INTRODUÇAO A PSICOLOGIA FORENSE E CRIMINAL – [Link]@ispa.
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AULA 1
A definição de psicologia forense e a sua distinção de áreas afins, não é simples nem consensual.
Terminologia variada usada para definir uma ampla área de interfaces entre a psicologia e o direito e,
mais globalmente entre a psicologia e o sistema de justiça
Psicologia Forense ramo da Psicologia da Justiça (tudo o que surge, surge como objetivo de
contribuir/apoiar o sistema de justiça)
O psicólogo forense realiza relatório, diz o seu parecer, mas não se vai pronunciar a nível parcial.
Psicologia da Justiça
_Área disciplinar mais ampla na medida em que engloba todo o conjunto de saberes oriundos da
psicologia aplicados a compreensão, avaliação e intervenção nos diversos fenómenos definidos pela
aplicação da justiça
- psicologia criminal
- psicologia do comportamento desviante
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-
…
Psicologia forense: domínio da psicologia da justiça que se ocupa da aplicação do conhecimento
psicológico ao serviço da tomada de decisão judicial sendo nisso fundamentalmente uma atividade
pericial
Psicologia criminal: domínio da psicologia da justiça que estuda as condições psicológicas do
criminoso e o modo pelo qual nele se origina e se processa a ação criminosa (foco=figura de quem
comete o crime)
Psicologia policial: domínio da psicologia da justiça que inclui o estudo e intervenção nos sistemas de
segurança do estado (PSP, GNR, PJ, Exército)
Psicologia judiciaria: domínio da p. da justiça que corresponde a toda a pratica psicológica realizada a
pedido e a serviço da justiça (ex. atuação do psicólogo dentro dos estabelecimentos prisionais)
Vitimologia: domínio da p. da justiça que inclui os estudos sobre a vitima e os processos de
vitimização
Psicologia do comportamento desviante: domínio da p. da justiça que envolve o estudo de
fenómenos da antissocialidade em geral (ex. crime, delinquência juvenil, subculturas juvenis,
sentimento de insegurança, abuso de drogas e álcool, relações entre crime e droga, prostituição,
exclusão social, marginalidade, …) – nem todos os comportamentos desviantes são ilegais (situações
desvios culturais/sociais)
PSICOLOGA FORENSE
_ Objeto: todas as circunstâncias que ligam o sujeito e a lei
Abrange todo o envolvimento da psicologia com as dimensões da justiça e do direito
_crime e delinquência
_Vitimologia e apoio a vítimas
_prática pericial em processos criminais e cíveis
_Avaliação e intervenção no contexto prisional e/ou reinserção social
_prevenção da criminalidade e da vitimação
_Análise e investigação do funcionamento e impacto do sistema de justiça e do direito
O psicólogo forense nunca vai emitir juízos de valor, nem avaliar a credibilidade das
situações/relatos, fazer conclusões
Aplicação da psicologia forense
_Avaliação e intervenção psicológica individual ou em grupo com agressores e vítimas
_Intervenção na área social e de proteção de crianças e jovens (ex. famílias multidesafiadas) – por
vezes varias destas famílias estão sempre em contacto com o sistema de justiça
_Investigação/docência; formação e tratamento de profissionais da justiça (burnout, stress)
_Perícia de avaliação psicológica forense em sede do direito penal. Direito cível, direito do trabalho,
direito de família e menores
_Prevenção primaria e prevenção situacional do crime (açoes de formação, açoes de sensibilização,
informação dirigida a grupos específicos)
São colocadas geralmente questões acerca de
_credibilidade (ou seja, julgamentos acerca da validade e qualidade do relato
_Tratabilidade
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Onde estão os psicólogos forenses?
_Instituições que acompanham crianças e jovens (ex. CPCJ, Centro de acolhimento residencial)
_Direção geral da reinserção e dos serviços prisionais (ex. estabelecimentos prisionais, centros
educativos)
_Tribunais
_Segurança social (Equipas multidisciplinares de assessoria técnica aos tribunais)
_Instituto nacional de medicina legal e ciências forenses
_APAV
_Polícias
_Projetos comunitários
_Instituições universitárias
_ONGs
EX: na escola é sinalizada à CPCJ uma criança que falta as aulas. A CPCJ é uma intervenção de
primeiro nível pois implica a colaboração da família. Se a família não aceitar/não concordar com a
intervenção, considera-se que não estão a ter o resultado esperado, ou que a família não esta a
cumprir. Esse processo passa para tribunal e passa para a EMATT
Levanta questões éticas devido a vários fatores
_anatureza das temáticas que aborda
_à constatação que frequentemente os direito e liberdades e privacidade do individuo podem estar
postas em causa (ex. limites da confidencialidade, impossibilidade de escolha do técnico, etc). o
cliente do psicólogo forense NÃO é a pessoa avaliada, é o tribunal
_À necessidade de esclarecer o sistema judicial quanto à especificidade contributo e limitações do
psicólogo forense
_No contexto forense, o psicólogo situa-se igualmente no registo clinico, isto é, facilitador da
emergência da originalidade do sujeito, da sua compreensibilidade, tradutor do discurso
idiossincrático para o discurso judicial.