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Tipos de AVC e Tratamento Neurológico

O documento aborda o Acidente Vascular Cerebral (AVC), suas classificações, fatores de risco e complicações, além de discutir a Doença de Parkinson e o Traumatismo Cranioencefálico (TCE), incluindo suas causas e mecanismos de lesão. Também são mencionadas condições como Esclerose Múltipla e Esclerose Lateral Amiotrófica, destacando suas etiologias e quadros clínicos. O tratamento fisioterapêutico é enfatizado para melhorar a mobilidade, prevenir complicações e promover a independência dos pacientes.

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Tipos de AVC e Tratamento Neurológico

O documento aborda o Acidente Vascular Cerebral (AVC), suas classificações, fatores de risco e complicações, além de discutir a Doença de Parkinson e o Traumatismo Cranioencefálico (TCE), incluindo suas causas e mecanismos de lesão. Também são mencionadas condições como Esclerose Múltipla e Esclerose Lateral Amiotrófica, destacando suas etiologias e quadros clínicos. O tratamento fisioterapêutico é enfatizado para melhorar a mobilidade, prevenir complicações e promover a independência dos pacientes.

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AVE:

• Restrição na irrigação cerebral- lesão celular e déficit


neurológico por um período igual ou superior a 24h.

Tipos de AVC e etiologia:

 Hemorrágico: Geralmente causado por hipertensão arterial e


aneurismas. 20% dos casos.
 Isquemicos: Causado por um coágulo, êmbolos, trombos,
abcessos, tumor bloqueando o fluxo sanguíneo para o cérebro.
75% dos casos (mais comum, por ter mais causas).
 Para ser considerado Ave, tem que ter bloqueio de fluxo.

Fatores de risco:

 Ataque isquêmico transitório > Tem sinais e sintomas típicos,


porém, não deixa sequelas, período inferior a 24h. Pode virar
um futuro AVE. Sinal de alerta.

Modificáveis: Adaptados durante a vida (hábitos saudável,


hipertensão, tabagismo, diabetes, sedentarismo e obesidade).

Não modificáveis: Genéticas, idade, sexo e raça.

Vascularização encefálica:

 Artérias carótidas: Grupo com várias ramificações para


vascularizar o nosso encéfalo.

Polígono de Wilis: Anastomose arterial (junção de várias artérias –


Tentam manter o fluxo normal de distribuição sanguínea). Porém,
depende muito da quantidade de tempo, tem que ser rápido. Forma
de proteção quando ocorre lesão (nem sempre da conta, porém, tenta
manter a circulação normal).

Cerebrais anteriores, lado direito e esquerdo e compõem o polígono,


carótidas internas, cerebrais posteriores (TUDO É DIREITA E
ESQUERDA). Comunicante posterior, trombo basilar (artérias
basilares, artéria que realiza a vascularização do trombo encefálico -
Bulbo (controle central da respiração), ponte e o mesencéfalo >
tronco encefálico).

Tronco basilar (estado vegetativo ou coma), prognóstico bem ruim


devido ao quadro motor grave e quase não reage a nada. Com
problema respiratório.

Quadro clínico Artéria cerebral anterior: Vascularização da


parte interna do nosso encéfalo.

• Hemiparesia contralateral e perda sensorial contralateral > em


MMII, alterações de comportamento, apraxia e afasia
(hemisfério esquerdo). Paciente mexe braço normal, mas não
mexe pernas (perde controle).

Quadro clínico Artéria Cerebral Média: Vascularização da


parte externa do cérebro.

• Hemiplegia ou hemiparesia de predomínio braquiofacial ou


monoplegia braquial, paralisia facial central (central por ser no
cérebro), hemianopsia (não é obrigatório – individuo tem a
perda da metade do campo visual), afasia de Broca (hemisfério
esq.) - (Não obrigatório), apraxia (dificuldade em realizar a
sequência de movimentos), agnosia (dificuldade de reconhecer
objetos).

• Vasculariza todos os lobos, menos o occipital.

Quadro clínico Artéria Cerebral Posterior: Vascularização da


base do encéfalo (interna/externa) – Praticamente do lobo
occipital).

• Hemiplegia transitória.

• Hemianopsia (visualiza somente meia imagem) – Somente


metade de um olho. Causa desequilíbrio.

• Anomia: Déficit de memória (esquece nome do objeto, mas


conhece). Passa um pouco pelo lobo temporal, que pode causar.

Homúnculo de Penfield:
 Hemiparesia contralateral e perda sensorial
contralateral > em MMII, alterações de comportamento,
apraxia e afasia.
 Hemiparesia de predomínio no membro superior e a face
da artéria cerebral média.

Quadro clínico geral:

• Distúrbios de sensibilidade: Lesão no tálamo (sensibilidade


excessiva).

• Hemiplegia (grau 0 de força) hemiparesia (fraqueza no


hemicorpo afetado).

• Hemianopsia (visualiza somente metade do objeto).

• Presença de reflexos primitivos (recém-nascido se integram).

• Reações associadas (compensações motoras) ele compensa no


movimento.

• Dist. coordenação (ataxia):

• Incontinência urinária (casos mais graves ou se já apresentava


outro transtorno anterior).

• Distúrbios perceptivos (lobo parietal direito-> imagem corporal,


negligência), linguagem;

• Distúrbios comportamento (frontal), memória (temporal-curto


prazo);

Complicações:

• Contraturas e deformidades: Espasticidade muito severa ou


grave. Realizar mobilizações na região da sequela. Imobilismo
(movimentar o segmento. Posicionamento incorreto.
************

• TVP e embolia: Imobilidade, embolia é uma consequência da


TVP.

• Dor, podendo ser articular ou muscular.

• Disfagia (engasgar-se com frequência).

• Disfunção do ombro: Maior sintoma, tanto na fase aguda quanto


na crônica. Hipotonia, não realiza direito movimento ativo, o
que leva a uma articulação instável e musculatura instável.
Frouxidão ligamentar. Subluxação articular. Ombro mais baixo
(afetado). Flexão e abdução é o caso de maior dor articular.
• Respiratórias

Objetivos:

 Espasticidade (pode levar a deformidades e contraturas) para


evitar as demais complicações). Utiliza-se tala de polipropileno
(evita mão em garra), pode usar também a AFO.
 Manter ADM livre (mobilização do membro, ativa assistida,
ativa, alongamentos e órteses de posicionamento).
 Estimular o uso funcional do lado hemiparético (estímulos do
lado afetado do paciente) – Atividades do dia a dia.
 Melhorar equilibro.
 Melhorar a resistência cardiorespiratória (cárdio leve –
condicionamento dentro de cada condição do paciente).
 Desenvolver a independência na Cadeira de Rodas ou
deambulação nas AVDS.
 Promover orientações ao paciente e para família.
 Prevenir complicações respiratórias.

PARKINSON:

DEFINIÇÃO: Doença progressiva e crônica do SN, envolvendo os


gânglios da base e resultando em perturbações no tônus, na postura
e [Link]ários. Tríade: rigidez, tremor e bradicinesia.

GÂNGLIOS DA BASE: estriado (caudado e putâmen), globo pálido


externo e interno, núcleo subtalâmico e substância negra.

Incidência: 58 e 60 anos, alguns casos na faixa de 30- 40 anos > no


sexo masculino.
ORIGEM: neuroquímica (dopamina)- rigidez e

bradicinesia.

 QUADRO CLÍNICO: rigidez, bradicinesia, tremor, alterações


posturais; reações de endireitamento, proteção e equilíbrio
deficitários; fadiga; marcha festinante; face em máscara; sialorréia;
disfagia; alteração na fala; alterações do SNA; alterações na memória
a curto prazo, cãibras.

PARKINSONISMO

 PARKINSONISMO PÓS-INFECCIOSO

Etiologia: encefalite viral.

 PARKINSONISMO ARTERIOSCLERÓTICO: Envolvimento


arteriosclerótico e o infarto do tronco cerebral (subst. negra, gânglios
da base.

 PARKINSONISMO BOXEADOR

Fisioterapia em casos de Parkinson:

 Manter ou aumentar ADMs.


 Melhora da postura corporal.
 Melhorar a mobilidade geral.
 Aprimorar a marcha.
 Aprimorar o equilíbrio estático e dinâmico.
 Manter e ou melhorar a FM- Exercícios ativo assistidos, ativos,
resistidos MMSS, MMII, tronco.
 Prevenir complicações.
 Promover orientações à família.
Traumatismo cranioencefálico:

O traumatismo cranioencefálico é uma condição neurológica grave e


comum.

Etiologias de acordo com as Diferentes Faixas Etárias:

Crianças: As principais causas de TCE em crianças são quedas e


acidentes no

trânsito.

Adultos jovens: Os acidentes de trânsito são a causa mais comum


de TCE em adultos jovens.

Idosos: Entre idosos, quedas são a principal causa de TCE. Com a


idade, a probabilidade de morte em decorrência do traumatismo
cresce significativamente.

Mecanismo de lesão:

Golpe: Um golpe direto na cabeça é uma das principais causas do


TCE. Pode ser causado por objetos contundentes, socos ou chutes.

Contra-golpe: Quando a cabeça sofre uma força brusca no sentido


contrário do impacto direto, um contra-golpe pode ocorrer. É muito
comum em jogadores de futebol americano e boxeadores.

Lesão axonal difusa: A lesão axonal difusa é decorrente da rápida


aceleração e desaceleração do cérebro dentro do crânio. Ela pode ser
por acidentes de carro ou outros impactos violentos.
Lesão Cerebral Primária e Secundária:

Primária: A lesão cerebral primária ocorre no momento em que a


força trauma gera uma lesão no tecido cerebral. Pode resultar em
lesões vasculares ou hematomas subdurais.

Secundária: Lesões secundárias ocorrem horas ou dias após o


impacto inicial. Podem ser causadas por edema cerebral, isquemia
cerebral ou infecções respiratórias.

Escala de Glasgow:

O que é a Escala Glasgow: A Escala Glasgow é usada para medir o


nível de consciência em pacientes com TCE ou outras lesões
cerebrais.

Como funciona:

A escala mede três aspectos: abertura ocular, resposta verbal e


resposta motora. Cada um recebe uma pontuação de 1 a 5. A
pontuação total varia de 3 a 15, sendo que 15 é a pontuação máxima,
3 a 8- grave, 9 a 14- moderado, 15- normal.

Escala Rancho Los Amigos: Cada fase temos uma orientação.

- Fase despertar (I, II e III), realiza-se uma conduta passiva


(hospitalar).
- Fase adequar (IV, V e VI): Exercícios ativos assistivos, repetições e
demonstrações.

- Fase reabilitar (reorganizar) Níveis VII e VIII: Exercícios de alta


complexidade, dupla tarefa (autonomia nas atividades do dia a dia).

Técnicas de tratamento fisioterapêutico

Hidroterapia; Equoterapia, eletroterapia, Crioterapia,


Neuromodulação, FNP.

Esclerose Multipla e Lateral Amiotrófica:

1) Esclerose Multipla, causa a destruição da Bainha de Mielina, o


que prejudica a transmissão de sinais nervosos. Danificou a
Bainha > Tentativa de reparo causa cicatriz (Gliose). Próprio
corpo causa anticorpos para atacar a bainha de mielina
(Doença Autoimune). Pode ter comprometimento ocular.

Causas:

 Fatores genéticos: Variantes genéticas podem aumentar a


suscetibilidade a EM e a ELA, embora não sejam os únicos
determinantes.
 Fatores ambientais: Contato com alguns vírus, infecções e
estresses e outros fatores ambientais que podem desempenhar
um papel na etiologia das doenças.
 Resposta imunológica: Respostas desreguladas, como a
ativação das células T e macrófagos, contribuem para a
progressão da EM e da ELA.

Quadro clínico:

 Sintomas incluem fadiga, problemas de visão, fraqueza


muscular, problemas de equilíbrio, sendo a evolução
imprevisível, podendo ter surtos e remissões, alteração na
sensibilidade (dormência, formigamento e queimação).
Incontinência urinária.

Formas clínicas:

 Redicivante-Remitente: Mais benigna, temos surtos seguidos


de períodos de remissão, sendo a forma mais comum da EM.
 Primeiramente progressiva: Deterioração neurológica
gradual e constante, sem surtos distintos.
 Secundariamente progressiva: Inicia-se com surtos e
remissões, evoluindo posteriormente para uma piora continua.

Tratamento clínico:
 Imunossupressores, principal tratamento para diminuir a
quantidade de anticorpo circulante (menos ataque da bainha de
mielina).
 Imunoglobulinas > Diminuir ataque a bainha de mielina.

2) Esclerose Lateral Amiotrófica: A ELA compromete os


neurônios motores (superior e inferior), levando a perda
progressiva do controle muscular. Não temos comprometimento
cognitivo, somente se o paciente já tenha outra doença.

 Primeiro neurónio (superior): Nasce no córtex e termina no


corno anterior da medula.
 Segundo neurónio (inferior): onde termina o primeiro neurônio.

Sintomas:

 Não afeta cognitiva, não compromete parte urinária e


sensibilidade.

Etiologia:

 Fatores genéticos, fatores ambientais e sobrecarga de


treinamento físico. excesso de liberação de glutamato na fenda
sináptica.

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