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1. Introdução
Este trabalho tem como finalidade trazer o tema de personalidade. O conceito
personalidade, em seu sentido literal, aparece desde suas origens associado à noção de
pessoa. Pessoa, termo derivado do latim persona, que significa máscara caracterizadora
do personagem teatral, designa, na abrangência do termo, o homem em suas relações
com o mundo. Essa abrangência, por sua vez, estende-se aos estudos sobre
personalidade, que, em sua maioria, apresentam-se em acentuada conformidade com
concepções idealistas, impregnados por significados abstratos e psicológicos. Pessoa e
personalidade aparecem tomadas como unidade e propriedade de um ser particular que
suplanta a realidade concreta. A personalidade acaba por representar um sistema
fechado sobre si mesmo, um centro organizador que desde o nascimento dos indivíduos
dirige suas estruturas psicológicas, sendo abordada, portanto, como algo existente
dentro do homem e que meramente se atualizará sob dadas condições de existência.
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1.1. Objectivos
1.2. Gerais
Estudo da personalidade individual
1.3. Específicos
Conceito da personalidade
Descrever as caraterísticas da Personalidade
Identificar os traços da personalidade
1.4. Metodologia
O presente trabalho de pesquisa foi elaborado usando o método bibliográfico, este
método que envolve pesquisas de leitura, livros, brochuras assim como leituras
bibliográficas
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2. A personalidade individual
A personalidade individual, em psicologia, refere-se ao conjunto de características
psicológicas que definem os padrões característicos de pensar, sentir e agir de um
indivíduo, moldando sua individualidade e identidade, tanto no âmbito pessoal quanto
social. A personalidade individual, em psicologia, refere-se ao conjunto de
características psicológicas que definem os padrões característicos de pensar, sentir e
agir de um indivíduo, moldando sua individualidade e identidade, tanto no âmbito
pessoal quanto social.
2.1. Personalidade
O temo personalidade “vem do latim persona que originalmente significava máscara”
(CARDOSO, FROIS & FACHADA, 1993, p. 370).
Esta visão serviu para definir personalidade do ponto de vista externo. Mais tarde o
conceito de personalidade passou a referir as qualidades que estão por detrás da
máscara, ou seja, as qualidades íntimas e pessoais do indivíduo.
Neste sentido Pestana & Páscoa (1995) entendem por personalidade ao conjunto
estruturado das características inatas (herdadas), das aquisições do meio (sociocultural),
e da história das experiências vividas (desenvolvimento) que organizam e determinam o
comportamento do indivíduo.
2.2. Características da personalidade
A personalidade é uma estrutura subjetiva que reúne os aspectos psicológicos
mais singulares de uma pessoa.
É um conceito relacionado à individualidade e identidade de uma pessoa.
É um conceito intimamente relacionado à identidade pessoal, ao social e ao
fisiológico.
A personalidade não é imutável e pode sofrer alterações conforme as vivências e
o momento de vida da pessoa.
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2.3. Formação da personalidade
A formação da personalidade é complexa e leva um certo tempo.
Os traços da personalidade vão surgindo desde a infância.
O papel da família é tão importante nessa construção.
Há ainda o papel da herança genética e da fisiologia de cada um.
2.4. Disposições ligadas à valoração (ou ao juízo de valor)
Temperamento, competências e as disposições ligadas à ação são traços de
personalidade ligados ao comportamento. Um outro grupo de traços está ligado às
particularidades da valoração ou do juízo de valor. Valorar um objeto da percepção ou
imaginário é dar-lhe um valor e esse valor gera preferências - e estas podem tornar-se
relevantes para o comportamento.
2.4.1. Postura
Por postura de valores (Werthaltungen) entende-se a tendência individual de se
julgarem determinados objetivos (ex. liberdade, igualdade) ou disposições de ação (ex.
honestidade, prestabilidade) como desejáveis ou indesejáveis. Entre os diferentes tipos
de postura e as disposições de comportamento correspondentes há uma relação
de correlação - ou seja, pessoas que valorizam novidades (postura) tendem a ser
curiosas (disposição de comportamento); pessoas ansiosas (disposição de
comportamento) costumam valorizar a segurança (postura).
2.4.2. Atitude
Atitude designa as particularidades individuais na valoração de objetos específicos,
quer da percepção, quer da imaginação. As atitudes influenciam não o comportamento
diretamente em uma dada situação, mas o comportamento em uma série de situações
diferentes. Assim uma pessoa com uma atitude positiva com relação a uma alimentação
saudável pode gostar de comer frituras (comportamento isolado), mas pode cozinhar ela
própria, comprar alimentos naturais e integrais e fazer cursos sobre a alimentação (série
de situações). Atitudes coletadas através de perguntas não influenciam o
comportamento real quando tal comportamento é socialmente desejável ou indesejável.
Assim, pessoas com atitudes preconceituosas contra um determinado grupo de pessoas
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talvez não se comporte de acordo com essa atitude por ser um tal comportamento
socialmente condenado.
2.5. Disposições ligadas à própria pessoa
Disposições ligadas à própria pessoa referem-se à tendência de a pessoa ver e julgar a si
mesma em determinadas situações. Tais disposições usam os conceitos de si-mesmo na
primeira pessoa (Eu) e na terceira pessoa (Mim).
Eu designa a instância interna da pessoa que é responsável pela ação e pelo
conhecimento; mim (inglês me) (ou si-mesmo quando dito na terceira pessoa) designa a
parte interna da pessoa que é objeto do conhecimento, ou seja, aquilo que eu sei sobre
mim.
Esse auto-conhecimento tem, por sua vez, duas parte: uma descritiva, a autoimagem, e
outra valorativa, a autoestima (veja ambas abaixo).
"eu", "mim" e "autoimagem"
A autoimagem, essa descrição de si mesmo que cada um faz, é também disposicional,
ou seja, é uma tendência relativamente estável que a pessoa tem de se ver de uma
determinada maneira em determinadas situações. Ela é composta tanto de conhecimento
universal, que diz respeito a todas as pessoas que são como eu (estudantes são críticos,
brasileiros são simpáticos, etc.), como de conhecimento individual, ou seja, relativo
somente a mim (eu tenho medo de altura, sou bom esportista, etc.). Como se vê esse
conhecimento também é influenciado por preconceitos e ideias preconcebidas.
2.5.1. Autoestima
A autoestima, como parte valorativa do conhecimento de si mesmo, ou seja, o juízo
que eu faço sobre mim mesmo, pode ser concebida como a atitude de uma pessoa sobre
si mesma e assim também é uma característica da personalidade, se bem que menos
estável do que a autoimagem por ser sensível a variações do humor. A autoestima é uma
característica situação-específica, ou seja, ela varia de acordo com a situação: eu posso
estar satisfeito comigo mesmo quando estou na universidade, mas insatisfeito quando
estou na quadra de esportes.
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2.5.2. Aspectos disposicionais da dinâmica da autoestima
Outros aspectos disposicionais ligados à autoestima são as chamadas cognições ligadas
a si mesmo: autopercepção, a percepção do próprio corpo e do próprio
comportamento; a memória de si, as recordações ligadas à própria pessoa e às
experiências feitas no passado; o reflexo social, ou seja, a opinião que nós pensamos
que outras pessoas têm a nosso respeito, e a comparação social, ou seja, a autoestima
não é apenas baseada na nossa percepção de nós mesmo, mas também na percepção que
nós fazemos dos outros a nosso redor. Um dos motivos mais descritos na literatura
psicológica é o motivo de aumento da autoestima: todas as pessoas desejam ter uma
autoestima positiva e têm assim uma tendência a se supervalorizar. Essa tendência é
normal e saudável até um determinado ponto, em que passa a ser socialmente
condenada.
Um outro processo importante ligado ao conceito de si mesmo é a autorrepresentação.
O sociólogo E. Goffman comparou o comportamento social a um teatro público, em que
nós nos representamos a nós próprios. Essa representação tem um determinado fim:
a administração da própria imagem, ou seja, cada um procura controlar a impressão que
ele provoca sobre os outros.
Momentos há em que temos a nossa atenção voltada para nós mesmo. A esse estado
normalmente curto dá-se o nome de autorreflexão (al. Selbstaufmerksamkeit). Alguns
autores puseram-se a questão, se há uma disposição em direção a uma autoreflexão mais
ou menos forte. A essa disposição Asendorpf deu o nome
de autoconsciência (al. Selbstbewusstheit). Esta é por sua vez composta de três fatores
(Feingstein et al., 1975):
(i) autoconsciência privada, ou seja, a tendência de pensar muito sobre si mesmo;
(ii) autoconsciência pública, em outras palavras, a tendência de se preocupar sobre a
impressão que se causa sobre outros, e
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(iii) ansiedade social, que é a tendência a ter medo em situações sociais.
2.5.3. Bem-estar
O bem-estar designa a parte subjetiva da saúde mental. Apesar de ser também
influenciado por fatores externos ao indivíduo e de suas capacidades, o bem-estar
representa também um determinado traço da personalidade relativamente independente
de tais fatores.
3. Desenvolvimento da personalidade
3.1. A estabilidade da personalidade
A pesquisa empírica conseguiu determinar quatro princípios para descrever a
estabilidade dos traços de personalidade:
1. Quanto maior o intervalo entre a primeira e a segunda medição, maior a
mudança - ou seja, os traços da personalidade se modificam com o passar do
tempo;
2. Em diferentes áreas da personalidade a estabilidade também é diferente - por
exemplo: durante a vida, a inteligência tem uma estabilidade muito alta; já o
temperamento tem uma estabilidade mediana, enquanto a autoestima pode variar
muito.
3. Muitos traços da personalidade são tanto mais instáveis quanto mais instável é o
ambiente social - assim mudanças bruscas no ambiente podem trazer consigo
mudanças na personalidade da pessoa;
4. Na infância, quanto mais cedo é feita a primeira medição, mais instáveis são os
traços da personalidade - isto é, com o aumento da idade há uma tendência de
estabilização das características da personalidade, se bem que na puberdade
possa haver alguns momentos passageiros de instabilidade. Duas razões são
apresentadas para esse aumento na estabilidade da personalidade:
1. No decorrer do desenvolvimento a autoimagem torna-se cada vez mais
estável - o conhecimento que a criança tem de si mesma cresce com o
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tempo e, se o ambiente for relativamente estável, também a estabilidade
nas formas de reação a ele cresce;
2. Com o aumento da idade aumenta também a possibilidade de a criança
modificar o seu ambiente a fim de que ele se adapte à própria
personalidade - a criança pode escolher as atividades que lhe agradam, os
amigos, etc..
3.2. Forma física e personalidade
A relação entre forma física e personalidade estimula a imaginação de filósofos e
pensadores desde a antiguidade. Kretschmer propôs nos anos 20 do século XX uma
classificação dos tipos físicos que, supunha ele, estavam relacionados com diferentes
transtornos mentais, posteriormente com diferentes temperamentos. Ele classifica três
tipos físicos:
1. Tipo longilíneo ou leptossômico, de corpos delgados, ombros estreitos, peito
aplainado, rosto alargado e estreito, membros longos e delgados. Teria uma
maior tendência para a esquizofrenia e um temperamento mais sensível;
2. Tipo atlético ou muscular, de sistema ósseo e muscular desenvolvidos, ombros
largos, cadeiras estreitas e pescoço grosso. Teria tendência para a epilepsia e um
temperamento intermediário entre os outros dois;
3. Tipo brevelíneo ou pícnico, de rosto arredondado, abdome saliente, membros
curtos. Tenderia à ciclotimia e a um temperamento mais tranquilo.
A relação correlativa entre essas características foi inicialmente empiricamente
comprovada. Análises posteriores mais exatas, que levavam em conta outras variáveis -
como a idade - e usavam métodos mais objetivos, acabaram por derrubar a teoria de
Kretschmer.
No entanto a possibilidade de haver uma real relação entre forma física e características
psicológicas não é improvável, mas não de maneira direta, como pensava Kretschmer.
A forma física pode, através de um processo de autopercepção, ser considerada positiva
ou negativa e, assim, influenciar a autoestima, influenciando assim os traços de
comportamento; pode ainda ser influenciada pela percepção que a pessoa tem de si,
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influenciar os motivos e interesses da pessoa, influenciando assim também as tendências
de comportamento da pessoa. No entanto não apenas a autopercepção pode influenciar a
autoestima e os interesses de alguém; o juízo de outras pessoas e a reação destas
desempenham também um importante papel nesse processo, de forma que as
características de comportamento estáveis (assim a personalidade) são influenciadas
indiretamente e de quatro maneiras diferentes pela forma física:
Forma física → autopercepção → autoestima → comportamento;
Forma física → autopercepção → interesses e motivos → comportamento;
Forma física → juízo alheio (reação dos outros ao indivíduo) → autoestima →
comportamento;
Forma física → juízo alheio → interesses e motivos → comportamento.
3.2.1. Temperamento
Temperamento designa as disposições do indivíduo ligadas à forma do
comportamento, principalmente as ligadas aos "três As da personalidade": afetividade,
ativação (excitação) e atenção.
3.2.2. Competências ou habilidades
Competências ou habilidades são traços da personalidade que exprimem a capacidade
de alguém de alcançar determinada realização ou desempenho.[3]
3.2.3. Inteligência
Inteligência é um construto complexo que descreve a capacidade intelectual do
indivíduo.
3.2.4. Criatividade
Criatividade, apesar ser um termo muito difundido e discutido, é um construto de
difícil definição, porque cada autor parece defini-lo de uma maneira diferente. Alguns
autores chegam mesmo a se perguntar se criatividade não seria um conjunto de traços de
personalidade ao invés de um só. Guilford (1950) define criatividade como a capacidade
de pensar divergentemente, ou seja, de encontrar soluções diferentes e novas para um
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problema, em oposição ao pensamento convergente que encontra soluções para
problemas para os quais há apenas uma resposta correta.
3.3. Competência social e inteligência emocional
O termo competência social, na psicologia do senso comum normalmente entendido
como a capacidade de lidar com outras pessoas, é de difícil definição, por conter dois
componentes distintos, que têm entre si uma correlação muito pequena: a capacidade
de defender e/ou de impor os próprios interesses e a capacidade de construir
relacionamentos.
Inteligência emocional é um termo problemático. Ele foi definido de diferentes formas
por diferentes autores (Salovey & Mayer, 1990; Mayer et al. 2000; Van der Zee et al.,
2002) e em todas as suas definições não representa uma atividade intelectual - ou seja,
não corresponde à ideia de inteligência (ver acima).
4. Teorias da Personalidade
A noção de personalidade varia de corrente para corrente da psicologia. O termo tem
vindo associado a outros como carácter e temperamento, próximos, mas não sinónimos.
As teorias da personalidade divergem essencialmente na importância que atribuem aos
factores responsáveis na formação doa personalidade.
As tipologias morfológicas de Kretschmer e de Sheldon enfatizam os factores
hereditários, morfofisiológicos; os teóricos de aprendizagem vão mais para o meio
social; Freud e Erikson dão ênfase aos factores dinâmicos do desenvolvimento; Roger
e Maslow vão mais para as necessidades que orientam a realização do indivíduo; e
Allport, a personalidade pode ser descrita pelos traços que a constitui (teoria dos
traços).
4.1. Traços de Personalidade
Ao falar de personalidade, torna-se imperativo falar de traços de personalidade, uma vez
que estes se assumem como uma descrição mais precisa na caraterização da mesma
(Cloninger, 1999, 2003). Os traços referem-se assim a um conjunto mais focalizado de
caraterísticas, que podem ser atribuídas a uma pessoa em diferentes grupos (Cloninger,
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1999, 2003). Dessa forma, a teoria dos traços tem como objetivo primordial o estudo
dos comportamentos do sujeito a fim de o compreender, sendo a sua explicação baseada
nos fatores hereditários, na predisposição que o indivíduo tem para o desenvolvimento
de vários traços e nos fatores ambientais (Nunes, Hutz, & Giacomoni, 2009). O traço de
personalidade pode ser definido pela resposta do indivíduo, ou seja, pela qualidade do
comportamento e caraterísticas emocionais apresentadas na interação com o meio e que,
agrupadas, contribuem para a definição da personalidade (Conceição, 2011; Sousa,
2012; Thomas & Castro, 2012).
4.2. Personalidade psicológica.
Personalidade é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões
de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A
formação da personalidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. O
termo é usado em linguagem comum com o sentido de "conjunto das características
marcantes de uma pessoa", de forma que se pode dizer que uma pessoa "não tem
personalidade"; esse uso, no entanto leva em conta um conceito do senso comum e não
o conceito científico aqui tratado. Carver e Scheier dão a seguinte definição:
"Personalidade é uma organização interna e dinâmica dos sistemas psicofísicos que
criam os padrões de comportar-se, de pensar e de sentir característicos de uma pessoa".
Esta definição de trabalho salienta que personalidade.
4.3. Personalidade moral.
Segundo Josep Maria Puig, a educação moral é uma tarefa destinada a dar forma moral
à própria identidade humana por meio de um trabalho de reflexão e ação que parte das
circunstancias que cada sujeito encontra no seu dia a dia. A educação da moralidade é
um elemento a mais na ideia de educação integral, pois essa dimensão do ser humano
constitui-se uma faceta da personalidade tanto quanto a intelectual, a corporal, a afetiva
e a artística. A dimensão moral possui certa superioridade sobre as demais, pois é ela
que dá sentido e direção ao ser humano como um todo".
A moralidade está intrinsecamente relacionada com a necessidade que todos os seres
humanos possuem de se relacionar com os demais e com uma característica tipicamente
humana que é o inacabamento ou indeterminismo. Por constituir-se um ser inacabado e
indeterminado que não está pronto e cujo desenvolvimento não é determinado
biologicamente, o ser humano depara-se com a necessidade de decidir reflexivamente o
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que fazer com tal abertura. Deve, portanto decidir sobre a maneira pela qual irá
construir a sua própria "biografia", agindo de forma responsável sobre as circunstancias
na qual está inserido. Os elementos que contribuem para a construção da personalidade
moral, segundo Puig são: meios de experiência moral, problemas sóciomorais e recursos
morais individuais.
4.4. Personalidade ética.
Pensar a educação moral em tempos atuais exige de nós mais do que uma adequação do
currículo escolar. Como podemos formar pessoas éticas se não temos ideia de como se
dá esse desenvolvimento? Sim, pois, é verdade que para se ensinar matemática, os
professores aprendem, ou deveriam aprender, como se dá a gênese do número, das
noções de espaço, de medidas, de tempo... Para se saber geografia, história, existe um
conhecimento sistematizado em função do desenvolvimento infantil. Entretanto, não é o
que acontece com o desenvolvimento moral. Há algum tempo temos nos dedicado a
essa tarefa. Desmistificar o trabalho com afetividade na escola, comprovando que este
vai muito além de carinho e cuidados, é nossa tarefa maior. Enfim, contextualizar o
tema da afetividade na escola e nos estudos contemporâneos sobre ética e moral e
constatar que, portanto, as propostas que poderão ser realizadas em educação devem
seguir as orientações da psicologia moral são também tarefas deste livro. Finalmente,
quando ouvimos meninos e meninas que nunca tiveram a possibilidade de serem
ouvidos, de serem respeitados como sujeitos de seus próprios pensamentos e
sentimentos dizendo o que sentiram quando passaram por atividades como as que
proporemos neste livro, podemos concluir o quão importante são os momentos em que
se experimenta vivenciar a ética – estar bem consigo e com o outro. Acompanha a obra
um encarte com proposta de atividades.
4.5. Personalidade jurídica.
O permanente objetivo do direito, em suas diversas manifestações, é o ser humano e
suas relações. Na acepção jurídica, pessoa é o ser, individual ou coletivo, dotado de
direitos e deveres. Sendo a personalidade jurídica, atributo essencial ao ser humano, é a
aptidão para possuir direitos e deveres, que a ordem jurídica reconhece a todas as
pessoas.
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5. Conclusão
Pois termos feito o trabalho, concluimos que dentro da personalidade temos a
personalidade psicológica, sendo o conjunto de características psicológicas que
determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e
social de alguém. Temos a personalidade moral, onde moral é uma tarefa destinada a dar
forma moral à própria identidade humana por meio de um trabalho de reflexão e ação
que parte das circunstancias que cada sujeito encontra no seu dia a dia. Temos também a
personalidade ética, as definições de Moral e Ética são invariantes psicológicas, sendo a
razão e a afetividade. Moral e ética são conteúdos vivenciados na escola. E temos a
personalidade jurídica, onde na acepção jurídica, pessoa é o ser, individual ou coletivo,
dotado de direitos e deveres.
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6. Referências Bibliográficas
ABRUNHOSA, Maria Antónia e LEITÃO, Miguel. Psicologia B. Lisboa: Edições Asa,
2009.
CARDOSO, Adelino, FROIS, António,FACHADA, Odete. Rumos da Psicologia.
Lisboa, Edições Rumo, 1993.
CAPARÓS, António. História da Psicologia. Lisboa: Plátano editora, 1999.
GLEITMAN, Henry, FRIDLUND, Alan J., REISEBERG, Daniel. Psicologia. Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian, 2009.
MYERS, David. Introdução Psicologia Geral. São Paulo: Editora Santuário, 1999.
PESTANA, Emanuel, PÁSCOA, Ana. Dicionário Breve de [Link]: Editora
Presença, 1995.
PILETTI, Nelson. Psicologia Educacional. São Paulo: Editora Ática, 1995.
SPRINTALL, Norman A., SPRINTALL, Richard C. Psicologia Educacional, Lisboa:
MP-Graw-Hil,