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História e Princípios do SUS no Brasil

O documento aborda a história do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, desde suas origens no início do século XX até a sua formalização na Constituição de 1988, destacando a Reforma Sanitária e os princípios de universalidade, integralidade e equidade. Também discute os modelos de atenção à saúde, a atuação do SUS em diversas áreas, e as leis e normas que regulamentam seu funcionamento, incluindo a participação popular através de conselhos e conferências. Por fim, menciona os principais programas e redes de saúde que compõem o sistema.

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História e Princípios do SUS no Brasil

O documento aborda a história do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, desde suas origens no início do século XX até a sua formalização na Constituição de 1988, destacando a Reforma Sanitária e os princípios de universalidade, integralidade e equidade. Também discute os modelos de atenção à saúde, a atuação do SUS em diversas áreas, e as leis e normas que regulamentam seu funcionamento, incluindo a participação popular através de conselhos e conferências. Por fim, menciona os principais programas e redes de saúde que compõem o sistema.

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SUS

HISTÓRIA DO SUS
 Voltando ao passado
o Tratamento por pagamento ou caridade – Início do Século XX
o República velha (modelo assistencial sanitarista) – Campanhas sanitárias e
DIPS – 1900-1923
o Lei Eloy Chaves, Criação dos CAPs (caixas de aposentadoria e pensões), Berço
da previdência/seguro social (bismarckiano) – 1923-1933, financiamento
Bipartite
o Era Vargas – CAPs em IAPS (instituto) – 1933-1966 (construção de hospitais)
o Autoritarismo – IAPS em INPS (instituto nacional) e depois INAMPS (instituto
nacional da assistência medica e previdência social) só para quem pode pagar
o CAPs, IAPs, INPS (compra de serviços médicos privados), INAMPS – só tinha
direito à saúde, a população trabalhadora com emprego formal e foco era na
cura

 Reforma Sanitária
1) Final dos anos 70
2) Movimento civil – alteração do sistema de saúde
3) Amplo apoio político
4) Trazia a ideia de universalidade (saúde para todos), integralidade (prevenção,
reabilitação, cura), descentralização e participação popular
5) VIII Conferência Nacional da Saúde em 1986 – primeira com participação
popular.

o VIII Conferência Nacional de Saúde  FORMAÇÃO DO SUS


o Lema: “Saúde: direito de todos, dever do estado
o Constituição de 1988 – SUS (SEGURIDADE SOCIAL - Beveridgiano): Art. 196 – A
Saúde é direito de todos e dever do estado…

MODELOS DE ATENÇÃO À SAÚDE


SEGURIDADE SOCIAL (SAUDE, PREVIDENCIA e ASSISTENCIA SOCIAL)
o Nasceu na Grã-Bretanha
o Modelo: Beveridgiano
-Sistema Smithiano (baseado no
o Cobertura: universal
mercado): a população paga para
o SUS
obter o serviço de saúde e não há
o Financiamento – impostos
sistema público de saúde
o Estado oferta à saúde
Seguro Social -Sistema Semashko: implantado depois
o Nasceu na Alemanha da revolução russa, que garantia o
o Modelo: Bismarckiano acesso universal, era centralizado e
o Financiamento: Empregados e empregadores financiado pelo orçamento estatal (ex:
o Era Vargas - IAPS cuba)
Assistência Social (ou proteção residual)
o EUA
o Estado não assume a saúde
o Medicaid – pobres
o Medicare – idosos
PRINCÍPIOS DO SUS
 Éticos ou doutrinários (VOGAIS)
o Universalidade: acesso a todos os cidadãos, em todos os níveis de assistência
o Integralidade: atendimento em todas as necessidades – prevenção, cura e
reabilitação
o Equidade: atenção desigual para casos desiguais, objetivando maior
uniformidade Diferente de Igualdade (que no início era o que falava a lei 8080)
 Organizacionais ou operativos
o Descentralização: coordenação e cooperação, mas com direção única e cada
esfera do governo, com ênfase no município (direção única), divisão de
poderes obs: suplementar (convênios)
o Complementariedade do setor privado: mediante contrato de direito público
ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins
lucrativos
o Regionalização: municipalização
o Hierarquização: ações e serviços de saúde organizados em níveis de
complexidade crescente
o Participação Social/popular (Controle Social) a população, pode e deve
participar do SUS: como? Lei 8142 – Conselhos e Conferências de Saúde
o Resolubilidade: resolver problemas

 Princípios do SUS menos conhecidos


I – Preservação da autonomia das pessoas na defesa da sua integridade física
e moral
II – Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde
V – Integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e
saneamento básico
VII – Capacidade de resolução dos serviços em todos níveis de assistência

ATUAÇÃO DO SUS
 Vigilância Sanitária (conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos
à saúde e intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da
produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde)
 Vigilância epidemiologica (conjunto de ações que proporcionam conhecimento, a
detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e
condicionantes de saúde)
 Saneamento básico
 Saúde do trabalhador
 Assistência terapeutica, inclusive farmacêutica
 Ordenação da formação de recursos humanos na área da saúde
 Vigilância Nutricional e Orientação Alimentar
 Proteção do meio ambiente
 Fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas
 Incremento em sua área de atuação
 Medicamentos, equipamentos e vacinas
 Sangue e derivados
 Serviços, produtos e substancias de interesse para saúde
LEIS ORGÂNICAS DE SAÚDE - SUS*
 Lei 8080 19/set/1990 – princípios do SUS (igualdade em vez de equidade) e atuação
do SUS Nacional: definir políticas, listas (executar ações de soberania nacional)
 Descentralização: cabe a direção Estadual: coordenar
Municipal: executar
 Complementaridade do setor privado:
 Atua de forma livre e complementar
 Tem preferência por entidades filantrópicas e sem fins lucrativos
+
 Lei 8142 de 28/dez/1990 (Lei complementar) –
 Participação da Comunidade (50% usuários, 50% (profissionais da saúde
(25%), prestadores de serviço (12,5%), representantes do governo (12,5%)
 Transferência intergovernamental de recursos financeiros (Conselhos e
Conferências)

DECRETO N° 7508 DE 28/JUN/2011* - REGIONALIZAÇÃO


 Regulamenta a lei 8080 e organiza o SUS com uma nova dinâmica na organização e
gestão compartilhada do sistema
 Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde (COAP), firmado entre união,
estados e municípios  cria a região de saúde
 Região de Saúde  Agrupamento de municípios limítrofes (do mesmo estado ou não),
para garantir a integralidade da saúde
o Com no mínimo:
1) Atenção Básica (primária)
2) Urgência e emergência
3) Atenção psicossocial
4) Atenção ambulatorial especializada e hospitalar
5) Vigilância em Saúde
 Rede de saúde: conjunto de ações e serviços de saúde (hospital, UBS, UPA, CAPS,
particular)
 Mapa de saúde: descrição geográfica dos recursos de saúde
 Contrato organizativo de ação pública: acordo entre os municípios (metas, deveres)
 RENASES (relação nacional de ações e serviços de saúde/ RENAME (relação nacional
de medicamentos essenciais (componente básico, estratégico, especializado),
acompanha o formulário terapêutico nacional (FTN)
 Atualizado de 2 em 2 anos
 RENAME: usuários do SUS, prescrição no SUS e dispensação no SUS
 Porta de entrada
União: formula, coordena
Portas de Entrada – SUS (PUPS) Estados: coordenam
o Atenção Primária Municípios: executam
o Atenção de Urgência e emergência (UPA)
o Atenção Psicossocial (CAPS)
o Serviços especiais de acesso aberto (saude do trabalhador)
 Comissões intergestoras
Mapa de Saúde
Rede de Atenção à Saúde
Serviços especiais de acesso aberto
Protocolo clínico e Diretriz Terapêutica
CONSELHOS E CONFERÊNCIAS (8.142 – participação popular)
Conselho de Saúde - Mensal (fiscais e formuladores)
 PERMANENTE E DELIBERATIVO (fiscalizam e formulam politicas de saude e gastos)
 Controlam os gastos e a execução da saúde
 Paritário – 50% usuário (participação paritária), 50% resto (25% profissionais de
saúde, 12,5% representantes do governo, 12,5% prestadores de serviço)
 Formulação de estratégias e no controle da execução de políticas de saúde inclusive
nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe
do poder legalmente constituído em cada esfera do governo
*O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretários
de Saúde (CONASEM)  terão representação no Conselho Nacional de Saúde
CONASS
o Entidade de direito privado sem fins lucrativos
o Possui 12 representações: atenção à saúde, atenção primaria a saúde, assistência
farmacêutica, comunicação social, direito sanitário, epidemiologia, saúde ambiental,
gestão e financiamento, saúde do trabalhador, gestão do trabalho e da educação na
saúde, informação e informática e vigilância sanitária
o Possui 6 representantes, o presidente, 2 vice-presidentes e 3 diretores efetivos, com
exceção do presidente, os membros representam as 5 regiões do país
Conferência de Saúde – A cada 4 anos (four)
 Caráter CONSULTIVO (idealiza) (conferem a situaçao da saude)
 Paritário – 50% usuários e 50% o resto
 Avaliam e criam diretrizes para a formulação da política de saúde
 Convocada pelo executivo ou pelo Conselho Nacional da Saúde
FINANCIAMENTO DO SUS – Lei n° 141 – Tripartite – Seguridade social (desconto compulsório
sobre a folha de salário das empresas, contribuição sobre o faturamento (COFINS) e sobre o
lucro líquido (CSLL)
Emenda Constitucional n° 29 de 2000 – só passou a valer na Lei Complementar n° 141 de 2012
 Município – 15% de suas receitas
 Estado – 12% de suas receitas
 União – ano anterior + variação PIB
 DF – 12 ou 15%
EC n° 86 de 2015: União aumento progressivo até 15% de suas receitas
EC n° 95 de 2016 (PEC do teto de gastos, percentual mínimo de receita que
deve ser investido na saúde pública) (congelamento de gastos): União 15% por
20 anos + repasse baseado no IPCA – inflação (calculado pelo IBGE) e valor do
ano anterior, União: investido no ano anterior + correção pelo IPCA
Blocos de custeio (recursos da união para estados, municípios e DF)
 I – Manutenção das ações e serviços públicos
 II – Estruturação da rede de serviços públicos
Para receber os recursos os municípios, estados e o DF deverão contar com:
I. Fundo de saúde
II. Conselho de saúde, com organização paritária
III. Plano de saúde
IV. Relatórios de gestão que permitam o controle
V. Contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento
VI. Comissão de elaboração de plano de carreira, cargos e salários (PCCS), previsto o
prazo de dois anos para a sua implantação
Fim do PAB (piso da atenção básica) com portaria n° 2979 12/nov/2019
 Programa PREVINE Brasil (CPII) – financiamento da atenção básica
o I – Capitação ponderada (>50%): população cadastrada considerando
vulnerabilidade do município, perfil demográfico e classificação geográfica
(Segundo IBGE) – pagar pelo número de pessoas cadastradas e pelas
características dessas pessoas

o II - Pagamento por desempenho (indicadores de saúde)


 Mulher:
o Citopatologico
o Pre natal: 6 consultas (1º até 12 semanas)
o Exame para sífilis, HIV, dentista em gestantes
 Criança: vacinação até 1 ano (VIP (poliomielite), penta (difiteria,
tetato, coqueluche, Hep B, Haemophilus, influenzae tipo b)
 Doença crônica:
o HAS: 1 consulta e pressão aferida a cada semestre
o DM: 1 consulta e solicitação de Hbglicada por semestre

o III – Incentivo para ações estratégicas (programas do governo)


-Saúde na Hora, Equipe de Saúde Bucal, Equipe de consultório de rua,
Programa saúde na escola, unidade odontológica móvel
o IV – Incentivo por critério populacional (2022): verba per capita
Obs: os gastos da saúde privada (saúde suplementar) no Brasil são maiores que o publico

NORMAS OPERACIONAIS
NOB 91 - Normas Operacionais Básicas
 Ainda centraliza a gestação do SUS no nível federal
 Já inicia a ideia de municipalização
 Cria AIH (Autorização de Internação Hospitalar) e SIA-SUS (Sistema de Informação
Ambulatorial)
NOB 93
 Criação da transferência automática e regular
 Fortalece a ideia da descentralização com municipalização
 Cria as comissões intergestoras Bipartite (Estadual) e Tripartite (Nacional) (são
instancias de decisão dos poderes federal, estadual e municipal em que ocorrem o
planejamento, a negociação e a implementação das políticas de saúde pública. Terão
como objetivo decidir sobre os aspectos operacionais, financeiros e administrativo
da gestão do SUS)
NOB 96
 Avanço na descentralização (municipializaçao)
 Cria a PAB (Piso de Atenção Básica) fixa e variável e a PPI (Programação Pactuada e
Integrada)
 AB e Saúde da Família ganham força
NOAS 2001 e 2002 - Norma Operacional da Assistência à Saúde
 Ampliar a integralidade com regionalização
 Institui o PDR (Plano Diretor de Regionalização) e o PDI (Plano Diretor de
Investimentos)
 PAB ampliado
PACTO PELA SAÚDE DE 2006  reformas institucionais, com pacto nas 3 esferas do governo
(federal, estadual e municipal) para inovar processos e instrumentos de gestão da atenção
básica e alcançar maior eficiência e qualidade no SUS
 Pacto em defesa do SUS: reforça o SUS como política de Estado - DEFENDE
 Pacto de gestão do SUS: estabelece as responsabilidades claras de cada ente federado
 cria a região de saúde (espaço geográfico contínuo constituído por agrupamento de
Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e
sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados,
com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e
serviços de saúde.) – ORGANIZA
 Pacto pela vida:
•Saúde do idoso (PNS do idoso)
•CA colo uterino e mama (redução dos óbitos)
• Mortalidade infantil (até 1 ano, foco em diarreia e pneumonia) e maternal
(reduzir mortalidade)
•Doenças emergentes e endêmicas (HANDEMIK): Hanseníase, Dengue,
Malária, Influenza, BK (Tuberculose)
•Promoção da saúde (deter o desenvolvimento de doenças crônicas)
•Atenção Básica à Saúde: consolidar e qualificar a ESF

REDES E PROGRAMAS PRINCIPAIS


SAMU (192) Prestar socorro com unidades moveis
UPA 24h Tem atuação intermediaria entre unidades básicas e urgências hospitalares
SAUDE NÃO TEM PREÇO Gratuidade para medicamentos, inicialmente para Diabetes e
Hipertensão
CAPS (1987) Atendimento para pacientes com transtornos mentais (programa estratégico de
reforma psiquiátrica brasileira) – CAPS I, II, III, AD e i
Abandono ao antigo modelo hospitalocentrico
Evitar internações – ‘’volta para casa’’
Inserção social
Regular a porta de entrada
HumanizaSUS SUS que dá certo
1) Insdissociabilidade entre atenção e gestão (Princípios do SUS para gestão, humanizar
tudo, trabalhadores e usuários devem conhecer como funciona a gestão dos serviços e
participar ativamente da tomada de decisões)
 Gestão participativa e cogestão
 Ambiência (ambiente adequado)
2) Transversalidade (resolver problemas de saúde sem o médico, psicólogo, educador
físico etc)
 Acolhimento (qualquer pessoa que chegar num atendimento de saúde deve
ser atendido) garantia de atendimento (avaliar risco)
 Clinica ampliada: ver o paciente de uma maneira integral, não só como uma
doença (reunião multidisciplinar, casos complexos – PTS (projeto terapêutico
singular) 1° Diagnostico amplo 2° Definição de metas 3° Divisão de
responsabilidades 4° Reavaliação
3) Corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e coletivos (paciente entender e
participar nas decisões)
 Valorização do trabalhador e dos usuários
 EQUIPE REFERENCIA: ser atendido pela mesma equipe sempre
 APOIO MATRICIAL: serviços de referência/especialidades que auxiliam no caso sem a
necessidade de encaminhamento (retaguarda de assistência, suporte técnico
pedagógico, ex: NASF-AB (não é porta de entrada)

EQUIPES DE ATENÇAO BASICA PARA POPULAÇOES ESPECIFICAS (EQUIDADE)


CONSULTORIO DE RUA
Criado em 2011, faz parte da rede de atenção psicossocial (RAPS), com o objetivo de
desenvolver ações de atenção básica
ESFR e ESFF
Equipe de saúde da família para populações ribeirinhas e fluviais (EQUIDADE)
MAIS MEDICOS (2013) (EQUIDADE)
• Reduzir a carência de médicos nas regiões prioritárias
• Fortalecer a prestação de serviços de atenção básica
• Aprimorar a formação medica
• Ampliar a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS
• Promover a troca de conhecimentos entre médicos formados no Brasil e formados em
instituições estrangeiras
• Estimular a realização de pesquisas aplicadas no SUS
 Reforma educacional: fazer 1 ano de internato e na residência de MFC
MEDICOS PELO BRASIL (2019) Substituir o mais médicos
• Destinar 18 mil vagas para médicos em todo Brasil
 Prioridade em municípios mais carentes
 Carteira assinada (CLT) – plano de carreira
• Aumentar em 7 mil o n° de vagas principalmente para áreas mais necessitadas (EQUIDADE)
• Seleção para MFC e tutor medico através de processo seletivo
Saem como especialistas em saúde da família (60h/sem, 40h atendimentos, 20h teoria)
• Inscrição é feita conforme vão saindo os editais
MAIS MEDICOS PARA O BRASIL (PANDEMIA) Agilizar o médicos para o Brasil, os dois
programas estão em vigência
• Editais de chamamento publico

SAUDE NA HORA (2019)


• Ampliar recursos mensais repassados a municípios que estenderem o horário de
funcionamento das suas unidades de atenção básica
• Tipos: USF com 60h semanais, USF com 60h semanais com saúde bucal, USF com 75h
semanais com saúde bucal e USF ou UBS com 60h semanais simplificado
 20-40h/sem para medico, enfermeiro e dentista
• Se a unidade tem apenas 1 equipe, ela não pode aderir ao programa, com a pandemia isso
mudou

ATENÇÃO BÁSICA (primaria)


• Porta de entrada e carro chefe do sistema de saúde
• Atuação individual e coletiva
• Atenção integral (ênfase na prevenção)
• Descentralização (controle mais próximo do município)
Atributos/principios da Atenção Primária *Barbara Starfield
 Essenciais (nucleares) - Plincipios plincipais
o Primeiro contato (acessibilidade): porta de entrada (acesso – principal do SUS)
UBS
o Longitudinalidade: fonte continuada de atenção ao longo do tempo/ VÍNCULO
(acompanhamento)
o Integralidade: visão integral, incluindo TODAS as necessidades, inclusive domiciliar
o Coordenação: coordena (integra) o cuidado do usuário (Referência e
Contrarreferência), gerencia do paciente
 Derivado
o Centralidade/enfoque na família: informação sobre outros familiares, visão
integral da familia (genograma, ecomapa) / foco na familia
o Orientação/enfoque comunitário/familiar: avaliar problemas de saúde da
comunidade, modificar e monitorar programas… / contato com a comunidade
o Competência cultural: valoriza a cultura local, reconhecer as características
culturais, as necessidades (facilitar a relação) e concepções do adoecimento

Quatro princípios da MFC


1) O MFC é um clínico qualificado (o MFC é um especialista). Ex: oftalmologista é um
especialista focal
2) A atuação do MFC é influenciada pela comunidade
Abandono de tratamento, drogaditação, comunidade com muitos idosos, área de
risco…
3) O MFC é um recurso de uma população definida
Territorialização
4) A relação medico-pessoa é fundamental para o desempenho do MFC
Facilita a adesão, melhora o entendimento, aumenta resolubilidade

ESTRATEGIA DE SAUDE DA FAMILIA


Iniciado em 1994 com o objetivo de reorganizar a atenção básica no país
• ↑Resolubilidade (80-90%)
• Alta complexidade (muito conhecimento)
• Baixa densidade tecnológica (pouco equipamento) – tecnologias leves
• Porta de entrada

COMPOSIÇÃO MULTIPROFISSIONAL (EQUIPE DE SAUDE DA FAMILIA)


• 1 medico generalista (preferencialmente especialista em SF)
• 1 enfermeiro generalista (preferencialmente especialista em SF)
• 1 Auxiliar ou técnico de enfermagem
• ACSs
Composição ampliada: 1 Cirurgião dentista e 1 auxiliar ou técnico em saúde bucal, ACE (agente
de combate a endemias)
OBS: EQUIPE DE ATENÇAO BASICA: igual, mas não tem ACS
OBS: EQUIPE DE ANTEÇAO PRIMARIA: médico e enfermeiro

Obs: gerente de atenção básica: organiza as coisas, não faz parte de nenhuma equipe
Obs: atenção primaria seletiva: pacote de intervenções de baixo custo para combater as
principais doenças em países pobres
COBERTURA
• Cobrir 100% da população cadastrada, territorialização (território/microárea)
• 750 pessoas por ACS (microaera)
• Máximo de equipes: População/2000
• 2000-3500 pessoas por equipe (recomenda-se que o número de pessoas por equipe
considere o grau de vulnerabilidade das famílias)  adscrição da clientela (população
cadastrada)

FUNCIONAMENTO (obs: saúde na hora pode ampliar o funcionamento)


• 40h semanais, 5 dias por semana, 12 meses por ano
• Anuncio do funcionamento fixado em local visível
• Equipe de saúde da família: Todos os profissionais com 40h semanais e em apenas 1 equipe
• Equipe de atenção básica: Cada profissional deve cumprir pelo menos 10h semanais com até
3 profissionais por categoria somando 40h semanais

ATRIBUIÇÕES DE CADA PROFISSIONAL


• Comuns a todos: Territorialização e mapeamento, manter atualizado o cadastro, realizar o
cuidado com a saúde, realizar ações de atenção, acolher, realizar busca ativa, praticar o
cuidado familiar, realizar reuniões, acompanhar as acomodações implementadas, participar de
atividades de educação permanente
• Enfermagem: Consulta de enfermagem, atividades programadas ou por demanda
espontânea
• Auxiliar de enfermagem: Realizar procedimentos regulamentados com a profissão
• Médico: Realizar consultas clinicas, pequenos procedimentos cirúrgicos, encaminhar quando
necessário para outro níveis de atenção, indicar necessidade de internação
hospitalar/domiciliar
• ACS: Cadastrar todas as pessoas de sua microarea, manter os cadastros atualizados, orientar
todos sobre os serviços de saúde

Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)


 Portaria n° 2436 de 21/set/2017, aprova o PNAB
 O PNAB (portaria nacional de atenção básica) tem na Saúde da Família sua estratégia
prioritária para a expansão e consolidação da atenção básica
 PRINCIPIOS E DIRETRIZES PNAB (SUS e RAS):
 Principios:
 Universalidade
 Equidade
 Integralidade
 Diretrizes
 Regionalização e Hierarquização
 Territorialização
 População Adscrita (cadastrada)
 Cuidado Centrado na Pessoa
 Resolutividade
 Longitudinalidade do Cuidado
 Coordenação do Cuidado (referência contrareferencia  ser
encaminhado e voltar para a APS centraliade dos cuidados no nível
primário)
 Ordenação da Rede (hierarquização)
 Participação da Comunidade

o Atributos essenciais: Porta de entrada (primeiro contato-acessibilidade) /


Longitudinalidade/ Integralidade/ Coordenação

o Composição
-Mínimo (4 profissionais): médico e enfermeiro (preferencialmente especialistas
em saúde da família), técnico de enfermagem, e ACS
-Ampla: ACE (endemias), cirurgião dentista e técnico em saúde buccal

o NASF-AB
-Núcleo Ampliado em Saúde da Família
-NÃO é porta de entrada
-Multiprofissional
-Acabou em 2020 (previne brasil) (não pode criar novas)  o gestor municipal irá
decidir o que fazer:
Ou vira parte da Equipe da ESF ou AB
Ou continua como NASF-AB ou SCNES
Ou Cadastrar o professional na UBS sem vinculação
-Voltou em 2023 como equipes multiprofissionais (eMulti)

o Adscrição/Territorialização
-2000-3500 por equipe de saúde da família
-750 por ACSs
-Território (equipe)  Microárea (ACS)

o Funcionamento
-40 horas para todos/ 5 dias na semana / 12 meses ao ano
*Saúde na Hora (algumas unidades): nível superior 40h/sem
-60h/sem ≥ 3ESF
-75h/sem ≥ 6 ESF

o Atribuições comuns: Participar, territorizalição, cadastrar, atualizar cadastro,


cuidado integral, ações de atenção à saúde, visitas domiciliares
*Específico do médico: indicar internação, consulta clínica

7) Alta complexidade (muito conhecimento) e baixa densidade tecnológica (pouco


equipamento)

8) Princípios e diretrizes
-Regionalização + Hierarquização
-Territorialização + Adscrição (população adscrita)
-Cuidado centrado na pessoa
-Resolutividade
-Longitudinalidade
-Coordenar o cuidado
-Ordenar as redes e participação da comunidade

Prevenção de Doenças na Atenção Básica


Pré-patogênico (sem doença) Patogênico
Prevenção primária ( fatores de risco) Prevenção Secundária
Específica Promoção da Saúde Diagnóstico e Tratamento Precoces: rastreamento
Vacinação, ácido fólico, Saneamento, Lazer… Limitação da incapacidade: evitar complicação, prevenir
EPI danos

Prevenção Terciária
Reabilitação: Evitar que uma complicação se torne uma
sequela permanente
*Leavell & Clark
Prevenção Quaternária Evitar iatrogenias…
-Evitar a solicitação de exames desnecessários
-Espera permitida
-Primum non nocere

Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP)


Percepção do problema/Explorando a doença e a experiência da pessoa com a
doença (SIFE – sentimentos, ideias, funcionalidade, expectativa) – explorando a
doença e a experiência da pessoa com a doença – 1º, “disease e illness”
Entender a pessoa como um todo (aspectos pessoais, trabalho, família, comunidade,
história de vida) – 2º
Sistematizar – plano conjunto/ Elaborando um plano comum de manejo terapêutico
(decidir tratamento em conjunto/ decisão compartilhada), valorizar o sujeito – 3º
Ser realista (nem tudo de uma vez só, avaliar prioridades…) – Usar adequadamente os
recursos, tempo... – 6º
Objetivar prevenção – Incorporando a prevenção e a promoção de saúde – 5º
Aprofundar a relação/ Fortalecer/Estreitando a relação medico pessoa (empatia,
compaixão, cuidado) – 4º
*Alguns autores não consideram aprofundar a relação/objetivar prevenção e ser realista

Método SOAP
 Registro Clínico Orientado por Problemas (RCOP, Prontuário)
o Subjetivo – motivo/ queixa/ anamneses/ reclamações/ preocupações
(SINTOMAS, experiência da doença), S1, S2, S3 (quando tem mais de uma
queixa)
o Objetivo – dados objetivos/ exame físico/ exame complementar (OLHAR DO
MEDICO, exame físico, laboratório)
o Avaliação – hipóteses diagnósticas (se não tenho nenhuma hipótese  repito
subjetivo) (DIAGNOSTICO, afecções)
o Plano – proposta terapêutica (CONDUTA, passo a passo)
Ecomapa (representação gráfica das relações entre a família (ou individuo) com o meio
(vizinhos, amigos, igreja...)
o Foco na UNIDADE FAMILIAR
o Pode ter qualquer número de pessoas
o Avaliação no ambiente
o Relações
o Troca de energia
o Representação gráfica dos contatos dos
membros da familia com os outros
sistemas sociais, das relações entre a
familia e a comunidade. Ajuda a avaliar os
apoios e suportes disponíveis e sua
utilização pela familia e pode apontar a
presença de recursos, sendo o retrato de
um determinado momento da vida dos membros da familia, portanto, dinamico

APGAR familiar – avalia a satisfação


(adaptação, participação, growth (crescimento), afeição, resolução)
 Instrumento de avaliação destinado a refletir a satisfação de cada membro da familia
 Questionário pré-determinado (5 questões – 0 a 2 pontos)
 Classifiação: funcional, moderadamente ou gravemente disfuncional

Genograma (representação gráfica das interrelações familiares) – heredograma


o Foco no indivíduo doente – caso índice
o Pelo menos 3 gerações – Pode ter mais
o Homem – quadrado / Mulher círculo
o Avaliação com foco  unidade familiar
o Relações principais com caso índice
o Idade – dentro do símbolo
o Comorbidades ao lado do símbolo
o Nome abaixo do símbolo
o Mulher à direita, filho mais velho à esquerda

Proximidade
FIRO (Fundamental Interpersonal Relation Orientation) – Orientações fundamentais nas
relações interpessoais, sendo categorizado como uma teoria de necessidades
 Inclusão, controle e intimidade

PRACTICE  resolver problemas


Funciona como uma diretriz para avaliação do funcionamento das famílias. O
instrumento é focado no problema, o que permite uma aproximação esquematizada
para trabalhar com famílias
 Funcionamento das famílias
 É focado em um problema

Ciclo de Vida (evolução ao longo da vida)


 Crises evolutivas/naturais/normativas (união, ninho vazio) x crises
imprevisíveis/paranormativas (divórcio, prisão, desemprego)

Humanização
Principios:
 Para todos os níveis de atenção e programas do SUS
 União entre gestão e atenção
 Autonomia
Dispositivos:
 Acolhimento/Autonomia (garantia de atendimento, avaliar risco)
 Responsabilização
 Clínica ampliada: atuação conjunta, todo mundo tem voz  todos os níveis de
atenção (discussão multidisciplinar na busca do cuidado, casos complexos)
-Integrar a equipe na busca do cuidado
-Vínculo forte/ casos complexos
-Discussão coletiva
-Chegar num PTS
 Projeto Terapêutico Singular (PTS)  condutas articuladas (com minha equipe
multiprofissional) – 4 movimentos (condutas articuladas, diagnostico amplo, definir
metas, dividir responsabilidades, reavaliar)
1) Definir hipóteses/diagnostico
2) Metas
3) Dividir responsabilidades
4) Reavaliar
 Interdisciplinaridade
 Apoio matricial (ajuda a evitar referência e contrarreferência)
-Retaguarda da assistência
-Suporte técnico-pedagógico (‘’Ciclo do Bem’’ – aprendo)
-Ex: NASF-AB (não é porta de entrada) (Ampliar a abrangência e o escopo das
ações de atenção básica, bem como a resolutividade)
Escala de Coelho Savassi
Nível de vulnerabilidade  através de sentinelas de risco, avaliada na primeira VD pelo ACS

0-4 sem risco


R1 (5-6): risco menor
R2 (7-8): risco médio
R3 (>9): risco máximo

SAÚDE E MUNDO
 Declaração de Alma-Ata (Ex URSS) – 1978: saúde para todos no ano 2000
(conferência internacional sobre cuidados de saúde primários)
 Carta de Ottawa: 1986 - promoção da saúde nos países industrializados (processo
de capacitação da comunidade para atuar na sua melhoria da qualidade de vida e
saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo)
(1º conferência internacional sobre promoção de saúde)
-Construir políticas saudáveis
-Criar ambientes favoráveis
-Reforçar a ação comunitária
-Desenvolver competências pessoais
-Reorientar os serviços de saúde
-Promoção da saúde: capacitação da população para atuar na melhoria de sua
qualidade de vida
 Relatório Flexner (EUA e Canadá) – 1910: maior reforma das escolas médicas de
todos os tempos
 Declaração de Astana (Cazaquistão 2018): enfatiza a abertura universal à saúde
 Declaração de Adelaide (Austrália 1988): promoção da saúde e politicas publicas
saudáveis (2º conferência internacional para a promoção da saúde)

Atribuições dos ACSs na atenção domiciliar


 Comunicar a equipe de saúde a necessidade de avaliação da pessoa para assistência
domiciliar
 Estabelecer forma de comunicação participativa com a família
 Orientar cuidados com o lixo originados no cuidado do usuário (separação,
armazenamento e coleta)
 Servir de elo de comunicação entre a pessoa, família e a equipe
 Identificar e mobilizar, na comunidade, redes de apoio ao plano de assistência
domiciliar pactuado com a família
 Registrar os atendimentos

Obs: a ANS controla o reajuste de planos de saúde individuais e familiares, apenas planos
contratados após 1 de janeiro de 1999, antes disso vale o que está no contrato, também cobra
o ressarcimento ao SUS
Obs: Rede cegonha: estratégia do ministério da saúde que preconiza a organização de uma
rede de cuidados materno-infantil
1. Pré-natal
2. Parto e nascimento
3. Puerpério e atenção integral a saúde da criança
4. Sistema logístico (transporte e regulação)

Obs: estimativa rápida  ferramenta apropriada para o planejamento estratégico situacional


para equipes de saúde da família, possibilitando a análise de situações de saúde do território,
considerando a perspectiva dos diferentes atores sociais envolvidos na construção da
realidade local

MODALIDADES DE SAUDE SUPLEMENTAR


 Medicina de grupo: os serviços podem ser prestados por unidades próprias, onde os
profissionais de saúde são empregados da empresa de medicina de grupo, ou por
meio de unidades credenciadas por esta. A gestão do plano é feita por uma empresa
privada, criada historicamente (mas não exclusivamente) por proprietários ou sócios
de unidades hospitalares. As operadoras de medicina de grupo têm como clientes
indivíduos e empresas, para os quais comercializam planos de saúde (Amil, Golden
cross) – modalidade de plano privado que predomina no país
 Cooperativa de trabalho medico: sociedades que se constituem para prestar serviços
a seus associados (hospitais próprios e médicos cooperados), com vistas ao interesse
comum e sem o objetivo de lucro, a gestão do plano é feita por profissionais médicos
vinculados a cooperativa, denominado cooperados (Unimed)
 Autogestão: são instituídas e administradas por empresas ou por seus empregados,
por meio de caixas de assistência, associações, sindicados, fundações, sem finalidade
lucrativa (petrobras, cassi)
 Seguradoras: sociedades com fins lucrativos que comercializam os planos, não
possuem rede própria, apenas rede referenciada (sulamerica, bradesco)
 Filantropia: entidades sem fins lucrativos que operam planos privados (santa casa)
As instituições privadas poderão participar de forma complementar do SUS, segundo diretrizes
deste, mediante contrato de direito público ou convenio, tendo preferência entidades
filantrópicas e sem fins lucrativos

ESTRUTURAS FAMILIARES
 Família extensa: inclui outros membros morando junto (avos, tios, primos, etc)
 Família reconstituída: é a nova família formada após separação ou divórcio (enteado)
 Família nuclear: composta pelos pais e filhos biológicos apenas
 Família funcional: funciona adequadamente (papeis bem definidos)
 Família disfuncional: usuário de drogas, violência
 Família unitária: composta por uma só pessoa
 Família monoparental: composta por apenas um dos pais e os filhos
 Família matrimonial: casal casado sem filhos
 Família informal: casal não casado
 Família unipessoal: pessoa sozinha
Educação permanente: relação entre aprendizagem e trabalho acontecendo no cotidiano das
pessoas e organizações e sendo feitas a partir dos problemas enfrentados na pratica, levando
em consideração os conhecimentos e experiências das pessoas possuem (os usuários trazem
as demandas e elas são discutidas em conjunto)

Hepatite C
 As maiores taxas de detecção foram observadas em ambos os sexos, na faixa etária
de 55-59 anos, chegando a uma taxa de detecção de 34,5 casos por 100 mil habitantes
entre os homens e 19,7 entre mulheres
 Entre 1999-2020 foram notificados 262.815 casos, sendo 58,9% no SUDESTE, 27,5 no
SUL, 6,5% no NORDESTE, 3,6% no CENTRO-OESTE e 3,5% no NORTE
 A taxa de detecção se elevou a partir de 2015, quando a definição de caso confirmado
para fins de vigilância epidemiológica ficou mais sensível
 Observa-se estabilidade na razão de sexos a partir de 2010, mas a média é de 13 casos
em homens para 10 casos em mulheres em 2020

HIV
 Entre 2007-2020 a maior parte dos casos confirmados encontra-se no grupo de 20-34
anos, com 52,7% dos casos
 No ano de 2019 foram notificados 41.919 casos de HIV, sendo 35,3% no SUDESTE,
25,6% no NORDESTE, 18,2% no SUL, 11,8% no NORTE e 9,1% no CENTRO-OESTE
 A razão de sexos para 2019 foi 2,6 (H:M), 26 homens para cada 10 mulheres
 50,7% dos casos entre os negros (pretos e pardos), 40,1% entre os brancos
 Entre os homens maiores de 13 anos, 51,6% dos casos foram decorrentes de exposição
homossexual ou bissexual, entre as mulheres, 86,6% foram decorrentes de exposição
heterossexual

Instrumentos para efetivação das redes regionais


 Mapa sanitário
 Contratos organizativos da ação pública (COAP)
 Planos de saúde
 Relação nacional de ações e serviços de saúde (RENASES)
 Relação nacional de medicamentos
 Comissões Intergestoras regionais

TABAGISMO
 Pré-contemplação: ‘’eu não vou
mudar’’- fazer entrevista motivacional
(estratégia que busca estimular
mudanças de comportamento)
 Contemplação: ‘’eu poderia mudar’’
 Preparação: ‘’eu vou/eu posso’’
 Ação: ‘’eu faço’’
 Manutenção: já pratica a ação há mais
de 6 meses
 Recaída
 Primeira medida terapêutica: terapia
cognitiva
VIGITEL
Implementado em 2006 em todos os estados mais DF, tem como objetivo monitorar a
frequência e distribuição de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não
transmissíveis por inquérito telefônico, as entrevistas são feitas anualmente na população
adulta (> 18 anos)

TIPOS DE TERRITORIO
 Território-distrito: delimitação político administrativa  município (somatória de
territórios-área)
 Território-área: delimitação da área de abrangência de uma unidade ambulatorial
 Território-microarea: delimitada com a lógica da homogeneidade socioeconômico-
sanitária (local de atendimento de um ACS)
 Território-moradia: local de residência de uma pessoa/família

Obs: DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE estão relacionados às condições em que uma


pessoa vive e trabalha. Também podem ser considerados os fatores sociais, econômicos,
culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam a ocorrência de
problemas de saúde e fatores de risco à população, tais como moradia, alimentação,
escolaridade, renda e emprego.

Obs: intervençoes sobre os determinantes sociais de saude sejam viaveis, sao necessarios 3
pilares: intersetorialidade, participaçao social, e evidencias cientificas

ATENDIMENTO DE PESSOAS TRANS


 Nome social, é um direito dos usuários do SUS, portanto é dever de todos os
profissionais e se setores de uma unidade de saúde tratar a pessoa com o nome e
pronome que ela escolher. Esse nome deve constar em todos os registros do serviço
de saúde (prontuário, receitas, cartão SUS etc), com garantia de que a pessoa não seja
constrangida ao ter seu nome social confrontado com o nome do registro civil (o nome
civil não deve ser tornado público)
 Cirurgia: 2 anos de acompanhamento + maioridade + diagnostico de transexualismo
 Hormonização: não necessita de acompanhamento prévio, mínimo de 16 anos, se
não houver contraindicações o acompanhamento pode ser feito na UBS ou quando
disponível ou quando for necessário, por serviço de espacialidade. Caso opte-se por
serviço de espacialidade, deve-se encaminhar a pessoa para hormonização através de
guia, para a especialidade de endocrinologia com CID F64.0
 Política nacional de saúde integral LGBT: promover a saúde integral, eliminando a
discriminação e o preconceito institucional, bem como contribuindo para a redução
das desigualdades e a consolidação do SUS como sistema universal, integral e
equitativo

Obs: OMS recomenda 3-5 leitos/ 1000 habitantes

Obs: rede de atenção psicossocial (RAPS): CAPS, CPASad, CAPSi, serviços residenciais
terapêuticos (SRT), centros de convivência e cultura, unidades de acolhimento (UAs) e os leitos
de atenção integral (em hospitais gerais no CAPS III)

Obs: atributos do trabalho em equipe


 Interdependência
 Objetivos compartilhados
 Liderança
 Reflexividade

Obs: comissão nacional de incorporação de tecnologias no SUS CONITEC (órgão de


assessoramento do MS responsável pelo processo de avaliação para a incorporação de
tecnologias em saúde no SUS (medicamentos (RENAME), procedimentos, sistemas
organizacionais, educacionais, de informação), para que uma tecnologia seja incorporada 
avaliação da tecnologia em saúde (ATS)

Obs: VULNERABILIDAES
 INDIVIDUAL: aspectos biológicos, comportamentais e afetivos do indivíduo que
gerem susceptibilidade para certo agravo a saúde. Qualidade da informação que cada
indivíduo dispõe sobre uma determinada doença, somado a capacidade de aplicação
das informações em sua vida
 SOCIAL: aspectos do contexto e dos fatores sociais, como acesso a informação,
educação, participação política, cultura (acesso a informações, serviços bens culturais,
as restrições ao exercício da cidadania, exposição a violência, grau de prioridade
política ou de investimentos dados a saúde e condições de moradia, educação e
trabalho)
 PROGRAMATICA (INSTITUCIONAL): ações que o poder público, iniciativa privada e
organizações da sociedade civil empreendem, ou não, no sentido de diminuir as
chances de ocorrências de enfermidades, assim como refere ao grau de compromisso
das instituições, dos recursos, da gerencia e do monitoramento dos programas nos
diferentes níveis de atenção

Obs: POLITICA NACIONAL DE HUMANIZAÇAO:


 Acolhimento
 Gestão participativa e cogestão
 Ambiencia
 Clinica ampliada e compartilhada
 Valorização do trabalhador
 Defesa dos direitos dos usuarios

PRINCÍPIOS DO SUS
 Éticos ou doutrinários (VOGAIS)
o Universalidade: acesso a todos os cidadãos, em todos os níveis de assistência
o Integralidade: atendimento em todas as necessidades – prevenção, cura e
reabilitação
o Equidade: atenção desigual para casos desiguais, objetivando maior
uniformidade Diferente de Igualdade (que no início era o que falava a lei 8080)
 Organizacionais ou operativos
o Descentralização: coordenação e cooperação, mas com direção única e cada
esfera do governo, com ênfase no município (direção única), divisão de
poderes obs: suplementar (convênios)
o Complementariedade do setor privado: mediante contrato de direito público
ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins
lucrativos
o Regionalização: municipalização
o Hierarquização: ações e serviços de saúde organizados em níveis de
complexidade crescente
o Participação Social/popular (Controle Social), a população, pode e deve
participar do SUS: como? Lei 8142 – Conselhos e Conferências de Saúde
o Resolubilidade: resolver problemas

Atributos/principios da Atenção Primária *Barbara Starfield


 Essenciais (nucleares) - Plincipios plincipais
o Primeiro contato (acessibilidade): porta de entrada (acesso – principal do SUS)
UBS
o Longitudinalidade: fonte continuada de atenção ao longo do tempo/ VÍNCULO
(acompanhamento)
o Integralidade: visão integral, incluindo TODAS as necessidades, inclusive domiciliar
o Coordenação: coordena (integra) o cuidado do usuário (Referência e
Contrarreferência), gerencia do paciente
 Derivado
o Centralidade/enfoque na família: informação sobre outros familiares, visão
integral da familia (genograma, ecomapa) / foco na familia
o Orientação/enfoque comunitário/familiar: avaliar problemas de saúde da
comunidade, modificar e monitorar programas… / contato com a comunidade
o Competência cultural: valoriza a cultura local, reconhecer as características
culturais, as necessidades (facilitar a relação) e concepções do adoecimento

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