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Emiliano Das Neves
Amostragem Aleatória e não aleatória
Trabalho de investigação científica a
ser submetido na disciplina de
Estatística para efeitos de avaliação
Docente:
Universidade Save
Maxixe
2024
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I. Considerações iniciais
Quando solicitados a estudar um fenómeno colectivo, verificamos a necessidade de descrever
tal fenómeno por um modelo matemático que permita explicar da melhor forma possível este
fenómeno.
A teoria das probabilidades permite construir modelos matemáticos que explicam um grande
número de fenómenos colectivos e fornecendo estratégias para a tomada de decisões.
As técnicas de amostragem, tal como o panejamento amostral, são amplamente utilizados nas
pesquisas científicas e de opinião para se conhecer alguma característica da população.
È objectivo deste trabalho discursar a cerca de amostragem aleatória e não aleatoria, e a
metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica
1. Conceitos preliminares
População: Conjunto dos elementos com mesmas propriedades a serem estudados
Amostra: Subconjunto da população.
Amostragem: Processos de obtenção de uma amostra a partir de uma população
2. Amostragem aleatória
Amostragem aleatória simples
Este tipo de amostragem consiste em selecionar a amostra através de um sorteio, sem
restrição.
A amostragem aleatória simples tem a seguinte propriedade; qualquer subconjunto da
população, com o mesmo número de elementos, tem a mesma probabilidade de fazer parte da
amostra. Em particular, temos que cada elemento da população tem a mesma probabilidade de
pertencer à amostra.
Exemplo: Para obter uma amostra de 10% em uma classe que possui 90 alunos, enumera-se os
mesmos de 01 a 90, escrevendo em pedaços iguais de papel, coloca-se em uma caixa e
sorteia-se uma quantidade de papéis de acordo com o percentual pré-estabelecido (10% = 9
alunos).
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Amostra Aleatória Sistemática
Essa é um dos tipos da amostragem que é aplicada de forma sistemática, tendo em mão um
sistema de referência de fácil acesso.
Dada uma População de dimensão N, ordenada por algum critério, uma amostra aleatória
sistemática, de dimensão n, é obtida seleccionando aleatoriamente um elemento de entre os
primeiros K da amostra, onde K é a parte inteira do quociente N/n, e adicionando todos os K-
ésimos elementos seguintes.
Passos para a obtenção de uma amostra sistemática de dimensão n:
1. Calcular o intervalo k da amostra (obtido pelo quociente N/n, em que k representa a parte
inteira desse quociente e arredondando o resultado, por defeito).
2. Escolher aleatoriamente um número j entre 1 e k.
3. Partindo desse número, adicionar sucessivamente o valor k, ficando assim seleccionados os
elementos j, j+k, j+2k, j+3k, …, j+ (n-1) k, perfazendo um total de n observações
seleccionadas para a amostra.
Exemplo de utilização da amostragem aleatória sistemática:
Considere-se uma População constituída por 5135 indivíduos sobre a qual se pretende uma
amostra aleatória sistemática de dimensão 100.
a) Então, o intervalo da amostra será 5135/100, ou seja, 51.35, originando k=51;
b) Seguidamente, escolhe-se aleatoriamente um número entre 1 e 51 (por exemplo, o 2)
e, por fim, todos os 51-ésimos da lista consecutivos a seguir ao 2.
c) Neste caso, a amostra seria composta pelos elementos 2, 53, 104, 155, …, 5051.
A amostragem por conglomerados.
Chamamos conglomerado a um agrupamento de elementos da população. Por exemplo, numa
população de domicílios de uma cidade, os quarteirões formam conglomerados de domicílios.
Este tipo de amostragem consiste, num primeiro estágio, em seleccionar conglomerados de
elementos. Num segundo estágio, ou se observam todos os elementos dos conglomerados
seleccionados no primeiro estágio {amostragem de conglomerados em um estágios ou, como
é mais comum, faz-se nova selecção, tomando amostras de elementos dos conglomerados
extraídos no primeiro estágio {amostragem de conglomerados em dois estágios). Todas as
selecções devem ser aleatórias.
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3. Amostragem não aleatória
Amostragem por cotas
Este tipo de amostragem assemelha-se, numa primeira fase, com a amostragem estratificada
proporcional. A população é vista de forma segregada, dividida em diversos subgrupos.
Selecciona-se, para fazer parte da amostra, uma cota de cada subgrupo, proporcional ao seu
tamanho. Ao contrário da amostragem estratificada, a selecção não precisa ser aleatória.
Para compensar a falta de aleatoriedade na selecção, costuma-se dividir a população num
grande número de subgrupos. Numa pesquisa socioeconómica, por exemplo, a população
pode ser dividida por localidade, por nível de instrução, por faixas de renda, etc.
Exemplo2: pesquisas sobre: - o “trabalho das mulheres na actualidade”, deve-se considerar: a
divisão por cidade, local e tipo de trabalho, faixa etária e salarial, a quantidade de filhos e a
idade, etc.
Amostra Intencional
É composta por elementos seleccionados, deliberadamente (intencionalmente), pelo
investigador, isto é, os elementos são seleccionados seguindo um critério de julgamento
pessoal do pesquisador.
Exemplo: para se avaliar preferência por determinado cosmético, visitar salões de beleza e
entrevistas as pessoas no local.
Amostragem por acessibilidade ou por conveniência:
O pesquisador selecciona os elementos a que tem acesso, admitindo que esses possam, de
alguma forma, representar o universo.
Aplicamos esse tipo de amostragem em estudos exploratórios tais como: pesquisa de opinião
em praças públicas sobre preservação do meio ambiente, basta aparecer um individuo
disponível ele passa fazer parte da pesquisa
Procedimentos para extrair tamanho da amostra
Para a determinação do tamanho da amostra, o pesquisador precisa especificar o erro amostrai
tolerável, ou seja, o quanto ele admite errar na avaliação dos parâmetros de interesse. Por
exemplo, na divulgação de pesquisas eleitorais, é comum encontrarmos no relatório algo
como: a presente pesquisa tolera um erro de 2%. Isto quer dizer que, quando a pesquisa
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aponta determinado candidato com 20% de preferência do eleitorado, está afirmando, na
verdade, que a preferência por este candidato é um valor do intervalo de 18% a 22% (ou seja,
20% ± 2%).
uma fórmula para o cálculo do tamanho mínimo da amostra
Sejam:
N tamanho (numero de elementos) da população;
n tamanho (numero de elementos) da amostra;
no uma primeira aproximação para o tamanho da amostra e
Eo erro amostrai tolerável.
Um primeiro cálculo do tamanho da amostra pode ser feito, mesmo sem conhecer o tamanho
da população, através da seguinte expressão:
n 1
0=
E20
Conhecendo o tamanho N da população, podemos corrigir o calculo anterior, por;
N∗n 0
n=
N + n0
Considerações finais
Em suma, os métodos aleatórios são caracterizados por todos os elementos da População
poderem ser seleccionados, de acordo com uma probabilidade predefinida sendo, por isso,
neste métodos, possível avaliar, objectivamente, as estimativas das propriedades da População
obtidas, a partir da amostra.
A amostragem aleatória evita o enviesamento das amostras; é o processo mais caro mas, face
à fiabilidade dos resultados obtidos, os custos tendem a tornar-se menos importantes.
Na amostragem aleatória podem referir-se algumas dificuldades. A principal consiste na
obtenção de uma listagem completa da População a inquirir, que é difícil e demorada de obter,
implicando custos elevados e nem sempre possuindo a fiabilidade
4. Referências bibliográficas:
BARBETTA, P. A. (2002). Estatística Aplicada às Ciências Sociais. 5ª ed. Florianopolis –
Universidade Federal de Santa Catarina.