares: estenose de coronárias, aortite e aneurisma da aorta,


especialmente da porção torácica.
Neurológicas: meningite, gomas do cérebro ou da medula, atrofia do nervo
óptico, lesão do sétimo par craniano, manifestações psiquiátricas, tabes dorsalis e
quadros demenciais como o da paralisia geral.
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É uma complicação benigna e autolimitada do
tratamento antimicrobiano, sendo o exemplo clássico
o tratamento da sífilis com penicilina benzatina.
Motivo: destruição das bactérias com liberação do
Reação de conteúdo intracelular da bactéria na corrente
Jarisch- sanguínea.
Herxheimer
Tempo de ocorrência: pode ocorrer durante as 24
horas após a primeira dose de penicilina, em especial
nas fases primária ou secundária.
Manifestação: Caracteriza-se por exacerbação das
lesões cutâneas, mal-estar geral, febre, cefaleia e
artralgia, que regridem espontaneamente após 12 a
24 horas.
Pode ser controlada com o uso de analgésicos simples,
conforme a necessidade, sem ser preciso
descontinuar o tratamento.
Gestantes que apresentam essa reação podem ter
risco de trabalho de parto prematuro em razão da
liberação de prostaglandinas em altas doses.
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HPV

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HPV
Definição É um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal) das pessoas, provocando verrugas
anogenitais (região genital e ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus.
Vírus de DNA ou de DNA-vírus
RNA?
Ocorre, preferencialmente, por via sexual. A transmissão vertical do HPV é corroborada pela
Transmissão ocorrência de papilomatose recorrente de laringe juvenil, em crianças com menos de dois anos de
idade, e por relatos de casos de RN com condiloma genital ao nascimento. A transmissão por
fômites é rara.
Tipos de HPV de baixo Detectados em lesões anogenitais benignas e lesões intraepiteliais de baixo grau – tipos 6, 11, 40,
risco oncogênico 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81 e CP6108.
*destaque para os tipos 6 e 11 (mais cobrados em provas)
Tipos de HPV de alto Detectados em lesões intraepiteliais de alto grau e, especialmente, nos carcinomas – tipos 16, 18,
risco oncogênico 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 68, 73 e 82.
*destaque para os tipos 16 e 18 (mais cobrados em provas)

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HPV
Fatores pré- Tabagismo e deficiências imunológicas, incluindo aquelas causadas pela infecção pelo HIV, desnutrição,
disponentes cânceres e drogas imunossupressoras
Diagnóstico Tipicamente clínico. Em situações especiais, há indicação de biopsia para estudo histopatológico.
São polimórficas; quando pontiagudas, denominam-se condiloma acuminado. Variam de um a vários
milímetros, podendo atingir alguns centímetros. Costumam ser únicas ou múltiplas, achatadas ou
Características das
populosas, mas sempre papilomatosas. Por essa razão, a superfície apresenta-se fosca, aveludada ou
lesões
semelhante à da couve-flor.
Em geral são assintomáticas, mas podem ser pruriginosas, dolorosas, friáveis ou sangrantes.
Vacinação: - Meninas e meninos de 9 a 14 anos (2 doses- 0,6 meses).
- Homens e mulheres que vivem HIV, pacientes oncológicos e pacientes transplantados: 9 a 45 anos (0, 2,
6 meses); - (2023) Vítima de violência sexual 9 a 45 anos que não tenham tomado a vacina HPV ou
estejam com o esquema vacinal atrasado: (0, 2, 6 meses). - Exame preventivo de Papanicolau para
Prevenção mulheres - identificar lesões precursoras do câncer do colo do útero. -Uso do preservativo feminino ou
masculino nas relações sexuais.
Apesar de haver recomendação de tratamento, não há evidência de que os tratamentos disponíveis
modifiquem a história natural da infecção pelo HPV.
Tratamento domiciliar: Imiquimode 50mg/g creme (contraindicado na gestação).
Tratamento
Tratamento ambulatorial:
Ácido tricloroacético (ATA) a 80% ou 90%: Pode ser utilizado por gestantes.
Podofilina 10% a 25% (solução): contraindicada na gestação.
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Eletrocauterização, exérese cirúrgica e crioterapia.
DIP

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DIP
É uma síndrome clínica causada por vários microrganismos, que ocorre devido à entrada de agentes
Conceito infecciosos pela vagina em direção aos órgãos sexuais internos, atingindo útero, trompas e ovários,
causando inflamações. Esse quadro acontece principalmente quando a gonorreia e a infecção por
clamídia não são tratadas.
Compromete endométrio, tubas e anexos;
Causa complicação de IST
Sintomas Dispareunia, sangramento anormal, dor pelve, dor na palpação dos anexos ou colo uterino, febre,
secreção endocervical, aumento do leucócito, VHS e PCR.
Consequências Infertilidade, gravidez ectópica
Ceftriaxona + metronidazol + doxiciclina. A monoterapia não é recomendada.
Obs: O uso de doxiciclina e quinolonas é contraindicado na gestação. Obs: As parcerias sexuais dos dois
Tratamento meses anteriores ao diagnóstico, sintomáticas ou não, devem ser tratadas empiricamente para Neisseria
gonohrroeae e Chlamydia trachomatis. A melhora clínica das pacientes com DIP deverá acontecer nos 3
primeiros dias após o início do tratamento antimicrobiano.
Se a paciente for usuária de DIU, não há necessidade de remoção do dispositivo; porém, caso exista
Mulheres que usam indicação, a remoção não deve ser anterior à instituição da antibioticoterapia, devendo ser realizada
DIU precisam fazer a somente após 2 doses do esquema terapêutico.
retirada?
Fatores de risco - IST prévias ou atuais; - Múltiplas parcerias sexuais e parceria sexual atual portadora de uretrite; - Uso de
método anticoncepcional – o DIU pode representar um risco três a cinco vezes maior para o
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desenvolvimento de uma DIP, se a paciente for portadora de cervicite.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE DIP
CRITÉRIOS MAIORES CRITÉRIOS MENORES CRITÉRIOS ELABORADOS
- Temperatura >37,5ºC ou >38,3ºC;
- Conteúdo vaginal ou secreção
- Dor no hipogástrio; endocervical anormal; - Evidência histopatológica de
- Dor à palpação dos anexos; - Massa pélvica; endometriose;

- Dor à mobilização do colo uterino. - Mais de 5 leucócitos por campo de - Presença de abcesso tubo-ovariano
imersão em material de endocérvice; ou de fundo de saco de Douglas em
- Leucocitose em sangue periférico; estudo de imagem;

- Proteína C reativa ou velocidade de - Laparoscopia com evidência de DIP.


hemossedimentação;
- VHS elevada;
- Comprovação laboratorial de
infecção cervical pelo gonococo,
clamídia ou micoplasma.
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Hepatites

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CONCEITOS
Relacionadas aos vírus B, C e D e, com maior raridade, ao vírus E.
Detecção de material genético ou de antígenos virais por um período de 6 meses após o diagnóstico
inicial. Pode cursar de forma oligo/ assintomática ou sintomática (sinais histológicos de lesão hepática
(inflamação, fibrose) e marcadores sorológicos ou virológicos de replicação viral.
Hepatite HBV depende da idade na qual ocorre a infecção (RN de mães HBeAg positivas - 90%, lactentes a
crônica menores de 5 anos - 25% a 30%, adultos – 5%.
HCV - taxa de cronificação varia entre 60% e 90%, maior - sexo masculino, imunodeficiências, > 40 anos.
HDV - elevada na superinfecção (quando o portador de hepatite B crônica é infectado pelo vírus D),
chegando a mais de 70% dos casos; e menor na coinfecção (quando há a infecção simultânea pelos
vírus B e D), por volta de 5% dos casos.
Designa a insuficiência hepática aguda, caracterizada pelo surgimento de icterícia, coagulopatia e
encefalopatia hepática em um intervalo de até oito semanas. Trata-se de uma condição rara e
Hepatite potencialmente fatal, cuja letalidade é elevada (40% a 80% dos casos). A fisiopatologia está relacionada
fulminante à degeneração e à necrose maciça dos hepatócitos. O quadro neurológico progride para o coma ao
longo de poucos dias após a apresentação inicial. Todos os cinco tipos de hepatites virais podem causar
hepatite fulminante

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HEPATITES
Epidemiologia Notificação obrigatória semanal.
aspartato aminotransferase (AST/TGO) e a alanino aminotransferase (ALT/TGP) são marcadores de
Exames inespecíficos agressão hepatocelular. Nas formas agudas, chegam a atingir, habitualmente, valores até 25 a 100
vezes acima do normal. Bilirrubinas: elevam-se após o aumento das aminotransferases e, nas formas
agudas, podem alcançar valores 20 a 25 vezes acima do normal.
Avaliação da função - dosagem de proteínas séricas, fosfatase alcalina, gama-glutamiltransferase, atividade de
hepática protrombina, alfafetoproteína e contagem de leucócitos e plaquetas.

Anti-HAV IgM: hepatite aguda. É detectado a partir do 2º dia do início dos sintomas da doença e
começa a declinar após a 2ª semana, desaparecendo após três meses.
Anti-HAV IgG: fase de convalescença e persiste indefinidamente, proporcionando imunidade
Diagnóstico específica ao vírus. É um importante marcador epidemiológico, por demonstrar a prevalência de
contato com o HAV em determinada população. Também está presente no indivíduo vacinado
contra hepatite A.
Anti-HAV total: anticorpos contra o vírus da hepatite A das classes IgM e IgG, simultaneamente.
HAV-RNA: é o material genético do vírus
Tratamento Não existe tratamento específico para as formas agudas, exceto para hepatite C e hepatite B aguda
grave. Para as demais hepatites, se necessário, faz-se apenas tratamento sintomático para náuseas,
vômitos e prurido. Repouso relativo até a normalização das aminotransferases. Restrição à ingestão
de álcool.
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Imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB)
RNs de mulheres com HBV (HBsAg Pode ser administrada, no máximo, até 7 dias de vida, pois essa ação
reagente) com a primeira dose de vacina previne a transmissão perinatal da hepatite B em mais de 90% dos
hepatite B recém-nascidos.

Pessoas não vacinadas, ou com esquema vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente
incompleto, após exposição ao vírus da suspeito de infecção por HBV (aplicar a IGHAHB preferencialmente nas
hepatite B primeiras 24 horas e, no máximo, até sete dias depois do acidente);
comunicantes sexuais de casos agudos de hepatite B o máximo até 14
dias depois da exposição);
Imunodeprimidos após exposição de risco, vítimas de violência sexual (preferencialmente nas primeiras 48 horas,
mesmo que previamente vacinados no máximo até 14 dias depois da violência sexual).

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Hepatite B - Doença viral oncogênica. Assintomática ou sintomática (até formas fulminantes).

Reservatório homem
Incubação 30 a 180 dias (em média, de 60 a 90 dias).
mal-estar, cefaleia, febre baixa, anorexia, astenia, fadiga, artralgia, náuseas, vômitos,
Sintomas desconforto no hipocôndrio direito e aversão a alguns alimentos e ao cigarro. A icterícia,
geralmente, inicia-se quando a febre desaparece, podendo ser precedida por colúria e
hipocolia fecal. Hepatomegalia ou hepatoesplenomegalia também podem estar presentes.
2 a 3 semanas antes dos primeiros sintomas, mantendo-se durante a evolução clínica da
Período de
doença. O portador crônico pode transmitir por vários anos.
transmissibilidade

Cronificação da infecção, cirrose hepática e suas complicações (ascite, hemorragias


Complicações digestivas, peritonite bacteriana espontânea, encefalopatia hepática) e carcinoma
hepatocelular.
Medidas de Incluem a profilaxia pré-exposição, pós-exposição; Não-compartilhamento ou reutilização de
controle seringas e agulhas; Triagem obrigatória dos doadores de sangue;
Inativação viral de hemoderivados; Medidas adequadas de biossegurança nos
estabelecimentos de saúde; Usar preservativos nas relações sexuais; e Vacinação (é a medida
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mais segura para a prevenção da Hepatite B).
Avaliação da cirrose compensada
Avalia o grau de deterioração da função hepática, além de ser marcador prognóstico:

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Pacientes portadores de hepatite B possuem risco aumentado para doença
renal, incluindo nefropatia membranosa, glomerulonefrite e outras doenças
associadas a disfunção imune, como a poliarterite nodosa.

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Obrigada!

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Direcionamento
Como estudar – Doenças transmissíveis

Professora Fernanda Barboza

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IST

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SÍNDROME – CORRIMENTO URETRAL/VAGINAL
INFECÇÃO OBSERVAÇÕES SINTOMAS DIAGNÓSTICO TRATAMENTO
miconazol creme a
CANDIDÍASE Fator de risco: gravidez, prurido, ardência, citologia a fresco, utiliza-se 2% ou outros
Candida albicans DM, obesidade, uso de corrimento grumoso, SF e KOH a 10%: presença derivados
Não é IST corticoide, ATB, AO. sem odor, dispareunia de hifas e esporos dos imidazólicos (7
de introito vaginal e fungo. dias) OU
disúria externa pH <4,5 Nistatina por14
dias
Corrimento amarelo- microulcerações no colo
esverdeado, uterino, que dão um
TRICOMONÍASE 30% dos casos são acinzentado, bolhoso e aspecto de morango Metronidazol
Trichomonas vaginalis assintomáticos espumoso + odor fétido pH para 6,7 a 7,5.
sinusiorragia e exame a fresco
dispareunia
Associada à perda de
VAGINOSE lactobacilos Odor fétido (aminas pH > 4,5
BACTERIANA Bacilos e cocos Gram- voláteis putrescina e Presença de clue cells Metronidazol
Múltiplos agentes anaeróbicos. cadaverina). Teste Whiff + (odor fétido Ácido bórrico 21
Gardnerella vaginalis aumenta o risco de IST, Corrimento perolado com KOH) dias (biofilme)
Streptococcus agalactie DIP. bolhoso.
(grupo B) Maior risco – uso DIU
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Não é IST
SÍNDROME – CORRIMENTO URETRAL/VAGINAL
INFECÇÃO COMPLICAÇÕES SINTOMAS DIAGNÓSTICO TRATAMENTO
Azitromicina
500mg, 2
Cervicite - Clamídia Dor à mobilização do comprimidos, VO,
Chlamydia trachomatis colo, Detecção do material dose única
(sorovariantes D a K Dor pélvica Material genético dos agentes OU
DIP mucopurulento no infecciosos por biologia Doxiciclina 100mg,
Gravidez ectópica orifício externo do colo, molecular VO, 2x/dia, por 7
Infertilidade Edema cervical e dias
Oftalmia neonatal Sangramento ao toque
da espátula
Ceftriaxona 1g IM
Cervicite ou IV
Gonorreia
Neisseria gonorrhoeae MAIS
Azitromicina
500mg, 2
comprimidos, VO,
dose única

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SÍNDROME – ÚLCERA
OBSERVAÇÕES SINTOMAS TRATAMENTO
ANOGENITAL
Fases:
Linfogranuloma venéreo 1- inoculação – pápula
Chlamydia trachomatis 2. Disseminação – unilateral; Sequela – fístula, edema, obstrução Doxicilcina
(sorovariantes L1, L2 e L3) linfática

Cancroide Gram - Lesão dolorosa, múltipla, borda


Haemophilus ducreyi Cancro mole irregular, odor fétido, necrose Azitromicina
1- perioral Lesões eritemo-papulosa, vesículas
Vírus do Herpes simplex (tipo 2) 2 genital dolorosas, aumento dos linfonodos aciclovir
Vírus DNA

Donovanose Granuloma inguinal Úlcera borda plana ou hipertrófica bem


Klebsiela granulomatis delimitada com fundo granuloso Azitromicina

Recente (primária, 1ª: lesão cancro duro


secundária e latente 2ª: Lesões cutâneo-mucosas + benzilpenicilina benzatina
Sífilis recente): < 1 ano ífilis linfonodos ou doxiciclina
Treponema pallidum Tardia (latente tardia 3ª: cutânea, óssea, cardíaca, neuro. Neurossífilis
e terciária): > 1 ano Exames: Direto: bactéria na amostra. Neurossífilis:
Imunológico: treponêmico e não Benzilpenicilina
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treponêmico potássica/cristalina
SÍNDROME – VERRUGA ANOGENITAL

SINTOMAS
IST TRATAMENTO
DIAGNÓSTICO
Lesões polimórficas, pontiaguda, couve
Condiloma Vírus DNA flor, aveludada.
acuminado Mais de 200 tipos ATA (80 a 90%, podofilina
Comum em lesão pré-maligna de câncer (lesão 10 a 25% ou
Papilomavírus mulheres < 30 anos precursora), vários tipos de cânceres, eletrocauterização
humano (HPV) como os do colo de útero, vagina,
vulva, ânus, pênis e orofaringe

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HPV
BAIXO RISCO ONCOGÊNICO: detectados em lesões anogenitais benignas e lesões intraepiteliais
de baixo grau – tipos 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81 e CP6108.

ALTO RISCO ONCOGÊNICO: detectados em lesões intraepiteliais de alto grau e, especialmente,


nos carcinomas – tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 68, 73 e 82.

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DIP
É uma síndrome clínica causada por vários microrganismos, que ocorre devido à
Conceito entrada de agentes infecciosos pela vagina em direção aos órgãos sexuais internos,
atingindo útero, trompas e ovários, causando inflamações. Esse quadro acontece
principalmente quando a gonorreia e a infecção por clamídia não são tratadas.
Compromete endométrio, tubas e anexos;
Causa complicação de IST

Sintomas dispareunia, sangramento anormal, dor pelve, dor na palpação dos anexos ou colo
uterino, febre, secreção endocervical, aumento do leucócito, VHS e PCR.

Consequências infertilidade, gravidez ectópica

Tratamento Ceftriaxona + metronidazol + doxiciclina

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CONCEITOS
Relacionadas aos vírus B, C e D e, com maior raridade, ao vírus E.
Detecção de material genético ou de antígenos virais por um período de 6 meses após o
diagnóstico inicial. Pode cursar de forma oligo/ assintomática ou sintomática (sinais
histológicos de lesão hepática (inflamação, fibrose) e marcadores sorológicos ou virológicos
Hepatite de replicação viral.
crônica HBV depende da idade na qual ocorre a infecção (RN de mães HBeAg positivas - 90%,
lactentes a menores de 5 anos - 25% a 30%, adultos – 5%.
HCV - taxa de cronificação varia entre 60% e 90%, maior - sexo masculino,
imunodeficiências, > 40 anos.
HDV - elevada na superinfecção (quando o portador de hepatite B crônica é infectado pelo
vírus D), chegando a mais de 70% dos casos; e menor na coinfecção (quando há a infecção
simultânea pelos vírus B e D), por volta de 5% dos casos.

Designa a insuficiência hepática aguda, caracterizada pelo surgimento de icterícia,


coagulopatia e encefalopatia hepática em um intervalo de até oito semanas. Trata-se de
Hepatite uma condição rara e potencialmente fatal, cuja letalidade é elevada (40% a 80% dos casos).
fulminante A fisiopatologia está relacionada à degeneração e à necrose maciça dos hepatócitos. O
quadro neurológico progride para o coma ao longo de poucos dias após a apresentação
inicial.
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Barbosa Ferreira - os cinco tipos de hepatites virais podem causar hepatite fulminante
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HEPATITES
Epidemiologia Notificação obrigatória semanal.
aspartato aminotransferase (AST/TGO) e a alanino aminotransferase (ALT/TGP) são
Exames marcadores de agressão hepatocelular. Nas formas agudas, chegam a atingir, habitualmente,
inespecíficos valores até 25 a 100 vezes acima do normal. Bilirrubinas: elevam-se após o aumento das
aminotransferases e, nas formas agudas, podem alcançar valores 20 a 25 vezes acima do
normal.

Avaliação da função - dosagem de proteínas séricas, fosfatase alcalina, gama-glutamiltransferase, atividade de


hepática protrombina, alfafetoproteína e contagem de leucócitos e plaquetas.

Anti-HAV IgM: hepatite aguda. É detectado a partir do 2º dia do início dos sintomas da doença
e começa a declinar após a 2ª semana, desaparecendo após três meses.
Anti-HAV IgG: fase de convalescença e persiste indefinidamente, proporcionando imunidade
Diagnóstico específica ao vírus. É um importante marcador epidemiológico, por demonstrar a prevalência
de contato com o HAV em determinada população. Também está presente no indivíduo
vacinado contra hepatite A.
Anti-HAV total: anticorpos contra o vírus da hepatite A das classes IgM e IgG,
simultaneamente.
HAV-RNA: é o material genético do vírus
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CONCEITOS
Relacionadas aos vírus B, C e D e, com maior raridade, ao vírus E.
Detecção de material genético ou de antígenos virais por um período de 6 meses após o
diagnóstico inicial. Pode cursar de forma oligo/ assintomática ou sintomática (sinais
histológicos de lesão hepática (inflamação, fibrose) e marcadores sorológicos ou virológicos
Hepatite de replicação viral.
crônica HBV depende da idade na qual ocorre a infecção (RN de mães HBeAg positivas - 90%,
lactentes a menores de 5 anos - 25% a 30%, adultos – 5%.
HCV - taxa de cronificação varia entre 60% e 90%, maior - sexo masculino,
imunodeficiências, > 40 anos.
HDV - elevada na superinfecção (quando o portador de hepatite B crônica é infectado pelo
vírus D), chegando a mais de 70% dos casos; e menor na coinfecção (quando há a infecção
simultânea pelos vírus B e D), por volta de 5% dos casos.

Designa a insuficiência hepática aguda, caracterizada pelo surgimento de icterícia,


coagulopatia e encefalopatia hepática em um intervalo de até oito semanas. Trata-se de
Hepatite uma condição rara e potencialmente fatal, cuja letalidade é elevada (40% a 80% dos casos).
fulminante A fisiopatologia está relacionada à degeneração e à necrose maciça dos hepatócitos. O
quadro neurológico progride para o coma ao longo de poucos dias após a apresentação
inicial.
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Diagnóstico – Hepatite B
• HBsAg (antígeno de superfície do HBV): detectado por meio de testes rápidos ou laboratoriais na
grande maioria dos indivíduos com hepatite B crônica ou aguda. Juntamente do HBV-DNA, é um dos
primeiros marcadores da infecção, detectável em torno de 30 a 45 dias após a infecção, e pode
permanecer detectável por até 120 dias nos casos de hepatite aguda. Ao persistir além de seis meses,
caracteriza a infecção crônica.

• Anti-HBc IgM (anticorpos da classe IgM contra o antígeno do capsídeo do HBV): é um marcador de
infecção recente, que geralmente surge 30 dias após o aparecimento do HBsAg e é encontrado no
soro por até 32 semanas após a infecção.

• Anti-HBc total: anticorpos contra o vírus da hepatite B das classes IgM e IgG, simultaneamente.

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Diagnóstico – Hepatite B
• Anti-HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície do HBV): quando presente nos títulos adequados (pelo
menos 10 UI/mL), esse marcador confere imunidade ao HBV. Seu surgimento, normalmente, está associado ao
desaparecimento do HbsAg (cura funcional), constituindo um indicador de imunidade. Está presente
isoladamente em pessoas que foram vacinadas contra o HBV.

• HBV-DNA (DNA do HBV): é o material genético do vírus. Sua quantificação corresponde à carga viral
circulante no indivíduo.

•• HBeAg: antígeno da partícula “e” do vírus da hepatite B, marcador de replicação viral.

• Anti-HBe: anticorpo específico contra o antígeno “e” do vírus da hepatite B (BRASIL, 2018).

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Diagnóstico – Hepatite C
• Anti-HCV (anticorpo contra o HCV): pode ser detectado por meio do teste rápido ou teste
sorológico laboratorial. Indica contato prévio com o vírus. É detectado na infecção aguda ou crônica e
no paciente curado, não indicando, portanto, a fase da doença. Após a infecção, esse marcador
demora de 8 a 12 semanas para ser detectado, mantendo-se reagente indefinidamente.

• HCV-RNA (RNA do HCV): é o material genético viral. A presença do HCV-RNA é uma evidência da
presença do vírus; por isso, testes para detecção desse marcador são utilizados para complementar o
diagnóstico da infecção. O HCV-RNA costuma ser detectado entre uma e duas semanas após a
infecção.

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Diagnóstico – Hepatite D
• Anti-HDV total: anticorpos contra o vírus da hepatite D das classes IgM e IgG, simultaneamente.

• HDV-RNA: é utilizado como marcador de replicação viral, tanto na fase aguda quanto na fase
crônica da doença, e como controle de tratamento. Pode ser detectado 14 dias após a infecção.

• Superinfecção: situação de portador crônico do HBV infectado pelo vírus delta.

•Coinfecção: infecção simultânea pelo HBV e pelo vírus delta em indivíduo suscetível.

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Diagnóstico – Hepatite E
• Anti-HEV IgM: anticorpo específico para hepatite E em todos os indivíduos infectados
recentemente. O teste para detecção do anti-HEV IgM torna-se reagente de quatro a cinco dias
após o início dos sintomas, desaparecendo de quatro a cinco meses depois.

• Anti-HEV IgG: anticorpo indicativo de infecção pelo vírus da hepatite E no passado. Está
presente na fase de convalescença e persiste indefinidamente.

• Anti-HEV total: anticorpos contra o vírus da hepatite E das classes IgM e IgG, simultaneamente.

• HEV-RNA: é o material genético viral.

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Tratamento - hepatite aguda
•Não existe tratamento específico para as formas agudas, exceto para hepatite C e
hepatite B aguda grave. Para as demais hepatites, se necessário, faz-se apenas
tratamento sintomático para náuseas, vômitos e prurido.

•Repouso relativo até a normalização das aminotransferases.

•Restrição à ingestão de álcool.

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Vacina - Hepatite B
• Primeira dose de vacina hepatite B no momento do nascimento, preferentemente nas primeiras
12 a 24 horas, ainda na maternidade, seguida por três doses adicionais da vacina pentavalente,
aos 2, 4 e 6 meses de idade.

• A vacina hepatite B protege também contra infecção pelo HDV.

• > 7 anos: três doses da vacina (0,30 dias, 6 meses).

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Imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB)

- RNs de mulheres com HBV (HBsAg reagente) com a primeira dose de vacina
hepatite B;
•Pode ser administrada, no máximo, até 7 dias de vida, pois essa ação previne a
transmissão perinatal da hepatite B em mais de 90% dos recém-nascidos.

- Pessoas não vacinadas, ou com esquema incompleto, após exposição ao vírus da


hepatite B: vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente
suspeito de infecção por HBV (aplicar a IGHAHB preferencialmente nas primeiras 24
horas e, no máximo, até sete dias depois do acidente); comunicantes sexuais de
casos agudos de hepatite B o máximo até 14 dias depois da exposição);

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Imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB)

- Imunodeprimidos após exposição de risco, mesmo que previamente vacinados;


vítimas de violência sexual (preferencialmente nas primeiras 48 horas, no máximo
até 14 dias depois da violência sexual).

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Hepatite B - Doença viral oncogênica. Assintomática ou sintomática (até formas fulminantes).

Reservatório homem
Incubação 30 a 180 dias (em média, de 60 a 90 dias).

mal-estar, cefaleia, febre baixa, anorexia, astenia, fadiga, artralgia, náuseas, vômitos, desconforto
Sintomas no hipocôndrio direito e aversão a alguns alimentos e ao cigarro. A icterícia, geralmente, inicia-se
quando a febre desaparece, podendo ser precedida por colúria e hipocolia fecal. Hepatomegalia ou
hepatoesplenomegalia também podem estar presentes.

Período de 2 a 3 semanas antes dos primeiros sintomas, mantendo-se durante a evolução clínica da doença.
transmissibilidade O portador crônico pode transmitir por vários anos.

Cronificação da infecção, cirrose hepática e suas complicações (ascite, hemorragias digestivas,


Complicações peritonite bacteriana espontânea, encefalopatia hepática) e carcinoma hepatocelular.

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Hepatite B: Transmissão
O HBV é altamente infectivo e facilmente transmitido por:

• Via sexual
• Transfusões de sangue
• Procedimentos médicos e odontológicos e hemodiálises sem as adequadas normas de
biossegurança
• Transmissão vertical (mãe-filho)
• Contatos íntimos domiciliares (compartilhamento de escova dental e lâminas de barbear)
• Acidentes perfurocortantes
• Compartilhamento de seringas e de material para a realização de tatuagens e piercings.

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Fases da infecção pelo HBV
• Fase imunotolerante;
• Fase imunorreativa;
• Estado de portador inativo;
• Fase de reativação;
• Fase HBsAg negativa (não reagente)

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1. Fase imunotolerante

- replicação viral (>20.000 UI/mL), sem evidências de agressão hepatocelular.

- a fase é caracterizada por positividade de HBeAg e elevados índices de HBV-DNA sérico,


indicativos de replicação viral.

Níveis de aminotransferases normais ou próximos do normal, pouca atividade necroinflamatória


no fígado e lenta progressão de fibrose.

Elevada viremia, os pacientes nessa fase podem transmitir a doença com maior facilidade.

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2. Fase imunorreativa

• A tolerância imunológica esgota-se diante da incapacidade do sistema imune de eliminar o vírus.

• É caracterizada pelo teste HBeAg reagente e por menores índices de HBV-DNA sérico, indicativo de
menor replicação viral.

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2. Fase imunorreativa
• Os valores das aminotransferases podem apresentar flutuações, e a atividade necroinflamatória
no fígado, por sua vez, pode ser moderada ou grave.

• A progressão da fibrose é acelerada.

• Essa fase pode durar de várias semanas a vários anos e é alcançada mais rapidamente por
indivíduos infectados na idade adulta.

• Encerra-se com a soroconversão para anti-HBe.

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3. Estado de portador inativo
• Níveis muito baixos – ou até mesmo indetectáveis – de HBV-DNA sérico, com normalização das
aminotransferases e, habitualmente, soroconversão anti-HBe.

• O sistema imunológico do hospedeiro é capaz de reprimir a replicação viral, reduzindo o risco de


cirrose e CHC.

• Esse processo corresponde a um bom prognóstico.

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4. Fase de reativação
Nessa fase pode surgir após o período inativo, quando ocorrerem mutações na região pré-core
e/ou core-promoter do vírus, mantendo-se a replicação viral mesmo na vigência de HBeAg não
reagente.
A atividade necroinflamatória e de fibrose no fígado persistem durante essa fase.
A hepatite B crônica HBeAg não reagente também está associada a baixas taxas de remissão
espontânea e risco elevado para complicações, como cirrose descompensada e CHC.
O acompanhamento regular é imperativo para o paciente nessa fase.

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Fase HBsAg negativa (não reagente)
Mesmo após resposta imune com eliminação do HBsAg, há possibilidade de uma baixa replicação
viral (índices indetectáveis ou muito baixos de HBV-DNA sérico).

A reativação pode ocorrer.

O acompanhamento regular também está indicado para os pacientes nessa fase, principalmente
em situações de imunossupressão.

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Medicamentos disponíveis no SUS
Alfapeguinterferona 2 a (seringa preenchida) - é um grupo de proteínas e glicoproteínas com atividade
antiviral, antiproliferativa e imunomoduladora.

• Entecavir (ETV) 0,5mg • Lamivudina (3TC) solução oral


• Ribavirina (RBV) 250mg
• Daclatasvir 30mg
• Simeprevir 150mg
• Daclatasvir 60mg
• Sofosbuvir 400mg
• Lamivudina (3TC) 150mg • Tenofovir (TDF) 300mg

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Casos de Hepatite B
• Sintomático ictérico
• Sintomático anictérico
• Assintomático

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Fatores de gravidade
Os extremos de idade e outros fatores comportamentais e genéticos, características demográficas ou
concomitância de substâncias tóxicas

INCLUINDO
- álcool;
- Fumo;
- história familiar de CHC; e
- contato com carcinógenos como aflatoxinas

→ aumentam o risco de cirrose hepática e de CHC em pacientes portadores da hepatite B crônica.

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Medidas de Controle
• Incluem a profilaxia pré-exposição, pós-exposição;
• Não-compartilhamento ou reutilização de seringas e agulhas;
• Triagem obrigatória dos doadores de sangue;
• Inativação viral de hemoderivados;
• Medidas adequadas de biossegurança nos estabelecimentos de saúde;
• Usar preservativos nas relações sexuais; e
• Vacinação (é a medida mais segura para a prevenção da Hepatite B).

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Avaliação da cirrose compensada
Avalia o grau de deterioração da função hepática, além de ser marcador prognóstico:

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Pacientes portadores de hepatite B possuem risco aumentado para doença renal,
incluindo nefropatia membranosa, glomerulonefrite e outras doenças associadas a
disfunção imune, como a poliarterite nodosa.

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